Blog do Avallone

A indignação de um corintiano. E Bale afunda o Barça e o fantasma de Messi
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Roberto Avallone

1- A falta de acordo entre Corinthians e Fluminense por Rafael Sóbis, atacante que deve continuar no Flu, causou a indignação de um corintiano apaixonado. Trata-se, simplesmente, da minha confiável fonte corintiana, pessoa inteligente e com muita vivência no futebol, mas que estava extremamente otimista com a vinda do goleador: ”Não pode acontecer isso, cria-se uma expectativa na torcida e o negócio acaba não saindo?”.

Como já vi muitas reviravoltas no futebol, prefiro dizer que ”pelo jeito” não saiu mesmo. Pelo jeito. E explica-se: embora a vontade da patrocinadora do clube parecesse a de negociar o jogador, como é que iria tirar do time um jogador de qualidade que, quando entrou, devolveu ao Flu a confiança que estava perdida com aqueles 5 a 0 contra o Horizonte, pela Copa do Brasil?

Não tinha jeito, era muito difícil digo ao meu interlocutor. Ele parece concordar, em termos: “Não pode criar expectativa. Va, contrata e anuncia. E tem de ir logo atrás de outro, na surdina. Quando um jogador que está por vir e não vem, a sensação que fica é a de derrota”.

Pois é, fonte amiga. Mas a vida não é feita de vitórias e derrotas? E no futebol isso não acontece até aos clubes mais poderosos?

Espero pelas informações a respeito de outros jogadores pretendidos…

Foto: AP

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2- Começo pelo espetacular gol de Bale, o que deu a vitória ao Real Madrid diante do Barcelona e a conquista da Copa do Rei? Ou deveria fazê-lo pela estranha visão que meus óculos (deveria trocá-los) me deram sobre Messi?

Foto: AP

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Ah, começo por Messi e pela estranha visão. Mais do que isso, uma sensação. A de ter visto em campo não o extraordinário Messi, tantas vezes eleito o melhor do mundo, coisa e tal. O que vi foi o seu fantasma: não acertava um drible, um chute, um mísero passe de dois metros. E a cada jogada frustrada, parecia estar com o pensamento em outro lugar, o rosto sem expressão alguma, o olhar distante e perdido.

O que aconteceu com ele nas últimas três partidas- Atlético de Madri, Granada e Real Madrid? Já li que ele estaria se poupando para a Copa do Mundo, com medo de lesões. Já li também insinuações de que ele estaria insatisfeito por não ter obtido, ainda, o aumento salarial que o satisfaria em sua obsessão- a de ganhar mais do que Cristiano Ronaldo, do Real.

Talvez não seja nada disso. Mas não é normal o que vem acontecendo com Messi, não me lembro de uma fase assim com algum outro jogador de seu status.

Quanto a Bale, o seu gol foi espetacular, capaz de justificar os 300 milhões de reais (em câmbio convertido) que o Real Madrid pagou por ele: jogo empatado, já no finzinho, e não é que ele consegue, no meio do campo, jogar a bola de um lado, correr por fora de campo, dominar lá na frente, passar por outro zagueiro e chutar no cantinho?

Golaço!

Antes Di Maria- em falha de Daniel Alves- tinha feito 1 a 0 para o Real, aos 10 minutos do primeiro tempo. E Bartra, de cabeça, empatado para o Barcelona, na etapa final, depois da cobrança de um escanteio. O Real Madrid apostava no contra-ataque, o Barça em seu tic-tac já conhecido pelos adversários e que esta se tornando improdutivo e irritante.

Ah, um minuto antes de o jogo acabar e o Real levantar o caneco da Copa do Rei, um lance inusitado: cara a cara com o goleiro, Neymar (que também não jogou lá essas coisas) perdeu gol certo, chutando na trave esquerda.

Que coisa!


Reforços, a angústia da espera
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Roberto Avallone

Foto: Bruno de Lima

Foto: Bruno de Lima

1- O Corinthians deu prazo até esta quarta-feira ao Fluminense para saber se Rafael Sóbis será ou não negociado. Quer evitar o desgaste que já teve com a novela Elias. O desfecho é imprevisível, pois enquanto minha confiável fonte corintiana está otimista- “O patrocinador do Fluminense, que paga quase todo o salário do Sóbis quer vender o jogador”, pelo lado do Flu mesmo a intenção é segurar o atacante, até por um pedido do novo técnico, Cristóvão Borges.

Trata-se de um braço-de- ferro.

Não ouso dar o meu palpite, embora saiba que por se tratar de outro pedido do técnico Mano Menezes (assim como foi com Elias), o Corinthians tem boas chances de sucesso. E, se acontecer, será uma bela contratação! Rafael Sóbis tem a virtude incomum de arrematar com quase perfeição dentro ou próximo da área.

Não é centroavante, mas é goleador.

Fica a chatice da espera, do sim ou do não. Mas vale a pena. E trata-se de uma minissérie curta, com prazo para acabar nesta quarta-feira. É o que se espera.

Foto: Reuters

Foto: Reuters

2- Angústia mesmo, pela irritação de Eduardo Maluf, senhor do futebol do Atlético Mineiro, foi o caso Anelka.  Quase sempre comedido em suas palavras, Maluf demonstrou toda a sua indignação pelo comportamento do jogador que, anunciado como reforço no dia 6, foi enrolando, enrolando e não se apresentou por ter ido a um encontro de jovens no Kuwait- e só avisando um dia antes que iria.

Papelão!

Resultado: Anelka perdeu o emprego sem mesmo ter começado a trabalhar e o Galo ainda cogita um processo contra ele seu agente na FIFA.

Minha opinião: sorte do Atlético. Aos 35 anos, Anelka seria um fiasco.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

3- Não seria terça-feira o dia em que Alan Kardec, pai, dissera que aconteceria a definição do acordo entre seu filho, centroavante, e o ansioso Palmeiras? Pois a terça passou e a menos que tenha acontecido o encontro decisivo e mantido em sigilo, o torcedor palmeirense continua sem saber se poderá ou não contar com seu artilheiro para o resto da temporada.

É por essas e outras (a falta de um patrocínio máster ou até mesmo algum mais modesto, no ombro ou nas mangas), que pela primeira vez sinto questionados os métodos do presidente Paulo Nobre, de Brunoro e dos resultados obtidos pelo marketing. É ano do Centenário, sim, mas também ano eleitoral e já existe quem esteja prevendo disputa muito mais acirrada do que parecia entre situação e oposição.

A conferir.


No Mercado da Bola, sugestões de um olheiro. E a justa cruzada do Vasco
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Roberto Avallone

Todo torcedor tem um pouco de técnico e um pouco de garimpeiro de talentos. É o olheiro. Conheço um deles, em especial: em casa, em frente à tevê, observa os mínimos detalhes dos jogadores; à noitinha, ao sair do trabalho, vai até a padaria Santa Tereza, no centro da cidade, saborear a coxinha creme e conversar com o garçom vascaíno sobre as novidades do futebol carioca. E, claro, quem está aparecendo de bom por lá.

Trata-se do olheiro Tessitore, apaixonado por futebol e louco pelo seu Palmeiras. Dele já ouvi antigas previsões otimistas que se confirmaram como “esse Rildo (agora no Santos) vai dar bom jogador”, Cicinho (também no Santos) é bom lateral”, “esse Marcelo, do Vitória (volante) é para ser contratado. Tem 18 anos”; ouvi também seu pessimismo quanto a Bruno, goleiro reserva do Palmeiras, mesmo antes daquele frangaço contra o Tijuana, pela Libertadores e que esse Vinicius (agora emprestado ao Vitória) não sai disso”.

Enfim, é uma figuraça esse olheiro Tessitore.

Como técnico e observador amador, colhi, sugestões para o Mercado da Bola sobre vários times:

1- “Desse time do Ituano, campeão paulista: ficaria com dois jogadores; o goleiro (Vagner), que é muito bom, e com o Esquerdinha, que sabe tratar a bola. Os outros, eu não sei”.

2- “Está na praça, encostado pelo Atlético Paranaense,  Manoel, um zagueiraço, de Seleção. Por que o Palmeiras não arrisca nele?”.

(Na verdade, quem está mais próximo do Palmeiras é Anderson Sales, 26 anos, 1 metro e 78 de altura, campeão pelo Ituano e que sorriu muito nesta segunda-feira quando perguntado sobre o interesse palestrino sobre ele. O que não agrada muito o olheiro Tessitore é a estatura do jogador, não muito adequada para um zagueiro).

3- “Se o São Paulo quiser arrumar o time, precisa tirar o Oswaldo e fixar o Pato mais perto da área, pertinho do Luís Fabiano”.

4- “O melhor esquema para o Corinthians é deixar o Guerrero na frente e trabalhar com o Ralf, o Guilherme, o Elias, o Jadson e o Renato Augusto. Três meias aproveitando espaço aberto pelo centroavante”.

E seria conversa para uma noite inteira, Mas fica por aqui. Ah, não sem antes contar a indignação do Tessitore ao se lembrar de que Gilson Kleina, entre outras coisas, não dá chance ao jovem goleador Rodolfo…

Aí, o olheiro perde a calma, esquece a coxinha creme e deixa de lado o habitual bom humor. Fica zangado e não sei para quem dá o seu grito de guerra dos tempos em que frequentava mais as arquibancadas: “Borracheiro!”- grita, com a voz de barítono que nem tem.

VASCO  BRIGA  JUSTA

E lá vai o Vasco pleitear o que parece impossível, mas sabe-se lá: a anulação do título de campeão carioca conquistado pelo Flamengo, não entendi ainda se com outro jogo ou simplesmente com a manutenção do 1 a 0, com confissão de erro de direito (a federação e o árbitro- este pelo menos verbalmente) reconheceram a falha, que tecnicamente pertence ao bandeirinha Luís Antônio Muniz de Souza, embora o senhor do jogo seja o árbitro, Marcelo de Lima Henrique.

Seja como for não teve nada de Nixon (que estava em posição legal) ter feito gol, mas sim Márcio Araújo que, de tão impedido, justificaria uma expressão do passado- a de que estava “na banheira”.

E fica por isso mesmo? O Vasco perde um título, aos 46 minutos do segundo tempo, que já estava ganho- e por erro que todo o mundo reconhece? Aí, nem Jó teria paciência.

Será uma luta inglória, já se sabe. Mas se o que aconteceu não foi erro de direito, o que mais será?

O Vasco tem toda a razão de lutar. Por ele e pelo futebol.


Polêmicas, surpresas e desilusões nas finais pelo Brasil
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Roberto Avallone

1- Nas decisões pelo Brasil, pelo menos três lances chamaram a atenção e criaram polêmica. No jogo do Pacaembu, em jogo vencido pelo Santos, 1 a 0, mas título de campeão paulista levado pelo Ituano, 7 a 6 na decisão por pênaltis, existiu o pênalti sobre Cícero, convertido pelo zagueiro Alemão? Sim, existiu, embora de maneira desnecessária, pois o santista estava de costas para o gol. Só que, no entanto- e isso só pude ver no replay, em câmera lenta, Cícero voltava da posição de impedimento antes de ser derrubado. Lance, pois ilegal.

Na partida do Maracanã, em que o Flamengo levou o título de campeão carioca no último minuto, ao empatar com o Vasco por 1 a 1, o autor do gol flamenguista, Márcio Araújo, estava mais do que impedido ao empurrar a bola para as redes, aproveitando o rebote. Gol ilegal! Mas que valeu… Valeu também para Márcio Araújo, jogador às vezes detestado por vários torcedores do Palmeiras e que ganhou o que minha santa avó chamava de “Deus escreve certo por linhas tortas”.

Azar do Vasco, mais uma vez vice.

E na decisão do Mineirão, título do Cruzeiro diante do 0 a 0 com o Atlético Mineiro, não posso precisar a olho a nu se Jô esteva mesmo com meia cabeça à frente do zagueiro, o que, creia, caracterizaria impedimento. Sei, sim, que Jô foi derrubado, em pênalti que o presidente do Galo, Alexandre Kalil, classificou de “Foi um escândalo, foi um escândalo”. Fica a polêmica no ar.

2- Antes das surpresas. Começo pela desilusão do Santos, dono da melhor campanha do Campeonato, do ataque disparadamente o mais positivo- mas que conseguiu jogar muito pouco contra o Ituano nas duas partidas decisivas. E comparem à folha salarial do Santos com a do Ituano.

E sem que pareça ironia, por favor, mesmo assim faço questão dar meus parabéns aos santistas: é que neste 14 de abril o Santos completa 102 de gloriosa vida, de futebol ofensivo e ousou contrariar os maus presságios dos mais místicos, pois foi fundado no mesmo dia em o Titanic chocou-se contra um iceberg e, horas depois, no comecinho da madrugada do dia 15, afundou.

Deus nos livre!

Desilusão foi também do Vasco, que já perdeu a conta de quantas decisões perdeu, principalmente para o Flamengo (que vinha abalado pela eliminação na Libertadores), cultivando a fama atual (em outro tempos nunca foi assim) de eterno vice. Não menos desiludido terá ficado o gremista, embora seu clube vá bem na Libertadores: ah, perder as duas partidas finais para o Inter, segunda por 4 a 1 (4 a 1!) é motivo de dor de cabeça e para gozação inimiga no mínimo pela semana inteira.

3- Surpresas? Bem, surpresa maior não pode existir do que do Ituano, campeão paulista. É a segunda vez na História de que um time do Interior leva o título em confronto com um grande – a outra foi a Inter de Limeira frente ao Palmeiras, em 1986, pois quando o Bragantino (1990) e São Caetano (2004) venceram não tiveram de duelar com nenhum time grande.

O Ituano é um time maravilhoso? Em minha opinião, não, embora nele reconheça a campanha competente, o pequeno número de gols sofridos (11) e um sólido esquema defensivo. Ah, isso é verdade? Quanto às individualidades, no entanto, destacaria mais o goleiro Vagner, a interessante dupla de zaga formada por Alemão e Anderson Sales e, principalmente, com totais méritos, o técnico Doriva, ex-médio-volante, e que deu nó em muito técnico renomado por estes tempos.

Doriva, o herói do título.

E lá vai ele, se permanecer em Itu, a disputar a Série D do futebol brasileiro…


Alan Kardec, palpite para o desfecho dessa novela tão misteriosa…
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Quanto a Alan Kardec, 25 anos, centroavante que caiu nas graças do Palmeiras, a tendência, segundo as últimas informações, meu palpite para o desfecho desta novela é o seguinte: ele ficará, sim, no clube que o resgatou para o futebol, depois de infeliz passagem pelo futebol português na temporada anterior, quando chegou a disputar partidas pelo Benfica- B.

Assim interpreto as misteriosas declarações de deu pai, também Alan Kardec, de que havia recebido uma alegre notícia na noite de quarta-feira (depois de ter se mostrado, um dia antes, decepcionado com as pendências financeiras que impediam o acordo com o Palmeiras) e que esperava para sexta ou segunda-feira boas novidades. Alan pai evitou falar de tinha relação com o Palmeiras, mas, por dedução e análise dos fatos- além de informação extraoficial- tem, sim.

Em minha opinião, tudo faz parte do jogo de negociações. Normal. E para um negócio que não chega a ser barato, 4 milhões de euros (quase 13 milhões de reais), fora salários e bônus por produtividade, com contrato de 5 anos, coisa e tal. Ah, na Europa se paga mais… Paga-se, é verdade, mas aqui pela América do Sul, a realidade é bem outra, pois não?

Falta, então, assim que terminar o último capítulo da novela, que Kardec seja melhor aproveitado: dono de razoável habilidade e de bom arremate, ainda não vi devidamente utilizado (com mais constância, quero dizer) nas bolas altas sobre a área inimiga, onde ele tem, talvez, o seu ponto mais forte, mais letal. E para isso, já que não existem mais os pontas, é necessária a presença de laterais que saibam avançar e cruzar com eficiência (com perfeição, seria pedir demais).

E sabe o amigo quem este blogueiro escalaria pela direita, já que pela esquerda Juninho quebra o galho? Ah, pela direita, colocaria Wesley, que em outros tempos já desempenhou as funções de ala, pois este jogador (aliás, bem remunerado) já desempenhou em outros tempos funções de ala. E se não é um grande marcador no meio- campo, errando também às vezes muitos passes, tem  apreciável domínio de bola, bom drible e  poder de centros  e arremates.

Seria descobrir a pólvora, a utilização de Wesley, pelo  canto do campo onde até o zagueiro-central Thiago Alves já andou? O problema é que sei lá o que pensa o técnico Gílson Kleina.

E você, amigo- qual o palpite para o desfecho da novela Kardec e qual sua opinião sobre a utilização de Wesley pela direita?


Ah, se Messi e Neymar jogarem só isso na Copa… E o Bayern!
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Roberto Avallone

Não acredito que Messi volte a ser figura tão apagada e sombria como na derrota do Barcelona para o Atlético de Madri. Como poderia? Logo ele, artilheiro implacável, driblador incorrigível, sempre em direção ao gol, como se fosse um robô, verdadeira máquina de jogar futebol.

E nem que Neymar seja esse garoto tímido, encabulado, quietinho lá na ponta-esquerda, menos quando perdeu dois gols- um por não ser bom de cabeceio e outro por pretender driblar o goleiro. Logo ele, Neymar, sensação do futebol brasileiro e de tão cara transferência…

Sim, não acredito. Mas, pelo que se viu, pode acontecer. E aí que me desculpem “Los Hermanos”, mas, irá para o espaço pelo menos metade da força da seleção da Argentina. E que me perdoem os brasileiros, mas cairia por terra boa parte da convicção que tenho de que o Brasil levará este caneco. Felipão, no entanto, sabe utilizar melhor o futebol de Neymar.

Quanto ao jogo em si, a vitória do Atlético de Madri, construída logo aos quatro minutos com o gol de Koke, saiu em conta para o Barça. O placar deveria ter sido bem maior em favor do Atlético, que chutou três bolas contra as traves do Barça, perdendo, ainda, outras chances claras de gol. E isso apesar da posse de bola inimiga, muito maior, mas como tudo não passes de brincadeira de roda, sem objetividade, sem perigo de gol.

Barça, eliminado!

Heroica e justa a vitória do Atlético. Atlético de Simeone.

No outro jogo da Champions League, em Munique, não teve conversa e nem dó o time do grande Guardiola: começou perdendo por 1 a 0 do Manchester United (gol de Evra), mas qual rolo compressor, implacável, virou para 3 a 1, com gols de Mandzukic, Muller e Robben. Bayern, classificado para a semifinal da Champions League, a competição que já venceu na temporada passada.

Fico a imaginar como seria emocionante o duelo entre os dois maiores técnicos do Mundo, Guardiola (pelo Bayern) e Mourinho (pelo Chelsea). Seria de parar as máquinas!


A chegada de Elias, o desabafo de Fred, o milagre de Mourinho, Adriano, o Palmeiras…
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Roberto Avallone

1- Elias já está no Brasil, pronto para treinar e estrear no Corinthians depois da Copa do Mundo.

Receberá a camisa número 7 o que, de certa forma, indica como o técnico Mano Menezes pretende utilizá-lo na equipe: como um volante ofensivo, armando as jogadas, sim, mas com o jogador chegando quase sempre na área inimiga: “Foi uma contratação ótima, espero que ele jogue como sempre e faça também muitos gols”- disse Mano, com um entusiasmo de dar gosto, típico de quem insistiu na contratação com convicção e sabe o que esperar do craque.

Aí está a diferença de um treinador chamado de “top” para um técnico mais comum, que aceita tudo o que a diretoria quer e não faz questão de impor seu ponto de vista. Mano não é nenhum Mourinho, nenhum Guardiola, mas dentro do que temos por aqui, insiste em quem pode lhe dar o retorno necessário.

2- Foi forte o desabafo de Fred, muito forte, contra os “torcedores organizados” que, ainda outro dia, o hostilizaram, quase quebraram o seu carro, dentro das dependências do clube. Sua maneira de protestar, creio, nem sei se vai atingir os violentos manifestantes- comemorar os gols só para “os verdadeiros torcedores”. Mas pelo menos serve como tentativa de dar um basta à violência que atinge a Sociedade como um todo, o futebol também.

Calado é que não dá para ficar. Pois ousar lutar- ainda que desse jeito- não é ousar vencer?

3- José Mourinho, além de ser um técnico extraordinário, é ousado e tem estrela. Contrariando a lógica e a opinião de alguns especialistas, quando viu que o Chelsea não saía do lugar diante do Paris Saint Germain, vencendo apenas por 1 a 0 (resultado que o desclassificaria), simplesmente tirou os armadores da equipe- Lampard e o brasileiro Oscar e encheu o time de atacantes. Atitude que parecia suicida, mas que tinha lógica.

E ai o Chelsea fez o segundo gol, depois de um bombardeio, aos 41 minutos do segundo tempo, e o que fez Mourinho? Deu um pique de 40 metros, invadiu o campo como se fosse comemorar, mas, na verdade, foi lá para instruir seus jogadores, ao pé do ouvido, sobre como deveriam se comportar nos minutinhos finais.

Esse sim é um técnico!

4- Adriano jogou o tempo todo na derrota do Atlético Paranaense diante do The Strongest, na cruel altitude de La Paz (3.600 metros). Depois de mais de dois anos, voltou a balançar as redes. Um gol fácil, depois de bom centro de Marcelo, é verdade; mas mostrou presença de área e gol, fácil ou não, é sempre gol. Que seja um recomeço, Imperador.

5- Alguns torcedores do Palmeiras, com razão ansiosos, estranham o fato de o Palmeiras não ter providenciado, ainda, no mínimo um lateral- direito. Ou alguma surpresa está sendo preparada (o paraguaio Moreira ou Reginaldo, do Maringá, que dizem ser bom de bola) ou será que o velho Palestra começará o Brasileiro ainda com o improvisado Wendel na posição ou com o jovem Bruno Oliveira que mostra dificuldades em se livrar de seus problemas físicos?

Sei lá.


No Mercado da Bola, goleadores em xeque: Pratto, Anelka, Douglas Tanque…
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Roberto Avallone

Produto não muito comum hoje em dia, talvez pela falta dos antigos pontas ou da figura do meia-armador especialista em lançamentos, o centroavante goleador é disputado pelos clubes do mundo, muitas vezes sem importar o seu momento ou uma análise mais detalhada.

O que vale é a esperança de ver as redes balançando.

Nos últimos dias, clubes brasileiros entraram na caça ao tesouro. Tesouro mesmo? Decidi acompanhar a ficha e os melhores momentos de três deles, um já contratado (Anelka, pelo Atlético Mineiro), os outros dois ainda disputados (Pratto, do argentino Velez Sarsfield, e o garoto. 20 anos, Douglas Tanque, que o Corinthians já avisou não irá renovar o seu contrato).

Vou avisando, para começar, que já quebrei a cara algumas vezes ao analisar jogadores pelo vídeo de seus melhores momentos. Meu Deus! Ah. Defederico me parecia a nova versão de Messi- e deu no que deu; um lateral-direito do Interior, Alex Reinaldo se não me falha a memória, pelas jogadas que vi- eu e meu amigo André Tessitore- tinha a pinta de ser um novo jogador de Seleção, miragem pura.

Por outro lado, custo a acreditar que quem faz aquilo que se vê- e sem truques- não possa voltar a fazer o mesmo. Como dizia minha santa avó, “cesteiro que faz um cesto, faz um cento”. Pode ser questão de personalidade, de encaixe, de ousadia (ou não), pois são muitos os mistérios do futebol. Futebol jogado por seres humanos e não por robôs.

Bem, vamos aos goleadores em questão:

Foto: Divulgação

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1- Lucas Pratto: 25 anos, 1metro e 87 de altura, andou nas cogitações do Corinthians e agora parece mais perto do São Paulo. O Velez, no entanto, não o negocia antes do final da Libertadores e seu preço, em comparação ao que se pede hoje em dia, nem é tão algo: em torno dos 6 milhões de dólares, segundo informações não oficiais. Estilo? Que não se espere dele firulas ou jogadas de efeito, mas sim chutes certeiros, boa colocação dentro da área inimiga, frieza na hora de arrematar. Mas o que importa não é o gol?

Foto: AP

Foto: AP

2- Anelka: veterano, 35 anos, fama de bad boy, já teve seus dias de glória, de atacante hábil e goleador. Vestiu a camisa de 13 clubes, rodou pela França (onde nasceu), Espanha, Inglaterra (em um de seus vários clubes ingleses, fez dupla histórica no Chelsea com Drogba), Turquia, China, Itália (não fez nenhum pela Juventus de Turim) e ultimamente jogou pelo modesto West Bromwich- também da Inglaterra-, onde caiu em desgraça por ter comemorado um gol com gesto considerado antissemita.  Se fez mesmo, (ele desmente a intenção), não vi a cena foi simplesmente abominável.  Dará certo no Galo?  Sei lá.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

3- Douglas Tanque: 20 anos, 1 metro e 88 de altura, para quem vê seus lances no vídeo mais parece Adriano- o Imperador- no começo da carreira. Bom chutador de canhota, uma certa habilidade para dominar a bola, boa impulsão para o cabeceio. Só que não sei se ele estava jogando pelos juniores do Corinthians, depois, sim, pelo Guaratinguetá e pelo Penapolense. Ah, se for isso mesmo (será que é?) não é nenhum absurdo o Palmeiras se interessar por ele.

Mas por que o Corinthians não se interessa pela renovação de seu contrato? Qual o motivo? Será que em campo tudo foi diferente?

Passo a bola para o futuro.


O que muda no Corinthians com Elias
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Roberto Avallone

Gazeta Press

Gazeta Press

Elias já é do Corinthians e ficam para trás as longas e desgastantes negociações com o Sporting. E nem importa que ele só poderá estrear no dia 4 de julho, quando a janela de transferências será reaberta.

Importa mesmo é como o Corinthians pode mudar com seu futebol. E poderá mudar muito: jogador de confiança do técnico Mano Menezes, Elias deverá afastar de vez a falta de Paulinho, pois, como ele, é volante- artilheiro e talvez possua mais qualidades técnicas do que o atual titular da Seleção, mais habilidoso e mais ofensivo com a bola nos pés, embora um pouco menos impetuoso.

Meia de origem, nada aproveitado pelo Palmeiras- B, Elias estourou na Ponte Preta em 2008, quando foi vice-campeão paulista. Depois, no Corinthians, reeditou suas atuações, foi embora para o Exterior e voltou (por empréstimo) para o Flamengo, equipe em que deu show de bola e marcou gols inesquecíveis. Muitas vezes, postou-se, de surpresa, até na posição de centroavante, estufando as redes como verdadeiro goleador.

Em termos ideais, Elias fará ofensivo o Corinthians se tiver Ralf – bom destruidor-, estando ao seu lado dois meias- Renato Augusto e Jadson- e colocados mais à frente dois atacantes (um deles, talvez Rafael Sóbis). Na verdade, três atacantes porque como já disse Elias, de surpresa, aparece sempre na área inimiga.

Em escalação mais convencional se Renato Augusto não puder jogar, Elias pode ser o terceiro volante, saindo Guilherme ou, de preferência, Bruno Henrique. De qualquer forma, a equipe estará muito mais vezes próxima do gol, o que não acontecia nos últimos tempos. Ofensividade: esta é a maior mudança que Elias pode acrescentar ao time.

Bela tacada do Corinthians!


A lição do Ituano. E a lembrança de uma zebra histórica
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Roberto Avallone

Foto: Marcelo Zambrana

Foto: Marcelo Zambrana

Continuo a dizer que o Ituano não se trata de uma grande equipe. Mas a maneira com que venceu o  Santos, no Pacaembu, por 1 a 0 (gol de Cristian), saindo na frente na disputa pelo título de campeão paulista, dá o que pensar: poderá  um time bem armado e incansável na marcação levar a faixa que muitos já  pensavam pertencer ao Santos, dono de ataque até então irresistível (46 gols) e de folha de pagamento  mensal infinitamente  maior do que a turma de Itu- que, dizem, gerar em torno de 400 mil reais?

Na primeira partida, o Ituano foi melhor do que o Santos, teve a sorte do santista Cícero desperdiçar um pênalti e construiu bem a jogada do gol, com Esquerdinha (bom jogador) deixar o veterano Cristian na cara do gol, sem chances para Aranha. Ah, aí, despontaram a figura do zagueiro Alemão (de estilo parecido com o de Lugano, ex- São Paulo), a de seu eficiente companheiro Anderson Sales e a do goleiro Vagner. Todos sem muito trabalho.

Ao Santos, desfalcado de seus dois laterais titulares, Cicinho e Mena, parecia perdido, sem saída, os talentos adormecidos. Ainda acho que o Santos pode reverter situação, impor seu favoritismo anterior. Mas já não tenho certeza: em 18 jogos, o Ituano sofreu apenas 10 gols, média próxima a meio gol sofrido por partida. E por meio a zero não se vence.

Além do Bragantino, campeão em 1990, uma outra decisão entre grande e pequeno me vem à memória: Inter de Limeira e Palmeiras em 1986, os dois jogos no Morumbi, o primeiro com mais de 100 mil pagantes. Pois o superfavorito Palmeiras, que eliminara o Corinthians por 3 a 0, esperava fácil missão. Pois sim. Em dois jogos, marcado pra o Morumbi (o primeiro teve a presença de mais de 100 mil palmeirenses) na partida inicial, empate de 0 a 0. E no jogo decisivo, o segundo, vitória da Inter de Limeira, 2 a 1, (gols de Kita, Tato e Amarildo) com a turma de Limeira jogando melhor do que o time formado por Mirandinha, Edmar, Éder, Edu Manga, etc.

Dá para entender? O time da Inter tinha Silas, João Luís, Juarez, Bolivar e Pecos; Gilberto Costa, João Batista, Manguinha e Lê; Tato e Kita- alguns bons jogadores, mas nenhum craque capaz de agitar as arquibancadas.

A história será repetida?.