Blog do Avallone

Arquivo : abril 2016

O São Paulo, sensacional, com as mãos na vaga
Comentários 7

Roberto Avallone

Foto: Mauro Horita

Foto: Mauro Horita

Foi simplesmente maravilhosa a atuação do São Paulo sobre o até então temido Toluca- ora, não era o bicho- papão?- que deu na goleada de 4 a 0, show dentro de campo com o futebol tricolor e fora dele nas cadeiras e arquibancadas lotadas do Morumbi. Mais do que o jogo inesquecível, tendo Paulo Henrique Ganso como o Maestro e Centurión como o artilheiro que Calleri (suspenso) não pode ser, a goleada praticamente deu a vaga ao tricolor, pois aposto um sorvete e um doce que nema altitude do jogo da revanche (2.600 metros) poderá ameaçar a situação desse time que se transformou na Libertadores, principalmente no Morumbi, de uns jogos para cá.

É a ressurreição!

Quanto ao jogo em si, pela fama dos mexicanos, um desenrolar inacreditável. Mais parecia um jogo de casados e solteiros (estes, naturalmente, os jogadores do São Paulo) tal a facilidade do tricolor. Tanto que acabou na base de “dois vira, quatro acaba”, com os gols do primeiro tempo marcados por Michel Bastos e Centurión e da etapa final anotados por Thiago Mendes e novamente Centurión- este , em sua melhor exibição pelo São Paulo, até parecendo Calleri.

Detalhe: não se pode deixar de destacar a atuação de Paulo Henrique Ganso, de longe o melhor da partida. Para que se tenha uma idéia o Ganso que triturou o Toluca não fica a dever nada àquele meia que a todos encantava nos tempos do Santos, ao lado de Neymar.

O que significa muito Quem sabe a Seleção?


No Mercado da Bola, uma troca polêmica
Comentários 58

Roberto Avallone

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

1- Foi muito grande a repercussão da troca envolvendo Palmeiras e Cruzeiro, com Lucas e Robinho indo para o clube mineiro, Fabiano e Fabricio vindo para a equipe paulista. Pelas mensagens que recebi pelo twitter, a maioria dos palmeirenses não gostou do negócio que teve bem menos aceitação. Talvez até porque Fabiano-principalmente- e Fabrício não  estejam exatamente entre  os top de linha do futebol. Ou os grandes astros que a torcida esperava.

Em minha opinião, na contramão dos insatisfeitos, é claro que não vou jurar que dará certo. Uma contratação é quase sempre uma incógnita. Levando em conta que futebol é momento, creio, sim, que pode ter sido bom negócio para ambos, assim para o Palmeiras também.

E por quê?

Levemos em consideração, o momento desses jogadores

a) Lucas jogou bem no ano passado, principalmente quando o técnico era Oswaldo Oliveira. Neste ano, sua performance não foi boa, pois falhava na marcação e não chegava mais também até a linha de fundo. Contra o  Água Santa, foi um dos responsáveis pela goleada de 4 a 1- e tanto que perdeu a posição para Jean. Não vivia bom momento.

b) Robinho fez fama ao marcar gols épicos, por cobertura em Rogério Ceni. Neste ano, no entanto, caiu de produção e não foi o armador que a equipe precisava e a torcida esperava. Pode ser que no Cruzeiro, jogando como volante ou segundo meia reencontre seus melhores momentos. No Palmeiras, no momento, não mais vinha bem.

c) Fabiano , 24 anos, 1 metro e 88 de altura, arrasava e fazia gols  pela Chapecoense. Inclusive contra o Palmeiras, vitória dos catarinenses por 2 a 0, foi talvez o melhor em campo. Este jogo, vi ao vivo. E pelos melhores momentos em vídeo, pude notar que é um lateral um tanto quanto diferente: é goleador, guarda a direita para defender mas, às vezes, gosta de se aventurar pelo meio , ele, que, de origem fora zagueiro de área. Por sinal, marca muito bem.

d) E por fim, Fabrício, conhecido desde os tempos de lateral-esquerdo na Portuguesa, desejado por quase todos os clubes. No Inter, às vezes foi lateral, às vezes foi meia, ficou quase quatro anos por lá. E fez gols, fez boas jogadas. Só que também se revelou temperamental, brigando num jogo contra o Palmeiras (li que quis invadir o vestiário após o jogo) e arrancando a camisa do Inter por insatisfação com a torcida colorada que, sei lá, por que, o xingava. O Inter não quis mais e o emprestou ao Cruzeiro exatamente por essa cena.

Não sei se há outras cenas registradas de temperamento forte. Se for bom normalmente o seu comportamento, terá o Palmeiras feito um negócio: polivalente, sua técnica não é discutida.

Assim, não considerei mau o negócio para nenhuma das partes. Num Mercado da Bola inflacionado, tentar é preciso…


Duelo emocionante com o Palmeiras leva o Santos à decisão com o Audax
Comentários 7

Roberto Avallone

Foto: Djalma Vassao

Foto: Djalma Vassao

Com a Vila Belmiro lotada pelos santistas, o jogo deste domingo entre Santos e Palmeiras tomou inesperada dose de grande emoção.  Começando pelo fim, como todos já devem saber, o Santos venceu o duelo nos pênaltis, com o goleiro santista Vanderlei defendendo as cobranças de  Rafael Marques e Lucas Barrios com Fernando Prass chutando pra fora a última cobrança após ter defendido o chute de Lucas Lima. Assim, o Santos se classificou  para a final do Campeonato Paulista, pronto para decidir o título com o surpreendente Audax, em duas partidas;

Mas a emoção à qual me referi no começo do texto foi a do jogo em si. O incrível empate de 2 a 2. Incrível porque muito melhor no primeiro tempo, o  Santos dava a impressão de que iria triturar o Palmeiras, que não jogava bem e pouco atacava. Parecia resignado em se defender.

Pois o jogo foi indo, o Santos a atacar e alguns jogadores do Palmeiras- entre eles, Gabriel Jesus, Robinho e Matheus Sales- não rendiam, não arriscavam jogadas (menos no gol mais feito do mundo, perdido por Gabriel) e a impressão que se tinha era a de que o Santos ganharia com facilidade, até por goleada. Gabigol fez o primeiro gol, depois de driblar dois zagueiros, e ele mesmo, mais tarde, quase no fim do jogo, marcaria o segundo. Fatura liquidada?

Aí entra o imponderável no futebol. O Palmeiras já melhorara, é verdade, mas melhorou ainda mais com jogadores que têm bola para atuarem mais tempo do que esses poucos minutos (Lucas Barrios, Cleiton Xavier e Rafael  Marques) e o que parecia impossível aconteceu: empatou o jogo em dois minutos- aos 42 e 43 do segundo tempo-, dois gols de Rafael Marques, com participação de Barrios e Cleiton Xavier.

Grande reação!

Mas, nos pênaltis, a o contrário da final da Copa do Brasil do ano passado, quem se deu bem foi o Santos. E o herói foi o goleiro Vanderlei. Enfim, belos ingredientes para a decisão com o Audax, que aliás, no sábado, jogou muito bem contra o Corinthians e também levou a classificação nos  pênaltis, mas por 4 a 1.


Corinthians eliminado, Audax heroico!
Comentários 8

Roberto Avallone

Foto: Djalma Vassao

Foto: Djalma Vassao

Foi um golaço (!) de Bruno Paulo, o que deu a vitória ao Audax sobre o Corinthians, na Arena Itaquera, Surpresa no primeiro tempo. O que destoa no Audax é a atuação de seu goleiro, Sidão, que “à la Higuita” quer sair jogando aos drible, ao toquinhos, propiciando ao time de Tite as poucas chances de gol que teve. Por falar em Corinthians, como pode Marlone ficar fora da equipe? Deve entrar no segundo tempo? Só pode.

FACE COR ELIMINADO

Foto: Djalma Vassao

Ah, o segundo tempo de Corinthians e Audax foi um jogão. Um dos melhores do Campeonato. Com direito a outro golaço- desta vez-de Tchê Tchê de fora da área, de 2 gols de André- redimindo-se pelas chances perdidas- e de várias oportunidades de gol. Terminou 2 a 2. Agora, vamos para a decisão por pênaltis, ou nos pênaltis, como se diz popularmente. Sei lá o que vai dar, mas foi um futebol empolgante.

E na decisão por pênaltis, deu Audax. 4 a 1 sobre o Corinthians, depois de um tempo regulamentar onde tivemos 2 a 2 em jogo empolgante. A façanha ainda é mais significativa,foi no estádio do Corinthians,onde mais de 41mil torcedores clamavam por seu time. O Audax não se intimidou.


Calleri, o herói tricolor
Comentários 1

Roberto Avallone

Foto: AFP

Foto: AFP

O São Paulo deve a Calleri, argentino de 21 anos, a classificação consumada nesta quinta-feira, na terrível altitude de La Paz, dinte do The Strongs. Sem esse argentino de 21 anos, centroavante autêntico, de raro faro de gol, não sei o que seria do tricolor: Calleri fez até agora 8 gols na Libertadores-inclusive esse de ontem, de cabeça, com grande impulsão- tornando-se o  sexto artilheiro tricolor na História da Libertadores, ao lado de Terto, Grafite e o grandalhão Washington, superando-os, no entanto, na média de gols.

Que artilheiro!

Que não se espere de Calleri um centroavante que saia da área, que arme as jogadas para os companheiros, como se às vezes ele fosse um meia. Não, Ele é o chamado de nove”nove”, centroavante puro, com a vantagem de ser extremamente rápido e móvel, arrematando de esquerda, de direita, perfeito no cabeceio e- preste atenção, amigo-com finalizações geralmente altas, que encobrem os goleiros e, ao mesmo tempo, os surpreendem. Pela velocidade, às vezes, lembra o uruguaio Suárez, do Barça- embora, creio, ganhe de Suárez nos arremates imprevisíveis e perca do uruguaio na solidariedade e na armação de jogadas que Suarez faz tão bem com Messi e Neymar.

Estou falando de estilo de jogo, não é quem é melhor ou pior.

Como nada é prefeito, Calleri foi expulso. E o foi após o jogo. Pela tevê- a menos que algum detalhe tenha me escapado, não o vi agredir ninguém, vi, sim, sofrer tentativa de agressão, vários bolivianos estavam zangados com ele.

Mas, repito, pode algum detalhe ter me escapado. Pelo que vi, mais uma vez,  não foi expulsão justa.

Sejá lá com for, neste e por toda a Libertadores, o herói do São Paulo tem um nome: Calleri.


Palmeiras, agora é de novo o Santos. E na Vila
Comentários 15

Roberto Avallone

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Ao vencer o São Bernardo por 2 a 0 (gols deAlecsandro e Gabriel Jesus), o Palmeiras é o semifinalista que faltava. E agora enfrentará o Santos, com rivalidade acentuada pela final da Copa do Brasil, justamente na Vila Belmiro, onde os santistas costumam jogar muito, em uma única partida. No autêntico mata-mata, ou melhor, apenas o mata por ser um jogo só.

Por sua vez, o Palmeiras costuma crescer nos clássicos, talvez até por estilo de jogo (no contra- ataque com Gabriel Jesus e Dudu) , tanto que não perdeu nenhum deles neste Campeonato, ganhando do Corinthians (1 a 0), do São Paulo (2 a 0) e empatando com o Santos (0 a 0)-este, no Alianz Parque. São números que não entrarão em campo, pois até minha santa avó já sabia  que ” cada jogo é uma historia. Serve apenas como referência de um time que se dá bem contra os grandes e outro que é extremamente competente quando joga na velha e romântica Vila.

Jogaço!

Foto: Cesar Greco / Divulgação

Foto: Cesar Greco / Divulgação

Não foi um jogaço ,no entanto o desta segunda à noite, no Allianz, com muita marcação e correria, sem aquele fino toque de bola ou de capricho no último passe. De qualquer forma foi um alívio para os 30 mil pagantes quando Egidio cobrou falta da esquerda e Alecsandro desviou para  fundo das redes, 1 a 0. Aliás, Egidio, em minha opinião, foi o melhor jogador do Palmeiras.

Na segunda etapa, então, o Palmeiras  controlou mais o São Bernardo  e criou mais chances de gol, especialmente quando Gabriel Jesus e Dudu caíam pela esquerda. O meio campo também, com Gabriel no lugar de Arouca, ganhou mais força de marcação e mais facilidade na saída de jogo. Apostando na velocidade do ataque. O Palmeiras contou com o estreante Roger Guedes para apanhar a bola pela direita e rolar para Gabriel Jesus marcar o segundo gol. 2  a 0.

Foi o suficiente para já pensar no Santos e digerir aquele gostinho de revanche que ficou da final da Copa do Brasil do ano passado.


O São Paulo: fora do Campeonato com goleada. E especulações do Mercado da bola
Comentários 2

Roberto Avallone

Foto: Ale Cabral

Foto: Ale Cabral

1- Por mais que se elogie a postura do Audax Osasco, mais por seu toque de bola e o hábito de não dar chutão, precisaria ser muito pessimista o torcedor do São Paulo que pudesse prever esse vexame: não só a eliminação do Campeonato Paulista como também essa goleada de 4 a 1, justa goleada. E esta é a segunda vitória do Audax sobre um grande (a primeira foi contra o Palmeiras, 2 a 1), o que mostra que o placar não foi assim tão normal como querem alguns.

O Audax jogou um belo futebol, seu atacante Ytalo fez os dois primeiros gols, cabendo a Mike e Juninho os outros dois, enquanto para o São Paulo quem marcou quando o jogo estava só um a zero para a equipede Osasco? Ora, Calleri, é claro, Sempre ele. Ao final da partida- em que Lugano não esteve bem-, o técnico Edigardo Bauza creditou o fiasco ao cansaço dos jogadores? Será? tudo bem que o jogo contra o River Plate exigiu muito, mas foi na quarta-feira: daria, creio, para recuperar os jogadores- tanto que quase todos foram escalados, para a partida no domingo.

Por sua vez, já semifinalista, o Audax não sabe quem enfrenta: pode ser o Corinthians, se o Palmeiras vencer o São Bernardo no tempo regulamentar; será o Santos se o Palmeiras se classificar apenas nas cobranças de pênalti ou se perder para o São Bernardo. Neste caso, este seria o adversário do Corintihans.

Imagem: Reprodução

Imagem: Reprodução

 2- Nos bastidores, o Mercado da Bola está agitado. Mas, por estratégia, pouco se fala publicamente. No caso do Corinthians, por exemplo, além de Marquinhos Gabriel- que está acertado-, uma fonte corintiana me disse que está bem quente o interesse pelo meia Dátolo, do Atlético Mineiro, que, por sinal, entrou no segundo tempo do jogo desde domingo, diante do URT, pelo Campeonato Mineiro.

Pode ser, mas o Palmeiras- embora não tivesse feito nenhuma proposta, sondou também a situação do jogador, sabe qual é o seu salário, o valor de sua multa, coisa e tal. O problema do Palmeiras por nov os reforços é que, antes deles, a recomendação é de desfazer de alguns jogadores- não os principais- pelo excesso de atletas no elenco e também pelo alto custo que isso acarreta. Bem, pelo menos foi o que contaram

Por sua vez, dificilmente o São Paulo realizará o sonho de contar com Calleri, que deve mesmo, no segundo semestre, partir para a Europa, E o Santos,  que perdeu Marquinhos Gabriel para o Corinthians, sonha com jogadores de fora e, principalmente, em como segurar Lucas Lima e Gabigol. O que não missão fácil.


Corinthians, goleada e vantagem. Santos, o menino Vitor Bueno
Comentários 3

Roberto Avallone

Foto: Djalma Vassao

Foto: Djalma Vassao

1-  E Além da goleada e do futebol irrepreensível, o Corinthians terá uma vantagem considerável: a de disputar em casa, no estádio em que se dá tão bem, a final do Campeonato Paulista se a ela chegar. Para isso, já semifinalista, basta superar- também em  casa- o adversário da próxima partida. Vantagem que não é pequena.

Quanto ao jogo este sábado contra o Red Bull Brasil, foi o jogo de um time só, o Corinthians, envolveu o adversário, marcando a saindo de bola e jogando com velocidade, em triangulações, em uma de suas melhores partidas no ano- “Estamos crescendo no momento certo”, disse Elias, um dos melhores da equipe, ao lado de Fagner, lateral-direito que está jogando muito e que o técnico Tite já disse merecer uma boa olhada da Seleção Brasileira.

Como consequência do futebol exibido, o prêmio à torcida com belos gols: tirando o marcado por André, normal, o segundo, os outros aconteceram através de lances elogiáveis: primeiro gol, no voleio de Giovanni Augusto; o terceiro, em bom domínio de bola, seguido de arremate certeiro de Alan Mineiro; e o quarto, em minha opinião o mais bonito, pois nasceu de uma trama iniciada por Elias e concluída com perfeição por Lucca, que bateu com o lado interno do pé direito.

Que vitória!

Foto: Fernando Dantas

Foto: Fernando Dantas

2-  E está nascendo um novo Menino da Vila, mais um que o Santos produz em curto espaço de tempo, como se brotassem de magia e da ousadia de lançar jovens jogadores: trata-se de Vitor Bueno, 21 nos, 1 metro e 83 de altura, habilidoso e autor dos dois gols (o Santos venceu por 2 a 0), diante do São Bento, time que teve bom desempenho na fase de classificação.

Graças a Vitor Bueno, o Santos já é semifinalista do Campeonato Paulista, título que belisca- ou chega perto- quase sempre nos últimos anos. Quanto ao jogo, os santistas tiveram um bom primeiro tempo, jogando com velocidade e, mesmo sem ter Lucas Lima em grande noite (esteve muito marcado), dominou o São Bento e fez o jogo parecer fácil.

Na etapa final, o Santos tirou o pé do acelerador, dosou mais as energias e o São Bento cresceu um pouco, quase fez o seu gol, quando Anderson Cavalo (que entrar no lugar de Edno), driblou o goleiro  Vanderlei, mas chutou na rede pelo lado de fora, com a bola inda batendo na trave. O Santos não permitiu mais do que isso.

Foi o suficiente para avançar e jogar- na Vila- a semifinal.


Palmeiras, gols e amargura em uma só noite
Comentários 11

Roberto Avallone

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

O Palmeiras bateu o fraco River uruguaio por 4  a 0 (dois gols de Allione, um de Egidio e o outro de pênalti de Alecsandro) e saiu sob aplausos dos 30 mil torcedores que estavam no estádio. Foi uma festa?

Não, foi apenas o reconhecimento a um futebol que está crescendo sob a direção de Cuca. No fundo, a amargura foi maior do que a  alegria da goleada, pois fora decretada a eliminação na Libertadores ainda na fase de grupos, antes do mata-mata: em Montevidéu, os reservas do Nacional foram derrotados pelo Rosario Central, por 2 a 0. O Nacional perdeu o primeiro lugar para o Rosario; o Palmeiras foi eliminado na primeira fase, o que não acontecia desde 1979.

Logo, não havia motivos para  festa.

Motivos que, diga-se, foram dados pelo próprio Palmeiras também- e principalmente-, pela pífia campanha observada antes da chegada de Cuca, como a derrota em casa para o Nacional (que não é nenhum grande time), que atuou boa parte do tempo com dez jogadores: e também no empate contra esse fraco River agora goleado, 2 a 2, quando o Palmeiras estava por duas vezes na frente e não soube aproveitar a superioridade, mesmo fora de casa.

Assim, o Palmeiras pagou pelos seus próprios erros.  O que fez depender de outro time na rodada final. Que, senhor de seus atos, já classificado pode jogar com seus principais jogadores ou poupá-los, como acabou fazendo.

Consolos? Sim, alguns: a goleada, as boas atuações de Allione e Egidio, a volta de Cleiton Xavier, a sensação de que o futebol está crescendo, as arestas aparadas com o patrocinador (também é importante), enfim esperanças que podem abafar a amargura.

Mas é preciso reconhecer que, apesar da quantidade enorme de jogadores no elenco, ainda faltam umas duas peças, nomes de peso, jogadores diferenciados para ajudar os que aí já estão na tentativa de disputar títulos importantes. Em minha opinião, um grande armador (mesmo com a volta de Cleiton Xavier) e um  grande zagueiro.

Com eles, quem sabe a amargura seja trocada pela festa, pela alegria.


Calleri, El Matador. E Palmeiras, uma situação delicada
Comentários 9

Roberto Avallone

Foto: Djalma Vassao

Foto: Djalma Vassao

1- Que artilheiro! Calleri deu a vitória ao São Paulo (2 a 1) sobre o River Plate em noite de Morumbi lotado e, de quebra, tornou-se o artilheiro da competição, com sete gols, e deixou o tricolor bem mais próximo da classificação, pois para passar à próxima fase basta empatar com o Strongest, ainda que na altitude de La Paz.

Sei que o São Paulo não foi apenas Calleri: jogou com muita raça, seus jogadores dividiam todas as bolas, atuou com o espírito da Libertadores. Mas foi ele quem definiu tudo, marcando o primeiro gol em chute à queima-roupa e o segundo, de cabeça.É o tipico´ goleador, “nove – nove”- como se diz na gíria do futebol talvez para distinguir um centroavante que joga em função do gol como Calleri de outros,ditos modernos, que saem muito mais de perto da área, preocupam-se m jogadas bonitas e quetais.

Calleri não pensa em dar chapéu, nem toques de calcanhar. Só pensa no gol, sempre valente e com muita mobilidade. E como tem bom poder de finalização, acaba estufando as redes.

Graças a ele, o São Paulo está quase chegando lá.

Foto: Diego Padgurschi/Folhapress

Foto: Diego Padgurschi/Folhapress

2- Só falta o Palmeiras, em situação mais delicada do que se pensa, conseguir sua vaga. Além do São Paulo, que briga por um empate, dois clubes brasileiros já estão matematicamente classificados- o Corinthians, em função da surpreendente vitória do fraquíssimo Cobresal contra o Cerro Porteño, e o Grêmio com seu triunfo na altitude de Quito (3 a 2) contra a LDU.  Ah, e o Atlético Mineiro também chegou, pois basta vencer o Melgar-pois que esta não assusta a ninguém.

Resta, então Palmeiras. Como se sabe precisa vencer bem o River Plate-3 a 1, por exemplo- e torcer por uma derrota do Rosario diante no Nacional. Jogo em Montevidéu. Vendo assim, nada de anormal precisaria acontecer- “pode ser que o barco vire, pode ser que não”.

O diabo é que as últimas notícias do Nacional são péssimas para o Palmeiras: colho na imprensa uruguaia- no El Pais- por exemplo, que o time uruguaio poderá surgir em campo com 8 (repito, 8!) desfalques, quatro por problemas clínicos e quatro para se precaverem contra os cartões amarelos  que podem tirá-los da próxima fase. E  assim, é duro: se já não era nada fácil um vitória do Nacional contra o Rosario jogando com o time completo, ainda mais atuando com equipe quase toda reserva..

De qualquer maneira, eu e os amigos já vimos grandes surpresas no futebol, pois não. Esta (uma vitória do Nacional seria uma delas), mais se parece com um Milagre de San Gennaro. Em todo o caso.. Por aqui, repito creio que o Palmeiras fará a sua parte.