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Blog do Roberto Avallone

Corinthians 1, Palmeiras 1: Bom para quem?

Roberto Avallone

16/02/2014 18h48

Foto: Ricardo Matsukawa

Foto: Ricardo Matsukawa

Na verdade, tirando a rivalidade do Dérbi em si, o empate no clássico não foi nada animador para o Corinthians.  Muito  pior para o Corinthians, pois ele continua a ser o lanterninha do grupo B, o que traz riscos de classificação para a fase de mata-mata, que é a que verdadeiramente tem valor neste Campeonato Paulista;  acabou sendo bom para o Palmeiras em termos de liderança geral da competição, pois já superou novamente o Santos, 20 pontos a 19, já que os santistas foram impiedosamente, goleados pelo Penapolense por 4 a 1.

Ah, mas o que tem a ver essa fase coma do mata-mata? Tem, sim, pois jogará em casa nas próximas fases quem tiver maior número de pontos acumulados. E jogar em casa é uma vantagem.

Quanto ao clássico, teve duas etapas bem distintas. No primeiro tempo, o Palmeiras foi ligeiramente melhor, com bom toque de bola, embora lhe faltasse maior determinação no momento de penetrar na área rival e finalizar. Já no segundo tempo, o Corinthians foi superior, tendo pelo menos três chances claras de gol: Romarinho, Guerrero (ambas defendidas pelo goleiro Fernando Prass) e Guilherme, que achou uma bola no travessão palmeirense.

O gol estava desenhado. E naturalmente saiu, através de Romarinho, dando a impressão de que o Corinthians, finalmente, reencontraria o caminho da vitória.

Pouco depois, no entanto, a equipe de Mano Menezes recuou. E Gilson Kleina fez o que devia, ao trocar Mazinho por Marquinhos Gabriel e foi adiante trocando Leandro por Mendieta e , num lance ousado, o zagueiro Wellington pelo atacante Diogo. E deu no que deu, aos 38 minutos: centro de Diogo da direita para a cabeçada fatal de Alan Kardec.

Era o empate.

Em relação a autoestima das duas equipes, tudo bem. Empatar um clássico é normal. Mas, em relação ao futuro do Campeonato, já escrevi acima.

E os destaques do jogo? Gostei a estreia de Jadson pelo Corinthians, nada de extraordinário, mas apresentando bom futebol e eficiência nas bolas paradas, assim como Romarinho esteve sempre perigoso; pelo Palmeiras, destaco o goleiro Fernando Prass e o volante Marcelo Oliveira. Desta vez, Valdivia ficou devendo.

Atualizado  ás 20h35

Sobre o Autor

Sou Roberto Avallone, jornalista esportivo há mais de 45 anos. Primeiro o jornal, depois o rádio; mais tarde a TV. E finalmente, a tal da internet. Troquei a velha Remington - de som marcante e inspirador - pelo mouse e teclado. Seja qual for o meio, seja qual for o ano corrente, lá estarei eu falando sobre minha grande paixão: o futebol. Tem gente que gosta do que faz. Eu faço o que gosto. A diferença parece sutil - mas não é, e faz toda a diferença. Palpitem, opinem, contestem, concordem e discordem neste blog democrático. Não prometo atualizações minuto-a-minuto, nem respostas a todas as perguntas, mas tenham a certeza de que lerei todas elas e darei o meu melhor em matéria de informações, bastidores e memórias. Sejam bem vindos, caros amigos futeblogueiros.

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