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Palmeiras: do céu ao inferno. Corinthians: liderança. São Paulo: crise amenizada? Santos: sem Robinho, é difícil?
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Roberto Avallone

Foto: Marcos Ribolli

Foto: Marcos Ribolli

1- A torcida do Palmeiras parecia estar no céu, depois da apoteótica vitória contra o São Paulo, na quarta-feira.   E como num assustador passe de mágica , viu-se no inferno, após a medíocre exbição desde domingo, em Campinas, que lhe custou a derrota ´por 2  a 0 para o Red Bull.

Que diferença!

Bem, para começar concordo com o técnico Oswaldo Oliveira que, segundo entendi, disse que o sucesso contra o São Paulo acomodou os jogadores, que falharam, principalmente, na recomposição. Quer dizer:  não voltaram para a a defesa como deveriam. E ao mesmo tempo pergunto, não caberia a ele Oswaldo, deixar os jogadores com os pés no chão?

O Palmeiras é um time em formação, é verdade. Mas como tal já está  na hora de ficar os que servem e sair os que não se ajustaram: Cristaldo é um centroavante que provou ser o camisa 9 ideal? Não? Então por que continua na equipe? E houve agora uma contusão do mediano João Paulo. Em minha opinião, para o seu lugar virar outro mediano, nota 6, Egidio, que só jogou bem no Cruzeiro. Pergunto:  se a camisa do Palmeiras está valendo 50 milhões de reais em patrocínios, se as arrecadações estão muito boas  e se o número de sócios torcedores já passou de 105 mil e ainda tem a cota da tevê, não está na hora se montar um grande time, com pelo menos dois ou três jogadores  que viriam para resolver os problemas?

Creio que está mais do que hora.

Foto: Miguel Schincariol

Foto: Miguel Schincariol

2- Não fiz as contas, mas pelos números que tinha antes da rodada, ninguém mais tira a liderança geral do Campeonato paulista do Corinthians. A vitória contra o Bragantino, 1 a 0, gol de Vágner Love, foi sem nenhum susto, tranquila, embora o Corinthians jogasse com seus reservas.

E assim foi ao longo da brilhante campanha, jogando com o time principal, mistão ou com os reservas, disputando o Campeonato Paulista e a Libertadores. Aliás, o Corinthians está invicto nas duas competições.

Foto: Miguel Schincariol

Foto: Miguel Schincariol

3- Não deu para acabar com a crise, mas pelo menos foi possível amenizá-la: o São Paulo bateu o Linense por 3 a 0, dois gols de Alan Kardec e outro de Rogério Ceni (de falta).  Assim, o tricolor praticamente afasta de perder para  o Palmeiras em número de pontos ganhos, o que lhe dá vantagem quanto ao mando do jogo.

Mas  a crise mesmo  só irá embora se o São Paulo vencer o San Lorenzol, fora de casa, mantendo viva a chama pela Libertadores, torneio predileto da torcida.

Foto: Ivan Stort

Foto: Ivan Stort

4- E  o que há com o Santos? Estava a cumprir brilhante campanha até perder para a Ponte Preta (3 a 1) e suar para empatar (2 a 2) com o São Bento de Sorocaba em casa.

O que está faltando ao Santos, em minha opinião, é Robinho. Com ele, o Santos fica diferente e, embora  não  seja meia-armador, Robinho oferece equilíbrio a toda equipe.

Ele está de volta da Seleção.


Muricy fica. Mas até quando?
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Roberto Avallone

Foto: Marcello Zambrana

Foto: Marcello Zambrana

Confesso que jamais vi Muricy Ramalho em tão frágil estado de ânimo. Cheguei a ficar assustado quando eu o ouvi, na entrevista coletiva. Mais monossilábico do que nunca, dizendo ”bater forte na porta não adiantou nada”, “não é que o time perdeu, o pior é que não está jogando bem”, “tem bons jogadores, não? Alguma coisa precisa mudar”.

Não era o Muricy vigoroso do tal “aqui é trabalho”, revelava profundo desgosto. Seria com ele mesmo? Talvez o susto que passou há um tempinho pela diverticulite, a divisão que ele disse existir no São Paulo, a decepção com um outro jogador. Sei lá.

Torço por Muricy. Sempre tivemos um ótimo relacionamento. Há um bom tempo, creio que em 2006, quando eu comandava um programa de esportes, no mesmo dia em que o São Paulo foi campeão brasileiro, ele era o convidado especial da mesa de debates.

Naquela noite, o Morumbi ficou sem luz. Por sorte, a emissora tinha seu estúdio no bairro e Muricy morava por lá também, mas em um prédio, se não me engano de 15 andares. Seu apartamento ficava no último andar.

E não é que, na hora marcada, Muricy apareceu? Desceu a pé todos os andares só para não faltar com a palavra. Um gesto desse não se esquece.

Mas, com tudo isso, creio que Muricy só voltará a sorrir se o São Paulo jogar futebol. E na Libertadores, o torneio predileto da torcida.


Palmeiras, a vitória que lavou a alma e humilhou o São Paulo
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Confesso que fiquei impressionado: em um dos camarotes do Allians Parque, alugado pela empresa de um amigo, parecia que eu estava vendo um desenho animado (a atuação do Palmeiras que na primeira meia hora lembrava a seleção holandesa dos velhos tempos), onde o São Paulo dava a impressão de ser uma frágil figura, derrotada desde o primeiro minuto de jogo.

Tanto que ao final da partida, quase em voz baixa, como em um lamento, o técnico tricolor, Muricy Ramalho falava como se não tivesse mais jeito: “Nós temos bons jogadores, não temos? Mas falar duramente, não adiantou. Jogar bem, a gente não joga faz tempo… Não é só questão de perder, é de não jogar bem.”.

O que sobra, então Muricy? Se não basta se enérgico e se está difícil apontar uma solução para ressurgir o futebol de Ganso, Pato, Alan Kardec, etc., entendi bem o recado e desânimo do técnico? Ou ele apenas minimizou com essas palavras, o “baile” que levou do Palmeiras, superior de ponta a ponta, desfilando talentos (pelo menos nesta noite de quarta-feira) como Rafael Marques- autor de dois gols, em minha opinião o melhor em campo- o notável Zé Roberto, o hábil Dudu, o ótimo Arouca, o autor do golaço da noite, Robinho, e quase o time inteiro. O time do Palmeiras que, aliás, poderia ter enfiado quatro ou cinco gols, tantas foram as oportunidades desperdiçadas.

Foto: Reginaldo Castro

Foto:Reginaldo Castro

Ah, mas o São Paulo terminou o jogo com 9 jogadores. Sim, pois Rafael Tolói atingiu Dudu (quando o jogo estava 1 a 0) e Michel Bastos foi expulso no fim da partida, que já estava decidida.

Foi uma noite para o palmeirense não esquecer- de alegria, pois há treze meses não vencia um clássico (por coincidência contra o tricolor, 2 a 0), o que o incomodava. E foi uma noite para a torcida do São Paulo não esquecer, talvez por vergonha do “baile” que seu time levou. E pela estatística que, neste ano, o time disputou quatro clássicos-, perdendo três e só empatando com o Santos.

Sinal de alerta.


O jejum do Palmeiras, a (talvez) volta de Pato: ferve o Choque- Rei
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Roberto Avallone

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Para quem acha que este clássico entre Palmeiras e São Paulo, no estádio palestrino, vale pouco, eis aqui alguns itens que podem contrariar sua opinião:

1 - Vantagem, segundo o regulamento: o pior dos três- São Paulo, Corinthians e Palmeiras- terá de jogar fora a primeira partida. Quer dizer; se o Palmeiras for o primeiro de seu grupo e o Botafogo, o segundo, a partida será disputada em Ribeirão Preto. Assim como São Paulo, se rabeira entre os três grandes, enfrentaria o Mogi Mirim, fora de casa. Pessoalmente, se é que li certo, acho um jeito equivocado duas partidas na Capital- que parece ser o objetivo, E os clubes com isso?

2- O jejum do Palmeiras incomoda muito o seu pessoal, pois há 3 meses o Palmeiras não ganha um clássico sequer. Por coincidência, a última vitória foi em fevereiro de 2014, diante do tricolor, 2 a 0. Se isso virar estigma ou se transformar em tabu, as campanhas palmeirenses estarão seriamente prejudicadas, além de os jogadores serem tomados por aquela conhecida ansiedade.

3- Já recuperado do “baile” sofrido diante do Corinthians, na primeira rodada da Libertadores, o São Paulo acumula vitórias e só ainda não reconquistou por inteiro o apoio de suas torcida. Uma vitória contra o Palmeiras pode ajudar nessa reconquista, se bem que iria valer mesmo como revanche seria um triunfo sobre, no último jogo desta fase de grupo da Libertadores.

O São Paulo indiscutivelmente tem melhor ataque do que o Palmeiras e será ainda mais forte de a presença de Pato for confirmada, ele que treinou nesta segunda-feira, com proteção no tornozelo, mas sem se queixar de dores e batendo forte na bola. Jogará?

4- E o Palmeiras, pode ganhar? Pode, pois aquela história de que “clássico é clássico” não é apenas uma historinha, vela. O Palmeiras joga em sua casa, tem boa defesa, um meio-campo interessante Gabriel e Arouca), um driblador (Dudu) e Rafael Marques subindo de produção. Falta um meia-armador (Cleiton Xavier e Valdivia não podem) jogar e o chamado “Homem-gol”, que Cristaldo não vem sendo. Não mesmo.

Não arrisco palpite para essa partida. O amigo gostaria de arriscar? Pois que fique à vontade.


Por enquanto, os grandes passeiam. Mas como estão para o mata-mata?
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Roberto Avallone

A rodada deste final de semana só veio comprovar que, neste Campeonato Paulista, está proibido tropeço de time grande contra pequeno, tal a facilidade de evitar a tradicional zebra: o Corinthians ganhou do Capivariano (3 a 2), fora de casa, enquanto o Palmeiras, também fora de casa, venceu o São Bernardo (gol de bicicleta de Vítor Hugo); o invicto Santos deu só de 1 a 0 (gol de Ricardo Oliveira, depois de chapéu no goleiro), enquanto o São Paulo não precisou mais do que usar o seu mistão para enfiar 3 a 0 no fraquíssimo- e praticamente rebaixado- Marília.

E tem sido assim o Campeonato inteiro, com raras exceções, o que nos faz torcer para passar logo essa fase de classificação e chegar logo o mata-mata. Aliás, mata-mata mesmo só na decisão do Campeonato, que será em dois jogos, pois antes. Nas quartas-de-final e na semifinal, será uma partida só. E acabou.

Com base na campanha e no potencial dos grandes, como está cada um dos 4?

Fotos: Ari Ferreira

Fotos: Ari Ferreira

1- Corinthians: deverá estar com a atenção dividida com a Libertadores, é verdade, mas isso não significa que terá menos chances pelo título: sua defesa é sólida, Elias, Renato Augusto e Jadson dominam o meio-campo, assim com Émerson “Sheik” e Guerrero são atacantes em boa fase. Impoem Respeito.

Não é fácil bater o Corinthians.

Fotos: Ari Ferreira

Fotos: Ari Ferreira

2- Santos: dono de bela campanha, ainda invicto, é a grande surpresa do momento. Parece renascer das próprias cinzas, depois do período dos salários atrasados (não sei se ainda estão) e da perda de alguns jogadores importantes. Reencontrou-se, no entanto, com um Robinho em grande fase, com um Ricardo Oliveira marcando gols mágicos, com Lucas Lima, Geuvânio, etc. Além disso, tem se dado muito bem nos últimos Campeonatos de São Paulo, sendo campeão ou disputando a final.

Foto: Djalma Vassão

Foto: Djalma Vassão

3- São Paulo: também pode dividir a atenção com a Libertadores, a exemplo do Corinthians, mas tem elenco para superar qualquer obstáculo, especialmente do meio-campo para a frente. Como reforço certo para a fase final, terá Wesley,  que significará muito se esse volante jogar como nos tempos de Santos e quase nada se for o jogador que andou pelo Palmeiras.

Fotos: Ale Cabral

Fotos: Ale Cabral

4- Palmeiras: tem potencial para jogar muito mais do que o fez até aqui, talvez por falta de entrosamento, Digo talvez porque é evidente a falta de um meia-armador, de um coordenador de jogadas, que poderia ser Valdivia. Mas, pelo histórico, creio que será Cleiton Xavier. Neste caso, é possível que o time perca em imaginação, mas ganhe e constância e arremate, os pontos fortes de Xavier.


Quem precisa ensinar o atacante a chutar? E agradecimentos…
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

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1- Não é o primeiro caso, muito pelo contrário, mas é o que me vem à cabeça neste momento: que belo atacante seria o palmeirense Dudu se chutasse melhor! E por que não chuta? Quem deve ensiná-lo?

Repito que, em minha opinião, um jogador não aprende a driblar, nem a ter a leitura adequada do jogo, nem ser líder. Mas chutar e passar, pontos básicos dos fundamentos, ah, isso aprende. O ideal seria o técnico ou seu auxiliar a ensiná-lo. No caso de ser o treinador, que fosse como Mestre Telê Santana, aquele que à custa de muito treinamento, à exaustão às vezes, fez Raí aprimorar o arremate e ajudou Cafu a centrar.

Foto: Arquivo

Foto: Arquivo

Em história mais velha, que soube através de torcedores antigos, contaram-me como é que foi que Canhoteiro, o melhor ponta-esquerda que vi jogar- corrigiu seu único defeito- o de chutar mal com a bola rolando. Corria o ano da graça de 1957, o São Paulo estava mal no Campeonato Paulista e decidiu contratar duas peças importantes: o meia Zizinho e um técnico húngaro que estava a dirigir o Benfica, o húngaro Bela Gutman.

Pois o treinador fez o mais simples: encheu o paredão de números- 7, 8, 9, 10, 11, etc.- e convidou a Canhoteiro a acertar o chute no número que mandasse. Repetiu o exercício durante quase todos os dias.

Resultado: o São Paulo foi o campeão Paulista. E Canhoteiro, um de seus principais artilheiros.

Será que esse exemplo não pode ser repetido nos dias de hoje?

2- Meus agradecimentos a todos que até me comoveram com seus comentários em relação ao meu acordo fechado com o SporTv de participação semanal no programa “Redação SporTv” apresentado pelo jornalista André Rizek. Lá estarei na quarta-feira, às dez horas da manhã. Um abração aos amigos.


Michel Bastos, o herói da vitória do São Paulo. A reação do Galo, o empate do Inter…
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Roberto Avallone

Foto: AP

Foto: AP

1- No finzinho do jogo, Michel Bastos ergueu a cabeça e enxergou Carlinhos lá na esquerda do ataque do São Paulo. E não parou por aí: experiente, acompanhou a jogada, correu para a área do San Lorenzo, aproveitou que Luís Fabiano e Alan Kardec não alcançaram a bola e cabeceou, ele sim, quase que em um “peixinho”, com força, no canto esquerdo.

Michel Bastos foi o herói da vitória tricolor. 1 a 0.  Vitória justa, merecida (o São Paulo chegou a ter 78 por cento de posse de bola) e que poderia ter sido menos sofrida, pois Michel Bastos acertou uma cabeçada na trave, Luís Fabiano também e foi mal anulado o gol de Centurión. O tira-teima da Globo mostrou que ele estava na mesma linha da zaga do San Lorenzo.

Não foi uma exibição perfeita do São Paulo, é verdade: Paulo Henrique Ganso deixou a desejar na armação e a defesa ficou muito exposta aos contra-ataques do time do Papa. Mas, e daí? O triunfo, simplesmente, valeu seis pontos- os três conquistados pelo tricolor e os três pontos que o San Lorenzo deixou de marcar.

É suficiente, pois não?

Foto: AFP

Foto: AFP

2- Os outros times brasileiros em ação nesta quarta-feira de Libertadores também não foram mal; o Inter poderia ter conseguido um resultado melhor diante do Emelec, mas, curiosamente, piorou desde que ficou com 11 jogadores contra dez dos equatorianos. E ficou no empate de 1 a 1, que o mantém na briga pela classificação.

Foto: AFP

Foto: AFP

Quanto ao Atlético Mineiro, apesar das emoções fortes da partida, foi mais do que importante a sua vitória em Bogotá- e sua incômoda altitude- sobre o Santa Fe, 1 a 0, gol de Lucas Pratto.  O grandalhão Pratto, 1 metro e 88 de altura, deve tornar forte o ataque do Galo, basta repetir suas belas atuações pelo Velez Sarsfield- as que, no ano passado, fizeram com que fosse eleito o melhor jogador do Campeonato Argentino.

Na média, a noite foi boa para os brasileiros na Libertadores.


Corinthians, já quase pronto para o mata-mata da Libertadores…
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Roberto Avallone

Foto: Daniel Augusto Jr.

Foto: Daniel Augusto Jr.

Quem ousa duvidar da classificação do Corinthians depois de sua vitória diante do Danúbio, 2 a 1 (gols de Guerrero, Felipe e Gonzalo Barreto) em um acanhado campo do Uruguai? Os números de sua campanha são impressionantes: 100 por cento de aproveitamento, três vitórias em três jogos, com  direito a um “ baile”- no triunfo sobre o São Paulo- e a 6 pontos fora de casa, contra o San Lorenzo e o Danúbio.

Não houve show, é verdade,  mas a vitória corintiana foi justa, pois criou as melhores oportunidades e ainda perdeu um pênalti, o que Elias sofreu e Renato Augusto cobrou muito mal, bem acima do travessão. De quebra, um pênalti claro sobre Guerrero, ainda no primeiro tempo, foi ignorado pela arbitragem.

Tudo bem que o Danúbio é fraco, que colecionou três derrotas em três jogos, mas enfrentar a gana uruguaia, em um campinho que lembra a romântica rua Javari não é tarefa fácil. Foi fácil para o Corinthians, sim, pelo simples motivo de a equipe de Tite andar sólida, dura de ser batida e até mesmo de sofrer um gol.

Tanto que o gol marcado pelo Danúbio, no finzinho do jogo, foi até lamentado- como se fosse algo inusitado, impossível de acontecer.


Palmeiras: golaço e alerta para Oswaldo. Santos: a boa fase. Corinthians: reflexão. E o São Paulo…
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Roberto Avallone

Foto: Marcos Bezerra

Foto: Marcos Bezerra

1- O Palmeiras suou para vencer o modesto XV de Piracicaba, por 1 a 0, dentro de casa. Ficou devendo futebol. Venceu por um golaço de Gabriel- em minha opinião, o melhor jogador da partida-, aos 39 minutos do segundo tempo, com chute forte e certeiro no canto direito do bom goleiro Roberto.

Uma vitória que valeu os três pontos e premiou a perseverança, é verdade, mas que deve ter servido também de alerta ao técnico Oswaldo de Oliveira: a equipe errou muitos passes, alguns jogadores tiveram brutal queda de rendimento de uns jogos para cá (Cristaldo e Allione, por exemplo) e outros renderam muito menos do que podem, casos de Dudu- um bravo driblador- e Robinho, que de volante estava melhor.

Quer dizer: como o futebol é momento, seria saudável mexer no time, já pensando no mata-matas, quando, enfim, a equipe poderá ter um meia-armador- ou Cleiton Xavier, que será inscrito, ou até mesmo Valdivia, que , segundo Oswaldo de Oliveira, pede ajuda ao Palmeiras para que seja dispensado da Seleção chilena “por estar em fase final de recuperação e não ter jogado pelo clube, ainda, este ano”.

Preenchendo a vaga de meia-armador, e o centroavante? Em minha opinião a dupla de área deveria ser formada, no momento, por Gabriel Jesus e Rafael Marques (este, vi jogar muito bem no Botafogo), tendo Dudu como um misto de atacante e homem de dar combate.

Ainda é uma questão de teste, eu sei. Mas já bastam as derrotas sofridas nos clássicos e o futebol nada brilhante deste domingo para que Oswaldo de Oliveira pense em testar uma nova fórmula no ataque. Pelo menos, acredito nisso.

Foto: Celio Messias

Foto: Celio Messias

2- E o Santos, que chegou a preocupar pela perda de jogadores importantes e pelos atrasos nos salários, continua surpreendendo: tem sido o melhor time do Campeonato e liquidou o Marilia, no sábado, por 4 a 1, exibindo jogadores importantes- Gabigol,Lucas Lima, Thiago Ribeiro- sem contar o melhor do time, Robinho, e o artilheiro redivivo, Ricardo Oliveira.

São, ao lado de Geuvânio, jogadores que decidem. E o Santos é um dos fortes candidatos ao título, como, aliás, reza a sua tradição.

Foto: Fernando Dantas

Foto: Fernando Dantas

3- Nem tanto pelo empate sem gols contra o Red Bull, diante de mais de 31 mil pagantes em sua Arena. Isso, às vezes, acontece. Mas o futebol corintiano que chegou a empolgar na abertura da fase de grupos da Libertadores, quando deu um verdadeiro “baile” no São Paulo, caiu visivelmente de produção mesmo em vitórias- contra o São Paulo, no Morumbi, pelo Campeonato Paulista ou contra o San Lorenzo, por 1 a 0, quando foi salvo pela sorte. Os argentinos estiveram bem melhores.

Pode ser uma questão momentânea, pode ser. Afinal, as atenções estão voltadas para a Libertadores. E todo o caso, seria recomendável saber se a questão contratual está atrapalhando o futebol de Guerrero, assim como se o esquema de jogo, perfeito defensivamente, mas longe do ideal no ataque não precisa ser revisto em algumas partidas.

Afinal, o novo Tite deve ser um técnico versátil.

Foto: Ale Cabral

Foto: Ale Cabral

4- E o São Paulo, quando menos se esperava, com seu mistão virou o jogo contra a difícil Ponte Preta , em Campinas, 2 a 1. A Ponte vencia o jogo por 1 a 0 (gol de Roni) não levou sustos até a metade do segundo tempo, mas aí o tricolor mostrou sua força, ao empatar com Paulo Miranda- de canhota- e consumar a vitória com Alan Kardec- este, de cabeça.

Resultado que vale não só para o Campeonato Paulista, como também para a Libertadores, aumentando o moral tricolor para enfrentar o San Lorenzo, em jogo muito importante quase decisivo…

P.S: Estou viajando para o Rio, onde, com muito prazer, participarei do REDAÇÃO SPORTV, apresentado pelo André Rizek, na  manhã de terça-feira às 10h00


Mercado da Bola: Bernard, Alex Telles…
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Roberto Avallone

Foto: AFP

Foto: AFP

1- Apesar dos desmentidos oficiais, Atlético Mineiro e Corinthians sonham e disputam Bernard, o jogador que segundo Felipão “tem alegria nas pernas”. Na verdade, um bom jogador, hábil, elétrico, que está insatisfeito na Ucrânia e gostaria de voltar ao Brasil.

Poderá vir até por empréstimo. Mas é preciso pagar o seu salário, o que não é algo tão fácil, pois comenta-se que Bernard ganha algo em torno de um milhão de reais. Dinheiro comum na Europa, mas não no Brasil, de economia conturbada e clubes endividados.

De qualquer maneira, se houver jeito, Bernard é um jogador que vale a pena.

Foto: Reuters

Foto: Reuters

2- Alex Telles, lateral-esquerdo revelado pelo Grêmio, é muito bom jogador. Está no turco Galatasaray, já foi pretendido pelo Flamengo e pode interessar ao Palmeiras para o Campeonato Brasileiro. Pode eu disse, não com certeza, pois os cartolas palestrinos têm o hábito de não falarem em contratações ou negociações antes   de consumadas as transações.

Negócio difícil de sair, mas que valeria a pena.

3- Nem Dorival Júnior e nem Vagner Mancini: já sabe que o Santos efetivou Marcelo Fernandes como seu novo técnico, revivendo, aliás, as tradições do clubes, desde os tempos que Modesto Roma- pai do atual presidente santista- era o homem forte do futebol. Com ele, foi efetivado Lula, que foi campeão até antes de Pelé, e treinou o time por mais de 10 anos; depois, veio Antoninho Fernandes, também com longo reinado. E outros técnicos campeões foram lançados, vindos da Vila Belmiro: Chico Formiga, campeão paulista em 1978, Pepe, campeão em 1973 e daí por diante.

Vai que dá certo outra vez…