Blog do Avallone

Nos favoritos, a importância dos reservas. E os que estão despencando
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Roberto Avallone

1- Ah, o jogo parecia estar nas mãos do Cruzeiro, depois do belo gol de Rafinha? Pois é, mas o Flamengo reagiu e, nos últimos minutos conseguiu a virada, com gols de Guerrero e  Mancuello- este, saído do banco de reservas-, com direito ao respeitado Abila perder dois gols feitos, cara a cara com Alex Muralha. O Fla continua na vice-liderança, 53 pontos, só um atrás do líder Palmeiras.

Ah, o Inter ameaçou o Atlético Mineiro após o gol de Ferrareis (o Atlético vencia por 2 a 0, gols de Fred e Clayton), insinuando que poderia até empatar a partida? Pois é, mas o Galo colocou a casa em ordem e com dois jogadores, por sinal argentinos, que saíram do banco de reservas, Dátolo e Lucas Pratto marcou o placar final de 3 a 1. Datolo deu o passe e Pratto o arremate fatal. O Atlético está a 5 pontos do líder, mas ainda faltam 11 rodadas.

Como no sábado, o Palmeiras só abriu a contagem no segundo tempo, através da cabeçada de Leandro Pereira- que  jogou o segundo tempo, também saindo do banco de reservas, é óbvio o que têm em comum as três situações: Flamengo, Atlético e Palmeiras, além de terem bons times, também possuem elencos fortes, reservas que podem modificar a sorte de um jogo.

Moral da história: é preciso ter time, sim, mas se além dele não houver elenco competente, reservas que podem ser decisivos, é muito difícil levar a luta pelo título até (ou quase) o fim. Elementar.

2- Há varias maneiras de despencar. No caso de Cruzeiro e Inter, ex- grandes campeões de outros tempos ou de épocas até recentes, despencar significa este perigoso braço-de-ferro contra a zona da degola, contra o perigo do rebaixamento. O Inter, 27 pontos, em situação mais crítica do que o Cruzeiro (30 pontos), pois está a quatro pontos do primeiro time (Figueirense, 31 pontos) acima do Z-4. Mas nenhum dos dois está em situação confortável.

No caso do São Paulo, embora esteja em décimo-segundo lugar- o perigo de rebaixamento é pequeno, não deve acontecer, mas os números exigem muito cuidado: com a derrota deste domingo para o Vitória (2 a 0), o tricolor está a apenas 4 pontos do Z-4 (repito, o Cruzeiro tem 30 pontos, E o São Paulo, 34), quando, é bom relembrar, ainda temos 33 pontos em disputa, com as 11 rodas restantes.

E no caso do Corinthians, derrotado em casa pelo Fluminense, 1 a 0, gol de Cícero, despencar significa ir lá para o sétimo lugar, depois de um tempinho de aparente estabilidade no G-4. Quanto a este jogo, pelo menos dois lances polêmicos: no último minuto, o impedimento de Gum, na cabeçada que originou o gol de Cícero; e antes, no primeiro tempo, um pênalti visível de Marquinhos Gabriel e Marcos Júnior.

Empate nas polêmicas.


Palmeiras: alívio, susto e três pontos. E o Santos, no jogo dos gols perdidos
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

A esta altura do Campeonato,para quem sonha com o título, o importante é garantir os três pontos. Evidentemente.

Mas no caso desse jogo, Palmeiras e Coritiba, a vitória (2 a 1) poderia ter acontecido sem o menor susto. Isso, se a turma palmeirense tivesse um articulador, o chamado meia-armador, cuja ausência fez com que,no primeiro tempo, o time jogasse sem brilho- e os quatro atacantes sem municiamento- diante de um Coritiba que só fazia se defender, até porque jogava muito desfalcado(Kleber, Leandro, Neto Berola, etc).

Na etapa final, porém, mesmo sem articulador, o técnico Cuca trocou Érik por um jogador mais alto, Leandro, Pereira (1 metro e 90) e  ele, saltando mais do que o goleiro Wilson fez, de cabeça, o primeiro gol. Em minha opinião, sem falta. Era a alternativa possível: sem articulador, que se aproveitasse a bola área. Curioso que, poudo tempo depois, a intenção era usar Mina na tal jogada aérea;mas a falta foi cobrada Rasteira, Roger Guedes desviou do goleiro e Mina- que seria o cabeceador- desviou com o pé direito par as redes. Palmeiras, 2 a 0. Quarto gol de Mina.

Era o alívio.

E lá ia o jogo, encaminhando-se para tranquila vitória do Palmeiras quando o Coritiba, que quase não atacava, fez o seu gol, aproveitando-se de afobação do bom goleiro Jaílson: após defender uma bola, Jaílson voltou lentamente para o seu lugar e Iago tocou para o lugar onde o goleiro não chegou a tempo. 2 a 1.

E aí veio o susto, Menos pelo Coritiba, cujo futebol não assustava, mais pelo medo de tomar o gol de empate, o que poderia significar a perda de dois pontos em jogo fácil- e talvez a perda da liderança, caso o Flamengo vença o Cruzeiro.

Foi só o susto. E talvez a lição de que não adianta colocar atacantes velozes, sem articulador. A bola não chega. Talvez o ideal fosse fixar Moisés como o meia-armador, pois já se viu que Cleiton Xavier (agora machucado) vive péssima fase. Essa talvez seja uma lição e tanto.

Quanto aos destaque, cito Dudu como o melhor jogador contra o Coritiba (está suspenso para enfrentar o Santa Cruz e falto também de Moisés, versátil e dinâmico, embora estivesse com a pontaria ruim. Ah, é claro, destaque também foi Mina, zagueiro-artilheiro (quatro gols marcados no Campeonato), o defensor que neste item é o que mais lembra Luís Pereira- este, o melhor zagueiro-central que vi jogar.

Enfim, com suas virtudes e seus defeitos, segue o Palmeiras na liderança.

E O SANTOS, NO JOGO DOS GOLS PERDIDOS

Foto: Carlos Ezequiel Vannoni/Eleven

Foto: Carlos Ezequiel Vannoni/Eleven

Foram vários e vários gols perdidos, menos um: no chute de Rogério, no cantinho esquerdo de Vanderlei, goleiro do Santos. Sport, 1 a 0. Depois, o Sport perdeu por duas vezes a chance de ampliar o placar e o Santos, reagindo, guiado por Lucas Lima, quase chegou ao empate, na cabeçada de Rodrigão na trave e em outras oportunidades, cara a cara com o goleiro Magrão.

Em minha opinião, houve um pênalti não marcado- bola no braço direito de Ronaldo Alves- e não sei o que Elano falou para o árbitro, mas ele foi derrubado por trás e ficou zangado.Com sua experiência, no entanto, deveria saber o momento certo de parar, pois foi advertido com o cartão amarelo e algumas reclamações depois, com o vermelho.Expulso de campo.

Expulsão que brecou a reação do Santos, que ficou com dez jogadores diante do Sport, num jogo corrido, animado, suado e que mostrou, por exemplo, a imensa falta que faz o artilheiro Ricardo Oliveira ao time de Dorival Júnior.Mesmo com a derrota, o Santos permanece no G-4 e o Sport, com esse 1 a 0, afasta-se mais da zona da degola, com 33 pontos.

 

 


A encruzilhada, no sonho do título
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Roberto Avallone

Foto: Getty Image

Foto: Getty Image

Com a definição dos confrontos pelas quartas-de-final da Copa do Brasil, um paradoxo para os que sonham com o título de campeão brasileiro: priorizar ou não uma das competições, já no final da temporada, eis a questão: o risco de desgaste, de contusões e sei la o que mais. A Copa do Brasil é importante, claro que é, garante até vaga na Libertadores- esta, o sonho de consumo dos clubes.

Mas o Campeonato Brasileiro, creio, é o sonho maior, principalmente por quem há muito tempo espera por ele.

Dos principais candidatos ao título do Brasileirão, em minha opinião e segundo os números, apenas o Flamengo não mais disputa a Copa do Brasil (foi eliminado pelo Fortaleza) e sim Copa Sul-Americana, que parece mais fácil. Os outros- Atlético Mineiro, Palmeiras e Santos- estarão divididos entre as duas competições.

Bem, vamos as confrontos: Atlético Mineiro e Juventude; Santos e Inter; Grêmio e Palmeiras, Corinthians e Cruzeiro. Na teoria, o Galo tem a missão menos difícil, ao enfrentar o Juventude (da série C), embora este tenha eliminado o São Paulo, mesmo perdendo em casa, 1 a 0 (gol de Rodrigo Caio), já que , antes, vencera o tricolor no Morumbi, 2 a 1. Reconheçamos, no entanto, que o Galo é muito mais time-e mais elenco-, sendo, de longe, o favorito para avançar à semifinal.

Santos e Inter é jogo duro, espécie de revanche da contestada derrota santista no Sul, quando Lucas Lima foi expulso por supostamente retardar a partida, ao mudar de ideia para cobrar um escanteio (já tinha cartão amarelo), deixando a missão para outro companheiro executar. O Santos, completo, é um time muito bom; o elenco, não é tão farto. E o Inter vive péssima fase, mas tem bons jogadores, tradição e camisa pesada. O Santos tem ligeiro favoritismo.

O mesmo acontece com Grêmio e Palmeiras. A fase do Palmeiras é muito melhor, mas é a chance de o Grêmio restabelecer a ordem, pois, no primeiro turno, teve bons momentos. Mesmo assim, o Palmeiras é favorito, se jogar com o time completo- o que é perigoso para sua caminhada no Brasileirão. A experiência de jogar com os reservas contra o BotafogoPB resultou em derrota, 1 a 0 para um time que está na série C e luta para subir para a B.

E, finalmente, Corinthians e Cruzeiro, no clássico da afirmação. O Corinthians, instável e luando para voltar ao G-4, contra um Cruzeiro- bicampeão brasileiro em 2013 e 14-, de bons jogadores, mas que cumpre má campanha neste ano, lutando para se afastar da zona da degola. Em minha opinião, duelo equilibrado.

Atento, o internauta já deve ter percebido que, de acordo com os resultados dos dois últimos duelos, poderemos ter uma semifinal paulista, Corinthians e Palmeiras. E aí a encruzilhada será maior.


No Dérby, o Palmeiras podia ter goleado. E Cristóvão foi demitido
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Roberto Avallone

Foto: Fernando Dantas

Foto: Fernando Dantas

1- Pelas chances que perdeu, o Palmeiras poderia ter goleado o Corinthians, na Arena corintiana, neste sábado. Foram pelo menos quatro oportunidades claras de gol desperdiçadas pelos palmeirenses- duas por Érik, uma por Leandro Pereira e outra (de cabeça) por Edu Dracena- diante de um Corinthians que correu, correu, mas não obrigou Jaílson a nenhuma grande defesa.

Como gol perdido não conta, o Palmeiras ficou com 2 a 0-gols de Moisés e Mina-, placar suficiente para mostrar sua superioridade e importantíssimo nessa luta pelo topo, pois mesmo que o Flamengo vença o Figueirense neste domingo pela manhã, no Pacaembu, não tirará a liderança palmeirense- que estava em risco antes do Dérby. O Palmeiras agora tem 51 pontos, o Flamengo, por enquanto, 47.

Quanto ao Dérby, em si, poucas vezes nos últimos tempos vi um Corinthians tão nervoso e tão sem criatividade. E isso refletia nas arquibancadas, na revolta de muitos torcedores corintianos- foi torcida única, como se sabe- contra o técnico Cristóvão e contra o presidente Roberto de Andrade. Era uma bola de neve de tensão, do campo para a arquibancada, da arquibancada para o campo, passando também para o camarote presidencial.

Sem nada a ver com isso, o Palmeiras nem precisou atuar de forma exuberante, mas com correção e marcação forte- o que lhe permitiu ser melhor no primeiro tempo (marcou logo aos 4 minutos de jogo, com Moisés, de cabeça aproveitando-se do rebote de Cássio) e ainda mais na etapa final, depois de o Corinthians ameaçar uma reação- na base da correria, da vontade apenas-, efêmera, pois a turma palmeirense criava chances de gol e defendia-se bem. Para piorar para o lado corintiano, Léo Príncipe recebeu seu segundo cartão amarelo e foi expulso.

Uma vitória indiscutível.

E o autor do segundo gol palmeirense, desta vez com o pé, foi o melhor jogador em campo, em minha opinião: Mina, um senhor zagueiro, verdadeiro paredão em sua área e um perigo mortal na área do adversário- já  marcou contra o Santos, contra o São Paulo e agora contra o Corinthians. Guardadas as devidas proporções, fez lembrar o melhor zagueiro- artilheiro que vi jogar, Luís Pereira.

Além de Mina, destaco as atuações de Edu Dracena, Moisés e Gabriel (primeiro tempo). Os outros complementaram bem o time. No Corinthians, sinto muito, não me lembro de quem tenha merecido destaque. Ou melhor: Gustavo, sim, mas pelo lado negativo, pois disputou péssima partida.

Como curiosidade do velho Dérby, com essa vitória agora o Palmeiras não perde do Corinthians há seis jogos.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

2- Cristóvão Borges foi demitido pelo Corinthians e sua saída, anunciada pelo presidente do clube, Roberto de Andrade em entrevista coletiva, 40 minutos após o jogo. Parecia inevitável: o clamor da torcida contra o técnico, os maus resultados (o time agora está em quinto lugar no Campeonato, podendo se distanciar ainda mais do G-4), o futebol do time que não convence. Quem haveria de resistir?

(Pelas cenas que vi na tevê, houve enfrentamento de torcedores que queriam invadir o setor da diretoria-um policial temia que fosse o gramado- cenas tensas, capazes de assustar, contidas pela polícia).

Mas Cristóvão não é o único culpado, pois cansou de falar em reforços (de nível) que não vieram e ainda perdeu jogadores importantes (Elias, por exemplo), sem contar o desmanche sofrido pelo time no início do ano, quando o técnico era Tite e não este Cristóvão que acaba de cair. Por enquanto, provavelmente até o fim do ano, assumirá Fábio Carille, auxiliar técnico.

Depois, ano que vem, fala-se em Roger Machado, mas poderá vencer a disputa Eduardo Baptista, que é filho de Nelsinho e desenvolve um belo trabalho à frente da Ponte Preta.


Palmeiras, poderia ter sido melhor…E o Santos, na frente do Corinthians
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

1- Quase sempre, um empate entre Palmeiras e Flamengo pode ser considerado normal. Mas, pelas circunstâncias, esse 1 a 1 desta quarta-feira, na Arena do Palmeiras, não foi: o Fla jogou com 10 jogadores por muito tempo, desde a expulsão de Márcio Araújo, que obrigou a saída da estrela do time, Diego; e mesmo com superioridade numérica e jogando em casa, com o amparo de sua torcida, o Palmeiras teve muitas dificuldades com a marcação do Flamengo, levou um gol por pura desatenção (Alan Patrick entrou sozinho na área, enquanto Zé Roberto estava pelo meio) e errou muitas jogadas de ataque, embora arriscasse durante todo o segundo tempo.

E por quê? Creio que pela ansiedade, como disse Cuca ''pela escolha errada em certos lances'', por primários erros de passe ou por precipitação. Como, por exemplo, na arrancada de Dudu pela esquerda, até bonita, mas que tendo Lucas Barrios sozinho dentro da área, deu um chute forte e torto que foi parar na bandeirinha de escanteio do outro lado.
Quem livrou o Palmeiras da derrota? Gabriel Jesus, que para minha surpresa- e depois de tanto mistério- foi escalado. Bem, surpresa à parte, Gabriel- que já tinha perdido duas boas chances- empatou o jogo ao receber a bola de uma cabeçada de Mina, fintar o zagueiro e chutar forte, com a bola batendo na trave direita de Muralha e morrendo no fundo das redes.

O Palmeiras segue líder, é verdade, um ponto à frente do Flamengo, mas já não está em situação tão confortável, pois já no sábado enfrenta o Corinthians, na Arena corintiana, e sem seu artilheiro, Gabriel Jesus, e sem Vítor Hugo, zagueiro dos bons.

Enfim, segue acirrado o Campeonato.

Foto: Armando Paiva

Foto: Armando Paiva

2- Na gangorra do Campeonato, o Santos voltou ao G-4 com sua vitória sobre o Botafogo (1 a 0, gol de Zeca) e o Corinthians dele saiu, após o empate em 1 a 1 (gols de Marlone e Leandro-este, de pênalti) com Coritiba, em Curitiba. No caso do Corinthians, pelos melhores momentos que vi, mais uma vez Marlone fez gol (bom jogador), depois de centro de Gustavo. No entanto, logo no início do jogo perdeu Uendel contundido, substituído por Guilherme Arana. E, ao longo do jogo, Fagner recebeu o terceiro cartão amarelo. Isso quer dizer: provavelmente o Corinthians enfrentará o Palmeiras sem seus dois laterais titulares (a ausência de Fagner é certa).

Quanto ao Santos, de novo habitando o G-4, fez seu gol contra o Botafogo logo no início do jogo, com Zeca roubando a bola de Neílton e chutando forte para o fundo das redes. E, depois, controlou a partida, embora levasse alguns sustos
por ataques do Botafogo. Como é de hábito, o goleiro Vanderlei soube cumprir a sua missão.


Palmeiras, ponto importante-mas e Gabriel Jesus? E a heroica vitória do Santos
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras


1-  Embora sua performance tenha sido abaixo de sua média neste Campeonato esse ponto conquistado com o empate de 0 a 0 diante do Grêmio foi muito importante pra o Palmeiras: o mantém na liderança por pontos ganhos (47 pontos contra 46 do Flamengo) o faz sair ileso do bombardeio gremista (em Porto Alegre, dado significativo) e o deixa em condições psicológicas para as batalhas decisivas.

O Palmeiras deve  festejar- e muito- seu goleiro, Jaílson que fez grandes defesas e surpreende na dura missão de substituir Fernando Prass. Mas, embora o Grêmio tenha chegado mais vezes com perigo, o Palmeiras também teve lá as suas chances de gol-com Dudu e o chute no travessão e com Rafael Marques e seu arremate à queima-roupa, que desviou  na coxa esquerda de Marcelo Grohe e saiu para fora do gol.

A grande preocupação, no entanto, se chama Gabrie Jesus. O principal atacante palmeirense- que estava jogando bem- colocou a mão na altura da virilha, queixando-se de dores ou incômodo. Ele será reavaliado nesta-segunda-feira e o temor é que seja algo com o músculo adutor. Na verdade Gabriel seria desfalque importantíssimo, não só para o restante do Campeonato como para o duelo desta-quarta-feira, diante do Flamengo, quando estará em jogo a liderança.

Foto: Djalma Vassão

Foto: Djalma Vassão


2- Foi tão surpreendente quanto heroica a virada do Santos sobre o Corinthians, na romântica Vila Belmiro. Surpreendente porque o Corinthians esteve melhor no primeiro tempo, com mais triangulações e o belo gol de Marlone, que tabelou com Rodriguinho, recebeu o passe final de calcanhar e chutou no canto esquerdo de Vanderlei. Em  minha opinião, Marlone foi o melhor jogador em campo.

E foi heroica a virada do Santos, pois desfalcado de seus principais jogadores- Ricardo Oliveira e Lucas Lima- como a turma santista teria forças para reagir? Pois  as teve na base da raça, da disposição, empatando com Vitor Bueno (de pênalti) e Renato, de cabeça, após cobrança de escanteio. É verdade que o técnico Cristóvão, do Corinthians também não foi feliz em suas substituições, pois com elas a equipe ficou muito recuada e perdeu o poder de ataque.

E  o Santos cresceu. Até a virada  histórica.


O exagero que liquidou o Santos. E a boa vitória do Corinthians
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Roberto Avallone

Foto: Ricardo Duarte

Foto: Ricardo Duarte

1- O exagero foi do árbitro (Rodrigo Barroso) que expulsou o melhor jogador do Santos, Lucas Lima por retardar o jogo.

Mas será retardar ir bater o escanteio e, depois, esperar um companheiro (Vitor Bueno) para cobrar, curtinho, para em seguida, com mais ângulo, Lucas mandar para a área adversária? A jogada não é nova, é feita pela esquerda ou pela direita e, em minha opinião, não é atrasar o jogo, mas , sim, executar uma jogada ensaiada. Não pode?

Em minha opinião, o árbitro errou, foi implacável. E o Santos ficou sem seu melhor jogador-que chorou no banco de reservas-, que foi expulso, pois já tinha um cartão amarelo, também por retardar o jogo, em uma falta em que jogou a bola um pouco mais para a frente. Pouca coisa, que uma simples advertência verbal resolveria, creio. Assim, sem Lucas Lima, jogo empatado em 1 a 1 com o Inter (gols de Ricardo Oliveira e Seijas) o Santos preparou-se para o segundo tempo.

(Antes, no entanto, após a expulsão de Lucas Lima, acredito que por reclamação levaram cartão amarelo, o artilheiro Ricardo Oliveira e Vítor Ferraz. Resultado: assim como Lucas, eles também não enfrentarão o Corinthians, domingo, na Vila Belmiro, jogo muito importantes. Nesse item, não entro no mérito, pois não ouvi o que os jogadores falaram ou deixaram de falar).

O Inter jogou melhor a segunda etapa, 11 contra 10 jogadores, não concordo com outro equívoco do árbitro: o volante colorado Anselmo que, creio, já tinha cartão amarelo, fez falta dura e merecia levar outro cartão amarelo-e não levou.

Ao final, o Inter sai do sufoco de 14 jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro,  ao ganhar do Santos. E o Santos, ficou duplamente destroçado- para o segundo tempo contra o Inter e também para o clássico de domingo quando estará desfalcado de Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Vítor Ferraz.

Coisas da vida.

Foto: Marco Galvão

Foto: Marco Galvão

2- Vi boa parte do jogo em que o Corinthians venceu o Sport, 3 a 0, gols de Rodriguinho, Léo Príncipe e Vilson. Evidentemente, foi uma boa vitória. E, em minha opinião, teve a decisiva participação do técnico Cristóvão, que, ao trocar Cristina por Gustavo, mudou o esquema de jogo e o próprio Corinthians: se foi ligeiramente inferior ao Sport no primeiro tempo- Cássio defendeu uma cabeçada de Diego Souza à queima-roupa- tronou-se o senhor do jogo na etapa final, marcando seus três gols em 16 minutos.

A melhor nota da partida eu daria a Marlone, que voltou a jogar bem, principalmente quando aberto pela direita, dando os passes para os gols de Rodriguinho e Léo Principe. Firmando-se como titular, Marlone será muito útil ao time.

E quanto ao estreante Gustavo, pode não ter feito gol e nem exibido grandes jogadas. Mas é guerreiro, participou do primeiro gol ao desviar a bola, de cabeça, para Marlone centrar e Rodriguinho completar. Mostrou, no mínimo, que tem raça e estrela.


De virada e com Gabriel Jesus, o Choque-Rei foi do Palmeiras
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

Gabriel Jesus nem teve tanta participação direta nos do Palmeiras- em bola parada, marcados por Mina e Vitor Hugo de cabeça- os gols da virada diante do São Paulo (que abrira o placar com Chávez), 2 a 1, diante de quase 40 mil pagantes. Nem precisou ser o artilheiro para transformar-se em dos heróis do clássico: movimentou-se bem durante os 4o minutos em que esteve em campo, driblou, quase fez gol de craque, sofreu várias faltas, infernizou a defesa tricolor.

Ah, com Gabriel Jesus o Palmeiras é outro. Mesmo ele tendo de fazer sacrifício, pois menos de 24 horas antes lá estava ele, em Manaus, camisa numero 9 às costas, jogando pela Seleção Brasileira, em Manaus. Já negocido com o Manchester City, Gabriel mostrou uma dedicação que, creio, nessa situação,vários outros não teriam.

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

E ele entrou no momento exato, logo após o gol do São Paulo, marcado por Chávez, depois de boa jogada de Kelvin. Embora jogasse melhor desde o primeiro tempo, o Palmeiras não tinha ''punch'', a contundência necessária para fazer os gols. Com Gabriel Jesus, no entanto, por seu estilo de jogo- saiu Allione-, o time teve essa contundência e a ela adicionou a bola parada, conclusão de seus zagueiros altos, Mina (1 metro e 95) e Vítor Hugo (1 metro e 87).virando  uma partida que ficaria perigosa- o São Paulo defendia-se muito bem e consolidou sua liderança. Outro destaques do jogo, em minha opinião, foram Mina e Zé Roberto, pelo Palmeiras,Maicom e Kelvin, pelo São Paulo.

Mas o Campeonato continua acirradíssimo e qualquer tropeço podre mudar a situação, pois o Flamengo venceu a Ponte Preta (no finzinho), 2 a 1, e pelo mesmo placar o Atlético-MG bateu o Vitória. O único a despencar foi o Grêmio, goleado pelo Coritiba, 4 a 0 Só que ainda tem muito jogo pela frente e muita bola para rolar. Que Campeonato!


Tropeço do Grêmio, alívio dos concorrentes. E um clássico com casa cheia
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Roberto Avallone

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Incrível este Campeonato  Brasileiro, tão equilibrado. Até a vitória do Botafogo sobre o Grêmio, no Rio (gol de bicicleta de Camilo, um de Sassá e o gremista de Batista) mexeu com vários outros clubes: por exemplo, o Corinthians manteve-e no G-4, o Santos m quinto lugar, o Galo na terceira posição e o líder Palmeiras continua com sete pontos à frente do Grêmio- que, apesar da derrota, segue sendo um dos concorrentes ao título.

Por outro lado, em diferente fixa da tabela, o Botafogo saltou de um ainda incômodo flerte com a zona do rebaixamento para uma bem mais confortável situação, a de décimo-primeiro lugar no Campeonato, passando à frente do São Paulo. Coisas de uma competição equilibrada, apertada em número de pontos-daí resultados pouco prováveis- e que uma partida pode mudar muita coisa ou, pelo menos, desenhar algo diferente para o futuro. E esse jogo ainda era válido pelo primeiro turno.

Muitas coisa vai rolar até o fim do Campeonato de desfecho incerto, embora é claro, tenha lá os seus favoritos. E de atrações inusitadas. Por exemplo, na quarta-feira, o Palmeiras receberá o São Paulo, em situações absolutamente distintas:o Palmeiras é o líder (43 pontos) enquanto o São Paulo, por enquanto, ocupa apenas a décima-segunda colocação, quatro pontos apenas acima da zona degola.

Messo assim, seria arriscado apontar um favorito. E nem tanto, digamos da quase certa ausência de Gabriel Jesus no Palmeiras (e Moisés ainda é dúvida) ou da má fase tricolor. É mais pela tradição e pela rivalidade mesmo, por ser um clássico e quantas e quantas vezes já não tivemos resultados inesperados nesse tipo de jogo? De qualquer maneira, pelos ingressos já vendidos (30 mil até o início da tarde de sábado) o estádio estará lotado.

E outros jogos importantes-como todos os são neste equilibrado Campeonato: Inter e Santos, em Porto Alegre; Atlético Mineiro (bem desfalcado) e Vitória, em Belo Horizonte; Flamengo e Ponte Preta, em Cariacica; Coritiba e Grêmio, em Curitiba;na quinta-feira, Corinthians (talvez com a estreia do centroavante Gustavo) contra o Sport do Recife.

Emoção na faltará. O amigo arrisca seus palpites?


Gabriel Jesus, espetacular! Na bela estreia de Tite. E vítimas da violência
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Roberto Avallone

Foto: Pedro Martins

Foto: Pedro Martins

1- Até começar a decidir o jogo, lá pelos 25 minutos do segundo tempo, Gabriel Jesus tinha uma boa estreia, com muita movimentação. Mas daquele lance em diante, quando, lançado pela esquerda, contornou o zagueiro, fintou o goleiro equatoriano e por ele foi derrubado- no pênalti que Neymar converteu em gol-, Gabriel tornou-se decisivo, endiabrado, espetacular!

Que estreia na seleção principal para um jovem de 19 anos! Seguindo sua obra, marcou o segundo gol brasileiro, ao escorar, de calcanhar, mandando a bola para o fundo das redes do Equador, depois de belo centro de Marcelo, vindo da esquerda. Pegou ainda mais confiança e, já no finzinho do jogo, mandou no ângulo, depois de receber a bola de Neymar. Resumo da ópera da estreia do menino-craque: um pênalti sofrido, um gol de calcanhar e outro no ângulo.

Qual nota mereceria um jogador capaz de decidir uma partida que se supunha difícil, lá na altitude de Quito (2.850 metros), em apenas 20 minutos? Nota 10, creio. E com louvor!

Foto: AP

Foto: AP

2- Bem, foi a estreia de Tite no comando da Seleção Brasileira. Melhor impossível. Convocou os jogadores, teve não mais do que três dias de treino e conseguiu vencer por 3 a 0 um Equador que vinha bem nas Eliminatórias, jogando em Quito- local onde o Brasil não ganhava há 33 anos, talvez em função da altitude. Montou uma equipe ao seu estilo, com marcação cerrada e jogando em bloco, a ocupar os espaços. Deu a braçadeira de capitão ao zagueiro Miranda, acreditou em seu velho conhecido Paulinho, ofereceu liberdade a Neymar e, creio, teve a perspicácia de encher Gabriel Jesus de confiança (Tite sempre o elogiou, antes até dos Jogos Olímpicos) ao lhe dar a camisa número 9, emblemática para artilheiros ou candidatos a goleadores.

Depois de um primeiro tempo equilibrado- mas morno, com poucas chances de gol- modificou a maneira da equipe jogar com uma substituição: saiu Willian e entrou Phillipe Coutinho. Este, além de ser habilidoso, abriu espaços pela esquerda do ataque, ao se deslocar para o meio e permitir que Gabriel Jesus surgisse por ali. Além disso,  recuou um pouco Casemiro para ficar mais perto de Marquinhos e Miranda, soltando, assim, o lateral-esquerdo Marcelo, que tem no apoio o seu ponto forte.

E o Brasil fez um segundo tempo muito bom, bem superior ao primeiro, para quebrar o tabu de 33 anos, vencer por inesperado placar de 3 a 0 e iniciar sua recuperação nas Eliminatórias, competição na qual não vinha bem.

O que mais pretender da estreia de Tite?

Foto\: Felipe Costa

Foto\: Felipe Costa

3-  Vitimas da violência daquela briga sem sentido de torcedores (?) do Palmeiras e do Flamengo, em Brasilia, não foram apenas aqueles que se machucaram. Foram também os clubes, Palmeiras e Flamengo, punidos com uma série de ítens a eles prejudiciais (detalhes no Uol) e também aos torcedores que, na boa, pretendessem ver os jogos de suas equipes quando visitantes. A violência não pode ser tolerada.

Mas é preciso que os briguentos entendam, também, que estão a prejudicar seus clubes e que impediram, assim, os outros, pacíficos, do sagrado direito de torcer e vibrar com civilidade: ''Dos males o menor, mas não podia passar em branco''-me dizia o amigo André Tessitore, palestrino até o fundo da alma. ''Eu quero gritar gol, na paz, sem confusão e com alegria''-arrematou.