Blog do Avallone

Arquivo : fevereiro 2017

Corinthians, uma vitória de lavar a alma
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Roberto Avallone

Foto: Fernando Dantas

Melhor para o Corinthians, impossível! Jogou com 10 jogadores todo o segundo tempo (Gabriel, de forma inexplicável foi expulso por uma infração não vista a olho nu e nem com auxílio das câmeras de tevê. Confesso que não entendi), foi dominado territorialmente, era tido como azarão no clássico, mas venceu.

E venceu com um gol de Jô, que entrara havia pouco tempo; venceu com incrível falha de Guerra, que perdeu a bola para Maycon de forma infantil; dai a bola ainda passou por Zé Roberto, antes de chegar para a canhota fatal de Jô.  Sem tempo para reagir, o Palmeiras estava nocauteado.

Pior para o Palmeiras, impossível!

Quanto ao jogo em si, no primeiro tempo as disputas foram violentas. Mas nenhum dos times jogou nada e o 0 a 0 caía muito bem. No segundo tempo, já com o Corinthians com um jogador a menos, o Palmeiras voltou com Guerra no lugar de Raphael Veiga e ensaiou um toque de bola mais imaginativo. E mesmo sem a velocidade necessária, com muita lentidão, o Palmeiras criou até uma ou outra chance de perigo, embora de oportunidade real de gol só uma cabeçada de Keno.

Por sua vez, o Corinthians recuou o time, marcou como se fosse uma decisão de Copa do Mundo e arriscou no contra-ataque: teve êxito, contou com a incrível falha de Guerra, venceu o clássico que neste ano se torna centenário.

De alma lavada.


Palmeiras, goleada e dor. Corinthians, a chance no clássico
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Roberto Avallone

Foto: Fernando Dantas

1- Em sua melhor exibição neste Campeonato Paulista até agora, o Palmeiras goleou o Linense, 4 a 0, em Araraquara. E a festa poderia ter sido completa pelos gols de Willian, Raphael Veiga, Michel Bastos e Lucas Barrios; poderia , eu disse, pois a dor que Moisés sentiu em seu joelho esquerdo foi a dor de todo o Palmeiras, que sabe da importância de seu camisa 10 para o restante da temporada.

Até o momento em que escrevo, não se sabe ainda o que exatamente ocorreu com Moisés. Parece, no entanto, que nada teve de leve- o que complica a situação da equipe, pois, em minha opinião, Moisés é talvez o mais eficiente jogador do elenco, versátil, capaz de em um só jogo, exercer a condição de segundo volante, de meia e ainda de exímio cobrador de laterais.

Às vezes, como na vida, no futebol é preciso ter sorte. E que a sorte esteja ao lado de Moisés.

Quanto ao jogo em si, o Palmeiras dominou o Linense do começo ao fim, com extrema facilidade e aproveitou-se da fome de bola de jogadores que brigam para ser titulares e que, talvez por mera coincidência, fizeram os gols: o ” falso 9″ Willian, a revelação Raphael Veiga, Michel Bastos e o desejo de dar a volta por cima e Lucas Barrios , que finalmente teve uma chance.

Além disso, o Palmeiras contou com a bela performance de Dudu, com a atuação sempre segura de Mina, com a firmeza de Vitor Hugo e Prass. Enfim, teria sido uma tarde para comemorar e aquecer o clássico com o Corinthians, não fosse a contusão de Moisés.

Foto: Divulgação

2- Não acredito em favoritismo em um clássico do porte de Corinthians e Palmeiras. Quantas e quantas vezes, já vi o que está em posição inferior bater o que está à frente…

Ainda mais sendo o clássico disputado no estádio corintiano, a  Arena do Corinthians, que sabe ser o jogo contra o Palmeiras um possível divisor de águas. Já não é mais como antes, mas em outros tempos dizia-se que Palmeiras e Corinthians, Corinthians e Palmeiras é ” jogo que equivale a um Campeonato à parte”.

Por enquanto, os dois rivais estão empatados em pontos(9) no Campeonato. O Corinthians vem de vitória contra o Audax, 1 a 0, em Osasco, partida que disputou burocraticamente e que terminou com o gol de Kazim. No futebol, no entanto, o Corinthians ainda não convenceu e está à espera de Jadson para melhorar a criação em seu meio- campo.

Mas como dizia o personagem do ator Lima Duarte no filme Boleiros, definia mais ou menos assim o clássico: “só quem está aqui dentro sabe o que é um Corinthians e Palmeiras”.

Na quarta-feira teremos só mais um episódio desse eterno duelo.


Palmeiras: vitória em busca da paz. São Paulo: estalo mágico
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Roberto Avallone

Foto: Marcos Ribolli

1- Mais do que a vitória em si, normal (2 a 0). jogando em casa diante do São Bernardo, o Palmeiras venceu em busca da paz.  Mas já? Sim, já: a derrota para o Ituano trouxe desconfiança e restrições ao técnico Eduardo Baptista, que ouviu no primeiro tempo do jogo, a torcida organizada chamar-lhe a atenção e gritar ! ” Cuca! Cuca!”.

Realmente não deve ser fácil para um jovem técnico como Eduardo assumir uma equipe campeã brasileira e cujo técnico (que saiu porque quis) era idolatrado pelos torcedores. Qualquer deslize pode ser fatal. E no caso do Palmeiras, ainda tem jogadores como Mina, Tchê- Tchê, Moisés (que voltou a jogar agora, diante do São Bernardo), Borja…  ausências que enfraqueceriam qualquer  time. Neste caso, Eduardo não tem culpa e para me definir sobre sua contratação, espero por mais tempo, é lógico. Mesmo achando Cuca um técnico extraordinário.

No jogo diante do São Bernardo, o Palmeiras teve dois tempos totalmente distintos. No primeiro, não teve a contundência necessária e teve de contar com boas defesa de Prass para sair com a igualdade no marcador; no segundo tempo, mais compactado e agressivo, dominou o jogo, fez os gols- Dudu e Jean, de pênalti-, melhorou muito com as entradas de Michel Bastos (ótimo!) e Raphael Veiga. Poderia ter obtido um placar maior.

Assumiu a liderança de seu grupo, o que no momento é muito importante. E talvez tenha encontrado a paz.

Foto: Rubens Chiri

2- Foi como num passe de mágica: de equipe desacreditada, até então sem perspectiva de grandes reforços, goleada pelo Audax (4 a 2), o São Paulo começando pela grande venda de David Neres por 50 milhões de reais, passando pela goleada sobre a Ponte Preta (5 a 2) com Morumbi lotado, foi ganhando corpo- e contratou Lucas Pratto, Jucilei. Aí venceu o Santos na Vila Belmiro (3 a 1), quebrando um tabu de oito anos. Espetacular!

E agora, cheio de razão, é um dos times mais badalados em quaisquer competições que venha a disputar. Uma bela virada essa do tricolor.


Palmeiras: meu Deus! São Paulo: show! Santos: polêmica
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Roberto Avallone

Foto:  Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

1- A impressão que ficou foi  a de que mesmo se quisesse jogar pior, o Palmeiras não conseguiria. Foi uma noite inigualável para a torcida palestrina essa em que o Palmeiras perdeu para o Ituano, em Itu. por 1 a 0. Foi uma equipe sem força, sem dinâmica ofensiva, sem opções de jogadas, enfim tudo aquilo que não esperava para um campeão brasileiro  ainda reforçado por preciosas peças do mercado.

Ao Ituano, restou lutar, correr- sem ligar para a arte ou preciosismo- e vencer. Com justiça. E o grandalhão Guly nem precisou saltar para  fazer, de caça, Ituano 1 a 0. Completamente livre.

Alguns jogadores do Palmeiras tiveram noite especialmente ruim, desencontrada, como por exemplo o capitão Dudu, que disputou uma das piores partidas de sua carreira. Acontece.

Mas se acontecer repetidas vezes- até agora o Palmeiras não fez uma só grande partida- é caso de se pensar. Tudo bem que o time não está completo, faltando Mina, Moisés, Tchê- Tchê  e o recém – chegado Borja. Esses fazem falta, muita falta. Só que não se justifica atuação tão pífia, mesmo sem eles.

A conferir.

Foto: Sérgio Barzaghi

Foto: Sérgio Barzaghi

2- O São Paulo deu um show- e ainda sem contar com Pratto e Jucilei- dentro e fora de campo: no gramado, goleou a retrancada Ponte Preta, por 5 a  2 (três gols do contestado Gilberto) em exibição irretocável; nas arquibancadas a torcida fez a festa, com mais de 50 mil tricolores que, apesar dos preços mais baixos, proporcionaram renda de mais de 1.300 mil.

Desde o começo, o São Paulo dominou a Ponte Preta, guiado pelo Meaestro Cueva e nem se abalou quando levou o gol de Matheus Jesus. A virada veio em seguida, com um gol de Cueva e outo de Gilberto, que se aproveitou de belo passe de Cueva. No segundo tempo, então, foi uma festa: mais dois gols de Gilberto, um de Thiago Mendes, tanto que Lucca comemorou até meio sem jeito o segundo gol da Ponte, que amenizou a dor da goleada.

Esse São Paulo de Rogério Ceni e Lucas Pratto promete muito.

Foto: Sérgio Barzaghi

Foto: Sérgio Barzaghi

3- Que o gol da vitória do Santos contra o Red Bull foi irregular, não tenho a menor dúvida. Além da polêmica se a bola entrou ou não, existe uma certeza: Kaike impulsionou a bola com o braço direito (falta clara) para o meio do gol.

Mas, a bem da verdade, não foi apenas o Red o prejudicado na partida. Antes, no segundo gol-que dava o empate de 2 a 2- o atacante Nixon estava em posição irregular quando cabeceou para o gol santista.

E então, elas por elas?

No duro, foi um belo jogo, intenso, movimentado, apesar do sol que cobria o Pacaembu. Tanto que o Red Bull acertou por três vezes as traves santistas, em prova que de fácil o jogo não teve nada. Opinião pessoal: Lucas Lima se desdobrou por todo o campo e fez a diferença para o Santos que tem aproveitamento 100 por cento até agora, dois jogos, duas vitórias.


Pratto, Borja, Pottker: goleadores em alta
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Roberto Avallone

Foto: AFP

Foto: AFP

1- No momento em que escrevo, 19h40, Lucas Pratto já era considerado jogador do São Paulo. É bom esclarecer pois no mundo dos negócios e no Mercado da Bola tudo pode mudar , de repente.

Neste caso. não creio que mude. O São Paulo está realizando uma grande contratação, centroavante da Seleção Argentina, capaz de colocar o tricolor em outro patamar- ao lado de Maicom, Rodrigo Caio, Cueva, Cícero, Wellinton Nem-time duro de ser batido. Mesmo não disputando a Libertadores da América.

Prato, aos 28 anos, além de fazer gols sabe jogar- no argentino Velez já foi segundo atacante, formando dupla de área com Zarate- , cultiva a fama de caráter irrepreensível e segue a linha histórica das grandes contratações do São Paulo, sempre que a equipe requer cuidados especiais. Foi assim desde o começo dos anos 40, quando ousou contratar Leônidas da Silva. depois nos anos 50 ao trazer Zizinho ou no final dos anos 60, quando arrebatou, de uma só vez, Gérson- Canhotinha de Ouro- e Toninho Guerreiro.

Em todos o casos, passou de time discutido a campeão.

Agora, não se sabe. Mas vale pela iniciativa.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

2- Repito que até este momento- agora perto das 20 horas-, Borja está praticamente contratado pelo Palmeiras. Alexandre Matos ainda participa da reunião decisiva com dirigentes do Nacional de Medellin. Não deve haver nenhum problema.

Quanto a Miguel Angel Borja, 24 anos, creio que se trata do melhor centroavante para o Palmeiras: veloz, forte, exímio chutador com a perna direita e com a esquerda, disputou uma Libertadores sensacional  com o Nacional, marcando 5 gols nas últimas quatro partidas decisivas, acabando como campeão da sonhada Taça.

Além disso, terá ao seu lado um meia-armador como Guerra, capaz de descobrir espaços para suas arrancadas rumo ao gol.

Belo reforço!

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

3- Ao que tudo indica, Pottker não mais vestirá a camisa do Corinthians no Campeonato Brasileiro. Ao que tudo indica, repito, pois já vi muito time recuar e dar um passo para a frente, mas na sequência, dar dois para a frente. Para a torcida corintiana será uma pena se perder mesmo esse centroavante de 23 anos, forte, canhoto, veloz e do drible fácil.

Por que a Ponte Preta fez jogo tão duro? Existe a informação, não confirmada oficialmente, que a italiana Fiorentina será o destino de Pottker lá para o meio do ano. Ou então a expectativa de surgir uma forte proposta européia ou, então… da China, como está na moda.

Ao Corinthians resta acreditar no já “rodado” Jô ou, então, nesse menino alto (1 metro e 95), de canelas finas, artilheiro da Copinha e que promete muito: Carlinhos.

Seja lá como for, a bola está com o centroavante.


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