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Blog do Roberto Avallone

Corinthians: goleada e reforço. Palmeiras: o lado bom do vexame. E mais: Santos, o líder Cruzeiro...

Roberto Avallone

26/05/2014 00h47

Foto: Antônio Carneiro

Foto: Antônio Carneiro

1- Foi mais importante do que muitos talvez possam imaginar essa goleada do Corinthians sobre o Sport, no Recife, por 4 a 1. Para começar, sejam lá quais forem as circunstâncias não é fácil vencer o Sport na Ilha do Retiro, ainda mais para uma equipe como a do Corinthians que vinha de três jogos sem vitória, inclusive com derrota surpreendente na estreia de seu novo estádio- e para o Figueirense, lanterna do Campeonato.

Novos tropeços significariam crise na certa.

Mas com a vitória, tendo em Romarinho (autor de dois gols) o protagonista, a paz voltou. E foi um triunfo justo, com autoridade, sem grandes sustos, superando inclusive a contusão do goleiro Cássio logo no começo da partida (Walter entrou em seu lugar), exibindo Jadson com o pé calibrado e autor dos outros dois gols- um de falta, o outro de pênalti), enfim vitória de time grande e de recursos.

Por falar em recursos, falemos de reforços. Um deles está praticamente acertado: Anderson Martins, zagueiro de boa técnica, 26 anos, 1 metro e 83 de altura, revelado pelo Vitória e consagrado no Vasco e que estava no Al Jaish do Qatar. Além de Anderson, o Corinthians está ainda atrás de dois atacantes- um que jogue mais pelas beiradas do ataque, o outro mais centralizado- não fazendo mais parte desses sonhos Rafael Sóbis, desejo de Mano Menezes, que completou seu sétimo jogo no Campeonato Brasileiro pelo Flu contra o Bahia, no sábado.

Quem, então? Vamos às especulações: fala-se em Diego Tardelli (difícil), em Jonas (do espanhol Valencia) e agora até em Fernandinho, que rescindiu seu contrato com o Atlético Mineiro. Mas nada confirmado, nada oficial e nada que não possa surgir outro nome de uma hora para a outra. O que existe é a disposição de contratar.

Foto: Jardel da Costa

Foto: Jardel da Costa

2- Vexame tem lado bom? No caso do Palmeiras, sem ironia, esse de ser dominado e vencido pela Chapecoense– que até então era lanterna do Campeonato sem ganhar um jogo sequer-pode ter seu lado positivo. Não para agora, pois o time sai do G-4, mas para o resto do torneio (a partir do fim da Copa), pois perder de 2 a 0 do jeito que perdeu, só não sendo goleado graças ao goleiro Fábio e não criando chances de gol, só fez escancarar as extremas limitações (e deficiências) dessa equipe que vinha ganhando, sim, mas graças apenas à raça e à superação.

E apenas com esses ingredientes, time algum se sustenta em um Campeonato duro como o Brasileiro. É preciso, além da boa vontade, de qualificação técnica.

Como fazer, então? Elementar, caros amigos: a cúpula palestrina que, em minha opinião acertou em cheio ao contratar um técnico argentino renomado como Ricardo Gareca e também em adiar a sua estreia para depois da Copa do Mundo, agora tem a missão de dar passos mais delicados e tão importantes quanto: a contratação de jogadores capazes de dotar o time da qualidade necessária– aquele papo antigo de um lateral-direito, um zagueiro, um atacante e ou a manutenção de Valdivia ou a reposição imediata de um jogador do mesmo nível para o craque da equipe-, além da dispensa de outros que só fazem ocupar espaço e aumentar a folha salarial.

Foto: Sergio Barzaghi

Foto: Sergio Barzaghi

3- Enquanto o Santos continua a patinar, está arriscado a perder Cícero e só não perdeu do Flamengo (empate de 0 a 0 no Morumbi) porque o centroavante rubro-negro Paulinho perdeu gol que poderia entrar naquele programa que se chamava, se não me falha a memória, "O Impossível Acontece", o Cruzeiro ameaça repetir a campanha do ano passado, quando foi campeão, ao manter a liderança e ao conquistar, fora de casa e de virada espetacular vitória sobre o Inter de Porto Alegre, por 3 a 1.

Sei, não. Crise à vista na Vila Belmiro?

 

Sobre o Autor

Sou Roberto Avallone, jornalista esportivo há mais de 45 anos. Primeiro o jornal, depois o rádio; mais tarde a TV. E finalmente, a tal da internet. Troquei a velha Remington - de som marcante e inspirador - pelo mouse e teclado. Seja qual for o meio, seja qual for o ano corrente, lá estarei eu falando sobre minha grande paixão: o futebol. Tem gente que gosta do que faz. Eu faço o que gosto. A diferença parece sutil - mas não é, e faz toda a diferença. Palpitem, opinem, contestem, concordem e discordem neste blog democrático. Não prometo atualizações minuto-a-minuto, nem respostas a todas as perguntas, mas tenham a certeza de que lerei todas elas e darei o meu melhor em matéria de informações, bastidores e memórias. Sejam bem vindos, caros amigos futeblogueiros.

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