Blog do Avallone

O Mercado da Bola. E a escolha de Dunga
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Roberto Avallone

Imagem: Arte UOL

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1- O Botafogo acabou perdendo na Justiça o lateral-direito Lucas, em função do atraso nos salários e direito de imagem. Dura perda, pois Lucas é bom jogador, excelente no apoio e um dos poucos, no Brasil, a defender com brilho a lateral-direita, posição carente quase no mundo todo.

Eis um alerta para todos os clubes que  se atrasarem em suas obrigações.

2- Nilmar, agora vai? Está prevista uma reunião entre representantes do Corinthians e de Nilmar  até esta sexta-feira. É provável que saia o acordo- embora o Inter esteja na briga-, o que satisfaria o técnico Mano Menezes, preocupado em contar apenas com Guerrero como homem de área. Em minha opinião, desde que esteja em boa forma física, Nilmar pode até fazer dupla com Guerrero, saídno da direita para o meio, em diagonal, como, aliás, já atuou.

A conferir.

3- Segundo Assis, irmão e empresário de Ronaldinho Gaúcho, está próxima a revelação do novo clube de seu cliente. Só não diz se é do Brasil ou do Exterior. Ou se é uma transação intermediária, ficando até o fim do ano no Brasil e em 2015 nos Estados Unidos, por exemplo. Aí, neste caso o Palmeiras teria uma certa chance em contar com os passes e as cobranças de falta de Ronaldinho, já que Valdivia ficará um bom tempo longe dos gramados.

4- E o Bahia ficará sem Romagnoli, meia que prefere disputar a final do Campeonato Mundial pelo time do Papa, o San Lorenzo. Em compensação, o clube baiano será ressarcido em parte financeiramente-  fala-se em 300 mil dólares, cerca de 700 mil reais- pois tinha um contrato pré-assinado pelo jogador.

Negócio estranho, não?

A  ESCOLHA DE  DUNGA

Não vou  apostar que a Seleção de Dunga jogará melhor ou à brasileira, pois, teoria à parte, quero ver é no campo. Agora, quanto a convocação, considero que de Dunga foi mais consistente do que de Felipão, com alguns nomes que já mereciam ter estado na Copa- Miranda e Felipe Luís, por exemplo- e outros que estavam esquecidos como Danilo e Alex Sandro (ambos ex- Santos) que há tempos vem jogando bem no Porto. Há também revelações como goleiro Rafael, o zagueiro Marquinhos (ex- Corinthians), o atacante  Ricardo Goulart, o meia Philippe Coutinho- o que já pode significar algum tipo de mudança.

E contrariando seus antigos hábitos, Dunga não chamou nenhum “nove” de  ofício, devendo atuar com um falso centroavante. Talvez por  opção tática, talvez por falta de um nome adequado.


Perdas e ganhos
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Roberto Avallone

1- Se não obtiver sucesso em seu recurso, o Corinthians perderá seu meia, Petros, por longos seis meses. Foi o típico caso em que Petros poderia ter evitado qualquer confusão futura, logo agora que estava se firmando como titular na equipe corintiana, bom na marcação e também nas investidas rumo à área inimiga. Naquele jogo, em que Petros empurrou o árbitro pelas costas- atitude classificada como agressão pelo STJD- o Corinthians venceu o Santos por aquele gol de cabeça do zagueiro Gil.

E por falar em zagueiro, o Corinthians está perdendo mesmo Cleber para o futebol alemão. Pode parecer pouco, afinal Anderson Martins está aí para assumir a posição, mas creio ser um risco a esta altura do Campeonato: a defesa corintiana anda muito bem, Cleber vinha fazendo excelente dupla de zaga com Gil e mexer nisso tudo, pelas circunstâncias, é sempre um risco.

2- E Valdivia para por pelo menos um mês: esta foi a notícia que a torcida do Palmeiras teve de engolir, não bastasse a queda para a zona do rebaixamento. O problema é muscular, na coxa direita, igualzinho àqueles tristes momentos vividos por El Mago antes de ter um tratamento especial antes e depois dos jogos, com mais fisioterapia do que treinos.

Por que esse tratamento não continuou?

Sei lá. Só vejo Ronaldinho Gaúcho em condições, se contratado, de dar conta do trabalho que antes seria de Valdivia. Em tom de urgência.

3- Não concordo que o São Paulo esteja perdendo Douglas para o Barcelona. Está é ganhando na Loteria, na Mega-Sena ou coisa parecida: vender seu lateral por 6 milhões de euros, quase 20 milhões de reais equivale a um sonho, à felicidade prometida, coisa de craques nos bastidores.

 


A ironia: gol de Kardec manda o Palmeiras para a zona da degola
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Roberto Avallone

Foto: Getty Images

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Há quem veja o que aconteceu como obra do Destino, da fatalidade, da falta de sorte. Não concordo. Ao perder Alan Kardec para o São Paulo do jeito que foi, por diferença irrisória, o Palmeiras deveria saber que corria o risco de reforçar seu rival, que acabou montando uma galeria de jogadores importantes do meio-campo para a frente- Ganso, Kaká. Pato, Alan Kardec e ainda Luís Fabiano.

O que aconteceu foi, no entanto, emblemático; logo após Henrique perder de maneira grotesca o que seria o gol da vitória do Palmeiras. O lateral Álvaro Pereira levantou para a área inimiga e Alan Kardec- cuja perda foi um dos grandes pecados da gestão Paulo Nobre- cabeceou como um centroavante de verdade, a bola bateu na trave, no goleiro Fábio e entrou nas redes.

Vitória do São Paulo (2 a 1) e o Palmeiras (com a vitória do Botafogo sobre o Fluminense) na zona de rebaixamento.

E é ano de Centenário.

Antes, Palmeiras e São Paulo disputaram um clássico equilibrado, de muita marcação, com os palmeirenses sendo um pouco superiores nos primeiros 15 minutos, enquanto teve Valdivia. Depois, Valdivia se machucou, saiu e o Palmeiras murchou. O São Paulo também não brilhava, mas ensaiava algumas jogadas em velocidade com Kaká contando, ainda, com os erros do adversário.

Ah, eles viriam… E veio com goleiro Fábio, que iniciou tão bem a sua carreira, mas que agora deixa saudades de Fernando Prass, que fez uma reposição de bola bem no pé esquerdo de Ganso: aí, de primeira, Ganso passou para Pato que colocou a bola no canto esquerdo de Fábio. Categoria e oportunismo de Pato. Coisa que os atacantes do Palmeiras não têm.

Ainda surgiu o gol de empate- Henrique, de pênalti- mais uma chance de gol, no fim do jogo (aquela, no fim do jogo, com Henrique) até surgir o gol fatal e emblemático de Alan Kardec, que fez o São Paulo respirar e mandou o Palmeiras a nocaute. Ou, pelo menos, à zona de rebaixamento.

O que fazer depois do clássico? O São Paulo deveria pensar em reforçar, se possível, a sua defesa. O Palmeiras- o que duvido- poderia pensar mais seriamente em ter Ronaldinho Gaúcho até o fim do ano e arriscar com a grande revelação de sua base, o garoto Gabriel Fernando, que no sábado marcou mais três gols. Agora, são 24 gols em nove jogos.

Pior do que está, não fica.


Mais de 30 mil fiéis viram o Corinthians só empatar. E Nilmar é a meta
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Roberto Avallone

Sábado à noite, frio e chuva, estádio distante, mas foram mais de 30 mil os corintianos que pagaram ingresso na Arena Corinthians- o popular Itaquerão- só para ver o Corinthians rumo a liderança do Campeonato Brasileiro. Ledo engano: o Bahia até saiu na frente do placar (Kieza) e apenas permitiu o empate (Gil, de cabeça), frustrando com esse 1 a 1 os sonhos de toda aquela gente que pagou caro pelos ingressos sem ver a vitória esperada.

Faltou velocidade ao ataque corintiano durante a partida. Na verdade, apenas Guerrero funcionava no setor, caindo também pelos lados além de enfrentar os perigos da área. O jovem paraguaio Romero esteve dispersivo, assim como Petros, o que facilitou o trabalho da defesa baiana.

O que incentiva ainda mais o Corinthians a lutar por Nilmar, que está a acertar os últimos detalhes de sua saída do Qatar. Nilmar, se estiver em forma, poderá fazer boa dupla com Guerrero. Com deslocações constantes e aquele velho faro do gol. O diretor de futebol corintiano, Ronaldo Ximenes reafirmou o interesse em Nilmar, assim como descartou Ronaldinho Gaúcho e lembrou que, nos próximos dias, pode existir uma investida europeia sobre o zagueiro Cleber.

Novidades à vista, pois.


Os rumores sobre Ronaldinho Gaúcho no Palmeiras. E a noite de Robinho
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

1- Foi um fim de noite agitado o desta quinta- feira. É sempre assim quando surge uma notícia não confirmada. Foi o caso dos rumores de que Ronaldinho Gaúcho tinha fechado com o Palmeiras até o fim do ano, noticia que teria saído da boca de um jornalista respeitado.

Mas o jornalista desmentiu. Não havia falado nada.

Indo por outras fontes, também não obtive nenhuma confirmação e sim uma dúvida: se Ronaldinho fosse mesmo contratado pelo Palmeiras, camisa 10 que é, isso significaria a saída de Valdivia, atualmente o camisa 10 do time? Com os torcedores com os quais conversei, senti uma nítida preferência pelo chileno, embora um deles contasse com uma outra fórmula, capaz de abrigar Valdivia e Ronaldinho na mesma equipe, um em cada meia.

De qualquer maneira, o assunto está rolando. Mas não se sabe- e nem ouso tentar antecipar o final- qual será o desfecho.

FACE ROBINHO SANTOS

Levi Bianco/Brazil PhotoPress

2- Robinho foi o grande personagem na vitória do Santos sobre o Londrina (por 2 a 0, gols de Robinho e Rildo), na Vila Belmiro. Ele, simplesmente fez o primeiro gol- depois de sugestiva jogada de Leandro Damião- e brilhou na assistência para Rildo marcar o segundo e acabar com qualquer tipo de medo.

O medo nascera uma noite antes quando as zebras invadiram os campos da Copa do Brasil. Um a um, foram sendo eliminados o São Paulo, o Fluminense, o Inter de Porto Alegre pelo Bragantino, pelo América de Natal, pelo Ceará.

Se na quinta-feira seria vez do Santos, sei lá. Sei que Robinho não deixou.


Um título para o Papa Francisco. E o Mercado da Bola. E zebras na Copa do Brasil
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Roberto Avallone

Foto: Reuters

Foto: Reuters

1- Pela primeira vez em sua História, o San Lorenzo é o campeão da Taça Libertadores da América. Quem deve estar sorrindo até agora é o Papa Francisco, sócio e torcedor declarado da equipe de Almagro que, mesmo sem Piatti e Correa- já negociados- venceu o paraguaio Nacional, por 1 a 0, gol de Ortigoza, de pênalti.

Se não foi brilhante nesta partida como esteve ao longo da campanha (eliminou três clubes brasileiros, em seguida: o Botafogo, o Grêmio e o Cruzeiro), pelo menos não faltou a tradicional raça a esse time empurrado pela torcida de forma comovente com a tevê flagrando um torcedor sem camisa e chorando no momento em que Ortigoza iria cobrar o pênalti fatal.

Parabéns, bondoso Francisco!

2- No Mercado da Bola foi fechada nesta quarta-feira a janela internacional de transferências (apenas para compras), com o São Paulo trazendo o lateral-esquerdo Michel Bastos e o Sport, surpreendendo a todos, ganhando a concorrência por Diego Souza- que usará a camisa número 87- e levando de quebra para o Recife o volante Ibson. Houve algumas outras contratações, sem muito impacto, como a vinda do lateral-direito Luís Felipe (ex- Palmeiras) do Benfica para o Criciúma.

Para vender, no entanto, a janela continua aberta e é possível, por exemplo, que o lateral-direito Douglas, do São Paulo, receba uma oferta do Barcelona. É possível, sim, mas não deixa de ser estranho… Douglas é o lateral dos seus sonhos?

3- A noite das zebras na Copa do Brasil ficou mais do que configurada nesta noite de quarta-feira. Meu Deus! Pois o Bragantino eliminou o São Paulo no Morumbi, ao vencer por 3 a 1 para a zanga do técnico Muricy Ramalho: o Fluminense, que vencera o América em Natal por 3 a 0, foi vencido, no Rio, pela equipe americana por 5 (!) a 2, e o Ceará confirmou sua classificação diante do Inter, vencendo, desta vez em casa, por 3 a 1.

Uma noite realmente incrível…


Palmeiras, um caso de estudo científico
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Roberto Avallone

Cerca de 100 torcedores foram para os lados de Cotia, região metropolitana de São Paulo, rodeando a casa do presidente do Palmeiras, Paulo Nobre. O protesto foi supostamente pacifico, pois se não houve violência física- felizmente o presidente palmeirense não estava em casa-, aconteceram xingamentos e ameaças que poderiam dar em revide, causando confronto.

Na verdade, não apenas os organizados do Palmeiras já dão demonstrações de profunda insatisfação com a situação do time no Campeonato Brasileiro: o torcedor comum do Palmeiras também anda de mau-humor, embora despreze agressão ou constrangimento, sendo ainda pior para aqueles que já viram um Palmeiras forte, vencedor, por vezes heroico, Campeão do Século (passado) e que agora acompanham neste século uma transformação incrível. Afinal de contas, em 14 anos foram dois rebaixamentos, campanhas medíocres, a possibilidade agora de uma terceira degola, humilhação constante, com exceção de um Campeonato Paulista (2008) e de uma Copa do Brasil (2012).

Muito pouco diante da história do Palestra que virou Palmeiras. Quais as causas deste apequenamento? Creio, na verdade, que se tata de uma somatória de coisas. Os grandes líderes do passado- Dante Del Manto, Mario Frugiuelle, Delfino Facchina, Pascoal Giuliano e outros- tinham a missão de consolidar a grandeza do clube fundado por italianos e que abria a porta a todos, contava também com a disposição de seus auxiliares que tinham devoção pelo futebol do clube. Se havia briga durante uma reunião, depois tudo “acabava em pizza”- que virou expressão popular, sempre em favor do bem comum: o Palmeiras.

Depois, penso, esse estado de espirito mudou lá pelo fim dos anos 70. Houve o episódio Sacomani, presidente deposto e o poder foi caminhando para outros métodos, não tão ousados como os líderes de antes. Ah, surgiu a Parmalat! E com ela uma fase de belos times, de vários títulos, um oásis dentro do horizonte do clube: se não fosse a Parmalat há quantos anos o Palmeiras estaria na fila?

Depois da saída da Parmalat, surgiu a politica do “bom e barato”, a politica (que eu saiba não a expressão) criada por Mustafá Contursi, que até há pouco tempo parecia repetida na gestão Paulo Nobre. Não se sabe, desconfia-se, no entanto, que Nobre age por influência de Mustafá- ou então para agradar seu padrinho politico- embora possa ser mera coincidência. O atual presidente e seu fiel escudeiro (o diretor-executivo José Carlos Brunoro)- já disseram ou deixaram entender que isso é pela falta de dinheiro, pois as gestões passadas o deixaram apenas com uma parte do orçamento.

É possível.

Mas o que fazer agora? Agir é preciso, o não rebaixamento é mais importante do que a dívida, e sempre é bom relembrar o conselho de Sandro Rosell, ex- presidente do super- vencedor Barcelona: “Não se pode jamais esquecer do time”.

Creio que Rosell tem razão, trata da matéria- prima do clube, a razão de ser da torcida. E um alerta: dono de grande torcida, ainda, o Palmeiras parece que está perdendo terreno ainda mais para seu rivais entre as crianças. Outro dia, um publicitário durante filmagem para um produto alimentício infantil, fez um teste e pediu para que levantasse a mão quem fosse torcedor do Palmeiras. Nenhum menino o fez.

É que meninos só torcem por um time vencedor…


Na estreia de Robinho, a boa vitória do Corinthians. São Paulo: show. Palmeiras: nova derrota e suspense com Gareca
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Roberto Avallone

Foto: Marcos Ribolli

Foto: Marcos Ribolli

1- O nome do jogo era Robinho, o que jamais tinha perdido para o Corinthians. Mas a tarde foi mesmo corintiana. Com a mais do que importante vitória (1 a 0, gol do zagueiro Gil, de cabeça), o time pulou para a terceira colocação no Campeonato Brasileiro e quebrou o tabu do estreante Robinho, saindo de campo vencedor pela primeira vez contra a estrela do Santos.

Foi uma vitória justa? Bem, é verdade que o Santos esteve um pouco melhor no primeiro tempo, mas perdeu o domínio do jogo quando aconteceu a expulsão de Alison- em minha opinião, por ter acertado sem querer o corintiano Elias-, o que diminuiu as forças santistas.

No segundo tempo, o jogo foi equilibrado, Robinho até fez boas jogadas (depois, perto do fim, cansou e foi substituído), mas o Corinthians parecia mais inteiro. E foi do banco de reservas, de onde acompanhava a partida, que Robinho viu o Corinthians vencer no fim, na cabeçada de Gil, que ainda tocou na mão do goleiro Aranha e foi para o fundo das redes.

Era a tarde do Corinthians!

Foto: Miguel Schincariol /

Foto: Miguel Schincariol 

2- O São Paulo deu um show de eficiência, na reestreia de Kaká no Morumbi, ao liquidar o jogo diante do Vitória (3 a 1) ainda no primeiro tempo. Kaká jogou bem, mas tão importante quanto a sua atuação foram as exibições de Pato- autor de dois gols- e do dedicado Paulo Henrique Ganso. E o otimismo e a determinação de Kaká, creio, foram determinantes para a subida de produção dos dois companheiros.

A impressão que tem é a de, descontadas as limitações de sua defesa, será duro segurar o São Paulo do meio-campo para a frente com os talentos se entendendo- Kaká, Ganso, Pato, Alan Kardec e mais Luís Fabiano, Osvaldo e Ademílson para qualquer eventualidade.

É uma equipe que merece o apoio que vem recebendo da torcida.

Foto: Marcos Ribolli

Foto: Marcos Ribolli

3- Quase no fim da noite, telefona-me um fervoroso palmeirense: “Estão dizendo que o Gareca pediu demissão”- fala, de pronto. Telefonei, então, para um respeitável conselheiro do Palmeiras que, desapontado com o futebol da equipe, no entanto nada sabia sobre o assunto do treinador.

Penso que não existe nada consumado e acredito que Ricardo Gareca não largaria o Palmeiras na mão agora, depois de tantos estrangeiros contratados, embora tenha todo o direito de ficar desapontado com as deficiências técnicas exibidas por muitos de seus jogadores na derrota para o Atlético Mineiro por 2 a 1, em Belo Horizonte. O sintoma de que Gareca estaria em crise surgiu quando, pela primeira vez, o técnico Argentino recusou-se a participar da entre vista coletiva. Preferiu não falar com a imprensa.

Foto: Gil Leonardi

Foto: Gil Leonardi

Em campo, o Palmeiras além dos erros de vários jogadores- Wesley, Felipe Menezes, Leandro, etc.- mostrou que também não anda com um pingo de sorte. Não é que Josimar, que tinha entrado bem no jogo- no lugar de Wesley- cismou de driblar em zona perigosa do campo e perdeu bola que deu no gol da vitória, marcado por Datolo, no finzinho da partida?

Pois aconteceu. E agora o Palmeiras está a um ponto as zona da degola, o que faz ter calafrios o torcedor, que esperava um Centenário mais festivo. E sem aflições.


No Mercado da Bola, sorrisos, adeus e reviravoltas
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Roberto Avallone

1- O sorriso de Robinho ao vestir a camisa número 7 do Santos escancara todo o seu estado de espírito: ele está feliz por voltar de novo ao seu clube de origem, à sua casa, onde se sente à vontade e capaz de esquecer as agruras de suas aventuras europeias. Parece até que é um desses casos de predestinação, do jogador que parece ter nascido para jogar em um determinado time, descontando os hiatos dos clubes lá de fora onde aproveita para ganhar seu rico dinheirinho.

Se Robinho tivesse vindo para outro clube brasileiro, teria minhas dúvidas. No Santos, não: tenho quase a certeza- se é que existe certeza em futebol- de que ele dará certo, com ou sem pedaladas do começo de carreira. E Robinho, autor de um golaço no treino da quinta-feira, já quer jogar contra o Corinthians- vítima de seus dribles- no domingo.

Isso é que é ter vontade.

2- Antes de falar de adeus, começo pelas reviravoltas. E elas aconteceram mais especificamente no Palmeiras, tanto na reintegração de Valdivia (seu futuro, no entanto, está nas mãos do clube) quanto na troca de centroavantes: Willian José não virá mais, enquanto o argentino Jonathan Cristaldo (que estava no Metalist da Ucrânia) está sendo contratado.

Em minha opinião, dupla vantagem palestrina: Valdivia é o camisa 10 de qualidade que o time precisa e, por aquilo que vi, Cristaldo, 25 anos, é superior tecnicamente a Willian José.

Será que o Palmeiras, decididamente, começou a se mexer? A torcida agradece.

3- No Flamengo, Elano tomou a iniciativa de sair, mesmo com Vanderlei Luxemburgo, que sempre apreciou seu futebol, sendo o novo técnico do clube. Com gesto raro no futebol, vítima de sucessivas lesões, Elano não suportou a sensação de não estar sendo útil e quis, como disse, “sair pela porta da frente”.

Foi um adeus muito especial.


 O Mercado da Bola em movimento
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Roberto Avallone

Imagem: Reprodução

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1- Mergulhado em forte crise, especialmente por sua participação no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras partiu para uma contratação polêmica; a do centroavante Willian José, 22 anos, que já passou por São Paulo, Santos, Grêmio e Real Madrid- B sem se fixar em nenhum desses clubes. O curioso é que, aparentemente, Willian tem potencial, já chegou até a fazer gols de bela feitura, mas sabe-se lá a razão não consegue se firmar. Trata-se, pois, de uma incógnita.

Além dele, leio que uma rádio ouviu do próprio Gabriel, o filho do ex-corintiano Vladimir, que ele, lateral-direito, 33 anos, já teve um começo de negociação com o Palmeiras e espera pela segunda chamada. Que não se sabe se acontecerá.

O que aconteceu, fora dos campos, foi a saída do diretor de marketing palmeirense, Marcelo Giannubilo. Deve ter pesado contra ele a ausência de um patrocínio máster do time, mesmo no ano do Centenário. O curioso é que, segundo o comunicado oficial, José Carlos Brunoro assumirá a função.

Mais uma?

2- Velho sonho corintiano, embora livre Nilmar não parece tão próximo assim de retornar ao clube onde fez muitos gols. Por enquanto- caso consiga se desvencilhar dos problemas que ainda o prendem ao Catar-, o clube mais próximo de contar com seu futebol é exatamente aquele onde ele começou, o Inter de Porto Alegre.

Se estiver em forma, quem não gostaria de contar com Nilmar? 

3- Flamengo, mesmo tendo prejuízo, está encaminhando as saídas do lateral- esquerdo André Santos e do volante Elano, dois jogadores que chegaram como grandes esperanças rubro-negras. Quanto a Elano, a idade pode pesar um pouco, sei lá, mas ele sempre agradou o técnico Vanderlei  Luxemburgo. Já em relação a André Santos, ele teve uma fase muito boa com o técnico do Corinthians, Mano Menezes.

O que houve com esses dois?