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O Dérbi: para quem ficou melhor?

Roberto Avallone

31/01/2019 01h00

Parto do princípio de que na prática, a não ser para grandes esquadrões, clássico é um jogo sem favorito. Ainda mais um Dérbi secular como esse de sábado, reunindo a rivalidade de Palmeiras e Corinthians.

Digo que não tem favorito porque foram tantos os exemplos de quem está melhor não vencer quem está em má fase- e vice-versa- de que às vezes penso que o futebol debnocha da lógica, embora muitas vezes esta prevaleça.

Bem, teoria à parte, como ficaram Palmeiras e Corinthians após a rodada da noite de quarta-feira:

1- O Palmeiras ganhou do Oeste, em Barueri, com um golaço de Felipe Pires. Além do gol, no entanto, foi difícil encontrar uma jogada de maior brilho e o futebol palestrino foi apenas suficiente para vencer a partida e chegar aos 10 pontos. Boa pontuação para quatro partidas disputadas.

2- O Corinthians deu vexame, na Arena de Itaquera.A atuação do time até deixou irritado o técnico Fábio Carille. Foi, no entanto, uma derrota justa para o Red Bull Brasil, por 2 a 0, gols de Ytalo (com y mesmo) e Tubarão, ambos de cabeça. No primeiro gol, então, viu-se Ytalo salatar mais do que Henrique e Cássio para mandar a bola às redes.

Simplesmente péssima a performance corintiana.

Bem, então quer dizer que diante dos resultados o Palmeiras entrará como franco favorito? Ah, não penso assim. É fato que, no momento, o Palmeiras tem mais time e mais elenco do que o Corinthians, mas isso nada tem a ver com ganhar o Dérbi. Vai que, mordido, o Corinthians se supere e redobre as suas forças para enfrentar o Palmeiras…

No futebol, tudo é possível. Uma vez, no começo dos anos 80, vi um Corinthians demolidor- com Sócrates, Zenon, etc-massacar o Palmeiras com verdadeiro bombardeio. Isso, durante o jogo todo. Só que no gol palmeirense estava um goleiro, de nome Gilmar, que veio de Osasco, a pegar todas as bolas que chegaram ao seu gol. E aos 30 minutos do segundo tempo, em um dos raros ataques do Palmeiras, Freitas pegou bem  na bola. Gol!

E a lógica foi para o espaço. Essa é apenas uma das histórias desse clássico secular. Apesar de ter só uma trocida no estádio (culpa da violência) até a manhã de quarta-feira já tinham sido vendidos 33 mil ingressos. O que sugere casa cheia. Ou quase cheia.

Sobre o Autor

Sou Roberto Avallone, jornalista esportivo há mais de 45 anos. Primeiro o jornal, depois o rádio; mais tarde a TV. E finalmente, a tal da internet. Troquei a velha Remington - de som marcante e inspirador - pelo mouse e teclado. Seja qual for o meio, seja qual for o ano corrente, lá estarei eu falando sobre minha grande paixão: o futebol. Tem gente que gosta do que faz. Eu faço o que gosto. A diferença parece sutil - mas não é, e faz toda a diferença. Palpitem, opinem, contestem, concordem e discordem neste blog democrático. Não prometo atualizações minuto-a-minuto, nem respostas a todas as perguntas, mas tenham a certeza de que lerei todas elas e darei o meu melhor em matéria de informações, bastidores e memórias. Sejam bem vindos, caros amigos futeblogueiros.

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