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Blog do Roberto Avallone

Zé Roberto, 40 anos, perto do Palmeiras. Qual o limite de idade de um craque

Roberto Avallone

18/12/2014 03h51

Foto: Léo Pinheiro

Foto: Léo Pinheiro

A discussão é antiga e não há uma data-limite, pois depende do jogador. Mas, mais ou menos, até quando? Bem, Pelé, que foi o melhor de todos os tempos e tinha o físico perfeito, jogou até os 37 anos, nos Estados Unidos.

Seria este o parâmetro? Nem sempre, pois com as mudanças no futebol, o momento deparar também mudou. Aquino Brasil, em outros tempos, quando a bola corria mais do que o jogador, tivemos alguns exemplos de longevidade: Jair Rosa Pinto jogou até os 42 anos, Djalma Santos passou dos 40, mas sem a obrigação de correr tanto, em futebol cadenciado que hoje não se vê mais.

E são poucos os exemplos dos quarentões jogando bola, a não ser para os goleiros: Rogério Ceni está para completar 42 anos, Dida está nessa faixa e, lembremos, o italiano Dino Zoff foi campeão do mundo, em 1982, exatamente com 40 anos. Mas são goleiros, repito, o que é muito diferente. Jogador de linha mesmo, quarentão, que eu me lembre de ter lido foi o inglês Stanley Mattews que, aos 44 anos, em Londres, levou a melhor sobre o grande Nílton Santos (na época com 26 anos), na goleada inglesa sobre, por 4 a 2, em 1956.

Na verdade, este ponta inglês foi uma exceção à regra.

E Zé Roberto, o que é? Em minha opinião, outra exceção. Que desafia os tempos, campeão do fôlego e da resistência. Até quando não se sabe. É craque, sim, e a ideia de continuar a carreira pode ter sido uma boa ideia. Pode, eu disse. Como garantir?

Não deixa, no entanto de ser uma incógnita.

Sobre o Autor

Sou Roberto Avallone, jornalista esportivo há mais de 45 anos. Primeiro o jornal, depois o rádio; mais tarde a TV. E finalmente, a tal da internet. Troquei a velha Remington - de som marcante e inspirador - pelo mouse e teclado. Seja qual for o meio, seja qual for o ano corrente, lá estarei eu falando sobre minha grande paixão: o futebol. Tem gente que gosta do que faz. Eu faço o que gosto. A diferença parece sutil - mas não é, e faz toda a diferença. Palpitem, opinem, contestem, concordem e discordem neste blog democrático. Não prometo atualizações minuto-a-minuto, nem respostas a todas as perguntas, mas tenham a certeza de que lerei todas elas e darei o meu melhor em matéria de informações, bastidores e memórias. Sejam bem vindos, caros amigos futeblogueiros.

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