Blog do Avallone

Corinthians, a decepção. Santos, Damião vai ou não vai?
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Roberto Avallone

Foto: Eduardo Viana

Foto: Eduardo Viana

1- Ainda sonhando com o título e na defesa de permanecer no grupo dos melhores do Campeonato, era de se esperar que o Corinthians jogasse bem contra a Chapecoense. De preferência, que jogasse bem e vencesse. Ah, nem uma coisa e nem outra. Apenas o empate de 1 a 1, que decepcionou os mais de 25 mil pagantes que desafiaram o friozinho da cidade e a distância de Itaquera por um Corinthians supostamente forte.

Mas o Corinthians, que já vinha de má apresentação diante do Flamengo, só seu a impressão de retribuir o apoio da torcida. Logo no início do jogo, o menino Malcom, 17 anos, gingou na frente do marcador, já dentro da área, e acertou um belo chute para o fundo das redes da Chapecoense. A impressão era de fácil vitória. Mas e ataque para isso? Guerrero anda jogando fora da área, Luciano tem altos e baixos e seu substituto, o jovem paraguaio Romero, tem mais velocidade do que futebol E sozinho, Malcom, que foi muito bem na Copa São Paulo de futebol júnior deste ano ainda não tem condições de decidir uma partida: é jogador para ser lançado em profundidade, é a flecha que depende de um bom arco.

Surpresa foi a Chapecoense dominar o jogo no segundo tempo, pois, além do gol contra de Ferrugem, criou pelo menos mais três chances claríssimas de fazer o gol da vitória, uma delas, inclusive, com Fábio Santos salvando quase em cima da linha, o goleiro Cássio já batido.

Com o empate corintiano e a derrota do São Paulo para o Coritiba, o clássico de domingo entre ambos já talvez nem tenha o rótulo de Majestoso de outros tempos.

Foto: Adriano Vizoni/Folhapress

Foto: Adriano Vizoni/Folhapress

2- Embora existam comentários a respeito, não se sabe exatamente se a má produção de Leandro Damião foi um dos motivos que derrubaram o competente Oswaldo de Oliveira do cargo de técnico do Santos.

Se foi mesmo, o bom Enderson Moreira que se cuide: no empate de 0 a 0 diante do Grêmio, em Porto Alegre, Leandro Damião voltou a não fazer quase nada, sendo substituído no segundo tempo por Jeuvânio- eleito o homem do Campeonato Paulista-, com Leandro saindo lentamente de campo, por cansaço ou teria sido por leve contusão? Creio que por cansaço.

Seja lá como for, sinto saudades daquele Leandro Damião que chegou à Seleção Brasileira, chutando com a direita, com a esquerda, cabeceando, dando “lambreta” (lembram-se daquele drible contra a Argentina?), sendo uma sensação. Tanto que foi negociado pelo Inter por mais de 40 milhões de reais…

É mais um dos mistérios do futebol.


As polêmicas razões que levaram o Palmeiras à zona da degola. E por essa, o São Paulo não esperava
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Roberto Avallone

Foto: Djalma Vassão

Foto: Djalma Vassão

1- Foi um jogo com contornos dramáticos, como já se sabe. O Flamengo abriu 2 a 0 no primeiro tempo (gols de Canteros e Alecsandro), o Palmeiras reagiu na etapa final e chegou ao empate de 2 a 2 (com os gols de Diogo e Victor Luís) e insinuou que teria uma vitória em virada histórica. Mas depois da expulsão de Valdivia o time “murchou” e agora está na terrível zona do rebaixamento.

Em minha opinião, eis as razões:

a) Valdiivia fez, Valdivia desfez. Responsável direto pela reação do Palmeiras, ao dar criatividade ao meio-campo dede a sua entrada, Valdivia também foi o responsável pelo encolhimento do time por sua expulsão infantil. Aliás, depois do jogo, além de reconhecer que errou feio no lance da expulsão, o próprio Valdivia classificou a sua reação de infantil e idiota. Está fora do próximo jogo e sabe-se lá por quantos jogos pode ser suspenso pelo STJD.

b) O Palmeiras foi prejudicado -e muito- pelos erros da arbitragem por Edson Daronco. Em lance claro, indiscutível, Henrique foi derrubado na área por um “tranco” de João Paulo, no finzinho do primeiro tempo. Pênalti! E em lance já mais polêmico, à primeira vista me pareceu normal o segundo gol do Flamengo, quando  Eduardo da Silva disputou a bola com Deola e serviu Alecsandro marcar, discordando da opinião de Deola que dizia que Da Silva levara a bola com a mão. Ao rever a imagem, várias vezes, no entanto, fico com a opinião do comentarista de arbitragem, Arnaldo Cezar Coelho: o gol foi irregular, pois só bateu no peito do flamenguista por antes ter tocado em sua mão esquerda.

Num jogo como esse, dois erros em lances capitais, é muita coisa. Na expulsão de Valdivia, a arbitragem acertou.

c) A péssima atuação de Juninho, especialmente no primeiro tempo, quase levou o Palmeiras à derrota: jogando de volante, ele  escapou por pouco da expulsão logo no começo do jogo, errou feio no lance do primeiro gol do Flamengo- marcado por Canteros-, foi o pior do time. Na etapa final até que melhorou um pouquinho. Mas, creio, não pode mais jogar de volante.

São razões suficientes pelo resultado que não livrou o Palmeiras da volta à zona da degola, pois não?

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

2- Sem Kaká (terá sido mera coincidência?) o São Paulo teve, em Curitiba. Um resultado que não esperava: perdeu para o Coritiba-  de virada- por 3 a 1, voltando a ficar distante 7 pontos do líder Cruzeiro, depois de ter encostado na equipe mineira a quem bateu no último domingo, no Morumbi.

A importância de Kaká para o tricolor não é penas técnica; ele parece animar, com suas deslocações constantes, os outros integrantes do Quarteto (Pato, Ganso, Alan Kardec…) que não renderam , sem a sua presença o futebol que vinham apresentando.

E pode ter feito a diferença também a ausência de Rogério Ceni, pela liderança e pela arte de comandar a defesa, virtudes tão importantes quanto suas defesas.


A imprevisível vida de goleiro. E Jobson, a última chance?
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Roberto Avallone

Foto: Bruno Turano

Foto: Bruno Turano

1- Pinço a barração do jovem goleiro Fábio, do Palmeiras, para pensar um pouco na loucura que é a vida dos goleiros, em um dia heróis e em outros detestáveis, vilões. Já são conhecidas as histórias de grandes goleiros que deram a volta por cima- como Gylmar dos Santos Neves, afastado por um bom tempo Corinthians em seu começo de clube, após levar 7 gols da Portuguesa, para depois tornar-se o melhor goleiro do Brasil- e também dos que estavam lá em cima e que por uma falha foram condenados para o resto da vida.

Neste caso, se encaixa o drama do goleiro Barbosa, que vinha sendo considerado o melhor goleiro da Copa de 1950 e por uma falha de reflexo- em minha opinião nem frango foi- no fatal gol do uruguaio Gigghia- teve de pagar até seus últimos dias, ouvindo o que não merecia.

É complicada a vida de goleiro.

Voltando ao jovem Fábio, trata-se de um enigma: ao contrário dos jogos de antes da Copa, quando mostrou-se quase perfeito- do fim da Copa em diante vem-se mostrando um goleiro de características incomuns: é capaz de fazer defesas sensacionais, mas, de repente, vem tomando gols que o derrubaram, vários, entre eles o gol diante do Sport quando deu um soco para as próprias redes ou o de Conca, no último sábado, marcado sem ângulo, com a bola batendo no peito do goleiro.

Não creio ser o caso de Fábio, que pode ter ainda um belo futuro, mas em outros tempos chamavam os goleiros que faziam grandes defesas e tomavam frangos históricos de goleiros de times pequenos porque para o seu gol iam 10, 12 bolas e a sequência de intervenções fantástica era notável: pouco importavas as duas ou três falhas, passavam despercebidas. Quando vinham jogar em time grande, no entanto, com poucas bolas a serem defendidas, as falhas eram muito mais notada, evidentemente.

E criou-se o estigma: goleiro de time grande é o que não leva frango.

Sinceramente, no caso de Fábio acredito que o problema seja outro. Além de emocional, creio que lhe fará bem um período de reciclagem, de exaustivos treinos de fundamentos, inclusive o de sair jogando com os pés (lembram-se do gol de Pato, quando Fábio, na reposição da bola, deu um chute fraquinho para os pés de Ganso?), detalhes assim, que também cabem ao preparador de goleiros do Palmeiras.

Foto: Divulgação/ Botafogo Oficial

Foto: Divulgação/ Botafogo Oficial

2- Quando começou a jogar pelo Botafogo, Jobson deixou claro que seria um dos melhores atacantes do Brasil: liso, driblava os marcadores com facilidade para depois emendar com chutes fortes. Era um terror!  A boa fase, no entanto, durou pouco e, segundo consta, a noite e certos hábitos ficaram mais importantes para ele do que as efêmeras tardes de glória nos campos.

Jobson foi punido, emprestado a vários clubes, pensava-se que tinha chegado o fim precoce. Agora, eis que surge uma nova chance no Botafogo: Jobson foi disciplinado durante os 15 dias em que treinou com o Grupo B dos jogadores e, pelo que disse o técnico Mancini, pode ter uma nova chance a qualquer momento.

Que o garoto saiba aproveitar! Pode ser a última chance…


São Paulo, vitória e pose de campeão. Corinthians, derrota para o Fla graças ao erro da arbitragem
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Roberto Avallone

Foto: Sergio Barzaghi

Foto: Sergio Barzaghi

1- Sim, o líder do Campeonato Brasileiro ainda é o Cruzeiro. Mas agora com diferença pequena, só quatro pontos, o que significa muito pouco diante de tantos jogos ainda a serem disputados e também em relação ao futebol do São Paulo, que venceu o Cruzeiro no Morumbi (2 a 0, gols de Rogério Ceni- pênalti- e Alan Kardec)- e exibe sinais de seríssimo candidato ao título.

Talvez até de campeão.

A vantagem do São Paulo- como se viu no duelo deste domingo- é que se a defesa jogar o básico, sem falhar, pode deixar que em um momento ou outro da partida o chamado quarteto mágico (Kaká, Ganso, Pato e Alan Kardec) resolve com seu talento. Pois foi assim contra o Cruzeiro: a equipe mineira tocava bem a bola, coisa e tal, mas quem deu um drible desconcertante e sofreu pênalti de Dedé foi Paulo Henrique Ganso. Rogério Ceni cobrou e fez 1 a 0.

Depois, no segundo tempo, jogo aparentemente equilibrado, bola lançada na área o Cruzeiro, cabeçada de Alan Kardec, defesa de Fábio e chutão de Kardec, no rebote, para o alto das redes do Cruzeiro. Pronto: 2 a 0, jogo liquidado.

Vitória do talento.

E vitória justa, do time que, no momento, exibe o melhor futebol. Até há pouco era o Cruzeiro. Agora, é o tricolor. E com louvor.

Foto: Gilvan de Souza/Fla Imagens / Divulgação

Foto: Gilvan de Souza/Fla Imagens / Divulgação

2- Desta vez, além de jogar mal, o Corinthians foi prejudicado pela arbitragem; como validar o gol de Wallace para o Flamengo, quando o atacante Eduardo da Silva- que lhe deu o passe- estava em posição complemente irregular.

E depois, houve a marcação de um pênalti totalmente discutível a favor do Flamengo- a bola bateu na mão de Ralf, foi bola na mão que fique claro, sem intenção- mas Cássio defendeu e o lance não teve interferência direta no placar. Mas que a arbitragem prejudicou o Corinthians, isso foi.

Consciente, o técnico Mano Menezes reconhece que o time não foi bem, especialmente no primeiro tempo: “O Flamengo forçou bastante o lado esquerdo deles e nós não estávamos conseguindo sair”- disse o técnico, mais ou menos o mesmo discurso dos jogadores. A certo momento do jogo, poucos minutos do fim da partida o placar das finalizações apontava 17 arremates do Flamengo contra apenas 5 do Corinthians.

E no caso, a arbitragem nada tem a ver com isso.


Falhas grotescas na derrota do Palmeiras. E Robinho afundou o Coxa
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Roberto Avallone

Foto: Bruno Turano

Foto: Bruno Turano

1- Na alma do torcedor, o que dói mais? Ver seu time jogando bem e perder, o que é duro de engolir, ou ter de aceitar uma derrota, mesmo para um adversário superior, em função de erros grosseiro de seus próprios jogadores?

No caso do Palmeiras e da goleada sofrida para o Fluminense de vários talentos- 3 a 0-, o torcedor palestrino até reconhece que o Flu tem jogadores melhores (Conca, Sóbis, Fred, Cícero, Vagner, Cavalieri), mas, pelo menos com quem conversei, não consegue digerir as falhas que definiram a derrota que quase devolveu a equipe à zona do rebaixamento; o que teria acontecido se o Coritiba tivesse vencido o Santos (mas perdeu por 2 a 1) na Vila Belmiro.

Já com minha opinião misturada às queixas da torcida, tentemos reconstruir as falhas grosseiras do Palmeiras:

a) Ah, o primeiro gol do Flu, um festival de lambanças: bola vinda da esquerda, Victorino (furou!). o goleiro Fábio escorregou (!) e a bola sobrou para Fred, meio que deitado, empurrar a bola para as redes, com o pé esquerdo.

b) Oh, o terceiro gol do Fluminense: quase sem ângulo, Conca bateu uma falta da direita e Fábio, totalmente sem jeito, tentou defender com o peito e jogou a bola para as próprias redes. Mais uma falha desse goleiro que alterna grandes defesas com erros históricos. Só que goleiro de time grande não pode falhar tanto.

c) Foi pênalti no segundo gol? Ficou a dúvida, pois é uma questão interpretativa. Mas Renato não tinha nada que ir na bola daquele jeito, meio que de carrinho e de braços abertos. E daí que a bola bate no braço, sim, e como provar se houve ou não intenção?

d) Erros crônicos: Weldinho, Patrick Vieira, Eguren, Juninho. O erro está em escalá-los, pois não demonstram condições de jogar em um Palmeiras que sonhe mais do que este.

e) O erro de Dorival Júnior: não escalar Cristaldo desde o começo do jogo. Quase inoperante na primeira etapa, até que o Palmeiras criou várias chances no segundo tempo incendiado pela movimentação de Cristaldo, que já deveria ser titular.

Bem, deve haver mais coisa errada, mas estes erros já são consideráveis para uma derrota elástica do Palmeiras. Ou não?

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

2- Principal atacante e talismã do Santos, Robinho voltou da Seleção e ajudou o time a bater o Coritiba por 2 a 1, na Vila Belmiro. Aliás, Robinho fez um golaço- o segundo do Santos- ao avançar até a entrada da área inimiga e bater por cobertura, algo digno de um craque: belo também foi o gol de Lucas Lima, que, ao abrir o placar, chutou forte sem nenhuma chance de defesa para o goleiro Wanderley. Dudu descontou para o time paranaense.

Quem ainda está devendo futebol- e muito- é o centroavante Leandro Damião, a mais cara contratação santista dos últimos tempos. Quem o viu jogar nos tempos de glória do Inter e o vê agora, não reconhece que é o mesmo jogador.

Seja lá como for, além de se ajudar, o Santos deu uma mãozinha para o Palmeiras evitando que, pelo menos nesta rodada, ele volte para a zona do rebaixamento.


Petros, que dia de sorte! E lá vem o Cruzeiro para enfrentar o São Paulo…
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Roberto Avallone

Foto: Ari Ferreira

Foto: Ari Ferreira

1- No caso de Petros, emoção pouca é bobagem: à tarde teve a pena de suspensão reduzida pelo STJD de seis meses para três jogos, radical ao extremo; à noite, aproveitando o centro de Romero, chutou para marcar o gol que deu a vitória ao Corinthians sobre o Atlético Mineiro por 1 a 0.

Petros deveria sonhar com mais alguma coisa?

Mas o Corinthians não foi apenas a felicidade de Petros: esteve muito bem na marcação aos perigosos jogadores do Galo e ainda exibiu um Ralf em nova versão, pois agora é um volante (com certeza por influência do técnico Mano Menezes) que, além de destruir, sabe apoiar e sair para o jogo.

Foi ele, Ralf, quem começou a jogada do gol, ao avançar e lançar o jovem paraguaio Romero, pela esquerda; Romero centrou para o meio da área, onde Petros surgiu para finalizar com perfeição.

Agora, o Corinthians é o terceiro colocado do Campeonato Brasileiro, 36 pontos, dez atrás do Cruzeiro. Está na briga.

Foto: Ramon Bitencourt

Foto: Ramon Bitencourt

2- E o líder Cruzeiro, vejam só, teve de suar muito para bater o lanterna Bahia- de virada, por 2 a 1, com gols daqueles que estavam na Seleção, Éverton Ribeiro (de Pênalti) e Ricardo Goulart. Curioso, pelo futebol exibido, teve menos força e plástica do que o São Paulo ao vencer o Botafogo, o que, no entanto, não significa muita coisa para um clássico desse porte de domingo, no Morumbi.

Sem apontar favoritismo, pois que o futebol já acabou com essas coisas em duelo assim, arrisco que o São Paulo leva vantagem no ataque e no campo (o Morumbi pode fazer diferença, sim), enquanto que o Cruzeiro tem uma defesa mais segura e um banco de reservas mais completo.

Ah, é jogo para casa mais do que cheia.


São Paulo, show de bola. Palmeiras, Cristaldo é o nome. Santos, virada indigesta
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Roberto Avallone

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

1- Na verdade, o jogo foi espetacular. Mas, superior ao adversário, o São Paulo foi o show, merecendo com sobras o placar de 4 a 2, nesta noite de quarta-feira, em Brasília: está dando gosto de ver o tricolor jogar com Kaká, Ganso, Pato, Alan Kardec, daqui a pouco Luís Fabiano e mais competentes jogadores emergentes como Souza (autor de dois gols), Michel Bastos.

Pelo jeito está se formando uma verdadeira máquina. Um prêmio a um clube que ousou investir.

Voltando ao jogo em si, o primeiro tempo foi capaz de tirar o fôlego, tantas as alternativas: o São Paulo abriu o placar (Alan Kardec, depois de bola jogada de Michel Bastos), o Botafogo empatou (Zeballos), virou (André Bahia) e tomou a virada tricolor, com dois gols de Souza: já no segundo tempo, o Botafogo teve o pecado da expulsão de Airton, oferecendo ao São Paulo todas as chances de vitória. Que se consolidou como quarto gol, marcado por Pato, depois de veloz arrancada de Osvaldo.

São dos melhores os presságios para o São Paulo neste Campeonato Brasileiro. E serão ainda melhores dependendo do que acontecer na partida de domingo contra o Cruzeiro.

Outro jogaço!

FACE PALME

Foto: Marcos Ribolli

2- Cristaldo entrou aos 15 minutos do segundo tempo, fez o gol da vitória- com muito oportunismo- ofereceu bela assistência para Henrique perder chance rara, lutou muito e ensaiou dribles pelos lados do campo. Foi o suficiente, pois não? Mas o Palmeiras, em sua vitória sobre o Criciúma por 1 a 0, não teve muito mais a exibir, sendo péssimo o seu primeiro tempo e um pouco melhor no segundo. Destacaria o goleiro Fábio por duas boas intervenções, o zagueiro Victorino pela firmeza e o meia Diogo pelo esforço.

Como destaque negativo, o atacante Leandro, caso misterioso do futebol, tão capaz no ano passado (chegou até à Seleção Brasileira) e estranhamente falho e sem punch nesta temporada.

Sem nada ver com o jogo contra o Criciúma, quando o meio-campo mais uma vez quase não existiu, a pergunta: quando volta Valdivia, às vezes El Mago?

Foto: Peu Ricardo

Foto: Peu Ricardo

3- E de virada, com três gols de um lateral-direito (no segundo tempo improvisado no ataque, Patric, o Sport bateu o Santos por 3 a 1 (Thiago Ribeiro anotou o gol santista), na primeira derrota do técnico Enderson Moreira. Pelo jeito, o Santos não vai sair da zona intermediária da tabela de classificação, sem sustos para uma situação mais dramática, mas também sem força para voos maiores.

Simplesmente porque é muito difícil vencer fora de casa para ele, Santos.

Quanto ao demolidor da partida, o lateral Patric com seus três gols, sua carreira é estranha: sempre que o vejo em ação, ele parece estar bem, liso, chute forte. No entanto, ele que parece ser jogador de Seleção, já foi muito contestado, quase perdeu o lugar.  Prefiro ficar com a impressão de quando o vi jogar: trata-se de um raro especialista da posição no Brasil.


Brasil: vitória tipo arroz-com-feijão. E a dança dos técnicos
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Roberto Avallone

Foto: Mowa Press / Divulgação

Foto: Mowa Press / Divulgação

1- Não foi nada empolgante o amistoso entre Brasil e Equador, em Nova Jersey, na noite desta terça-feira. Talvez pelo horário, talvez pelo futebol trivial exibido, chegou a dar sono. O estádio não recebeu mais do que 36 mil pagantes- em plena febre do esporte nos Estados Unidos- e o campo estava ruim, com placas de tapete aplicadas sobre a grama sintética.

Enfim, nada de espetáculo.

Sobrou apenas vitória, a segunda desde a reestreia de Dunga, com o gol marcado por Willian em jogada ensaiada de bola parada, com Oscar rolando para Neymar, Neymar para Willian- e gol… No resto, foi um jogo corrido, disputado, com Neymar perdendo gol mais do que certo- estava postado na linha do gol e conseguiu, sabe-se lá como, chutar a bola no travessão- e o Equador mandando uma bola na trave esquerda de Jefferson.

Teste melhor será o jogo contra a Argentina, em outubro. Aí, sim, poderemos ter uma noção de como anda a Seleção Brasileira depois da trágica participação na Copa do Mundo disputada aqui mesmo, pelo Brasil.

2- Sem “brincation”. Papai Joel Santana estreou com vitória no Vasco da Gama contra a Luverdense, 2 a 0. Por enquanto apenas sorrisos, tomara que Joel dure muito tempo, mas quem garante que na Série A- para onde o Vasco caminha- ele esteja lá?

Pode andar a falhar minha memória, mas não me lembro de um número tão grande quanto esse-18 treinadores demitidos em 19 rodadas, o que dá média de praticamente um treinador por semana-, sendo que algumas demissões não são fáceis de serem entendidas: a de Oswaldo de Oliveira no Santos, por exemplo, e mesmo a de Doriva (campeão paulista pelo Ituano) no Atlético Paranaense.

A do argentino Ricardo Gareca, no Palmeiras, já se explica pela absoluta falta de resultados. O que se lamenta, pois, multicampeão pelo Velez, Gareca talvez tenha vindo no momento errado- com o campeonato em andamento e o clube se aproximando perigosamente do rebaixamento-, o que deve abortar, em princípio, a disposição de se contatar técnico estrangeiro para melhorar a parte tática do nosso futebol. E o que era importante.

Bem, a partir desta quarta-feira, inicia-se o segundo turno do Campeonato Brasileiro. E vejamos como será a dança dos técnicos.

 


O São Paulo caça o Cruzeiro, o Corinthians sem ataque. E o Palmeiras poderia ter vencido
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Roberto Avallone

Foto: Marcos Ribolli

Foto: Marcos Ribolli

1- Nota-se já há algum tempo a evolução do São Paulo. Especialmente do meio-campo para a frente, onde sobram os talentos. E neste domingo, no Morumbi, diante do Sport, não foi diferente: 2 a 0, gols de Alan Kardec e Alexandre Pato jogo liquidado em poucos minutos, triunfo que dá ao tricolor a vice-liderança do Campeonato Brasileiro e inicia uma espécie de caça ao Cruzeiro. O São Paulo está com 36 pontos, o Cruzeiro com 43.

Mas há todo um turno a ser disputado e, pelo jeito, a tendência do São Paulo é evoluir, pois além dos talentos que vem jogando- Ganso, Pato, Kaká, Alan Kardec e até Osvaldo- Luís Fabiano já está quase recuperado de sua contusão e será mais um a atormentar a vida dos inimigos.

Creio que nem Muricy Ramalho esperava ter tantos jogadores bons à sua disposição, talvez ninguém esperasse. Mas eles estão aí e o São Paulo é, sim, seríssimo candidato ao título de campeão, já que a vaga na Libertadores, que seria uma compensação, parece tarefa fácil de ser conquistada.

Foto: Fernando Ribeiro

Foto: Fernando Ribeiro

2- Desde o começo do jogo, o placar parecia desenhado: 0 a 0 entre Criciúma e Corinthians, pois se a equipe catarinense mostrava não ter forças para chegar ao gol, o time corintiano exibia estranha formação, vítima dos desfalques que as seleções e outras questões causaram- Guerrero na Seleção do Peru e Elias (que municia bem o ataque) na Seleção Brasileira, além de Luciano (suspenso), Romarinho (negociado), etc.

Assim não dá. Assim é um Corinthians sem ataque. Por mais esforçado que seja o jovem paraguaio Romero, suas virtudes técnicas ainda estão muito abaixo do que se espera de um titular, enquanto o garoto Malcon, 17 anos, até que deu mais velocidade ao ataque quando entrou em campo.

Mas era pouco, muito pouco, para tirar o zero do placar. E o Corinthians do empate.

Foto: Marcelo Hazan

Foto: Marcelo Hazan

3- Na estreia de Dorival Júnior, o Palmeiras foi melhor do que vinha sendo: criou mais chances de gol do que o Atlético Paranaense e poderia ter vencido a partida não fosse a expulsão de Jocimar (justa, aos 18 minutos do segundo tempo) e também a não marcação de um pênalti claro sobre Marcelo Oliveira perto do final da partida.

Dentro de suas limitações, no entanto, o Palmeiras de Dorival passou a impressão de que poderá reagir, pelo menos o suficiente para escapar da degola. Difícil está arranjar um lateral- direito, pois Weldinho não resolve, cabendo aqui- por que não?- uma experiência com Wesley, que já atuou nesta posição e que no meio-campo erra passes demais.

Embora animado com o resultado fora de casa, o Palmeiras continua sob observação. E seu próximo jogo, diante do Criciúma, no Pacaembu, vale 6 pontos mesmo.


Um golaço de Neymar na nova Era Dunga. E algo mais
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Roberto Avallone

Foto: Mowa Press

Foto: Mowa Press

Não foi empolgante o futebol da Seleção Brasileira na reestreia do técnico Dunga. Creio que nem mesmo jogou mais do que a Colômbia enquanto ela teve o mesmo número de jogadores do adversário em campo. Depois da expulsão de Cuadrado, no entanto, evidentemente o Brasil passou a ser mais agressivo e culminou com a vitória através da belíssima cobrança de falta de Neymar, ao estilo do lendário Didi Folha Seca, dando um efeito na bola que subiu e caiu no alto do gol, no ângulo.

Além do gol de Neymar, o que houve de bom ou de novo na Seleção? Eis o que penso:

1-    Foi boa a movimentação de Diego Tardelli como centroavante móvel, que caía pelos lados e reveza-se com Neymar, ao contrário do estático Fred da Copa do Mundo de tão amargas lembranças.

2-     Foi satisfatória a atuação de Felipe Luís, lateral-esquerdo que já deveria ter sido convocado para a Copa, tanto na defesa como no ataque.

3-     Há muito tempo em ótima forma, o goleiro Jefferson inspirou muito mais confiança do que o veterano Júlio César.

E o resto está por vir, pois Éverton Ribeiro já atuou alguns minutos com personalidade e o goleador Ricardo Goulart nem vestiu ainda a camisa da Seleção. A conferir, daqui para a frente, o trabalho de Dunga.