Blog do Avallone

Grêmio, a vitória da marcação e da leveza
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Roberto Avallone

Foto: Itamar Aguiar

Foto: Itamar Aguiar

O Grêmio é o campeão da Copa do Brasil ao empatar com o Atlético Mineiro, 1 a 1 (gols de Bolaños e Cazares), em Porto Alegre. Mas, no placar agregado venceu por 4 a 2 (o primeiro jogo tinha sido 3 a 1 para o Grêmio), tornando-se o vencedor indiscutível, pois, comandando por Renato Gaúcho, exibiu muita competência diante do badalado elenco do Galo: foi mais do que firme na marcação- Geromel, como se estivesse iluminado-, compacto no meio-campo e arisco no ataque, com os hábeis Luan e Éverton.

Éverton, por sinal, nem deixou saudades do herói do primeiro jogo, Pedro Rocha, pois infernizou a defesa atleticana e foi o autor da jogada que deu no gol de Cazares, praticamente liquidando a partida. Pela postura da equipe, para mim a grande surpresa foi Renato Gaúcho, técnico vencedor, sim, mas que vive um momento de fina sintonia com o futebol moderno.

O Galo, que tem boas individualidades, não mostrou o mesmo e eficiente estilo gremista, deixando muitos espaços entre a defesa, o meio-campo e o ataque, repetindo a falta de ''compactação'' observada na partida de Belo Horizonte. Se valer  como consolo que belo gol fez Cazares no empate atleticano! Um pouco antes do meio do campo, teve o sucesso que Pelé tentou-, mas por pouco não conseguiu- na Copa de 1970, contra a Checoslováquia. Um arremate portentoso o de Pelé, que encantou o mundo, mas o do equatoriano Cazares , além de portentoso e imaginativo, atingiu as redes.

Épico!


A maior tragédia do futebol brasileiro
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Roberto Avallone

Foto: AFP

Foto: AFP

Não há desastre que se compare ao que aconteceu com a valente Chapecoense. No auge de suas condições pronta para enfrentar o Nacional de Medellin nas finais da Copa Sul- Americana algo inimaginável para quem, há alguns anos, engatinhava nas competições. Como foi longe a Chape!

Cruel ironia do destino. O avião se espatifou em região montanhosa já perto do local onde deveria haver festa, mas que só o horror estava de espreita: morreram quase todos os jogadores, o técnico, o preparador físico, jornalistas que estavam no vôo (Mário Sérgio, Paulo, Júlio Clement, Vitorino Chermont, ,Deva Pascovicci os que mais conhecia- e outros igualmente dispostos a fazer uma boa cobertura jornalistico.

Nada: nem jogo, nem cobertura, nem vida. Era só desolação. O olhar perplexo sem passado, sem presente, sem futuro.

Em termos mundias, não foi uma tragédia inédita. Teve o desastre do Torino, em 1949, com a perda de todos os jogadores do tetra-campeão italiano; houve o acidente do Manchester United, em que um dos sobreviventes da queda do avião, Bobby Charlton, tronou-se o mais importante jogador da Seleção da Inglaterra na conquista da Copa do
Mundo de 1966.

Doeu o acidente do Torino, dou o do Manchester, doeu o da Chapecoense. Numa dor que se repete, a cada ocasião, com essa última, por ser mais próxima, causar ainda mais comoção- embora não fosse maior e nem mais triste.

E agora? Agora, é usar a velha receita: os outros clubes brasileiros se solidarizarem, com contribuições, empréstimo de jogadores e essa ideia que parece boa, tornar imune a Chapecoense do rebaixamento por três anos. Até que possa ressurgir das cinzas.


Palmeiras, campeão: vitória da eficiência
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

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Incontestável campeão, o Palmeiras não primou pelo espetáculo ou por jogos espetaculares; brilhou, sim, mas pela eficiência, pela regularidade, pelos números de verdadeiro vencedor do Campeonato Brasileiro de 2016. Os números falam pela performance palestrina: até agora, antes da última rodada, são 23 vitórias, 8 empates apenas 6 derrotas, com aproveitamento de quase 70 por cento: tem ainda a melhor defesa da competição, com 31 gols sofridos e o segundo melhor ataque, 60 gols

Números dos mais expressivos. De um Campeão com todos os méritos.

Quanto ao jogo que lhe assegurou o título, diante da Chapecoense (que poupou alguns titulares), 1 a 0 foi pouco. Além do gol de Fabiano- em jogada bem ensaiada, depois da bola parada-, o Palmeiras perdeu algumas chances, entre elas duas criadas e desperdiçadas por Gabriel Jesus. Depois, a medida em que o tempo ia passando, o Palmeiras jogou para controlar a partida e esperar o apito final. Arriscar? Jamais, a esta altura do Campeonato.

Quanto ao futuro do Palmeiras, algumas incógnitas: são controversos os comentários sobre a permanência ou a saida do técnico Cuca. Há quem diga que muito provavelmente ele não fique, mas algumas fontes palmeirenses me garantam que a tendência é a de Cuca ficar, sim. Ele e Alexandre Matos.

Sorte do Palmeiras.


Ufa! O Vasco subiu. E o futuro do Palmeiras
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Roberto Avallone

Foto: Guilherme Pinto

Foto: Guilherme Pinto

1-  Foi mais do que um drama, por momentos chegou a ser um martírio. Por um bom tempo, o Ceará foi melhor do que o Vasco, mesmo no Maracanã, fez 1 a 0 e terminou o primeiro tempo em vantagem. O Vasco errava tudo. E precisava vencer o Ceará para voltar à Primeira Divisão sem depender de qualquer outro resultado.

Mas como? Bem, aí surgiu a importância do centroavante. Em poucos minutos na etapa final, houve uma ''blitz'' e Thales, o centroavante fez dois gols, um atrás do outro, o primeiro com chute forte e o segundo de cabeça. Como o Nautico estava perdendo para o Oeste, 2 a 0 (terminou assim), os nervos ficaram no devido lugar, a bola já não queimava tanto os pés dos vascaínos e o sonho de voltar a elite do futebol estava próximo.Ainda que em terceiro lugar.

Houve festa? Nem tanto, nem tanto, pois que se houve aplausos aconteceram também as vaias de uma torcida insatisfeita com o final de campanha do Vasco, que começou o Campeonato de forma arrasadora e depois foi caindo, caindo, até depender de uma vitória em casa na última rodada,com péssimo segundo turno. Até o herói Thalles não divergiu do humor do torcedor: ''Eles tem razão ''-disse sem maiores comentários.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

2- É bem improvável que o Palmeiras deixe de ser campeão neste domingo. Em futebol tudo é possível, todos sabemos, mas tudo caminha a favor de um Palmeiras campeão, que não conta com vitória ou empate diante da Chapecoense como também com o Flamengo não ser derrotado pelo Santos, no Maracanã. É muita coisa.

E qual será o futuro desse time- que neste sábado teve confirmado o nome de Mauricio Galiotti como novo presidente, assumindo o lugar no dia 15 de dezembro- depois de, provavelmente, ser o campeão brasileiro. Há jogadores em pauta, sim, mas tudo deve começar com a renovação do técnico Cuca e do diretor de futebol, Alexandre Matos. Eles ficam?

Não são poucas as vozes que dizem pretender ir embora. Mas também existem fontes respeitáveis, que asseguram que Cuca ficará (assim como Alexandre Matos), sendo tudo uma questão de tempo e de negociação. Não cravo nada. Mas não seria lógico interromper um trabalho que vem dando certo. E muito certo.

Foto: Divulgação

Maurício Galiotte, eleito neste sábado para substituir Paulo Nobre (Foto: Divulgação)


Palmeiras, festa só adiada…
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Roberto Avallone

Foto: AGIF

Foto: AGIF

Com a suada vitória sobre o Botafogo, 1 a 0 (gol de Dudu, de cabeça, após belo contro de Gabriel Jesus), e com o empate do Santos diante do Cruzeiro (2 a 2), o Palmeiras teve só adiada a festa pelo título de campeão brasileiro de 2016. Isso, seja qual for o resultado do Flamengo contra o Coritiba, no Maracanã (escrevo antes da partida), pois mesmo se acontecer vitória flamenguista, bastará ao Palmeiras empatar com a Chapecoense, no próximo domingo, no Allianz, para arrancar da garganta o grito de Campeão, após 22 anos de espera.

Quanto ao jogo em si, o Palmeiras esbarrou na retranca botafoguense durante todo o primeiro tempo: dominou o jogo, teve muito mais posse de bola- chegou a ter 76 por cento contra 24 do adversário- perdeu gol feito (Gabriel Jesus), mas teve muita dificuldade para penetrar na área inimiga, permitindo alguns contra-ataques perigosos ao adversário. E perdeu Mina, também perigoso nas bolas aéreas, em cobranças de falta, contra o Botafogo, logo aos dez minutos.

No segundo tempo, no entanto, especialmente quando teve Alecsandro no lugar de Cleiton Xaver, teve o gol de Dudu, reencontrou o domínio da partida e lutou muito, suou a camisa e conseguiu levar o Botafogo de vencida, com a torcida comemorando como se fosse o título que, tudo indica, chegará na próxima semana com o pontinho que falta. Mesmo que vença o Coritiba, o Flamengo (que enfrenta o Santos, no domingo) teria de tirar 11 gols de diferença no saldo. O que, convenhamos, é quase impossível.

Palmeiras, com a mão, quase com as duas mãos, na Taça.


Palmeiras, um pontinho precioso. Inter, o abismo bem próximo
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Roberto Avallone

O jogador Gabriel Jesus, da SE Palmeiras, disputa bola com o jogador Gabriel, do C Atlético Mineiro, durante partida válida pela trigésima quinta rodada, do Campeonato Brasileiro, Série A, no Estádio Independência.

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

1- O pontinho que o Palmeiras ganhou no duro jogo com o Atlético Mineiro, 1 a 1, no Horto, não foi suficiente para garantir o título, mas não deixou de ser um resultado muito bom: agora, se pensar em não depender de nenhum outro resultado dos concorrentes, basta ao Palmeiras vencer as duas partidas que tem dentro de casa- Botafogo e Chapecoense- para arrancar da garganta o grito de ''é campeão!''. O Galo, com o resultado, já não tem mais chances pelo título, enquanto o Santos está a quatro pontos do líder e o Flamengo, cinco.

Quanto ao jogo em si, o Atlético teve maior posse de bola e mais ataques no primeiro tempo, mas o Palmeiras saiu na frente, graças a uma bela jogada de Dudu e ao oportunismo de Gabriel Jesus que, finalmente, acabou com o seu jejum de gols pelo clube (a bola ainda desviou no zagueiro Gabriel), com chute de direita. Palmeiras, 1 a 0.

Só que o Galo encontraria o empate, com o centroavante que saiu do banco de reservas: Lucas Pratto, ao aproveitar todo o seu oportunismo, na primeira vez em que tocou na bola, após belo passe de Robinho- em minha opinião, o melhor jogador do Atlético nesta noite de quinta-feira.  1 a 1. Com o empate obtido, no entanto, o Atlético se lançou ainda mais ao ataque- nem tão perigosos como na etapa inicial- e abriu espaços na defesa para o Palmeiras, no contra-ataque quase decidir a partida, especialmente nas arrancadas de Roger Guedes.

Ficou por aí, no quase de um lado e do outro. Melhor para o Palmeiras na luta pelo título.

O que não quer dizer que seja fácil a conquista, embora provável: só contando com os adversários que terá em casa, Botafogo e Chapecoense, o Palmeiras deve saber que precisará contar com postura ofensiva, diferente da utilizada contra o Galo, pois a previsão é a de que o Bota jogue fechado (sua defesa é uma das melhores do returno) e que a Chapecoense também. Versátil, Cuca vem sendo um técnico no qual se pode confiar quanto à competência; e o Palmeiras tem elenco para jogar de acordo com a necessidade.

2- E na ponta de baixo da tabela, o gigante Internacional está próximo de ser rebaixado para a série B, pela primeira vez em sua História: ainda tem chance de escapar, faltam três rodadas, mas o Colorado permanece na zona da degola, na décima-sétima posição, depois de empatar com a Ponte Preta, em casa, 1 a 1. O Vitória, com quem o Inter mede forças na fuga ao rebaixamento, perdeu do Santos, na Vila, 3 a 2, tem o mesmo número de pontos dos gaúchos e também o mesmo saldo de gols, vencendo, porém, em outro critério de desempate, o número de gols marcados.

Diante de tal quadro e iminente risco de queda, o Inter deve ter tentado, ao que parece, sua última cartada: demitiu o técnico Celso Roth logo após a partida, que passa a ser o terceiro treinador do Inter a perder o cargo durante este Campeonato- antes, caíram Argel e Falcão-, o que mostra que esta é também medida arriscada. E o primeiro adversário pela frente será o Corinthians, em São Paulo.

Emoções à vista.

 


O renascer da Seleção Brasileira. E o Mercado da Bola
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Roberto Avallone

 

Foto: AFP

Foto: AFP

1- Foi uma vitória capaz de marcar o renascimento da Seleção  Brasileira, de limpar as cinzas deixadas por aquele perverso 7 a 1 dos alemães na Copa do Mundo: ganhar por 3 a 0 da Argentina de Messi- e com a autoridade da equipe de Tite durante a partida- significa um ''chocolate'' nos Hermanos argentinos e a quase certeza de que falta pouco para a classificação à Copa da Rússia.Feito que esteve ameaçado antes de Tite.

No começo, nem parecia que seria tão fácil. Os argentinos atacavam, Messi queria jogo, Allison fez defesa importante em chute quase fatal de Biglia. Depois, as coisas mudaram, a começar pelo belissimo gol de Philippe Coutinho, que saiu da marcação, derivou para o meio e mandou uma bomba venenosa, sem chance para o goleiro argentino. Golaço!

E  não demorou quase nada para surgir- ainda no primeiro tempo- o gol que o próprio técnico argentino, Edigardo Bauza, reconhece que liquidou a partida. O gol de Neymar que, aproveitando-se de bela assistência de Gabriel Jesus, entrou na área, pela esquerda, e chutou rasteiro, no canto esquerdo de Romero. Ah, com 2 a 0 contra, nem Messi iria fazer mais nada, ainda que contasse com a ajuda de Higuain, Di Maria, Aguero…

Foto: AFP

Foto: AFP

Assim, o segundo tempo existiu apenas para a estocada final, o Brasil posando de toureiro, a Argentina de touro já sem forças. E Paulinho fez o terceiro gol, pouco tempo depois de ter perdido um outro, após driblar o goleiro e Zabaleta salvar em cima da linha; Paulinho e Renato Augusto dominavam o meio-campo, enquanto Neymar jogava muito e o placar poderia ter sido maior tivesse Firmino alcançado a bola que lhe foi centrada já na pequena área argentina.

Segue o Brasil em bela campanha sob o comando de Tite- em 5 jogos, 5 vitórias, 15 gols marcados e apenas 1 sofrido-,enquanto a Argentina amarga a sexta colocação nas Eliminatórias, correndo sério risco de não se classificar à Copa da Russia se não tiver uma forte  reação. Forte e imediata, é preciso que se diga.

Reprodução: UOL

Reprodução: UOL

2-  Antes de acabar o Campeonato Brasileiro, anda movimentado o Mercado da Bola e acena com muitas transferências para o ano que vem. Por enquanto, é só o começo. Promissor, no entanto: o São Paulo conseguiu Wellington Nem, pelo empréstimo de um ano, façanha que muitos tentaram antes e sem sucesso para repatriar esse ágil e veloz atacante de 24 anos; o Corinthians terá Jô e sua altura- 1 metro e 88- para  a missão de ser o centroavante da equipe,enquanto tem em Wagner a esperança de um meio-campo mais criativo, acenando com mais reforços; o Santos busca jovens jogadores na Colômbia e no Equador, sem esquecer o sonho pelo veterano Guerra, venezuelano que defende o Nacional de Medellin.

E o Palmeiras, que terá o contrato muito provavelmente renovado de seu patrocinador, já tem praticamente garantidos Keno, Raphael Veiga e Hyoran, pensando ainda em um centroavante para substituir o negociado Gabriel Jesus, o argentino Lucas Pratto ou o colombiano Miguel Borja. Sem contar a possibilidade de um camisa 10, ou  seja lá qual for o número , o tão sonhado ( pela torcida) meia-armador, embora exista a hipótese de o jovem Raphael Veiga (21 anos) ocupar esse posto em pouco tempo.

É de se esperar que, agora cautelosos, reforços em quase todos os clubes brasileiros, especialmente os que vão disputar a Libertadores. Já se diz que o Flamengo sonha em contar com Vitinho, atualmente emprestado ao Inter pelo CSKA, jogador de muito talento e conhecido pelos flamenguistas desde os tempos em que foi revelado pelo Botafogo. E daí por diante, devendo o Mercado ficar mais aberto e explícito após o fim do Campeonato Brasileiro. Que tem apenas quatro rodadas a cumprir.


Palmeiras, o título mais perto. E a grande virada do Santos
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

1- E o Palmeiras conseguiu uma vitória fundamental diante do Inter para suas ambições de levantar o caneco do Campeonato Brasileiro. Fundamental e justa: se no primeiro tempo houve mais equilíbrio, pela forte chuva e pela marcação implacável de ambos os lados, na etapa final o Palmeiras foi melhor do que o Inter, criou duas ou três chances (não houve muitas no jogo), uma delas com Gabriel Jesus, cara a cara, chutando na trave esquerda inimiga.

Mas o gol que decidiu a partida surgiu no primeiro tempo quando, após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Cleiton Xavier que em belo arremate estufou as redes do Inter.Palmeiras, 1 a 0. E assim seria até o final, em jogo pegado, nervoso, que mexeu com os nervos da torcida e fez com que o time inteiro do Palmeiras,ainda no gramado, após o jogo, agradecesse aos céus pelo que acabara de acontecer, em emocionante oração- E o técnico Cuca, ajoelhado, em meio aos jogadores.

O título não está garantido- em especial pela vitória do Santos- mas parece estar próximo, sendo o Palmeiras,sem dúvida, o mais forte candidato a ser o campeão brasileiro, com 6 pontos à frente do Santos, o atual vice- líder. Mas convém esperar (e jogar forte), pois ainda faltam 4 rodadas e 12 pontos em disputa,não existindo mais jogo fácil nesta competição.

Foto: Divulgação

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2- Graças a uma entrada atabalhoada de David Braz, cometendo pênalti em Wendel, a Ponte saiu vencedora do primeiro tempo, na cobrança de Potker. Como fazer? Sem mistérios para esse surpreendente Santos que mesmo sem Lucas Lima e, depois, sem Vitor Bueno, reagiu como time grande- e em Campinas, não na Vila- e passou a dominar a Ponte Preta em especial quando entrou Léo Citadini no lugar do badalado(e contundido Vitor Bueno),menino que se transformou em verdadeiro dínamo e participou decisivamente nos gols de Ricardo Oliveira e Copete.

Que grande virada! Claro que o técnico Dorival Júnior tem muitos méritos e faz esse Santos de poucas estrelas jogar como se tivesse muitas e disputa o Campeonato Brasileiro com muita dignidade,ocupando, agora a vice- liderança de um torneio tão equilibrado. Dorival resiste, resignado, à falta de grandes reforços: mas responde com altivez ao lançar meninos poucos conhecidos e que, com o passar do tempo, transformam-se em heróis. No caso deste domingo,o heroico menino atende pelo nome de Léo Citadini.

 

 


São Paulo, goleada e baile no Corinthians. E perigoso empate do Fla
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Roberto Avallone

Foto: Mauro Horta

Foto: Mauro Horta

1- Cueva foi o grande destaque da goleada do São Paulo sobre o Corinthians, 4 a 0, fora o baile! O meia peruano não só abriu o placar ao cobrar pênalti de Fagner em Kelvin-o lance foi visivelmente dentro da área- como participou dos outros gols (David Neres, Chávez e Luiz Araujo) , coordenou as ações do meio-campo e exibiu muita habilidade no trato com a bola. Será, creio, de muita utilidade para o futuro tricolor.

O São Paulo, no entanto, não viveu apenas de Cueva. Teve a defesa bem postada, sobressaindo-se a dupla de zagueiros de área com Maicon e Rodrigo Caio; teve o domínio do meio-campo- e ai volta-se a falar de Cueva-,onde o Corinthians não encontrava espaço para jogar, a ponto de Rodriguinho estar nervoso como ainda não o tinha visto; no ataque, o tricolor teve em Kelvin o nome do primeiro tempo, mas, quando ele se machucou e saiu, o time não piorou, surgindo, então, os talentosos meninos Luiz Araujo e David Neres, que, por sinal, balançaram as redes. Ah, capítulo especial para o argentino Chávez: vivendo um jejum de 10 jogos sem marcar um único golzinho, neste sábado ele fez o terceiro gol tricolor, batendo cruzado, sem chances para Cássio, depois de jogada organizada por quem? Por Cueva, é claro. Antes, Chávez tinha perdido dois gols ''feitos''. Pelo menos, assim são chamados.

E o Corinthians?Simplesmente, um desastre! Mal na defesa- Vilson e Balbuena eram facilmente batidos-, sem a menor inspiração no meio-campo e quase inexistente no ataque (aliás, Romero corria de um canto para outro, para a frente e para trás, sabe-se lá qual posição no campo tentava ocupar), tanto que deu o primeiro chute a gol aos 36 minutos. Perdendo aos 44 minutos, é verdade, um gol em cabeçada de Romero.

No segundo tempo, o Corinthians foi ainda pior, viu-se totalmente dominado pelo São Paulo e teve de engolir a goleada e os gritos de ''olé'' da torcida tricolor, em visíveis sinais do chamado baile que estava a levar. Uma das melhores atuações do tricolor no Campeonato; a pior do Corinthians, provavelmente.

Foto: Vitor Silva

Foto: Vitor Silva

2- Nesta reta final de Campeonato Brasileiro, quando se acirra também a disputa pelo título, o Flamengo vacilou. Não que empatar com o Botafogo de incrível recuperação-só levou um nos últimos seis jogos- seja algo de muito ruim: mas, pelas circunstâncias, por jogar no Maracanã e não na Arena Luso- Brasileiro (do Bota) e pelo fato de estar perseguindo líder, qualquer pontinho poderia fazer falta ao Flamengo. E o Fla perdeu dois pontos com o empate de 0 a 0 com o Botafogo.

Resultado justo? Creio que sim, pois apesar da iniciativa de ataque ter sido do Flamengo, o Botafogo (com sólido sistema defensivo) teve talvez a chance mais clara de gol, já no fim do jogo, com Rodrigo Pimpão cara a cara com Alex Muralha.  E Sidão, goleiro do Botafogo, nem teve muito trabalho para evitar um gol flamenguista que não veio. Para ser justo, Muralha, goleiro do Flamengo, também não foi muito acionado.

Assim, o placar de 0 a 0 nada teve de injusto. E foi pior, é claro, para o Flamengo.


Na queda do líder, o Campeonato incendiado
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

Foi um jogo até equilibrado, de muita correria e pouco brilho. Mas o que fez a diferença foi o Santos buscar com mais ambição o ataque e, por consequência, o triunfo, enquanto o Palmeiras muito mais dava atenção à marcação do que às triangulações ou à criação de jogadas decisivas. O empate já lhe deixaria satisfeito?

Em termos de pontuação, já que o Atlético Mineiro e o Flamengo tinham empatado (2 a 2), até que o empate seria um bom resultado para o Palmeiras, pois guardaria distância até do Santos (9 pontos quando começou o jogo), além de 6 do Flamengo e 8 do Galo. Mas o futebol não perdoa quem dá mais valor ao empate do que à tentativa de vitória. E deu no que deu: Lucas Lima centrou da esquerda, o estreante Vinicius Silvestre (que teve boa atuação) espalmou para o meio da área, sem cometer exatamente uma falha, mas dotado de rara infelicidade, pois a bola bateu em Vitor Hugo e sobrou livrinha para Copete marcar o gol da vitória. O Santos foi ungido pela felicidade, exatamente por buscar mais o triunfo.

Foto: Marcello Zambrana

Foto: Marcello Zambrana

No Santos, além do sistema defensivo firme, destacaram-se Copete, pela mobilidade, e Lucas Lima pela movimentação intensa, procurando o drible, os lançamentos e as deslocações- tanto que era ele, não um atacante, quem estava na esquerda a centrar para área, na jogada que deu no gol do Santos, no gol da vitória e no terceiro lugar (só um pontinho atrás do Flamengo) que agora ocupa.A vitória faz o Santos sonhar até om o título.

No Palmeiras, quem mais me chamou a atenção foi Gabriel Jesus. Não por ter jogado bem, muito pelo contrário,mas pela maneira apagada com que passou quase a partida inteira. Irreconhecível. Que eu me lembre deu apenas dois chutes- bem fraquinhos- para fáceis defesas do goleiro Vanderlei. Gabriel foi mais notado após o jogo quando, ao discutir com o árbitro, levou (novamente) o cartão amarelo. O que se passa com o ex-artilheiro do Campeonato Brasileiro?  Sem seu futebol, acabou aquela história de ataque rápido e envolvente, que ainda é o que mais fez gols no Campeonato.

Feitas as novas contas, vê-se que o Palmeiras  líder com cinco pontos de vantagem sobre o Flamengo, seis sobre o Santos e sete contra o Galo. Faltam cinco rodadas, 15 pontos em disputa, e pode-se dizer que ainda é uma vantagem considerável. Mas não definitiva ou muito grande, pois, em primeiro lugar, o Palmeiras precisa se reencontrar e contar com suas peças (inteiras) mais importantes, além de detectar, com urgência,o substituto de Moisés, pois no final de semana já tem jogo contra o Inter.