Blog do Avallone

Elias fez a diferença para o Corinthians. Dudu, o melhor na goleada do Palmeiras
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Roberto Avallone

Foto: AFP

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1- O amigo sabe quem disse que “o empate teria sido mais justo, mas fomos efetivos”? Foi o técnico corintiano, Tite, reconhecendo o que o jogo apresentou no estádio Nuevo Gazometro completamente vazio em função da punição imposta ao San Lorenzo.

Mas o time do Papa- que não é mais aquele, pois já não conta com Piati e nem com Corrêa- não tinha Elias, que agora deu também para ser artilheiro, com quatro gols marcados em quatro jogos pela Libertadores (Pré, inclusive). E este gol de Elias, em especial, belo e decisivo fez a diferença na partida: aos 20 minutos do segundo tempo, Elias arrancou, bateu a marcação na velocidade e sem que o goleiro esperasse, chutou rapidamente para as redes.

E pronto!  Daí vem a efetividade exaltada por Tite, a desequilibrar o jogo que, na opinião do técnico corintiano, repito, teria o empate como o placar mais justo. Afinal, pertenceram aos argentinos as chances mais claras de gol, com boas defesas de Cássio.

É verdade também que, embora melhor o San Lorenzo nos primeiros 25 minutos, o Corinthians equilibrou a partida reforçando a marcação do lado direito de sua defesa, por onde andava Blanco sobre Fagner. E, curioso a saída de Renato Augusto, por contusão, reforçou a marcação corintiana, pois Cristian- que entrou no lugar de Renato- exibiu maior poder de marcação.

Enfim, vitória fora de casa, mais três pontos em caixa, o Corinthians venceu por esse 1 a 0, gol de Elias, e encaminhou a sua classificação para a próxima fase da Libertadores. Só um a zebra enorme tiraria o Corinthians dessa confortável situação.

Foto: Eliezer Oliveira

Foto: Eliezer Oliveira

2- Só falta um detalhe para Dudu ser o jogador que se espera: chutar mais constantemente e com mais eficiência a gol, o que é possível com muitos treinamentos, como já se viu em outros casos no futebol. No resto, ele é quase perfeito: driblador, veloz, inventivo, infernal para os zagueiros adversários.

Assim como foi nesta noite de quarta-feira, em Vitória da Conquista, quando ao bater a equipe local e o campo esburacado- este, o obstáculo mais difícil- Dudu voltou a ser o melhor jogador da equipe, ao sofrer o pênalti convertido por Cristaldo, ao fazer o quarto gol com categoria e ao armar jogadas que deixavam tontos os adversários.

Nem só de Dudu viveu o Palmeiras, apresentando, por exemplo, um Robinho em grande fase e também um belo poder de reação a equipe poderia ter se complicado quando vencia por 2 a 1 e teve Arouca justamente expulso (ele não sabia o que era cartão vermelho desde 2006), aos 30 minutos do segundo tempo. Mas, mesmo com um jogador a menos, o Palmeiras estabeleceu a goleada de 4 a 1 (gols de Cristaldo, Allione, Robinho e Dudu), eliminando o jogo da volta e classificando-se para a próxima fase da Copa do Brasil.


Émerson ficará no Corinthians? E Gabriel Jesus pode ter, enfim, a sua chance
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Roberto Avallone

Foto: Reginaldo Castro

Foto: Reginaldo Castro

1- O que aconteceu, na verdade, não foi escancarado. Oficialmente, Émerson “Sheik”- que estava em boa forma- não enfrentará o San Lorenzo por estar com problemas no joelho; nos bastidores fala-se (pelo menos é o que leio), que além do joelho, os atrasos do jogador aos treinamentos irritaram ao ponto de se dizer que “Sheik” escolhe as partidas que quer jogar.

E há até quem ponha em dúvida se ele vai continuar no Corinthians depois do fim de seu contrato, que termina no meio do ano.

Curiosa a carreira de “Sheik”, construída por bem tempo no Exterior, mas extremamente vitoriosa quando jogou por aqui: campeão brasileiro Pelo Flamengo, pelo Fluminense (fez o gol decisivo contra o Guarani) e pelo Corinthians, clube onde além desse título, conquistou também a Taça Libertadores da América (foi o herói no jogo contra o Boca Juniors, na final) e o Campeonato Mundial de Clubes- para se falar dos mais importantes.

Não sei qual a razão de Émerson durar pouco tempo nos clubes onde se consagra, com exceção do Corinthians, onde está desde 2012, trajetória interrompida no ano passado, quando, dispensado por Mano Menezes, jogou certo período no Botafogo clube que o demitiu em meio a atrasos nos salários.

Aos 36 anos, Émerson dava a impressão em seu retorno ao Corinthians que iria ficar muito tempo, ainda, por aqui.  Ainda está jogando muito. Mas de seu futuro, no entanto, não se sabe…

Foto: Divulgação

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2- Na noite desta quarta-feira, em Vitória da Conquista, na Bahia, pode ser a chance do menino Gabriel Jesus. Aos 17 anos, depois de ser o recordista de gols na categoria sub-17, de ter ido muito bem na Copinha (fez 5 gols) e de ter desempenhos nos treinos que agradaram muito ao técnico Oswaldo de Oliveira, Gabriel pela primeira vez integrou a delegação profissional palmeirense em uma viagem.

Ficará no banco de reservas, é verdade, mas pode entrar no jogo. Se o fizer, que tenha boa sorte, pois encontrará um campo de péssima qualidade (até o goleiro Viáfara, do Vitória, reconhece isso e diz que vai “passar vergonha”, com funcionários tentando remendar os estragos acentuados pela chuva.

Gabriel integra um elenco que custa, aproximadamente, seis milhões de reais. O Esporte Clube Primeiro Passo, de Vitória da Conquista, tem a folha salarial estimada em 150 mil reais. Que diferença! Mas os buracos do gramado podem equilibrar tudo- e sair de campo sem ninguém machucado pelo estado do campo, já será uma grande vitória.


Danilo, Zé Roberto, Ricardo Oliveira, Rogério Ceni: a rodada dos veteranos
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Roberto Avallone

Foto: Ari Ferreira

Foto: Ari Ferreira

1- O jogo estava difícil para o Corinthians, zero a zero com o Mogi. Mas, no intervalo, o técnico Tite recorreu ao velho salvador do time: o veterano Danilo, 35 anos, bom na armação e no arremate, entrou no lugar de Vagner Love. E no intervalo. Vagner foi mal? Bem, antes de falar de Danilo, eis a opinião de Tite sobre o novo atacante corintiano: “Vagner e Guerrero, essa dupla pode dar certo? Hoje não deu, no futuro pode ser”…

Ah, com Danilo tudo correu bem. Ele armou as jogadas, às vezes fez companhia a Guerrero, o Corinthians foi outro no segundo tempo: marcou o seu primeiro gol (belíssimo gol de Jadson), fez o segundo através de Luciano (outro que entrou no segundo tempo) e estabeleceu o placar de 3 a 0 com Guerrero. Assim, não só o Corinthians recuperou a liderança de seu grupo como acabou com a invencibilidade do Mogi- Mirim, a equipe do grande Rivaldo, que não sabia até então o que era perder neste Campeonato.

Danilo não foi o melhor em campo, pois em minha opinião essa honra fica com Jadson. Só que mais uma vez, mudou a história do jogo, transformando o perigo de um tropeço em fácil vitória. O veterano Danilo ainda está longe da aposentadoria.

Foto: Reginaldo Castro

Foto: Reginaldo Castro

2- Zé Roberto, aos 40 anos, é um fenômeno da natureza: sem nenhuma gordurinha, barriga “tanquinho”, fôlego de jovem. Em minha avaliação foi o melhor jogador do Palmeiras contra o Capivariano (embora o herói tenha sido Robinho, autor dos dois gols da vitória), pois a equipe rendeu muito mais quando Zé Roberto- que até estava bem na lateral- passou para o meio de campo, a distribuir belos lançamentos para os companheiros e a oferecer um toque de classe ao jogo.

Feliz a equipe que pode ter um Zé Roberto…

Foto: Djalma Vassão

Foto: Djalma Vassão

3- Autor de seu primeiro gol pelo Santos nesta sua nova passagem pelo clube, Ricardo Oliveira, 34 anos, pode começar a vencer a desconfiança sobre o seu atual futebol. O gol foi bonito: Ricardo esticou a bola para Robinho, correu, recebeu-a na frente e chutou para as redes. Era o terceiro gol do Santos, que ganhava com facilidade (3 a 0), levou um grande susto ao tomar dois gols do Linense, mas graças a Robinho- o melhor em campo- fez o quarto e venceu por 4 a 2.

Antes, essa cena era mais do que comum para Ricardo Oliveira que começou na meia-esquerda na Portuguesa e transformou-se em implacável goleador por todos os clubes pelos quais passou, sempre recebendo excelentes salários e exibindo um estilo oposto ao de “trombador”; ao contrário, era elegante de fino trato com a bola, dono de arremates sutis ao fazer os gols.

Consta que Ricardo assinou contrato com o Santos só até o fim do Campeonato Paulista.  Deve ser uma espécie de teste. Teste que, pelo jeito, ele irá tirar com a classe habitual, de letra.

Foto: AP

Foto: AP

4- Rogério Ceni entra nesta galeria. Desta vez, no entanto, por um destaque inusitado: não teve de fazer uma defesa difícil sequer, aparecendo mais no papel de orientador da defesa (contra o fraco Rio Claro) e quando cobrou uma falta quase da entrada da área.

Aos 42 anos, porém, Rogério Ceni consegue estar em campo mesmo quando vários titulares foram poupados. Sinal de que está em forma plena.


A vitória do Palmeiras, com recorde de público no Paulistão
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Roberto Avallone

Foto: Fernando Dantas

Foto: Fernando Dantas

Tem tudo a ver, vitória e público grande. São ingredientes que fazem parte do mesmo bolo, pois, apaixonada pelo time como há muito tempo não se via, sei lá qual seria o tamanho da decepção da torcida se o Palmeiras não vencesse, em casa, o Capivariano – com todo o respeito que o Capivariano merece.

Mas, apesar das dificuldades em balançar as redes, o Palmeiras venceu, sim, por 2 a 0- dois gols de Robinho-, sendo que o primeiro gol surgiu aos 35 minutos do segundo tempo, em belíssima cobrança de falta de Robinho. E ele mesmo, minutos depois, fez o segundo gol, em um chute cruzado, depois de excelente passe de Dudu.

Foto: Fernando Dantas

Foto: Fernando Dantas

E assim se fez a alegria de mais de 32 mil pagantes- público recorde do Paulistão até agora-, que vibraram e festejaram algo, mesmo diante do Capivariano, que alguns talvez não possam entender: é a festa pelo Palmeiras que deixa o sufoco do ano passado para voltar a fazer parte da elite do futebol, com elenco farto e de qualidade, além de dar sinais evidentes de recuperação financeira- com patrocínios, número de sócios torcedores que beira os 100 mil, boas arrecadações, etc.

Bem, por que a dificuldade de fazer gol? Isso aconteceu mais no primeiro tempo, pois a defesa saía dando chutão, o meio-campo se ressentia de um verdadeiro meia-armador e o ataque apresentava um guerreiro, Cristaldo, isolado entre os zagueiros adversários.

No segundo tempo, o Palmeiras jogou bem melhor, com a entrada de Rafael Marques (muito importante taticamente, pois armava as jogadas e também fazia companha ao centroavante) e principalmente quando Zé Roberto foi deslocado da lateral-esquerda para o meio. Ah, aí o toque de bola ganhou outro nível de competência. Assim, foi justa a vitória palmeirense que teve, além dos gols, duas bolas nas traves do Capivariano, ambas chutadas por Cristaldo.

Foto: Fernando Dantas

Foto: Fernando Dantas

E a estreia de Arouca? Bem razoável para um jogador que não atuava há 70 dias e ainda não está em sua forma ideal. Quanto às suas qualidades técnicas, nenhuma dúvida:  irá melhorar muito.


Estreias e Mercado da Bola
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

1-  Quanto às estreias, pelo menos duas se destacam neste fim de semana: Arouca, pelo Palmeiras. Vágner Love pelo Corinthians. Love? Mas ele já não jogou desde o começo contra o Linense? Sim, jogou.   Mas não nessa condição de agora, ao lado de Guerrero, revezando-se com o peruano dentro da área, do jeito que sempre gostou.

Considero essa a verdadeira estreia de Vágner Love.

Foto: Eduardo Viana

Foto: Eduardo Viana

E Arouca? Bem, diante do Capivariano ele fará sua estreia 100 por cento, usando pela primeira vez a camisa do Palmeiras, pois ainda não entrou sequer no decorrer das partidas. Trata-se de uma estreia muito aguardada do novo camisa 5 palmeirense, jogador que fez sucesso no Fluminense e no Santos (no São Paulo, não), muito bom no desarme e quase perfeito no apoio ao ataque. Por causa de Arouca, Alan Patrick foi para o banco de reservas e Robinho jogará um pouco mais à frente, como meia-armador.

Arouca terá bom público na Arena do Palmeiras a prestigiar sua “primeira vez”:  até a noite de sexta-feira já tinham sido vendidos antecipadamente 23 mil ingressos, tendo, ainda, quase todo o sábado para negociar mais entradas. E, convenhamos, o Capivariano não é nenhum Real Madrid para despertar tanto interesse.

Foto: Reuters

Foto: Reuters

2- Já em relação ao Mercado da Bola, Dagoberto quase certo no Vasco da Gama é um bom destaque. Jogador de currículo vitorioso, de várias camisas e de sucesso, Dagoberto quase sempre esteve bem, mas, no começo, este blogueiro pensou que ele fosse nome certo para a Seleção Brasileira.

Dagoberto não chegou a tanto, perseguido ainda muito jovem por lesões. Mas sempre foi talentoso e pode ajudar a reerguer este Vasco da Gama de grandes esquadrões no passado e de elenco modesto na atualidade.

O negócio, dizem, está quase fechado.

Foto: Mauro Horita

Foto: Mauro Horita

Outro negócio ainda não anunciado oficialmente, mas que nos bastidores se dá como certo, é Wesley no São Paulo. Pode ser que ele jogue no tricolor o futebol que não teve no Palmeiras. Não sei se essa transferência caracteriza mais uma disputa entre São Paulo e Palmeiras, que vem acontecendo mais acentuadamente desde que Alan Kardec trocou de clube.

Digo que não sei se é mesmo um novo capítulo ou uma contratação a mais porque a torcida palmeirense parece ter festejado a saída de Wesley. A torcida do São Paulo, no entanto, pode ser brindada com boas atuações do volante que, nos tempos de Santos, já esteve muito bem.

Agora, quem sabe?


O São Paulo se redime com Pato e goleada. O Corinthians ganha o jogo e Jadson. E o Galo…
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Roberto Avallone

Foto: Miguel Schincariol

Foto: Miguel Schincariol

1- O São Paulo está redimido e em luta franca pela classificação ao mata- mata na Libertadores: assim demonstram a goleada de 4 a 0 sobre o fraco Danubio, do Uruguai, e a grande atuação de Pato, em fase de implacável artilheiro (fez dois gols) e das jogadas de craque que não mostrou no Corinthians.

Por falar em Corinthians, ainda era esse o temor que rondava o Morumbi- o “baile” que o tricolor levou do rival, o “nó tático” de Tite sobre Muricy. Desta vez, diante de adversário fraco, é verdade, Muricy fez o certo ao manter Michel Bastos como meia e Rinaldo na lateral-esquerda; quanto a Pato, o treinador não teve culpa por escalá-lo apenas agora, pois fazia parte do contrato com o Corinthians.

Agora, sim, viu que com Pato é outra coisa. Alan Kardec jogou, sim, como meia no Santos, com Muricy; mas só que como parceiro tinha o veloz e imarcável Neymar, demonstrando na outra partida que, na verdade, é centroavante. E nessa posição, o São Paulo tem Luís Fabiano.

Enfim, valeu pela goleada e pelos três pontos. O que não surpreende a este blogueiro que cultiva o palpite desde antes do início da Libertadores; São Paulo e Corinthians serão os classificados do grupo para a próxima fase DA Libertadores.

Foto: Celio Messias

Foto: Celio Messias

2- Uma boa noite também teve o Corinthians, em Lins: jogou o suficiente para bater o Linense, por 2 a 0(gols de Mendoza e Petros), tendo como destaque o golaço marcado pelo colombiano Mendoza que, novo “Filho do Vento” correu pela esquerda em grande velocidade, entortou o marcador com dois cortes seguidos e chutou no canto direito do goleiro, rente à trave.

O Linense só obrigou Cássio a uma grande defesa- arremate de Diego, cara a cara- e apenas correu bastante, sem dar maiores sustos. Achei que Guerrero- que entrou no fim- teve empo de errar muitas bolas e que Vagner Love teve atuação apenas razoável. Em minha opinião, Mendoza foi o melhor.

Melhor mesmo, no entanto, foi a notícia que surgiu logo na manhã desta- quarta-feira: Jadson tinha mudado de ideia e continuará no Corinthians pelo menos até o fim de seu contrato, Ele está jogando muito.

Foto: Gil Leonardi

Foto: Gil Leonardi

3- Ah, o Atlético Mineiro… Em péssimo começo de Libertadores, já que fora derrotado pelo Colo- Colo na estreia, voltou a perder, desta vez no Horto, para o mexicano Atlas, por 1 a 0 O Atlético foi perdendo aos poucos suas principais estrelas: Diego Tardelli, Réver, Ronaldinho Gaúcho, antes Bernard- e do time que foi campeão da Libertadores em 2013, restou muito pouco. Nem mesmo o presidente Alexandre Kalil, que foi sempre um vencedor.

Por sua vez, o outro representante mineiro na Libertadores, o Cruzeiro, até que não teve mau resultado no empate de zero a zero diante do Universitário em Sucre, cidade de 2,800 metros de altitude, Lá em cima, amigo, é duro jogar.


Um diretor do Corinthians sugeriu Valdivia à cúpula do futebol do clube
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

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Que fique bem claro que não estou dizendo que essa negociação acontecerá. Penso até que se for para ficar no Brasil, Valdivia permanecerá no Palmeiras, que é mais ou menos o que diz o pai do jogador, embora já admita interesse de outro clube brasileiro pelo filho talentoso- e constantemente machucado.

Limito-me então à informação que me foi passada por confiável fonte corintiana. E, segunda essa fonte, o Corinthians ainda- eu disse ainda- não é o clube brasileiro, falado pelo pai de Valdivia. Mas poderá ser. É que nesta terça-feira, a nova diretoria do Corinthians foi empossada e, entre os novos diretores, um deles- que prefiro omitir o nome, mas que adianto ser do ramo (do futebol) e que vê quase todos os jogos, seja lá de qual divisão for- sugeriu ao presidente, Roberto de Andrade, e ao gerente de futebol, Edu Gaspar, o nome de Valdivia, já que o Corinthians deve (ainda não aconteceu) perder Jadson.

Não houve resposta imediata para a sugestão. Mas a indicação desse diretor- que tem história no futebol do clube- não deve ser descartada. Ah, ainda segundo minha fonte, ele fez uma recomendação acompanhando a sugestão: que Valdivia seja submetido a rigoroso exame médico para saber se há jeito de evitar suas constantes lesões.

Esta é a grande dúvida, pois não s discute a arte do “Mago”.


Cristaldo, Robinho, Guerrero, Muricy: personagens da rodada
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Roberto Avallone

Foto: Celio Messias

Foto: Celio Messias

1- Cristaldo, autor dos dois gols, foi o herói do Palmeiras na vitória sobre o Penapolense. Fora de casa, por 2 a 0. Ele está em boa forma e mostra, a cada jogo, a sua principal característica: infiltra-se, com raça e velocidade, entre os zagueirões, aparecendo na frente do goleiro já pronto para finalizar.

Cristaldo tem um estilo diferente de jogar como centroavante, compensando a falta de estatura típica do homem de área, com aquela fome de gols demonstrada no Velez Sarsfield, no ucraniano Metalist (onde teve por companheiro Cleiton Xavier, a quem reencontrou agora, no Palmeiras), sempre balançando as redes.

E por que só agora volta a ser goleador? Bem, em primeiro lugar porque está em forma plena, confiante e recebendo bolas dos companheiros; depois, no quesito talvez mais importante, é que com Dorival Júnior, Cristaldo atuava aberto pelas pontas, tendo às vezes, de correr atrás dos laterais inimigos.

E esse jamais foi o seu jogo. Com Oswaldo Oliveira, Cristaldo decidiu agir de outra forma: conversou com o treinador e disse que não sabia muito jogar aberto, preferindo ser centroavante mesmo, perto da área, como sempre fizera. Simples, não?

Vem dando certo.

Foto: Ivan Storti

Foto: Ivan Storti

2- Quem viu a vitória do Santos sobre a Portuguesa, no Pacaembu, por 3 a 1, viu um espetáculo à parte:  Robinho jogando como em seus tempos, driblando, pedalando à frente dos zagueiros, um terror. E, de quebra, foi o autor de dois gols, pelo menos um deles belíssimo, entrando em diagonal da esquerda para o meio e completando a jogada com um arremate perfeito, no canto direito do goleiro.

Robinho é o verdadeiro comandante desse Santos de campanha surpreendente, invicto, e que foi até superior ao São Paulo no clássico disputado na Vila Belmiro. Pouco se esperava do Santos, depois dos atrasos de pagamento e da perda de jogadores importantes (Arouca, Edu Dracena, Leandro Damião- que está indo muito bem no Cruzeiro- Mena, atc), em seu elenco.

Mas talvez o mais importante de todos tenha por lá continuado: Robinho, o que parece ter nascido para jogar no Santos.

Foto: Miguel Schincariol

Foto: Miguel Schincariol

3- Guerrero fica ou não no Corinthians? Esta novela ainda não terminou e pelo que se soube, a situação ficou no seguinte pé: é pegar ou largar, ou Guerrero aceita o que oferece o Corinthians (especula-se que 13 milhões de reais de luvas e 500 mil mensais de salários) ou bate o pé por aquilo que deseja (17 milhões de reais de luvas) e terá de procurar outro clube.

Por coincidência ou não, em meio a este impasse, Guerrero não vem sendo feliz; foi expulso no primeiro jogo da Libertadores (ou Pré) e pegou suspensão de três jogos no badalado torneio; não balançou mais as redes e neste domingo, em Itu saiu mancando de campo, aos 34 minutos da etapa final, alvo que foi das chuteiras adversárias. O conceito de sua atuação, no entanto, preocupa: andou bem armando as jogadas, mas não brilhou nem um pouquinho nas finalizações que, em princípio, deve ser sua principal missão.

Terá a ver sua atual fase com a novela do “fica- não fica”?

Foto: Eduardo Viana

Foto: Eduardo Viana

4- Muricy Ramalho desabafou após a goleada do São Paulo sobre o Audax- Osasco, por 4 a 0. Disse que sente movimentos para tirá-lo do cargo de técnico e se o quiserem fora do clube terão de manda-lo embora.  Honesto, trabalhador e com currículo vitorioso, não creio que a história vá acabar assim.

Lembro, no entanto, que o técnico vive de resultados. Não me convencem as palavras de apoio eterno e nem me comovem as juras de amor, pois são os resultados, só eles, que podem garantir a sobrevivência.

No Campeonato Paulista, as coisas vão bem, embora o próprio Muricy tenha reconhecido que a equipe falhou no grande teste que teve contra o Santos. É na Libertadores, por enquanto, que o bicho pega, pois a derrota para o Corinthians, com aquele baile, teve o efeito quase de um nocaute.

Quase, eu disse, pois que agora, o São Paulo terá uruguaios e argentinos pela frente, jogos de ida e volta, até topar de novo com o Corinthians, desta vez no Morumbi.

Como acredito que os dois – São Paulo e Corinthians- irão se classificar, ainda há muito tempo para mais festejos do que desabafos.

E assim, Muricy, caminha o futebol.


Valdivia, mais um capítulo neste misterioso caso do futebol
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco

Foto: Cesar Greco

Oswaldo de Oliveira, diante das circunstâncias, voltou atrás: já não vai escalar Valdivia contra o Capivariano, no dia 28, como afirmara. E nem dá mais previsão sobre o retorno aos gramados do jogador que vive a elogiar. E como poderia? Pelo noticiário, Valdivia não faz um treino sequer há muito tempo e, pelo jeito, como não irá jogar na data projetada, deverá completar três meses sem jogar e até de treinar com o grupo: sua última partida aconteceu no dia 6 de dezembro de 2014, no empate com o Atlético Paranaense, 1 a 1.

Aliás, essa partida é uma atenuante para ausência tão longa. Segundo o que dizem, Valdivia jogou no sacrifício total, pois o Palmeiras corria o risco de ser rebaixado naquele domingo, última rodada, festejando a derrota do Vitória para o Santos, em Salvador, e a do Bahia para o Coritiba, em Curitiba, por 3 a 2- e de virada.

Aí vieram as férias, longas férias; veio uma declaração do jogador, saudoso da eficiência do terapeuta José Amador, da Seleção do Chile. As férias não resolveram o problema do jogador e nem mesmo a sua ida ao Chile- onde se encontrou com Amador e a Seleção chilena- foi capaz de deixar Valdivia curado.

O que fazer, então? O departamento médico do Palmeiras não se pronuncia respeito, o jogador se refugia nas instalações internas do C.T e a última imagem que dele se viu foi aquela do camarote no carnal em Salvador, de camisa regata e short, para onde teria ido pelo show de Ivete Sangalo. Ao que conta- segundo um conselheiro do Palmeiras- Valdivia apenas presenciou a festa. Nem mesmo pulou.

Em minha opinião, não é má vontade do jogador. Trata-se de uma excessiva dificuldade de lidar com suas lesões musculares, longas e longas ausências, oque não acontecia em sua primeira passagem pelo clube. Talvez, repito talvez, não tenha se cuidado o suficiente para não padecer tanto agora, já trintão.

É pena. Tecnicamente, ainda o considero o melhor jogador do time. Mas como futebol de hoje exige forma física, além da técnica, creio que o Palmeiras não pode mais depender de Valdivia: é preciso agilizar a documentação de Cleiton Xavier- um amigo me disse que os papéis já chegaram, não sei-, pois ele deverá ser o futuro meia-armador do time. E ainda com Alan Patrick e Robinho que podem fazer a função.

Se Valdivia conseguir disputar o mata-mata do Campeonato Paulista, em forma, ótimo. Caso contrário, o Palmeiras não sentirá mais a sua falta e mesmo que o jogador renove contrato, será uma espécie de artigo de luxo, tipo “o que vier, é lucro”, mas sem aquela dependência visceral que não fazia bem algum à equipe.

De qualquer maneira, boa sorte a ambos, jogador Valdivia e Palmeiras, nesta nova fase que se prenuncia.


Corinthians, show de bola no São Paulo. E grave erro da arbitragem
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

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Quanto ao futebol nem se discute: foi um show de bola do Corinthians diante de um lento e inofensivo São Paulo (Cássio não fez nenhuma grande defesa), tanto que não seria injustiça alguma se o placar fosse maior do que 2 a 0 (gols de Elias e Jadson) como o jogo terminou na Arena de Itaquera.

Os melhores em campo? Bem, em minha opinião, o melhor de todos foi Elias, autor do primeiro gol quando apareceu como se fosse centroavante e responsável por ser o “homem- surpresa” do ataque corintiano.  Menções mais do que honrosas para Émerson “Sheik”. Jogador que as 36 anos, tem fôlego e velocidade de menino; para Renato Augusto, importante taticamente; para Ralf, perfeito na proteção a zaga.

E menção especial para um senhor, agora mais magro, que fica à beira do campo e que depois de um ano sabático, quando fez uma reciclagem até em território europeu, voltou melhor do que nunca: o técnico Tite, cuja evolução tática é visível, com aquela marcação por pressão e com a velocidade intensa na troca de passes, rumo ao contra- ataque. Perto do Corinthians, o São Paulo parecia um time dos anos 50, lento e previsível, tipo cada um na sua posição, sem surpresas ou imaginação.

Como nada é prefeito, no entanto, é preciso dizer: os jogadores do São Paulo tiveram razão ao reclamarem do segundo gol corintiano, pois este nasceu de uma falta cometida por “Sheik” em Bruno e que a arbitragem ignorou. Gol irregular!

E isso apesar de, depois da falta, “Sheik” arrancar em belo estilo, servir Jadson que, com a perna direita driblou Reinaldo e com a canhota mandou para o fundo das redes de Rogério Ceni. Mas tudo isso não teria acontecido se a falta, existente, fosse marcada.

Por outras jogadas, no entanto, o Corinthians se fez merecedor de placar mais amplo em sua bela estreia na Libertadores.