Blog do Avallone

Prass livrou o Palmeiras da derrota

Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Depois de um começo animador, quando fez 1 a 0 no Bahia (gol de Willian), e de seu segundo gol  (Bruno Henrique), o Palmeiras cedeu espaço , levou um gol no finzinho do primeiro tempo e só não levou a virada porque Fernando Prass fez pelo menos cinco grandes defesas. O jogo acabou empatado, 2 a 2 (Róger  Guedes fez pênalti em Mendoza) mas se houvesse um vencedor teria de ser o Bahia, que foi melhor do que o Palmeiras no segundo tempo, tendo, no total, 10 chances de gol contra apenas quatro da equipe dirigida por Cuca. Os gols do Bahia foram marcados por Edigar Junio.

Lamento dizer, mas o futebol do Palmeiras foi pífio, inconsistente, pior do que o próprio resultado. Em relação ao ano passado, o time está irreconhecível, desorganizado, incapaz de conter os contra-ataques dos adversários; sugere até que talvez seja necessária uma reformulação e também uma certa dose de paciência: não é possível que o grande Moisés de 2016 jogue apenas isso que mostrou nesta noite de quinta-feira- que tal esperar por ele para o ano que vem, com tempo suficiente, creio, de estar bem fisicamente ou em condições totais, já que vem de recuperação de grave lesão nos ligamentos; também acho difícil Dudu jogar essa bolinha, de perder gol feito quando quis concluir de calcanhar, pois já mostrou suas qualidades em outros tempos. Também não acredito que o Palmeiras deva ficar tão exposto aos contra-ataques. Falta de Mina? Falta de laterais adequados? Pode ser, em termos, mas um elenco tão badalado no começo do ano teria de contar com ausências eventuais, também; ou então, já que investiu tanto. ir ao Mercado em busca das peças certas.

Enfim, se o Bahia teve mais posse de bola, mais escanteios cobrados e, principalmente, mais chances de gol  (10 a 4, repito), não é hora de repensar o Palmeiras,cujo prêmio máximo neste ano é conseguir uma vaguinha na Libertadores?

Acredito que seja o momento certo de repensar o Palmeiras, sim. E não descartar também a utilização de  alguns jovens vindos da base.

É o mínimo, não?