Blog do Avallone

Arquivo : setembro 2013

Rodriguinho no Corinthians. É uma boa?
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

Ao que tudo indica, não terá mais erro: Rodriguinho, que teve frustrada a sua negociação com o El Jaish (do Catar), está deixando o  América mineiro para ser a nova aposta do Corinthians, podendo ser anunciado oficialmente a qualquer momento.

Como desde o último fim de semana já se cogitava essa hipótese, pois as inscrições no futebol do Qatar encerraram-se nesta segunda-feira, dediquei um certo tempo para pesquisar um pouco mais da vida desse jogador e também acompanhar o vídeo de seus melhores momentos, já que o tinha visto atuar apenas uma vez.

E, sinceramente, gostei do que vi. Sempre ressaltando que é preciso vê-lo em campo, saber de sua personalidade, coisa e tal , pois os melhores momentos muitas vezes enganam- quem v iu os do argentino Defederico, por exemplo, poderia cair na ilusão de que se tratava de um novo fenômeno dos campos.

Rodrigo  Eduardo Costa Marinho, no  entanto, parece uma contratação mais segura: tem 25 anos,1 metro e 77 de altura, pesa 68 quilos , é meia ofensivo e ambidestro, embora chute mais com a perna direita; é habilidoso, destacou-se na Série B, fez quatro gols no jogo contra o Sport (vitória do América, 5 a 1) e estava no clube mineiro desde 2011, depois de começar a carreira no ABC de Natal e passar uma temporada no Bragantino.

E então, por aquilo que este blogueiro viu, pode-se dizer que no mínimo é uma boa tentativa. Agora, vai depender daqueles ingredientes básicos para saber se  Rodriguinho  está pronto para encarar a missão de jogar em um time de massa, personalidade para vencer momentos difíceis e aquilo tudo que sempre cerca uma contratação.

A conferir.


“Fica Tite” virou ironia nas redes sociais. A injusta derrota do São Paulo
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Roberto Avallone

Foto: Eduardo Viana

1-  A humilhante goleada do sofrida para a intrépida Portuguesa, por 4 a 0- com direito a gritos de olé por parte de torcedores corintianos- fez  aumentar ainda mais a dúvida sobre a permanência do  técnico Tite  à frente da equipe que tornou vitoriosa. Os rivais do Corinthians, é claro, não perderam a chance e tanto postaram a frase “Fica Tite” que a deixaram quase no topo das mais citadas nas redes sociais.

E como é que é, Tite fica ou não fica? Segundo minha fonte corintiana, a preferência de um dos principais caciques do clube (em conversa informal) seria a troca do treinador por Mano Menezes, que recentemente deixou o Flamengo. Mas, nos bastidores, fala-se que durante a festa de sábado à noite (com show de Ivete Sangalo), em Itaquera, na Arena corintiana, o presidente do clube, Mário Gobbi, teria dito que não apenas manterá Tite em seu cargo como também pretende renovar o contrato do treinador para a próxima temporada.

Um fato novo, no entanto, surgiu após o jogo, em Campo Grande, e que pode dar outro rumo à questão: Tite não apareceu na entrevista coletiva, fato raro, o que pode ser um sinal de que pode partir do próprio treinador a iniciativa de sair, com o tradicional “deixar o cargo à disposição”.

O fato é que, depois de várias conquistas importantes, o Corinthians parece ter caído num poço sem fundo neste Campeonato Brasileiro: muito mal colocado na tabela, distante do G-4 e mais próximo da zona do rebaixamento, ostenta uma campanha das mais fracas, sendo que nos últimos oito jogos não venceu nenhum e só marcou um golzinho- na derrota para o Goiás, no Pacaembu, por 2 a 1.

E diante da Lusa, então, o fiasco foi total. Em meia hora de jogo já estava 3 a 0 para a Portuguesa, três gols de Gilberto, partida liquidada. Ainda mais porque Guerrero cobrou pênalti de maneira patética, desperdiçando a grande chance. E no segundo tempo, quando entrou Pato o Corinthians teve dois gols justamente anulados, sofreu ainda mais coma expulsão do zagueiro Gil, sentiu na alma o quarto gol luso (Wanderson, depois de driblar o goleiro Cássio) e ouviu gritos de “olé” de sua própria torcida.

De quebra, uma garrafa de plástico, vinda do local onde estava a torcida do Corinthians (grande maioria no estádio) acertou a cabeça de um dos bandeirinhas, o que pode significar nova punição ao clube- que já pena com a perda de seis mandos de campo, quatro pelo Campeonato Brasileiro e duas pela Copa do Brasil.

Resumo da ópera: o que mais de ruim poderia ter acontecido ao Corinthians? Creio que é difícil imaginar situação pior.

Foto: Marcelo Pereira

2- Como diria o saudoso locutor Ênio Rodrigues, “Futebol é bola na rede”. E o São Paulo não fez o que dizia o velho jargão e acabou perdendo para o Grêmio (1 a 0, gol de Vargas) a partida em que merecia melhor resultado. Tanto pelas chances criadas- em uma delas, Dida defendeu o chute de Luís Fabiano, à queima- roupa- quanto pelo pênalti cometido por Kleber, que tocou na bola com o braço direito bem aberto depois da cobrança de falta do lateral Reinaldo.

O resultado da derrota foi a volta não ainda à zona de rebaixamento, mas voltar a ficar bem perto dela, com a segunda derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro (para Goiás e Grêmio) sob o comando de Muricy Ramalho.

O que preocupa os torcedores do tricolor paulista, enquanto os do outro tricolor- o gaúcho- festejam agora a vice- liderança, com 42 pontos (à frente do Botafogo por saldo de gols), graças à vitória contra o São Paulo e à surpreendente combinação de resultados, com a derrota do Bota para a Ponte Preta (1 a 0) e ao tropeço do Atlético Paranaense para o Vitória, em Curitiba, onde o Furacão perdeu por 5 a 3.

A rodada só não foi perfeita para o Grêmio porque o líder Cruzeiro– em fase fantástica- venceu o Inter, em Novo Hamburgo, por 2 a 1, tendo agora 11 pontos de vantagem para o segundo colocado.


Palmeiras: ah, se esse for o seu futebol no ano do Centenário…
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Roberto Avallone

Foto: Marcelo Pereira

Que o Palmeiras deve voltar à elite, e provavelmente com o título de campeão da Série B, creio que poucos duvidam. A maior preocupação, no entanto, aumentada após o pífio empate de 0 a 0, no Pacaembu e diante do retrancado América de Natal, bem, o receio é  outro: “O que será do Palmeiras na Série A, com esse futebolzinho? Eles conseguem estragar todas as bolas que o Valdivia enfia”- desabafava o incrédulo André Tessitore, fervoroso palmeirense habituado a tempos acadêmicos.

Na verdade, tirando Valdivia, o goleiro Fernando Prass e um ou outro jogador menos votado, o Palmeiras foi um festival de erros diante da retranca armada pelo modesto América, time que ronda a zona do rebaixamento: seus laterais Wendell, (que entrou no lugar do contundido Luís Felipe), e Juninho foram péssimos no apoio; Leandro (o que aconteceu com ele?), Vinicius e Alan Kardec estiveram quase inofensivos no ataque. E, com alguma boa vontade, pode-se isentar Vilson, Henrique, Márcio Araújo e Charles de nota mais baixa. De bons, no duro, repito, apenas o goleiro Fernando Pras e Valdivia, sendo que o meia, sem viver tarde de “El Mago”, propiciou aos companheiros pelo menos três chances de gol. Não aproveitadas.

É fato que faltou o futebol de Wesley, que vem atuando bem, e o de Mendieta, ainda em busca de autoafirmação. Mas precisava deles para fazer os três pontos em casa contra a América?

Na verdade, a preocupação maior é para o ano que vem. Se esse time é suficiente para o acesso à elite, já deu sinais contra o Atlético Paranaense- quando foi derrotado por 3 a 0, pela Copa do Brasil- de que não terá vida fácil na Série A, quando a ela voltar no ano do Centenário. E pelo que se sabe, o dinheiro para fazer contratações necessárias está longe de ser farto no Palmeiras, ainda às voltas com suas dívidas. Mesmo quanto ao técnico, Gilson Kleina, preocupa a sua maneira pacata de não encher a equipe de ânimo para enfrentar um Atlético Paranaense ou para furar a retranca do América.

O treinador, tanto quanto o futebol do time, é um grande ponto de interrogação para o futuro do Palmeiras.

E logo no ano do Centenário…


Palmeiras: ah, se esse for o seu futebol no ano do Centenário…
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Roberto Avallone

Foto: Marcelo Pereira

Que o Palmeiras de voltar à elite, e provavelmente com o título de campeão da Série B, creio que poucos duvidam. A maior preocupação, no entanto, aumentada após o pífio empate de 0 a 0, no Pacaembu e diante do retrancado América de Natal, bem, o receio é  outro: “ O que será do Palmeiras na Séria A, com esse futebolzinho? Eles conseguem estragar todas as bolas que o Valdivia enfia”- desabafava o incrédulo André Tessitore, fervoroso palmeirense habituado a tempos acadêmicos.

Na verdade, tirando Valdivia , o goleiro Fernando Prass e ou outro jogador menos votado, o Palmeiras foi um festival de erros diante a retranca armada pelo modesto América, time que ronda a zona do rebaixamento: seus laterais Wendell, que entrou no lugar do contundido Luís

Felipe    , e Juninho foram péssimos no apoio; Leandro(o que aconteceu com ele?), Vinicius e Alan Kardec  estiveram quase inofensivos no ataque. E, com alguma boa vontade, pode-se isentar Vilson, Henrique , Márcio Araújo e Charles de nota mais baixa. De bons, no curo, repito, apenas o goleiro Fernando  Prass e Valdivia, sdndo que o meia, sem viver tarde de “ El Mago” propiciou aos companheiros pelo menos três chances de gol. Não aproveitadas.

É fato que faltou o futebol de Wesley, que vem atuando bem, e o de Mendeta, ainda em busca de autoafirmação. Mas precisava deles para fazer os três pontos em casa contra o América?

Na verdade, a preocupação maior é para o ano que vem. Se esse time é suficiente para o acesso à elite, já deu sinais contra o Atlético Paranaense- quando foi derrotado por 3 a 0, pela Copa do Brasil- de que não terá vida fácil na Série A, quando a ela voltar no ano do Centenarío. E pelo que se sabe, o dinheiro para fazer contratações necessárias está longe de ser farto no Palmeiras, ainda às voltas com suas dívidas. Mesmo quanto ao técnico, Gilson Kleina, preocupa a sua maneira pacata de não encher a equipe de ânimo para enfrentar um Atlético Paranaense ou para furar a retranca do América.

O treinador, tanto quanto o futebol do time, é um grande ponto de interrogação para o futuro do Palmeiras.

E logo no ano do Centenário…


Perigo! Agora, torcidas organizadas goleiam seus próprios clubes
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Roberto Avallone

Em outros tempos, certamente mais românticos, as torcidas uniformizadas e até as organizadas faziam parte do espetáculo do futebol, com coreografias bem boladas e inteligentes. Eram símbolo de amor extremo.

O tempo foi passando, a violência tomou conta do que era belo, afastou  torcedores  normais dos campos, fez temerosa a população  da paz tanto nos estádios como em seus arredores e até nos metrôs, ônibus e quetais.

Era o poder do terror, respaldado pela impunidade.

Agora, com um requinte de crueldade adicional, vários dos “organizados” prejudicam seus próprios clubes, em troca, talvez, de cinco minutos de fama ou de falso heroísmo.  Dois exemplos recentes:

1- Não bastasse a tragédia de Oruro, não é que organizados corintianos e vascaínos fizeram seus clubes perderem 4  mandos de campo, por aquela escandalosa briga em Brasília? Pois fizeram o Corinthians e o Vasco perderem o mando de 4 jogos cada, em momento perigoso para ambos, pois se a equipe corintiana não vence há 7 jogos, o time vascaíno é sério candidato ao rebaixamento. De quebra, por sinalizadores acionados, o Corinthians ainda perdeu mais dois mandos pela Copa do Brasil.

É prejuízo técnico e financeiro, na certa.

2- E “organizados” do Palmeiras não poderiam ferir o clube mais profundamente, desde o ano passado, quando decidiram na base da violência mostrar que eram os  salvadores da Pátria. Por culpa desses “torcedores”, o Palmeiras teve de começar a Série B  mandando seus 4 primeiros jogos fora  da cidade de São Paulo e agora que está  tão próximo de voltar à elite, vê-se obrigado a  se deslocar mais duas vezes para estádios alheios- em função, acreditem, de briga de duas fações organizadas (palmeirenses contra palmeirenses, lembrando Kramer versus Kramer, no estádio do Guaratinguetá.

Golaço contra!

E quem paga a conta?Com sinceridade: quem tem aliado desse tipo nem precisa de inimigo, dirá minha Nonna.

Tenho uma sugestão para esses casos, colhidas de um estudioso amigo, que conto outra vez. Por enquanto, aceito outras sugestões- a dos amigos internautas-para como se poderia acabar com isso, de uma vez por todas. Antes que morra mais gente nas ruas e que o seu time acabe rebaixado por obra e graça dos que  se dizem seus torcedores.


Técnicos na corda bamba
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Roberto Avallone

Imagem: Internet

Vamos contar juntos, caros internautas, quais são os técnicos dos grandes clubes brasileiros que estão verdadeiramente firmes em seus cargos. Pelas minhas contas, são muito poucos os que andam longe da corda bamba: diria que Muricy Ramalho, até por ter voltado agora para o São Paulo, conseguindo levantar o astral do time, apesar da derrota para o Goiás e o empate desta quinta-feira, por 1 a 1, diante da chilena Universidad Catolica; Oswaldo de Oliveira, pelo bom trabalho à frente do Botafogo, de onde sairá apenas se quiser; Vagner Mancini, o treinador que fez do Atlético Paranaense um autêntico Furacão…

E quem mais?

Ah, quase todos os outros “professores” se debatem em dúvida cruel. Veja o caso de Dunga, que não consegue fazer do milionário elenco do Inter o time poderoso que se esperava nesta quinta-feira, em Novo Hamburgo marcou o gol de empate contra o Furacão- 1 a 1-, (aos 44 minutos do segundo tempo), ou, mesmo o de Tite há até pouco tempo intocável no Corinthians e que deixou de ser unanimidade para a próxima temporada depois de sete jogos sem ganhar a penas um gol marcado em todas essas partidas.

Pior ainda é a situação de Dorival Júnior no Vasco, assim como é uma incógnita a de Luxemburgo no Fluminense, sem contar a do Flamengo que nem técnico efetivo tem. Podemos falar em Cuca, do Atlético Mineiro, mas como ele ficará se o Galo perder o Mundial de clubes, tendo principalmente o Bayern de Munique na parada?

E por aí vai, com menção honrosa para Marcelo Oliveira, comandante do líder Cruzeiro, se com ele não acontecer caso parecido com o de Muricy, no Palmeiras, em 2009, quando quase campeão o time caiu tanto nas últimas rodadas que nem Libertadores pegou.

Enfim, no duro, no duro, a vida de técnico é essa. Uma eterna corda bamba.

Os amigos concordam?


Agora, Corinthians em campo é sempre placar em branco? Reformulação…
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Roberto Avallone

Foto: Ricardo Matsukawa

Ao contrário do que dizia Dadá Maravilha, folclórico goleador de outros tempos, que com ele em campo, “não existe placar em branco”, esse mau momento do Corinthians significa exatamente o contrário: está sendo raro um gol corintiano, muito raro, tanto que nessas 7 partidas sem vencer, a Fiel torcida gritou um golzinho apenas. E ainda na derrota para o Goiás, por 2 a 1.

Diante do Grêmio que também vive má fase, pela Copa do Brasil, no Pacaembu tomado por mais de 28 mil pagantes, a história foi a mesma. Um 0 a 0 meio que sem graça, embora com um gol anulado de Guerrero em posição duvidosa (o assistente Kléber Lúcio Gil levantou a bandeira antes do chute) e de uma ou outra arrancada de Émerson “Sheik”, que foi um pouco melhor nesta noite de quarta-feira.

Ao final do jogo, parte da torcida vaiou o time que era só festa na conquista da Libertadores ou ao levantar o caneco do Mundial, no ano passado. E nem se pode dizer que o Grêmio tenha jogado com tantos cuidados, pois por ele estavam em campo três atacantes- Vargas, Barcos e Kleber Gladiador.

O que se discute não é tanto o resultado, pois ao não levar gol em casa, o Corinthians pode passar de fase empatando com o Grêmio no Sul, com gols. O que decepcionou foi mesmo o futebol, a dificuldade em criar oportunidades, o que parece ainda mais difícil com uma dupla de volantes como Ralf (bom marcador) e o veterano Maldonado– ambos com dificuldade para sair jogando, especialmente o chileno.

Segundo pior ataque do Campeonato Brasileiro, à frente apenas do quase rebaixado Náutico, o momento do Corinthians sugere que o ciclo vitorioso da equipe está mesmo perto do fim. É a começar- para meu lamento, que admiro o seu trabalho- pelo vitorioso técnico Tite. É pena, mas tudo indica que já deu o seu tempo no clube.

 


O Mercado da Bola futuro
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Roberto Avallone

Imagem: internet

Os Campeonatos ainda estão rolando, mas não faltando muito para o ano terminar e sabedores de que se deixarem as tentativas para janeiro podem ficar na mão, os clubes já se movimentam para 2014. Na surdina. Alguns planos, no entanto, escapam:

1- O Palmeiras, segundo o blog apurou nos bastidores, pensa em pelo menos quatro reforços: dois laterais, um para a direita (reserva de Luís Felipe) e o outro para a esquerda; um zagueiro, para a reserva de Vilson, ou até para ser titular se o jogador que não ficou no futebol alemão for deslocado para a função de primeiro volante; e um centroavante para brigar pela posição com Alan Kardec. Os nomes ainda não estão definidos.

2- O Corinthians, segundo fortes rumores, tem quase como certa a contratação de Elias, considerado o jogador ideal para suprir, enfim, o mais do que eficiente Paulinho. Ele pertence ao português Sporting, com quem tem algumas pendências, e não deve mesmo ficar no Flamengo, especialmente depois da saída de Mano Menezes. Já se falou em Rafael, brasileiro do Manchester United, para a lateral-direita, ficando o recém-contratado Diego Macedo como reserva. Outros reforços dependerão também do técnico- Tite, que dificilmente ficará para a próxima temporada, ou o que for contratado para o seu lugar.

3- Diogo, da Portuguesa, cujo contrato com o clube terminará em dezembro, poderá ser uma das surpresas do São Paulo. Pelo menos foi o que ouvi. Diogo surgiu para o futebol com jeito que iria arrebentar até na Seleção, mas só agora, depois de passagens sem muito brilho pelo grego Olympiacos, Santos e Flamengo, ele parece recuperar a sua melhor forma.

Enfim, este é só um começo do Mercado da Bola futuro. Daqui a pouco tempo, ele estará fervendo.


Eis o que há contra Pato no Corinthians.Palmeiras, justiça ao grande Oberdan
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Roberto Avallone

1- Há um mistério sobre uma certa rejeição a Pato no Corinthians. Por acaso, ao sair do jantar em um restaurante famoso e querido, ouvi a versão de um funcionário da Trattoria que me pareceu lógica e nem um pouco inédita: é basicamente por uma questão de ciúmes em relação ao salário que recebe o atacante que custou 40 milhões de reais.

Eis a versão que me foi passada pelo manobrista e segurança, de longos bigodes e todo o Corinthians no coração: “O Andrés (Sanchez) esteve aqui, há uns 20 dias e cantou a bola: o time pode sofrer um retrocesso porque alguns jogadores não estão satisfeitos de terem vencido tudo e chegar um outro (no caso, Pato), ganhando muito mais do que eles”.

Foi simples e direto, dizendo, ainda, que supostamente o salário giraria em torno dos 700 mil reais mensais.

Não acredito em corpo mole, apesar da insatisfação, e nem que esse seja o único motivo. O que pode acontecer- e o futebol registra inúmeros casos do gênero-é a falta da antiga determinação por parte dos enciumados, que pode ser até inconsciente, além do estilo pacato de Pato, que fica na dele, todo estilo europeu, e que não se envolve com volúpia nas vitórias e nem chora as derrotas.

Se fosse apenas pela grana, Ronaldo “fenômeno” também teria despertado lamúrias, pois ganhava muito mais do que os outros. Só que Ronaldo resolvia com seus gols, levava bom dinheiro de patrocínio ao clube (o que favorecia, claro, os demais jogadores) e o Corinthians ainda não tinha vencido tudo, da Libertadores ao Mundial.

Como li aqui mesmo no UOL, no texto do blogueiro Neto, algo sobre a ciumeira de jogadores por Pato, a informação do amigo manobrista veio a calhar para explicar as razões de narizes torcidos por Pato.

Que também, como quase tudo na vida, não há de ser irreversível.

Foto: Divulgação

2- Em minha opinião, creio ser justa a homenagem que o Palmeiras deve fazer ao grande Oberdan Catani, dando a ele o busto que fez por merecer. Havia uma resistência, em outras épocas, a esse busto, pois esse reconhecimento era oferecido apenas a jogadores- no caso, Junqueira, Waldemar Fiúme e Ademir da Guia– que encerraram a carreira no clube, depois de muito serviço prestado. E Oberdan, já veterano, acabou jogando no Juventus.

Ora, e daí? Ele pode ser uma exceção, sim, pois dedicou 15 anos de suas defesas primeiro ao Palestra Itália, em seguida ao Palmeiras, quando o clube foi obrigado a mudar de nome em função da Segunda Grande Guerra Mundial.

Pessoalmente, este blogueiro teria até suas razões para não ligar tanto para Oberdã, que contra ele votou em uma reunião (não sei se simbólica ou não), nos meados dos anos 90 para considera-lo “persona non grata” ao clube. Ah, não, não levo isso em conta.

Vale mais a justiça a quem sempre serviu com devoção e a competência de suas enormes mãos ao clube. E vale ainda mais a emoção com que meu pai me falava das façanhas do goleiro, seu grande ídolo. Isso tem preço?

Que Oberdan seja imortalizado em busto, por mera justiça. Lá em cima, creio, o palestrino Waldemar, meu pai, ficará feliz.


Cássio salvou o Corinthians, a falta de sorte de Ceni derrotou o São Paulo
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Roberto Avallone

Fotos: Marcelo Pereira / Adalberto Marques

 

Imprevisível como sempre, o futebol reservou uma surpresa para a rodada deste domingo. Enquanto o às vezes contestado Cássio livrou o Corinthians de uma derrota para o Cruzeiro, com quatro defesas decisivas, o ídolo tricolor, Rogério Ceni, teve um lance de total falta de sorte e que acabou dando a vitória ao Goiás contra o São Paulo.

Para o Corinthians, o empate de zero a zero interrompe uma série de derrotas, mas não alivia a pífia campanha que exibe no Campeonato Brasileiro, onde não vence há seis jogos. E poderia ter sido pior: embora tenha melhorado no segundo tempo, a equipe corintiana foi totalmente dominada pelo Cruzeiro na etapa inicial, a ponto de Cássio ser obrigado a realizar três verdadeiros milagres- um deles, ao defender com o pé, quase em cima da linha, uma cabeçada do cruzeirense Nílton-, voltando a fazer outro quase no fim do jogo, ao defender o chute de Júlio Batista, cara a cara.

Cássio, o melhor do Corinthians!

Enquanto isso, o ataque segue sendo inoperante, com marca que, acredito, seja inédita nos últimos tempos: nos seis últimos jogos, fez apenas um gol, aquele golzinho na derrota para o Goiás, em pleno Pacaembu. Falta de competência condenável.

Ao mesmo tempo, em Goiânia, o contraste entre os goleiros. Depois de perder algumas chances e também permitir chances ao adversário, lá ia o São Paulo seguindo em sua recuperação pós- Muricy, quando acontece uma falta a poucos metros da linha da grande área, aos 45 minutos do segundo tempo. E Rodrigo (ex- São Paulo) chuta, com violência, a bola bate na trave direita do tricolor e o que acontece? Caprichosa, a bola bate na cabeça do capitão Rogério Ceni e vai para o fundo das redes. Goiás, 1 a 0.

Que falta de sorte, Ceni!

E pior também para o São Paulo, que ao ver perdida a invencibilidade da equipe sob o comando de Muricy Ramalho, volta a viver o drama da proximidade da zona do rebaixamento, com 27 pontos ganhos, ao lado do também ameaçado Flamengo (que empatou com o Náutico, 0 a 0) e atrás da Portuguesa, que bateu o Inter, em Novo Hamburgo, por 1 a 0.

A tensão continua.