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15 rodadas depois, em quem você aposta no Campeonato Brasileiro?
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Roberto Avallone

Lá se foram as primeiras 15 rodadas do Campeonato e são flagrantes o equilíbrio e a alternância de forças entre os favoritos. No momento, fazem parte do G-4 o Atlético Mineiro, o Corinthians, o Palmeiras e o Sport, seguidos de perto por clubes que já estiveram na elite ou no topo do torneio como, por exemplo, o São Paulo, o Fluminense, o Grêmio…

Nada que faça lembrar tempos de um líder disparado, o que faz aumentar as arrecadações, o interesse e o mistério sobre quem será capaz de sobreviver aos desafios e ao restante do Campeonato. Tudo está em aberto.

O líder Atlético Mineiro vem sendo o mais constante na competição, com futebol ofensivo e bem jogado, mas convém lembrar que o Galo perdeu para o vice-líder Corinthians (1 a 0, na Arena corintiana), o que mostra que está longe de ser invencível; por sua vez, o Corinthians oscila entre a regularidade na pontuação com uma partida ruim como a que fez contra o Coritiba, em minha opinião por ter mau comportamento ofensivo, equilibrando-se em defesa segura e em um meio- campo de respeito, formado por Elias, Jadson e Renato Augusto.

Em terceiro lugar, em respeitável arrancada desde que passou a ser dirigido por Marcelo Oliveira, surge o Palmeiras, que ganhou 22 dos últimos 24 pontos disputados, sete vitórias e um empate, com futebol que, às vezes, empolga. Além do bom time, o Palmeiras tem o respaldo de seu elenco, numeroso e de qualidade, seguindo a regra de possuir bons reservas (Lucas Barrios, Cleiton Xavier, Cristaldo, Gabriel Jesus, etc…) para enfrentar o incômodo das lesões e suspensões que sempre surgem.

Em quarto, vem o surpreendente Sport, duro de perder até fora de casa, com Diego Souza em boa fase, André recuperado e o controle seguro do jovem treinador Eduardo Baptista, filho do também técnico Nelsinho. Terá forças para sustentar a boa campanha?

Além da atual elite, não necessariamente pela ordem, encontramos um São Paulo que alterna boas partidas com outras nem tanto, talvez pagando o preço de ter um Luís Fabiano em fase de poucos gols e Ganso naquela maré de ser ou não ser o craque que se espera. O Fluminense perdeu duas seguidas- uma delas para o Vasco da Gama-, mas talvez se recupere com Ronaldinho Gaúcho (uma incógnita) e Cícero- este um meia de chute forte, de boas cabeçadas. Talvez, eu disse.

À frente do Flu, por critérios de desempate, com a mesma pontuação, surge o Grêmio como, talvez, um grande ponto de interrogação, pois arrasou no começo da direção de Roger, mas que agora parece sucumbir à falta de um maior poderio técnico em seu elenco. Poderio que o Inter aparenta ter, mas que não se traduz na prática; e que o Flamengo, desde a chegada de Guerrero, exibe, pois terá chance de jogar bom futebol quando ele (Guerrero), “Sheik”, Marcelo Cirino e Ederson se encaixarem nas peças de campo. Por palpite, acredito que o Fla disputará um belo segundo turno.

E você, amigo, em quem você aposta? Quais são os seus favoritos para o G-4 final e até mesmo quem jogará um bom futebol?

 


Um Palmeiras arrasador. E mais: São Paulo, Santos, Corinthians…
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

1- Talvez mais como homenagem às tradições, esperava-se jogo duro entre Vasco e Palmeiras, ainda mais em São Januário. Qual o que! Com um primeiro tempo brilhante, o Palmeiras mostrando-se arrasador (no toque de bola rápido e na marcação por pressão) fez 3 a 0 – gols de Leandro Pereira, Dudu e Victor Ramos- e liquidou o jogo.

Uma parte da torcida do Vasco abandonou o estádio, as vaias sobre o time aumentaram e o segundo tempo foi apenas a confirmação da vitória palmeirense, 4 a 1 (nesta etapa os gols foram de Leandro Pereira e Riascos), comprovando, mais uma vez, que quando a fase está boa a sorte ajuda: incríveis a falha do goleiro Martin Silva no terceiro gol do Palmeiras e a chance desperdiçada por Herrera ao chutar a bola no travessão, com o gol vazio.

De lucro, o Palmeiras teve, além da vitória, a sua entrada no G-4, em terceiro lugar no Campeonato Brasileiro. O que sugere a chance de campanha marcante e dá a visão de duas constatações:

a) O peso efetivo da concorrência: desde que chegou Lucas Barrios, pela necessidade de se manter no time, Leandro Pereira cresceu muito de produção, já fez 6 gols no torneio e é aplaudido pela torcida. É o exemplo de um lado bom de quem tem numeroso elenco e de qualidade.

b) Com méritos a Oswaldo de Oliveira por ter montando uma base do time, a equipe anda a render muito mais com Marcelo Oliveira, bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro, um treinador que exige toques rápidos em direção ao gol e dá muito valor à marcação no campo inimigo. Até agora, ótimos resultados obtidos por Marcelo.

E mais uma vez, o Palmeiras terá casa cheia, no domingo, diante do Atlético Paranaense.

Foto: Ale Cabral

Foto: Ale Cabral

2- Pato anda muito diferente nos últimos meses: agora deu para reviver sua fase de artilheiro, seguramente com mais mobilidade e mais vibrante. Ele foi o autor do gol que deu a vitória ao São Paulo sobre o Cruzeiro, 1 a 0, no Morumbi, triunfo importantíssimo que deixa o tricolor seguir perto do G-4.

Ressalte-se que o São Paulo esteve desfalcado de Paulo Henrique Ganso e Luís Fabiano, que não foi bem substituído por Centurión (que atuou de “falso 9”), mas com a compensação de Pato ter presença na área: foi de cabeça que ele desviou centro venenoso de Carlinhos.

Foto: Davi Ribeiro

Foto: Davi Ribeiro

3- Vi apenas os gols, aliás, ambos marcados por Gabigol, mas foi o suficiente para verificar as mudanças no Santos, agora sob a direção de Dorival Júnior: nos dois gols, Gabriel estava muito bem posicionado, como verdadeiro atacante, certamente com o dedo do novo técnico que venceu três das quatro partidas disputadas.

Assim, os Santos deixou a zona do rebaixamento. Para alívio de sua torcida.

FACE COR EMPATA

Foto: Divulgação

4- Concordo com o técnico Tite que deixou escapar que o empate (1 a 1) teve para o Corinthians um sentimento de derrota. Parecia que o jogo estava fácil de ser controlado, com o gol do zagueiro Felipe e a fragilidade do Coritiba, mas o fato é que o Corinthians recuou demais, renunciou ao ataque e Tite quis fechar o time ainda mais ao colocar em campo Ralf e Danilo- este, no lugar de Vagner Love.

Como castigo, o que parecia impossível aconteceu: aos 47 minutos do segundo tempo, portanto já nos acréscimos, depois de lançamento do contundido Negueba, a bola foi centrada para o gol de Evandro. Justo castigo.

E, de quebra, além do pífio futebol corintiano, ficou a imagem da saída de Vagner Love, que resmungou, supostamente contra o técnico Tite. Ou terá sido contra ele mesmo, Vagner, que nada produziu?


A façanha do Santos. O Inter, agora à venda? Palmeiras, a novidade…
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Roberto Avallone

Foto: Guilherme Dionizio

Foto: Guilherme Dionizio

1-Em outros tempos, um triunfo assim talvez nem tivesse tanto alarde. Mas, hoje em dia, com o Sport em belíssima campanha e o Santos amargando a zona do rebaixamento no Campeonato Brasileiro, a vitória santista (3 a 1), eliminando o Sport da Copa do Brasil, tem sim, imensa importância.

Em jogo na romântica Vila Belmiro, aconteceu partida bem movimentada e o estalo dos meninos do Santos: dois de Gabi gol e outro de Geovânio (gosto muito do futebol desse jovem), contra um- de falta- de Diego Souza- a provar que a equipe melhorou sob a direção de Dorival Júnior.

É possível esperar por dias melhores.

Foto Getty images

Foto Getty images

2- O Inter perdeu feio do mexicano Tigres, 3 a 1, e deu seu adeus à Libertadores da América. Vi parte do jogo, com predomínio mexicano, e quem viu a partida inteira disse que a vitória do Tigres foi totalmente merecida e que o Inter jogou muito mal.

Pior, segundo o que se diz- e digo isso com base na mídia gaúcha, especialmente no site do Zero Hora- é o que pode vir a seguir: devedor de algumas premiações, com uma folha de pagamento que gira em torno dos 9 milhões e meio de reais, sem meios no momento de conseguir mais dinheiro, restaria ao Internacional vender um punhado de jogadores, entre eles Sacha, Valdivia, Alison, Jorge Henrique e o volante chileno Aránguiz. Por outra fonte, também se comenta que não se sabe se Nilmara ficará ou não.

Enfim, um mistério só. E o futuro mais do que incerto.

Foto: Marcos Ribolli

Foto: Marcos Ribolli

3- As novidades do Palmeiras são as seguintes: Dudu poderá jogar contra o Vasco, estando sob efeito suspensivo obtido pelo clube junto ao STJD- e isso significa muito, pois cabe a ele a velocidade no contra-ataque e basta uma olhadinha nas escalações para se ver que, com Dudu, os resultados palmeirenses foram melhores. Em minha opinião, falta apenas a Dudu caprichar um pouco mais nos arremates, pois que de resto é um belo atacante.

A outra novidade palestrina é que, finalmente, foi regularizada a situação de Fellype Gabriel, depois de quase três meses de espera. E daí? E daí que pelas referências que tenho se repetir as atuações que teve no Botafogo ao lado de Rafael Marques, Lucas e Gabriel (em 2013, campeão carioca) Fellype será respeitável candidato a meia-armador do Palmeiras.

Por precaução, prefiro dizer que o tempo dirá.


 Mercado da Bola, o último dia  
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Roberto Avallone

Imagem: Reprodução

Imagem: Reprodução

A noite desta terça-feira marcou o fechamento da janela internacional para clubes brasileiros. Ou melhor, parte da janela. Fechou para nossos clubes contratarem, mas continua aberto, ainda, para a venda ao Exterior, o que me parece uma desigualdade. De qualquer maneira, eis o que restou e o que pode ainda acontecer:


1-
Que história é essa de o São Paulo dever tanto ao Orlando City, podendo ceder Paulo Henrique Ganso por uma ninharia para abater a suposta dívida? Confesso que não entendi- e houve uma reunião no São Paulo para explicar- o porquê de a dívida pelo empréstimo- vejam bem, empréstimo!- de Kaká ser estimada em mais de 13 milhões de reais, que parece surrealista. Segundo consta, o Orlando City pagaria mais seis milhões de reais e ficaria com Ganso. Não acredito que essa pretensão possa prosperar.

Enquanto isso, a pedido do técnico Juan Carlos Osorio, o tricolor trouxe o colombiano Wilder Guizao, 23 anos, velocista, do Toluca do México. Segundo leio no Lancenet, de acordo com o depoimento de uma repórter mexicana, ele não foi tão bem no clube mexicano, com 4 gols em 18 jogos. Velho conhecido de Osorio, no São Paulo ele pode render muito mais.

2- Procurando se reforçar cada vez mais, o Flamengo foi pinçar seu meia- esquerda lá na Lazio da Itália, o brasileiro que estava por lá, Ederson, que já teve passagem pela Seleção Brasileira. Confesso que não me lembro de seu jogo, mas tem currículo interessante e pode entrar no embalo do entusiasmo de clube que já contratou Guerrero, Émerson “Sheik”, Marcelo Cirino, etc. Foi gol de último minuto.

3- Leandro ainda pode ir para os Santos por empréstimo, cedido pelo Palmeiras, mas não é fácil: precavido contra a possibilidade de perder Dudu por bom tempo- o clube tenta reverter à situação do meia-atacante no STJD-, o Palmeiras cogita em não emprestar Leandro, jogador de estranha carreira: bom de bola quando veio do Grêmio, tendo alcançado até a Seleção Brasileira, dono de um drible curto digno de craque, Leandro parece ter esquecido seu futebol. Mas, creio nada impede de encontrá-lo outra vez.

4- Muitas foram as tentativas de repatriar jogadores por parte dos clubes brasileiros. Só que com a alta do dólar e o euro cada vez mais forte, fica difícil competir com outros mercados e ainda se levando em consideração que, além da Europa, surgiram com disposição o futebol do mundo árabe, da China, etc. Assim, é provável que nas próximas semanas ainda surjam algumas novidades de venda- e não de compra, até porque a janelas para isso está fechada- em nosso futebol.


O Palmeiras venceu todos os clássicos do turno, com a vitória sobre o Santos
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Roberto Avallone

Foto: Luis Moura

Foto: Luis Moura

Que o Palmeiras venceu o Santos por 1 a 0, em belo gol de Leandro Pereira, já se sabe. E é verdade também que esteve longe de suas melhores performances, mais preocupado em barrar com marcação compacta o leve ataque santista, exagerando ao conceder a posse de bola ao adversário e nos chutões para a frente.

Em termos de Campeonato Brasileiro, o importante foi levar os três pontos e pular para a sexta colocação, a dois pontinhos do G-4, enquanto que para o Santos a derrota significou permanecer na zona do rebaixamento; Ainda sobre o jogo, antes do motivo principal do festejo palestrino, é preciso dizer que, em minha opinião, houve um pênalti a favor do Palmeiras- Dudu foi empurrado na área santista- e que Lucas Barrios foi discreto em sua estreia (diria, um trailer), nos 20 minutos em que esteve em campo.

Bem, qual o motivo, então, de um entusiasmo maior por parte da torcida palmeirense? É que feito o balanço do primeiro turno, verifica-se que o Palmeiras ganhou todos os clássicos (regionais) que disputou, coisa que não acontecia há muito tempo: venceu o Corinthians, em Itaquera, por 2 a 0; depois goleou impiedosamente o São Paulo, no Allianz Parque, por 4 a 0, quando disputou uma grande partida; e, finalmente, neste domingo, embora sem exibir um futebol vistoso, ganhou do Santos, por esse 1 a 0, em seu estádio, diante de grande público.

Sinal dos tempos?


E deu Corinthians, com emoção! No Fla, Guerrero mais uma vez
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Roberto Avallone

Foto: André Lucas Almeida

Foto: André Lucas Almeida

1- Pode nem ter sido um primor de técnica, tudo bem. Mas Corinthians e Atlético Mineiro fizeram um jogo emocionante, do começo até nos acréscimos, quando os goleiros, Victor e Walter, fizeram defesas importantíssimas. Foi uma noite de emoção!

Venceu o Corinthians, por 1 a 0, gol marcado por Malcom aos 42 minutos do primeiro tempo, mas poderia ter vencido também o Atlético, que até foi mais ofensivo e chutou bola na trave. De qualquer maneira, os três pontos foram importantíssimos para os anfitriões corintianos, que pularam para 29 pontos, embora percam no saldo de gols para o Galo. Mesmo assim, uma situação invejável.

Emblemático foi o lance do gol. Não para o autor, mas para quem lhe deu o passe certeiro, Vagner Love: Love vinha sendo vaiado por certa parte da torcida em função de ter desperdiçado pelo menos duas grandes chances de gol: ele, no entanto, deu uma grande arrancada pela esquerda, chegou no bico da área e, com muita consciência, fez jogada de categoria, rolando a bola- mais um passe do que um centro- para Malcom chutar de esquerda e marcar o  gol da vitória.

Daí em diante, Vagner Love pode seguir em paz no jogo, até ser substituído no segundo tempo.

Ou alguém ainda duvida de que o futebol é assim mesmo, capaz de virar de um momento para o outro?

Foto: Marcello Dias

Foto: Marcello Dias

2- Em outro jogo disputado com muita garra, este no Maracanã, com a presença de 50 mil torcedores (público total, não o pagante), o Flamengo jogou menos do que o Grêmio, mas venceu. E venceu por um motivo: porque teve Guerrero, artilheiro de bem com as redes, que marcou o gol da vitória, aproveitando o rebote do goleiro gremista após cabeçada do zagueiro Marcelo.

É muito boa a média de gols de Paolo Guerrero: em três jogos pelo Flamengo, três gols, um por jogo, mostrando o faro do artilheiro que sempre foi, inclusive re3centemente na Copa América.

O Grêmio teve mais volume de jogo, mais disposição ofensiva, mas também se livrou de levar o segundo gol flamenguista, pois Wallace cabeceou trave o que parecia rede, com certeza.


Gabriel Jesus, um gol de lágrimas e alivio
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

As lágrimas foram dele mesmo, Gabriel Jesus, jovem de 18 anos, que ainda não tinha marcado nenhum gol desde que fora promovido ao grupo de profissionais do Palmeiras. Antes, não, as redes eram suas conhecidas quando jogava no time sub-17 do clube, quando cultivava média impressionante de gols por partida.

E o alivio foi quase que geral para os palmeirenses: para a torcida, que talvez se lembrasse ainda da zebra que o Asa de Arapiraca foi contra o Palmeiras ou mesmo agora, em maio, quando arrancou empate de zero a zero no Allianz Parque; para o técnico Marcelo Oliveira, que temendo problemas físicos de seus jogadores, escalou, de comum acordo com opiniões de preparadores e de fisiologista, um time quase todo reserva (apenas Fernando Prass e Vitor Ramos dos titulares) para garantir a classificação. De repente, o jogo estava duro, o gol não saía, teria de decidir a vaga na decisão por cobrança de pênaltis?

O perigo estava no ar.

Até que, depois de jogada bem trabalhada, Gabriel Jesus colocou fim ao sofrimento e às criticas que com certeza viriam se os reservas não fossem suficientes para classificar o Palmeiras diante do Asa: Gabriel Jesus tocou para Dudu, que abriu para Cleiton Xavier, na direita; Cleiton centrou rasteiro e Gabriel jogou-se no chão, de encontro à  bola, arrematando para o fundo das redes.

E aí o menino chorou, caminhou de olhos quase fechados, era o seu jeito, quem sabe de inaugurar uma nova era: “ E fechei os olhos de vergonha. Tinha caído uma lagrima”…- disse Gabriel aos repórteres que foram entrevista-lo. Pode ter saído um peso enorme de suas costas.

Quanto ao jogo em si, o Palmeiras disputou com o Asa um péssimo primeiro tempo, culpa também do péssimo estado do gramado. Eu disse também, pois como é que o time no segundo tempo, com   Gabriel Jesus no lugar de Leandro e a entrada de Dudu melhorou tanto? Ah, e teve também a mudança de Cleiton Xavier para volante, com liberdade de atacar, tanto que ele participou- e bem- do gol que deu a  vitória ao seu time. 1 a 0.

Neste caso, méritos também para o técnico Marcelo Oliveira.


Polêmica no Mercado da Bola
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

1- Lucas Barrios assinou contrato com o Palmeiras. Por três anos. Havia necessidade de sua contratação,  já que os outros centroavantes do Palmeiras ou estão todos fazendo gols (Leandro Pereira, Cristaldo) ou são igualmente cotados para a posição (Alecsandro, Gabriel Jesus jogando mais à frente), inchando o elenco de comandantes de ataque?

Em minha opinião, mesmo com toda essa concorrência, foi uma excelente contratação. Barrios tem histórico de vencedor, foi artilheiro até na Alemanha (defendendo o Borussia Dortmund) e recentemente, na Copa América, marcou três gols- dois em jogos contra a Argentina e um contra o Uruguai. Dotado de boa técnica e de habilidade no drible, Lucas Barrios é um jogador alto, de 1 m e 89, o que o faz  um atacante ainda mais perigoso, pois tem facilidade também no cabeceio.

Assim, como foi visto jogando faz pouco tempo, não corre o risco de estar fora de forma como, por exemplo, parece que está Cleiton Xavier, muito festejado quando de sua vinda e que até agora não engrenou.

Foto: Alexandre Vidal

Foto: Alexandre Vidal

2- Ronaldinho Gaúcho será um sucesso, com certeza? Aí eu já não sei. Ele tem sido uma incógnita nos últimos tempos, com passagens criticáveis- Flamengo, Querétaro- e outra vitoriosa, como a que teve pelo Atlético Mineiro, campeão da Libertadores, embora tenha caído de produção no Mundial de clubes.

Craque, indiscutivelmente, esteja ou não com o devido fôlego, Ronaldinho pode, no entanto, proporcionar bons momentos à torcida do Fluminense, em uma bola parada, de falta ou de escanteio, buscando muitas vezes as cabeçadas do amigo Fred.

Incógnita ou não, será uma grande atração

Sandro que defende Queens Park Rangers(da Inglaterra) e Fábio Braga / Montagem

3-  Não creio que seja fácil, talvez pelo salário alto, mas o Santos está em um bom caminho nessa busca por Sandro, volante revelado pelo Inter e que está no futebol inglês. Alto, especialista no desarme, ele pode proteger bem a defesa santista, já que o time do meio-campo para frente tem muitas qualidades- Lucas Limas, Geuvânio, Gabigol, Ricardo Oliveira.

Se conseguir Sandro, Dorival Júnior terá um belo reforço. Quanto ao outro volante, Fábio Braga (filho do técnico Abel), nada tenho a dizer, pois não o vi jogar.

Foto: Fernando Cazaes

Foto: Fernando Cazaes

 4-  Cruzeiro também pensa grande ao tentar a contratação de Cícero (ex- Santos, Flu, etc), meia-esquerda de bom trato com a bola, de chute forte e de cabeçada certeira. Quanto ao outro reforço pretendido, Felipe Melo, confesso que não me agrada o seu estilo.

Foto: AP

Foto: AP

5- Sensação: Carlitos Tevez atraiu 45 mil pessoas na Bombonera em sua apresentação ao público. Como será a sua estreia pelo Boca se na simples apresentação já lotou o estádio?


A goleada do Corinthians no Maracanã. O descuido do Palmeiras. A reação do São Paulo. E mais…
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Roberto Avallone

Foto:Wagner Meier

Foto:Wagner Meier

1- Foi surpreendentemente fácil a vitória do Corinthians sobre o Flamengo, no Maracanã. Se quiserem, podem chamar de goleada: 3 a 0, com gols de Elias (em minha opinião, o melhor em campo), Uendel e Jadson, em duelo das grandes torcidas. Surpresa foi a fragilidade rubro-negra, uma equipe desorganizada taticamente, incapaz de oferecer grandes perigos a Cássio- depois Walter- exposta sempre aos contra-ataques corintianos, que se aproveitaram dos erros do Flamengo. E que foram muitos.

Ah, mas Guerrero e Émerson “Sheik” não jogaram, podem argumentar os flamenguistas. É verdade, mas um time não deve viver em função de dois jogadores e nada tem a ver a qualidade dos que estavam em campo com esquema tático, padrão de jogo, essas coisas básicas do futebol. Não sei se o técnico Cristóvão irá resistir por muito tempo.

Quanto ao Corinthians, está em grande fase o seu meio- campo, principalmente Elias, Renato Augusto e Jadson, ficando Bruno Henrique como coadjuvante. E isso dá consistência a qualquer equipe para pontuar, mesmo que o resto do time não seja brilhante.

Foto: Cesar Greco

Foto: Cesar Greco

2- O Palmeiras fez o mais difícil lá na Arena Pernambuco: virou o jogo (dois gols de Leandro Pereira), depois de estar perdendo por um a zero. E foi sustentando a vitória, graças também a pelo menos cinco defesas espetaculares de Fernando Prass, quando a definição do jogo esteve nos pés do menino João Pedro, 18 anos, que ficou cara a cara com o goleiro, aos 43 minutos e meio do segundo tempo: João Pedro, mesmo em velocidade e sem marcação não driblou o goleiro e nem chutou, desperdiçando a chance preciosa de liquidar o jogo.

Pois em seguida, foi o Sport ao ataque e sabe-se lá como- o que é raro em situações como essa, quando um time se defende- André apareceu livre de marcação e, sem ser incomodado, até fez pose para chutar com o peito do pé direito e empatar a partida.

Se empatar com o Sport no Recife não é mau resultado, normalmente, foi doloroso para o Palmeiras pelas circunstâncias (no fim do jogo) e pelo descuido de André aparecer livre na área. Ficou evidente também que faz falta um meia que coordene o jogo, que comande os companheiros, pois Valdivia não joga mais, Zé Roberto é veterano e Cleiton Xavier até agora (e já são meses) não entrou em forma.

 Foto: Djalma Vassão

Foto: Djalma Vassão

3- O São Paulo está em franca recuperação e neste domingo de manhã, diante de quase 60 mil pagantes, venceu o Coritiba por 3 a 1, dois gols de Pato- que vive excelente fase- e um de Centurión. O triunfo sobre o Vasco no meio da semana, do jeito que foi (4 a 0), deu forças ao time e ânimo à torcida, estando agora o tricolor em quinto lugar no Campeonato e com jeito de quem estará firme.

A exceção parece ser Paulo Henrique Ganso, vaiado por torcedores, que mesmo defendido pelo técnico Juan Carlos Osorio e por seus companheiros, está longe ser aquele craque que foi, capaz de disputar com Neymar- vejam só- quem era o maioral daquele time goleador do Santos.

Difícil explicar o que se passa com Ganso: tem raros momentos de brilho, atua com pouca intensidade, quase não parece na área- como fazia antes- para fazer seus gols. Clinicamente, dizem, ele está recuperado, embora, por coincidência, desde uma grave contusão que teve, alterne momentos brilhantes com outros em que some. E este, nos últimos tempos têm sido mais frequentes, tornando-se misteriosos, pois podem ser assim não por aspectos clínicos, mas por falta de consciência do jogador do que é, verdadeiramente, jogar com intensidade como exige o futebol moderno.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

4- Melhor time do Brasil no momento- e o momento pode mudar de uma hora para a outra-, o Atlético Mineiro joga para a frente e está em arrancada espetacular no Campeonato, em sua sexta vitória consecutiva, com façanhas dentro e fora de casa, a consolidar sua posição de Líder. Líder com éle maiúsculo, mesmo.

Outro destaque é o Santos, que está na zona do rebaixamento- de onde saiu por um dia- mas com muito mais esperanças, pois bateu o Figueirense por 3 a 0, na estreia do técnico Dorival Júnior, exibindo futebol que pode evoluir.

Enfim, um Campeonato cheio de alternativas, tanto na parte de cima da tabela quanto na ameaçadora parte de baixo.


Jadson leva o Corinthians de volta ao G-4. O Flu é vice-líder. E Dorival Júnior, no Santos
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Roberto Avallone

O jogador Jadson do Corinthians comemora gol durante a partida entre Corinthians SP e Atlético PR válida pela Série A do Campeonato Brasileiro 2015 no Estádio Arena Corinthians em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (09). André Lucas Almeida/Futura Press

Foto: André Lucas Almeida/Futura Press

1- Excelente a participação de Jadson na vitória do Corinthians sobre o Atlético Paranaense, por 2 a 0, nesta noite de quinta-feira, em Itaquera: ele fez o centro para o gol de Elias, o primeiro do jogo, e com magia, de falta, marcou o segundo, garantindo a volta da equipe ao G-4, agora em quarto lugar.

Teve ainda mais méritos Jadson ao anotar o segundo gol porque o Atlético Paranaense estava a dominar o jogo, dando a impressão de que, a qualquer momento, iria acontecer o empate.

Mas aquela falta lá na esquerda do ataque corintiano, que parecia nem parecer tão perigosa e que sugeria mais um cruzamento do que um chute a gol, foi a salvação por ter sido cobrada de um jeito diferente por Jadson: ele colocou muito efeito na bola que encobriu todos os que pretenderam alcança-la e, à frente do goleiro, tocou no chão e entrou no canto esquerdo alto.

Golaço!

Além de Jadson, o Corinthians não teve muito a exibir, com um futebol mais burocrático do que o dos melhores tempos. De qualquer maneira, o suficiente para levar o time de volta ao bloco dos melhores do Campeonato.

Foto: André Durão

Foto: André Durão

2- Acompanhei boa parte do jogo Fluminense e Cruzeiro, que acabou com a vitória do Flu (agora, o vice- líder do Campeonato) por 1 a 0, gol do jovem Scarpa, em cobrança de falta. Em jogo equilibrado, o Flu pareceu melhor, mais rápido no ataque, tendo surpreendentemente em Fred, um colaborador na articulação das jogadas, não ficando só à frente; por sua vez, Leandro Damião, não participou de articulação alguma e não me lembro de ter um acompanhado um seu arremate sequer ao gol.

O Fluminense não tem um super time- tanto que está a falar de Ronaldinho Gaúcho- mas corre bastante, enquanto o Cruzeiro, embora também esforçado ainda não é nem sombra da equipe que formava, no ano passado, com Everton Ribeiro, Ricardo Goulart e Lucas Silva.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

3- Dorival Júnior está de volta ao Santos. Apesar de os últimos tempos não lhe terem sido gratos, não o considero mau treinador, lembrando de boas campanhas passadas no Inter, no Galo (salvando-o do rebaixamento) e no próprio Santos- este, quando foi campeão paulista, a comandar um time que tinha Neymar, Ganso e outros. Esta equipe costumava golear.

Assim, o mais lógico é que Marcelo Fernandes volte a ser auxiliar. Não sei se a culpa da situação do Santos cabe em boa parte a Marcelo (até acredito que não), mas ficar do jeito que está, na zona da degola e colecionando derrotas consecutivas é que não dá. Com a perda de jogadores e em grana sobrando, só restava a alternativa costumeira- a de mexer no comando técnico.