Blog do Avallone

O Fla esbarra em Helinho e no tricolor.E o Corinthians…
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Roberto Avallone

1- Bola por bola, futebol por futebol, o Flamengo foi melhor. Não tenho nenhuma dúvida. Só que diante da força de vontade e do suór do São Paulo, ainda mais contando com um menino chamado Helinho, a superioridade técnica não é suficiente, é preciso algo mais, como, no minimo, acertar nas finalizações.

Seja lá como for, sei que esse empate de 2 a 2 entre São Paulo e Flamengo foi duelo digno de ser visto, jogo elétrico durante quase todo o tempo, por momentos até de arrepiar. Especialmente no começo da partida: em menos de 10 minutos já estava 1 a 1, com o gol de Diego Souza para o São Paulo e o de Uribe- de cabeça- para o Flamengo.

Na etapa final, então, o São Paulo voltou com um menino desconhecido- pelo menos para a maioria-, Helinho, 18 anos, da base tricolor. Pois não é que esse menino, aos 4 minutos, passou por Renê, por Cuellar e soltou uma ''bomba'' de canhota?

Pois ele fez isso, sim. Na estreia. o seu cartão de visita.

Depois, melhor tecnicamente e não querendo ficar muito atrás do líder Palmeiras, o Flamengo foi para cima, teve maior posse de bola, maior número de finalizações. mais chances de gol- só que tudo que conseguiu foi o empate, em chute bem colocado de Rodinei(que tinha entrado no lugar de Pará), levando do Morumbi pelo menos um ponto.

Na verdade, foi jogo bom de se ver. Matematicamente, no entanto, não alegrou tricolores e flamenguistas:o São Paulo segue m quarto lugar e, no sábado, enfrentará o Corinthians em sua Arena, em Itaquera; o Flamengo caiu para o terceiro lugar(com a vitória do Inter sobre o Atlético Paranaense, 2 a 1, na noite de domingo) e agora está a seis pontos do líder Palmeiras.

E segue o Campeonato, faltando seis rodadas.

2- Vi só os melhores momentos da derrota do Corinthians para o Botafogo, por 1 a 0. gol de Ralf, contra( que a arbitragem concedeu a Lindoso) e vi também a espetacular defesa de ''Gatito'' Fernandez, nos acréscimos,em chute desferido por Léo Santos à ''queima- roupa''.

Acredito que, mesmo aos trancos e barrancos.ambos se safem, Botafogo e Corinthians, do perigo da degola.Mas não é bom só acreditar nisso, é preciso jogar mais, pois o Corinthians está a 5 pontos da zona do rebaixamento e o Botafogo, 4.Como ainda faltam 6 rodadas e 18 pontos estarão em disputa, dado o equilíbrio da competição é preciso pontuar rodada a rodada para que o risco seja cada vez menor.

E que na próxima temporada sejam tomadas as devidas precauções para que sejam realizadas melhores campanhas.


Palmeiras, passo importante rumo ao título
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Roberto Avallone

Crédito: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Não estou garantindo que o Palmeiras será o campeão brasileiro- nem Nostradamus seria capaz de tal profecia- ou que a Taça já está por perto.Aprendi a respeitar os perigos e o jeito imprevisível de ser do futebol.

Mas, convenhamos, as chances palestrinas são grandes depois da vitória no clássico contra o Santos- um ''jogão''- por 3 a 2, no Allians Parque, diante de quase 40 mil pessoas,três dias depois de sair fora da Libertadores, na semifinal, com o empate (2 a 2) diante do Boca Juniors.

E a maneira como Palmeiras venceu o Santos dá mais indícios, ainda, de que o título de campeão pode acontecer. É que depois de um ótimo primeiro tempo, em que venceu o Santos por dois a zero e ainda desperdiçou chances (Lucas Lima não fez um gol imperdível) contra nenhum perigo oferecido pelo adversário, bem que a equipe de Felipão teve de penar na etapa final.

Por ironia do futebol, Edu Dracena que marcara seu primeiro gol pelo Palmeiras em 107 jogos pelo clube, cometeu falha bizarra na etapa final, propiciando a Copete o gol de número 1 do Santos. Aí, o jogo pegou fogo.Melhor em campo a essa altura, o Santos partiu ainda mais para o ataque  e logo empatou a partida através do arremate, dentro da área, do lateral-esquerdo Dodô.

Era um momento crítico para o Palmeiras, pois o Santos vinha de uma semana inteira de treinos. enquanto a equipe de Felipão vinha desgastada, eliminada da Libertadores só há três dias e pairou o suspense do que poderia acontecer no clássico.

Foi aí que surgiu a falta, bem antes da área, à média- distância, em detalhe que parecia testar a força e a sorte do Palmeiras: Victor Luís cobrou com chute forte, de canhota, a bola desviou na barreira, entrando no canto direito de Vanderlei.Ele, o goleiro que quase nunca erra,desta vez falhou.

Palmeiras, 3 a 2!

Nesse momento, Felipe Melo já estava no lugar de Lucas Lima, Thiago Santos fora para a lateral- direita ocupar o posto de Jean e o Santos ficou com 10 jogadores com a expulsão de Pituca. O Palmeiras perdeu Dudu- que fez o primeiro gol do jogo- mas só para a próxima partida, diante do Atlético Mineiro- porque ele recebeu o terceiro cartão amarelo.

Quanto aos destaques do clássico, na minha opinião, Thiago Santos foi o melhor jogador palmeirense, seguido por Victor Luís e Dudu, com menção honrosa para Borja- que até jogou bem; no Santos, eu destacaria os três gringos da equipe, Ramirez, Dérlis Gonzalez e Copete- este com atuação superior à de Rodrygo nesta partida.

Faltam seis rodadas  e ninguém  que eu conheça tem bola de cristal para saber o que vai acontecer. Mas que o Palmeiras caminha a passos largos com jeito de campeão, ah, isso é verdade…


Palmeiras, um empate como castigo: adeus Libertadores!
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Roberto Avallone

Quando digo que o Palmeiras foi castigado com o empate frente ao Boca Juniors (2 a 2) e pela eliminação da Libertadores, não estou me referindo ao acaso ou coisa parecida; foi castigado , sim, mas por suas próprias limitações, pela incapacidade de trabalhar bem a bola no ataque,pela insuficiência em conter Benedetto, 28 anos, três gols em dois jogos contra o Palmeiras(saindo do banco de reservas), dois na Bombonera e um no Allianz Parque .

Por detalhes, teria sido um jogo diferente.Ao marcar gol antes dos 10 minutos de jogo(Bruno Henrique), apoiado por mais de 40 mil pessoas. a impressão que se teve foi a de que o Palmeiras iria arrasar.Puro engano: o gol foi anulado, com a consulta ao VAR e corretamente, pois antes de passar a bola a Dudu- que centrou para Bruno Henrique marcar, Deyverson estava impedido

Se não bastasse essa frustração, o Boca marcou minutos depois, com Abila aproveitando centro de Villa, pela direita.Ali, parecia ter acabado a esperança porque o Palmeiras precisaria fazer quatro gols para chegar à final.A eufórica torcida, então, emudeceu.

Parecia que já estava tudo liquidado quando o Palmeiras, no segundo tempo, colocou os nervos no lugar , trabalhou bem a bola, virou o jogo.Primeiro, com gol de Luan, depois com Gustavo Gómez, convertendo o pênalti sofrido por Dudu. 2 a 1, Palmeiras.

Será que ainda dava? A torcida voltou a gritar, a cantar, a confiar. Mas aí, Benedetto saiu do banco de reservas, passou pelo cansado Felipe Melo e chutou no canto direito de Weverton. Ótimo jogador esse argentino.2 a 2.

O resto, foi o resto,  um tal de o Boca segurar o jogo, de Palmeiras correr cansado(pela maratona de jogos) e descontrolado, que a partida poderia até ter acabado 20 minutos antes. Nada mais iria acontecer de relevante.

O Boca vai à final contra o River Plate, em inédita final argentina na Libertadores . E o Palmeiras irá juntar ''os cacos'', tentando recuperar os que estão exaustos. e talvez lamentar ter negociado um atacante como Keno ou de no mínimo,ter contratado um jogador velocista para substituí-lo. Keno faz muita falta. Antes dele, foi embora outro jogador veloz, Roger Guedes.

Enfim, ainda líder do Campeonato Brasileiro, tendo já no sábado o clássico conta o Santos, não se sabe como irá reagir o Palmeiras- pela eliminação e pela maratona de jogos.

Só nos resta conferir.


Palmeiras, empate precioso. E Danilo alivia o Corinthians
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Roberto Avallone

1- O atacante Dudu, autor de um belo contra o Flamengo,disse não estar aborrecido com o empate no Maracanã, mas que ''dava para ganhar''. Digo que no caso- não nas declarações de Dudu, o melhor jogador do Palmeiras contra o Flamengo, mas na minha reflexão- há uma contradição;se por um lado dava mesmo para vencer e praticamente liquidar a missão de ser campeão, por outro lado como fazer para conter um Flamengo com bons atacantes, time apoiado por mais de 60 mil pessoas,se o Palmeiras estava desfalcado, desgastado(jogou na quarta-feira contra o Boca Juniors) e não tinha nem mesmo um lateral-direito de ofício?

Difícil, muito difícil. Na verdade, após marcar o gol, o Palmeiras recuou, mesmo assim teve boa chance com Wllian(que entrou no lugar de Guerra) , mas foi Flamengo a equipe que buscou o gol o tempo inteiro(que gol perdeu Paquetá!) e usou e abusou, primeiro com Vitinho e depois com Marlos Moreno , o fato de o Palmeiras não ter lateral- direito, primeiro com Luan e depois com Gustavo Gómez.

Tanto que o goleiro Weverton, em bolas altas e rasteiras, fez boas intervenções.Pelo Flamengo, no entanto, não me lembro de nenhuma grande defesa do goleiro César.

Pelas circunstâncias, então, foi bom o resultado para o Palmeiras. Com o empate a equipe de Felipão mantém quatro pontos de vantagem sobre o Flamengo, faltando sete rodadas. E alcança a marca de 16 jogos sem perder no Campeonato Brasileiro. O que é uma façanha.

Quem sabe todos esses ingredientes fortaleçam o Palmeiras para o jogo contra o Boca Juniors, quarta-feira, no Allianz, na tentativa de uma virada épica na Libertadores…

2- O veterano e bom Danilo, 39 anos, meia de ótimos recursos pelos clubes que defendeu- no Goíás, no São Paulo, na sua passagem pelo Exterior, no Corinthians- fez a torcida corintiana respirar aliviada:entrou para jogar o seguindo tempo contra o Bahia, jogo empatado em zero a zero e lá foi Danilo para o alto, cabecear a bola alçada por Fagner, para o fundo das redes baianas.1 a 0.

Depois, o Bahia empatou com gol de pênalti, cometido pelo próprio Danilo, vejam só. 1 a 1.

Mas Danilo , que é guerreiro, não desiste, E aos 43 minutos do segundo tempo, eis que ele colhe uma espécie de bicicleta para decretar a vitória do Corinthians. E a equipe chegou a 39 pontos, cinco acima da zona da degola, o que penso, com o decorrer das rodadas, afastará o Corinthians de maiores perigos.

Grande Danilo!

 


Palmeiras, sem atacar: deu Boca. E o Grêmio só espera.
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Roberto Avallone

1- Tem aquela velha máxima do futebol, às vezes cumprida: time que joga para empatar ou apenas para se defender, acaba perdendo. E foi o que aconteceu com o Palmeiras diante do Boca, na Bombonera, partida na qual o goleiro do Boca, Rossi, não fez nenhuma defesa importante. Nenhuma.

Como vencer assim? E se a defesa andava bem, com Gustavo Gómez muito bem no jogo aéreo e Felipe Melo jogando muito na proteção aos zagueiros, do meio- campo para a frente,o Palmeiras não existiu: Dudu jogava abaixo do que vinha fazendo, Borja era um centroavante burocrático e Willian dava a impressão de estar cansado. Moisés não era um armador- e Lucas Lima estava no banco de reservas.

Por sua vez, o Boca corria, atacava, embora lhe faltasse contundência. Só que a eficiência em golear estava no banco de reservas e atende pelo nome de Benedetto. Foi só sair Ábila  e entrar Benedetto, que o novo centroavante se encarregou de acabar com o Palmeiras: ele fez o primeiro gol de cabeça, após cobrança de escanteio e, depois( logo após Thiago Santos entrar para fechar ainda mais a defesa), Benedetto deu um drible '' à la futebol de salão'' em Luan e acertou um chutaço no cantinho direito do bom goleiro Weverton.

Boca , 2 a 0.

Era o fim das ilusões do Palmeiras no jogo- foi doído porque os gols aconteceram no chamado ''apagar das luzes''. Só não sei se não se apagaram também as luzes do Palmeiras nesta Libertadores. Se jogar no ataque, com meia-armador(Lucas Lima) e Deyverson(se estiver bem comportado), quem sabe..

2- Como não fazer pelo menos um registro da façanha do Grêmio, na mesma Buenos Aires, na noite de terça-feira? Pois mesmo desfalcado de seus principais atacantes, Everton e Luan, o Grêmio ao Estádio Monumental de Nuñes, encarou o River Plate e saiu vencedor, por 1 a 0, gol de cabeça de Michel.

Na minha opinião, além de herói do jogo, Michel foi o melhor em campo.

Agora, basta um empate ao Grêmio(na próxima terça-feira,em Porto Alegre) para ser finalista da Libertadores.Proeza que tem muito, também, de Renato Gaúcho.


Palmeiras, vitória. E sem meio time contra o Flamengo
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Roberto Avallone

Crédito: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

O Palmeiras ganhou do Ceará, é fato. Venceu por 2 a 1, gols de Bruno Henrique- dois- e Arthur. Só que, por conta da expulsão de Deyverson-justa, por sinal, pois ele foi solar a bola e atingiu também a barriga do adversário- o Palmeiras teve 10 jogadores contra 11 do Ceará pelos sete minutos restantes do primeiro tempo e por toda a etapa final.

Aí não foi fácil. O Ceará, embora esteja habitando a zona da degola, tem feito um bom segundo turno- tinha a sétima melhor campanha, pelo menos antes desta rodada- fez o seu gol aos 12 minutos do segundo tempo e ficou rondando o empate até  final. Isso, embora o Palmeiras criasse chances no contra-ataque. Mas a bola estava mais nos pés cearenses.

Mesmo assim, pela efetividade, a vitória foi justa. Ainda que estressante, pois Felipaõ teve de colocar Dudu em campo antes do que provavelmene imaginava, o que não convém a um time em uma semana como esta: na quarta-feira, jogo contra o Boca, na Bombonera, pela Liberrtadores;no sábado, talvez a mais importante partida desta reta final de Campeonato Brasileiro, o Flamengo, no Maracanã.

Os jogos já estavam previstos, mas não o estresse de ter de ganhar com 10-e Deyverson mereceu ser expulso- e muito menos o caso de ter de enfrentar o Flamengo com sérios desfalques (Bruno Henrique, Lucas Lima e Maike, além do expulso Deyverson) estarão de fora desse jogo decisivo.

Lucas Lima não costuma fazer falta e o caso de Mayke até faz mal à memória- ele recebeu o terceiro cartão amarelo por retardar o jogo, supostamente ao cobrar um lateral, mas foi uma falta que teria custado a ser batida.Não me pareceu justo. E no caso de Bruno Henrique (o melhor em campo, autor dos dois gols palmeirensdes, um de pênalti e  outro com um chutaço de fora da área) nem sei ao certo qual foi o motivo, logo no começo da partida.

Bem, justa ou injustamente, os jogadores citados não enfrentarão o Flamengo. E Felipão terá de imporovisar um lateral- direito, pois seMaike está impedido pelo terceiro cartão amarelo, Marcos Rocha e Jean estão lesionados. Situação delicada- quem marcará Vitinho,o hábil atacante flamenguista que  atua pelo lado esquerdo do ataque?

De qualquer maneira, o Campeonato está pegando fogo, centrado, principalmente em Palmeiras, Inter (que joga nesta segunda-feira contra o Santos) e Flamengo- este, em franco crescimento, que enfrentará o Palmeiras , no Maracanã.

Escolham os seus palpites.


Cruzeiro, campeão com categoria.Corinthians,não dava…
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Roberto Avallone

O Cruzeiro pode ser chamado de campeão da Copa do Brasil 2018,de bicampeão da Copa do Brasil, pois ganhou também em 2017, ou de hexa campeão, pois por seis(6!) vezes venceu essa competição. Por favor, faça a sua escolha. O nome é seu.

De quebra, só pela conquista, o Cruzeiro ganhará 50 milhões de reais de prêmio. Para as suas limitações técnicas atuais, como vice-campeão, o Corinthians foi até longe demais e será premiado com a nada desprezível quantia de 20 milhões de reais. Agora, é lutar para se afastar de qualquer perigo da zona da degola- o que, acredito, não irá acontecer e a equipe não chegará a tal ponto.

Quanto jogo decisivo em si,Cruzeiro 2, Corinthians 1,é preciso dizer que no primeiro tempo o Cruzeiro controlou bem a partida, fez o gol(Robinho, no rebote de um chute na trave desferido por Barcos) e ainda jogou outra bola na trave corintiana, em cabeçada de Dede´. O Corinthians teve uma única oportunidade, em cabeçada de Henrique, depois da falta cobrada por Jadson.

Na etapa final, no entanto um lance polêmico modificou a partida;Thiago Neves encostou em Ralf, dentro da área, mas não sei se com força suficiente para derrubá-lo. O juiz consultou o VAR e confirmou o pênalti,convertido em gol por Jadson. 1 a 1.( Detalhe: respeito a opinião de Leonardo Gaciba, comentarista de arbitragem da Globo, que afirmou que não marcaria essa penalidade máxima).

O gol de empate incendiou o ânimo da torcida e, mais base do entusiasmo, o Corintians foi mais à frente do que costuma. Até fez o segundo gol- que não valeu- em chute magnífico de Pedrinho. Mas , de novo consultando  VAR, o juiz não validou o gol. E teve razão:Jadsn cometeu falta em Dedé, dentro da área.

O Cruzeiro recuou, deixou apenas Raniel e Arrascaeta(que entraram no segundo tempo) e, no contra-ataque, marcou o gol da vitória: Arrascaeta foi lançado pr Raniel, na esquerda do ataque, dominou  a bola, avançou e arrematou cm muita categoria, vencendo  goleiro Cássio. Cruzeiro, 2 a  1.

Depois, foi só administrar a partida. O Cruzeiro tem um belo time, um ótimo elenco e um treinador(Mano Menezes) com muita experiência. O Corinthians tem entusiasmo, uma torcida fiel e apaixonada- e, pena, tem também um dos piores ataques de seus ultimos tempos.

Não dava mesmo para ambicionar mais.


Brasil bate Argentina. E o nosso ataque por onde anda?
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Roberto Avallone

Talvez não se possa duvidar da capacidade ofensiva de Miranda. Mas ele não é  zagueiro? Sim, E dos melhores, ainda que já  veterano. Mas nessa vitória da Seleção Brasileira sobre a da Argentina,por 1 a 0, em Jedá(Arábia Saudita) ele foi o nosso melhor atacante; fez o gol da vitória, de cabeça,já nos acréscimos, e antes, ainda no primeiro tempo, teve a nossa única chance de gol, arrematando firme, da pequena área,para Otamendi salvar em cima da risca.

E o nosso ataque, o que fez? Nada. Ou quase nada.O que contraria a essência do futebol brasileiro.

Antes de voltar ao tema sobre o ataque, é preciso falar um pouco mais do gol da vitória, no terceiro minuto dos acréscimos da partida. Isso porque, pelo que vi na tevê, antes de a bola chegar à área vindo da cobrança de escanteio pela esquerda, Miranda empurrou um defensor(creio que Otamendi) e saltou livre,  cabeceando paras redes argentinas.

(  Arnaldo Cezar Coelho, respeitado comentarista de arbitragem da Globo, também falou na hora, sem hesitar, que aconteceu mesmo o empurrão de Miranda no argentino antes de a bola chegar à sia cabeça. Falta!)

E ainda antes de arrematar sobre o ataque, o resumo da ópera: monotóno primeiro tempo, nem parecendo um Brasil vérsus Argentina, clássico de tantas emoções ao longo dos tempos. A etapa final foi mais animada, a entrada de Richarlison melhou um pouco a parte ofensiva(um pouco, eu disse) brasileira e pelo lado argentino, em bela cobrança de falta, Dybala quase marcou.

Agora,sim, o nosso ataque. Do jeito que atuou. não funciona. Para começar, Neymar não pode jogar tão longe da área e do centroavante, pois lá no meio do campo não teve uma chance sequer de fazer gol ou de  sofrer falta perigosa; Gabriel Jesus, que começou tão bem na Seleção, vive má fase, não se sabendo qual é a sua posição, tentando ser contra os argentinos uma espécie de ''faz- tudo'', dedicando-se mais à marcação do que em cumprir a missão de atacante(acabou saindo); Firmino, goleador no Liverpool, não teve uma chance para marcar sequer; Philippe Cotinho já esteve bem melhor.

Enfim, não lembramos, nem de longe, os poderosos ataques que já tivemos.Senti falta de um Neymar mais perto da área, de um centroavante com recirsos e mobilidade(poderia ser Pedro, do Fluminense, se não estivesse lesonado), de um ponta como Douglas Costa(se estiver bem fisicamente) e como Everton, do Grêmio.

Vencemos a velha rival Argentina, é verdade. Mas não jogamos o futebol ''à brasileira''.


Palmeiras, rumo ao sonho com gols de Deyverson. E Inter e Fla…
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Roberto Avallone

Crédito: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

1- O Palmeiras caminha firme rumo ao sonho de manter a liderança e levantar a taça de Campeão Brasileiro. Com dois gols de Deyverson, atuação segura da equipe e grande jogo de Dudu, bateu o Grêmio por 2 a 0, no Pacaembu, neste domingo.Prass não precisou fazer uma defesa difícil sequer.

Ah, mas o Grêmio teve desfalques, poderiam rebater os adversários. Sim, os teve, e eram jogadores importantes, mas, mesmo assim é um time muito bom e que tinha a ambição de chegar ao topo. E Palmeiras também não teve Felipe Melo , Borja e Weverton, se bem que no caso do centroavante, se saiu até melhor: Deyverson, controlando mais a emotividade e sem cometer exageros de comportamento, em campo,jogou muito para o time, foi um terror para os adversários- nas bolas altas e em jogadas rasteiras- e deu a impressão, pelo menos, de estar mesmo ganhando a disputa de centroavante titular do Palmeiras.

Nos gols que marcou, Deyverson exibiu considerável repertório de ataque, No primeiro gol, esticou a perna esuerda e desviou centro de Dudu, da direita, antecipando-se ao zagueiro Bressan: no segundo, correu atrás da bola longa , ficou com ela e, diante de Bressan, driblou o zagueiro com um toque de esquerda e emendou de direita para o fundo das redes gremistas. 2 a 0.

Além disso, Deyverson foi guerreiro o tempo todo e, quando preciso,tirou, de cabeça, bolas altas alçadas sobre sua própria área, com o necessário espírito de colaboração No meu conceito, acho que a nota 9 lhe caberia bem.

E outro que jogou muito, em uma de suas melhores partidas na temporada, foi Dudu. Distribuiu dribles , arrancadas e até um chapéu, pecando apenas uma vez na finalização- diante do goleiro- mas fez por merecer no mínimo uma nota 8, 5- só não alcaçando a nota de Deyverson porque o centroavante fez os gols qie decretaram a vitória.

Justo, não?

Além de Deyverson e Dudu, o Palmeiras jogou bem, Como um todo. Foi providencial contar com os laterais, Maike e Diogo Barbosa, justa a decisão de manter a dupla de zaga formada por Luan e Gustavo Gómez (que voltou da Seleção do Paraguai), assim como a escalação de Thiago Santos (em um primeiro momento, seria preferível Lucas Lima) se justificou pelo fato de ele ter marcado,sem tréguas, Luan,o mais habilidoso jogador gremista.

Enfim, foi uma vitória de autêntico lider, essa do Palmeiras. E se mantém vivo o sonho de ser campeão.

2- Ainda faltam 9 rodadas para terminar o Campeonato, E até lá, muita coisa pode acontercr. Neste domingo, por exemplo, o vice- líder Inter (56 pontos) ganhou de virada, do São Paulo (52 pontos). De virada!O tricolor não sabe o que é vencer no Capeonato Brasileiro há 5 jogos. E saiu na frente, aos 2 minutos, cm gol de Liziero, mas depois que Leandro Damião saiu do banco de reservas, sucumbiu- Damião fez o primeiro, marcou o segundo e ainda sofreu o pênalti que Nico López  converteu em gol.

Inter, 3 a 1.

E no sábado, outro sério candidato ao título (55 pontos), o Flamengo deu um baile no Fluminense, venceu por 3 a 0,no Maracanã com muita gente, mostrando que com o novo técnico Dorival Jr.ainda está firme no páreo. E o Fla tem jogadores e elenco suficientes para encarar a missão.

Que Campeonato disputado!


Thiago Neves foi o melhor. Mas o Corinthians está vivo
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Roberto Avallone

Thiago Neves não só foi o autor do gol que derrotou o Corinthians, 1 a 0,no Mineirão, como também foi o protagonista do primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil: atacante mais perigoso do Cruzeiro, ele chutou uma bola na trave direita do goleiro Cássio, alem de,  em outro lance, obrigar o goleiro corintiano a uma grande defesa. Thiago estava com o talento explícito em noite iluminada.

Além dele, o Cruzeiro teve outras virtudes, como a de criar várias chances de gol(Barcos, Dedé e Henrique desperdiçaram chances claras) ou de não levar susto algum, pois o seu goleiro, Fábio, excelente, por sinal, não fez uma defesa importante sequer.O Corinthians não atacou e nem ameaçou o gol do Cruzeiro.

Só que o Corinthians está vivo na competição. Ainda vai lutar pelo título da Copa do Brasil, pois ainda tem o jogo decisivo a enfrentar- e em sua Arena, em Itaquera, diante de sua Fiel torcida. Terá de jogar de outra maneira , é claro, sem tantos exageros defensivos e muito mais no ataque, embora, na minha opinião tenha menos time e menos elenco do que o Cruzeiro.

Não era assim também contra o Flamengo,equipe recheada de medalhões? Pois o Corinthians venceu a partida decisiva por 2 a 1, com aquele golaço do menino Pedrinho…Não sei se diante do Cruzeiro será a mesma coisa.Não se brinca, no entanto, com a mística corintiana, cuja equipe é capaz de se inflamar com a paixão de sua torcida e levar o título, mesmo com time mediano.

O Cruzeiro não brincou e correu atrás de um placar que lhe desse mais tranquilidade para decidir a Copa do prêmio milionário(50 milhões de reais ao campeão; 20 milhões ao vice) e de status atraente. Não conseguiu, no entanto, e desperdiçou a chance, tantas as chances perdidas, de ser praticamente o campeão por antecipação.

Com o placar magro, agora a história é outra.E faz da Copa do Brasil uma competição de desfecho imprevisível.

Vem mais emoção pela frente.