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Blog do Roberto Avallone

A coragem de Valdivia, a auto avaliação de Ganso, o enigma de Renato Augusto...

Roberto Avallone

23/04/2014 03h06

Foto: Ricardo Matsukawa

Foto: Ricardo Matsukawa

1- Valdivia deu um chapéu no politicamente correto, jogou para escanteio as frases feitas e encarou de frente a sua verdade: disse para quem quisesse ouvir, em entrevista coletiva, que o Palmeiras não pode perder Alan Kardec e Wesley e que, ainda mais, precisa de alguns reforços para o Campeonato Brasileiro.

A direção pode não gostar de suas declarações? Pode, sim. Mas e daí?

Com sua coragem de dizer o que pensa, Valdivia mostra que além de ser o maior talento da equipe, hoje está muito mais amadurecido, tipo líder sem ser o capitão, sem medo de se expor. E que, ao contrário do que alguns possam pensar, e está mais preocupado com o time e suas exibições do que poderia um jogador mais acomodado, importando-se mais com sua própria performance.

Só falta reclamar menos com os árbitros para que não leve tanto cartões amarelos.

De resto, aos 30 anos, o Mago está no ponto.

Foto: Ale Cabral

Foto: Ale Cabral

2- Em surpreendente revelação, o quase sempre comedido Paulo Henrique Ganso saiu em defesa própria ao seu auto definir: "Não vejo ninguém acima da média. Como eu".

Será, caro Ganso? Quanto ao potencial, quanto ao passado em que disputava com o amigo Neymar a condição de melhor jogador do Santos até pode ser. Mas agora, já no São Paulo, é difícil falar até em média, pois Ganso oscila muito durante um jogo, às vezes brilhante e em outras completamente sumido.

Mas autoconfiança é bom, só pode fazer bem. Desde que a ela se adicione a intensidade dos tempos modernos; e mais a constância exigida a um meio-campista e a regularidade dos que não aceitam falhas.

Aí sim caro, Ganso, você será acima da média. E não verá ninguém à sua frente.

Foto: Reginaldo Castro

Foto: Reginaldo Castro

3- De grande esperança, Renato Augusto passou a ser um enigma no Corinthians. Contratado a bom preço, fama de craque, autor de gol inesquecível contra o São Paulo, altura privilegiada (1 metro e 86), nestes tempos corintianos foi mais notícias pelas lesões sofridas do que por eventuais façanhas dentro de campo. Agora, vive às voltas com dores no joelho, sem que os exames aponte qualquer tipo de lesão a não ser uma inflamação, aparentemente sem muita importância.

Será psicológico?- pergunta o médico.

Não se sabe. Sabe-se apenas que é uma pena, pois se trata de ótimo jogador. Talvez craque.

Sobre o Autor

Sou Roberto Avallone, jornalista esportivo há mais de 45 anos. Primeiro o jornal, depois o rádio; mais tarde a TV. E finalmente, a tal da internet. Troquei a velha Remington - de som marcante e inspirador - pelo mouse e teclado. Seja qual for o meio, seja qual for o ano corrente, lá estarei eu falando sobre minha grande paixão: o futebol. Tem gente que gosta do que faz. Eu faço o que gosto. A diferença parece sutil - mas não é, e faz toda a diferença. Palpitem, opinem, contestem, concordem e discordem neste blog democrático. Não prometo atualizações minuto-a-minuto, nem respostas a todas as perguntas, mas tenham a certeza de que lerei todas elas e darei o meu melhor em matéria de informações, bastidores e memórias. Sejam bem vindos, caros amigos futeblogueiros.

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