Blog do Avallone

Arquivo : janeiro 2014

O Palmeiras continua 100 por cento, o São Paulo contrata: vem aí o Choque-Rei
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Roberto Avallone

Foto: Piervi Fonseca

Foto: Piervi Fonseca

Com a vitória sobre o Penapolense- ainda que por 1 a 0- gol de Marquinhos Gabriel, o Palmeiras manteve 100 por cento de aproveitamento, com doze pontos ganhos em quatro jogos; o São Paulo praticamente acertou a contratação do bom volante de Souza, do Grêmio, um reforço que se junta ao colombiano Pabón e o uruguaio Álvaro Pereira na lista de novidades do tricolor para a temporada.

A campanha do Palmeiras e a reação do São Paulo são bons ingredientes para o clássico deste domingo, no Pacaembu, em duelo que foi apelidado de “Choque- Rei” pelo Jornalista Thomas Mazzoni, já falecido: Mazzoni chamou assim a este confronto, pois, à época, palmeirense e tricolores costumavam dividir os títulos do futebol paulista.

Depois do jogo contra a Penápolis, Valdivia- que apenas atuou meio tempo, poupado para domingo- rechaçou a ideia de que seu time é o favorito para o duelo: “Clássico é diferente, não tem previsão. Diziam que o Corinthians estava um passo na frente do Santos e ele perdeu de 5”. Foi o que aconteceu, pois não?

Até porque nada teve de encantador o triunfo palmeirense sobre a turma de Penápolis, equipe que veio ao Pacaembu apenas para se defender, com quatro volantes, em verdadeira retranca, vencida só pela estrela de Marquinhos Gabriel, que fez o gol aos 20 minutos de segundo tempo, completando a jogada que ele mesmo iniciou com o passe que deu para Alan Kardec chutar e o goleiro rebater. No domingo passado, Marquinhos Gabriel já tinha ido bem, com duas assistências para gols do Palmeiras.

Por sua vez, o São Paulo vem de três vitórias seguidas- sendo a última por 6 a 3 contra o Rio Claro, três gols de Luís Fabiano-, recuperando-se do mau inicio de Campeonato quando perdeu para o Bragantino por 2 a 0. E com os reforços, deve ficar melhor.

Pois tudo isso talvez seja motivo para casa cheia, ou quase cheia, algo raro até agora neste Campeonato Paulista em que clássico como Santos e Corinthians, na Vila Belmiro, não levou mais do que oito mil pagantes. Reflexo talvez da fórmula estranha da competição, que só terá importância mesmo na fase do mata-mata.

Pelos ingredientes apresentados e por ser o velho Choque-Rei, no Pacaembu, no domingo deve ser diferente.


A noite em que o Santos arrasou o Corinthians. E ressurge Luís Fabiano
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Roberto Avallone

Foto: Ale Cabral

Foto: Ale Cabral

Foi uma goleada como há muito tempo o Corinthians não sofria para o velho rival: Santos 1, 2, 3, 4, 5 a 1 na Vila Belmiro, só acostumada a ser palco de números assim envolvendo este clássico nos tempos mágicos de Pelé.

Uma surra!

O meia corintiano Douglas, ao final da partida, nem tentava explicar: “O Santos foi muito superior, só não podemos desanimar”. Nem desanimar e nem atribuir ao árbitro Paulo César de Oliveira parte da responsabilidade pelo vexame da goleada sofrida: Oliveira errou para os dois lados na não marcação de pênaltis- um sobre Guerrero, o outro sobre Cicinho- e fica sob sua interpretação o primeiro gol santista para avaliar se um dos atacantes do Santos que estavam impedidos prejudicou ou não a visão do goleiro Walter. Quanto ao impedimento, diz a nova regra que a jogada pode seguir se nenhum dos impedidos tocar na bola.

Na verdade, o que aconteceu foi um Santos bem melhor do que o Corinthians, guiado por Arouca (o melhor em campo) e jogando com contra-ataques velozes e decididos que infernizavam a vida da defesa corintiana. E os gols foram saudando o público (que se esperava bem maior) presente à Vila Belmiro: Arouca, Gabriel, Guilherme, Thiago Ribeiro, Bruno Peres e novamente Thiago Ribeiro marcaram os gols que deram brilho e agitação ao clássico.

A tendência é a de que o técnico Oswaldo de Oliveira faça desse Santos forte candidato ao título de campeão paulista, pois nem pode utilizar ainda o futebol de Leandro Damião, uma contratação caríssima, assim como o do experiente zagueiro Edu Dracena ou dos meias Rildo e Lucas Lima. Oswaldo vem aproveitando, com sabedoria, garotos da base.

Já quanto a Mano Menezes, o técnico corintiano, creio que tomou a consciência de que não será fácil reconstruir o time do Corinthians, depois da goleada sofrida para o Santos e da derrota para o São Bernardo no último sábado. Vindo de má campanha no Campeonato Brasileiro, quando estava sob o comando de Tite, o Corinthians tem problemas no ataque que não se encaixa e agora também com a defesa, que sofre com a não compactação da equipe.

Muito trabalho à vista.

LUÍS  FABIANO  VOLTOU

Foto: Ricardo Matsukawa

Foto: Ricardo Matsukawa

Só vi os gols da goleada do São Paulo sobre o Rio Claro– 6 a 3- mas o personagem que evidentemente chamou mais a atenção foi Luís Fabiano, autor de três gols (os três primeiros do tricolor), quando mostrou o oportunismo e o faro de artilheiro dos velhos tempos. Aí vem o clássico com o Palmeiras no próximo domingo, uma chance a mais para que Luís Fabiano volte a ser chamado de Fabuloso por sua torcida- o que, pelas exibições apagadas dos últimos meses, parecia improvável.

Quem sabe, agora?


Gol contra do Palmeiras: Henrique no Napoli
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Roberto Avallone

Foto:Getty

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Logo agora que a torcida do Palmeiras parecia curtir a formação de time muito forte no Centenário do clube, foi confirmada notícia: Henrique é do Napoli, em saída que pode comprometer a espinha dorsal da equipe, carente de um reserva à altura para o seu capitão.

Foi como um soco no estômago.

Financeiramente nem sei, mas levando em consideração a parte técnica foi um negócio que prejudica os sonhos de uma dupla de zaga de renome (que Henrique estava formando com Lúcio), além da polivalência do jogador (joga também de terceiro zagueiro e primeiro volante) que agora estará serviço dos napolitanos.

A vontade do jogador pesa, é claro. Só que não me parecia ser este o momento de vender Henrique, pois não vejo no elenco, pelo menos por enquanto, quem possa ocupar o lugar do capitão: o uruguaio Victorino está há um ano e dois meses sem jogar, a revelação Thiago Martins sofreu grave lesão no joelho e Marcelo Oliveira dá a impressão de ser um pouco lento para atuar ao lado de Lúcio, de 35 anos.

Contratar outro zagueiro seria uma tentativa. Quem, no entanto? E a que preço?

Na esteira do caso Henrique, como de costume surgem rumores sobre outras saídas de jogadores. Há quem tema por Valdivia (que seria vendido depois da Copa do Mundo), há quem diga que Wesley será o próximo a sair, mas aí já não acredito. Penso que ambos ficarão, que os rumores não passam de especulações.

Pois que em seu Centenário, já tendo perdido Henrique, o Palmeiras não se arriscaria, creio, a enfraquecer ainda mais a sua equipe.


O Mercado da Bola. Com Pabón e outros
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Roberto Avallone

Imagem: Arte UOL

Imagem: Arte UOL

1- Neste momento, Dorlan Pabón  provavelmente deve estar agendando ou realizando os exames médicos para assinar com o São Paulo. Já liberado pelo Valencia, este atacante colombiano de 1 metro e 70, 26 anos e chute muito forte de direita pode, sim, melhorar o ataque tricolor.

Pelo menos foi o que vi no vídeo dos melhores momentos de sua carreira. Sim, já se sabe que o conceito sobre um jogador não pode ter como parâmetro apenas as imagens dos melhores momentos de sua carreira, pois não se mostra o que houve de pior: só que, no entanto, seus gols e jogadas dão uma indicação de seu estilo, de seu potencial. E, partindo daí, dá para se ter uma noção do quanto Pabón pode ser muito útil, aliando a velocidade ao chute poderoso.

E o São Paulo está para fechar também um contrato com Souza, volante do Grêmio (talvez envolvido em uma troca com Rodolpho), jogador de destaque no Campeonato Brasileiro do ano passado.

2- Não acredito que Ralf deixe o Corinthians agora, apesar do interesse do Napoli.  Seria uma perda considerável para a equipe de Mano Menezes, que já sentiu muito a saída de Paulinho, por bom tempo companheiro de Ralf no meio-campo corintiano. Esse Bruno Henrique, que está chegando, é muito mais um segundo volante, não um jogador pra ficar como “cabeça-de área”.

3- O Palmeiras não se manifesta oficialmente sobre o caso, como de hábito, mas nos bastidores palmeirenses  fala-se que continuam as negociações pelo lateral-direito Jorge Moreira, do paraguaio Libertad.  Mas que o assunto já virou novela, ah, isso  virou. Ainda acho que terminará com final feliz. Em breve.

4- Tantos sonhos, tanta grana e nada: durou pouco a passagem do argentino Scocco no Internacional que diante de um jogador que pouco fez e confessou “falta de adrenalina” para seguir, está sendo negociado com o futebol inglês. É pena.


Palmeiras, lampejos de show. E o que acontece com Pato e Ganso?
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Roberto Avallone

Foto: Piervi Fonseca

Foto: Piervi Fonseca

1- Não foi o jogo inteiro, é bom que se diga. Mas em alguns momentos o Palmeiras teve – especialmente em Valdivia, Leandro e Marquinhos Gabriel- a luz de jogadas individuais que o levaram a golear o Atlético Sorocaba por 4 a 1 (gols de Everton, Valdivia, Leandro, Juninho e Wesley), fora de casa. Não é nada, não é nada, já são 9 pontos em três jogos, aproveitamento de 100 por cento.

Voltando ao talento individual, começo por Valdivia, em seu primeiro jogo no ano, o melhor em campo: fez um belo gol, chutou uma bola na trave, comandou o ataque. Ah, se pudesse jogar com mais constância…

Vou de Valdivia para Leandro, o autor do segundo gol, depois de drible desmoralizante no zagueiro, a resgatar sua importância para a equipe, logo em seu (como no caso de Valdivia) seu primeiro jogo na temporada. Nem vinha tão bem na partida, mas em jogadas individuais, fez o gol da virada e quase marcou outro.

E termino a galeria dos destaques com Marquinhos Gabriel, que fez sua estreia pelo Palmeiras ao entrar na partida já além da metade do segundo tempo. Pois foi o suficiente para Marquinhos oferecer o terceiro gol para Juninho e o quarto para Wesley, com duas assistências de quem sabe jogar.

Enfim, quando entrosado e bem fisicamente, ainda mais com a chegada de Bruno César, esse Palmeiras promete.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

2- A pergunta não é nova, parece até coisa do ano passado. Mas continua valendo: o que acontece com Pato e Paulo Henrique Ganso? Sobre Pato, mais uma vez ele foi vaiado pela torcida do Corinthians, agora ao ser substituído na surpreendente derrota do Corinthians para o São Bernardo, no Pacaembu, por 1 a 0. Pato se defendeu, disse que ”não jogo sozinho”, o que ocasionou uma espécie de reprimenda do técnico Mano Menezes, que acha que o jogador tem de assumir a responsabilidade de jogar bem ou mal.

Esse caso tem solução?

Já o caso de Paulo Henrique Ganso, que, segundo leio, andou levando algumas bronquinhas de Muricy Ramalho, o problema é que talvez se espere dele a atuação do Maestro que um dia parecia ser. Talvez Ganso seja mais de ter lampejos de craque, como nos tempos de Santos, do que características de fazer o time jogar com futebol mais constante.

Em todo o caso, menos mal para Ganso do que para Pato, pois que se o Corinthians perdeu para o São Bernardo, o São Paulo de Ganso venceu o Oeste, por 2 a 1, no Morumbi, em jogo que marcou a estreia (considerada boa) do lateral-esquerdo uruguaio Álvaro Pereira.


E no aniversário de São Paulo, quem faz a festa é o Santos
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Roberto Avallone

Foto: Miguel Schincariol

Foto: Miguel Schincariol

Os novos Meninos da Vila, os juniores do Santos, levantaram a Taça diante do Corinthians, conquistando o bicampeonato da Copa São Paulo: o Santos venceu por 2 a 1, em manhã ensolarada e de muito calor, clima bem mais propício às delícias da praia do que a romântica garoa que sempre foi marca da cidade que neste sábado, 25 de janeiro, festeja seus 460 anos de vida.

E a conquista do Campeonato, o bicampeonato na verdade, aconteceu no Pacaembu, emblemático estádio paulistano, com 30 mil pessoas vendo a final da Copa São Paulo de Futebol Júnior como se estivessem vibrando por uma disputa de seus times principais. Foi um bom jogo.

Por sua campanha – 8 vitórias em 8 jogos, 29 gols a favor e 3 contra- o Santos mereceu a conquista. Construiu o placar na etapa inicial com os gols de Diego Cardoso e Serginho e, no segundo tempo, defendeu-se, mas não ao ponto de evitar que o Corinthians marcasse o seu gol, aos 30 minutos (Malcom), e incendiasse o jogo, por pouco não chegando ao gol de empate, tornando os minutos finais tensos e emocionantes.

Ficou no quase.

Agora, alguns desses meninos da final podem ter sua chance no elenco principal. Do lado do Santos, chamaram a atenção os atacantes Diego Cardoso e Stéfano Yuri, além do meia Serginho; pelo Corinthians, comenta-se que o meia Zé Paulo (19 anos, em minha opinião o destaque da competição) e lateral-esquerdo Guilherme Arana (16 anos) serão convocados em breve pelo técnico Mano Menezes para fazerem parte do grupo de cima.

A finalidade da base é revelar novos talentos.


O Palmeiras festeja a vitória, Lúcio e Bruno César. E o Barça no olho do furacão
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Roberto Avallone

Foto: Thiago Calil

Foto: Thiago Calil

1- O Palmeiras precisou apenas de um bom primeiro tempo, dando-se ao luxo de “cozinhar” o jogo na etapa final, para comemorar a vitória contra o Comercial, em Ribeirão Preto, por 2 a 0 (gols de Juninho e Wesley) o que lhe permitiu alcançar 6 pontos em dois jogos. Aproveitamento de 100 por cento.

Além disso, a estreia de Lúcio foi satisfatória, especialmente para um jogador afastado do gramado há sete meses: ele foi bem no jogo aéreo, na função de xerife da defesa e na obediência tática, pois não se aventurou ao ataque nenhuma vez sequer. Em minha opinião, levaria uma nota 7.

E outro motivo de satisfação para a torcida foi o anúncio de que está consumado o empréstimo por um ano de Bruno César ao Palmeiras, feito pelo próprio clube árabe, o Al- Ahli, em seu site oficial. Por esse motivo, deduz-se que a novela terminou e que provavelmente o Palmeiras, por sua vez, anunciará o jogador ainda nesta sexta-feira.

Ao que tudo indica, Bruno César vestirá a camisa número 7 em seu novo clube, fazendo dupla de meias bem interessante com Valdivia, camisa 10, quando, é claro, o chileno estiver em condições de jogar. E minha opinião, dependendo do esquema, eles podem jogar ao mesmo tempo, sim, pois Valdivia é destro e cadencia o jogo, enquanto Bruno César é canhoto e é mais veloz.

Podem se completar, pois não?

Rosell (à esquerda) posa ao lado de Bartomeu, novo presidente do Barcelona (Foto: AFP)

Rosell (à esquerda) posa ao lado de Bartomeu, novo presidente do Barcelona (Foto: AFP)

2- Com a renúncia de Sandro Rosell à presidência do Barcelona, a novela “Quanto custou Neymar” toma proporções ainda maiores e a previsão é a de uma longa batalha jurídica entre a Justiça espanhola e o ex-presidente do clube. Mas pelo que ouvi de especialistas no assunto, clube e jogador (ou sua empresa) também poderão ser investigados para se apurar o custo da transação, embora, por enquanto, as denúncias tenham como alvo a polêmica figura de Rosell.

Que eu me lembre, pelo menos nos últimos tempos, jamais a imagem do Barça- clube tido como exemplo- foi tão arranhada como nesta gestão, atingindo o auge da desconfiança no caso Neymar- a ponto de culminar com a renúncia do presidente denunciado.

Eis o Barça no “olho do furacão”.

 


A goleada do São Paulo, a outra vitória do Corinthians. E Kaká e Robinho?
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Roberto Avallone

Foto: Ricardo Matsukawa /

Foto: Ricardo Matsukawa 

1- No aniversário de Rogério Ceni, 41 anos, o São Paulo surpreendeu até mesmo o pequeno público que esteve no Morumbi: saiu de um primeiro tempo insosso, quando criou pouco e nem foi superior ao Mogi Mirim, para uma goleada de 4 a 0, graças ao segundo tempo em que foi infinitamente superior ao time de Rivaldo.

Teriam sido as broncas de Muricy Ramalho- que não aceitava tantos erros de passes – as responsáveis pela transformação tricolor? Acredito que sim, em boa parte. Mas tem também aquela velha história de marcar o primeiro gol (Osvaldo), que abriu as portas para o segundo (Luís Fabiano, ufa!), o terceiro (Ademilson) e o quarto (Douglas).

A goleada acabou servindo também como um jeito de homenagear o capitão Ceni.

Foto: Ari Ferreira

Foto: Ari Ferreira

2- Tendo de jogar fora de casa mesmo sendo mandante, em função de confusões de torcedores organizados, o Corinthians venceu pela segunda vez na competição, agora em Americana, diante do Paulista. Foi 1 a 0, gol de Guerrero, de cabeça. De cabeça? Sim, desse jeito foi a terceira vez neste Campeonato, pois na estreia, contra a Portuguesa, os gols surgiram através de uma cabeçada de Romarinho e outra de Guilherme.

Isso significa que o Corinthians de Mano Menezes é bem diferente daquela dos últimos tempos de Tite, dedicando-se agora muito mais ao jogo pelas beiradas do campo com cruzamentos para a área. Contra o Paulista, foi a vez de Émerson “Sheik” cair pela esquerda como se fosse um ponta e centrar para a certeira cabeçada de Guerrero.

Não é nada, não é nada, seis pontos em caixa.

Foto: AP

Foto: AP

3- Kaká e Robinho foram muito mal no jogo em que o Milan de Seedorf, mesmo jogando em casa, foi eliminado da Copa Itália pela Udinese, com derrota de 2 a 1 e de virada. Pode ser performance de uma noite pouco inspirada, sei lá. Mas quem visse jogar Kaká e Robinho nesta quarta-feira não ousaria, creio, leva-los de volta à Seleção Brasileira.

Torço para que Kaká e Robinho melhorem, façam bons jogos, coisa e tal, pois ambos têm a experiência que pode ser útil na Copa.

A conferir.


Santos e Corinthians, a grande final dos meninos
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Roberto Avallone

Foto: Ale Vianna e Foto: Marcos Ribolli

Foto: Ale Vianna e Foto: Marcos Ribolli

Deve dar bom jogo, com o Pacaembu provavelmente lotado neste sábado. Ah, não há como se esperar pouco do duelo entre os juniores de Santos e Corinthians na final da Copa São Paulo: competição antes chamada de Copinha,  mas que agora, de tão inchada,  é difícil ser chamada assim.

Bem, neste momento não importa. O que importa é que, donos de bela campanha, Santos e Corinthians estão revelando talentos e têm tudo para fazerem uma decisão de arrepiar, depois das vitórias desta noite de terça-feira- o Santos goleando o Atlético Mineiro, 3 a 0, e o Corinthians batendo o Fluminense por 2 a 1. E assim chegaram à grande final.

Destaques individuais? Pelo jogo contra o Galo, no time do Santos destacaria o hábil Serginho, assim como Mateus Augusto– autor do segundo gol, de bela feitura- ou mesmo o centroavante Stéfano Iuri, este um dos artilheiros da competição e que marcou dois gols contra o Atlético Mineiro. Não devo esquecer aqui do técnico do time, até como homenagem ao pai: Pepinho, filho de Pepe, o segundo maior artilheiro da História do Santos.

Pelo outro finalista, o Corinthians, chamaram-me a atenção o lateral-esquerdo, Guilherme Arana (autor do primeiro gol), o atacante Malcon, menino de 16 anos e muito veloz, e o meio-campista Zé Paulo.

Ao duelo, pois!


Imbróglios sem fim. E uma grata revelação
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Roberto Avallone

Tudo indica que ainda irá longe essa polêmica sobre quanto, na verdade, o Barcelona pagou para ter Neymar. Após a denúncia da imprensa espanhola (através do El Mundo) de que as contas anunciadas pelo Barça não batem com as da Justiça espanhola- sendo gritante a diferença dos valores, de 57 milhões de euros para 95 milhões- os bastidores ferveram.

Se verdadeiros os números divergentes, para onde foi o dinheiro? É o que desejam saber, mais do que ninguém, o Santos e o grupo de investidores. Vi trecho da entrevista do presidente do Barça, Sandro Rosell, e ele se dispôs a prestar esclarecimentos na Justiça, mas não para a imprensa ou os sócios do clube, alegando cláusula de confidencialidade no contrato e garantindo, no entanto, que tudo fez parte de “uma transação legal e transparente”, reafirmando que o valor foi aquele divulgado pelo Barcelona, mais exatamente 57,1 milhões de euros.

Esperemos pelas provas.

Assim como poderemos esperar por árdua luta entre CBF e Portuguesa, depois do novo capítulo da novela, com a Lusa acusando a entidade de ter condicionado um empréstimo de 4 milhões de reais à desistência do clube em brigar pela vaga na Série A na Justiça Comum. Creio que todos os que acreditam ainda na vitória dentro de campo torcem para que a Portuguesa, que livrou-se do rebaixamento no gramado, tenha razão e consiga seu triunfo também nos tribunais.

Mas também é preciso esclarecer de vez- além da não publicação da suspensão do jogador Heverton em tempo hábil no site da CBF- o que foi que aconteceu, verdadeiramente, para o jogador ser escalado no fim do jogo contra o Grêmio. Quem foi o vilão da desinformação?

Eis outro imbróglio longe de seu desfecho.

UMA  GRATA  REVELAÇÃO

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Confesso que fiquei impressionado com o futebol desse menino Zé Paulo, camisa 10 do time de juniores do Corinthians: vi os seus gols contra o Flamengo, dois, sendo que um deles foi uma obra-prima, um chute de três dedos de fora da área, como se fosse Mestre Didi “Folha Seca” redivivo.

Diante do Paraná, então, acompanhei mais tempo e mais lances do garoto e a sensação foi ainda melhor: dribla fácil, com suas passadas longas, além de marcar com precisão, revelando obediência tática. Estamos diante de um craque?

A experiência recomenda cautela, pois muitos dos futuros craques estacionam e ficam na promessa sem nunca se transformarem em realidade. Espero que não seja o caso de Zé Paulo.