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Marlone levou o Corinthians à virada. E Gustagol vem aí
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Roberto Avallone

Foto: Sergio Barzaghi

Foto: Sergio Barzaghi

1- Marlone levou o Corinthians à virada. E ao G-4, ao terceiro lugar. Esse jogador- nem sei a razão de ter pouco espaço na equipe- entrou no segundo tempo e logo com cinco minutos em campo fez um golaço: apanhou a bola pela esquerda, driblou um zagueiro e emendou um chute forte, indefensável. Assim o Corinthians começou a virar o jogo, pois saiu perdendo no primeiro tempo para o Vitória, com o gol contra de Yago. Depois, se infiltrou também pela esquerda e deu a assistência para Uendel centrar e Marquinhos Gabriel marcar, de peito. Corinthians, 2 a 1.

Vi Marlone jogar pelo Vasco e sempre me pareceu um jogador muito bom. Assim como fez no Sport, embora suas passagens pelo Fluminense e pelo Cruzeiro não tenham sido, digamos, coroadas pelo êxito. Mas isso não é incomum no futebol e creio que, no atual time corintiano, ele tem futebol de sobra para estar entre os titulares. Sei lá por que isso não aconteceu antes.

Quanto ao jogo em si, foi equilibrado levando-se em conta a posse de bola, mas nem tanto quanto as chances de gol- o Corinthians teve mais-, até porque o Vitória recuou muito, sabendo que até um empate o tiraria da zona do rebaixamento, que ocupa no momento: é o décimo-sétimo colocado no Campeonato, com os mesmos 23 pontos de Cruzeiro e Internacional, perdendo para ambos, no entanto, no número de vitórias. Quer dizer: está a lutar contra a degola e, teoricamente, seria facilmente derrotado por um Corinthians jogando em sua casa.

Não foi, no entanto. Foi vitória difícil , diante de 20 mil e poucos torcedores, público fraco para o padrão Corinthians, talvez o pior do time  na Arena.

Ah, um outro porém. Embora não se sinta na prática um critério tão uniforme de arbitragem, as novas recomendações a quem apita são a de marcar pênalti quando existe braço ou mão na bola. E neste caso, houve um lance assim, o braço esquerdo do zagueiro (pela tevê, pareceu-me Yago, mas não cravo) tocou na bola e, neste caso deve ter acontecido um equívoco porque o jogo seguiu.

Foto: Fernando Ribeiro/Criciúma EC

Foto: Fernando Ribeiro/Criciúma EC

2- Gustavo, centroavante do Criciúma, está chegando para o Corinthians. E André, indo para o Sporting. Quanto a Gustavo- apelidado “Gustagol''- vendo a sua ficha técnica-, tem 22 anos e é bem alto, 1 metro e 89, tendo marcado 18 gols  pela equipe catarinense,11 deles pela Série B. Nunca o vi atuar, mas, pelos melhores momentos (em vídeo) que acompanhei, penso tratar-se de um exímio cabeceador e bom finalizador com os pés. Não sei como é  no trato com a bola, no drible, no passe, coisas assim.

Logo não posso falar do conjunto da obra, se é ou não o jogador adequado. Seria incorreto, precisaria vê-lo jogar.

No mínimo, no entanto, para time que precisa de centroavante, creio que seja''Gustagol'' uma boa aposta.


Palmeiras e Santos, vacilos fatais. Fla e Galo avançam
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco//Divulgação

Foto: Cesar Greco/Ag.Palmeiras/Divulgação

1- Eu já vi muitos vacilos ao longo da carreira. Mas esse do Palmeiras nos gols da Ponte Preta, especialmente o segundo, foi um dos piores, custando não só um inesperado empate para um líder, jogando em casa, como arrancando desabafo do técnico Cuca que disse, '' foi muito feio''. E o treinador reconhece que “esse empate teve sabor de derrota''.

E teve mesmo. Era a chance de deslanchar que se foi, é o alerta da aproximação dos concorrentes, é aquela velha máxima que diz que perder pontos em casa é inadequado para quem briga pelo título, ainda mais em um Campeonato tão equilibrado como este Brasileirão. Com todo o respeito à Ponte Preta, que faz boa campanha (31 pontos) e tem bom time, o Palmeiras desperdiçou uma vitória ao estar por duas vezes no placar- 1 a 0 (Rafael Marques) e 2 a 1 (Thiago Martins, de cabeça), o que não seria nada de anormal não fossem os tais vacilos fatais do sistema defensivo: no primeiro gol, em um melé na área, um chutão resolveria o problema e o lado esquerdo teria alguém para marcar o livre Wellington Paulista, autor do gol.

O problema maior foi no segundo empate da Ponte, duro de entender. Cobrança de lateral perdida, eis que Potker-bom jogador- teve um corredor incrível à sua frente, capaz até de ser convidativo ao fenonemo Usain Bolt. Potker, que não é Bolt, correu à vontade, perseguido por Egidio, que ainda desviou sutilmente o arremate do atacante, com a bola entrando no cantinho esquerdo de Jaílson, rente à trave. Claro que não foi “frango'', mas pensei, em um primeiro momento que seria bola defensável, pois estava no canto do goleiro. Depois, vendo o replay, vi que bola entrou rente à trave, não se podendo, assim, colocar a culpa no goleiro.

Ora, se o Palmeiras estava vencendo por 2 a 1 e Thiago Santos acabara de entrar para proteger a defesa, aonde estavam os zagueiros do Palmeiras? Não deveriam estar postados como prevenção aos contra-ataques? Ah, deveriam, sim!

No mais, o Palmeiras até que foi razoável e a Ponte valente na etapa final, tentando arrancar resultado melhor-o que conseguiu- terminando a partida tendo apenas de suportar os “chuveirinhos'' do ainda líder.

Mas, convenhamos, é preciso listar pelo menos três ítens: a) Fernando Prass faz falta não apenas por ser um grande goleiro ou que Jaílson não esteja dando conta do recado sob as traves, mas porque Prass, com sua experiência orienta a defesa; b) a ausência de Gabriel Jesus é muito sentida, sem ele o ataque parece perder o jeito, embora Rafael Marques tenha feito um gol e dado a assistência para Thiago Martins fazer o dele;- Thiago Santos precisa ser o primeiro volante (no próximo jogo ele estará suspenso) normalmente, pois protege a defesa e libera Moisés-este o nome para o meio-campo, já que Cleiton Xavier não está bem.

Enfim, o Palmeiras ainda é o líder, ainda tem chances de chegar longe, mas, para isso, é preciso corrigir seus defeitos. E evitar vacilos fatais ou banais.

Foto: Joka Madruga

Foto: Joka Madruga

2- O Santos, por sua vez, deu a impressão de que sairia de Curitiba com a vitória. Disputou um primeiro tempo equilibrado, perdeu um gol (Vitor Bueno) logo no início da etapa final e Ricardo Oliveira colocou à frente-depois de bola atrasada por João Paulo- com arremate certeiro do “eterno artilheiro''.

De repente, não mais do que de repente, a marcação afrouxou, o Coritiba cresceu e tomou conta do jogo. A defesa vacilou (de forma fatal) no primeiro gol do Coxa, bola alta, que Evandro desviou e Kleber completou para o fundo das redes. E aí, cadê o Santos, cadê? Sumiu em campo, não teve culpa no gol da virada- Iago, de fora da área, um chutaço no ângulo esquerdo de  Vanderlei- e nem teve forças para tentar sequer o empate.

Corre o risco nesta segunda-feira de sair até do G-4, pois o Corinthians, em São Paulo, enfrenta o Vitória e poderá ultrapassá-lo.

Foto: Gilvan de Souza / Divulgação

Foto: Gilvan de Souza / Divulgação

3- O Flamengo teve a estreia de Diego na vitória diante de um Grêmio valente e desfalcado-sem Luan e Wallace, por exemplo- por 2 a 1. Diego foi discreto no primeiro tempo e muito bem na etapa final, quando organizou mais as jogadas, iniciou e terminou- de cabeça- o segundo gol do seu time.Jogou quase 80 minutos, mais do que o esperado para um jogador que não atua há um tempinho. Antes do gol de Diego, Leandro Damião- de pênalti, cabendo a Henrique Almeida descontar para o Grêmio.

O Fla avança.

4- E o Atlético Mineiro, segundo o relato de quem viu a partida, não jogou lá essas coisas contra o Atlético Paranaense e deixou dúvidas quanto ao pênaltique, em seguida, foi convertido por Robinho. Mas o Galo jogou desfalcado-assim como Furacão´e mesmo ganhando só por 1 a 0, no Horto, com o gol de pênalti de Robinho, já está em segundo lugar, dois pontos apenas atrás do líder Palmeiras.

E os três pontos, a essa altura do Campeonato, são o que realmente interessa.

Foto: Rodney Costa

Foto: Rodney Costa


Seleção, o legado da inédita medalha de ouro
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Roberto Avallone

Foto: Roberto Castro

Foto: Roberto Castro

E o Brasil é medalha de ouro! Medalha de ouro no futebol, façanha inédita ao longo de sua História Olímpica, ao superar na final a Alemanha, na decisão por pênaltis (5 a 4), depois do empate de 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação. Foi suado, sofrido, chorado até. Mas valeu. E como valeu!

Antes de falar do jogo em si e dos destaques, que tal partirmos para o futuro, analisando o legado que nos deixou essa conquista? Em minha opinião, aconteceu o resgate do estilo brasileiro de jogar, um futebol ofensivo, com atacantes, ainda que estes tivessem de acrescentar a esse estilo o hábito de ajudar na marcação, de serem os primeiros defensores no duelo com os zagueiros inimigos. É o manual do futebol moderno.

E, nesse ponto, falo do técnico Rogério Micale, que teve a personalidade- quando criticado pelo início ruim com os empates diante da África do Sul e Iraque- de não só manter os três atacantes (Neymar, Gabigol e Gabriel Jesus)- como, ao contrário, adicionar mais um, Luan, melhorando o jogo da Seleção. Claro que esses atacantes tiveram a incumbência de também defender ainda mais, como foi o caso de Gabriel Jesus, deslocado para a ponta-esquerda e sempre de olho no lateral adversário. Micale, nesse ponto, repito, revelou-se.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Impossível também deixar de falar de Neymar, o capitão do time, que se multiplicou em campo, sendo atacante e líder ao mesmo tempo, tornando-se o artilheiro da equipe, 4 gols, dois deles marcados em cobranças de falta (inclusive, o gol do Brasil na final) um de pênalti e o outro revelando extrema bravura dividindo a bola com o zagueiro e, depois, com o goleiro de Honduras. Foi, sem dúvida, com sobras, o Neymar esperado. Talvez o principal responsável por ter o Brasil conquistado sua primeira medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, já que tinha ganho medalha de prata em Los Angeles (1984), em Seul (88) e Londres (2012). Tivemos outros vários destaques, entre eles o senhor do meio-campo, Renato Augusto.

Quanto ao jogo da final, a Seleção Brasileira teve lampejos, mas não uma atuação das melhores. É verdade que a Alemanha foi um páreo duríssimo, chutou duas bolas em nosso travessão e soube como marcar atacantes como Gabigol, Gabriel Jesus e Neymar. Pareceu-me, também, que nossos atacantes estavam afobados, talvez nervosos e sentindo o peso de uma final histórica. Pareceu-me, eu disse.

Foto: Getty images

Foto: Getty images

Assim, coube a Neymar fazer a diferença. Primeiro, por ter sido extremamente competente no gol que fez, em cobrança de falta perfeita, a uns 3 metros da entrada da área, batendo, de curva, no alto do gol alemão, com a bola batendo no lado interno do travessão e entrando. Depois, ao tentar seus dribles e executar, com perfeição lançamentos de 20 e 30 metros. Não esquecer também a segura atuação de Renato Augusto e a defesa na decisão por pênaltis de Weverton, decisiva para, depois, Neymar bater o quinto pênalti e liquidar a fatura.

Agora, tão importante quanto a medalha, é explorar o legado. E saber que é possível jogar no ataque, com verdadeiros atacantes- com incumbência também de marcar- , exibir um futebol bonito e para a frente.Não foi essa a marca do futebol brasileiro dos bons tempos?

Foto: Reprodução

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Seleção Brasileira, show de bola e 6 a 0! E agora, a grande final
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Roberto Avallone

Foto: Reuters

Foto: Reuters

1- Foi uma típica exibição que satisfaz e dá esperança pelo inédito ouro olímpico: não só pela goleada (6 a 0!)  diante de Honduras, mas pelo futebol bem jogado, pela solidariedade do time, pela raça, pela vontade de vencer. Como já fomos em outros tempos. E também pelos valores individuais, com Neymar liderando a turma, marcando o gol mais rápido na História da Seleção Brasileira, principal ou olímpica, aos 14 segundos: com Gabriel Jesus desencantando, autor de dois golaços: com renato Augusto coordenando meio-campo; com Luan polivalente.

O time inteiro foi bem. Mas a maior lição foi a de que se pode jogar com vários atacantes-no caso, 4, (Luan, Gabigol, Neymar e Gabriel Jesus), desde que eles ajudem na marcação e lutem contra os adversários na saída de bola para que o meio-campo e a defesa não fiquem expostos. Até agora,ao longo da competição, o Brasil não levou um gol sequer.

Ah, mas poderão perguntar “quem é Honduras no futebol?'', o que não chega a ser uma verdade, pois, embora não seja nenhuma grande potência, reconheçamos, vinha fazendo, no entanto, uma campanha digna e foi capaz de mandar os argentinos de volta para casa, eliminando-os da Olimpíada. Não é tão fraca, portanto. Desta vez, o Brasil ganhou e jogou bem e bonito, o que nos dá o direito  de sonhar com bela figura na grande final dos Jogos Olímpicos 2016.

Resta, porém, o alerta de uma velha máxima do futebol que diz que “cada jogo é uma história''.  A vitória de hoje anima, mas não garante a vitória no sábado. É preciso, pois, evitar o oba-oba, o otimismo exagerado, o salto alto.

Foto: Reuters

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2- E, como se esperava, será a Alemanha a outra finalista que medirá forças com o Brasil, na grande final do futebol masculino, que valerá a medalha de ouro: os alemães ganharam da Nigéria, 2 a 0 (gols de Klosterman e Petersen) e levaram poucos sustos. Evidentemente, é uma boa equipe: com marcação compacta, muita movimentação- por exemplo, Klosterman, lateral-esquerdo fez o primeiro gol como se fosse um ponta-e a tradicional determinação alemã.

Não é por acaso que os alemães têm o melhor ataque da competição até agora, 20 gols marcados em cinco jogos e que golearam, por exemplo, Portugal por 4 a 0. Os números não mentem.

Mas não são exatamente verdadeiros se comparadas as exibições que levaram brasileiros e alemães até à final:pelo que se viu, neste momento, o Brasil tem muito mais bola do que a Alemanha, especialmente no talento dos jogadores de ataque- Luan, Gabigol, Neymar e Gabriel Jesus- e tem muitas chances de levar a medalha de ouro. No futebol não existe certeza absoluta e o tal do “já ganhou'' é sempre perigoso.

Só que, desta vez,estamos a um passo da medalha inédita. E é bem possível que ela esteja no peito do time do Brasil.


Palmeiras, ainda mais líder. E as proezas do Santos e do Grêmio
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco / Divulgação

Foto: Cesar Greco / Divulgação

1- Além da rodada perfeita que teve a seu favor, com derrotas de principais concorrentes na luta pelo topo (Atlético Mineiro, Corinthians, Flamengo), o Palmeiras conseguiu uma vitória mais do que importante, ao superar o Atlético Paranaense por 1 a 0, gol de Vitor Hugo, de cabeça. Com esse triunfo, o Palmeiras- que antes desta rodada tinha só um pontinho de vantagem- agora conseguiu se distanciar mais de seus perseguidores; situa-se a três pontos do vice-líder (Santos), a quatro pontos de Grêmio e Atlético Mineiro, a cinco de Corinthians e Flamengo e fez com que o Atlético Paranaense estacionasse nos 30 pontos.

Quer dizer: o Palmeiras é ainda mais líder.

Números à parte, foi importantíssima a vitória diante do Furacão que, pela primeira vez neste Campeonato Brasileiro, foi derrotado em seu estádio. Importante e justo triunfo, o Palmeiras jogou melhor do que o Atlético Paranaense nos dois tempos, principalmente no segundo, quando criou chances claras de gol, desperdiçadas por Roger Guedes e Jean. No lance de Roger Guedes, então, aconteceu que ele não alcançou a bola, que surgiu mansa, depois de grande jogada de Moisés pela esquerda.

Além de criar mais, o Palmeiras mostrou um quase perfeito sistema defensivo, tendo um Thiago Santos em grande noite, e nas poucas bolas que o Atlético acertou o gol, surgiu Jailson, mesmo com a perna direita machucada, a fazer boas defesas e a mostrar que, pelo jeito, ganhou mesmo a posição de titular da equipe.

Em minha opinião, no entanto, o melhor do time foi Moisés, misto de volante e de meia, incansável na marcação e criativo no momento de organizar o ataque. Curiosamente, embora não tenha sido a mais  badalada contratação do Palmeiras no ano, vem sendo, sem nenhuma dúvida, o jogador mais eficiente.

Foto: Ivan Storti/ Divulgação do Santos

Foto: Ivan Storti/ Divulgação do Santos

2-  Foram verdadeiras proezas as vitórias do Santos e do Grêmio. Heroico o triunfo do Santos, eu diria, pois enfrentou e goleou (3 a 0) o poderoso Atlético Mineiro sem cinco titulares importantíssimos- Vanderlei, Zeca, Thiago Maia, Lucas Lima e Gabigol. Não é fácil jogar assim contra o Galo. Na verdade, foi o mistão do Santos o vencedor. E destaque todo especial para Ricardo Oliveira, 36 anos, voltando de contusão, artilheiro mesmo assim: ele foi autor de dois gols, um de cabeça e outro de canhota.

Bravo Ricardo!

Elogiável também a conduta do Grêmio, desfalcado dos jogadores que estão na Seleção Olímpica- Luan e Wallace-, refazendo-se ainda da saída de Giuliano, soube, no entanto, aproveitar os enormes claros que deixava o sistema defensivo do Corinthians e encaixar muito bem os contra-ataques. Resultado: 3 a 0! E não se pode dizer que tenha sido um placar injusto, embora o Corinthians tenha até finalizado mais e ensaiado ataques.

Na verdade, o Corinthians (que não teve Elias,é verdade) se ressente de mais qualidade em seu ataque, de jogadores que saibam fazer gols com regularidade e que não fiquem só no “quase''.

Foto: Divulgação

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Seleção, Brasil e Alemanha na final? E as emoções do Brasileirão
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Roberto Avallone

Foto: Fernando Dantas

Foto: Fernando Dantas

1- Está com jeito: Brasil e Alemanha na grande final do futebol masculino pela Olimpíada. Sim, eu sei, futebol não é ciência exata, a zebra é uma constante, coisa e tal. Mas a tendência é o Brasil vencer Honduras- depois de bater a Colômbia, 2 a 0- e a Itália ganhar da Nigéria- isso, depois de aplicar espetacular goleada em Portugal por 4 a 0.

Em sendo assim , se nenhuma surpresa acontecer, teremos Brasil e Alemanha na final. E no Maracanã. Nada que se compare aos 7 a 1 da Alemanha sobre o Brasil, na Copa do Mundo de 2014, pois as seleções principais jogaram, mas sempre ficaria um sentimento de revanche, de possibilidade de uma doce vingança. E aí, a inédita medalha de ouro para o futebol brasileiro.

No momento, tudo é hipótese, é probabilidade, é sonho. Agora, a realidade para o Brasil é Honduras, equipe que joga recuada, mas que é extremamente rápida no contra-ataque, que eliminou a Argentina da competição, antes de passar pela Coréia do Sul e chegar à semifinal. Só que, com base no jogo deste sábado, em que venceu Honduras por 2 a 0- um gol de Neymar, de falta, e outro de Luan- este, um golaço, de fora da área, atendo de curva para encobrir o goleiro colombiano- o Brasil mostrou muita força e muita raça em seu sistema defensivo, motivo pelo qual não levou um gol sequer nestes quatro jogos pela Olimpíada.

Além disso, vemos em campo agora, um Neymar diferente: sério compenetrado, jogando para a equipe, sem ligar  tanto para o brilho individual. É verdade que, às vezes, precisa ficar mais calmo, como convém a um capitão, mas também tem a história que, se bateu, apanhou muito mais, sendo verdadeiramente caçado em campo.

Resumindo: se não foi extraordinário, pelo menos o Brasil jogou bem, com segurança, apagou a má imressão das duas primeiras partidas e, pela lógica, deve chegar à final. Em busca, é claro do ouro inédito- que não será fácil, mas possível.

2- Este domingo marca muitas emoções no Campeonato Brasileiro, que eu eu me lembre o mais acirrado na luta pelo topo e também quanto ao rebaixamento. Aliás, uma quase surpresa  já aconteceu nesse sábado, quando o Sport-sem seu melhor jogador, Diego Souza, bateu o Flamengo, impedindo o clube carioca de chegar à liderança; logo agora, que vinha em franca ascensão; curioso é que Diego saiu logo no começo da partida, mas Edemilson, que entrou em seu lugar fez o gol da vitória, depois de grande jogada de Rogério (ex- São Paulo).

Sei lá o que estará reservado para o domingo, pois logo de manhã, o Grêmio enfrentará o Corinthians, em Porto Alegre, no chamado confronto direto entre os candidatos. E à tarde, na Vila Belmiro, o que seria um jogaço, não estivesse o Santos desfalcado de meio time- Vanderlei, Zeca, Thiago Maia, Gabigol e Lucas Lima- contra um Atlético Mineiro que vive a sua melhor fase no Campeonato e é equipe recheada de talentos.

No começo da noite, será a vez do Palmeiras a enfrentar um perigoso Atlético Paranaense em sua Arena, sem ter nenhum centroavante de ofício. Jogo duro. É difícil encarar o Furacão em seus domínios.

A grande questão: quem sairá lucrando com esta rodada de um Campeonato super- equilibrado?


Seleção, uma goleada para reanimar
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Roberto Avallone

Foto: Reprodução

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Ah, esta goleada foi de reanimar, para dar a esperança  ao que parecia perdida depois de duas péssimas partidas – empates sem gol – contra África do Sul e Iraque. Desta vez, foi diferente; não só pelo placar de 4 a 0- dois gols de Gabigol, um de Gabriel Jesus e o outro de Luan, como principalmente pelo futebol solidário, ofensivo e cheio de disposição da Seleção Brasileira Olímpica diante de uma Dinamarca atônita e sem reação. 4 a 0! E poderia ter sido mais.

O que mudou na Seleção neste jogo? Em primeiro lugar, a postura, pois não se viu clarões entre defesa, meio- campo e ataque como no começo da competição. Foi um time compacto, que ocupou os espaços e que também soube jogar “à brasileira'', isto é, pelas pontas: assim atuou Luan, um dos destaques do time, misto de armador e de ponta-direita, cruzando para Gabriel Jesus fazer o segundo gol e ele mesmo, Luan, balançando as redes; pela esquerda, o lateral Douglas Santos fez as vezes do ponta canhoto, centrando, com sucesso, para os dois gols de Gabigol.

E o que mais? Bem, tivemos um Neymar diferente, jogando para o time, com a seriedade de um organizador de jogadas perto da área e com a liderança de orientar os mais jovens, sem ficar preocupado demais com o próprio brilho, trocando o individualismo pelo jogo coletivo; também tivemos um Renato Augusto como em seus melhores dias, a dominar o meio-campo e, de surpresa, surgir infiltrado na área, como um atacante; e Gabigol e Gabriel Jesus sempre à espreita do arremate fatal, oportunistas que são.

Mas o time inteiro foi bem, mesmo sem o destaque dos acima citados. Quer dizer: o Brasil jogou um futebol solidário e coletivo, achando, quem sabe, o seu melhor jeito de atuar, mesmo com quatro atacantes- Luan, Neymar, Gabigol e Gabriel Jesus-, atacantes que não guardavam posição fixa e se transformavam em defensores quando perdiam a bola.

Se jogar sempre assim, esta Seleção pode ir longe. Com firmeza, mas sem euforia, sem oba-oba, pois a caminhada pode ser longa e já no sábado à noite, tem a Colômbia pela frente.

Fica, pelo menos, a esperança de novas belas exibições.

Foto: AP

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O Corinthians só empatou. E o Palmeiras é o campeão do primeiro turno
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Roberto Avallone

Foto: Eduardo Viana

Foto: Eduardo Viana

1- O Corinthians não fez por merecer uma vitória sobre o Cruzeiro, embora tivesse marcado seu gol (Giovanni Augusto) no primeiro minuto da partida. E, de quebra, teve um pênalti claro cometido por Cássio em Ábila (que saiu do lance  sangrando), não assinalado pela arbitragem, ainda no primeiro tempo. Nessa etapa, aliás, houve equilíbrio entre as duas equipes.

Na etapa final, no entanto, pressionado talvez por ainda ocupar a zona do rebaixamento, o Cruzeiro foi ao ataque, mostrou-se melhor do que o Corinthians e por pouco não saiu vencedor do duelo em um Pacaembu com mais de 33 mil torcedores pagantes; o Corinthians, antes do jogo, talvez também estivesse pressionado a vencer por três ou mais gols de diferença, pois que assim ultrapassaria o Palmeiras no saldo de gols e seria o campeão do turno. Pressão bem mais suave do que a do Cruzeiro, reconheçamos, pois neste caso está a sobrevivência na Série A.

Aconteceram até vaias da Fiel torcida para o técnico Cristóvão, que tentou levar numa boa, o que não aconteceu com Elias, que atribuiu a uma minoria as vaias e as reclamações. Na verdade, esta equipe é o Corinthians pós-desmanche e os jogadores que aí estão, embora dedicados e com razoável tecnica, não têm a mesma qualidade dos campeões que já se foram.

Até que, pelas circunstâncias, o Corinthians vai indo melhor do que se esperava.

Quanto ao Cruzeiro, pelo futebol exibido e pelos reforços que chegaram-o oportunista Ábila, Rafael Sóbis, por exemplo- é uma questão de tempo sair dessa incômoda zona da degola, devendo ficar, creio,na faixa intermediáriua da tabela de classificação. Isso, no mínimo, até porque agora conta com um técnico que conhece bem o futebol brasileiro, Mano Menezes.

Foto: Mauro Horita

Foto: Mauro Horita

2- E o Palmeiras acabou ficando com o título de campeão do primeiro turno, com o resultado do jogo do Corinthians. Além disso, assumiu a liderança isolada do Campeonato (36 pontos), contra 34 pontos do Corinthians e os 35 do agora vice-líder Atlético Mineiro. O Galo, que nesta noite de segunda-feira venceu a Chapecoense por 3 a 1, está no embalo de seis vitórias consecutivas, vivendo o momento de andar a disputar o melhor futebol do Campeonato.

Eis a questão: o segundo turno já começa no fim de semana e, de tão equilibrado, o Campeonato alterna os momentos, apontando quem está melhor, pois se hoje é o Galo, a primazia já foi palmeirense- o Palmeiras já foi líder do Campeonato em 10 rodadas. Pode ser que agora  com a próxima volta de Gabriel Jesus, a provável volta de Roger Guedes , a recuperação do zagueiro Mina e a confiança passada no domingo pelo goleiro Jaílson,o Palmeiras volte a se exibir como o melhor do torneio ou, no mínimo, fique em pé de igualdade com o Galo.

Este segundo turno promete ser emocionante já que, além de Galo e Palmeiras, o Flamengo vem em franca ascensão, o Santos em breve terá o retorno dos jogadores que estão na Seleção, o Grêmio também terá Luan e Wallace de volta e o Corinthians tem a bravura já conhecida.

Diante de tantos candidatos, emoção é o que não vai faltar.


Palmeiras, campeão pelo menos por um dia. E a Seleção
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco / Divulgação

Foto: Cesar Greco / Divulgação

1-  Pelo menos por um dia, o Palmeiras é o campeão do turno. Título simbólico, é claro, se confirmado. Mas que ainda depende do Corinthians que, se vencer o Cruzeiro, por três ou mais gols de diferença arrebatará do arquirrival esse título de vencedor do primeiro turno, pelo critério de saldo de gols: antes de seu jogo, o Corinthians tem dois gols a menos do que o Palmeiras de saldo; se ganhar pela diferença desses dois, no entanto, entra o critério de desempate seguinte, o número de gols marcados- e aí o Palmeiras levará vantagem,pois já marcou 35 gols, enquanto o Corinthians está com 27.

Não creio que, mesmo em noite ungida pelos deuses, o Corinthians derrotaria o Cruzeiro por oito (8!) gols de diferença. Seria um milagre para os corintianos, uma tragédia sem precedentes para o Cruzeiro agora dirigido por Mano Menezes.

Quanto ao jogo diante do Vitória, o Palmeiras ganhou, 2 a 1 (gols de Lucas Barrios, Cleiton Xavier e Thiago Martins-este, contra) mas poderia ter obtido placar maior não fossem as chances perdidas e o pênalti desperdiçado por Jean;assim como ter sofrido o gol contra de Thiago Martins, depois da rebatida de Jaílson, que não teve culpa no lance.

Jaílson, alias, merece citação especial: sua atuação foi ótima, pois defendeu duas bolas com os pés, fez uma defesa espetacular de “mão trocada'' e mostrou-se seguro nas bolas altas e nos cruzamentos. Agradável surpresa, já que fez sua estreia em jogos da primeira divisão do Campeonato Brasileiro e isso aos 35 anos- o que levava a uma certa desconfiança. Jaílson venceu a desconfiança, agradou a torcida e, visivelmente emocionado, recebeu ao final do jogo o abraço dos companheiros.

Também merecem destaque entre os palmeirenses, o atacante Dudu-o melhor em  campo; Cleiton Xavier, o que sofreu o pênalti mais batido por Jean e autor do gol; Lucas Barrios, que fez o primeiro gol e iniciou a jogada do segundo, preocupando, no entanto, por ter saído com suposta lesão ou dores na virilha; e o incansável Moisés, o volante que defende e ataca. Por sua vez, o Vitória jogou muito recuado- não teve ninguém de grande realce- ao ponto do atacante Marinho reclamar, dizendo que '' posso ficar aqui só marcando o Zé Roberto''.

Enfim, o Palmeiras voltou a vencer, depois de um jejum de três jogos.

Foto: Reuters

Foto: Reuters

2- Que decepção! Não consigo encontrar outra expressão para definir a sensação de ver em campo a Seleção Brasileira Olímpica de futebol, recheada de profissionais e que ainda tem Neymar, considerado um dos melhores do mundo. Tudo isso para empatar com a modestíssima seleção do Iraque, em medíocre 0 a 0, assim como já fora diante da África do Sul. O futebol também leva 0. Péssimo.

E agora essa Seleção que passou cerca de duas horas e meia sem fazer um golzinho sequer sem balançar as redes uma única vez, corre o risco-se não vencer a Dinamarca-de ser eliminada na primeira fase, pois se não ganhar dos dinamarqueses, uma vitória do Iraque ou da África do Sul determinará o fim do sonho olímpico no futebol brasileiro. Ainda acho que há tempo para a recuperação, mas não com esse futebol de compartimentos estanques, com o ataque distanciado do meio- campo, o meio- campo da defesa.

A parte tática também foi triste.

Com a Seleção principal em sexto lugar nas Eliminatórias e com a seleção olímpica jogando essa bolinha- mesmo com Neymar, Gabigol e Gabriel Jesus- a sensação que fica é da ausência do talento que foi grande em outros tempo. A ausência que, ao final do jogo, fez a torcida gritar “Marta, Marta!'', pois que essa é craque em sua área- e funciona.


Palmeiras, um pontinho que embola a liderança. E a Seleção decepcionou
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco / Divulgação

Foto: Cesar Greco / Divulgação

1- O Palmeiras poderia ter vencido, pois jogou melhor do que a Chapecoense, na Arena Condá. Mesmo assim, esse empate de 1 a 1, com grande falha do goleiro Vagner no gol da Chapecoense e o gol de igualdade em pênalti contestado-mas existente, de Gil em Cleiton Xavier- e convertido em gol por Jean, ah, esse empate gerou o pontinho que embolou a liderança do Campeonato Brasileiro: Santos, Palmeiras e Corinthians estão com 33 pontos ganhos, embora levando-se em consideração os critérios de desempate, o Santos seja o líder, o Palmeiras o vice e o Corinthians o terceiro colocado.

Não me lembro de disputa tão acirrada e por tantos clubes, pois o Grêmio (quarto colocado) e o Atlético Mineiro têm 32 pontos, vindo a seguir o Flamengo com 31 e sobrando ainda para o Atlético Paranaense uma fatia da disputa, com 30 pontos. Impressionante!

Quanto ao jogo de Chapecó, mesmo atacando mais do que o adversário e fazendo do goleiro Danilo o melhor jogador em campo, o Palmeiras teve problemas que faz pouco tempo não se notava: sente muito a falta de Fernando Prass- o que já ocorreu em 2014-,  igualmente  lembra com saudades de Gabriel Jesus e alguns de seus atacantes, como Roger Guedes e Dudu, por exemplo, não vivem boa fase. Sabe-se lá se é uma fase de curta duração ou se vai perdurar perigosamente no duelo da pontuação.

A conferir.

Foto: AP

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2- Impossível esconder a decepção sobre a estreia da Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos. Especialmente em relação ao trio atacante- formado por Neymar, Gabriel Jesus e Gabigol- avaliado em muitos e muitos milhões de euros. Creio que vai melhorar, pois não se discute a qualidade dos jogadores, até porque será difícil repetir a pífia performance do empate de 0 a 0 diante da África do Sul- cuja equipe , aliás, atuou com dez jogadores durante boa parte do segundo tempo. Jogar pior, impossível.

E dos três atacantes- que não foram bem municiados pelo meio-campo, diga-se a bem da verdade-, o que esteve menos mal foi Gabigol, cabendo a estrela Neymar um mau jogo e Gabriel Jesus a pior de todas as partidas em que o vi atuar, perdendo, inclusive, um gol sem goleiro. Era ele e as redes. Um pesadelo.

Que esse pesadelo dê lugar ao sonho do inédito ouro olímpico o mais rápido possível. Quem sabe já nestedomingo, no próximo jogo da Seleção.