Blog do Avallone

Corinthians e Santos: eliminados. E o Grêmio avança na Libertadores
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Roberto Avallone

1-  Foi um tal de vira-vira de canal, para poder ver, pela tevê, os melhores momentos de Racing e Corinthians, pela Copa Sul- Americana; Santos e Barcelona, do Equador , pela Libertadores. Quanto ao jogo do Corinthians, já era sabido  que um empate de 0 a 0 favoreceria os argentinos do Racing, pois, no Brasil(na Arena d0 Corinthians) acontecera o empate de 1 a 1, com o gol fora de casa do Racing prevalecendo em caso do critério de desempate.

O primeiro tempo foi fraco. O Racing ainda criou uma chance clara de gol, o Corinthians não queria muito jogar na ofensiva: o futebol da primeira etapa sugeria empate, talvez aquele 0 a 0, indesejado pelos corintianos. Na segunda etapa, a entrada de Rodriguinho foi um esperança uma grande esperança. Mas tão grande quanto breve: três minutos depois de sua entrada, Rodriguinho, de forma nada elegante, entrou com o pé alto, derrubando González e levando cartão vermelho. Não havia muito o que fazer, depois disso. No decorrer  da partida, Jô também levou cartão vermelho.

Mas a essa altura a eliminação corintiana já estava decretada.

2-  O que mais prejudicou o Santos nessa sua eliminação da Libertadores, na Vila Belmiro, diante do equatoriano Barcelona? Creio que a ausência de Lucas Lima, o dínamo da equipe, o jogador que atua na  direita, na esquerda, em todos os lugares do campo, Nem sempre é reconhecido como deveria. Sua ausência, no entanto, foi fatal para o Santos.

Barcelona ,1 a 0, gol de  Álvez, de cabeça.

Álvez foi expulso, o Santos ficou com 11 jogadores contra 10; depois, Bruno Henrique e Gabriel Marques se desentenderam- cusparada de um lado, tapa na cara do outro- e levaram cartão vermelho, expulsos com toda a justiça.

O Santos, mesmo assim, dava a  a impressão de jogar todinho no ataque. Na verdade, só impressão: sem Lucas Lima, não havia nenhum articulação. A eliminação estava decretada.

3-  Segundo o técnico do Grêmio, Renato Gaúcho, o negócio agora era comemorar com um chope e ''o jogo foi mais pegado do que jogado''. Até certo ponto, é verdade, pois pareceu mesmo uma típica partida de Libertadores, com mais raça do que técnica, Até certo ponto, eu disse,pois nos lances que vi, até aconteceram jogadas interessantes: um chute na trave de Fernandinho, pelo Grêmio: outro na trave, desta vez de Bruno Silva, do Botafogo. Aliás, tive a impressão que, na tapa inicial, o Botafogo surpreendeu e mostrou mais qualidade do que o Grêmio.

O que não aconteceu na etapa final, com o Grêmio jogando com total disposição e encontrando em Lucas Barrios, o homem certo para decidir a questão: foi Barrios, com certeira cabeçada, o homem que deu a vitória (1 a 0) e a classificação para o time da casa.

O Grêmio é semifinalista da Libertadores.


Corinthians: gol irregular e nova arrancada. São Paulo: vitória de ouro
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Roberto Avallone

Imagem: Reprodução Tv Globo

Houve uma quase unanimidade, pois o lance foi claro- e vi muitas vezes a jogada no replay da tevê: Marquinhos Gabriel fez linda jogada pela esquerda, centrou, e Jô- já praticamente em cima da linha- impulsionou a bola, com o braço direito para o fundo das redes. Para desespero do goleiro do Vasco, Martin Silva, que ficou um tempão mostrando o braço.

Foi um equivoco  a arbitragem validar o gol. Não acredito em outra coisa senão no equivoco, nada proposital. Mas fico a pensar que, mais cedo ou mais tarde-porque às vezes a visão dos árbitros pode estar encoberta- que será necessária a presença do tão falado árbitro de vídeo, que, contando com a tecnologia, poderá dirimir a dúvida de lances decisivos como esse.

Gol de Jô à parte, ficou clara a superioridade da equipe corintiana sobre o Vasco e várias as chances de gol desperdiçadas. E aí entra a discussão da justiça ou não do placar: o Corinthians jogou mais, sim, mas não teria vencido não fosse  o gol de Jô- por essas coisas do futebol. Mas venceu. E jogou razoavelmente bem. Com isso, distancia-se na liderança, é o grande favorito para a conquista do título  e está a 10 pontos do vice-líder, o Grêmio, que perdeu em casa para a Chapecoense.

É muita coisa. Está certo que ainda faltam muitas rodadas, que ''em futebol tudo pode acontecer'', coisa e tal, mas alcançar o Corinthians parece missão impossível. Pelo menos parece.

2- Foi animador o triunfo do São Paulo diante do Vitória em Salvador. O resultado ainda não tira o tricolor da zona do rebaixamento, mas está por pouco: empatado em número de pontos com o Bahia, o São Paulo perde no critério de desempate (menos quatro no saldo de gols, contra menos dois do Bahia), além de acirrado duelo entre outras equipes para ficarem de fora da zona da degola.

Cueva, que entrou no intervalo para disputar o segundo tempo, foi o jogador decisivo para o São Paulo: no primeiro gol, deu assistência para Pratto (que deu em escanteio) e assistência, depois, para Militão marcar de cabeça:  e o segundo gol, então, cobrança de mestre de escanteio pela esquerda. Gol olímpico!

O Vitória ainda descontou, com Tréllez, mas a tarde era mesmo do  São Paulo. Será o começo da arrancada para despachar o susto?


A derrota do Santos, a luta do São Paulo, a chance do Corinthians
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Roberto Avallone

1- Quem sou eu para discutir com a fisiologia? Não, não posso. Mas como antigo observador do futebol, tenho o direito de perguntar: era preciso colocar em campo um Santos quase todo de reservas- em nome da decisão contra o Barcelona de Guayaquil, suponho- se o jogo contra o Botafogo foi no sábado e com tempo hábil- supostamente- para recuperar os jogadores?

Bem, o resumo da ópera: o Santos foi quase todo reserva,  o Botafogo foi quase todo titular e o resultado acabou sendo normal: 2 a 0 para o Bota, gols de Lindoso e Guilherme, sem que o Santos levasse grande perigo, a não ser uma bola na trave no último minuto. Com isso, o Santos estaciona nos 41 pontos (9 atrás do líder Corinthans) e o Bota avança para os 37 pontos, mesmo número de pontos que o Palmeiras, mas com uma vitória a menos. O Bota está em quinto lugar.

2- Não é fácil a vida do São Paulo neste Campeonato. Em penúltimo lugar, com 24 pontos-agora a apenas dois do rabeira Atlético Goianiense, que venceu  a Ponte Preta (por 3 a 1), ainda terá hoje pela frente, fora de casa, o Vitória. Uma vitória traria alivio ao tricolor, mas uma derrota (e o Vitória joga terá a favor o calor de Salvador) seria capaz de deixar o São Paulo em posição incômoda e preocupante.

Como uma vitória vale três pontos, a situção quase sempre  é mutável. Difícil entender os tropeços do São Paulo, pois o time conta pelo menos com alguns bons jogadores: Hernanes, Lucas Pratto, Cueva (que ficou no banco de reservas na última partida) , Rodrigo Caio, Marcos Guilherme… Não é pouco.

Creio que o São Paulo foi tomado pela ansiedade, pelo desmoronar da confinaça em especial quando leva um gol, coisa assim. Não ouso palpitar sobre essa partida. Dependerá, acredito, de detalhes, do emocional, e isso não se pode prever.

3- O Corinthians terá mais uma chance de se redimir do futebol insatsfatórios dos últimos jogos e da má campanha do returno do Campeonato Brasileiro. Receberá o Vasco, na Arena de Itaquera, com razoáveis  motivos para acreditar em sucesso- no primeiro turno, o Corinthians venceu o Vasco por 5 a 2, em São Januário. E deverá ter a volta de Arana na lateral-esquerda.

O que respalda o Corinthians é a sua extraordinária campanha do primeiro turno, que o deixa, ainda, 7 pontos à frente do vice- líder, o Grêmio, distância considerável para o sonho do título, É preciso, no entanto, resgatar o bom futebol, que ainda não surgiu no segundo turno, contando até agora com uma única vitória (contra a Chapecoense), vitória que surgiu em meio a vários resultados pífios, inclusive o último, pela Copa Sul- Americana, empate em casa com o argentino Racing.

Resta saber qual Corinthians estará em campo hoje: o super eficiente time do primeiro turno ou a equipe que vem derrapando nas ultimas partidas.


O Santos venceu o líder Corinthians,com justiça: 2 a 0
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Roberto Avallone

No clássico, aconteceu uma vitória justíssima do Santos sobre o Corinthians, 2 a 0, pois foi premiada a equipe que criou mais chances de marcar e que só não saiu vencedor do primeiro tempo porque o goleiro Cássio, em grande forma, fez pelo menos três grandes defesas: nessa etapa, o Corinthians atuou com cautela, fechando meio da defesa, inclusive com uma variação tática, surgindo muitas vezes Marciel( volante de origem, neste domingo estava na lateral- esquerda) como um zagueiro a mais, socorrido na lateral pelo dedicado Romero.

Na etapa final, no entanto, o Corinthians resolveu arriscar mais, lançou-se ao ataque.O jogo melhorou muito, mas o Santos, guiado por uma atuação extraordinária de Lucas Lima e pelas arrancadas de Bruno Henrique, soube aproveitar.Surgiu o primeiro gol, chute indefensável, da pequena área, de Lucas Lima- que nem Cássio, na plenitude da forma, conseguiria defender: depois, veio outro gol, até bonito, em uma arranca de Ricardo Oliveira, anulado pela arbitragem. E com toda a razão: Oliveira estava impedido.

E o jogo seguiu, com o Corinthians buscando o empate- Camacho já no lugar de Gabriel-, mas abrindo mutos espaço para os contra-ataques santistas e para as belas jogadas de Lucas Lima, O Santos não passou por nenhum grande susto, a não ser por uma cabeçada de Jô e por um chute no meio do gol, desferido por Romero e defendido por Vanderlei .

Nos últimos segundos , então, surgiu o segundo gol do Santos- marcado por Ricardo Oliveira,ampliando e definindo a boa vitória santista sobre o líder Corinthians. 2 a 0. Líder que,aliás, apesar da derrota, ainda segue confortavelmente no Campeonato, 7 pontos à frente do Grêmio(que perdeu no sábado, 1 a 0, para o Vasco) e 9 pontos sobre o Santos.

É bom lembrar, no entanto, que ainda há muita bola para rolar.


Em jogo elétrico, de 11 contra 9, Palmeiras e Galo ficam no 1 a 1
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Nos últimos vinte minutos- contando os acréscimos – Palmeiras teve 9 jogadores contra 11 do Atlético Mineiro. E o que aconteceu? Simplesmente, o Palmeiras criou as chances de gol- o pênalti desperdiçado por Deyverson, mais as duas oportunidades perdidas por Moisés- enquanto o Galo atacava, atacava, mas sem furar o bloqueio palmeirense e sem chegar perto do gol de desempate. Não foi uma situação comum.

Como, aliás, nada de comum teve essa partida. Foi um jogo elétrico, com  três pênaltis marcados- dois para o Atlético e um para o Palmeiras, dois deles desperdiçados (Fred e Deyverson) e apenas um convertido (Fábio Santos), além de duas expulsões (ambas de palmeirenses, Luan- ainda no primeiro tempo- e Willian), o que deixava o cenário do duelo totalmente imprevisível.

Curioso é que no primeiro tempo, na boa parte em que houve igualdade numérica entre as equipes, o Atlético Mineiro atacou mais, buscou o gol com intensidade, mas sem brilho de Valdivia, Luan Cazares e Fred (este, em má fase); o Palmeiras ficava mais na defensiva, recheando o meio-campo com Jean, Moisés, Tchê- Tchê e Guerra, ficando à frente Deyverson e Willian.

Como futebol nada tem de ciência exata, não aconteceu o que parecia; O Atlético Mineiro teve pênalti desperdiçado, com um chute de Fred no canto direito para grande defesa de Fernando Prass, que não deu nem rebote; e o Palmeiras, que atacava pouco foi feliz em bela jogada de Moisés e Willian, com precisa conclusão, de pé esquerdo, de Deyverson. 1 a 0.

O jogo seguiu e a aconteceu o segundo pênalti a favor do Atlético. Em jogada alta para a defesa palmeirense, Leonardo Silva e Luan  foram no corpo a corpo, mas o zagueiro do Palmeiras puxou a camisa do grandalhão zagueiro do Atlético, de forma visível. Pênalti. Foi o único convertido na partida, com Fábio Santos chutando no alto do canto esquerdo de Prass. E Luan foi expulso.

E foi no segundo tempo, com um jogador a menos, que o Palmeiras soube cortar os caminhos do Galo, surpreendendo taticamente, o que continuou mesmo após a expulsão de Willian, no tal ''9 contra  11''. Embora Prass tenha feito duas boas defesas, em chutes de longe,repito que foi o   Palmeiras a criar  as chances de gol, inclusive com o (mal) batido pênalti por Deyverson para defesa de Victor.

Diante das circunstâncias, evidentemente o empate ficou  melhor para o Palmeiras do que para o Atlético, embora esse ponto ganho por cada um não tenha muita interferência na classificação. Fica mais na base de aumentar a autoconfiança, de mais ânimo para prosseguir na campanha, coisa e tal.


Flamengo e Cruzeiro, deu empate de 1 a 1
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Roberto Avallone

Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo

Com  arrecadação superior a 7 milhões de reais, com  mais de 65 mil pessoas (público  total) no Maracanã, Flamengo e Cruzeiro começaram a decidir a Copa do Brasil. Na teoria, melhor para o Cruzeiro, que precisa, agora, de uma vitória simples, no Mineirão para ser o campeão. Na teoria, eu disse, pois que na prática, não há resultado simples (e nem conta critério de gol marcado fora para o desempate) quando estão em campo duas equipes de estilos diferentes, é verdade, mas com igual poderio.

E até que, no segundo tempo, o Flamengo esteve bem perto de conseguir a vitória, guiado por Arão, seu melhor jogador nesta noite de quinta-feira. Isso, apesar da polêmica no gol de Lucas Paquetá que, em minha opinião, depois de muito ver o lance, estava adiantado (impedido), após a cabeçada de Arão que Fábio defendeu de maneira espetacular, espalmando a  bola. Mas não foi lance fácil de ser definido.

Com o gol, o Fla continuou atacando, o Cruzeiro mais firme na marcação, com tudo parecendo indicar a vitória flamenguista. Mas, perto dos últimos minutos, Hudson arriscou o chute, o goleiro Thiago rebateu mal a bola (espécie de ''bate- roupa'') e o uruguaio De Arrascaeta (que entrara no lugar de Thiago Neves) empurrou para o fundo das redes. 1 a 1

Foi um grande jogo? No primeiro tempo, não. O Flamengo mais ofensivo, é verdade, mas o Cruzeiro extremamente eficiente na marcação, com poucas chances de gol criadas, a melhor delas em uma cabeçada de Arão que o ótimo goleiro Fábio defendeu. No segundo tempo, no entanto, o jogo teve mais cara e jeito de decisão, naquela toada de o Flamengo buscar o  ataque o Cruzeiro ficar mais na manha, na base do contra-golpe.

Na média-  com tensão, polêmica e vibração do público- a partida foi  quente. Talvez seja até melhor no jogo de volta, no Mineirão, quando tudo será decidido.


Grêmio mais perto do Corinthians.Emoção à vista no Campeonato?
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Roberto Avallone

A distância entre o  líder Corinthians e o vice, Grêmio, ainda é considerável: são sete pontos de diferença favorecendo os corintianos, distância nada desprezível para a luta pelo título de campeão brasileiro. E não que o duelo se restrinja apenas aos dois, afinal  o amigo sabe como é o futebol, mas é o que se apresenta no momento.

Há curiosidades nessa briga: o Grêmio jogou quatro partidas utilizando os reservas- Sport, Botafogo, Palmeiras e Atlético Paranaense(neste, houve empate)- tendo péssimo aproveitamento, enquanto que com o time titular os números foram muito bons. O Grêmio poderia estar no topo ou, pelo menos, dividindo a liderança;. Mas…

Mas, vejam só a curiosidade: foi com o time ''titular'' que o Grêmio enfrentou o Corinthians, em sua Arena, em Porto Alegre, e o que aconteceu? Aconteceu que o Corinthians venceu o jogo, 1 a 0, portanto quem garante que jogando completo os gremistas teriam melhor sorte nas partidas em que jogaram com os reservas. Poderiam ter, é verdade, mas quem sabe?

Mesmo reconhecendo  o favoritismo corintiano não ouso aqui apontar o vencedor do Campeonato, mas acho que o Grêmio é, sim, o maior perseguidor do líder que, no entanto, está com time muito bem montado, dono de campanha fenomenal no primeiro turno e escorregadia no segundo , vencido por Vitória e Atlético Goianiense em seus próprios domínios, na Arena corintiana.

Lembro, porém, que pode ser uma fase passageira e que contra o Atlético Goianiense, o Corinthians não teve dois jogadores importantíssimos e que foram decisivos  especialmente no primeiro turno: o lateral-esquerdo Arana, bom marcador, veloz e de chute forte; e Jô, artilheiro, experiente e que vive talvez a melhor fase de  sua carreira, tendo marcado, já no segundo turno o gol da única vitória da equipe até agora, no segundo turno do Campeonato.

Já o Grêmio, toca bem a bola, é o melhor ataque do Campeonato(40 gols) e conseguiu segurar Luan, o craque da equipe. Perdeu, no entanto, negociado com o Spartak Moscou, um atacante de muita velocidade, de grande explosão e com capacidade para fazer gols: Pedro Rocha. Deverá fazer muita falta.

Definir este Campeonato na véspera, ainda como favoritismo do Corinthians, repito, é algo que iria além de uma simples análise tática ou técnica.  O emocional, o momento e a própria sorte contarão muito.


Philippe Coutinho deu mais vida à Seleção: 2 a 0
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Roberto Avallone

Foto: Pilar Olivares/ Reuters

Desta vez não foi  Neymar o astro da Seleção Brasileira nessa vitória contra o Equador, 2 a 0, com gols de Paulinho e Philippe Coutinho. Desta vez, não: ele driblou, movimentou-se, mas deu a impressão de jogar mais individualmente do que em nome do conjunto. Acontece. Mas não foi brilhante e nem tão útil quanto nos outros jogos na equipe dirigida por Tite.

Nesta noite de quinta-feira, em Porto Alegre, o astro foi Philippe Coutinho- que, por coincidência esteve na mira do Barcelona, que perdeu o grande Neymar: Coutinho entrou no lugar de Renato Augusto e os espaços que não existiam na defesa do Equador passaram a surgir; no segundo gol brasileiro, Coutinho iniciou a jogada, passou para Gabriel Jesus- que deu um chapéu maravilhoso no zagueiro equatoriano-, apanhou de novo a bola e chutou para o fundo das redes.

Jogada sensacional.

Antes, Paulinho tinha feito o primeiro gol, chutando com força, da pequena área para as redes, após a cobrança de um escanteio.

A Seleção Brasileira teve bons momentos desde a entrada de Coutinho. Já antes, no primeiro tempo. sem ele, a equipe de Tite teve dificuldade em criar jogadas realmente perigosas, só uma outra, como aquela em que Gabriel Jesus girou sobre o marcador e chutou. Mas nada de gol, nada de emoção, nada até aquela altura que justificasse e extraordinária campanha da Seleção desde que Tite passou  a dirigi-la.

Mas veio o segundo tempo, surgiu a vitória e o Brasil ficou com o título simbólico de ''Campeão das Eliminatórias'', atualmente com 36 pontos, pontuação que nenhuma outra seleção poderá alcançar. Impressionantes os números de Tite: nas Eliminatórias, 9 vitórias em 9 jogos, com 100 por cento de aproveitamento.

Bela façanha!


Deu Palmeiras no agitado Choque-Rei: 4 a 2
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Nem vou falar do suposto apuro técnico, pois que este se existiu em alguns  momentos, o que prevaleceu mesmo neste clássico entre Palmeiras e São Paulo- o Choque- Rei- foi a garra. o espírito de luta, a determinação pelo resultado, como se fosse uma final de Copa. Palmeiras, 4 a 2.

Meu Deus!

Um clássico cheio de alternativas. Basta olhar a sequência da contagem: Marcos Guilherme fez o primeiro gol (depois, mandou uma bola na trave), Willian empatou, virou o jogo com um gol belíssimo, Hernanes empatou antes do fim do primeiro tempo; na etapa final, Keno marcou o terceiro gol e Hyoran o quarto do Palmeiras, sendo que, minutos antes, Rodrigo Caio chutou para fora, da pequena área palmeirense, quando o jogo estava empatado.

Foram muitas e muitas alternativas e um grande susto: ao chocar sua cabeça contra o joelho de Hernanes, Lucas Pratto, ficou caído no gramado chão, perdeu a consciência e preocupou a todos. Teve de sair do  estádio  de ambulância, direto para o hospital, mas, felizmente já consciente; pelas últimas informações, Lucas Pratto passa bem, conversa e- graças a Deus!- tudo não vai passar do susto.

Quanto ao jogo em si, o Palmeiras ate finalizou mais do que o São Paulo, mas o tricolor se mostrava perigoso nos contra-ataques. Desta vez, Cuca recheou mais o seu meio-campo, iniciando com Bruno Henrique, Tchê- Tchê, Moisés e Guerra, o que dava ao time maior posse de bola. No entanto, o melhor jogador do time, autor de dois gols e preciosas assistências, foi Willian, autor inclusive de um golaço- o segundo da equipe- e que àquela altura era a virada (2 a 1).

Com o resultado, o Palmeiras festeja ainda mais os seus 103 anos de vida (que completou neste sábado, dia 26 de agosto) e continua no quarto lugar do Campeonato Brasileiro, logo, pelo menos por enquanto, entre os times que vão disputar a Libertadores de 2018. Já o São Paulo, embora tenha exibido alguns bons momentos no clássico, teve um péssimo resultado para as suas ambições, pois continua situado na zona da degola.


Jô, no fim. E Flamengo e Cruzeiro, finalistas
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Roberto Avallone

1-Sem jogar bem, sem empolgar, mas como sempre eficiente, o Corinthians chegou à vitória contra a Chapecoense, em Chapecó, por 1 a 0. Gol de quem? Ah, de Jô, é claro,- e de pé direito,aos 44 minutos do segundo tempo -um centroavante   que atingiu a maturidade exatamente nessa sua nova passagem pelo Corinthians,na impressionante campanha: agora, com apenas duas partidas pelo returno, já são 50 pontos ganhos, 10 à frente do vice-líder, o Grêmio que foi eliminado pelo Cruzeiro da Copa do Brasil Não fosse o futebol tão pródigo em apresentar surpresas, pelo andar da carruagem só faltaria entregar as faixas de campeão ao Corinthians. Mas sempre convém esperar pelo desfecho do Campeonato. Só para constar.

Quanto ao jogo em si, Cássio quase não foi exigido, a não ser em um cabeçada de Túlio de Mello, enquanto o Corinthians teve duas chances razoáveis de abrir o placar, antes do gol de Jô.

Por falar em gol, foi muito bem anulado, bem antes, o gol de Rodriguinho.E assim vai o Corinthians, em sua bela campanha, pelo menos como o grande favorito a levantar a Taça de campeão.

Pelo menos…

2- Flamengo e Cruzeiro são os finalistas da Copa do Brasil. O Fla derrotou o Botafogo, 1 a 0, com gol de Diego mas depois de jogada espetacular de Berrío, que deu um drible diferente e desconcertante em Vítor Luís- depois, rolou a bola para Diego, que acertou o canto direito.

Pode ser impressão, coincidência, mas o Flamengo parece ser time mais equilibrado sob a direção do colombiano Reinaldo Rueda, ex-Nacional de Medellin.Também é bom dar tempo ao tempo, pois esquema tático à parte, o Flamengo é melhor individualmente, quanto aos jogadores, do que o Botafogo. O Bota, aliás,faz campanhas surpreendentes- nas competições que disputa- dirigido por Jair Ventura Filho, técnico jovem e competente.

Já o Cruzeiro devolveu a derrota sofrida em Porto Alegre para o Grêmio, 1 a 0, com o mesmo placar, gol gol de Hudson, após escanteio da direita, cobrado por Thiago Neves. O Grêmio teve chance clara de gol logo no começo da partida, com Lucas Barrios, cara a cara com o goleiro, chutando em cima de Fábio.

Pelo lado do Cruzeiro, Thiago Neves foi uma espécie de Maestro do time, colaborando ao iniciar a partida na função de ''falso 9'', ao dar a assistência para Hudson fazer o gol e ao encarrar a decisão por pênaltis- que teve vários erros- com cobrança de grande categoria.

Flamengo e Cruzeiro, Cruzeiro e Flamengo- seja lá qual for a ordem dos jogos- decidirão a Copa do Brasil.