Blog do Avallone

A cereja do bolo: Arouca no Palmeiras. E Love e o Mercado da Bola
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

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1- Arouca já é praticamente jogador do Palmeiras, se não acontecer nenhum imprevisto. E nas conversas que tive com torcedores do Palmeiras, o desejo por ver Arouca no time era imenso por parte deles, assim como se o jogador apalavrado- em acordo com o Santos- fosse a “cereja do bolo” de um elenco que promete.

Arouca, 28 anos, 1 metro e 72, com passagens pela Seleção Brasileira, foi brilhante no Fluminense que o revelou, apagado no São Paulo onde teve curta estadia e ótimo no Santos, c clube onde reencontrou seu futebol técnico. E, ao mesmo tempo, de pegada forte.

Bela aquisição palestrina!

Foto: Divulgação

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2- No Mercado da Bola, é aguardado com expectativa o acerto entre Corinthians e Vagner Love. Lembro-me que, em 2005, Love até posou com a camisa corintiana, disse que jogaria por aqui, mas a resistência russa do CSKA foi mais forte e o atacante continuou pela Rússia mesmo.

E agora?

Bem, as condições favorecem muito mais a sua volta, pois ele está sendo dispensado pelo chinês Shandong Leneng, que estourou a sua cota de estrangeiros com a contratação de Diego Tardelli. É muito provável que ele seja mesmo do Corinthians, ainda mais com essa novela de reforma-não- reforma de Guerrero. Mas em futebol não dá para cravar antes de o contrato assinado.

Nesta quinta-feira, por exemplo, em uma lanchonete, calhou de eu conversar com dois simpáticos jovens palmeirenses, candidatos a conselheiros, que, mais tarde, me mostraram uma mensagem de um dirigente mais antigo do clube dizendo que “fechou com o Vagner Love”.

Talvez até por brincadeira, pois Love tem forte rejeição na torcida do Palmeiras, mas sabe-se lá.

Acredito, no entanto, amigo corintiano, que Vagner Love está perto do Corinthians. Se vai assinar contrato ou não, é outra história.

Aproveitando o tema “Mercado da Bola”, quem está mais próximo de realizar o seu sonho é o São Paulo: até o técnico do Racing admite a saída de Adrian Centurión, 22 anos, uma das maiores revelações do futebol argentino e que tem no drible e na velocidade os seus pontos fortes.


Aí vem o Campeonato Paulista: revele o seu favorito
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Roberto Avallone

 

Imagem: Reprodução

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Evidentemente, não é mais como nos velhos tempos. Tempos em que o Campeonato Paulista era uma febre- assim como todos os Estaduais-, com direito a um glamour de Hollywood até um disputado álbum de figurinhas de todos os jogadores- o que levava a inocentes disputas de “bafo” na rua, com os meninos lutando pelas figurinhas que não tinham.

Figurinha carimbada? Só com sorte ou, então, nos cambistas do Largo São Bento, centro histórico de São Paulo.

Hoje, com importância bem mais modesta, mesmo assim o Campeonato tem lá o seu charme e embora muitos o desdenhem, quem não quer vencê-lo? Bem, de vez em quando o torneio apresenta grandes surpresas, tal qual o campeão Ituano no ano passado, a campeã Inter de Limeira em 1986 ou o título do Bragantino de Vanderley Luxemburgo em 1990.

Desta vez, em minha opinião, o troféu voltará a ser de um grande. Embora envolvidos na Libertadores, vejo um São Paulo recheado de bons jogadores- e o argentino Centurión ainda vem aí-, talvez um pouco à frente do Corinthians, que sempre tem aquela força mesmo sem saber se contará ou não até o fim da temporada com Guerrero. Por sua vez, no papel, o Palmeiras será páreo duro para ambos os rivais, pois conta com elenco muito bom (desde que completo, Valdivia inclusive), tendo como novidade o que pode parecer contraditório- mas não é, basta prestar atenção: embora devendo jogar se estiver bem, quando não puder atuar, o Palmeiras nem sofrerá mais coma “Valdivia-dependência”, pois tem o ótimo Alan Patrick para fazer o papel do chileno e, em caso de necessidade, Zé Roberto.

O Santos perdeu jogadores importantes, mesmo assim as vezes surpreende quando parece estar por baixo. Assim foi no Campeonato Brasileiro de 2002. Só que, desta vez, não acredito muito.

Bem, qual o favorito dos amigos que me seguem. O título de campeão paulista volta mesmo para um grande- e qual?- ou teremos mais uma surpresa ao final do torneio?


Centurión, Vagner Love, desmanche e patrocínio: no Mercado da Bola
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Roberto Avallone

Foto: Reuters

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1- Já disse várias vezes que o vídeo dos “melhores momentos” dos jogadores não definem, em si, se eles são bons ou não. Mas ajudam a análise, pois pelo menos identificam a forma de fazer gols, o estilo de jogo, coisas assim.

Refiro-me ao assunto porque dediquei-me a acompanhar os melhores momentos de Adrián Centurión, meia-atacante argentino do Racing, 22 anos, alvo do São Paulo- que, segundo consta, acabará por contratá-lo. E se o fizer, pelo que vi, tem boas chances de fazer um negócio: trata-se de um bom  jogador extremante veloz, driblador, mais ou menos aquele fator-surpresa que o técnico Muricy Ramalho vem solicitando.

Foto: Divulgação

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2- Com saída quase certa do chinês Shandong Leneng, que estourou sua cota de estrangeiros ao contratar Diego Tardelli. Vagner Love pode ficar na mira do Corinthians. O problema é o alto salário do jogador. Tecnicamente, no entanto, poderia dar certo: Love tanto poderia jogar ao lado de Guerrero ou até como centroavante, quando o peruano não pudesse atuar.

A outra alternativa, Hernane, “O Brocador” (ex- Flamengo), não é das melhores.

Foto: Reprodução

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3- Ando impressionado com o repentino desmanche do Cruzeiro, que perdeu, de uma só vez, seus melhores jogadores: Ricardo Goulart foi para a China, Everton Ribeiro para o futebol árabe, Lucas Silva para o Real Madrid. Entrou muita grana, é verdade; também é fato que chegaram novos jogadores (Leandro Damião e Reasco, por exemplo). Mas não sei se haverá tempo para o entrosamento já para a Libertadores e nem se terão o mesmo êxito dos bicampeões brasileiros que se foram.

Foto: Marcelo D'Sants/Frame/Folhapress

Foto: Marcelo D'Sants/Frame/Folhapress

4- Em nova versão, vivendo outra fase, o Palmeiras conseguiu mais um patrocínio para a camisa- desta vez na omoplata, por valor estimado entre 5 e 6 milhões de reais. O patrocinador é o Prevent Senior que, já com os estimados 23 milhões de reais da Crefisa (patrocínio máster) e a grana da numeração da camisa, ah, tudo isso resulta, creio, em sair de vez do sufoco financeiro.

Claro, tem também a cota da televisão e o estouro no programa sócio- torcedor (até às 23 horas desta segunda-feira beirava os 82.500 sócios), compondo receita inimaginável no fim do ano passado.

Bem, resta agora o bom elenco transformar-se em time de muita qualidade, pois disso dependerá, acredito, a esperança do torcedor palmeirense e o interesse dos patrocinadores. Resumindo: a continuidade da nova e feliz versão palmeirense depende da satisfação dos resultados em campo.


O craque Dudu. Como montar o time do Palmeiras. E mais uma Copinha do Corinthians
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Roberto Avallone

Foto: Marcelo Ferrelli

Foto: Marcelo Ferrelli

1- Dudu parece predestinado a ser o novo ídolo do Palmeiras. Já em sua contratação houve festa, até porque deu a impressão de chapéu duplo, em São Paulo e Corinthians que também pretendiam o jogador; e em sua estreia, no segundo tempo de Palmeiras 3 Red Bull 2, ele fez de quase tudo para empolgar a plateia- driblou, correu, deu passe de calcanhar para Robinho marcar gol anulado, fez assistência perfeita para Cristaldo marcar um gol que valeu.

E Dudu já é titular desse Palmeiras que está sendo montado pelo técnico Oswaldo de Oliveira? Em minha opinião, claro que sim. Mas isso ainda não está oficializado pelo treinador que, nos dois amistosos que disputou, optou por escalar um time no primeiro tempo e outro, inteiramente modificado, na etapa final. Talvez com sabedoria, já que pode analisar a todos.

Agora, no entanto, é o momento da escolha. De saber quem é titular, quem é reserva. Ou apenas quem está melhor.

Uma coisa é ter um elenco muito bom, como o do Palmeiras, outra é tirar desse elenco um time forte. A tarefa não é das mais fáceis, mas por que não palpitar? E no meu palpite, já que Valdivia continua sem condições físicas plenas e que o pretendido Arouca ainda não chegou, eu escalaria assim o Palmeiras para a estreia no Campeonato Paulista, baseado no que vi nos amistosos: Fernando Prass; Lucas, Tobio, Victor Hugo e Zé Roberto; Gabriel, Allione, Robinho e Alan Patrick (bela aquisição!); Dudu e Leandro Pereira (ou Cristaldo).

Isso para o jogo contra o Audax Osasco. Em um clássico talvez fosse um time diferente. Mas pelo menos é uma base, que pode ser modificada ao longo do Campeonato, mas é quase a mescla das defesa do primeiro tempo contra o Red Bull com o ataque da etapa final- quando se viu muito mais movimentação, muito mais futebol.

Que tal, sensato Oswaldo de Oliveira? Não leve a mal, é só para tentar ajudar…

Foto: Miguel Schincariol

Foto: Miguel Schincariol

2- Convenhamos, Copinha é mesmo com o Corinthians. É quase sempre finalista e, com a conquista deste domingo, ao vencer na final o Botafogo de Ribeirão Preto por 1 a 0(gol de Maycon, de canhota, em frangaço do goleiro Talles), a turma corintiana já totaliza nove troféus. Ou seja: 9 Copinhas.

É muita coisa, muito significativo, até porque antes da Copa São Paulo, Corinthians já tinha vencido o campeonato paulista sub-20, o Campeonato Brasileiro da mesma categoria. Foi campeão de tudo. Só acho que, diante de tanto sucesso entre os meninos, o Corinthians deveria ter mais de suas revelações no elenco principal- coisa que, desconfio, diante da maré financeira, todos os outros times deveriam ter. Como base é claro, completando com boas contratações pontuais.


Palmeiras, febre em verde e branco. Corinthians, gols e suór contra o passado
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Roberto Avallone

Imagem: Divulgação

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1- Quem conhece a torcida do Palmeiras sabe que está acontecendo um fenômeno. Uma febre de amor. Um exemplo? O Palmeiras superou o Grêmio no número de sócios-torcedores- às 22h45 deste sábado, contava com 81. 002 sócios contra 80.484 gremistas no ranking do movimento por um futebol melhor-, transformando-se no vice- líder do Brasil, atrás apenas do Inter.

É um dado muito significativo, pois consta que jamais os times gaúchos deixaram a primeira e a segunda colocação, antes de o Palmeiras ousar a se inserir entre eles. Detalhe: nos últimos 15 dias, desde a contratação de Dudu o crescimento palestrino foi incessante, em torno dos 15 mil sócios.

E qual a razão dessa surpresa? Em minha opinião, trata-se de uma espécie de renascimento, a chance da volta aos bons tempos depois do susto enorme pelo qual passou, há pouco mais de um mês, quando quase foi rebaixado para a Segundona. Seria a terceira vez em 12 anos.

Conseguindo livrar-se na última rodada, tirando a corda do pescoço, o palmeirense despertou para a esperança de voltar a ser grande de verdade, com vários capítulos: mudança na direção do futebol, com a vinda de Alexandre Mattos; uma visível empolgação no presidente Paulo Nobre; a contratação de Dudu, jogador que fora pretendido por São Paulo e Corinthians; outras boas contratações, pelo menos dez de bom nível, mais a perspectiva da vinda de Arouca; a vinda, enfim, de um patrocínio máster.

Ah, tudo isso, somando aqui, adicionando ali, fez o palmeirense sorrir outra vez e arregaçar as mangas. Resta agora ter um pouquinho mais de paciência se o futebol demorar a fluir, pois entrosamento não se compra no Mercado da Bola.

Foto: Sergio Barzaghi

Foto: Sergio Barzaghi

2- Quem não viu o jogo entre o Corinthians e o Corinthian / Casuals, o time que inspirou o nascimento da nação corintiana, pode pensar que foi fácil a vitória da equipe de Tite diante do placar de 3 a 0. Mas não foi. Durante o primeiro tempo, os titulares corintianos tiveram muitas dificuldades no combate aos inglês, na verdade amadores ingleses, que jogam no 4-5-1 (um só atacante à frente).

E as dificuldades continuaram para lá de 30 minutos do segundo tempo, quando a entrada de vários reservas melhoraram o rendimento do time de Tite, especialmente a entrada do sempre decisivo Danilo, autor do primeiro gol. Depois, aos 44 minutos, Luciano fez o segundo gol e o mesmo Luciano faria o terceiro gol logo em seguida.

Enfim, valeu mais pela festa. E pelas lembranças do passado. Que o futebol corintiano mesmo surja logo, apareça agora, pois daqui a pouco virá o Once Caldas- e já pela Libertadores.


Corinthians, arrasador na Copinha. E cenas do Mercado da Bola
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

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1- Não sei se por tradição, hábito ou peso da camisa. Sei que, mais uma vez o Corinthians chega à final da Copa São Paulo de Futebol Júnior- a Copinha-, em busca de seu nono título de campeão do torneio, o que já é muita coisa. E é a décima-sexta final que disputa.

E o Corinthians chega a esse estágio ao atropelar o São Paulo, sapecando 3 a 0 em Limeira, mesmo que, na etapa final, o tricolor tivesse mais chances de gol que a própria turma corintiana. Aliás, mesmo sem contar com jogadores extraordinários- talvez o volante Maciel, craque, seja a exceção-, além de finalista da Copinha, o Corinthians foi, no ano passado, campeão paulista, campeão brasileiro, etc.

Quem vai fazer a final com o Corinthians, é o Botafogo de Ribeirão Preto, time firma na defesa e que conta com Isaac, artilheiro da competição. Nesta quinta-feira, em Barueri, o popular Botinha venceu o Palmeiras, por 2 a 1, eliminando a equipe que, em minha opinião, revelou o atacante que mais promete o profissional: o menino Gabriel Jesus, mais uma vez autor de um belo gol, ele que exibe sugestivos repentes em seu futebol. Embora ainda não dê para cravar que terá a regularidade desejada.

No entanto, Gabriel promete quanto ao jogo em si, com toda a superação do valente Botafogo, vejo no Corinthians o favorito a beliscar a Taça. Pela nona vez…

2- No Mercado da Bola, cenas e definições interessantes:

Imagem: UOL

Imagem: UOL

a)  Conca vai mesmo para o futebol chinês, em troca de salários (dois milhões de reais por mês) e luvas (6 milhões de reais) irrecusáveis, por um contrato de dois anos. E o Cruzeiro, depois de vender Ricardo Goulart e balançar c m a proposta sobre Éverton Ribeiro, deve mesmo agora negociar seu volante, Lucas Silva, com o Real Madrid. Não teria como segurar os jogadores, mesmo se quisesse.

b)  Não se trata de um novo jogador, mas sim de um reforço considerável e que pode fortalecer seu futebol: finalmente, o Palmeiras acertou e anunciou seu patrocínio Master na camisa, a Crefisa, por valores especulados em 23 milhões de reais anuais, contrato válido para duas temporadas. Tirou um peso das costas, pois desde maio de 2013, o Palmeiras estava sem esse tipo de patrocínio.

c)  Bem ou mal, com todas as suas dificuldades, o Santos parece que irá sobreviver: Já contratou uma série de reforços, alguns deles veteranos como Ricardo Oliveira e Elano, teve forças para segurar Alison e Lucas Lima, pode dar a volta por cima.

d)  O Corinthians já tem oficialmente o seu novo xerife, o zagueiro Edu Dracena, 33 anos, que teve muito boa passagem pelo Santos. Basta recuperar a antiga forma física.


Reviravolta no Mercado da Bola? E meninos da Copinha
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Roberto Avallone

1- Não creio que vá acontecer o que relato a seguir. E acredito que o técnico Cristóvão, do Fluminense, esteja certo na informação de que seu melhor jogador, Conca, deve mesmo voltar para a China. Afinal, os salários estão atrasados no Flu e a grana é alta demais para que a ex- patrocinadora não fique interessada em se desafazer dos craques que tem sob contrato. E, agora, contrato para quê?

Acontece que um dos interessados por Conca, o Corinthians, ainda não perdeu a esperança de evitar que o jogador volte para a China. Uma confiável fonte corintiana, por telefone, deu-me detalhes sobre como poderia acontecer uma reviravolta na transação, garantindo que tudo já está certo entre o Corinthians, Conca, e a ex-patrocinadora, a Unimed.

O que falta, então? Segundo minha fonte, o que falta é a concordância do Fluminense, o dono dos direitos federativos do jogador. E o Flu teria recusado cerca de 5 milhões de reais pela sua parte.

Bem, aí já não arrisco palpite sobre o desfecho do caso, embora acredite que a tendência seja a de Conca voltar para a Ásia. Mas, por cautela, diante de tantos exemplos já vistos em futebol (o caso Dudu, que foi parar no Palmeiras depois de intensa disputa entre São Paulo e Corinthians é emblemático) não dá para cravar nada antes de qualquer negócio ser fechado.

Fica, pois, o suspense.

2- A Copinha, como é chamada a Copa São Paulo de futebol júnior, sempre revelou grandes jogadores. E, engraçado, às vezes jogadores que são sucesso  em um clube estouram tempos depois em outra equipe: o ataque de Marcelinho Carioca, Paulo Nunes e Djalminha, infernal na Copinha de 92 pelo Flamengo, teve êxito só mais tarde em outros times, cada um em separado- Marclinho no Corinthians, Paulo Nunes no Grêmio, Djalminha no Palmeiras.

Não sei qual a razão. Outros, despontaram em suas próprias equipes como Falcão, no Inter, Cerezzo, no Atlético Mineiro, Neymar, no Santos. Cito apenas alguns exemplos.

E nesta Copinha, quem se destaca? Confesso que não via boa parte dos jogos, mas, logo de cara, chamam-me a atenção para três meninos: Gabriel Jesus, do Palmeiras, autor de um gol sensacional nesta terça-feira diante do Vitória, ao exibir um drible desconcertante e um arremate preciso; João Paulo, centroavante do São Paulo, autor de três gols- um olímpico- na goleada do São Paulo contra o Galo (4 a 0); e Marciel, volante que anda impressionando minha confiável fonte corintiana, que se encanta a cada partida disputada pelo jogador.

Que o futebol entre mesmo em renovação sob os pés dos meninos.


No Mercado da Bola, lá se vão os sonhos de verão
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Roberto Avallone

Imagem: Reprodução

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Com seu jeito calmo, o técnico Cristóvão confirmou o que já se suspeitava: “Ele quer ir embora mesmo”.

“Ele” é Conca, que foi o sonho de consumo de quase todos os grandes clubes do futebol brasileiro, e seu destino, com quase toda a certeza será a China, diante de uma proposta irrecusável. Na verdade, andou no pensamento do Corinthians, do São Paulo, do Palmeiras, do Flamengo e sei lá de quantos mais; desde o rompimento do Fluminense com a patrocinadora, julgou-se possível contratar esse argentino pequenino, da canhota infernal.

Mas não por aquilo que ele ganhava- ainda ganha, até o momento- e nem pela quantia que o Fluminense iria desejar por seus direitos federativos. Aos 31 anos, Conca vai desfrutar da bolada que o futebol chinês lhe oferece e em um futebol não tão competitivo- como num doce fim de carreira.

E para a China também vão outros de nossos astros, um deles também sonho de consumo de grandes equipes brasileiras, Diego Tardelli, 29 anos, no auge de sua carreira, tanto que agora é titular da Seleção Brasileira. Ainda é, não sei daqui para a frente, quando tiver menor visibilidade na China.

O outro astro, Ricardo Goulart, bem mais jovem, também foi para a China. Mas nem se pode dizer que tenha sido sonho de consumo de outros times, pois foi tão bem no bicampeonato conquistado pelo Cruzeiro que já se sabia que, se fosse negociado, não seria no Brasil.

Não se pode negar que três dos melhores jogadores do Brasil estão deixando os nossos campos. Se por um lado isso é ruim, outro lado é como aquela história de escrever certo por linhas tortas, pois quem sabe o pequeno êxodo obrigue os nossos clubes a lançar mão de jovens promessas.

Como era no passado. E como poderá no futuro, com novos sonhos de verão no Mercado da Bola.


O que houve de melhor na vitória do Palmeiras. E Guerrero redime o Corinthians
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Roberto Avallone

Foto: Fernando Dantas

Foto: Fernando Dantas

1-  Foi uma vitória, sim, 3 a 1 sobre o Shandong Leneng, levando-se em consideração o bom primeiro tempo. Mas ficou mais para festa ou treino de luxo na etapa final, quando o Palmeiras trocou 11 jogadores e o Shandong também promoveu várias substituições.

Não concordo que o Shandong seja uma “galinha morta”: pode estar sem ritmo, de jogadores que andam pela Seleção da China, mas conta com um belo técnico (Cuca), um craque (o argentino Montillo), um artilheiro (Vagner Love), um atacante impetuoso, Aloísio. E conta também com um apreciável respaldo financeiro, tanto que acaba de contratar Diego Tardelli, por algo em torno dos 20 milhões de reais.

E então, o que houve de melhor nessa vitória palmeirense? Bem, em minha opinião, alguns itens:

a) A capacidade de reação, pois após levar o primeiro gol do jogo, marcado por Montillo em estranha cobrança de falta, soube reagir, atacar e marcar com Leandro Pereira, Lucas e Cristaldo. Foi a primeira vitória no novo estádio, o que certamente aumentará a confiança de lá jogar.

b) Quanto aos estreantes, embora quase todos tenham se saído bem, aponto o Lateral-direito Lucas como o melhor de todos, seguido de perto por Allione, que parece ter descoberto o seu posicionamento.

c) O jeito de jogar, em mérito de Oswaldo de Oliveira, agrada muito mais a torcida, com liberdade para os dribles, velocidade e acentuada disposição de jogar pelas pontas. Assim, é muito mais ofensivo.

d) A animação da torcida. Muito mais confiante do que no ano passado pelas 15 contratações efetuadas: a prova da confiança está , diria, no fato, de até a tarde deste sábado, já ter sido superado o número de 74 mil associados no programa de sócio- torcedor.

Há outros detalhes, mas os  que citei me parecem os mais importantes. Por enquanto.

Foto: Danieal Augusto

Foto: Danieal Augusto

2- Para falar a verdade, o Corinthians jogou muito melhor diante do Bayer Leverkusen- teoricamente o mais forte dos alemães no torneio- do que diante do Colônia, décimo- primeiro colocado do campeonato alemão. Levou o primeiro gol, mas reagiu, dominou o primeiro tempo e controlou a etapa final.

Venceu por 2 a 1.

Mas, é claro, teve seu destaque todo especial: Guerrero, autor dos dois gols- um com forte cabeçada, após cobrança de escanteio, e o outro de virada, em chute forte de direita, após centro perfeito, da direita, de Fagner. Guerrero foi o herói!

O título do torneio dos Estados Unidos ficou com o Colônia, que bateu o Fluminense (3 a 2) e somou seis pontos. Mas o Corinthians ganhou algo que pode ser muito mais importante- recuperou a confiança, que poderia ter ficado um pouco abalada diante da estreia sem êxito.


De novo, os alemães: o Corinthians de Tite e o Flu derrotados em Orlando
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Roberto Avallone

Foto: AP

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Ah, claro que nada se compare àqueles 7 a 1 na Copa do Mundo, quando a Alemanha triturou a Seleção Brasileira em nossa casa. É lógico que não. Mas será que já está virando mania? Em proporções extremamente mais modestas, num simples torneio amistoso na Flórida, reunindo dois clubes brasileiros (Corinthians e Fluminense) e dois alemães (Colônia e Bayer Leverkusen), os alemães foram vitoriosos mais uma vez, o Colônia batendo o Corinthians (1 a 0) e o Bayer Leverkusen sapecando 3 a o no Fluminense.

Nem um pontinho a favor do Brasil.

Bem, quanto ao Corinthians, na reestreia do técnico Tite- de quem se esperava nova maneira de jogar-, confesso que o primeiro tempo deu sono. Na única boa oportunidade que teve o Corinthians, o goleiro alemão desviou um chute de Elias para escanteio. Além disso, que mais fez o Corinthians? Nada, quase nada, pois esteve falho em sua defesa, sem vocação para armar ou atacar. Terrível.

Curiosamente, na segunda etapa, quando os titulares corintianos saíram para a entrada dos reservas, a equipe melhorou um pouco. Danilo entrou bem no jogo, o colombiano Mendoza ensaiou algumas arrancadas, Jadson e Luciano não estiveram mal. Mas, apenas isso, muito pouco.

Mesmo com a atenuante de estar vivendo pré- temporada, era para o Corinthians (principalmente o time titular) incomodar um pouco mais o Colônia, atual décimo-primeiro colocado do Campeonato Alemão.  E se pela frente estivesse o Bayern de Munique?

Em relação ao Fluminense, a humilhação da noite, não posso falar muito, pois só vi os gols. E ouvi o resumo feito pelo técnico Cristóvão: “Está faltando ritmo de jogo”.

Simplório. É óbvio que está faltando ritmo, mas apenas isso não explica derrota tão feia.