Blog do Avallone

O Mercado da Bola. E a bolsa de apostas da Fifa
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Roberto Avallone

Imagem: Reprodução

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1- Enquanto o Flamengo se prepara para anunciar Guerrero como seu novo centroavante, mexendo no Mercado da Bola, o que deve ficar movimentada nos próximos dias é a dança dos técnicos: é bem provável que Marcelo de Oliveira deixe o Cruzeiro, indo para seu lugar Vanderlei Luxemburgo- que fez fama no clube em 2003-pois não foi pequeno o estrago feito pelo River Plate ao vencer (por 3 a 0) e eliminar o Cruzeiro, no Mineirão.

Já há quem associe o nome de Marcelo de Oliveira, bicampeão pelo Cruzeiro, ao de Alexandre Matos, diretor de futebol do Palmeiras e dirigente do clube mineiro na época do bicampeonato Brasileiro, ao lado de Marcelo. Na verdade, Oswaldo de Oliveira ainda não está fora, mas está sendo muito contestado nos bastidores palestrinos. No clube, alguns falam que Oswaldo está “sob observação”, mas ouvi de boa fonte que o que foi dado a Oswaldo não foi bem um período de observação e sim um prazo para reerguer o time que está em livre queda técnica. Se não conseguir, será demitido.

Não me falaram qual é esse prazo, mas desconfio que esse clássico de domingo contra o Corinthians, no estádio do adversário é tão perigoso quanto oportuno, por mais paradoxal eu possa parecer: perigoso, pois é difícil que Oswaldo resista em caso de derrota (dependendo, é claro, de como for a derrota); oportuno porque uma boa vitória sobre o arquirrival, fora de casa, poderá ser um divisor de águas, um sinal de evolução e ficar o dito pelo não dito.

Em caso de queda de Oswaldo, em quem se fala nos bastidores do Palmeiras ouvi vários nomes, mais acentuadamente os de Abel Braga, Cuca e agora Marcelo de Oliveira. Tudo na base do sonho ou da especulação.

2- Na bolsa de apostas da Fifa, nestes dias muito mais aquecida do que a de Londres, a questão: qual será o próximo nome a fazer parte desse escândalo da corrupção que deixa os apaixonados por futebol com cara passada? O próprio presidente- que tenta nesta sexta-feira mais uma reeleição-, Joseph Blatter, já disse que “mais notícias ruins virão por aí” o relatório norte-americano dá números aos que chamam de “co-conspiradores”, cujos nomes ainda não foram revelados.

Com provas, que sejam punidos. Todos. É o que nos resta desejar. Em nome da paixão pelo romantismo desse esporte e por acreditar, imagine no tal “padrão Fifa”…


Luxa e a ciranda dos técnicos de ponta
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Roberto Avallone

Foto/Montagem: Val Simeão

Foto/Montagem: Val Simeão

Antes do Brasileirão, Muricy Ramalho já tinha saído do São Paulo. Há poucos dias, Felipão saiu do Grêmio. Nesta segunda-feira, com apenas um ponto disputado em três jogos disputados no Campeonato, foi a vez de o Flamengo demitir Vanderlei Luxemburgo, dez meses depois de tê-lo contratado. Ainda na segunda-feira, um forte movimento de palmeirenses- torcedores, conselheiros- exibia toda a insatisfação com Oswaldo de Oliveira  em função dos resultados e também do futebol demonstrado nas três primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro.

Relembrando, vejamos quem está no Mercado: Muricy Ramalho, Felipão, Luxemburgo, talvez Oswaldo de Oliveira, se não passar por esta semana de fogo, nomes de ponta que se juntam a outros dois técnicos de peso e ainda sem clube, Abel Braga e Mano Menezes.

Quer dizer: algo está acontecendo de diferente no futebol brasileiro. Talvez pelos salários que costumam ser bem mais altos dos técnicos em questão, talvez porque deles se espera a formação de um time de alto nível, que às vezes não acontece. Acho que ainda estamos devendo aos europeus na organização tática, na compactação dos jogadores e até  mesmo na  ida ao ataque (joga-se na Europa, tendo por exemplo o Barcelona, com um trio atacante), com um futebol ofensivo que antes era nosso e agora se vê por lá.

Pode ser, no entanto, que os técnicos também têm sido prejudicados pela escassez de talentos de nossos atuais jogadores, pois os melhores vão cedo para outros Mercados da Bola, onde se paga muito mais, principalmente agora com a desvalorização do real diante do dólar, do euro.

Esperemos pelos próximos capítulos  dessa  ciranda ,pois eles podem determinar novos rumos para o futebol brasileiro.


Palmeiras: Oswaldo em discussão. Corinthians: Guerrero chutou a vitória fora
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Roberto Avallone

Foto: Sergio Barzaghi

Foto: Sergio Barzaghi

1- Após novo fiasco no Brasileirão, ao perder para o Goiás (1 a 0) em pleno Allianz Parque lotado, o Palmeiras já tem o nome de seu técnico discutido por vários torcedores e conselheiros: Oswaldo de Oliveira é ou não é o maior culpado por esse declínio que a equipe vem exibindo nos últimos jogos?

Um fervoroso torcedor do Palmeiras, aliás, palestrino da mais pura cepa, me disse por telefone: “Com o Oswaldo, não dá mais”.

Já um conselheiro do clube, muito respeitado, também agora está com sérias dúvidas: “O time não tem padrão de jogo. E o Oswaldo não transmite vibração aos jogadores, fica o jogo inteiro com a mão no queixo”.

Em minha opinião, falta versatilidade nas jogadas de ataque-o goleiro do Goiás, Renan, não fez uma grande defesa sequer- e a defesa continua vulnerável, tendo como exemplo maior o gol dos goianos, quando o ágil Bruno Henrique passou por toda a defesa do Palmeiras com uma só ginga, antes de dar a Péricles- na verdade, a bola bateu em Victor Ramos- as honras do gol.

Além disso, a insistência no esquema 4-2-3-1(apenas um atacante à frente) dá na dificuldade de furar retrancas, ao contrário do que é adotado no mundo inteiro. Sem comparar nem de longe a qualidade dos jogadores- Deus me livre!) não é assim que nos ensina o Barcelona com Messi, Suárez e Neymar?

Claro que fizeram falta jogadores como Dudu (o Palmeiras vai ou não recorrer da decisão que adiou sua liberação?), Rafael Marques, Cleiton Xavier (continua machucado?) e Arouca- este ficou no banco de reservas. Mas o esquema ofensivo poderia ter sido montado.

Como único consolo da triste manhã palestrina, um conselheiro me confirmou que deve ser consumada a contratação de Lucas Barrios, centroavante argentino e naturalizado paraguaio, bom de bola, 30 anos, 1 metro e 87.  Mas se der mesmo certo, será para depois da Copa América.

E a zona do rebaixamento (embora seja início de Campeonato) já bate nos calcanhares do Palmeiras.

Foto: Dhavid Normando

Foto: Dhavid Normando

2- O resultado foi até justo no Maracanã, no 0 a 0 de Fluminense e Corinthians. Mas, embora o Flu tenha criado mais chances, a oportunidade mais clara de gol, de longe a mais clara, foi do Corinthians: Petros serviu Guerrero dentro da área, com o gol vazio, e o atacante peruano mandou a bola para fora. Incrível!

E aí vem a discussão: já que o Corinthians já anunciou que não irá renovar o contrato de Guerrero e o estafe do jogador confirmou, não terá o centroavante perdido o foco, mesmo com vontade de jogar? Perder um gol desses dá a impressão de estar distraído, distante. E o mesmo talvez aconteça com Émerson “Sheik”, outro que teve a situação definida, não por má vontade e sim pelo sentimento, muito humano, daqueles que sabem que não vão ficar.

Quanto ao resultado em si, até que não foi mau para o Corinthians, 7 pontos ganhos em três jogos disputados, terceiro lugar na competição, perdendo apenas para o Goiás  e para o Sport, donos do mesmo número de pontos e com saldo de gols um pouco melhor.

Ah, se Guerrero fizesse aquele gol fácil, o Corinthians seria líder…


O São Paulo vence bem, respira e espera
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Roberto Avallone

Foto: Marcello Zambrana

Foto: Marcello Zambrana

Depois de mais uma tormenta- eliminação da Libertadores para o Cruzeiro e derrota para a Ponte Preta, o São Paulo o São Paulo venceu com facilidade o Joinville (3 a 0, gols de Doria, Michel Bastos e Pato) e parece superar mais uma crise, que parecia se insinuar c om muita força, com os protestos de torcedores que compareceram ao Morumbi.

É, na verdade, uma grande sequência de altos e baixos na história do clube, que, em minha opinião, do meio-campo para a frente conta com bons jogadores. O problema talvez esteja na defesa, na fragilidade dos laterais e na inconsistência da dupla de zaga (com Doria pode até melhorar, mas ele deve ir embora) e na desconfiança da torcida em relação ao time.

Tudo pode melhorar com a chegada do novo técnico? É possível, mas não uma certeza: se consumada, a contratação do colombiano Juan Carlos Osorio deve ser encarada como uma medida que talvez dê certo a médio prazo, pois, apesar de seu currículo interessante- e de ter trabalhado cinco anos como auxiliar no Manchester City- o período de adaptação é inevitável.

Em outros tempos, o tricolor deu sorte com técnicos estrangeiros, como, por exemplo, quando foi campeão com o argentino Jim Lopes e, principalmente, com o húngaro Bela Gutman que, além de ter sido campeão, ver revolucionou o futebol no São Paulo.

Creio que não custa tentar mais uma vez.


Os insultos
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Roberto Avallone

Quanto às ofensas e aos xingamentos que recebi do jornalista Aberto Helena- a quem não vejo e nem converso há mais de 15 anos- em meio a uma entrevista publicada pelo UOL nesta quarta-feira, com inverdades e calúnia proferidas pelo referido senhor, só explico aos amigos e seguidores o seguinte: consultei meu advogado, Antônio Carlos Sandoval Cattapreta e ele está estudando o caso para verificar se houve a configuração os crimes contra a honra, calúnia e difamação.

Creio que é melhor assim. Inútil seria sustentar tiroteio verbal contra tão baixo nível demonstrado. Lamentável!


Felipão, Dudu: mistério quanto ao futuro. E adeus, Tia Dora
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Roberto Avallone

 1- Foi mais um fiasco na carreira que, durante muito tempo, foi vitoriosa: Felipão saiu do Grêmio, do seu Grêmio, em capítulo final que já era esperado depois de um caminhar sem brilho. Aliás, como já fora no Palmeiras, na Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo, com resultados bem diferentes daqueles que Scolari colheu antes, ao longo da carreira, nos clubes e nas seleções que dirigiu.

Não há certeza sobre o seu futuro. Duvido, no entanto, que encerre a carreira. Fala-se em proposta do Exterior (seria da China) e há comentário até de que Felipão acabará sendo o novo técnico do São Paulo, ainda dirigido pelo interino Milton Cruz. Faça sua aposta sobre o que acontecerá.

2- Uma cena emblemática de agressão ao árbitro: há muito tempo, o comedido e ponderado lateral-esquerdo Everaldo, tricampeão do mundo e jogador do Grêmio, perdeu a cabeça e acertou violento murro no queixo do árbitro José Favilli Neto. Agressão clara, sem discussão, julgamento e pensa pesada. Agora, o que aconteceu com Petros (suspenso por 180 dias e depois com perna revertida para quatro partidas) e no momento com Dudu- suspenso nesta segunda-feira por 180 dias- nada tem de claro: houve empurrão, sim, sem dúvida. Nem soco e nem pontapé, sem cabeçada e sem cotovelada, sem nenhum tipo de golpe que pudesse machucar.

É agressão ou ato hostil? Opiniões se dividem, mas, no meu modo de entender está mais para ato hostil- tão hostil quanto tolo, pois Dudu não precisava fazer aquilo, colocando em risco a sequência de sua carreira, deixando desfalcado o Palmeiras.

Creio até que, igual ao caso Petros, Dudu terá sua pena revertida e reduzida. Mas que pelo menos sirva de lição para que tolices iguais a essa jamais sejam repetidas.

PS: para os amigos que ainda não sabem, lá se foi a minha querida Tia Dora a espalhar bondade em outro plano. Na noite desta terça-feira, houve a missão de sétimo dia por intenção de sua alma. Como consolo, ela se foi serena, dormindo, sem sofrer como se fez merecedora a mais generosa pessoa que conheci.

Que Deus a receba.


Palmeiras: ataque de dar sono. São Paulo: perder de 1 foi pouco. Santos bem e Corinthians líder
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Roberto Avallone

Foto: Giuliano Gomes

Foto: Giuliano Gomes

1- Será que por algum motivo- quem sabe até pelas arquibancadas vazias- os jogadores do Palmeiras pensaram que estavam apenas treinando e não precisavam ousar, chutar ou fazer gol?

Não deve ter sido nada disso, mas pelo desempenho, o Palmeiras não incomodou o Joinville, justificou o empate de 0 a 0 e deixou a impressão de que se não houver uma sacudida ou reação, correrá o risco de gerar de novo (talvez em dose menor) a aflição do ano passado, quando por pouco escapou do rebaixamento. Acredito que não chegue a tanto, mas é preciso repensar sobre as causas de rendimento ofensivo tão falho a ponto de o goleiro do Joinvielle não fazer uma boa defesa sequer.

É espantoso!

Quais teriam sido os motivos de futebol tão morno, tão desprovido de ofensividade?

Bem, em minha opinião, eis os motivos principais?

a) Valdivia já não está fazendo a diferença, pois anda sem ritmo e sem eficiência, incapaz de suportar um jogo inteiro. Além disso, talvez por falta de mais treinos, está a chutar pior do que nunca. Quem sabe melhore com Cleiton Xavier.

b) Rafael Marques precisa ficar mais perto da área, local onde realmente é  perigoso. Longe dela, quase como ponta- direita, grandalhão do jeito que é, torna-se presa fácil da marcação.

c) Dudu, que já impressionou pelos dribles e pela velocidade, está inibido, não tenta mais as jogadas individuais. Estará abatido pelo seu julgamento marcado para esta segunda-feira?

Bem, some-se a estes atacantes, o fato do fôlego de Zé Roberto ter limites, no meio ou na lateral.

E o resto, o técnico Oswaldo de Oliveira que se explique, dizendo algo mais de “tivemos um dia ruim”.

Foto: Ale Vianna

Foto: Ale Vianna

2- Após a derrota para a Ponte Preta, em Campinas, o presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar disse que era preciso agradecer por “ter perdido só de um”. E como ousar contestá-lo?

Levando o gol aos 14 minutos do primeiro tempo, através de um belo chute de Renato Cajá- após a má saída de bola de Centurión-, o São Paulo correu outros perigos durante o jogo, com direito a boas defesas de Rogério Ceni e uma bola no travessão. E não houve troca de fogo, pois o São Paulo não criou coisa alguma.

Segundo o técnico Milton Cruz, “os jogadores ainda estão desanimados” (em função da eliminação da Libertadores). Nada a ver, nada a ver: são profissionais e Campeonato Brasileiro é outra competição, tão ou mais difícil do que a Libertadores e que pode levar a disputá-la de novo.

Desanimado deve estar o torcedor.

Foto: Ivam Storti

Foto: Ivam Storti

3- Para os grandes paulistas deve ter ficado como bom saldo a vitória do Santos sobre o Cruzeiro (1 a 0, gol de Geuvânio) e o triunfo do Corinthians sobre a Chapecoense também por 1 a 0, em estranho gol de Mendoza- ao desviar, de nuca, o chute de Fábio Santos. A vitória do Santos foi contra o atual bicampeão Cruzeiro, o que a torna mais importante; a do Corinthians, no sábado, aconteceu contra a Chapecoense, bem mais modesta, mas que o torna o atual líder da competição, 6 pontos ganhos, dois triunfos em dois jogos.

Foto: Jose Luis Silva

Foto: Jose Luis Silva

Só para finalizar, quanto aos grandes que venceram, é preciso exaltar o gol de Geuvânio, muito bom jogador e que, aos poucos, vem retomando a fama de excelente atacante e de bela revelação do futebol brasileiro.


Relatos Selvagens: o capítulo de La Bombonera
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Roberto Avallone

Ainda não vi o filme argentino Relatos Selvagens- mas irei ver- que me asseguram ser brilhante e que trata do limite do ser humano no dia a dia. Pois o que aconteceu na noite de quinta-feira na em outros tempos romântica “Bombonera” foi capítulo do quase limite de selvageria no futebol; não digo limite porque se não houver punição pesada o gás de pimenta lançado contra vários jogadores do River pode virar algo muito pior, tipo espancamento ou ataques à mão armada.

Estamos no limite?

O cenário para o Superclássico argentino, que já foi decidido na bola entre jogadores do Boca Juniors e do River Plate, foi preparado para a tentativa de conter a violência dos “barrabravas”: torcida única para os jogos, só torcedores do River para partida do Monumental de Nuñes (deu River, 1 a 0) e apenas torcedores do Boca para esse jogo que teve apenas um tempo e nenhum gol.

Qual será a decisão da Conmebol neste sábado para o caso? Segundo o site do jornal argentino Clarin, informações que saíram de dentro da entidade dão conta de que o River será declarado vencedor por 3 a 0, e que o Boca terá punição ainda mais ampla, principalmente em relação ao seu estádio.

Mas a confirmação ou a decisão ficou para este sábado, às 14 horas, para se dar ao Boca um pouco mais de tempo para fazer a sua defesa, pois a perícia policial apontou que o “ataque com pimenta” veio de dentro do campo e não das arquibancadas. Partiu de quem?  Não se disse, pelo menos oficialmente.

Mas como só tinha torcedor do Boca e a ele pertencia o mando e a responsabilidade do jogo, torna mais fácil deduzir sobre quem é o Mordomo da história. Confesso que acreditava que a punição fosse anunciada nesta sexta, sem firulas e sem mistérios, para que o futebol não seja mais obrigado a conviver com essa violência que acaba com qualquer fantasia do torcedor mais romântico.

Meu Deus, a que ponto chegamos!


Drama e talvez crise: o adeus de Corinthians e São Paulo à Libertadores
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Roberto Avallone

Foto: AFP

Foto: AFP

1- Não sei se vai ter mesmo crise no Corinthians e, se houver, qual o seu tamanho. Sei, no entanto, que  causando o choro sentido em muitos de seus torcedores, a equipe corintiana foi a  protagonista de uma das maiores zebras da história da Libertadores, ao ser derrotada em seu estádio pelo modestíssimo Guarani do Paraguai, por 1 a 0, gol de Fernandez.

Não notei falta de empenho nos jogadores corintianos, apesar do tititi de estarem atrasados alguns direitos de imagem , que fazem parte, na verdade, dos salários; ao contrário, o que se viu foi muita afobação, tensão, tudo o que queria o Guarani para se defender. E quando o Corinthians ficou com 9 jogadores,  com a expulsão de Fabio Santos e Jadson, os paraguaios arriscaram seus primeiros ataques e chegaram ao gol da  vitória.

Foto: Ari Ferreira

Foto: Ari Ferreira

Realista, o veterano Danilo, dizia na saída do vestiário: “ O que nós precisamos é voltar a jogar bem. Algumas jogadas que antes davam certo, não dão mais”.

E não é que  Danilo tem mesmo razão? Como sonhar  com títulos sem jogar bem, fato que aconteceu há pouco tempo, talvez desde aquele empate sem gols com no San Lorenzo, numa sequência de quatro ou cinco partidas ruins, mas suficientes para fazer o tão elogiado futebol corintiano virar pó na Libertadores.

Como dizia Nélson Rodrigues, “entre a fossa e a euforia há apenas um milímetro de distância”. É hora, pois, de o técnico Tite buscar ainda mais o equilíbrio entre os sentimentos corintianos, com os ajustes necessários a uma equipe que está a mostrar que algo se perdeu no tempo.

Foto: Douglas Magno

Foto: Douglas Magno

2- O adeus do São Paulo à Libertadores foi diferente da despedida corintiana, pois a eliminação diante do Cruzeiro veio na longa decisão por pênaltis, com os goleiros Fábio e Rogério Ceni na disputa de quem se saía melhor nas defesas.

E deu Cruzeiro. Assim como no tempo norma l(1 a 0 , gol de Leandro Damião) descontando o que acontecera no Morumbi, quando o São Paulo foi o vencedor pelo mesmo placar, gol de Centurión.

Assim, foi uma eliminação depois de disputa equilibrada, normal, caindo o tricolor como poderia ter perdido o Cruzeiro, depois de disputa equilibrada, normal, caindo o tricolor como poderia ter perdido  a equipe mineira, sem grande dramaticidade. Li que Paulo Henrique Ganso disse que “o time foi muito defensivo”, o que era meio que natural com a vantagem obtida no primeiro jogo.

Resta saber como ficará o comando técnico, se Milton Cruz terá, finalmente, a chance que merece de ser efetivado; ou, então, se forem verdadeiros os comentários sobre o interesse do São Paulo no treinador argentino Jorge Sampaolli que dirige a Seleção do Chile para depois da Copa América.

Elenco, creio que o tricolor tem. E de boa qualidade.

Foto: Daniel Teobald

Foto: Daniel Teobald


Corinthians e São Paulo estrearam: com reservas e três pontos. E o Santos ficou no empate
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Roberto Avallone

Foto: Reprodução/TV Globo

Foto: Reprodução/TV Globo

1- Foi morno o jogo de Cuiabá, onde os reservas do Corinthians e o mistão do Cruzeiro se enfrentaram. Mas em um campeonato duro como o Brasileirão, melhor não poderia ter acontecido para os corintianos que levaram a vitória (1 a 0, gol de Romero) e os três pontos foras de casa, pois o mandante da partida era o Cruzeiro.

Ótimo resultado!

E, com isso, como num passe de mágica, parece que foram esquecidas as últimas más atuações corintianas e revividas as forças para a desforra contra o modesto Guarani, do Paraguai, o time que construiu o surpreendente placar de 2 a 0, em Assunção. Os jogadores do Corinthians serão outros, é claro, os chamados titulares que treinaram por 12 dias, perderam do Guarani e já foram poupados (menos o goleiro Cássio) para o duelo diante do Cruzeiro.

Agora têm, no mínimo, a obrigação de vencer. Como os reservas fizeram.

Foto: Marcos Ribolli

Foto: Marcos Ribolli

2- Ao final do primeiro tempo, o goleiro Rogério Ceni reconheceu que “o Flamengo foi ligeiramente melhor''.  Só que, pleno de autoconfiança, com Ganso e Pato, o São Paulo criou muito mais na etapa final e fez os gols necessários- o primeiro de Luís Fabiano, de cabeça; o segundo em lançamento de Ganso para Pato que, com categoria, girou e bateu de canhota-para garantir a estreia vitoriosa, com três pontos em caixa, sem se importar com o gol do Flamengo (Everton, de pênalti).

São Paulo 2, Flamengo 1.

E assim como o rival Corinthians, o tricolor também ganhou força extra para decidir com o Cruzeiro a classificação para a próxima fase para a Libertadores da América. Ao contrário do São Paulo, que recuperou a confiança, o Cruzeiro parece descer a ladeira, colecionando insucessos e dando provas de que não se recuperou da perda de jogadores importantes como Lucas Silva, Everton Ribeiro, Ricardo Goulart… Não é nem sombra, no momento, do bicampeão brasileiro que encantou a todos.

Foto: Eduardo Valente

Foto: Eduardo Valente

3- Bem, antes de falar do jogo, um reconhecimento: Lucas Lima está jogando muito! Bom driblador, especialista em virar o jogo com lançamentos longos, dono de belo chute, talvez seja, hoje, o melhor meia em atividade no futebol brasileiro.

Lucas Lima à parte, creio que o campeão paulista Santos deixou escapar a oportunidade de voltar com os três pontos de Florianópolis: jogou melhor no primeiro tempo, quando venceu por 1 a 0, gol de Robinho , mas tentou apenas controlar a partida na etapa final, permitindo o gol de empate (Marquinhos, de falta) e só não levando o segundo gol por pura sorte e afobação do atacante do Avaí, Anderson Gomes, que chutou por cima do travessão um gol feito.

Empatar fora de casa no Brasileirão, geralmente não é mau negócio. Mas neste caso, para o Santos, foi sim.