Blog do Avallone

Os que duelam pelo título. E a lambança castigada
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Roberto Avallone

Imagem: Marcello Zambrana / AGIF

1- Após o clássico- quente só no segundo tempo- entre São Paulo e Corinthians, empate de 1 a 1 (gols de Maicon e Jô) e os demais jogos do domingo, o Campeonato Paulista já tem sete clubes classificados para as quartas- de-final, com os seguintes jogos: Palmeiras e Novorizontino; Santos e Ponte Preta; Linense e São Paulo. O sétimo clube a jogar é o Corinthians, com certeza, mas sem saber, ainda, matematicamente contra quem. Muito provavelmente contra o Botafogo, primeiro jogo em Ribeirão Preto, pois o Corinthians será o líder de seu grupo (está em segundo na classificação geral, atrás do líder geral Palmeiras) e os botafoguenses têm grandes chances de classificação.

Com a nova fase, a partir do próximo final de semana, o interesse deverá crescer. Se bem que já foi muito bom o público do clássico São Paulo e Corinthians- mais de 51 mil pagantes-, impulsionado pela rivalidade do confronto e também pelo preço dos ingressos, pois a renda do Majestoso, mesmo com tanta gente no estádio, foi  inferior à obtida pelo Palmeiras no jogo contra o Audax, que registrou a presença de pouco mais de 27 mil pagantes.

É uma espécie, daqui para a frente, do ''agora vale'', no mata-mata bem ao gosto do público, desta vez com duas partidas para cada confronto, reduzindo a chance da ''zebra''. Só reduzindo, eu disse.

Foto: André Borges/Agif/Folhapress

2- Só vi e revi na noite de domingo a lambança da arbitragem do clássico Flamengo e Vasco. Foi tão nítido o erro do árbitro Luis Antonio Silva Santos e de seu auxiliar Daniel Espirito Santo no pênalti que originou o gol de empate do Vasco, que eles foram afastados no domingo à noite mesmo, por tempo indeterminado: a imagem da tevê mostrou que a bola não bateu no braço e nem na mão de Renê e sim em região próxima à barriga.

Agora, estão afastados, sim. E adianta muito? Que o prejudicado fique a se lamentar, pois não?

E há quem discuta a necessidade de árbitro de vídeo. É preciso. E para ontem.


Palmeiras alternativo: só um empate com o Audax
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

E não se pode dizer que tenha sido injusto o empate do Palmeiras com o Audax, 2 a 2, nesta tarde de sábado, no Allianz Parque. É um time palmeirense alternativo, é verdade, tantos os desfalques; mas, convenhamos, os que jogaram fazem parte do elenco tão badalado e o Audax entrou em campo seriamente ameaçado pelo rebaixamento, como o lanterna (agora já não é), diferença que não se notou no futebol exibido.

Embora o Palmeiras tenha saído vencedor no primeiro tempo- pelo gol de Roger Guedes, mais uma vez o melhor da equipe- o Audax  jogou mais, teve maior posse de bola e desperdiçou pelo menos duas chances claras de gol. Pecava nas finalizações.

Na segunda etapa, o Audax acertou o pé: fez um gol, através de Betinho, com a bola furando as redes e depois de sofrer o segundo gol (marcado por Willian, que teve boa participação ao entrar no lugar de Alecsandro) soube construir novo empate, em belíssimo gol de Léo Arthur-no que ajudou a péssima cobertura do sistema defensivo do Palmeiras,surpreendido por contra-ataque da equipe de Fernando Diniz. Contra-ataque iniciado desde a área do Audax…

Vendo esse jogo é difícil entender a razão de o Audax estar tão ameaçado pela degola. Mas não vi os outros, a não ser os melhores momentos do jogo em que venceu o São Paulo, na estreia do Campeonato. Se jogasse sempre assim, seria diferente.

No Palmeiras- além dos desfalques, é claro-, acho que o time não encontrou ainda seu segundo volante (Tchê- Tchê é para jogar mais livre), que ataque e marque com eficiência. Situação agravada com a nova operação sofrida por Arouca, jogador que vem enfrentando problemas clínicos. E com a já lamentada ausência de Moisés, que vai demorar meses para voltar. Zé Roberto pode ''quebrar o galho na função'', Jean pode jogar por ali, mas talvez fosse o caso de pensar em alguém para o Campeonato Brasileiro e sequência- como se espera- na Libertadores.

O que o amigo acha?

Relembrando: com esse empate, o Palmeiras não assegurou no sábado a liderança geral do Campeonato. No domingo, quando o Corinthians enfrentará o São Paulo precisando vencer,ou na próxima quarta, quando um empate com a Ponte Preta  combinado com o favorável saldo de gols, a liderança poderá chegar.


A sensacional vitória da Seleção. E o novo tropeço do Corinthians
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Roberto Avallone

Foto: Pedro Martins/ MoWa Press

1-  Não me ocorre nada mais adequado para definir a vitória da Seleção Brasileira diante do Uruguai, em Montevidéu, por 4 a 1 do que ''Sensacional''. Não se trata de ufanismo ou de previsão sobre como será na Copa da Rússia, pois sabemos o quanto fomos bem em algumas edições da Copa das Confederações e, depois, o que aconteceu nas Copas Sucesso e fiasco.

Espero que a contradição não aconteça com a equipe de Tite. Refiro-me ao momento, ao fato de, nas Eliminatórias, o time dirigido por Tite ter alcançado sete vitórias em sete jogos, culminando até agora com esse triunfo sobre o vice-líder da competição, o Uruguai, que. jogando no Estádio Centenário, torna-se ainda mais temível e cheio de raça.

Ainda mais saindo na frente, como nesta noite de quinta-feira, quando uma lambança de Marcelo obrigou o goleiro Allison a cometer pênalti em Cavani, cabendo a este mesmo atacante uruguaio, na cobrança, bater forte e marcar o gol uruguaio. Mas não houve desânimo e a equipe- guiada por Tite em todos os momentos- não baixou a guarda.  Continuou jogando, a espera dos gols.

Gols que foram acontecendo. Primeiro com Paulinho, após  bela jogada de Neymar, depois outra vez com Paulinho- resgatado para a Seleção por Tite- em seguida com belo gol de Neymar e, para fechar a conta, mais um gol de Paulinho. Brasil, 4 a 1! Relembrando, com três gols de Paulinho… Meu Deus!

Foto: Natacha Pisarenko/AP

Com essa façanha, por mais que exista o preciosismo matemático, quem há de duvidar que o Brasil já está classificado para a Copa da Rússia? Com 30 pontos, apenas um tsunami nos campos seria capaz de afastar o time brasileiro da Copa- que, aliás, a Seleção Brasileira jamais deixou de participar.

Foto: Agência Corinthians

2- Embora tenha sofrido o gol de empate aos 46 minutos do segundo tempo- em chute à queima-roupa de Guilherme Lazaroni- o Corinthians escapou por pouco de um tropeço ainda maior diante do Red Bull, na Arena corintiana. Simplesmente, levou três bolas em suas traves, com a defesa dando a impressão de estar constantemente aberta aos ataques adversários.

Até no gol que marcou, o Corinthians contou com certa dose de sorte: o goleiro do Red Bull, Saulo, saiu da área, tocou a bola com a mão, cometendo falta perigosa e sendo expulso. Na cobrança, Maycon- que em minha opinião vem sendo o melhor do time- cobrou com perfeição e colocou a equipe corintiana na frente. E com um jogador a mais.

Mesmo assim, não garantiu a vitória e nem o domínio das ações. Jogou muito mal e permitiu o empate, ficando, agora, quatro pontos atrás do líder geral da competição, o Palmeiras, que só precisa ganhar do Audax para assegurar a posição. Posição que era do Corinthians até há pouco tempo, mas que começou a ficar mais distante na derrota para a Ferroviária e agora com esse empate, em casa, com o Red.

Reforços, creio, são necessários.

 


Uma virada épica no clássico. E os nossos meninos campeões
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Roberto Avallone

Foto: Fernando Dantas

1- Parecia um jogo quase perdido. O Palmeiras estava sendo derrotado pelo Santos (gol de Ricardo Oliveira, aos 30 minutos do segundo tempo) até os 40 minutos da etapa final, o clássico quase no fim. Foi aí que brilhou a estrela de Roger Guedes; ele fez a jogada do gol de empate (Jean) e aos 43 minutos, fez também a jogada do gol da vitória (Willian), construindo uma vitória épica na Vila Belmiro.

Com essa vitória,`aquela altura do jogo, parecia quase impossível, o Palmeiras quebrou o jejum de não ganhar na Vila Belmiro desde 2011 e assumiu a liderança geral do Campeonato Paulista-ajudado também pela derrota do Corinthians para a Ferroviária de Araraquara, 1 a 0. Já está classificado matematicamente para a próxima fase do torneio, o mata-mata.

E não se diga que o Santos tenha jogado mal. Ao contrário: durante boa parte do clássico foi mais ofensivo do que o Palmeiras, chutou duas bolas na trave, perdeu gol incrível (Vitor Bueno) e obrigou Fernando Prass fazer várias magníficas defesas. Prass, em minha opinião, foi o melhor jogador da partida, exibindo elasticidade e reflexos incomuns.

Por sua vez, o Palmeiras também jogou bem, embora tivesse melhorado ainda mais como, a exemplo do que fez no jogo contra o boliviano Jorge Wilstermann, ainda mais com a blitz promovida pelo técnico Eduardo Batista com até quatro atacantes no final do jogo- Roger Guedes (ótimo), Borja, Dudu e Willian- este, o autor do gol do triunfo.

Na verdade, o clássico foi muito bom. Apesar do campo molhado. Pelo Santos, se destacavam o meia Lucas Lima- dinâmico, como quase sempre- , o volante Renato, o veterano Ricardo Oliveira e o goleiro Vladimir- este, autor de boas defesas, embora com parcela de culpa no gol de Jean, pois não fechou bem o ângulo. Ora, jogo em que os dois goleiros, Prass e Vladimir, foram destaques é porque não houve tédio e nem rotina, com a bola sempre flertando com as redes.

Um clássico digno.

Foto: Divulgação

2- Campeões sul-americanos sub-17 são os meninos do Brasil que neste domingo à noite golearam o Chile por 5 a 0- três gols do meia palmeirense Alan, um do vascaíno Paulinho e o outro do flamenguista Lincoln. Embora não tenha feito gol na última partida, foi considerado o craque da competição o flamenguista Vinicius Jr, que dizem já ser pretendido por Barcelona e  Real Madrid.

De uma certa maneira, com essa conquista dos meninos brasileiros apaga- ou ameniza- o fiasco da Seleção Sub- 20, quinta colocada no Sul- Americano da categoria e desclassificada do Mundial.  Desta vez, os novos talentos vingaram e se insinuaram com um futebol à brasileira, dando esperanças de que poderemos ver desfilar em nossos campos, daqui a um tempo, revelações capazes de brilhar nas equipes principais.


Palmeiras, a vitória não precisava ser tão sofrida
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

O Palmeiras, já se sabe venceu o boliviano Jorge Wilstermann por 1 a 0- gol de Mina- aos 50 minutos do segundo tempo. Foi dramático!

Como em jogos da Libertadores há uma espécie de licença poética para as dificuldades, vamos lá que, neste caso, o mais importante é somar três pontos, ainda mais quando esses pontos levam o time à liderança do grupo; no mínimo antes do jogo entre Tucumán e Penãrol, que acontecerá nesta noite de quinta-feira, em Montevidéu.

O que discuto aqui- e futebol é matéria opinativa-é se não havia um jeito de evitar tanto sofrimento, já que tecnicamente o Palmeiras é muito superior à equipe boliviana. E penso que havia, sim. Como? Obviamente o dedicado Jorge iria jogar na retranca, fechado, no contra-ataque. E daí?

E daí que sempre soube que contra esse tipo de jogo, a equipe que ataca (no caso, o Palmeiras) deve jogar também pelas pontas, com velocidade. O Palmeiras não jogou assim no primeiro tempo, recheado de meio-campistas, contando com laterais defensivos (Jean e Zé Roberto), sem força pelas extremas. Como furar o bloqueio?

Eduardo Baptista só começou a corrigir o seu equívoco aos 22 minutos do segundo tempo, ao colocar Keno no lugar de Michel Bastos. Já melhorou. E melhorou ainda mais quando entrou Roger Guedes, ficando o time com dois extremas, Keno pela esquerda e Roger Guedes pela direita. Como o gol não saía, até Willian foi colocado em campo, formando ao lado de Borja, Keno e Guedes o quarteto atacante.

E o gol , até que enfim, saiu, no último lance da partida. Não por acaso dele participaram Keno e Roger Guedes- este, centrando para o ótimo Mina completar para o fundo das redes. Não podia ter sido assim desde o primeiro tempo? Não se trata de dizer que Keno e Guedes sejam melhores do que Michel Bastos e Guerra (que, aliás, jogou bem), mas sim das características necessárias para se furar uma retranca.

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Além de Mina, que jogou muito, Felipe Melo talvez tenha disputado a sua melhor partida pelo Palmeiras até agora. E eles comemoraram a suada vitória. Como a torcida que lotou a Arena palmeirense.

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação


No Choque- Rei: Palmeiras, 3 a 0! Com mais um gol por cobertura
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Disputando um ótimo segundo tempo, o Palmeiras ganhou bem do São Paulo, 3 a 0, placar que muitos consideram goleada. Vitória justíssima. E com direito a dois golaços. O primeiro ainda na etapa inicial, no finzinho, com Dudu de muito longe encobrindo o goleiro Denis- a exemplo do gol de Robinho em Rogério Ceni, no ano passado, vitória também por 3 a 0- e Tchê- Tchê, já na etapa final, após driblar o marcador e arrematar de canhota. O terceiro gol foi marcado por Guerra, após bola dividida entre Borja e o goleiro Denis.

E importante para o Palmeiras foi superar a ausência de cinco titulares no início do jogo-Jean, Zá Roberto, Felipe Melo, Borja e Keno-, embora o São Paulo sentisse demais a ausência de Cueva, de Maicon e do goleiro Sidão- todos machucados. Dono de bom e farto elenco, no entanto, a equipe dirigida por Eduardo Baptista teve nos substitutos jogadores à altura, inclusive Thiago Santos, um dos melhores do time no Choque- Rei.

Como o tricolor não tem tantas peças de reposição, ainda lutou muito e no primeiro tempo disputou jogo equilibrado. Até acontecer o golaço de Dudu, jogador que vive fase especial. Depois, na etapa final prevaleceu o Palmeiras e o próprio Rogério Ceni reconhece o valor do adversário ''que chutou 15 vezes a gol, contra 10 de nossa parte''.

Essa vitória sobre o velho rival, enche o Palmeiras de confiança para a sequência da Taça Libertadores- já na quarta-feira, contra o boliviano Jorge Wilstermann, que goleou o Peñarol por 6 a 2- ainda mais que o público deve ser ainda maior do que o bom movimento as arquibancadas no clássico, com mais de 36 mil pagantes.

Triunfo que veio em boa hora, pois não?


Aí vem o Choque-Rei. E ainda a lição do Barcelona
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Roberto Avallone

Foto: Ilustração Internet

1- Poderia ser um clássico como outro qualquer. Mas não é. Ainda lambendo suas feridos pelo empate em Tucumán (1 a 1), quando estreou na Libertadores jogando com 10 diante do Atlético local (Vítor Hugo foi expulso), o Palmeiras vive o dilema de enfrentar o tricolor em casa com o que tem de melhor- afinal, muita gente estará no estádio- ou de poupar forças para seu segundo jogo da Libertadores. O empate obtido na Argentina não garante caminhada tranquila.

Por sua vez, creio que o São Paulo irá com tudo. Transformado em ofensivo e goleador na direção de Rogério Ceni  e apoiado, ainda, pela boa fase de Luís Araujo, Cueva e Lucas Pratto,o tricolor tem jogado bem, de maneira intensa e sempre em busca do gol- o que agrada a torcida e a  todos que acompanham as partidas.

Como poupar jogadores diante de um São Paulo assim? É, mas parece ser o jeito. Sempre foi essa dor- de- cabeça quando um clube disputa a Libertadores. No caso do Palmeiras, dono de elenco grande, sua força pode ser diminuída com os desfalques, mas ainda assim existirá para compor em casa (provavelmente cheia) o Choque- Rei com o São Paulo.

Em mais uma nova e atraente edição.

Foto: AFP

2- Ah, depois do milagre catalão, a impressão que se tem é a de que o mundo do futebol aceitará mais a mesmice. Ou, então, voltará a ser o que já foi, tomar a consciência de que o importante mesmo é jogar bola, com determinação, intensamente,sempre em busca do gol. Sem teoria, bla-bla-blá, retranquinhas ou adoração ao 4-4-1.

Não fizesse isso e jamais o Barcelona teria revertido o vexame dos 4 a 0 em Paris no grandioso 6 a 1- com show particular de Neymar, o melhor em campo-, goleada que o consagra e o faz avançar na Champions League.Simples assim.

Em minha memória, o mais do que um milagre, o Barça resgatou os melhores tempos do futebol, como, por exemplo na época do Santos de Pelé, quando jogar para a frente e fazer gol eram virtudes normais das grandes equipes.

Obrigado, Barça! O futebol agradece por ter sido revivido.

Foto: AFP


Palmeiras, a guerra da Libertadores. Santos, turbulência no mar.
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

1-  Outro dia, dei minha opinião ao ser entrevistado por um repórter do site Globo Esporte sobre um tema sugestivo: quem é melhor, o Palmeiras campeão da Libertadores/99 ou de agora, que vai iniciar contra o Tucumán a saga da Libertadores/2017? Na comparação- que coincidiu com a opinião dos outros dois nobres entrevistados-, respondi que ficaria com o time de 99, depois de analisar individualmente jogador por jogador. Equipe que tinha, entre outros, Marcos, Arce , Roque Júnior, Júnior, César Sampaio- O ''Monstro do Parque Antarctica''- e o craque Alex era para fazer história mesmo.

O que não quer dizer que a turma de 2017 esteja condenada a ficar longe do sucesso. É certo que o time perdeu Gabriel Jesus (negociado com o futebol inglês), Moisés (vítima de grave contusão, seis meses longe dos campos) e na estreia também não terá Mina (suspenso) e Tchê- Tchê (em recuperação física).

Não é pouco.

Mas aí talvez exista a vantagem do Palmeiras atual sobre o de 99, o técnico Eduardo Batista conta com farto e sugestivo elenco, com o goleador Borja sendo o centroavante para o lugar de Gabriel Jesus, Guerra ou Michel Bastos para entrar no meio-campo, Edu Dracena como substituto de Mina. Quer dizer: dá para encarar o Tucumán, alguma dúvida?

E talvez em tempos de paz politica, pois a situação mostrou sua força ao confirmar no Conselho Deliberativo a eleição de Leila Pereira- presidente da patrocinadora do clube- em aclamação da expressiva maioria dos conselheiros- teve aprovada a sua eleição, vencendo pedidos de impugnação.

Não creio, pois é a terceira derrota do ano, sendo que em 2016 o Santos foi vice-campeão brasileiro e campeão paulista. Boa performance. Acontece que o elenco do Santos não é dois maiores e quando faltam Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Renato, ah, aí o time que é bom quando joga completo, sente mesmo e acusa o golpe.

2- O Santos não está em fase de navegar em águas calmas: mais uma vez, o CT foi visitado por torcedores organizados a pedirem explicações sobre as derrotas; desta vez, pelo menos, a conversa tinha sido autorizado, pois ao que consta, a anterior visita de uma outra torcida uniformizada tinha sido na basa da invasão.

Isso resolve?

Essa situação de elenco apenas seria resolvida com grana farta, com contratações de jogadores de talento indiscutível. Para não ficar dependendo de apostas ou meninos da base. E não parece, pelo menos não parece, que o Santos tenha dinheiro sobrando para ir contratando craques por aí. E nem os craques estão sobrando no mercado.

Assim, o jeito é ter paciência. E esperar o Santos entrar em campo com seus melhores jogadores.


Palmeiras: goleada e Borja. Corinthians: raça e liderança
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

1- Juntando os cacos da derrota para o Corinthians, o Palmeiras se houve bem contra a Ferroviária de Araraquara: exibiu um bom futebol, goleou por 4 a 1, teve 26.201 torcedores a apoiar o time e ainda teve a estreia de Borja que, logo no primeiro jogo, já fez belo gol: roubou a bola do zagueiro, tabelou com Dudu e, na saída do goleiro, chutou no cantinho esquerdo do goleiro.

Gol de matador!

E Borja jogou pouco mais de 25 minutos. mas o suficiente para mostrar seu ponto forte, o arremate dentro da área. Tivesse um especialista no assunto já no primeiro tempo e o Palmeiras teria liquidado a partida por aí mesmo, na etapa inicial: Willian jogou bem, Keno mais ainda, só que faltava a perícia no último toque, no momento de fazer o gol. Mesmo assim, Keno marcou, de cabeça, depois de ótima jogada de Willian pela direita.

No segundo tempo, o Palmeiras marcou logo, com Michel Bastos (em cobrança ensaiada de falta), mas o próprio Michel cometeu o pênalti que Fernando Prass defendeu no primeiro chute de Alan Mineiro- como o árbitro mandou voltar, Mineiro fez o gol na segunda tentativa.

Aí o jogo ficou perigoso, mas Borja fez o gol já citado (o terceiro) e Roger Guedes marcou de cabeça, o quarto gol, estabelecendo uma goleada até certo ponto reabilitadora. Até certo ponto, eu disse, pois o que mais chama a atenção, no momento, é a estreia do Palmeiras na Libertadores e também aquele negócio de que não se esquece tão rapidamente uma derrota em clássico tradicional…

Foto: Célio Messias

2- Não por técnica refinada ou por beleza plástica das jogadas, é bom que se diga. Mas pela raça das duas equipes, acabou sendo empolgante o duelo entre o Mirassol- que era o último invicto do Campeonato- e o Corinthians, que vem mostrando, nas últimas partidas raça indiscutível e determinação vencedora.

Resultado: com a vitória de 3 a 2 diante do Mirassol, o Corinthians é simplesmente o líder geral  do Campeonato, 15 pontos ganhos, o que significa pouco para a decisão no mata- mata (em caso de empate, decisão por pênaltis), mas é muito importante para o moral, para a confiança e também para decidir em casa para quem ostenta a liderança. Por enquanto, esse líder é o Corinthians, que há algumas rodadas era tido como time que não podia pretender muitas coisas na temporada.

O Corinthians, no entanto, foi incansável. Levou o primeiro gol (Zé Roberto), mas depois empatou em lance interessante com o chute de Pablo batendo no peito de Kazim e indo para o gol; depois virou, com Maycon (boa revelação!) e terminou o primeiro tempo com 2 a 1. Quase no fim do jogo levou o gol- de falta- de Xuxa- mas, determinado, ainda foi buscar a vitória, na cabeçada de Pedro Henrique. 3 a 2.

E, relembrando, 15 pontos ganhos…

3- Vi só os gols de São Paulo 2, Novorizontino 2, com outra vez o tricolor ceder o empate depois de estar vencendo por 2 a 0. Como já acontecera diante do Mirassol. O que se passa, caro Rogério Ceni? E ainda neste sábado, o Santos venceu o Botafogo de Ribeirão Preto, 2 a 0, gols de Vítor Bueno e Longuine. Só que, neste momento, o Santos está fora da zona de classificação, terceiro colocado no grupo, com Ponte Preta e Mirassol à frente.

Mas deve ser coisa de momento, mesmo. Não creio que o Santos fique fora do mata-mata.


Corinthians, uma vitória de lavar a alma
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Roberto Avallone

Foto: Fernando Dantas

Melhor para o Corinthians, impossível! Jogou com 10 jogadores todo o segundo tempo (Gabriel, de forma inexplicável foi expulso por uma infração não vista a olho nu e nem com auxílio das câmeras de tevê. Confesso que não entendi), foi dominado territorialmente, era tido como azarão no clássico, mas venceu.

E venceu com um gol de Jô, que entrara havia pouco tempo; venceu com incrível falha de Guerra, que perdeu a bola para Maycon de forma infantil; dai a bola ainda passou por Zé Roberto, antes de chegar para a canhota fatal de Jô.  Sem tempo para reagir, o Palmeiras estava nocauteado.

Pior para o Palmeiras, impossível!

Quanto ao jogo em si, no primeiro tempo as disputas foram violentas. Mas nenhum dos times jogou nada e o 0 a 0 caía muito bem. No segundo tempo, já com o Corinthians com um jogador a menos, o Palmeiras voltou com Guerra no lugar de Raphael Veiga e ensaiou um toque de bola mais imaginativo. E mesmo sem a velocidade necessária, com muita lentidão, o Palmeiras criou até uma ou outra chance de perigo, embora de oportunidade real de gol só uma cabeçada de Keno.

Por sua vez, o Corinthians recuou o time, marcou como se fosse uma decisão de Copa do Mundo e arriscou no contra-ataque: teve êxito, contou com a incrível falha de Guerra, venceu o clássico que neste ano se torna centenário.

De alma lavada.