Blog do Avallone

Palmeiras, a virada que derrubou o último invicto

Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Desta vez, o Palmeiras foi protagonista de uma virada que empolgou a sua torcida: saiu de uma derrota no primeiro tempo para o até então invicto São Paulo (1 a 0, gol conferido a Marcos Guilherme. mas que pareceu gol contra de Edu Dracena) para uma vitória de 3 a 1, no final, mantendo a escrita do Choque- Rei no Allianz Parque- 7 jogos, 7 vitórias dos palmeirenses.

O São Paulo já não é mais invicto e o Palmeiras insinua sair da fase turbulenta, pois sei lá o que aconteceria com o técnico Roger Machado e direção do futebol se houvesse uma derrota dentro de casa. Poderia ser tudo contornado. Mas creio que aconteceriam mudanças sérias nos próximos dias.

É bom que se diga que, por estar vivendo melhor momento, o São Paulo se mostrou mais organizado e perigoso no primeiro tempo, embora fosse equilibrada a partida, com muita correria, marcação, coisa e tal, mas quase sem trabalho para os goleiros Sidão e Jaílson. Bem, quando teve trabalho, na dividida com Marcos Guilherme, no momento do gol, Jaílson saiu mal, não atacou a bola e nem salvou a falha incrível de Edu Dracena.

No segundo tempo, no entanto, jogando com raça e alma, o Palmeiras foi demolidor: fez três gols em 14 minutos- dois de Willian e outro, de cabeça, de Dudu- e poderia ter feito até mais, suportando, inclusive, a perda de Keno e Diogo Barbosa (lesionados) e de Moisés (que fez grandes lançamentos e ótimos passes!), sendo que não vi divulgada a causa da saída de Moisés, se por lesão ou exaustão.

Detalhe importante: o segundo gol do Palmeiras, marcado por Willian, até gerou polêmica. Não no campo, pois não houve reclamação que tenha sido vista e porque o árbitro estava perto da jogada em que Hyoran foi para a dividida com Militão. E aí, de quem foi o toque? Willian estava avançado, é verdade, mas não vi nenhuma imagem que mostrasse que a bola a ele alçada. veio de Hyoran ou Militão que a estavam disputando.

Por essa razão, o árbitro fica com o crédito da visão mais clara naquele momento e da interpretação. Não vou cravar o que não vi com clareza.