Blog do Avallone

Os casos Borja, Jadson e Calleri no Mercado da Bola
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Roberto Avallone

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1-  Recebi  na manhã desta quarta-feira a informação de boa fonte- mas não infalível- de que o Palmeiras estaria comprando uma alta porcentagem dos direitos econômicos e federativos (o popular passe, para ficar mais fácil) do goleador Borja. Por cautela,dei a informação no condicional, sem cravar, aproveitando o que as idas e vindas de tantas negociações  que vi ao longo da carreira: apenas se dá  como certa uma contratação que está sacramentada.

Mas  não é pecado comentar informações vindas de fontes ou especulações.

Na verdade, segundo apurei mais tarde com conselheiros do clube, nada está fechado. O interesse existe sim, por Borja ou Pratto ou ainda uma outra opção, para o lugar de Gabriel Jesus; não, no entanto pelos preços estimados. Pelo colombiano  (convocado pela seleção para o amistoso contra o Brasil), por exemplo, falou-se em quantia de 15 ou 20 milhões de euros, o que daria, facilitando a conta, estimando o euro em quase quatro reais, preço astronômico para os padrões do futebol brasileiro: ''O Palmeiras não desistiu, mas não se mexeu mais e nem houve avanço nas negociações. Acho que se houver novidade será lá para fevereiro''.

Não por coincidência quando já estiver fechada a janela de inverno do futebol europeu e estará se encaminhando para o final a agora mais temível janela da China. Antes disso, creio,não deverá ser fechada nenhuma negociação.

E, pelo estilo até agora exibido, se houver transação será encaminhada sob sigilo, só havendo anúncio oficial quando tudo estiver consumado,

Assim, por enquanto, fica naquele interesse secreto. Que pode esquentar ou esfriar.

Foto: Divulgação

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2- Jadson, pelo andar da carruagem, não é nome certo no  Corinthians. Há concorrência, ouvi uma entrevista do empresário do jogador, que não cita o nome de nenhum clube, mas diz que assim como o jogador se esforçou para retornar da China e abriu mão de boa grana, o eventual  comprador deve se esforçar para oferecer a compensação ao meia.

Não falou em detalhes financeiros. E não sei quanto sairia a conta. Analisando, tecnicamente,

impossível esquecer as boas atuações de Jadson pelo Corinthians em 2015, quando ele se recuperou de um período de destaque menor no São Paulo, quando foi trocado por Pato. Aos 33 anos, no entanto, Jadson entra na ciranda do Mercado da Bola não sendo possível cravar em qual clube jogará em seu retorno ao Brasil.

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3- Calleri foi muito bem no Boca em seu começo de carreira. Tanto que foi comprado- é o que se diz- por um grupo econômica por quantia que beirava os 40 milhões de reais. O seu destino parecia ser a Inter de Milão. Parecia. Ele veio emprestado para o São Paulo e em muitos jogos- em especial os da Libertadores- foi uma sensação.

Foi breve o seu período no tricolor e Calleri seguiu o que estava previsto, indo para a Europa. Não sei se foi para o time certo, o inglês West Ham, onde até agora pouco jogou e pouco impressionou a quem escala o time.

Resultado: o São Paulo manifestou interesse em sua volta, a torcida sempre se empolga quando se fala em Calleri, mas tudo indica que ele irá para o futebol espanhol. Como competir, em termos de grana, com os europeus? E já se fala em Nilmar a despertar o interesse tricolor. Como ele estará hoje?

E Calleri deixa no torcedor do São Paulo aquela lembrança do impetuoso artilheiro que ficou por tão pouco tempo.


O Corinthians e Drogba, a lenda dos gols
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Roberto Avallone

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É bem provável que até este domingo, Didier Drogba seja o novo reforço do Corinthians. Ao longo da carreira, este marfinense não foi apenas um jogador, um centroavante; foi também um dos maiores atacantes do mundo, uma lenda dos gols, de força fisica, de habilidade, exímio cobrador de faltas. Com 1 metro e 88, também cabeceava como poucos.

Na seleção de seu País, a Costa do Marfim, disputou 105 jogos, marcou 65 gols.

Um atacante completo, pois não?

Mas até quando? Pesquisando sua carreira, mais ou menos até três anos atrás quando, ao contrário de sua primeira passagem- de 2004  a  2012- no Chelsea, teve melancólica segunda vez no gigante inglês, como o anúncio do fim do mito. Ainda foi jogar no Montreal Impact- clube canadense- e foi razoavelmente bem (chegou a fazer três gols em um só jogo, mas sem a devida sequência) embora longe do brilho de antes e sem ganhar título.

Por quê?  Talvez pela idade já avançada para um centroavante- tem 38 anos, completará 39 agora em março-, talvez por não ter se encaixado bem nos últimos times. Sabe-se lá. Confesso que não tenho a resposta, pois muitas coisas no futebol acontecem sem a devida explicação. Futebol não é uma ciência exata.

Também não me arrisco a dizer como será Drogba no Corinthians. Pode ser que dê certo, pode ser que seja um jogador para jogar, digamos, meio tempo. É preciso vê-lo de perto, acompanhar seus passos atuais, sua forma física, seu estágio técnico, essas coisas todas.

Mas de uma coisa, creio, há de se ter certeza: esteja como estiver, a vinda de Drogba será uma grande atração! Ainda mais para a torcida corintiana, carente de um ídolo- ou de uma esperança- depois dos vários desmanches sofridos pelo time campeão brasileiro de 2015.

O que o amigo acha?


Destaques no Mercado da Bola. E bastidores decisivos
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Roberto Avallone

Foto: Reprodução

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1- Após o recesso, eis-me de novo a batucar o teclado, visando, inicialmente o Mercado da Bola, que agita o torcedor e faz as novidades dos times:

a)  Bem mais tímido do que já foi, até porque se o dinheiro é farto para os chineses em suas transferências, a cautela, reina, com razão por aqui. Entre os negócios de oportunidades, vejamos o caso Conca no Flamengo, que veio para o Fla em função da esperança de recuperar-se de sua contusão no joelho esquerdo, sem custos e passando a receber creio que 1/3 de seu salário só quando puder atuar, abril ou maio. Seja como for, Conca é bela atração.

b)  Ativo no Mercado, mas ainda sem contar com o centroavante esperado-sonha com Lucas Pratto ou Miguel Borja para a camisa 9-, o Palmeiras vem contratando desde o fim do ano passado, alguns de renome e sem custos nos passes- Michel Bastos e Felipe Melo-, outros que ainda são promessas-Hyoran e Raphael Veiga- ou que fizeram bom Campeonato- como Keno, por exemplo. À exceção do goleador para o lugar de Gabriel Jesus- que pode ter ajuda da patrocinadora- houve prudência, sem gastança.

c) Gastança também não houve no Santos (Leandro Donizete, 34 anos , sem custos, pareceu-me boa contratação), no São Paulo- Wellington Nem e Cícero vieram sem onerar o clube-, no Corinthians- Pottker seria boa pedida para o ataque-, na maioria dos clubes brasileiros.

São outros os tempos. Tempos talvez até mais sensatos, pois o futebol também acompanha as incertezas da Economia nacional e qualquer gasto acima do normal com um jogador pode afetar a vida de um clube por muito tempo. Valeria a pena?

Enfim, a impressão que se tem é a de que vai começar agora, efetivamente, a agitação do Mercado Bola. Com juízo, no entanto.

Foto: Divulgação

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2- Dias agitados no Corinthians, com as cobranças de gente influente ao presidente Roberto de Andrade. Mas não acredito em impeachment e nem mesmo na licença de três meses de Roberto; por palpite, mero palpite, creio que vai dar uma costura politica, mas com força à chamada '' junta'' para ter papel relevante na direção do clube.

Foto: Cesar Greco/FotoArena

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3- Palestrino de pura cepa, sócio do clube desde 1954 (ainda menino), Seraphim Del Grande será candidato à presidência do Conselho Deliberativo do Palmeiras.


O Mercado da Bola. E férias…
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Roberto Avallone

Reprodução: UOL

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1- O Mercado da Bola, que agora vai ser intensificado, aguça a curiosidade do torcedor. E deverá ser o astros das férias. Por enquanto ainda tímido, começa a dar seus primeiros passos:

Guto ou Luxa no Corinthians? Com a saída de Oswaldo de Oliveira, dois nomes são apontados como seríssimos candidatos para novo treinador corintiano: Luxemburgo, de vitorioso currículo durante muito tempo, e Guto Ferreira, técnico admirado por seus métodos e que, dizem, elogiado até por Tite. Quem será o escolhido?

Há vários conselheiros que preferem Luxemburgo- até por seu passado dentro do clube- e , teoricamente, deveria ser até mais fácil acertar com ele, no momento não vinculado a nenhum clube. Só que Guto e tá tão forte quanto Luxemburgo, embora esteja no Bahia (deve ter multa rescisória, suponho), o que deixa incerto o desfecho dessa história.

O amigo arrisca um palpite?

2- Robinho, de volta ao Santos? Não é impossível, pois dizem que o jogador almoçou nesta quinta-feira com dirigentes santistas e que no Atlético Mineiro, onde foi muito bem, está a pesar para o bolso do Galo uma quantia alta, em função da saída de um patrocinador. Embora a torcida santista tenha vaiado quando o Santos venceu o Galo por 3 a 0, na Vila, a gente sabe como é, todo o amor voltaria assim que Robinho vestisse outra vez a camisa do Santos. E Robinho, convenhamos, é a cara do Santos.

3- O Palmeiras vai às compras? Agora, já empossado, o novo presidente palmeirense, Mauricio Galiotte deve intensificar a busca por reforços, ao lado de Alexandre Mattos. Para começar, o novo técnico, que deve ser Eduardo Baptista (havia quem apostasse em Jorginho, ex-Vasco), jovem de qualidades. Mas uma aposta. Eduardo à parte, fossem quem fosse o novo técnico, Cuca foi uma perda considerável. Fez um grande trabalho.

Quanto aos jogadores, além dos três já acertados- Raphael Veiga, Keno e Hyoran- a expectativa´de que se inicie a caça a nomes de peso como os de Lucas Pratto ou Miguel Borja para o lugar de Gabriel Jesus; e o do sonhado meia, que pode ser Gustavo Scarpa (do Flu), Guerra (do Nacional de Medellin) ou de Oscar Romero (do argentino Racing).

As negociações estão sob sigilo, é possível que existam mais nome, em outras posições, não estando descartas trocas ou eventuais saídas de jogadores do elenco. Mistério.

4- FÉRIAS: este blogueiro dará folga aos amigos internautas, interrompendo o batucar das teclas  como manda o ritual do fim do ano.  A todos, sinceramente,  grande Natal e magnifico Ano Novo. E obrigado pela companhia.


Grêmio, a vitória da marcação e da leveza
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Roberto Avallone

Foto: Itamar Aguiar

Foto: Itamar Aguiar

O Grêmio é o campeão da Copa do Brasil ao empatar com o Atlético Mineiro, 1 a 1 (gols de Bolaños e Cazares), em Porto Alegre. Mas, no placar agregado venceu por 4 a 2 (o primeiro jogo tinha sido 3 a 1 para o Grêmio), tornando-se o vencedor indiscutível, pois, comandando por Renato Gaúcho, exibiu muita competência diante do badalado elenco do Galo: foi mais do que firme na marcação- Geromel, como se estivesse iluminado-, compacto no meio-campo e arisco no ataque, com os hábeis Luan e Éverton.

Éverton, por sinal, nem deixou saudades do herói do primeiro jogo, Pedro Rocha, pois infernizou a defesa atleticana e foi o autor da jogada que deu no gol de Cazares, praticamente liquidando a partida. Pela postura da equipe, para mim a grande surpresa foi Renato Gaúcho, técnico vencedor, sim, mas que vive um momento de fina sintonia com o futebol moderno.

O Galo, que tem boas individualidades, não mostrou o mesmo e eficiente estilo gremista, deixando muitos espaços entre a defesa, o meio-campo e o ataque, repetindo a falta de ''compactação'' observada na partida de Belo Horizonte. Se valer  como consolo que belo gol fez Cazares no empate atleticano! Um pouco antes do meio do campo, teve o sucesso que Pelé tentou-, mas por pouco não conseguiu- na Copa de 1970, contra a Checoslováquia. Um arremate portentoso o de Pelé, que encantou o mundo, mas o do equatoriano Cazares , além de portentoso e imaginativo, atingiu as redes.

Épico!


A maior tragédia do futebol brasileiro
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Roberto Avallone

Foto: AFP

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Não há desastre que se compare ao que aconteceu com a valente Chapecoense. No auge de suas condições pronta para enfrentar o Nacional de Medellin nas finais da Copa Sul- Americana algo inimaginável para quem, há alguns anos, engatinhava nas competições. Como foi longe a Chape!

Cruel ironia do destino. O avião se espatifou em região montanhosa já perto do local onde deveria haver festa, mas que só o horror estava de espreita: morreram quase todos os jogadores, o técnico, o preparador físico, jornalistas que estavam no vôo (Mário Sérgio, Paulo, Júlio Clement, Vitorino Chermont, ,Deva Pascovicci os que mais conhecia- e outros igualmente dispostos a fazer uma boa cobertura jornalistico.

Nada: nem jogo, nem cobertura, nem vida. Era só desolação. O olhar perplexo sem passado, sem presente, sem futuro.

Em termos mundias, não foi uma tragédia inédita. Teve o desastre do Torino, em 1949, com a perda de todos os jogadores do tetra-campeão italiano; houve o acidente do Manchester United, em que um dos sobreviventes da queda do avião, Bobby Charlton, tronou-se o mais importante jogador da Seleção da Inglaterra na conquista da Copa do
Mundo de 1966.

Doeu o acidente do Torino, dou o do Manchester, doeu o da Chapecoense. Numa dor que se repete, a cada ocasião, com essa última, por ser mais próxima, causar ainda mais comoção- embora não fosse maior e nem mais triste.

E agora? Agora, é usar a velha receita: os outros clubes brasileiros se solidarizarem, com contribuições, empréstimo de jogadores e essa ideia que parece boa, tornar imune a Chapecoense do rebaixamento por três anos. Até que possa ressurgir das cinzas.


Palmeiras, campeão: vitória da eficiência
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

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Incontestável campeão, o Palmeiras não primou pelo espetáculo ou por jogos espetaculares; brilhou, sim, mas pela eficiência, pela regularidade, pelos números de verdadeiro vencedor do Campeonato Brasileiro de 2016. Os números falam pela performance palestrina: até agora, antes da última rodada, são 23 vitórias, 8 empates apenas 6 derrotas, com aproveitamento de quase 70 por cento: tem ainda a melhor defesa da competição, com 31 gols sofridos e o segundo melhor ataque, 60 gols

Números dos mais expressivos. De um Campeão com todos os méritos.

Quanto ao jogo que lhe assegurou o título, diante da Chapecoense (que poupou alguns titulares), 1 a 0 foi pouco. Além do gol de Fabiano- em jogada bem ensaiada, depois da bola parada-, o Palmeiras perdeu algumas chances, entre elas duas criadas e desperdiçadas por Gabriel Jesus. Depois, a medida em que o tempo ia passando, o Palmeiras jogou para controlar a partida e esperar o apito final. Arriscar? Jamais, a esta altura do Campeonato.

Quanto ao futuro do Palmeiras, algumas incógnitas: são controversos os comentários sobre a permanência ou a saida do técnico Cuca. Há quem diga que muito provavelmente ele não fique, mas algumas fontes palmeirenses me garantam que a tendência é a de Cuca ficar, sim. Ele e Alexandre Matos.

Sorte do Palmeiras.


Ufa! O Vasco subiu. E o futuro do Palmeiras
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Roberto Avallone

Foto: Guilherme Pinto

Foto: Guilherme Pinto

1-  Foi mais do que um drama, por momentos chegou a ser um martírio. Por um bom tempo, o Ceará foi melhor do que o Vasco, mesmo no Maracanã, fez 1 a 0 e terminou o primeiro tempo em vantagem. O Vasco errava tudo. E precisava vencer o Ceará para voltar à Primeira Divisão sem depender de qualquer outro resultado.

Mas como? Bem, aí surgiu a importância do centroavante. Em poucos minutos na etapa final, houve uma ''blitz'' e Thales, o centroavante fez dois gols, um atrás do outro, o primeiro com chute forte e o segundo de cabeça. Como o Nautico estava perdendo para o Oeste, 2 a 0 (terminou assim), os nervos ficaram no devido lugar, a bola já não queimava tanto os pés dos vascaínos e o sonho de voltar a elite do futebol estava próximo.Ainda que em terceiro lugar.

Houve festa? Nem tanto, nem tanto, pois que se houve aplausos aconteceram também as vaias de uma torcida insatisfeita com o final de campanha do Vasco, que começou o Campeonato de forma arrasadora e depois foi caindo, caindo, até depender de uma vitória em casa na última rodada,com péssimo segundo turno. Até o herói Thalles não divergiu do humor do torcedor: ''Eles tem razão ''-disse sem maiores comentários.

Foto: Divulgação

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2- É bem improvável que o Palmeiras deixe de ser campeão neste domingo. Em futebol tudo é possível, todos sabemos, mas tudo caminha a favor de um Palmeiras campeão, que não conta com vitória ou empate diante da Chapecoense como também com o Flamengo não ser derrotado pelo Santos, no Maracanã. É muita coisa.

E qual será o futuro desse time- que neste sábado teve confirmado o nome de Mauricio Galiotti como novo presidente, assumindo o lugar no dia 15 de dezembro- depois de, provavelmente, ser o campeão brasileiro. Há jogadores em pauta, sim, mas tudo deve começar com a renovação do técnico Cuca e do diretor de futebol, Alexandre Matos. Eles ficam?

Não são poucas as vozes que dizem pretender ir embora. Mas também existem fontes respeitáveis, que asseguram que Cuca ficará (assim como Alexandre Matos), sendo tudo uma questão de tempo e de negociação. Não cravo nada. Mas não seria lógico interromper um trabalho que vem dando certo. E muito certo.

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Maurício Galiotte, eleito neste sábado para substituir Paulo Nobre (Foto: Divulgação)


Palmeiras, festa só adiada…
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Roberto Avallone

Foto: AGIF

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Com a suada vitória sobre o Botafogo, 1 a 0 (gol de Dudu, de cabeça, após belo contro de Gabriel Jesus), e com o empate do Santos diante do Cruzeiro (2 a 2), o Palmeiras teve só adiada a festa pelo título de campeão brasileiro de 2016. Isso, seja qual for o resultado do Flamengo contra o Coritiba, no Maracanã (escrevo antes da partida), pois mesmo se acontecer vitória flamenguista, bastará ao Palmeiras empatar com a Chapecoense, no próximo domingo, no Allianz, para arrancar da garganta o grito de Campeão, após 22 anos de espera.

Quanto ao jogo em si, o Palmeiras esbarrou na retranca botafoguense durante todo o primeiro tempo: dominou o jogo, teve muito mais posse de bola- chegou a ter 76 por cento contra 24 do adversário- perdeu gol feito (Gabriel Jesus), mas teve muita dificuldade para penetrar na área inimiga, permitindo alguns contra-ataques perigosos ao adversário. E perdeu Mina, também perigoso nas bolas aéreas, em cobranças de falta, contra o Botafogo, logo aos dez minutos.

No segundo tempo, no entanto, especialmente quando teve Alecsandro no lugar de Cleiton Xaver, teve o gol de Dudu, reencontrou o domínio da partida e lutou muito, suou a camisa e conseguiu levar o Botafogo de vencida, com a torcida comemorando como se fosse o título que, tudo indica, chegará na próxima semana com o pontinho que falta. Mesmo que vença o Coritiba, o Flamengo (que enfrenta o Santos, no domingo) teria de tirar 11 gols de diferença no saldo. O que, convenhamos, é quase impossível.

Palmeiras, com a mão, quase com as duas mãos, na Taça.


Palmeiras, um pontinho precioso. Inter, o abismo bem próximo
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Roberto Avallone

O jogador Gabriel Jesus, da SE Palmeiras, disputa bola com o jogador Gabriel, do C Atlético Mineiro, durante partida válida pela trigésima quinta rodada, do Campeonato Brasileiro, Série A, no Estádio Independência.

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

1- O pontinho que o Palmeiras ganhou no duro jogo com o Atlético Mineiro, 1 a 1, no Horto, não foi suficiente para garantir o título, mas não deixou de ser um resultado muito bom: agora, se pensar em não depender de nenhum outro resultado dos concorrentes, basta ao Palmeiras vencer as duas partidas que tem dentro de casa- Botafogo e Chapecoense- para arrancar da garganta o grito de ''é campeão!''. O Galo, com o resultado, já não tem mais chances pelo título, enquanto o Santos está a quatro pontos do líder e o Flamengo, cinco.

Quanto ao jogo em si, o Atlético teve maior posse de bola e mais ataques no primeiro tempo, mas o Palmeiras saiu na frente, graças a uma bela jogada de Dudu e ao oportunismo de Gabriel Jesus que, finalmente, acabou com o seu jejum de gols pelo clube (a bola ainda desviou no zagueiro Gabriel), com chute de direita. Palmeiras, 1 a 0.

Só que o Galo encontraria o empate, com o centroavante que saiu do banco de reservas: Lucas Pratto, ao aproveitar todo o seu oportunismo, na primeira vez em que tocou na bola, após belo passe de Robinho- em minha opinião, o melhor jogador do Atlético nesta noite de quinta-feira.  1 a 1. Com o empate obtido, no entanto, o Atlético se lançou ainda mais ao ataque- nem tão perigosos como na etapa inicial- e abriu espaços na defesa para o Palmeiras, no contra-ataque quase decidir a partida, especialmente nas arrancadas de Roger Guedes.

Ficou por aí, no quase de um lado e do outro. Melhor para o Palmeiras na luta pelo título.

O que não quer dizer que seja fácil a conquista, embora provável: só contando com os adversários que terá em casa, Botafogo e Chapecoense, o Palmeiras deve saber que precisará contar com postura ofensiva, diferente da utilizada contra o Galo, pois a previsão é a de que o Bota jogue fechado (sua defesa é uma das melhores do returno) e que a Chapecoense também. Versátil, Cuca vem sendo um técnico no qual se pode confiar quanto à competência; e o Palmeiras tem elenco para jogar de acordo com a necessidade.

2- E na ponta de baixo da tabela, o gigante Internacional está próximo de ser rebaixado para a série B, pela primeira vez em sua História: ainda tem chance de escapar, faltam três rodadas, mas o Colorado permanece na zona da degola, na décima-sétima posição, depois de empatar com a Ponte Preta, em casa, 1 a 1. O Vitória, com quem o Inter mede forças na fuga ao rebaixamento, perdeu do Santos, na Vila, 3 a 2, tem o mesmo número de pontos dos gaúchos e também o mesmo saldo de gols, vencendo, porém, em outro critério de desempate, o número de gols marcados.

Diante de tal quadro e iminente risco de queda, o Inter deve ter tentado, ao que parece, sua última cartada: demitiu o técnico Celso Roth logo após a partida, que passa a ser o terceiro treinador do Inter a perder o cargo durante este Campeonato- antes, caíram Argel e Falcão-, o que mostra que esta é também medida arriscada. E o primeiro adversário pela frente será o Corinthians, em São Paulo.

Emoções à vista.