Blog do Avallone

Gabriel Jesus, o presente de aniversário do Palmeiras. O Santos elimina o Corinthians. E mais…
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

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1- Ao completar 101 anos de vida, o Palmeiras ganhou um belo e inesperado presente de aniversário: a magnífica atuação de Gabriel Jesus, 18 anos, menino que fez dois gols, ofereceu o outro a Lucas Barrios e foi o protagonista da classificação do Palmeiras na Copa do Brasil, ao vencer o Cruzeiro, em pleno Mineirão, por 3 a 2.

Na verdade, Gabriel Jesus fez muito mais, pois driblou, tabelou, obrigou a expulsão de Bruno Rodrigo, tipo da atuação perfeita. E, com ele, o time do Palmeiras teve um primeiro tempo arrasador, chegou a abrir 3 a 0 no placar e depois, especialmente na etapa final, puxou o freio, gerenciou a partida e sofreu dois gols, terminando por vencer por 3 a 2, quando teve chance até de estabelecer uma goleada.

Palmeiras vence e elimina o Cruzeiro; veja os gols

Ao lado de Gabriel Jesus, Lucas Barrios só não fez mais por falta de ritmo e porque a arbitragem não assinalou um pênalti por ele sofrido. Mas, mesmo sem ser, ainda, o centroavante que todos esperam, marcou o primeiro gol (de oportunismo, depois de receber o passe de Gabriel Jesus), sofreu o tal pênalti e quase fez outro gol, quando demorou para finalizar e permitiu que Paulo André desviasse a bola.

Mais do que tudo, no entanto, o palmeirense ficou feliz pela certeza de que o time ganhou um craque. Que atende pelo nome de Gabriel Jesus.

Foto: Ari Ferreira

Foto: Ari Ferreira

2- Que não se brinque com o Santos, nesta fase. Não que o Corinthians tenha brincado, nem de longe, mas muitos supunham que a equipe santista- sempre mais eficiente na Vila Belmiro- não iria resistir ao clamor da Arena de Itaquera, sempre lotada pelos fiéis corintianos.

Mas em estado de graça, com Lucas Lima sendo o meia que o futebol brasileiro procurava, o Santos achou o caminho do gol- Gabigol fez o primeiro, Ricardo Oliveira o segundo- e surpreendeu quem o esperasse fechado, recuado, com medo: faz parte do DNA santista esse espirito ousado, ofensivo, em busca das redes. Sempre foi assim, até antes de Pelé.

Embora não tenha sido pelo Campeonato Brasileiro, a vitória do Santos foi fora de casa, em campo inimigo, o que é muito significativo; sinceramente, na gestão de Dorival Júnior, o Santos é outra equipe.

E ao Corinthians resta agora o Campeonato Brasileiro, do qual é líder, quatro pontos à frente do Atlético Mineiro (que foi eliminado da Copa do Brasil pelo Figueirense, que o venceu por 2 a 1). Sabendo também que não é invencível em Itaquera: só neste ano foram três eliminações em seu estádio- para o Palmeiras, em decisão por pênaltis, do Campeonato Paulista; para o paraguaio Guarani, da Libertadores; e para o Santos agora, da Copa do Brasil.

É para se pensar.

Foto: L.C. Moreira

Foto: L.C. Moreira

3- Não foi surpresa o São Paulo eliminar o Ceará, em Fortaleza, ao vencer por 3 a 0- gols de Rogério Ceni (pênalti), Thiago Mendes e Alexandre Pato: é que o Ceará voltou a jogar com o time reserva e ainda desfalcado, provavelmente para poupar os titulares para os jogos da Série B. Estranho? Nem tanto: é confiar na sorte dos reservas e ter todas as forças para escapar do rebaixamento para a Série C, ele, Ceará, que está na zona da degola na B.

Quanto ao São Paulo, leio que Rogério Ceni atenta para a necessidade reforços. Não ouvi o tom de sua entrevista, mas creio que ele tem toda a razão, como, aliás, também pensa o técnico Juan Carlos Osorio. Afinal, o tricolor, de um tempinho para cá, já vendeu 8 jogadores. E quem resiste ao torneio sem um elenco forte e numeroso?


Os favoritos Corinthians e Galo. E os outros…
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Roberto Avallone

1- Por quase duas horas, enquanto rolava o jogo entre Atlétco Mineiro e Palmeiras, o Corinthians sonhou em abrir 7 pontos de vantagem sobre o vice-líder. O que já seria uma vantagem mais do que considerável. Acabou não acontecendo, ficou nos quatro pontos à frente.

Para os que não se empolgam- como este blogueiro- com o futebol corintiano, é preciso exigir que o respeite, pois se trata de uma elaboração muito bem cuidada pelo técnico Tite, onde a defesa é verdadeira muralha, o meio-campo se multiplica nas jogadas (Elias é o melhor do setor) e há sempre um artilheiro de plantão, como vinha sendo Luciano e, em sua ausência, foi o redivivo Vagner Love, autor de dois gols do mais puro  oportunismo na vitória contra o Cruzeiro, por 3 a 0.

Enfim, sem paetês ou lantejoulas, talvez até sem brilharecos, o Corinthians faz uma campanha digna de quem pretende ser campeão. É time compacto, eficiente, guerreiro, vencedor.

Ainda faltam 18 jogos para cada time- ou 54 pontos-, o que é muita coisa para se definir, desde já, quem vai vencer ou perder o que. Mas não há dúvida de que o Corinthians é um dois maiores favoritos ao título (o outro é o Atlético Mineiro), embora isso não garanta coisa alguma. É só uma questão de tendência ou de maior possibilidade.

E a Fiel torcida, sentindo o cheiro da glória e animada pela redução no ingresso de certos setores de seu estádio, revela-se pronta a encher ainda mais a sua Arena de Itaquera: foram mais de 40 mil os torcedores corintianos que viram a equipe arrasar o Cruzeiro.

2- Em franca perseguição ao Corinthians, quatro pontos atrás, o Atlético Mineiro venceu o Palmeiras por 2 a 1, no Estádio Independência. Não foi uma vitória fácil, os palmeirenses poderiam até ter empatado o jogo no segundo tempo, pois depois de uma fraca etapa inicial, a equipe melhorou muito na etapa final com as entradas de Robinho, Gabriel Jesus e Lucas Barrios.

Ficou claro, no entanto, que o Atlético sabe conduzir melhor a bola, fechar os espaços e ainda tem um artilheiro perigosíssimo como Lucas Pratto. Interessante é que fazia quatro jogos que o Galo não vencia,o que possibilitou essa distância toda para o Corinthians que quase vai a 7 pontos.  Afinal, o Palmeiras abriu o placar com Andrei Girotto- de cabeça- mas permitiu a virada atleticana com dois gols e Lucas Pratto, o primeiro de cabeça e o segundo em pênalti polêmico- mas que eu tive impressão de ter existido, com carga de Lucas em Giovanni Augusto.

O Atlético tem entrosamento, tem time formado e é candidato ao título. O Palmeiras tem alguns bons jogadores, elenco numeroso, mas enfrenta a falta de consistência e as múltiplas contusões (Arouca, Cleiton Xavier, Gabriel, Victor Ramos, etc) , às vezes inexplicáveis.

3- Grêmio, Fluminense, Palmeiras, São Paulo, Sport, Atlético Paranaense: nenhum deles venceu, nenhum continuou a caça ao líder Corinthians. Sei lá se o técnico Juan Carlos Osorio fica por muito mais tempo no São Paulo (creio que não), sei lá se essas equipes não serão ameaçadas, já , já, pelo emergente Santos de Lucas Lima; ou, mais tarde, pelo Flamengo de Guerrero.


Luciano, meio campo do Palmeiras, Aránguiz: fatalidades
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Roberto Avallone

Foto: Agência Estado

Foto: Agência Estado

1- Vivia a chamada fase esplendorosa, recheada de gols: Luciano vinha sendo o centroavante que o Corinthians vivia a procurar desde a saída de Guerrero e ainda com algumas vantagens, pois seus arremates eram certeiros no ângulo. Já não havia mais problemas com o ofício de centroavante e nem importava mais se Vagner Love já não é nem sombra do jogador que já foi.

Mas, por acidente, na derrota corintiana para o Santos, houve uma perda maior: Luciano rompeu os ligamentos do joelho direito e a previsão é a de  que só volte aos gramados no ano que vem. Foi a despedida do goleador na temporada.

Posso estar enganado, mas, ao longo de décadas de janela esportiva, creio tratar-se de contusão até certo ponto só diagnosticada não faz tanto tempo, digamos uns dez anos. Lembro-me de que o menisco era o vilão dos joelhos dos jogadores- coisa que, hoje, é resolvidas com simples artroscropia, com cerca de um mês para voltar aos campos.

Sei lá. Não sou especialista. O que sei é muita falta de sorte- para o jogador, para o clube e até para a Seleção Olímpica para a qual estava convocado a ausência de Luciano, o artilheiro que vivia fase mágica.

Foto: Divulgação

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2- Já não bastasse Gabriel desfalcar o Palmeiras por todo o resto desta temporada (também com problemas no joelho), agora também Arouca teve confirmada sua lesão (muscular) e deverá ficar fora da equipe contra as fortes equipes mineiras (Atlético, pelo Campeonato Brasileiro; Cruzeiro, pela Copa do Brasil). É muita falta de sorte, um a fatalidade diria, perder o meio-campo que sustentava e dava ritmo ao time inteiro nessa fase decisiva. Se Gabriel já faz falta sozinho, imagine o prejuízo sem ele e sem Arouca: mesmo vitorioso nas duas últimas partidas- Flamengo e Cruzeiro- o Palmeiras perdeu em posse de bola, muito pela ausência da dupla.

Em temporada em que está armando o time, a grade surpresa do Palmeiras foi ter arruado a sua dupla de meio-campo com Gabriel e Arouca, jogadores cujos estilos se encaixaram perfeitamente, dando liberdade a Dudu, Rafael Marques, o outro meia de plantão (era Robinho, agora é Cleiton Xavier) avançarem e fazerem companhia ao centroavante escalado.

Agora, tudo passa a ser uma grande incógnita.

Foto: Getty

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3- E para arrematar esse quadro negro das fatalidades, uma falta de sorte internacional: volante titular da Seleção do Chile e recentemente negociado com o Bayer Leverkusen (pelo qual ainda não estreou). Aránguiz lesionou seriamente o tendão- de Aquiles e também só voltará a jogar no ano que vem. Tomara que volte bem.

Só que é mais uma prova de como é sensível- em alguns casos, perecível- o mundo do futebol.


Palmeiras, virada empolgante. Corinthians, liderança mantida. São Paulo: baile histórico
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

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1- Há jogos que mexem com o emocional do torcedor e que fazem o torcedor recuperar a esperança. Esse Palmeiras 4, Flamengo 2, neste domingo de manhã no estádio palmeirense é um desses: a técnica não foi primorosa, a equipe do Palmeiras não foi brilhante, mas as mudanças no placar, com o Flamengo virando por 2 a 1 e o Palmeiras dando outra virada, para 4 a 2, ah essas mudanças tornaram empolgante e emocionante o duelo matinal.

O Flamengo ira muito bem do meio-campo para a frente, falhando na defesa; o Palmeiras era dedicado à marcação e tinha em Dudu o jogador das melhores partidas, enquanto Zé Roberto e Alecsandro (autor de um gol e de uma assistência para Dudu marcar o dele) a experiência necessária, já que Robinho continuava a errar muitos passes. E desta vez, mesmo sem ter feito nada extraordinário, Cleiton Xavier exibiu um futebol melhor, até participando decisivamente do segundo gol- o que brecou a reação flamenguista.

Enfim, manhã mais do que ensolarada para um time que vinha de três derrotas consecutivas e que já habitava o modesto oitavo lugar na competição; agora, quinto colocado, se não perder o passo poderá sonhar com saltos maiores. Disputar a Libertadores, parece, é o algo mais possível.

Foto;  AGP

Foto; AGP

2- O líder Corinthians, simbólico campeão do primeiro turno, parece estar iluminado. Não perde há 11 jogos, mesmo não atuando bem em vários deles, e logo agora que procurava um centroavante encontra um Luciano em estado de graça, autor de 5 gols em três jogos, dois deles (golaços) que derrotaram o Avaí, no estádio da Ressacada, neste domingo à tarde.

E foi uma vitória de virada.

A impressão que se tem vendo o Corinthians jogar é que está em campo o futebol “arroz com feijão”, de tão simples, às vezes até simplório. Mas o Corinthians tem defesa compacta, tem um meio-campo de muita qualidade (Elias, Renato Augusto, Jadson) e agora tem um atacante, Luciano, que, no momento, está entre os melhores do Brasil.

Quem segura o Corinthians?

Foto: Sergio Barzaghi

Foto: Sergio Barzaghi

3- Se o amigo disser que o São Paulo levou um baile do Goiás, não estará errado. Se preferir dizer que o Goiás deu um verdadeiro passeio também estará perto da verdade. O certo é o que o Goiás aplicou uma surra histórica no São Paulo, 3 a 0 em pleno Morumbi, placar que poderia ter sido maior caso se os goianos tivessem convertido em gols as outras chances perdidas e se tivesse sido marcado o pênalti que, em minha opinião, existiu, contra o tricolor.

Rápido e oportunista, o Goiás. Mal, muito mal o São Paulo. E acredito que boa parcela da culpa cabe ao técnico, o colombiano Juan Carlos Osorio que,  jogando em casa, entrou em campo com três zagueiros, sabe-se lá com quantos volantes, deixando à frente apenas o irregular Centurión e Alexandre Pato.

Sem saber se impor, o São Paulo transformou o Goiás em grande equipe com Felipe Menezes como o arco e Erik como a flecha letal.


Líder, o Corinthians agradece ao Grêmio
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Roberto Avallone

O Corinthians não só dormiu na liderança como também permanece no topo da tabela, depois da vitória do Grêmio sobre o Atlético Mineiro, por 2 a 0, no Mineirão. Como se sabe, o Galo retornaria à liderança caso vencesse- ou mesmo apenas empatando- esse jogo em casa, o que parecia o mais provável.

Mas a noite era mesmo gremista. Embalado pela goleada histórica no Gre- Nal (5 a 0 sobre o Inter) muito bem comandado pelo jovem técnico Roger Machado e tendo em Giuliano o melhor em campo- muito bem acompanhado pelo ex-corintiano Douglas- o Grêmio soube se defender e foi impecável no contra-ataque. Assim, surgiram os gols de Douglas e de Luan.

Na contramão da noite gloriosa, o Atlético Mineiro perdeu vários gols, inclusive um em cabeçada de Pratto da pequena área, que não costuma desperdiçar. Outro gol desperdiçado foi na cabeçada de Leonardo Silva, quase embaixo do gol, tudo isso sem contar o chute na trave desferido por Datolo.

Mas o jogo foi muito bom e a torcida do Atlético ao final da partida aplaudiu o seu time, apesar da derrota, com os gritos de “Galo, Galo”. A liderança foi perdida, mas a esperança ainda não.

Quanto ao líder Corinthians, de futebol longe de empolgar, há de se reconhecer que é, pelo menos, uma equipe bem armada e dotada de regularidade. Tem também- e este pode ser o seu segredo- um meio-campo competente, formado por Elias, Jadson, Renato Augusto e pelo útil Bruno Henrique.

E um time vencedor começa por aí.


Da emoção do Corinthians líder ao Palmeiras e seu desencanto
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Roberto Avallone

1- Foi um jogo muito bom, um dos melhores desse Campeonato. O Corinthians abriu o placar, o Sport empatou, o Corinthians fez 3 a 1, o Sport empatou de novo em 3 a 3 e em um lance polêmico (em minha opinião, de acordo com a nova orientação aos árbitros, houve pênalti, sim, pois a bola bateu no braço direito do defensor do Sport), os corintianos chegaram ao quarto gol, na cobrança de pênalti de Jason. 4 a 3!

Com isso, pelo menos até a noite desta quinta-feira quando o Atlético Mineiro enfrentará o Grêmio, o Corinthians estará líder desta competição.

Trata-se o Corinthians de um time brilhante? Não exatamente. Tem seu ponto forte no meio-campo, especialmente com Elias, Renato Augusto e Jadson, ficando Bruno Henrique com a missão de ser útil. Tem também a defesa muito bem postada, entrando aí os méritos do técnico Tite. O ataque não é lá essas coisas, mas Luciano fez três gols em dois jogos- um contra o São Paulo e dois contra o Sport.

Já é suficiente para o Corinthians ser candidato ao título.

2- Na contramão de seu rival, o Palmeiras peca pela falta de segurança e pela extrema oscilação. Sua derrota nesta quarta-feira para o frágil Coritiba (2 a 1) mesmo fora de casa, foi um desencanto tão grande para a sua torcida que lota os estádios que sabe-se lá qual é o impacto que pode ter essa sua descida da ladeira. O Palmeiras jogou muito mal. E, além disso, completou sua terceira derrota consecutiva, afastando-se dos líderes e do G-4.

Dinâmico e imprevisível como sempre foi, o futebol é capaz de reservar um pouco de alegria aos palmeirenses, em uma partida ou outra. Mas depois de cair tanto depois de uma bela arrancada no começo da gestão Marcelo Oliveira, duvido que o time possa sonhar alto ou chegar muito longe. Como explicar que, ao mesmo tempo, jogadores que vinham bem (Dudu, Rafael Marques, Egídio, Robinho entre outras) possam ter atuações tão obscuras como nas últimas partidas? E de Cleiton Xavier, então, nem se fale, pois ele parece ter esquecido o futebol que um jogou.

Enfim, um pesadelo na vida de uma equipe que sonhou tanto com o sucesso que há muito não vem.


No Majestoso, a trave decisiva. Palmeiras, a recaída. Gre-Nal, a goleada histórica
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Roberto Avallone

Foto: Djalma Vassão

Foto: Djalma Vassão

1- Pelas chances criadas, o São Paulo merecia ter vencido o Corinthians. Afinal, duas bolas na trave e, ainda, a polêmica se foi ou não pênalti de Uendel, no fim, classificado, pelo que leio, de um “não tenho certeza” do lateral.

Mas há milênios, o papo é o mesmo- vence no futebol quem faz mais gols- e São Paulo e Corinthians terminaram empatados o Majestoso, com o Corinthians saindo na frente (gol de Luciano) e o São Paulo só empatando no começo do segundo tempo, com Luís Fabiano. O resto é coisa de comentarista, sem nenhum efeito prático.

Para o Corinthians, o resultado foi melhor, tanto no sentido de alivio por não ter perdido mesmo com um jogador a menos (Felipe foi expulso) quando pelos números do Campeonato, pois que enquanto os corintianos mantém a vice-liderança, dois pontos atrás do líder Atlético, os tricolores amargam a oitava posição da competição, que não é cômoda.

Foto: Fred Magno

Foto: Fred Magno

2- Um mau primeiro tempo e só melhorando na etapa final com as entradas de Alecsandro, Cleiton Xavier e depois Cristaldo (o autor de seu gol), o Palmeiras foi derrotado pelo Cruzeiro (2 a 1) e dá a nítida sensação de que sofreu séria recaída depois de uma bela arrancada na competição.

É bom lembrar que na etapa inicial, além da derrota, o Palmeiras escapou de contagem maior graças a seu goleiro, Fernando Prass, que defendeu o pênalti batido por Marinho, no canto esquerdo. No resto, foi só correr atrás do Cruzeiro.

Na etapa final, é verdade, o Palmeiras teve seus lances mais ousados, conseguiu o empate, criou mais chances, mas permitiu o gol da vitória cruzeirense, em jogada também nascida de falha: o erro foi de Cleiton Xavier, que errou um passe fácil, assim como no primeiro gol o erro foi de Leandro Almeida. Quer dizer: duas falhas individuais.

É o que assusta o torcedor, mais do que a derrota. Ou tanto quanto assustam as repentinas má performances de Lucas, Egídio e Rafael Marques- os que vinham jogando muito bem. Ah, é preciso reconhecer, também, que Gabriel faz muita falta.

São preocupantes os problemas palmeirenses.

Foto: Ricardo Rimoli

Foto: Ricardo Rimoli

 3- O mais feliz da rodada foi o Grêmio: arrasou seu arqui-inimigo Inter por 5 a 0- feito que não conseguisse desde 1912-, saltou para a terceira posição do Campeonato, jogou futebol de respeito. Ah, e ainda deu-se ao luxo de desperdiçar um pênalti (Douglas), logo no começo da partida.

O Grêmio se reencontrou na competição, oferecendo o cargo de técnico ao interino (agora efetivado), seu ex- jogador, e que coleciona números bem melhores do que os de Felipão, seu antecessor: Roger, lateral-esquerdo gremista dos tempos de glória.

E o Inter, que sem suportar a eliminação na Libertadores, demitiu seu técnico, o uruguaio Aguirre, agora se vê sem comando eficiente, podendo partir, nas próximas horas, para Mano Menezes ou Oswaldo de Oliveira, coisa que já cogitara.

A situação do Colorado é de muita gravidade.


Gerson, um gol de ouro. E o River, campeão da  Libertadores
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Roberto Avallone

Foto: Cezar Loureiro

Foto: Cezar Loureiro

1- Nos jogos em que o vi em ação no Flu, reconheço que provou tratar-se  de um jogador promissor: tem habilidade, passadas largas, apenas 18 anos… Uma promessa, sim. Mas nada que indicasse já ser um craque ou que pudesse ser negociado por uma fortuna qualquer.

Só que, contrariando a expectativa, o menino Gerson será negociado, sim, com a Roma. E por mais de 60 milhões de reais. Sorte do Fluminense. Com o real fraco diante do euro e do dólar, fico mais fácil para os clubes do Exterior chegarem ao Brasil e levarem a nossa principais revelações, talvez nem seja preciso tanto dinheiro como fez a Roma para levar uma promessa.

Como tudo na vida, o futebol também depende de uma boa parcela de sorte. Ou de um bom empresário, sei lá. Pois creio ser possível perguntar: não deveria ter Lucas Lima, do Santos, uma oportunidade para brilhar na Seleção, na Europa e de levar uma boa graninha para o Santos? Lucas Lima é apenas um exemplo do jogador já feito, já realidade plena.

De qualquer maneira, como disse acima, Gerson é um jogador promissor, de habilidade, de apenas 18 anos, etc. E a ele desejo que se torne uma bela realidade e arrebente na Roma, onde já reinou o “Rei Falcão”.

Foto: AFP PHOTO

Foto: AFP

2- E o River é o campeão da Libertadores 2015, ao bater o Tigres por 3 a 0, no Monumental de Nuñez. Vitória merecida pelo segundo tempo de total superioridade argentina que completou a quase goleada com gols do uruguaio Sanchez e do zagueiro Funes Mori, tendo Alario inaugurado a contagem no último minuto do primeiro tempo.

Depois de ir muito mal na fase de grupos, o River teve épica campanha na fase de mata-mata : eliminou o Boca Juniors, o Cruzeiro, o paraguaio Guarani até, finalmente, passar pelo Tigres, com empate sem gols no México e a bela vitória desta quarta-feira à noite, em Buenos Aires.

O curioso é que não vejo um grande time nesse River. Qual a razão de seu sucesso? Pode ser a raça de seus jogadores, a gana com que se empenham nas partidas, virtudes aliadas ao peso da camisa de um Gigante do Futebol. Pode ser.

O fato é que pelo segundo ano consecutivo o caneco da Libertadores é levantada por mãos argentinas, agora com o River e no ano passado com o time do Papa, o San Lorenzo.

Conquistas que deveriam fazer pensar o futebol brasileiro.


Um Campeonato sem esquadrões. Mas com muito público
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Roberto Avallone

Não tenho às mãos uma estatística específica, mas acredito que há muito tempo os estádios não recebiam tantos torcedores como nestas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. O que é animador depois do triste período da Copa do Mundo, no ano passado, quando derrotas como as para a Alemanha e a Holanda (7 a 1 e 3 a 0, o amigo está lembrado) poderiam ser capazes de tirar o ânimo da torcida por bom tempo.

E qual é a causa de tanta gente. Por incrível que pareça, um dos motivos seja a falta de um grande esquadrão. Como? É que com o equilíbrio que se vê, com diferença pequena entre o primeiro e oitavo na tabela, ainda há esperanças para o torcedor em relação ao seu time, o que não aconteceria se dois ou três esquadrões disparassem à frente, como já aconteceu.

Ah, mas o Atlético Mineiro faz campanha impecável… Bela campanha, reconheço, talvez seja o Galo o mais próximo de ter um esquadrão, mas ainda distante da perfeição; o Corinthians, seu seguidor imediato, já tem um futebol muito mais organizado do que brilhante, bom na defesa, muito bom no meio-campo (com Jadson, Elias, Renato Augusto) e carente no setor ofensivo.

Daí para baixo, uma verdadeira gangorra entre os clubes, com o Fluminense- agora com Ronaldinho Gaúcho-, terceiro colocado que alterna boas e más fases, com o Sport (quarto colocado)  surpreendendo, é verdade, só que mostrando em pequenos escorregões não ter o “punch” necessário para ir muito além.

Também irregulares as campanhas de Atlético Paranaense, Palmeiras, São Paulo e Grêmio, embora os paranaenses tenham colhido boa vitória na casa do Palmeiras (1 a 0) e os palmeirenses tenham vivido um período de fartura durante oito jogos para sucumbir em seu estádio lotado para os atleticanos. Não tem jogo fácil, meu Deus!

Além do equilíbrio, mesmo que aos trancos e barrancos, temos equipes emergentes e ainda não totalmente prontas como, por exemplo, o Flamengo, capaz de surrar o Santos no primeiro tempo (2 a 0) e depois permitir o empate (2 a 2) na etapa final. É um time, no entanto, que tende a crescer como as contratações de Guerrero, Émerson “Sheik”, Ederson, etc.

Não sei se o Campeonato continuará tão equilibrado no segundo turno. A tendência é que esteja. E aí o torcedor, mais uma vez, vai se refugiar de suas mágoas(da Seleção) ao vibrar com seu time do coração.

O futebol é assim.


O que faltou ao Palmeiras na derrota para o Furacão
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Roberto Avallone

Foto: Marcos Ribolli

Foto: Marcos Ribolli

Antes de mais nada, é bom que se diga: o Atlético Paranaense venceu com justiça o Palmeiras, pois foi muito mais time na etapa final, ganhando as jogadas no meio-campo. E, para arrematar, soube lançar o “gordinho” Walter, muito bom jogador, que acabou fazendo o gol da vitória. Incrível: em uma falha de Lucas (corrigindo: quem cabeceou para trás, propiciando o gol de Walter, foi o lateral Lucas e não o centroavante Lucas Barrios).

Justiça para o Furacão à parte, o Palmeiras, em jornada infeliz, perdeu muito neste domingo pela manhã no Allians Parque Lotado: perdeu o jogo, perdeu a posição no G-4, perdeu o meio-campo com a saída de Gabriel (deveria ter entrado Cleiton Xavier, com o recuo de Robinho), perdeu a certeza de que tudo está “ cor de rosa” como parecia.

Resultados inesperados acontecem, fazem parte do futebol. Mas errar tantos passes como errou o Palmeiras, com tantos jogadores pouco inspirados, ah, isso não condiz com a arrancada que estava acontecendo; e perder 6 pontos em casa, como se viu nas derrotas para o Goiás e para o Atlético Paranaense, também não é coerente com quem tem a ambição de brigar pelo título ou , no mínimo, garantir uma vaga na Libertadores.

E não vale culpar os jogos em manhãs ensolaradas.

Espaço aberto para a reflexão.