Blog do Avallone

Paulistão: façanhas e fiascos. E o milagre?

Roberto Avallone

1- Creio que ainda há tempo para relembrar as façanhas de Corinthians e Ponte Preta, diante do São Paulo e do Palmeiras, no início das  semifinais do Campeonato Paulista. O Corinthians, que vinha sendo tão contestado por seu futebol que não empolga,desconheceu o mando de campo do São Paulo, no Morumbi, vencendo por 2 a 0, gols de Jô e Rodriguinho- este, o melhor em campo- com justiça indiscutível. Está agora quase na final, pois disputará o jogo com vantagem de dois gols e em casa, em sua Arena,onde, creio, não será surpreendido por um São Paulo que vem de derrotas- para o Corinthians e para o Cruzeiro, ambas as partidas no Morumbi.

Façanha corintiana, fiasco tricolor.

Mas por falar em  fiasco para ninguém botar defeito, foi o do Palmeiras. Badalado como favorito ao título foi, simplesmente, massacrado pela Ponte Preta. Massacre que começou antes de um minuto de jogo (gol de Pottker), continuou aos 9 minutos gol de Lucca) e teve o ato final antes de acabar o primeiro tempo com o terceiro gol, Jefferson, depois de histórico escorregão de  Zé Roberto.

Mas fiasco para o Palmeiras não foi apenas o ''placar'' que lhe custou derrota acachapante e também o deixou com pouquíssimas chances de brigar pelo título. Fracasso foi igualmente a sua maneira passiva de atuar, tanto que obrigou o goleiro da Ponte, Aranha, a uma ou duas defesas, nenhuma delas difícil. Além da boa atuação da Ponte- mesmo jogando sem seus dois laterais titulares-, o que se viu no Palmeiras foram erros de estratégia de jogo, atuações individuais bizarras, tudo o que não se espera de um favorito e de elenco tão badalado.

Façanha da Ponte Preta, grande fiasco do Palmeiras.

2- Milagres no jogo de volta? Sei que é comum dizer que ''no futebol tudo é possível'', matematicamente, é claro, é possível reverter a desvantagem. Pois o Barcelona não perdeu de 4 a 0 do PSG e ,depois, ganhou de 6 a 1? Mas além dos erros de arbitragem para o Barça, existem no São Paulo e no Palmeiras jogadores como Messi, Suarez, Neymar e Iniesta? Ora.

De qualquer maneira, o que resta ao São Paulo é partir para cima- sem se descuidar dos contra-ataques corintianos. E ao Palmeiras também, jogar possivelmente pelas extremas- Roger Guedes ou Keno e Egídio-, tomando o máximo cuidado com a boa fase de Willlian Pottker e ver no que dá.

A classificação talvez não venha (é difícil mas matematicamente possível), mas pior do que no domingo não pode ficar.