Blog do Avallone

Em jogo o futuro do Palmeiras, no campo e nas urnas. E mais: força ao Rei Pelé
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Roberto Avallone

1- Como jornalista, creio que não posso e nem devo apoiar um lado politico nas eleições de um clube. E mesmo que pudesse, confesso que estaria em dúvida no pleito palestrino deste sábado, acreditando até mesmo que, diante do quadro delicado do time de futebol deveria, excepcionalmente pelo menos, existir uma união entre situação e oposição, um consenso para a escolha dos melhores dirigentes de um lado e de outro na tentativa de acordar o gigante adormecido.

O campeão do século passado. Sim, do século passado, pois neste (século), enquanto rolam as divergências nas urnas, o time de futebol luta não academicamente por títulos, como era hábito em outros tempos, mas desesperadamente tenta evitar o rebaixamento, que seria o terceiro em doze anos. Tem apenas duas rodadas para escapar, sendo o Inter neste sábado das eleições e, depois, o Atlético Paranaense.

Não sei se escapa.

Como a união pregada é utopia mesmo em momento tão delicado, que o vencedor nas urnas seja ungido pelo ideal dos antigos palestrinos, onde o pensar grande e o futebol bem jogado eram características do Gigante que atravessou quase todo um século com conquistas épicas dentro de campo. Em um certo momento do passado, tendo como hiato o período da parceria com a Parmalat, essa chama foi se apagando, lentamente, até chegar destes últimos anos, quando, desde 2002 o flerte com a degola tem sido constante.

Sei lá se vence Paulo Nobre, pela situação, ou se o oposicionista Vlademir Pescarmona leva a melhor. O mais importante, acredito, é um que possa ter aprendido com os próprios erros (Nobre) ou o outro mais experiente no ramo do futebol (Pescarmona) utilize a sua vivência. Que o vencedor possa reimplantar no clube a mentalidade do Palmeiras grande, que disputa títulos, que não perde seus melhores jogadores, que contrate craque e sem contrair dívidas imensas.

É tarefa difícil? Sim. Mas se foi cumprida em outras épocas por que não agora? Há bons exemplos, como, digamos, os mineiros Cruzeiro e Atlético, que descobriram a fórmula da grandeza eterna depois de quase terem sido alcançados, há alguns anos, pelo rebaixamento.

E, sem pretender ser repetitivo, o Palmeiras pode mirar-se em seu próprio exemplo do passado quando lembrava o destino de um campeão predestinado.

2- Não tenho muito o que dizer, diante do instável quadro clínico de Pelé, internado e lutando contra problemas que não parecem tão simples quanto se supunha: sou mais o Rei do futebol, que sempre levou de vencida no campo as situações mais delicadas e que dava a impressão de ser o “Homem de Ferro”. Já, já, creio, Pelé estará de volta a sua casa, brincando que “só não posso jogar no domingo”.

Na torcida, Rei


Galo, a vitória da ousadia. E o São Paulo, eliminado
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

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1- Não fosse tão valente e confiante e o Atlético Mineiro talvez fizesse como muitos outros times que, entrando em campo com vantagem, recuam, fazem as tais linhas de quatro e jogam por uma bola. Ainda mais que pela frente tinha o poderoso Cruzeiro, bicampeão brasileiro.

Mas o Galo foi muito além da mesmice de outros, aproveitou a vantagem conseguida no Horto (2 a 0) para explorar os espaços deixados pelo Cruzeiro em busca da vitória; adiantou a marcação, jogou no ataque, teve mais chances de gol do que o rival e venceu- com toda a justiça- por 1 a 0, gol de Diego Tardelli, um atacante que vem jogando cada vez melhor e deve fixar-se como parceiro de Neymar na Seleção Brasileira.

O curioso é que no ano todo o Cruzeiro não conseguiu vencer o Atlético Mineiro, embora campeão do torneio regional e do Brasileirão: em sete jogos, aconteceram quatro vitórias do Galo e três empates. De qualquer maneira, ambos, Cruzeiro e Atlético disputarão a Libertadores, eles que são, no momento, os melhores times do Brasil.

Foto: Ari Ferreira

Foto: Ari Ferreira

2- Choveu muito antes do jogo e o gramado estava escorregadio, é verdade. Mas, na decisão da vaga de finalista nos pênaltis, os colombianos do Nacional acertaram todas as quatro cobranças, ficando o tricolor apenas com o arremate certeiro de Rogério Ceni. Rafael Tolói e Alan Kardec erraram- este, por sinal, escorregou na hora do chute e, revoltado com o equívoco, ficou a socar o chão, várias vezes.

Assim, com 4 a 1 nos pênaltis, o Nacional de Medellin garantiu sua vaga de finalista da Copa Sul- Americana, tendo agora de enfrentar Boca Juniors ou River Plate, os arquirrivais argentinos que jogam nesta noite de quinta-feira no Monumental de Nuñes, em Buenos Aires.

Quanto ao jogo em si, embora tenha disputado um primeiro tempo morno, o São Paulo poderia ter conquistado a vaga na etapa final pelo gol de Ganso, de falta (que deu no 1 a 0 favorável) e pelas duas bolas nas traves colombianas, pois jogou melhor e no ataque. Como não teve êxito em suas investidas e por ter falhado tanto na decisão por pênaltis, o São Paulo foi eliminado.


O pedido de Guerrero, o desabafo de Valdivia, o espetáculo no Mineirão…
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

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1- Minha confiável fonte corintiana retornou, mas antes de algumas informações fez um comentário sobre Guerrero: acha muito o que o goleador estaria pedindo, 30 milhões de reais em três anos, entre luvas e os salários de 500 mil reais por mês. Também acho. Só que concordo com quem diz que deveria haver um acordo sobre teto salarial geral no futebol, o que não irá acontecer, no entanto, pois jogador de ponta tem mercado lá fora e o “pé- de obra” de qualidade por aqui anda escasso.

No caso do peruano Guerrero, creio que ele vive sua melhor fase técnica no Corinthians, tendo, ainda, o trunfo do passado: foi o autor mais importante do clube nos últimos tempos, aquele de cabeça contra o Chelsea, que garantiu para o Corinthians o título de campeão mundial dos clubes.

Ah, as informações sobre prováveis contratações… Minha fonte fala em Leandro, da Chapecoense, e até na chance de Diego Souza.

Bons jogadores. E tem ainda Edílson, ex- Botafogo, que já está a treinar, esperando pela aprovação do técnico que vai dirigir o Corinthians na próxima temporada- seja ele quem for, novo ou em reviravolta pelos últimos resultados, quem sabe o próprio Mano Menezes.

Foto: Divulgação

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2- Valdivia desabafou na entrevista coletiva desta terça-feira: deu mostras de não acreditar na formação de um time forte para a próxima temporada, ao dizer que “todo ano é o mesmo papo” e coisa e tal; e, principalmente, exibiu cansaço pela responsabilidade que lhe cai sobre as costas em todos os momentos difíceis, coisa que preferia compartilhar com outros, de preferência de seu nível.

Mais do que tudo, pelo menos no que entendi, não gosta dessa história de sempre lutar contra o rebaixamento, quando deveria mesmo era estar brigando por títulos, pela grandeza do Palmeiras.

Não posso dizer que “El Mago” está errado.

Foto: Bruno Cantini

Foto: Bruno Cantini

3- É lógico que espero por um grande espetáculo nesse duelo mineiro, entre Cruzeiro e Atlético, pela final da Copa do Brasil. São os grandes times do momento no País, o Galo imbatível no Horto (mas este jogo será no Mineirão), o Cruzeiro em incrível reação que o fez consolidar o título de bicampeão brasileiro- façanha que o enche do moral necessário para enfrentar as dificuldades da noite: o Atlético começa em vantagem, pelos 2 a 0 obtidos na primeira partida.

Decisão imperdível!


Cruzeiro bicampeão, São Paulo e Corinthians na Libertadores. E o Palmeiras não se sabe…
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Roberto Avallone

Foto: Reuters

Foto: Reuters

1- Como se esperava, sem zebra, o Cruzeiro confirmou seu título de campeão brasileiro. Aliás, bicampeão. Foi o que alcançou ao bater o valente Goiás por 2 a 1, no Mineirão, demonstrando até uma certa precaução no segundo tempo, o que não lhe é peculiar, pois é time treinado por Marcelo Oliveira, ex- atacante de talento, que aprecia o futebol ofensivo em sua eficaz simplicidade em armar equipes que estão sempre em busca do gol.

E com Marcelo, os talentosos têm vez. Tanto que os autores dos gols do triunfo final foram marcados por Ricardo Goulart e Everton Ribeiro, os jogadores que representam o Cruzeiro na Seleção Brasileira. Sempre foram prestigiados por Marcelo, antes mesmo da Seleção.

Temos, então, um justíssimo campeão. Tanto pela campanha, magnífica, que supera a do ano passado, quanto pelo elenco farto em quantidade e qualidade, pois quem não queria ter os “reservas” Dagoberto, Manoel, Samudio, Marlone, etc.?

Ah, o vencedor Cruzeiro tem a fórmula… E o Atlético Mineiro também (os rivais decidem o título de campeão da Copa do Brasil) fazendo de Minas Gerais, no momento, a Capital do futebol brasileiro.

2- Já não brigam mais pelo título, mas têm bons motivos de comemoração, os rivais paulistas, São Paulo e Corinthians: o tricolor já está assegurado na Libertadores e o Corinthians, quase- o que significa boas possibilidades de mais investimento no futebol, pois as arrecadações do torneio mais sonhado devem ser generosas.

O tricolor garantiu a sua vaga ao jogar com um time quase todo reserva diante do Santos, a quem bateu por 1 a 0, gol de Boschilia, meia que há pouco tempo saiu de sua divisão de base.

O clássico de uma só equipe titular teve um primeiro tempo sonolento e uma etapa final mais movimentada, com o Santos negando fogo e o São Paulo preservando os principais jogadores para a revanche contra o colombiano Nacional.

Já o Corinthians se aproximou da vaga para a Libertadores, ao vencer o concorrente Grêmio por 1 a 0, gol de Paolo Guerrero. Segundo os melhores momentos e o relato de quem viu o jogo, o Corinthians foi superior, dominou totalmente o primeiro tempo e soube encarar o Grêmio na etapa final, liquidando a partida com o gol de Guerrero (jogador imprescindível ao time), aos 37 minutos do segundo tempo.

3- O amigo poderia dizer que “já viu este filme”. E então, por que não resumi-lo? Foi com um futebol de pobreza franciscana, como vinha sendo, que o Palmeiras perdeu para o Coritiba, por 2 a 0. 2 a 0? Outro filme velho, pois foi a quarta derrota consecutiva palmeirense e pelo mesmo placar, esses dois gols contra nenhum, o que evidencia fragilidade na defesa e no ataque, só escapando o meio-campo quando tem Valdivia. E ele suportou apenas meio tempo.

Arriscadíssimo de rebaixamento, safando-se da zona da degola apenas pela derrota do Vitória (que tem menos um ponto), essa equipe do Palmeiras arrancou um lamento de um grande amigo palestrino: “Ah, que saudades dos tempos do Darinta”…

Meu Deus! A que ponto chegou o Campeão do Século passado. Passado.


Cruzeiro, bicampeão. Alguma dúvida? E a surpresa da rodada…
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Roberto Avallone

Foto: Ricardo Rímoli

Foto: Ricardo Rímoli

1- Por mais que se respeite a matemática, existe também outra matemática- a do campo, a do jogo, a da bola. E por essa, pode-se dizer que o Cruzeiro já é o bicampeão brasileiro, após a espetacular virada diante do Grêmio, em Porto Alegre, quando estava perdendo por 1 a 0 (gol de Riveros) e depois, calmamente, com rara eficiência, transformou a derrota em vitória consagradora, com os gols de Ricardo Goulart e Everton Ribeiro. 2 a 1.

Mas se a matemática do campo já consagra, a Matemática dos números também ajuda o Cruzeiro: é só vencer o Goiás, neste domingo, no Mineirão, para assegurar a conquista sem depender de nenhum outro resultado, nem mesmo do que acontecerá no clássico entre São Paulo (o vice que está a sete pontos do líder Cruzeiro) e Santos.

Grande campanha a do Cruzeiro que, de quebra, está às vésperas de superar a si mesmo no que produziu no ano passado, quando também levantou o caneco e acumulou 76 pontos. Enquanto agora, faltando ainda três rodadas já fez 73. A superação está por pouco.

O que se vê neste Cruzeiro é uma interessante mescla de jogadores, onde existem os velhos de casa como Fábio, Léo ou Bruno Rodrigo, mas também um jovem vindo da base como o lateral- direito Mike (olho neste lateral- direito), mas com o clube investindo também em jogadores badalados como Everton Ribeiro, Ricardo Goulart, Willian, Júlio Batista, Dagoberto- e nos caros como Dedé, Manoel e um jovem meia revelado pelo Vasco, Marlone, que seria titular em qualquer outra equipe.

Houve cuidado na montagem do elenco, que o técnico Marcelo Oliveira comanda com simplicidade. É uma conquista merecida.

2- A surpresa no Maracanã tem nome: Chapecoense. Meu Deus! Não é que ela, que de vez em quando se transforma em terrível algoz dos grandes (lembram-se dos 5 a 0 diante do Inter?) deixou a zona da degola ao golear, no Maracanã, o Fluminense, 4 a 1. E sendo superior o tempo inteiro, acontecendo o gol de honra do Flu nos últimos momentos da partida.

Vi o jogo e fiquei impressionado com a exibição da Chapecoense, a que foi capaz de ignorar o Fluminense de tão belos salários e os 30 mil torcedores que começaram suspirando pelo time da casa e que, após o jogo, pareciam perplexos com o que acontecera.

Atenção para alguns jogadores da Chapecoense: o goleiro Danilo, o lateral-direito Fabiano, o meio-campista Bruno Silva e o centroavante Leandro. Pelo menos nesta goleada foram craques.


Depois da festa amarga, a esperança por Valdivia. E cenas de uma noite de futebol…
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Roberto Avallone

Foto: Leandro Martins

Foto: Leandro Martins

1- Não fosse a emoção pura pelo novo e belo estádio, a impressão seria a de que o Palmeiras viveria um filme reprisado em todos os jogos: diante do Sport, um futebol pífio, pequeno, sem força ou qualidade para chegar ao gol. Quantas defesas difíceis fez o goleiro Magrão? Que eu me lembre, nenhuma.

E com isso, dentro desta campanha capaz de envergonhar, o Palmeiras conheceu sua terceira derrota seguida e pelo mesmo placar, 2 a 0 (desta vez com gols de Ananias e Patric), a mesma conta do jogo contra os reservas do Atlético Mineiro, da partida contra o São Paulo. Só menos vexatória do aquela goleada sofrida para o Goiás, lá atrás, por 6 a 0.

Faltou raça? Não. Faltou empenho? Não. O que faltou foi futebol. Embora seja injusto atribuir apenas a dois ou três jogadores o fiasco na inauguração do Allianz Parque, creio que, por exemplo, Wesley e Felipe Menezes exageraram no direito de errar passes e de irritar o torcedor; e o técnico Dorival Júnior mais uma vez demorou demais para mexer na equipe, tornando-a mais ofensiva com a entrada dos argentinos Allione e Mouche.

Dentro de sua proposta, o Sport fez um jogo perfeito: fechadinho no primeiro tempo, tocando bem a bola, levado ao contra-ataque por Diego Souza (boa exibição) e por esse lateral-direito, Patric, sempre perigoso nos jogos em que o vi atuar.

Merecidíssima vitória do Sport!

E o que resta ao Palmeiras, agora?Esperar pelo rebaixamento, passivamente, pois que dos três últimos jogos dois são fora de casa, contra o Coritiba e diante do Inter? Bem, a primeira esperança se chama Valdivia que, segundo os comentários, tem chances de jogar contra o Coritiba e que queria jogar nesta quarta-feira, mesmo machucado. Ele, como se sabe, é o melhor jogador do time.

E cabe ao técnico Dorival mexer no time que só vem perdendo. Que tal além da pequena chance de ter Valdivia, colocar em campo os argentinos- Cristaldo, Allione e Mouche- que andam ausentes como titulares dessa equipe tão desprovida de talentos? Pelo menos, é uma tentativa…

2- O Corinthians voltou a vencer- 1 a 0, em Belém, diante do Goiás- acumulando sua terceira vitória seguida e entrando de cabeça no G-4, pertinho da Libertadores, seu torneio predileto de uns tempos para cá. Que bela reação!

E por falar em voltar, o Atlético Mineiro ganhou de novo de 4 (desta vez a 0) do Flamengo, no Horto, arrancando do técnico flamenguista, Vanderlei Luxemburgo, o reconhecimento de que está a jogar um futebol irresistível. Em minha opinião, o melhor do Brasil no momento.

Saindo do Campeonato Brasileiro e indo para a Copa Sul- Americana, não achei de toda ruim a derrota do São Paulo diante do colombiano Nacional- 1 a 0-, pois que no Morumbi o tricolor será favorito e com time suficiente para reverter a situação e chegar à final da competição. Preocupa mais  a contusão de Alan Kardec, que se machucou contra o Nacional e será reavaliado para saber da gravidade da lesão.

Estas são algumas das cenas de uma quarta-feira cheia de futebol.


Palmeiras, festa e aflição. Seleção, você conhecia Firmino?
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

1- Poderia ser apenas festa, mais um evento do Centenário: a inauguração oficial da bela Arena, o estádio chamado de Allianz Parque, com ingressos esgotados e- quem sabe- a presença de Valdivia, o melhor jogador do time.

Qual o que! Chegou a noticia de que Valdivia está machucado, de fora do jogo contra o Uruguai pelo Chile e do jogo do Palmeiras contra o Sport, na inauguração do novo estádio. O diabo é que a vitória é fundamental nessa luta contra o rebaixamento, mas nesse time palmeirense que não agrada, a presença do chileno é muito importante para sanar as deficiências e limitações de uma equipe que anda mal.

Prevalecerá a festa ou a aflição? Não cravo palpite. Creio que a História, a tradição, e a emoção pela nova casa e o entusiasmo dos jogadores palestrinos podem superar as deficiências técnicas de outras partidas. É possível. Só não dá para garantir nada.

É melhor pedir uma santa mãozinha a San Gennaro e a Nossa Senhora da Achiropita. E que no ano que vem, para não sofrer assim, que a direção monte time mais forte e digno da grandeza do passado.

Foto: Agência Reutes

Foto: Agência Reutes

2- O gol da vitória do Brasil sobre a Áustria foi marcado por Roberto Firmino, em belíssimo chute de fora da área. O amigo conhecia o bravo Firmino antes de ele ser convocado por Dunga? Creio que pouca gente sabia de sua existência.  Tem, sim, uma bela carreira no alemão Hoffenheim, para onde foi muito jovem- do Figueirense, em 2011-, sem ter sido badalado no Brasil.

Firmino tem 23 anos, 1 metro e 81 de altura, é destro e uma grata surpresa. Foi a grande novidade dessa vitória de 2 a 1 sobre a Áustria, mais um belo resultado colhido na nova era Dunga. Os números de Dunga são ótimos: em seis jogos, seis vitórias, 14 gols a favor e apenas um- o desta terça-feira, de pênalti- contra.

E, importante, a saudável atitude do técnico de chamar jogadores quase desconhecidos e que podem render, como, por exemplo, este Firmino do gol da salvação.


Deu São Paulo contra um Palmeiras tão limitado… Corinthians, no fim. Cruzeiro, triunfo na Vila
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Roberto Avallone

Foto: Reginaldo Castro

Foto: Reginaldo Castro

1- Como se esperava, o São Paulo venceu o Palmeiras. E o tricolor nem precisou fazer muito esforço para estabelecer 2 a 0 (gols de Luís Fabiano e Rafael Tolói), pois eram tantas as limitações da equipe palmeirense que bastou aproveitar as chances mais claras de gol.

Simples assim.

Na verdade, as campanhas dos dois rivais falam por eles. Enquanto o São Paulo ainda tem alguma chance de brigar pelo título- está a quatro pontos do líder Cruzeiro, com um jogo a mais- o Palmeiras amargou neste domingo a sua quinta derrota em clássicos regionais neste Campeonato Brasileiro, onde volta a correr risco de rebaixamento: perdeu as duas partidas para o São Paulo, as duas para o Santos e teve uma derrota e um empate frente o Corinthians. No total, tem 17 (!) derrotas na competição.

Na crônica do placar anunciado, o São Paulo teve o domínio do jogo no primeiro tempo, mesmo sem contar com um Kaká brilhante como em outros jogos ou um Alan Kardec- tirando a cabeçada que deu em fantástica defesa de Fernando Prass- mais ágil, compensando, no entanto, com boas atuações dos laterais Michel Bastos e Hudson e a volta à boa forma do artilheiro Luís Fabiano.

No segundo tempo, o Palmeiras insinuou que reagiria, teve mais posse de bola, mas e daí? Como chegar ao gol com as pífias atuações de Wesley (que saiu logo), Felipe Menezes, Juninho, Mazinho, Henrique, Diogo… É muita limitação!

Houve queixa de pênalti de Denilson em Diogo não marcado, mas é uma jogada duvidosa: Denílson tentou agarrar Diogo fora da área, este levou vantagem e, dentro da área ficou a impressão de Denílson ter roubado a bola sem tocar no atacante palmeirense. A dúvida não basta para amenizar a inferioridade palestrina, desse Palmeiras que já foi o “Rei dos Clássicos” e agora parece inofensivo.

Que não seja contra o Sport, na inauguração oficial de sua Arena, pois se não conseguir a vitória- empurrado pela torcida que deve ser grande- estará em apuros, pois ficou a apenas 3 pontos da zona da degola. O próprio Fernando Prass disse: “Esse jogo, para nós, agora será de vida ou morte”.

Aflito Centenário este do Palmeiras

Foto: Getty Images

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2- A impressão que se tinha era a de que o Bahia iria sufocar o Corinthians, pois era bom o seu inicio de jogo. Pura ilusão. Num belíssimo lançamento do goleiro Cássio, na reposição de bola, o garoto Malcom correu, ajeitou de cabeça e mandou de canhota para o gol corintiano.

Depois, no segundo tempo, o Bahia lançou-se ao ataque, Willian Barbio fez boa jogada e Kieza arrematou para empatar. O Corinthians estaria em perigo? Ora, bastou entrar Danilo, o que sempre faz algo, para que o veterano meia realizasse boa jogada para Renato Augusto marcar o gol da vitória.

E o Corinthians está firme na luta pela Libertadores, assim como o Bahia caminha a passos largos para o rebaixamento.

Foto: Getty Images

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3- Poucos dias depois de eliminar o Santos da Copa do Brasil, o Cruzeiro voltou à Vila Belmiro, agora pelo Campeonato Brasileiro. E voltou a ter sucesso, desta vez ganhando por 1 a 0, gol de Ricardo Goulart, mantendo a distância para o São Paulo (quatro pontos), tendo ainda, como suposta vantagem, um jogo a mais a disputar.

Sinal de que não se abalou com a derrota para o Galo, no primeiro jogo das finais da Copa do Brasil. Porque será duro o golpe se acabar perdendo as duas competições.


Pitadinhas no Mercado da Bola
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Roberto Avallone

1- O técnico Tite, entre outras coisas campeão pelo Corinthians da Libertadores e do Mundial de clubes (em 2012) está com muita vontade de voltar ao futebol. É o que ele disse no programa “Na Estrada com Galvão” (Bueno). Aliás, um bom programa, mostrando Tite em seu ano sabático também curtindo Caxias do Sul, ao lado da família e jogando bocha.

Mas Tite avisou que não ficou alheio neste ano de reflexão e de uma certa desilusão (tinha a esperança de ser chamado pela Seleção Brasileira), pois acompanhou os principais torneios do mundo. Está atualizado.

Que eu me lembre, só conversei duas vezes com Tite, ambas em programas de televisão. Mas admiro o seu trabalho, o seu caráter e o seu jeitão, menos a sua conversa sobre meritocracia, “titularidade” e coisas parecidas. Questão de “time” no discurso.

De resto, é excelente técnico. E que esteja dirigindo time de ponta em 2015.

2- Novelinha longa essa do garoto Gabriel Fernando, 17 anos, goleador das categorias de base do Palmeiras. Um respeitável conselheiro me disse que “toda vez que sentam-se à mesa os dirigentes com os empresários do jogador” é pedido mais dinheiro para a renovação do contrato. Por outro lado, leio que o empresário do jogador- ou um deles- assegura que tudo caminha bem e que o acerto está perto de acontecer.

Pois que assim seja, pois do jeito que está, ambos- clube e estafe do jogador- estão perdendo tempo. O clube porque precisa de um artilheiro e o menino (que tem contrato até o fim de 2015) porque precisa aparecer, seja para se firmar num time grande ou até mesmo daqui a pouco ser vendido para a Europa.

3- O técnico Abel Braga, que já fez sucesso pelo Inter em outras temporadas (foi até campeão mundial de clubes), desta vez tem incerto o seu futuro. Ele diz que mesmo que não fique, “deixará um legado”. Pode ser até que o Inter se classifique para a Libertadores. Mas ainda não é certo: o certo é que a goleada sofrida diante do Grêmio (4 a 1) e os 5 a 0 que levou do Chapecoense ainda pesam muito na conta.

4- Com o aumento do dólar, até o mercado argentino- que andava em conta- ficou caro. Vejam o caso de Lucas Pratto- que por alguns meses, neste ano, despertou o desejo de clubes brasileiros e até do River Plate. Agora, foi a vez da La Universidad (do Chile) pedir o preço do centroavante ao Velez Sarsfield. Resposta: 7 milhões de dólares, cerca de 17 de milhões de reais.

Evidentemente, não saiu negócio.


São Paulo, polêmico tropeço. Galo, quase campeão. Seleção, goleada e show
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Roberto Avallone

Foto: Getty Images

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1-  Paulão, do Inter, estava impedido quando fez o gol de seu time. E o São Paulo, que já não tinha performance das melhores, teve de suar muito para chegar ao empate- Luís Fabiano, com chute torto, mas confirmando a boa fase de artilheiro- e poderia até ter alcançado a vitória não fossem as boas defesas do goleiro Alison.

Mas esse empate de 1 a 1 não deixou de ser um tropeço do tricolor: perdeu a chance de ficar a apenas dois pontos do líder Cruzeiro- agora está a quatro e com um jogo a mais- diante de Inter que vinha abalado pela goleada sofrida para o Grêmio no domingo passado (4 a 1) e desfalcado, ainda, de seus melhores jogadores, D’Alessandro e Aranguiz.

No entanto, não chegou a ser um desastre, pois abalado ou não, desfalcado ou não, o Inter é sempre o Inter. E o São Paulo ainda tem12 pontos a disputar, a começar pelo clássico com o Palmeiras, domingo, às sete e meia da noite, no Morumbi. Nesta partida, não sei vai entrar desde o começo, mas Pato já poderá voltar, dando ao tricolor muitas opções para o ataque, ao lado de Kaká, Luís Fabiano (em boa forma), Alan Kardec.

Continuará a perseguição ao Cruzeiro.

Foto: AFP PHOTO/Douglas MAGNO

Foto: AFP PHOTO

2- Senhor de quase toda a partida, vencedor do primeiro jogo da final contra o arquirrival Cruzeiro (2 a 0, gols de Luan e Dátolo) creio que dificilmente o Atlético Mineiro deixará escapar o título de campeão da Copa do Brasil. Aliás, o primeiro em sua História.

Baseio o meu palpite e fundamento minha opinião por achar que, neste momento, o Galo está melhor do que o Cruzeiro, jogando um futebol mais solto, mais explosivo. A impressão que se tem é a de que o Cruzeiro está mais cansado, arrastando-se em campo apesar do futebol mais técnico, tendo dificuldade até para vencer o Criciúma, como aconteceu no domingo passado.

Não estou a dizer que o Atlético tenha mais time do que o Cruzeiro, repito que está em momento muito melhor, inclusive com algumas brilhantes individualidades como Diego Tardelli, Luan (corre o tempo inteiro), o argentino Dátolo. E por sua vez, o Cruzeiro- talvez pelo desgaste da temporada- não conta com Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart, por exemplo, no melhor da forma. E o zagueirão Dedé está machucado.

Enfim, futebol é futebol e tudo pode acontecer. Mas que a grande vantagem está com o Galo, ah, isso está.

Foto: Mowa Press

Foto: Mowa Press

3- Depois de muito tempo, pelo menos que eu me lembre, a Seleção Brasileira voltou as dar show na goleada de 4 a 0 sobre a Turquia. Não dá para negar que Dunga começou bem o seu trabalho. Só para variar, o melhor da Seleção foi Neymar, que teve seu nome gritado pelo estádio inteiro: ele fez dois gols- o primeiro apanhando um lançamento sensacional de 35 metros de Fernandinho, o segundo driblando quase todo mundo, em espaço curto.

Mas não se pode esquecer a boa atuação de Willian, que fez gol e deu o drible do elástico em dois turcos, com uma só ginga, assim como o comportamento de toda a equipe.

Uma bela exibição!