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Blog do Roberto Avallone

Corinthians, festa amarga. São Paulo, vitória de Ganso. Palmeiras, o show de Fábio. Ah, Santos...

Roberto Avallone

19/05/2014 01h26

Foto: Danilo Verpa/Folhapress

Foto: Danilo Verpa/Folhapress

1- Estreia do novo estádio, gente por todos os lados, a emoção à flor da pele. E um adversário que não assustava, até então o rabeira do Campeonato Brasileiro, sem um pontinho sequer.  Que tal uma goleada corintiana para animar a festa? Ledo engano: em zebra histórica, o Corinthians foi derrotado pelo Figueirense, em sua moderna casa, por 1 a 0, jogando mal e sem forças para alegrar a torcida e alcançar a liderança que parecia tão próxima.

 

Decepção!

 

E quais as razões?

 

Bem, em minha opinião, basicamente por falta  de atacantes mais competentes que, se procurados, ainda não vieram. Pato e Émerson "Sheik", que saíram, ainda não tiveram reposição e os sonhos de uma dupla formada por outros talentos- um que caia pelos lados do campo, tipo Wellington Nem, outro que jogue mais perto da área, tipo Barcos ou Diego Tardelli- não têm a garantia de serem concretizados.

E agir é preciso, pois Romarinho, Luciano e Guerrero podem até compor o elenco, mas, sozinhos, não darão conta do recado. E ainda é necessário ter paciência para esperar a Copa acabar para contar com um Elias que possa revigorar o meio-campo e o ataque, assim como Renato Augusto entrar na forma sempre desejada e até agora jamais alcançada. O uruguaio Lodeiro está chegando: raçudo, bom jogador, também faz os seus gols pode. Pode ajudar.

 

Foto: Getty Imagens

Foto: Getty Imagens

2-  Na verdade, o triunfo não foi só de Paulo Henrique Ganso, pois o São Paulo inteiro foi melhor do que o Flamengo e mereceu ganhar até por mais do que 2 a 0. Só que, por justiça, é bom que se diga: o melhor em campo, o nome do jogo, o autor dos gols foi Paulo Henrique Ganso, que voltou  a jogar todo o seu reverenciado futebol depois que o técnico Muricy Ramalho deixou-o de castigo por um tempinho- talvez uns dois jogos, coisa assim- no banco de reservas. Diante do Flamengo, fez gols de atacante mesmo e não apenas de meia tipo Maestro- o primeiro, aproveitando bom lançamento de Osvaldo, o segundo usufruindo o centro de Luís Fabiano.

 

Do meio-campo para a frente, o São Paulo que ainda contará com Alan Kardec, tem jogadores de talento (Pato vem tendo lampejos interessantes) e deverá ser candidato ao título se melhorar a sua defesa.

Foto: Lucio Tavora

Foto: Lucio Tavora

 

3- Fábio foi o grande destaque do Palmeiras em seu importante triunfo diante do Vitória, em Salvador, por 1 a 0, gol de Marquinhos Gabriel: entre outras belas defesas, uma foi especialmente decisiva quando o o goleiro palmeirense, 1 metro e 96 de altura, esticou-se todo no ar e, de mão trocada,  ao estilo de São Marcos, desviou um chute venenoso e forte de Marquinhos, impedindo o gol de empate dos baianos.

 

Foi a terceira vitória consecutiva do time desde que passou a ser dirigido pelo competente técnico- interino Alberto Valentim (contando o jogo contra o Sampaio Corrêa, pela Copa do Brasil), com 6 gols marcados e nenhum sofrido, o que chega a surpreender para uma equipe que não é nenhum primor técnico e que vive a improvisar na lateral-direita, Wendell inclusive.  No Campeonato Brasileiro, já se levando em conta o critério de desempate, até o momento o Palmeiras é o melhor entre os clubes paulistas na pontuação.

 

Isso talvez faça diminuir um pouco a pressa ou a ansiedade pela definição do novo técnico, que pode ser o argentino Ricardo Gareca se o Palmeiras vencer a disputa com o argentino Racing, que também deseja- e muito- o ex- técnico do Velez Sarsfield.

 

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

4-  E o Santos perdeu de virada para o Atlético Mineiro, 2 a 1 depois de estar vencendo o jogo (gol de Cícero) e insinuar sair de campo como vitorioso por  ironia, quem marcou os dois gols do Galo foi André, ex- santista, centroavante que despontou nos bons tempos de Ganso e Neymar. Desde que perdeu o título de campeão paulista para o Ituano, o Santos nunca mais foi o mesmo.

Sobre o Autor

Sou Roberto Avallone, jornalista esportivo há mais de 45 anos. Primeiro o jornal, depois o rádio; mais tarde a TV. E finalmente, a tal da internet. Troquei a velha Remington - de som marcante e inspirador - pelo mouse e teclado. Seja qual for o meio, seja qual for o ano corrente, lá estarei eu falando sobre minha grande paixão: o futebol. Tem gente que gosta do que faz. Eu faço o que gosto. A diferença parece sutil - mas não é, e faz toda a diferença. Palpitem, opinem, contestem, concordem e discordem neste blog democrático. Não prometo atualizações minuto-a-minuto, nem respostas a todas as perguntas, mas tenham a certeza de que lerei todas elas e darei o meu melhor em matéria de informações, bastidores e memórias. Sejam bem vindos, caros amigos futeblogueiros.

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