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Palmeiras: no último segundo, Bruno Henrique! 3 a 2…
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Roberto Avallone

Bruno Henrique não só foi o melhor jogador do Palmeiras contra o Atlético Mineiro, como também viveu seu dia de herói. No último lance do jogo, quando o empate de 2 a 2 parecia inevitável, Marcos Rocha cobrou falta(de Ricardo Oliveira em Edu Dracena) lá do meio do campo: a bola viajou, alta, até a área do Galo, onde Deyverson ajeitou para a cabeçada  fulminante de Bruno Henrique  marcar o terceiro gol palmeirense. Vitória!

Antes, quando o jogo estava empatado em 1 a 1, Bruno Henrique já tinha sido protagonista. Ao cobrar falta mais pela direita do ataque, Bruno fez o que se chama de'' chute invertido'' no futebolês, mandando a bola, com muito efeito, no canto direito de Victor, com a parte interna do pé,quando o normal teria sido procurar o canto esquerdo do goleiro.

Estava quebrado um tabu que já durava três anos e meio, o tempo que passou entre o gol de Robinho-cobrando falta- e esse feito de Bruno Henrique. Quer dizer: há mais de três anos, o Palmeiras não marcava um gol de falta em um jogo oficial.

Por falar em jogo, embora emocionante pelos cinco gols e pela indefinição que foi até o último segundo, não chegou a ser brilhante ou com técnica que empolgasse. Diria até que o Palmeiras teve condição de liquidar a partida no começo do primeiro tempo, com um gol marcado(Moisés, após falha grotesca de Juninho) e um chute, logo a seguir(de novo Moisés) que carimbou o travessão do Galo.

Depois, bem depois, o Palmeiras já não atacou tanto( mesmo assim, Dudu perdeu gol cara a cara com o goleiro), o Atlético foi para cima e, em certos momentos, teve até melhor toque de bola. Jogo equilibrado, na média, diria.

Mas , no segundo tempo, Luan empatou, Bruno Henrique desempatou na já citada cobrança de falta, o colombiano Chará(bom jogador empatou em 2 a 2. E, como já foi descrito, no último segundo, Bruno fez o gol da vitória. 3 a 2, relembrando.

O que faltou ao Palmeiras para agradar mais a sua torcida, já que parte dela já estava irritada- até com o técnico Roger Machado-pouco antes de sair o terceiro gol. Na minha opinião, por dois motivos:

a) O Palmeiras sente muito a falta de um velocista, tipo Keno, para fazer rapidamente a transição entre o meio- campo e o ataque.Sem isso, a equipe perde não só a velocidade como também o fator surpresa.

b) É nitida a dificuldade que a equipe tem para segurar o resultado, a vantagem obtida. Em parte pela marcação no meio-campo(Felipe Melo parece cair de produção a partir da metade do segundo tempo), em parte porque ainda falta aquele senhor zagueiro que viria após a Copa.

Esses problemas, creio,apenas serão resolvidos com contratações de peso.


Majestoso: show do São Paulo. E o adeus de Rodriguinho
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Roberto Avallone

No Majestoso, tradicional clássico dos arquirrivais São Paulo e Corinthians, o tricolor foi melhor o tempo inteiro, deu um show de bola na etapa final,venceu por 3 a 1.E isso para um grande público preente ao Morumbi, 58.264 pagantes, com renda superior a 2 milhões de reais.

Nem tanto pelo primeiro tempo, embora o São Paulo já tenha sido melhor do que o Corinthians(mesmo assim Jonathas desperdiçou a grande chance de gol dessa etapa), por ter tomado a iniciativa do jogo e buscado o ataque, obtendo mais finalizações; muito mais, no entanto pelo segundo tempo, quando o tricolor usou seu vasto repertório de jogadas e chegou a estabelcer 3 a 0, com o Corinthians só diminuindo no finalzinho, Jonathas foi o autor do gol.

Seguro em sua defesa, com o ataque guiado pela experiência e habilidade de Nenê e Diego Souza, o São Paulo arrasou o adversário.No primeiro gol, marcado por Anderson Martins, de cabeça, o que se viu foi um escanteio primorosamente cobrado por Nenê; no segundo gol, Reinaldo driblou Cássio e chutou conta zaga corintiana, sendo que, no rebote, deu um chute de efeito para marcar;no terceiro gol, então, houve a falha do goleiro Cássio, que não conseguiu defender chute de Reinaldo da entrada da área.

Foi o prêmio ao melhor do clássico.E com essa vitória, o São Paulo chega aos 29 pontos, só um atrás do líder Flamengo( que venceu o Botafogo , 2 a 0,e tem 30 pontos), tornando empolgante a disputa pela liderança do Campeonato Brasileiro.

2- Não bastasse a derrota para o São Paulo, o Corinthians inha outro motivo muito sério para chatear a sua torcida: a venda de Rodriguinho, um dos pilares do time, para o egipcio Pyramids( o mesmo para onde foi Keno)o que, na minha opinião, significará grande desfalque para a equipe.

O Corinthians até que comprou jogadores- nenhum deles muito badalado-,mas, creio, isso não será suficiente para evitar o novo tipo de desmanche que afeta a eqipe: além de Rodriguinho, o Corinthians já perdeu Balbuena, Sidcley, Maycon e o técnico que ganhou quase tudo que disputou(levou o Brasileirão de 2017 e os Paulistas de 2017 e 2018).

Agora, recomeçar é preciso.E nãoé fácil, convenhamos.

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O empate de Santos e Palmeiras. E aí vem o Majestoso
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

1- Houve muita luta, empenho e dedicação nesse empate no clássico, Santos 1, Palmeiras 1. É verdade. Destacaram-se até alguns jogadores, como Lucas Lima, pelo Palmeiras, ou Gustavo Henrique, pelo Santos. Mas a partida, na minha opinião, ainda esteve longe, muito longe, do saudoso futebol brasileiro do drible, do lançamento longo, da habilidade.

Será que um dia vamos voltar a ver esse nosso futebol bem brasileiro, que  encantava a platéia, suurava os europeus e ganhava as taças das Copas do Mundo? Sei lá. Especificamente neste clássico, o Santos tentou ousar: jogou com quatro atacantes- Sasha, Gabigol, Bruno Henrique e Rodrygo- mas pevava no meio do campo, na organização das jogadas e, ser municiado  satisfatoriamente, o quarteto ofensivo não funcionou.

Por sua vez, ao Palmeiras, creio que, entre outras coisas, faltou ter mais atacantes de ofício. Fez o seu gol logo aos cinco minutos, após bela jogada de Willian, que passou para Lucas Lima, dentro da área santista; Lucas girou o corpo e, de pé esquerdo mandou para o fundo das redes.

Depois, quase até o fim do primeiro tempo, foi um tal de o Santos querer atacar- mas sem coordenação do meio- campo- e o Palmeiras adotar a cautela, até que no último minuto, Lucas Lima deu passe precioso para Hyoran chutar sem força suficiente e perder o gol sem goleiro.

Na etapa final, a mesma coisa. O Santos tentando o ataque,o Palmeiras jogando na manha e no contragolpe, até que surgiu o empate: bola levantada na área,bate e rebate, até qie, em jogada extremamente infeliz, Felipe Melo cabeceou alto e para trás,no travessão do Palmeiras; no rebote, o zagueiro Gustavo Henrique completou, marcando o gol do Santos. 1 a 1.

Aí, o Palmeiras foi mais para a frente e, no finzinho, Jean, livre de marcação, da pequena área, carimbou o travessão santista. Mas como nenhum dos times teve atuação acima da média,as duas equipes com seus defeitos, o resultado não foi injusto.

O Santos, acredito, ainda pode resolver os seus problemas do meio – campo com as entradas do uruguaio Sanchez e com o meia que fez sucesso na Copa de 2014 pela Costa Rica, Ruiz. É uma possibilidade. Já o Palmeiras,do elenco numeroso(mas incompleto) precisa de pelo menos dois atacantes, um deles velocista, tipo Keno. Que estava jogando muito.

Vejamos o que vai acontecer.

2-  O Majestoso vem em boa hora. Não sei como será tecnicamente,mas pega os rivais desse grande clássico paulista, São Paulo e Corinthians, em semana de comemoração pelos resultdos obtidos: o tricolor simplesmente derrotou o Flamengo em noite de Maracanã com muita gente, 1 a 0, gol de Éverton, e chegou à vice- liderança do Brasileirão, um pontinho apenas atrás do líder Fla; e o Corinthians. contando com um golaço de Rodriguinho( Romero fez o outro) e grande atuação de seu goleiro Cássio. derrotou o Botafogo, na Arena de Itaquera, 2 a 0.

Gostei da atuação do tricolor contra o Flamengo. Na defesa, esteve seguro e marcou com precisão os ataques de Guerrero, Diego, Paquetá, Éverton Ribeiro, Marlos Moreno… Esteve firme no meio-campo e, no ataque, explorou tanto a experiência de Nenê( em grande fase) e Diego Souza como a velocidade de de Éverton, pela esquerda, e Rojas(boa estréia,pena que tenha saído machucado) pela direita.O São Paulo está arrumado.

Quanto ao Corinthians, o sucesso nos amistosos lhe fez bem, deu mais segurança ao time, ao técnico Osmar Loss, à torcida. E os três pontos conquistados diante do Botafogo lhe foram muito importantes. Sem fazer comparação, pois Carille ganhou tudo que podia ganhar e mais um pouco, falando apenas de características, aparentemente Osmar Loss parece adotar estilo mais ofensivo do que o antecessor.

Enfim, a emoção parece que estará presente nesse Majestoso, São Paulo e Corinthians, marcado para este sábado.


França, a legitima bicampeã do mundo
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Roberto Avallone

Foto: Gettu Images

A França foi a legítima campeã do mundo, sim. Aliás, contando o feito de 1998 quando venceu o Brasil por 3 a 0 (e com dois de cabeça de Zidane), ao longo da História é bicampeã do mundo.

Para vencer esta Copa, disputada na Rússia, a bela seleção francesa disputou um primeiro tempo até equilibrado com a Croácia, vencendo por 2 a 1, mas deslanchou na etapa final, graças às suas virtudes(não é fácil reunir talentos como os de Griezmann, Pogba e este jovem astro, Mbappé, 19 anos), chegou a estar ganhando por 4 a 1, mas o goleiro Lloris fez uma lambança ao tentar driblar Mandzukic em sua pequena área e o goledor croata diminuiu .

4 a 2! Foi o placar final . Para a França, marcaram Mandzukik(contra), Griesmann (de pênalti, após consulta ao VAR), Pogba e Mbappé, cabendo a Perisic (de canhota) e Mandzukic (reabiltando-se do gol contra) os gols croatas.

Foi a vitória da melhor seleção da Copa, a mais pragmática, embora o futebol mais bonito fosse o da Bélgica (que ficou com o terceiro lugar), com um encantador jogo ofensivo- (com Griezmann, Lukaku, De Bruyne),  no entanto, mais vulnerável do que a seleção francesa no sistema defensivo.

O equilíbrio, acompanhado da força do talento e da juventude de um Mbappé-  de velocidade e eficiência que lembram as virtudes de atacantes brasileiros de outros tempos- ah, esteve deve ter  sido o segredo francês pelo títilo da Copa do Mundo. Na verdade, quase sempre a França teve os seus talentos. Que eu me lembre, Just Fontaine, artilheiro da Copa de 1958 com 13 gols. Michel Platini nas Copas dos anos de 1990; o grande Zinedine Zidane, em 1998

Agora, os franceses adicionaram aos seus talentos, o vigor no meio-campo (Pogba) e um sólido sistema defensivo. E isso foi decisivo para a grande conquista.


França e Croácia, inédita e grande final
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Roberto Avallone

Na Croácia, país com pouco maisde 4 milhões de habitantes, os nomes de Perisic e Mandzukic provavelmente devem ter sido proclamados heróis nacionais: eles fizeram os gols croatas que, de virada, venceram os ingleses  por 2 a 1. E isso já na prorrogação.

A Croácia, pela primeira vez na História, é finalista de uma Copa do Mundo. A melhor colocação, antes desse feito histórico, tinha sido em 1998, na Copa disdputada na França, com um já muito honroso terceiro lugar.Na época, o jogador mais famoso, o goleador, era Suker.

Este time atual da Croácia tem uma força de vontade incrível. Marcação implacável. E craque mesmo nessa equipe é Modric, 32 anos, jogador do Real Madrid. meia de técnica refinada, de belos chutes de efeito, mas que às vezes parece cansado, exausto até. Também, a vitória sobre a Inglaterra surgiu na terceira prorrogação consecutiva, duro de suportar.

Só que, além do maestro Modric, a Croácia também tem Rakitic, tem o goleador Mandzukic, o polivalente Perisic… Pode não ser um esquadrão, mas é time duro de de ser batido, os ingleses que o digam.

O problema maior nesta final, no entanto, é o poderio do adversário. A França é uma equipe de muitas virtudes, de belos jogadores.Para começar, cito Umtiti,jogador do Barcelona. autor do gol que derrotou a Bélgica e levou os franceses à final; passo por Pogba, 1 metro e 91 de altura, passadas largas,meio-campista que custou mais de 100 milhões de euros ao inglês Manchester United; vou em frente com Griesmann, craque autêntico, que  ainda está no Atlético de Madri; poderia ir mais longe mas paro, por enquanto na sensação do momento- o jovem atacante Mbappé, 19 anos, veloz como o raio, ídolo do Paris Saint- Germain.

Bem, comparando os dois finalistas, um heroico(o time croata) o outro já mais esperado e badalado(o time francês), dá para deduzir que, equipe, por equipe, indo pela lógica, a França é a grande favorita dessa final. Mas quem há de subestimar os croatas que dobraram, de virada, os ingleses?

O fim dessa história acontecerá no próximo domingo, em Moscou.


Da eliminação ao futuro da Seleção Brasileira
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Roberto Avallone

Foto: AFP

Pode não ter deixado as feridas da goleada para os alemães, há quatro anos , por 7 a 1.  Mas teve o mesmo gosto amargo da derrota para a França em 2006, 1 a 0, para a Holanda em 2010, 2 a 1, pois perder para a Belgica, 2 a 1, neste sexta, teve as mesmas consequências desses outros insucessos, que são as sempre indesejáveis distâncias da conquista de uma Copa do Mundo.

Copa que não vem para a Seleção Brasileira desde 2002, quando encantamos o mundo com Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo, trio ofensivo que dificilmente era parado, sob o comando de Felipão, num misto de felicidade tática e de precisão nos arremates.

De lá para cá- já são 16 anos- o que aconteceu? Perdemos a mão, trocando nosso estilo e nosso poder de arremate para os europeus- França, Holanda, Alemanha e Bégica- que a cada quatro anos nos vencem nos eliminam e nos afastam da Taça que, por um certo momento de ilusão, imaginou-se sempre tão próxima que parecia eternamente nossa?

Pois, desta vez, a Bélgica nos mandou de volta para casa, com todos os méritos:jogou melhor, embora finalizasse menos, teve jogadores como Hazard, Lukaku e De Bruyne que funcionaram contra o insucesso de promessas como Gabriel Jesus, Paulinho, Fernandinho (Casemiro fez muita falta) e até mesmo Neymar,  autor de algumas- mas poucas- jogadas, este muito longe de repetir a atuação contra o México ou de se insinuar como candidato a melhor jogador do mundo em momento decisivo.

Não se pode queixar de esforço, do honesto suór na camisa, pos esforço e suór os jogadores brasileiros sempre tiveram, do começo ao fim do jogo. Não perdemos por falta de respeito à camisa, isso não; perdemos em função dos erros nos passes, na imprecisão dos arremates, na perícia que parece ter ficado no passado. Mais uma vez, o futebol brasileiro não foi o futebol brasileiro.

E até que no segundo tempo- com as entradas de Firmino, Douglas Costa e Renato Augusto- a Seleção de Tite melhorou, fez o seu gol (Renato Augusto, de cabeça) e andou flertando com o empate, quem sabe com a prorrogação ou com a decisão por pênaltis. Mas uma defesa espetacular de Courtois, o goleiro -gigante de 1 metro e 99, após chute de Neymar, da entrada da área, acabou com todas as ilusões.

Só nos restava a volta para a casa e. com certeza, já começávamos a pensar no futuro da Seleção Brasileira. Pelo trabalho exaustivo e pelos números apresentados- em 26 jogos, 2o vitórias, 4 empates e 2 derrotas, com 55 gols a favor e 8 contra- é provável que Tite continue à frente da equipe. Essa é a tendência, segundo os rumores nos bastidores da Seleção, embora Tite nada tenha acertado oficialmente.

A tendência é que fique.Tendência, claro, não significa certeza. A permanência de Tite não me parece nada injusta, afinal ele fez respeitada uma Seleção que, nas  Eliminatórias, parecia alquebrada e seriamente arriscada de não ir para a Copa da Rússia.

Pois os números, acima já apresentados, foram muito bons. Falta apenas – e não é pouco- redescobrir o jeitinho brasileiro de jogar nos momentos decisivos, pois que esse é o desafio maior para qualquer técnico que venha treinar a Seleção.

Quem sabe, com mais tempo, Tite possa redescobrir esse jeitinho que o tempo, há 16 anos, nos levou?


Como o Brasil pode vencer a Bélgica
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Roberto Avallone

Não estou pensando em jogo fácil e nem cômodo:a Bélgica tem um poder ofensivo muito grande e, se estiverem inspirados, o meia Hazard e o centroavante Lukaku-este um verdadeiro tanque de 1 mtro e 91 de altura e 94 quilos,mas às vezes de jogadas refinadas-, ah, guiado por estes dois o ataque belga é capaz de fazer estragos.

Só que não é assim tão simples vencer zagueiros como Thiago Silva e Miranda, técnicos e experientes, tanto que nesta Copa do Mundo, até agora, o Brasil só levou um gol; e, ainda assim, um gol (da Suiça), contestado porque ficou visível um empurrão sobre Miranda, antes do arremate fatal.

Mas, simplificando, poderemos ter problemas com o ataque belga.E então, qual é o ponto fraco de nossa adversária de sexta-feira, já pelas quartas-de-final? Dois ítens contam a nosso favor:

1- a Bélgica joga e deixa jogar, o que é extreamente conveniente para uma Seleção que tem Neymar quase no melhor de sua forma, que tem Philippe Coutinho e Willian(este, endiabrado contra o México), além das chegadas de surpresa de Paulinho, o volante- artilheiro.É quase certo que a Seleção Brasileira não encontrará retranca, o que facilita demais o seu estilo de jogo.

2- A defesa da Bélgica pareceu-me vulnerável- os dois gols do Japão provaram isso- e não tem o mesmo nível de seu ataque,embora comandada por um excelente goleiro, Courtois. Defendendo-se com cuidado e usando bastante as arrancadas de Neymar, a técnica de Coutinho, a velocidade de Willian e- quem sabe- um Gabriel Jesus mais inspirado, ah, com tudo isso o Brasil tem chances de passar pela Bélgica e ir para semifinal. A liguagem do campo é que vai mostrar se a prática confirmará a teoria.

Quanto ao jogo desta segunda-feira, frente ao México, tivemos dois tempos distintos, No primeiro, foi um jogo igual, com o México encarando oBrasil de igual para igual. fazendo supor que teríamos muitas dificuldades na partida.

Não tivemos, pois, no segundo tempo, encontrando mais espaço em função da animação mexicana, a Seleção Brasileira foi soberana e contou com o talento de Neymar- em sua melhor partida na Copa , até aqui- para desenhar e confirmar a vitória. 2 a 0.

Sendo que no primeiro gol, Neymar levou a bola para o meio e, de repente,passou, de calcanhar, para Willian. Willian centrou, com força, e a bola, que passou por Gabriel Jesus, não enganou Neymar. que a empurrou para as redes mexicanas; no segundo gol, deslocado pela esquerda, Neymar avançou, tirou a bola do goleiro e Firmino chutou para marcar.

E a Seleção Brasileira já tem sonhos maiores.


Os melhores da Seleção. E o desastre da Alemanha
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Roberto Avallone

1- Já vou dizendo ''os melhores da Seleção'' porque essa vitória contra a Sérvia, 2 a 0(gols de Paulinho e Thiago Siva) além de classificar o Brasil para jogar contra o México já pelas oitavas, apontou ítens que considero importantes. O que houve de diferente? Na minha opinião, eis o que houve:

a) Os talentos discutidos. Curioso, Paulinho, autor de um gol bem ao seu estilo, como se fosse um centroavante, esticando a perna direita a centímetros do goleiro, foi eleito o melhor do jogo. Mas, no momento do gol, ele apenas complementou o magnífico lançamento de Philippe Coutinho, jogador que melhora a cada partida no drible, no arremate,no lançamento.

Só que não acho que Paulinho e Coutinho tenham sido melhores do queNeymar- em sua partida mais centrada- e Thiago Silva, zagueiro que fez as vezes de atacante ao aproveitar o enrosco entre Miranda e um jogador da Sérvia.após escanteio cobrado por Neymar- para testar a bola com força e direção para  fundo das redes.

Resumindo o quepretendo passar:o Brasil não viveu de um ou dois talentos, mas de vários, cada um ao seu estilo, que jogaram para a equipe, resdultando, então, o conjunto. O equilíbrio.

E isso é um bom sinal.

b) A volta da autoconfiança. Foi a mais lúcida partida da Seleção até aqui, o que transpirava confiança, que não foi perdida nem mesmo quando Marcelo sentiu uma estranha contusão logo no começo do jogo, talvez por culpa, vejam só, do colchão macio em que dormiu. Falta de sorte… Mas a vida seguiu e Felipe Luís não comprometeu e nem abalou os nervos dos companheiros, assim com a enntrada de Fagner no lugar de Danilo já não tinha comprometido em nada. Assim confia-se mais na força do elenco.

Vejo nisso tudo bons sinais, Só que esta não me parece uma Copa na qual se possa cravar vitoriosos( A Alemanha que o diga) O Brasil tem chances até de conquistar o Hexa. Mas garantir ou cravar?Ah, isso não dá.Fica na base do pode ser que sim pode ser que não, a história contada jogo a jogo

2-. Será apenas uma ironia do futebol? Sei lá. Por quatro anos, o Brasil engoliu a seco a goleada de 7 a 1 aplicada pela Seleção da Alemanha sobre a Brasileira,em nossas terras, na Copa de 2014. Quatro anos.

E nesta quarta-feira, 27 de junho de 2018, no mesmo dia em que a Seleção de Tite fazia a sua melhor partida na Copa até aqui, a Alemanha era despachada de volta para casa, ao perder.2 a0, para a Coréia do Sul.

Seria a desforra por linhas tortas?

Não creio. Sei que aconteceu, apenas que aconteceu; E pronto. A Alemanha vinha de uma épica vitória sobre a Suécia, a Alemanha atacou até com o goleiro Neuer, teve várias chances de gol. E nada.

Assim quiseram os deuses da bola. Que os alemães voltassem para casa.

 


Mina, Kane, Lukaku: um lugar ao sol na Copa
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Roberto Avallone

Poderiam ser muitos os personagens desta rodada na Copa. Três deles, no entanto. chamaram especialmente a  atenção:

1- Yerri Mina, zagueiro-goleador, 23 anos, 1 metro e 95 de altura, foi personagem central da vitória da Colômbia dobre a Polônia, 3 a 0: simplesmente anulou o futebol de Lewandowiski , o centroaavante polonês de muito respeito , e, de quebra, marcou o primeiro gol colombiano em linda cabeçada.

Além disso, mostrou muita simpatia e respeito pelo Palmeiras, clube pelo qual foi campeão brasileiro em 2016, falando algo como '' lá é a nossa casa'', sem descartar a volta ao clube no futuro, '' desde que exista uma situação fvorável para isso''.

Talento, determinação, gratidão. Então, o que falta para Mina ser reconhecido no Barcelona para ser o titular da equipe e não mais discutido em lista de prováveis transferências- dentro da Espanha- por conta de pegar mais experiência e se adaptar  ao futebol espanhol?

Sinceamente, creio que Mina não precisa de experiência nenhuma. Ele é assim mesmo, consegue anular o adversário mais perigoso e ainda vai fazer os seus gols.

Zagueiraço!

2- Às vezes, ele dá a impressão de ser aquele tipo de centroavante que só existe no passado ou na imaginação. Mas Romelu Lukaku é a mais pura realidade:ele tem 25 anos, mede 1 metro e 91, pesa 94 quilos e sabe arrematar com poucos, com o pé direito e – especialmente- com o esquerdo, uma espécie de canhoto que bate com as duas.

Coisa rara.

Nsta Copa, em duas partidas.Lukaku já tem 4 gols. E, pelo jeito, terá muito mais, Descendente de congoleses, nascido na Antuérpia belga, ele atualmente pertence ao Manchester United, clube ideal para pelo menos tentar superar o seu antecessor, que se machucou: o incrível sueco, Ibrahimovic.

3- Por enquanto, o artilheiro desta Copa do Mundo, com 5 gols, não tem exatamente o perfil do centroavante clássico, técnico ou quetais: trata-se de Harry Kane, apeliddo '' O Furação'', que tem como principais virtudes, senão a a técnica esmerada ou brilho no trato com a bola, pelo menos o espírito guerreiro, a volúpia em bisca das redes, com os pés ou nas cabeçadas.

Kane é jogador do Tottenham, tradicional time inglês. E desses 5  gols que tem na Copa, 3 deles foram marcados contra o Panamá, na goleada da Inglaterra por 6 a 1.


O empate da Seleção foi só um alerta?
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Roberto Avallone

Reafirmo aqui, neste espaço, que creio mesmo na hipótese de a Seleçao Brasileira ir muito longe nesta Copa. Suas chances são verdadeiramente muito boas,.

E fica nisso, pois desde eliminação da Seleção Brasileira para a Itália, no dia5 de julho de 1982( 3 a 2 naqueles 3 gols de Paolo Rossi) não cravo mais nada em futebol, ainda mais em Copa. Nosso futebol era reconhecido como o melhor do mundo, disparado em relação  às outras Seleções,

No caso do empate com a Suiça( 1 a 1), prefiro ficar com a hipótese de um alerta, de ajustes a serem feitos- assim recebeu o tal sinal a Argentina(que enpatou com a Islândia, 1a 1) ainda com Messi perdendo pênalti; a atual campeã do mundo a Alemanha, que foi derrotada pelo México, 1 a 0… Enfim, quem jogu um futebol convincente? Talvez a anfitriã Russia, que teve pela frente a Arábia Saudita e goleou por 5 a 0.

Em termos de Seleção Brasileira, que ainda teve não marcado o empurrão de Zuber em Miranda, antes que o suiço cabeceasse para o gol, sinceramente não achei que tivesse jogado bem: achei a equipe ansiosa demais, Neymar não completando as jogadas que iniciava com dribles, Gabriel Jesus muito isolado à frente. Willian com curto espaço para desevolver seus dribles em velocidade.

Isso precisa ser corrigido- e é bem possível que Firmino(muito elogiado por Tite) passe a disputar a posição com Gabriel Jesus- este, rende mais quando tem Neymar ao seu lado, mais à frente. Embora não esteja no auge de sua forma física, Neymar terá de ser ponta-de- lança, ao lado do centroavante, fazendo o que for possível.

Bem de convincente mesmo, aconteceu o gol de Phillippe Coutinho.Mais do que um gol: um golaço, com várias exclamações. Coutinho. da entrada da área suiça, acertou um chute com muito efeito ,cheio de curvas. que parecia ir para fora, mas voltou para o fundo das redes suiças.

Ainda bem.