Blog do Avallone

Palmeiras, nova decepção. E novos caminhos?
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Após o jogo, com derrota para a Chapecoense por 2 a 0 (gols de Felipe Bruno e Túlio de Melo), eram fortes os rumores na Arena do Palmeiras sobre providências que poderiam ser tomadas; entre elas, o futuro de Cuca como técnico do Palmeiras. Depois, no entanto, a reunião de diretores não foi confirmada e Cuca disse, em entrevista coletiva que ''fica até o fim''.

Apesar das eliminações, das decepções e do espanto sobre as razões de um elenco que custou tão caro não  ser capaz de formar um bom time, creio que é melhor Cuca ficar.Acho ate´que se ele não tivesse saído no fim do ano passado, quando foi o técnico campeão brasileiro com o Palmeiras, o trabalho teria continuado e as coisas não chegariam ao ponto que chegaram em 2017, sem que ele mesmo Cuca, evitasse as eliminações da Copa do Brasil e da Libertadores e essa insatisfatória campanha no Campeonato Brasileiro- apesar do quarto lugar.

Mudar agora, acredito, seria começar tudo de novo. E não sei se é esse o caso.

Peguemos, por exemplo, a decepção contra a Chapecoense.O time tinha dois laterais que não avançavam (Jean e Michel Bastos), um zagueiro pela direita deslocado para a esquerda (Luan),dois jogadores sem ritmo de jogo (o ótimo Moisés e Willian). E pior:uma falta de confiança contagiante e que irritou parte da torcida presente.

Enquanto isso, jogando fechado e com ''arroz com feijão bem temperado'', a Chapecoense vencia o seu cansaço da viagem para a Espanha e para o Japão, fazendo direitinho a lição fora de casa: um gol, depois de bola parada no primeiro tempo; e outro gol, aos 49 minutos do segundo tempo. 2 a 0.

Simples assim.

No caso do Palmeiras,o estudo precisa ser mais profundo.Trata-se da necessidade de saber quem fica e  quem sai em 2018, uma fria avaliação de todo o elenco quanto à qualidade e às condições físicas (como estão os veteranos do elenco?), pois ficar apenas lamentando a ''má fase'' não vai resolver os problemas.

Tem sido uma decepção, eu sei. Mas é preciso é preciso astúcia (e serenidade) para que o amanhã possa ser melhor.


Corinthians, a queda do último invicto
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Roberto Avallone

O jeito foi inesperado; mais de 42 mil fiéis na Arena de Itaquera, uma invencibilidade de 34 partidas, a liderança folgada no Campeonato Brasileiro, o Vitória lutando contra a zona da degola. O cenário era perfeito para mais um triunfo do Corinthians…

Ah, mas é futebol. E o Vitória bem organizado na defesa e até eficiente nos contra-ataques,pode ter perdido de longe na posse de bola, mas , o que é mais importante,ganhou o jogo c om um gol de Tréllez  logo aos 11 minutos; e ainda teve um gol mal anulado(Kanu, de cabeça), pois, no replay,a câmera da tevê mostrou claramente que Rodriguinho dava condições legais para o jogador do Vitória.

E lá se foi a invencibilidade corintiana que, neste ano da graça de 20'17, perdeu apenas três partidas- esta, para o Vitória, e, ainda pelo Campeonato Paulista, para o Santo André, em Itaquera, e para a Ferroviária, em Araraquara. A liderança continua folgada e o Corinthians tem um jogo a mais para fazer, este contra a Chapecoense, em Chapecó,partida adiada.

O Corinthians jogou bem? Não, não jogou. Esteve muito tempo com a bola nos pés, mas sempre com muita dificuldade para criar chances claras de gol.Na opinião do técnico Carille, a lição que ficou foi a de que o time-entendi que contra adversários que jogam recuados- falhou a ''não usar mais os lados, as pontas''. Tem razão, mas o Corinthians já usou esse expediente em outras ocasiões,não com pontas, mas com os laterais, Fagner e Arana. Lembro-me de que Arana foi o responsável maior pela vitória contra o Palmeiras, no estádio do rival, pois sofreu um pênalti(de Bruno Henrique) e fez o segundo gol como se fosse um ponta-esquerda.

No caso do Vitória-e aqui entra o mérito do técnico Mancini- o contra-ataque surgia pelas pontas da equipe baiana e o meio da defesa, mais precisamente da intermediária para trás, sempre esteve solidamente coberto.Houve uma boa parcela e eficiência de Mancini no triunfo quer derrubou o último invicto do Campeonato Brasileiro.

Em termos de campanha, creio que essa derrota não significa algo de muito relevante para o Corinthians. Aparentemente, não. Continua sendo o grande favorito para sder o campeão brasileiro do ano. Mas como futebol é futebol- e não se brinca com as surpresas que ele pode apresentar, é recomendável, antes de cravar algo,a lembrança de que temods um turno inteiro pela frente.

E digo isto por mera cautela. Nada mais.


Técnico estrangeiro no nosso futebol. Será uma boa?
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Roberto Avallone

Reinaldo Rueda, ex- Nacional de Medellin, estreou como técnico do Flamengo.Foi empate de 0 a 0 com o Botafogo, é verdade, mas aconteceu fora de casa, o que valoriza o resultado um pouco mais. Quanto ao futebol, não se viu muito- o que não pode ser atribuído ao técnico campeão da Libertadores no ano passado. Ah, no Nacional Rueda fez ótimo trabalho.

Respondendo à própria pergunta do título, se ter gringo dirigindo equipe brasileira, confesso que atualmente estou em dúvida. Que eu me lembre, as mais recentes experiências não foram empolgantes: Edigardo Bauza e Osório, no São Paulo;; Gareca, no Palmeiras;Paulo Bento, no Cruzeiro; Aguirre, no Inter, etc, etc.

Posso ter me esquecido de alguém que tenha dado certo, pode ser.Mas algo mudou entre os treinadores de fora e o mundo de nosso futebol,quem sabe a linguagem,o jeito de motivar, de ver o futebol, sei lá. Mas algo mudou.

Em outros tempos, vários gringos fizeram sucesso dirigindo equipes brasileiras. No Flamengo, por exemplo, um paraguaio, Fleitas Solich liderou o time tricampeão carioca(1953, 54 e 55),em época de alta dos Campeonatos Estaduais; o argentino Filpo Nuñes montou um fantástico Palmeiras campeão do Rio- São Paulo de 1965, enquanto outro argentino, Alfredo Gonzalez foi vice-campeão da Libertadores em 1968, cabendo ao uruguaio Ventura Cambón a glória de dirigir a equipe palmeirense em sua maior conquista- a Copa Rio de 1951.

Daria um livro as passagens e as conquistas de técnicos estrangeiros como os húngaros Bela Gutman, em 1957 no São Paulo, e Dori Krushner nos anos 30 no Flamengo-assim como as boas temporadas de José Poy pelo tricolor paulista, clube que, antes, defendera como goleiro.

Há outros, mas os já citados, servem como exemplo. Davam certo. Quem sabe voltem ao sucesso, entre nós, agora?

Pode ser.


Palmeiras, o amargo adeus à Libertadores. E agora?
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Roberto Avallone

Foto: Reuters

E veio a apreensão: a decisão por pênaltis. Para encurtar a história, péssimo resultado para o Palmeiras, pois acabou em 5 a 4 para o Barcelona, com duas cobranças desperdiçadas pelos palmeirenses- Bruno Henrique e Egídio- e uma pela equipe do Equador, com direito a defesa de Jaílson.

Era o adeus do Palmeiras à Libertadores. Aliás, mais um adeus em 2017, pois já havia perdido o Campeonato Paulista (os amigos estão lembrados dos 3 a 0 da Ponte Preta em Campinas?), da Copa do Brasil (após dois empates com o Cruzeiro) e praticamente sem chance no Brasileirão, onde está 15 pontos atrás do Corinthians e ocupa, no momento, a quarta colocação.

Na verdade, até agora, o Palmeiras oscilou sempre e foram raros, raríssimos, os momentos em que chegou a animar sua torcida. Empolgar? Ah, não me lembro. Talvez no segundo tempo contra o Cruzeiro, no Allianz, quando saiu de uma derrota de 3 a 0 para o empate de 3 a 3, quase obtendo a virada. Ou na virada contra o Peñarol (3 a 2) em Montevidéu.

Muito pouco. Quase nada.

E o que aconteceu com esse elenco que chegou a ser muito badalado? Talvez o equívoco em algumas contratações (Borja, uma delas. Mas todos queriam Borja), a falta de bons reforços nas laterais, a falta de sorte em algumas situações (a grave lesão de Moisés contra o Linense, por exemplo), a queda de rendimento de jogadores que foram bem no ano passado (Tchê- Tchê é um deles), o fato de Cuca ter sido obrigado interromper seu trabalho e voltado só no começo do Campeonato Brasileiro.

Podem ser muitas causas. O então, simplesmente, ter acontecido um excesso de valorização em torno do elenco, provavelmente tendo como emblema o título de campeão brasileiro de 2016 e o respaldo do alto investimento feito no futebol.

Após a eliminação, o presidente do Palmeiras, Mauricio Gagliotte disse que não haverá mudanças no futebol. Cuca e Alexandre Mattos estão, assim, firmes em seu cargo. Acredito. Mas que serão fortes as críticas-nem tanto a Cuca-, creio que até internas no Palmeiras, provavelmente serão. Resta juntar os cacos, encontrar forças , detectar os problemas e vislumbrar um futuro melhor.

Boa sorte!


O fenômeno Corinthians. E decepções: Palmeiras, Fla, Galo…
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Roberto Avallone

1- Já não é só um time certinho, tipo '' feijão com arroz bem temperado''. Não. O líder e invicto Corinthians, 47 pontos em um só turno (14 vitórias,5 empates), 19 rodadas sem conhecer uma única derrota,ah, isso já passa a ser recorde e um verdadeiro fenômeno: não me lembro de outra campanha igual, tão gloriosa.

E o que mais impressiona é que esse triunfo coletivo fez aflorar também individualidades indiscutíveis, jogadores com nível de Seleção. Por exemplo, os laterais, Fagner e Arana- este, além de bom marcador, tem garra tipicamente corintiana, além do chute forte, de canhota: e vou com exemplos, passando pelo goleiro Cássio, que voltou à forma antiga, que dele fez herói da Libertadores e do Mundial /2012; passo também pelo meia Rodriguinho, que está a fazer gols maravilhosos-às vezes precedidos de dribles de craque-como caminho pela atual forma de Jô,artilheiro do Campeonato, que vive o seu auge.

E sem falar dos eficientes Balbuena, Gabriel, Pablo (machucado), Jadson (machucado) ou do jovem Maykon-este, um guerreiro que, às vezes, arrisca certeiros chutes de canhota.Ah, claro, exaltando ainda mais o talento de Carille, um técnico que atingiu diretamente o ponto máximo como técnico-efetivo e que deveria sonhar quando , ha pouco, era interino.

Assim, não é necessária muita explicação para a vitória de sábado à noite diante do Sport, 3 a 1, diante de 41 mil fiéis.

Corinthians, um fenômeno! E o super-favorito a campeão brasileiro deste ano, pois , no momento, apenas o Grêmio está firme em sua perseguição ao líder,mesmo assim 8 pontos atrás.

2- No desfile das decepções da rodada- e alguns deles no ano-iria começar pelo Palmeiras.derrotado em casa pelo Atlético Paranaense, 1 a 0,gol de cabeça de Thiago Heleno jogando com o time reserva,sendo que alguns desses reservas por seus nomes seriam titulares em outros clubes (Borja, Michel Bastos, Zé Roberto, Tchê- Tchê, Fernando Prass)- mas inicio pelo Flamengo,de elenco tão badalado.

Pois este Flamengo, vencido pelo Vitória (2 a 0) na Ilha do Urubu, tem novidade: Zé Ricardo já é mais técnico do Fla,pois não resistiu à sequência de maus resultados, às vaias da torcida e à inexpressiva colocação no Campeonato(quinto lugar), além de já ter sido eliminado da Libertadores.

Maus resultados do Flamengo, creio, em primeiro lugar por seus erros defensivos: a seguir também as falta de entrosamento de jogadores que estiveram fora do Brasil, como Diego, Éverton Ribeiro, Geuvânio, todos podendo render muito mais. De resto, fica por conta do futebol, do tal encaixe que demora acontecer e que, às vezes, jamais aparece.

Quanto ao Palmeiras, que já foi eliminado pela Ponte Preta no Campeonato Paulista (perdeu de 3 a 0 em Campinas), tinha elenco tão decantado que diziam, alguns, que seria capaz de vencer todos os Campeonatos que disputasse. Pode ser até que avance de fase na Libertadores, derrotando o Barcelona, mas, por enquanto, já perdeu o Paulista, foi eliminado da Copa do Brasil  e está como coadjuvante no Brasileiro, em quarto lugar. Muitos de seus jogadores não rendem regularmente-e alguns nem esporadicamente- o que deles se esperavam,Pode ser que saída de Cuca no fim do ano passado tenha sido um motivo para o ritmo quebrado e que técnico (bom técnico) precise de tempo para adequar a nova realidade da equipe.Pode ser.

E em relação ao Atlético Mineiro- derrotado neste domingo pelo Grêmio,2 a 0-tinha no começo do Campeonato, a fama de possuir o mais badalado elenco do Brasil. No mínimo, um dos três mais badalados, ao lado de Palmeiras e Flamengo. E agora,colecionando derrotas,fica na modesta posição de participante do Campeonato Brasileiro, lutando para ser coadjuvante, mas com resultados que não insinuam forte reação.


Neymar, Corinthians, Deyverson, São Paulo…
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

1- Agora é oficial: lá se foi Neymar do Barcelona, a caminho do Paris Saint Germain, levando nos pés de craque o sabor- ou o peso- da maior transação de todos os tempos, Na bela Paris terá a companhia, sim, de outros brasileiros (por exemplo, Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva), mas a ele fará companha, principalmente, a chance de ser o protagonista, de usar a camisa 10, de decolar, enfim, em breve tempo ao posto de melhor jogador do mundo.

Acredito no caminho vitorioso de Neymar, creio que é capaz de driblar o imponderável. Mas, fora de campo, a gente fica no ''acho'' e só no gramado ele poderá provar que a lógica não será derrotada. E que a fortuna gasta por seu futebol será só um mero detalhe- e que detalhe!-do espetáculo que está para começar.

2- A campanha do Corinthians neste Campeonato Brasileiro já foi reverenciada de quase todas as maneiras: extraordinária, incomum, fantástica… Justamente reverenciada, pois com 44 pontos em 18 rodadas tem pontuação capaz de fazer alguns de seus torcedores c om a indagação de que '' seremos campeões invictos?''

Não  creio que isso aconteça, são muitos os jogos pela frente, mas exibindo esse futebol simples e eficiente- que na quarta-feira venceu o Atlético Mineiro, 2 a 0, no Mineirão- já não ouso palpitar e nem duvidar de mais nada.Pode ser que não, mas pode ser que sim. Sei lá.

3- Não dá, ainda, para que se tenha uma noção mais exata do que pode ser Deyverson: tem bom toque de bola, dribla com eficiência, tem noção perfeita do espaço?Seria pedir demais que em três jogos ele já provasse tudo isso.

O que já pode dizer, no entanto, é que se trata de um atacante de verdade: guerreiro, destemido, com boa presença de área,sempre com a canhotinha pronta para disparar contra o gol.Aliás, ele já fez dois gols, um contra o Avaí e o da vitória contra o Botafogo- este, na noite de quarta-feira.

Bela surpresa, bela promessa.

4- Diante de mais de 53 mil pessoas no Morumbi- grande público!- o São Paulo foi derrotado pelo Coritiba, 2 a 1 (estava perdendo por 2 a 0), voltando à zona da degola que tinha deixado para trás na espetacular virada sobre o Botafogo (4 a 3), no sábado passado. O tricolor não jogou bem, Hernanes e Cueva não repetiram as boas atuações do último fim de semana e o goleiro Wilson, do Coxa, foi um ''paredão''.

O jeito agora é recomeçar.


Corinthians e Flamengo, o clássico incomum
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

Foi um clássico incomum, com dois tempos diferentes. Na etapa inicial, o Corinthians pareceu melhor, teve gol de Jô mal anulado, teve gol de Jô que valeu(após bela jogada de Balbuena), teve justa vitória corintiana. Mas, no segundo tempo, as coisas mudaram; o Fla foi à frente, tocou bem a bola, teve bola em trave corintiana, ameaçou sufocar o Corinthians e encontrou o gol de empate (Réver), 1 a 1.

O detalhe do gol de empate emblemático; na etapa final, o  Flamengo  lançou muitas bolas altas na área corintiana- e nem só através de escanteios ou faltas. Em uma dessas bolas, Cássio fez milagre ao defender cabeçada de Juan; em outra,Pedro Henrique chutou contra seu próprio travessão: mas não teve jeito na hora do gol, no voleio de Réver após cabeçada do outro zagueiro, Juan.

A ação justifica o detalhe, pois a ação dos zagueiros do Flamengo foi uma constante no segundo tempo. Houve quem esperasse pelo fim da longa invencibilidade corintiana, mas, na minha opinião, pelo primeiro tempo que pertenceu ao Corinthians (inclusive pelo gol anulado de Jô) e pelo segundo tempo que foi quase todo do Flamengo, o empate fez com que o Corinthians mantivesse a folgada liderança e a longa invencibilidade e  que o Flamengo mostrasse garra e toque de bola,belo toque em especial quando  a bola caía nos pés de Diego.

Já se sabe que os maiores problemas do Flamengo estão em sua defesa- não pela partida com o Corinthians- mas neste clássico o líder invicto mostrou que tem dificuldades quando precisa atacar- e não apenas contra-atacar. Quem sabe isso aconteça em função da ausência de Jadson. Pode ser.


Hernanes, na épica virada tricolor! Palmeiras, o gol de Deyverson
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Roberto Avallone

Foto: Rubens Chiri / saopaulofc..net

1- Não foi só ele, é verdade, mas Hernanes teve papel muito especial em sua (re) estreia pelo São Paulo, na sensacional  virada do tricolor sobre o Botafogo, no Rio, por 4 a 3! Convém lembrar que o Botafogo vencia por 3 a 1 até  os 39 minutos do segundo tempo. Era improvável a virada  ou algo que evitasse a derrota do São Paulo, que estava na zona do rebaixamento.

Era improvável, mas não impossível: guiado por Hernanes, o São Paulo não desistiu da luta e nem do ataque. Marcou o segundo gol com outro estreante, Marcos Guilherme, de cabeça; e aos 42 minutos desse segundo tempo, Cuevas cruzou, Hernanes chutou de direita, reblte, novo arremate de Hernanes, desta vez de canhota e…Gol! 3 a 3, que ainda se transformaria em 4 a 3, com mais um gol de Marcos Guilherme.

Vitória!

Foi um bom jogo, emocionante em muitos momentos.O São Paulo saiu na frente (Cueva), o Botafogo virou(2 gols de Marcos Vinicius), o tricolor teve a chance de empatar- Cueva cobrou o pênalti que Gatito Fernandes defendeu, no canto esquerdo), o Bota fez 3 a 1 (Guilherme) e depois surgiu a sequência de gols citados acima que levaram o São Paulo à grande vitória.

O que fez então, de tão decisivo, Hernanes? Um pouco de tudo: além do terceiro gol tricolor, ele tentou dribles, chutes, passes. Não acertou tudo, estava sem jogar desde o dia 21 de junho, mas organizou a equipe, vibrou como se fosse um principiante, teve a sabedoria de um veterano, comemorou o gol que fez com acrobática cambalhota.

Foi o nome do jogo, o herói do São Paulo, que neste momento já não está mais na zona da degola

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

2- Em meio à desilusão pela eliminação da Copa do Brasil e também pela repercussão do caso Felipe Melo(que pode se transferir para outro clube, se quiser), o Palmeiras até que jogou bem e venceu o Avaí por 2 a 0, na noite deste sábado. Na minha opinião, o melhor do time foi Dudu- autor do primeiro gol, aliás de bela feitura), mas importante mesmo para a sua trajetória no clube acabou sendo o gol de Deyverson, o segundo do Palmeiras e o primeiro do atacante em seu novo clube.

Foi, digamos, um gol de muito oportunismo, depois de jogada bem trabalhada por quase todo o ataque, pelo lado direito: bola passada de pé em pé, até chegar em Deyverson, que girou e, de pé esquerdo, mandou a bola para as redes. Importante esse gol para ele, pois lhe dá respaldo e confiança para seguir em frente, sem o peso do jejum de gols que persegue Borja, este a mais  cara contratação da história do Palmeiras.

Não sei se o futuro continuará sendo risonho para Deyverson ou se Borja, de surpresa,atuará como nos tempos de Nacional de Medellin. Ninguém sabe.Mas o fato é que a bola está com Deyverson…


Corinthians, a vitória do líder e invicto. E mais: Palmeiras, Santos…
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Roberto Avallone

1- Há vitórias e vitórias. Essa do Corinthians sobre o Fluminense, 1 a0 (gol de Balbuena, de cabeça) tem um significado todo especial, pois foi conquistada no Maracanã, deixa o Corinthians ainda mais líder, 9 pontos à frente do Grêmio (este joga hoje contra o Grêmio, no Morumbi) e permanece invicto neste Campeonato Brasileiro- o que é uma façanha incomum.

No jogo contra o Flu, o primeiro tempo foi morno, com maior posse de bola do Flu- 56 por cento contra 44-, mas no segundo tempo, logo no início, de cabeça , Balbuena colocou o Corinthians à frente no marcador. E aí para entrar na mais do que sólida defesa corintiana? Só  com bolas altas na área, onde despontavam os zagueiros do Corinthians com intervenções seguras.

E, nos contra-ataques, era a equipe de Carille que se exibia como a mais perigosa, deixando os meninos do Flu(o time estava recheado de garotos vindos da base) sem saber direito o que fazer. A  propósito, o gol anulado de Richarlyson, nos últimos momentos, foi muito bem anulado, pois ele estava em posição de impedimento, quando cabeceou para o gol.

É bom lembrar que o Corinthians conseguiu a vitória e o distanciamento maior(pelo menos até o jogo desta segunda-feira) do Grêmio, jogando sem dois jogadores importantíssimos: o meia Jadson e o zagueiro Pablo.

2- Palmeiras e Santos também fizeram bonito: com muitos desfalques, o Palmeiras venceu o Sport, no Recife, por 2 a 0. Gols de Bruno Henrique- o melhor em campo, com um gol e um passe maravilhoso para o segundo gol- e Keno. Neste jogo, Deyverson fez sua estreia, marcando presença com muita luta, muita determinação, embora o estilo da partida não lhe desse tempo de mostrar como anda na parte técnica. Parece ter alto astral.

Já o Santos,  atuando no Pacaembu para mais de 35 mil(!) torcedores, também desfalcado, bateu por 3 a 0 o Bahia, estando em terceiro lugar no Campeonato. O destaque maior, como é óbvio, fica para o artilheiro do Jogo, Bruno Henrique, autor dos 3 gols. Mas convém ressaltar também as jogadas de Lucas Lima e as defesas do goleiro Wanderlei- este, sem dúvida, um jogador que já está fazendo por merecer a Seleção Brasileira.

 


O líder tropeça de novo. Emoção em Fla e Palmeiras. O tricolor vence!
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Roberto Avallone

Foto: Agência Corinthians

1- O Corinthians mandou duas bolas na trave, no segundo tempo; o Avaí também teve a dele, com Joel, e gol perdido por Simião. São coisas da partida, que teve os corintianos com posse de bola de 63 por cento durante a primeira etapa.

E daí? E daí que líder- e invicto- Corinthians tropeçou outra vez, levando só um ponto desse confronto com o Avaí e permitiu que o Grêmio, o vice- líder, diminuísse para seis pontos a distância que os separa dos corintianos , pois bateu o Vitória, em Salvador, 3 a 1. Não é uma distância pequena, mas é bem menor do que já foi, considerando que ainda teremos quatro rodadas no primeiro turno e um segundo turno (19 rodadas) todo a disputar,

Para o Corinthians, além de não vencer, deve lamentar duas perdas logo no começo do jogo-a do zagueiro Pablo e do meio- campista Jadson- ambas por lesão. Pablo vem formando respeitável dupla com Balbuena, mas Jadson, creio, é ainda mais importante, por sua visão de jogo e arremates certeiros.

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

2- Flamengo e Palmeiras fizeram um jogo surpreendente na Ilha do Urubu. Dono da casa e de estilo ofensivo, o Fla começou melhor, fez o primeiro gol (Pará), o Palmeiras estava encolhido, mas de repente) acertou dois contra-ataques mortais. Dois gols. O primeiro, marcado por Willian, após belo passe de Zé Roberto; o segundo, através de Roger Guedes, depois de lançamento perfeito de Mina.

E parecia que o primeiro tempo terminaria assim, já eram 42 minutos, quando em seguida, Luan vacilou em uma disputa de bola com Guerrero (falha feia), com o centroavante chutando a bola nas redes, 2 a 2,

E este seria o placar final da partida, embora tivesse sido movimentado o segundo tempo, com chances para as duas equipes, em especial o lance do pênalti: cometido por Michel Bastos, batido por Diego, chute rasteiro, no canto esquerdo de Jaílson. E Jaílson defendeu!

Se na questão de pontuação o resultado não foi lá essas coisas para Flamengo (quarto colocado) e Palmeiras (por enquanto, é o quinto, antes dos jogos de hoje), pelo menos o jogo prendeu a atenção do torcedor e os clubes ganham força para as próximas rodadas.

Foto: Por Paulo Pinto / saopaulofc.net

3- Com um gol de Lucas Pratto, o São Paulo venceu o Vasco por 1 a 0 e acabou com o trauma de não vencer- o tricolor já estava há 9 partidas sem ganhar. Com a vitória, creio o São Paulo terá novo ânimo e já se mostra a ponto de sair da zona do rebaixamento- ainda está na zona da degola, ocupando a décima- sétima colocação do Campeonato Brasileiro, agora com 15 pontos.

E nesta quarta-feira, além do triunfo, o São Paulo teve uma outra boa notícia: foi anunciada a volta de Hernanes, '' O Profeta'', que vem do futebol chinês por empréstimo de um ano. Não sei como está atualmente na parte técnica, na parte atlética; no entanto, como tem por hábito se cuidar muito e já demonstrou tecnicamente no próprio São Paulo o seu talento, acredito que será muito útil.