Blog do Avallone

Arquivo : outubro 2015

Palmeiras e Santos: a Copa do Brasil na Bola de Cristal
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Roberto Avallone

Foto: Reprodução

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Já se sabe que será a primeira final paulista da Copa do Brasil. E é quase unânime que se o jogo fosse hoje, ou amanhã, o Santos seria o grande favorito, tanto pelo futebol que vem exibindo do meio- campo para a frente quanto por suas recentes vitórias contra o São Paulo (3 a 1 e 3 a 1), que dão um considerável placar agregado de 6 a 2 para o Santos.

Por sua vez, o Palmeiras classificou-se dramaticamente para a final, na decisão por pênaltis, depois de devolver a derrota de 2 a 1 para o Fluminense (dois gols de Lucas Barrrios), disputando um bom primeiro tempo,  e  uma medíocre etapa final, salvando-se pela forma exuberante do goleiro Fernando Prass, herói também ao defender um pênalti na decisão.

Só que o jogo não é hoje e nem amanhã, mas sim só quase daqui a um mês  quando muita coisa pode mudar. O Santos, por exemplo, que tem em atacantes como Ricardo Oliveira, Gabigol e Geovânio excelentes jogadores, (além, é claro, de o melhor de todos, o meio-campista Lucas Lima) não tem um elenco dos maiores e ainda disputa com fervor o Campeonato Brasileiro, tentando assegurar a quarta vaga. E isso pode cansar.

Ao contrário, o Palmeiras tem elenco numeroso, digo em quantidade, mas não vem exibindo a qualidade que empurra os santistas, especialmente nas partidas da Vila Belmiro. E se a qualidade maior está em falta, até a final isso pode ser amenizado com a volta de Arouca, a manutenção de Robinho (enquanto ele esteve em campo o Palmeiras foi melhor do que o Fluminense) e, quem sabe, o retorno de Cleiton Xavier. Resumindo: é possível que o Palmeiras possa recompor seu meio- campo, peça falha nos últimos tempos.

E é bom lembrar também que, bem ou mal, o Palmeiras eliminou adversários de tradição nesta Copa do Brasil como o Cruzeiro, o Inter e o Fluminense. Portanto, mesmo reconhecendo a bela vocação ofensiva santista, não ouso apontar favorito para esta grande final da Copa do Brasil. Melhor que, por precaução, eu mande minhas bola cristal para o conserto por uns bons tempos.

Mas o amigo, aí, bem que poderia mandar o seu palpite. Sem nenhum compromisso. Apenas pelo prazer de desvendar o placar de uma decisão que será histórica.


A volta por cima de Vagner Love. E os lampejos do antigo Ganso
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Roberto Avallone

Foto: Mauro Horita

Foto: Mauro Horita

1- Durante algum tempo, ele causou desconfiança na torcida do Corinthians: seria Vagner Love um centroavante em plena decadência, um ex- jogador em atividade que faria eterna a figura de Guerrero?

Contra o Flamengo, diante de Guerrero, Love mostrou mais uma vez que não está acabado, infernizou os zagueiros adversários com alguns dribles e refinados toques de bola. E fez o gol do jogo, o gol da vitória, recebendo a bola de Malcom  e acertando as redes do Flamengo. Enquanto isso, o que fez Guerrero? Ah, quase nada.

Este foi o gol de número 11 de Vagner Love no Campeonato Brasileiro e, como diz Tite, sem cobrar pênalti algum. De bola rolando, mesmo.

Além dos gols, as  atuações de Love têm sido exemplares em outros aspectos: por exemplo, na solidariedade do jogo coletivo- marca maior desse Corinthians praticamente campeão- coisa que não existiria se ele fosse um daqueles centroavantes chamados de cones, estáticos perto da área, sem recursos de compreender as jogadas ou o momento de renunciar à gloria de um gol para bem servir um companheiro.

E Vagner Love aprendeu a importância de ser um homem da equipe.

Foto: Reprodução

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2- Paulo  Henrique Ganso não fez gol, é verdade. Mas ajudou a fazer os dois marcados pelo São Paulo em sua vitória diante do Coritiba ( 2 a 1), triunfo tão importante que fez o tricolor encostar no G-4, estando agora em quinto lugar: o primeiro gol, com assistência de Ganso, foi marcado por Alan Kardec, com um chute cruzado da direita; o segundo, também com assistência de Ganso, teve a assinatura de Pato, aliás um gol belíssimo, de canhota, no alto das redes.

A diferença fez a diferença. E mesmo ficando as honras dos gols com Kardec e Pato, foi enorme a contribuição de Paulo Henrique Ganso, mais ou menos como ele fazia nos melhores tempos de Santos, ao lado  de Neymar.

Uma bela surpresa.


Palmeiras, do fracasso à última chance
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Roberto Avallone

Foto: Daniel Vorley

Foto: Reprodução

Em termos objetivos,  o Palmeiras fracassou diante do Sport, neste sábado à noite, no Pacaembu: foi derrotado por 2 a 0 (um golaço de Marlone e o outro, de pênalti, de  André), desperdiçou muitos passes, disputou um péssimo primeiro tempo e revoltou a torcida, com muitos torcedores gritando ao final do jogo: “Não é mole não.  Na quarta-feira, virou obrigação”.

Ah, mas o Palmeiras jogou com o time misto e teve mais posse de bola? Isso quer dizer muito pouco, pois o que importa é a qualidade da posse de bola , assim como a competência na troca de passes e nas finalizações. E nisso, o Sport foi melhor, conseguindo a sua primeira vitória fora de casa neste Campeonato Brasileiro. Exatamente contra o Palmeiras.

Agora, resta a tal quarta-feira, quando, à noite, o Palmeiras enfrentará o Fluminense, no Allianz Parque, em busca de uma vaga para a final da Copa do Brasil. O Flu também foi derrotado em casa neste sábado pelo Atlético Paranaense    (gol de Walter), o  que sugere que será uma partida nervosa, recheada de aflições. E também envolvida em futebol discutível, pois o Fluminense disputa um péssimo returno e o Palmeiras vive em oscilações constantes, longe de suas melhores fases.

Para o Flu, basta o empate; ao Palmeiras só resta a vitória, sendo que 1 a 0 já estaria de bom tamanho. Seja lá como for, nem tanto pela qualidade mas pela obrigação que as torcidas cobram, emoção é o eu não faltará.


O  gênio maior do futebol faz 75 anos
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Roberto Avallone

Foto: Montagem

Foto:  Arte/Montagem

Não dá para passar batido: o maior jogador de futebol de todos os tempos- podem acreditar os que não o viram jogar e cultuam os heróis do presente- completa 75 anos neste dia 23 de outubro. Trata-se, é claro, do Rei Pelé.

Lendo a sua biografia, os mais jovens saberão que Pelé nasceu na cidade mineira de Três Corações, que foi criado em Bauru e que, aos 15 anos foi levado para o Santos. Saberão também que estreou com a camisa santista no dia 7 de setembro de 1956, em Santo André marcando um gol que consagrou o goleiro que o levou, de nome Zaluar.

O fenômeno foi em frente e, aos 16 anos, fez seu primeiro gol pela Seleção Brasileira- e logo contra quem? Ora, contra a Argentina, no Maracanã. E aí a história correu solta, pois Pelé foi campeão do mundo na Suécia, aos 17 anos; depois, bicampeão e, em 1970, já quase trintão, tricampeão.

Pelo Santos, bicampeão do mundo em 1962 e 63, num ano contra o Benfica e no ano seguinte contra o poderoso Milan. Fez quase 1300 gols ao longo da carreira, sendo que o milésimo foi marcado não como gostaria (de cabeça para homenagear o pai, Dondinho), mas de pênalti na noite de 19 de novembro de 1969, às 23 horas e 19 minutos.

Tudo isso se sabe. O que poucos privilegiados sabem (os que acompanharam a sua carreira) é que além de gols, Pelé fazia magias em campo, inventava dribles jamais vistos, como, por exemplo, o de quando se sentisse acuado jogava a bola nas pernas do adversário. Sabendo que ela voltaria para seus pés, em sincronia perfeita.

Pelé chutava de direita, de esquerda, cabeceava, fazia lançamentos em profundidade e chegou até a ser goleiro- dos bons- em uma partida contra o Grêmio, quando o goleiro titular do Santos foi expulso. Também já se sabe que parou uma guerra na África, em trégua combinada para que todos pudessem vê-lo jogar, assim como fez ser expulso um juiz- por pressão da torcida- que ousou expulsá-lo dos gramados. Pelé voltou, o árbitro foi embora.

Pelé fez isso e muito mais. Longa vida ao Rei!


O Santos já esta quase lá, o Palmeiras ainda respira forte
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Roberto Avallone

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

1-  Um doce de coco e um pirulito para quem adivinhar quem será o finalista da Copa do Brasil desse duelo entre Santos e São Paulo. Ora, o futebol prega muitas surpresas, é verdade, mas nem tanto: com o placar de 3 a 1 conquistado em pleno Morumbi, o Santos está com a vaga praticamente garantida, pois o segundo jogo será na Vila Belmiro, onde, recentemente o São Paulo foi goleado pela equipe santista.

Elementar, amigo. Nem se pode julgar direito o que foi o jogo no Morumbi, pois as equipes tiveram de superar uma tempestade e o campo chegou a ficar alagado, dificultando o desejo de colocar a bola no chão e obrigando- em especial o São Paulo- a se utilizar das bolas altas na área. Nestas, Alan Kardec perdeu dois gols, Luís Fabiano outro.

O Santos, no entanto, com sua incrível vocação ofensiva fez três gols- Gabriel,   o eterno Ricardo Oliveira-, e Marquinhos Gabriel ficando para Pato as honras do solitário gol do tricolor. Ah, ainda teve uma bola na trave chutada por Neto Berola, que seria o quarto gol santista e configuraria a goleada.

Não está fácil conter o Santos.

Foto: Divulgação

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2-  Uma derrota pode ser, se não festejada, pelo menos bem recebida? Depende, mas no caso do Palmeiras o gol que marcou no segundo tempo-Zé Roberto, em cobrança de pênalti polêmico- deu esperanças à torcida. O Palmeiras ainda respira forte: derrotado por 2 a 1, precisaria, digamos de uma vitória simples, de 1 a 0, para ir à final da Copa.

O jogo em si até que foi equilibrado, com o Palmeiras desperdiçando duas chances preciosas no primeiro tempo- na bicicleta de Vitor Hugo e na cabeçada de Gabriel Jesus- e o Fluminense competente ao aproveitar suas duas chances, gols de Marcos Júnior (bom jogador) e Gum- este, desviando de leve um chute de Gustavo Scarpa.

O que mudou na etapa final? As substituições de Marcelo Oliveira: saiu Girotto (muito mal), entrando Egídio e indo Zé Roberto para o meio, além da saída de Vitor Ramos e a entrada de Jacson.

O time melhorou. E até teve um gol mal anulado- o lance era difícil, é verdade- de Amaral.

Agora,  jogo em São Paulo, tudo pode acontecer. Até porque Fred,  machucado, saberá nas próximas horas qual a gravidade da lesão e talvez não jogue a segunda partida. Se não jogar mesmo, provavelmente fará falta.


 Corinthians, a obra-prima de Mestre Tite
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Roberto Avallone

Foto: Folhapress

Foto: Folhapress

Não falo de futebol extremamente vistoso, de toques de calcanhar e de firulas fantasiosas. Falo de um futebol competitivo, eficiente, funcional e vencedor: este é o Corinthians, que arrasou o Atlético Paranaense – o Furacão-, em Curitiba, goleando por 4 a 1. E com esse resultado- dois gols de Renato Augusto e dois de Vagner Love-, pode-se dar ao luxo de esperar o momento de vestir as faixas de campão, pois seu concorrente direto, o Atlético Mineiro, também por 4 a 1 foi goleado pelo Sport.

Quem é o herói desse título já quase garantido? Poderia escolher um jogador, no caso Renato Augusto, ou um setor do time, no caso o meio-campo, formado por Jadson, Elias, Renato Augusto. Mas prefiro escolher Tite, o Mestre que soube fazer de um elenco um verdadeiro time, uma equipe compacta cuja marcação lembra às vezes a da Holanda de 74 e com a volúpia de atacar da Alemanha 2014.

Trata-se de um primor de tática.

Por justiça, Tite deveria ser o técnico da Seleção Brasileira.

Ele já fez outros belos trabalhos. No Corinthians, já foi campeão brasileiro, campeão da Libertadores, campeão do mundo; no Inter, conquistou a Copa Sul- Americana; no Grêmio, conquistou a Copa do Brasil em São Paulo, diante do próprio Corinthians, vencendo a partida decisiva por 3 a 1, com Marcelinho Paraíba de centroavante. Na época, uma inovação.

Teve a humildade o constatar que não passava por boa fase, no segundo semestre de 2013, de se ausentar durante um tempo dos gramados, vivendo um ano sabático- mas nem tanto- indo procurar corrigir os defeitos, aprimorar o que devia ser melhorado.

E deu no que deu: elaborou o melhor time do Brasil, como um Mestre. Que, um dia, a Seleção há de receber.


O mistão do Palmeiras ganhou o jogo e um reforço
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

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Não poderia ter sido mais feliz a situação do Palmeiras diante do Avaí, em Florianópolis: além de vencer a partida (3 a 1), jogando com o time misto, ainda ganhou um belíssimo reforço para o meio-campo- sua atual preocupação-, Allione, argentino bom de bola e que pelo futebol exibido merece mesmo ser titular. E já contra o Fluminense, pela Copa do Brasil.

Com a vitória e o futebol de muita raça- graças à entrada dos argentinos Mouche, Allione e Cristaldo-, o time criou uma espécie de concorrência interna, obrigando os titulares que não andavam bem a saírem da zona de conforto, pois há entre os reservas quem lhes possa tomar o lugar. Se o Palmeiras tivesse jogado dessa maneira contra a Ponte não teria perdido e o G-4 (onde está provisoriamente, pois o Santos e o São Paulo só entrarão em campo neste domingo) estaria garantido pelo menos por mais uma rodada. Agora, sabe-se lá…

De qualquer maneira, deu certo a ousadia do técnico Marcelo Oliveira: a equipe chegou ao gol com facilidade- Gabriel Jesus, Cristaldo e Dudu (que entrou no segundo tempo) marcaram, sendo de André Lima o gol do Avaí- e o time titular, teoricamente, estará descansado e inteiro para a partida contra o Fluminense. A não ser é claro, pelos desfalques já conhecidos, como Arouca e Gabriel (machucados), mas Cleiton Xavier e Fellype Gabriel- estes acometidos de sucessivas lesões.


E o Palmeiras perdeu o rumo… Doriva estreia com derrota. O Galo encosta no Corinthians
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Roberto Avallone

Foto: Reprodução

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1- Nem tanto pela derrota para a Ponte Preta, 1 a 0, gol de pênalti de Fernando Bob, embora esta já fosse motivo para várias mágoas dos quase 30 mil palmeirenses presentes ao estádio. Afinal, a derrota afastou a chance de entrar já nesta rodada no G-4 e nasceu de um pênalti contestado, a bola batendo no braço de Vitor Ramos- deveria Ramos cortar o próprio braço para evitar a falta?-, coisa que vem sendo punida pelas arbitragens, com ou sem intenção.

Pior do que a derrota, no entanto, foi o comportamento em campo do Palmeiras. Sem criatividade no meio-campo, sem padrão de jogo (depois de 10 dias livres para treinos), afobada, a equipe foi inferior à Ponte Preta no primeiro tempo, apenas dando a falsa impressão de reagir na etapa final porque a Ponte recuou e decidiu apostar nos contra-ataques.

O Palmeiras esteve péssimo.

E o que aconteceu com esse time que chegou a impressionar bem, além de feito considerável investimento na contratação de 25 jogadores e do técnico bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro? Bem, além da falta de sorte de perder o volante Gabriel e depois Arouca, algumas contratações pelo menos até agora não deram em nada: quantas partidas disputou Cleiton Xavier? E Felpe Gabriel que, contratado no meio do ano, ainda não fez sua estreia. No caso, podem ter sido erradas as aquisições, assim como não convenceram jogadores como Girotto, Jackson, João Paulo, Alecsandro, etc.

Aí já não é falta de sorte, é erro mesmo. E na reta final, a equipe acaba sendo punida. Neste ano, creio, só resta uma chance para o Palmeiras salvar a temporada: seria vencer a Copa do Brasil, o que normalmente não seria impossível, pois todos os jogos são clássicos e de desfecho imprevisível.

Quer dizer: desde que não se jogue a bola mostrada contra a Chapecoense e nem o futebol pífio da derrota para a Ponte Preta. Neste caso, nem San Genaro daria jeito.

Foto: Paulo Sérgio

Foto: Paulo Sérgio

2- Doriva não gostou do estilo “mudo” do São Paulo em sua estreia no tricolor, quando foi derrotado por outro tricolor (o carioca), o Fluminense, por 2 a 0, gols de Fred e Marcos Júnior.  Doriva reclamou também da falta de compactação na frente, o que inutilizou uma tentativa de esquema bem ofensivo com o atacante Pato, Luís Fabiano e Rogério, tendo ainda a aproximação de Paulo Henrique Ganso.

Poderia ter dado certo.

Por sua vez, dirigido por Eduardo Batista, o Fluminense parece ser outro, guiado no meio-campo por dois volantes habilidosos como Cícero e Jean, deixando à vontade os atacantes. Enfim, o Flu dá a impressão de renascer e é preciso dar tempo a Doriva para que possa mostrar do que será capaz de fazer no São Paulo.

Foto: Dudu Macedo

Foto: Dudu Macedo

3- Bem, quanto ao jogo em si ninguém pode reclamar: o Atlético Mineiro foi totalmente superior ao Inter, venceu por 2 a 1- gols de Pratto, Paulão e Marcos Rocha- e poderia ter saído de campo com placar mais amplo. Quanto à tabela de classificação, creio ser momentâneo o fato de o Galo colar no Corinthians (a diferença , agora, está apenas dois pontos) pois, acredito em vitória corintiana sobre o Goiás nesta quinta-feira.

Em todo o caso, todos nós já vimos muitas coisas acontecerem em futebol e cautela nas previsões é mais do que recomendável. Neste momento, está acirrado o duelo entre atleticanos e corintianos pelo título.


O Brasil começou muito mal. E a Argentina também
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Roberto Avallone

Foto: Reuters

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1– Não foi surpresa para ninguém a derrota do Brasil para o Chile. Embora este bloqueiro tivesse o palpite, em nome da tradição e de um tabu de 15 anos, que fossemos empatar com os campeões da América, ´inegável que os chilenos vivem um melhor momento, com mais individualidades e com um comando tático mais seguro com o técnico Jorge Sampaolli.

Só é não esperava que fosse tão fácil: antes de marcar seu primeirto gol (Vargas), o Chile teve três chances reais de gol e o Brasil pouco ameaçava, deficiente na organização de jogadas e sem atacantes para a conclusão. Além disso, sem sua maior estrela (Neymar), embora não possa depender apenas dela para seguir sua vida.

O Chile continuou melhor e seu segundo gol (marcado por Alexis Sanches) foi uma aula de como penetrar em uma defesa, bola de pé em pé, esticão para direita, centro para Sanchez decretar, de vez, a derrota brasileira. Nem há muito o que falar mais desse jogo, quando ficou evidente a superioridade chilena e o nosso mau momento.

O Que fazer? Bem, além de Neymar, que voltará no terceiro jogo das Eliminatórias (contra a Argentina, em Buenos Aires) é preciso tentar outros talentos para fazer companhia ao astro, como Lucas Lima (em grande fase), Lucas (já recuperado no PSG), talvez Renato Augusto (que vem fazendo brilhante Campeonato pelo Corinthians), sem apostar tanto em Oscar e outros que já tiveram chance e não aproveitaram.

Foto: AP

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2- O curioso, se é que serve de consolo, é que nossos eternos rivais, os argentinos, cumpriram papel ainda pior: a Argentina perdeu em casa, no Monumental de Nuñez, por 2 a 0, do Equador (gols de Erazo e Caicedo), o que seria inimaginável tempos atrás. Detalhes: “Los Hermanos” jogaram sem Messi, seu talento maior, acontecendo, ainda, a contusão de Aguero, implacável artilheiro.

Sinal dos tempos.


O presidente preferido do tricolor Doutor Geraldo. E o Chile é favorito contra o Brasil?
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Roberto Avallone

1- Doutor Geraldo é torcedor do São Paulo das antigas. Elegante, tem lembranças dos esquadrões que seu time já teve e sempre cultuou a postura nobre dos dirigentes que dirigiram o clube, comprando, de bom grado, 11 cadeiras cativas do Morumbi.

Mas doutor Geraldo não está satisfeito com essas brigas todas do atual presidente e nem com a postura de outros cartolas que deixaram o clube parecido com outros que chamavam de turbulentos: “ Isso não é o São Paulo que eu conheci”. Fala de alguns dirigentes que considera mais ponderados- o nome de Leco- (Carlos Augusto de Barros e Silva) é lembrado com simpatia, mais o eleito do Doutor Geraldo para ser o próximo presidente do São Paulo é outro;

– “ Abilio Diniz”- ele fala , passando a mão nos cabelos que o tempo tornou totalmente brancos.

“ Este seria o homem certo” –sem dizer se para o momento das eleições ou se para mais em breve. Essa pitadinha, Doutor Geraldo  preferiu omitir.

2- As opiniões, em sua maioria, apontem o Chile como favorito para o jogo desta quinta contra o Brasil, no começo das Eliminatórias. Por mero palpite- e também por acreditar que a alma do futebol brasileiro se levantará- creio que não será desta vez que os chilenos quebrarão essa freguesia que já dura bem mais do que uma década.

Ah, claro que reconheço que o momento do Chile é de euforia, que o moral recebido pela conquista da Copa América- e em uma final contra a Argentina-é um belo reforço para a melhor seleção chilena de todos os tempos, com craques como Vidal, Alexis Sanchez, Valdivia e Vargas. É indiscutível. Ainda mais soba direção do competente e atento Jorge Sampaolli.

Tudo isso é mais considerável quando se sabe que o Brasil não terá sua principal estrela , Neymar. Mesmo assim, fico na expectativa de jogo duro, equilbrado, que pode dar Chile, mas que pode perfeitamente dar Brasil!

Será jogo bom de ser ver.