Blog do Avallone

Arquivo : julho 2017

Corinthians e Flamengo, o clássico incomum
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

Foi um clássico incomum, com dois tempos diferentes. Na etapa inicial, o Corinthians pareceu melhor, teve gol de Jô mal anulado, teve gol de Jô que valeu(após bela jogada de Balbuena), teve justa vitória corintiana. Mas, no segundo tempo, as coisas mudaram; o Fla foi à frente, tocou bem a bola, teve bola em trave corintiana, ameaçou sufocar o Corinthians e encontrou o gol de empate (Réver), 1 a 1.

O detalhe do gol de empate emblemático; na etapa final, o  Flamengo  lançou muitas bolas altas na área corintiana- e nem só através de escanteios ou faltas. Em uma dessas bolas, Cássio fez milagre ao defender cabeçada de Juan; em outra,Pedro Henrique chutou contra seu próprio travessão: mas não teve jeito na hora do gol, no voleio de Réver após cabeçada do outro zagueiro, Juan.

A ação justifica o detalhe, pois a ação dos zagueiros do Flamengo foi uma constante no segundo tempo. Houve quem esperasse pelo fim da longa invencibilidade corintiana, mas, na minha opinião, pelo primeiro tempo que pertenceu ao Corinthians (inclusive pelo gol anulado de Jô) e pelo segundo tempo que foi quase todo do Flamengo, o empate fez com que o Corinthians mantivesse a folgada liderança e a longa invencibilidade e  que o Flamengo mostrasse garra e toque de bola,belo toque em especial quando  a bola caía nos pés de Diego.

Já se sabe que os maiores problemas do Flamengo estão em sua defesa- não pela partida com o Corinthians- mas neste clássico o líder invicto mostrou que tem dificuldades quando precisa atacar- e não apenas contra-atacar. Quem sabe isso aconteça em função da ausência de Jadson. Pode ser.


Hernanes, na épica virada tricolor! Palmeiras, o gol de Deyverson
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Roberto Avallone

Foto: Rubens Chiri / saopaulofc..net

1- Não foi só ele, é verdade, mas Hernanes teve papel muito especial em sua (re) estreia pelo São Paulo, na sensacional  virada do tricolor sobre o Botafogo, no Rio, por 4 a 3! Convém lembrar que o Botafogo vencia por 3 a 1 até  os 39 minutos do segundo tempo. Era improvável a virada  ou algo que evitasse a derrota do São Paulo, que estava na zona do rebaixamento.

Era improvável, mas não impossível: guiado por Hernanes, o São Paulo não desistiu da luta e nem do ataque. Marcou o segundo gol com outro estreante, Marcos Guilherme, de cabeça; e aos 42 minutos desse segundo tempo, Cuevas cruzou, Hernanes chutou de direita, reblte, novo arremate de Hernanes, desta vez de canhota e…Gol! 3 a 3, que ainda se transformaria em 4 a 3, com mais um gol de Marcos Guilherme.

Vitória!

Foi um bom jogo, emocionante em muitos momentos.O São Paulo saiu na frente (Cueva), o Botafogo virou(2 gols de Marcos Vinicius), o tricolor teve a chance de empatar- Cueva cobrou o pênalti que Gatito Fernandes defendeu, no canto esquerdo), o Bota fez 3 a 1 (Guilherme) e depois surgiu a sequência de gols citados acima que levaram o São Paulo à grande vitória.

O que fez então, de tão decisivo, Hernanes? Um pouco de tudo: além do terceiro gol tricolor, ele tentou dribles, chutes, passes. Não acertou tudo, estava sem jogar desde o dia 21 de junho, mas organizou a equipe, vibrou como se fosse um principiante, teve a sabedoria de um veterano, comemorou o gol que fez com acrobática cambalhota.

Foi o nome do jogo, o herói do São Paulo, que neste momento já não está mais na zona da degola

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

2- Em meio à desilusão pela eliminação da Copa do Brasil e também pela repercussão do caso Felipe Melo(que pode se transferir para outro clube, se quiser), o Palmeiras até que jogou bem e venceu o Avaí por 2 a 0, na noite deste sábado. Na minha opinião, o melhor do time foi Dudu- autor do primeiro gol, aliás de bela feitura), mas importante mesmo para a sua trajetória no clube acabou sendo o gol de Deyverson, o segundo do Palmeiras e o primeiro do atacante em seu novo clube.

Foi, digamos, um gol de muito oportunismo, depois de jogada bem trabalhada por quase todo o ataque, pelo lado direito: bola passada de pé em pé, até chegar em Deyverson, que girou e, de pé esquerdo, mandou a bola para as redes. Importante esse gol para ele, pois lhe dá respaldo e confiança para seguir em frente, sem o peso do jejum de gols que persegue Borja, este a mais  cara contratação da história do Palmeiras.

Não sei se o futuro continuará sendo risonho para Deyverson ou se Borja, de surpresa,atuará como nos tempos de Nacional de Medellin. Ninguém sabe.Mas o fato é que a bola está com Deyverson…


Corinthians, a vitória do líder e invicto. E mais: Palmeiras, Santos…
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Roberto Avallone

1- Há vitórias e vitórias. Essa do Corinthians sobre o Fluminense, 1 a0 (gol de Balbuena, de cabeça) tem um significado todo especial, pois foi conquistada no Maracanã, deixa o Corinthians ainda mais líder, 9 pontos à frente do Grêmio (este joga hoje contra o Grêmio, no Morumbi) e permanece invicto neste Campeonato Brasileiro- o que é uma façanha incomum.

No jogo contra o Flu, o primeiro tempo foi morno, com maior posse de bola do Flu- 56 por cento contra 44-, mas no segundo tempo, logo no início, de cabeça , Balbuena colocou o Corinthians à frente no marcador. E aí para entrar na mais do que sólida defesa corintiana? Só  com bolas altas na área, onde despontavam os zagueiros do Corinthians com intervenções seguras.

E, nos contra-ataques, era a equipe de Carille que se exibia como a mais perigosa, deixando os meninos do Flu(o time estava recheado de garotos vindos da base) sem saber direito o que fazer. A  propósito, o gol anulado de Richarlyson, nos últimos momentos, foi muito bem anulado, pois ele estava em posição de impedimento, quando cabeceou para o gol.

É bom lembrar que o Corinthians conseguiu a vitória e o distanciamento maior(pelo menos até o jogo desta segunda-feira) do Grêmio, jogando sem dois jogadores importantíssimos: o meia Jadson e o zagueiro Pablo.

2- Palmeiras e Santos também fizeram bonito: com muitos desfalques, o Palmeiras venceu o Sport, no Recife, por 2 a 0. Gols de Bruno Henrique- o melhor em campo, com um gol e um passe maravilhoso para o segundo gol- e Keno. Neste jogo, Deyverson fez sua estreia, marcando presença com muita luta, muita determinação, embora o estilo da partida não lhe desse tempo de mostrar como anda na parte técnica. Parece ter alto astral.

Já o Santos,  atuando no Pacaembu para mais de 35 mil(!) torcedores, também desfalcado, bateu por 3 a 0 o Bahia, estando em terceiro lugar no Campeonato. O destaque maior, como é óbvio, fica para o artilheiro do Jogo, Bruno Henrique, autor dos 3 gols. Mas convém ressaltar também as jogadas de Lucas Lima e as defesas do goleiro Wanderlei- este, sem dúvida, um jogador que já está fazendo por merecer a Seleção Brasileira.

 


O líder tropeça de novo. Emoção em Fla e Palmeiras. O tricolor vence!
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Roberto Avallone

Foto: Agência Corinthians

1- O Corinthians mandou duas bolas na trave, no segundo tempo; o Avaí também teve a dele, com Joel, e gol perdido por Simião. São coisas da partida, que teve os corintianos com posse de bola de 63 por cento durante a primeira etapa.

E daí? E daí que líder- e invicto- Corinthians tropeçou outra vez, levando só um ponto desse confronto com o Avaí e permitiu que o Grêmio, o vice- líder, diminuísse para seis pontos a distância que os separa dos corintianos , pois bateu o Vitória, em Salvador, 3 a 1. Não é uma distância pequena, mas é bem menor do que já foi, considerando que ainda teremos quatro rodadas no primeiro turno e um segundo turno (19 rodadas) todo a disputar,

Para o Corinthians, além de não vencer, deve lamentar duas perdas logo no começo do jogo-a do zagueiro Pablo e do meio- campista Jadson- ambas por lesão. Pablo vem formando respeitável dupla com Balbuena, mas Jadson, creio, é ainda mais importante, por sua visão de jogo e arremates certeiros.

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

2- Flamengo e Palmeiras fizeram um jogo surpreendente na Ilha do Urubu. Dono da casa e de estilo ofensivo, o Fla começou melhor, fez o primeiro gol (Pará), o Palmeiras estava encolhido, mas de repente) acertou dois contra-ataques mortais. Dois gols. O primeiro, marcado por Willian, após belo passe de Zé Roberto; o segundo, através de Roger Guedes, depois de lançamento perfeito de Mina.

E parecia que o primeiro tempo terminaria assim, já eram 42 minutos, quando em seguida, Luan vacilou em uma disputa de bola com Guerrero (falha feia), com o centroavante chutando a bola nas redes, 2 a 2,

E este seria o placar final da partida, embora tivesse sido movimentado o segundo tempo, com chances para as duas equipes, em especial o lance do pênalti: cometido por Michel Bastos, batido por Diego, chute rasteiro, no canto esquerdo de Jaílson. E Jaílson defendeu!

Se na questão de pontuação o resultado não foi lá essas coisas para Flamengo (quarto colocado) e Palmeiras (por enquanto, é o quinto, antes dos jogos de hoje), pelo menos o jogo prendeu a atenção do torcedor e os clubes ganham força para as próximas rodadas.

Foto: Por Paulo Pinto / saopaulofc.net

3- Com um gol de Lucas Pratto, o São Paulo venceu o Vasco por 1 a 0 e acabou com o trauma de não vencer- o tricolor já estava há 9 partidas sem ganhar. Com a vitória, creio o São Paulo terá novo ânimo e já se mostra a ponto de sair da zona do rebaixamento- ainda está na zona da degola, ocupando a décima- sétima colocação do Campeonato Brasileiro, agora com 15 pontos.

E nesta quarta-feira, além do triunfo, o São Paulo teve uma outra boa notícia: foi anunciada a volta de Hernanes, ” O Profeta”, que vem do futebol chinês por empréstimo de um ano. Não sei como está atualmente na parte técnica, na parte atlética; no entanto, como tem por hábito se cuidar muito e já demonstrou tecnicamente no próprio São Paulo o seu talento, acredito que será muito útil.


Barrios deixa menor vantagem corintiana. E Palmeiras, São Paulo…
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

1- A vantagem do Corinthians em relação ao Grêmio ainda é muito grande. São 8 pontos. Mas poderia ser maior, caso a equipe corintiana não tivesse apenas empatado, em casa (2 a 2) com o Atlético Paranaense ou se o Grêmio deixasse de virar o jogo contra a Ponte Preta (estava perdendo de 1 a 0), por 3 a 1.

E o principal personagem da vitória gremista, nem tanto pela técnica, mais pelo oportunismo foi Lucas Barrios. Ele fez o gol de empate, com um chute seco, desviado, no canto esquerdo de Aranha: o mesmo Barrios, em meio à pressão de não poder desperdiçar a cobrança do pênalti cometido sobre Fernandinho, fez questão de pegar a bola, de assumir a responsabilidade. E chutou forte, no canto esquerdo de Aranha.

Era a virada gremista.

Virada depois consolidada, gol de Éverton, 3 a 1. Sem maiores sustos.

O Corinthians, em função de sua campanha, desponta como o favorito neste Campeonato Brasileiro. Mas nada está ainda decidido: faltam muitos jogos (24 rodadas) e qualquer previsão mais determinista pode ser precipitada.

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

2- Mesmo sem empolgar seu torcedor com um futebol exuberante, sendo, porém, eficiente, o Palmeiras venceu o Vitória por 4 a 2 e evitou a crise que já estava se iniciando com as três derrotas consecutivas sofridas (e a principal delas contra o Corinthians, em casa).

Descontados os lances polêmicos- não vi pênalti em Mina, que Róger Guedes converteu em gol; mas vi pênalti em Willian, no segundo tempo-o Palmeiras soube virar um jogo em que perdia por 1 a 0 para 4 a 1 a favor, sendo que quase no fim do jogo a equipe baiana marcou seu segundo gol. 4 a 2.

A vitória valeu pelos três pontos, é claro (no momento, antes do jogo Botafogo e Sport, o Palmeiras é o quinto colocado), mas valeu mais para amenizar o humor pela campanha irregular. E mais de 36 mil palmeirenses estiveram no estádio.

Na minha opinião, os destaques do Palmeiras foram, pela ordem, Dudu (autor de dois gols) e Guerra (que, até sair por cansaço, fez boas jogadas).

Foto: Tarla Wolski/ Folhapress

3- Delicada é a situação do São Paulo, que neste domingo perdeu para a Chapecoense, 2 a 0: está na zona do rebaixamento, é o décimo-oitavo colocado, e seu futebol não parece nada propício a uma reação brilhante.

A defesa tricolor falha muito e Cueva- que já viveu no São Paulo um período de glórias- parece ter esquecido o jeito de driblar os zagueiros, de fazer lançamentos primorosos. Quanto ao conjunto, ou falta de entrosamento, é possível que seja pela excessiva entrada e saída de jogadores que aconteceu neste ano,

É provável.

De qualquer maneira, embora ainda faltem 24 rodadas, é preciso cuidado,

Afinal, o São Paulo não vence há 9 jogos.


O incrível Corinthians vence o Dérbi. Santos, que vitória!
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Roberto Avallone

Foto: Eduardo Knapp/Folhapress

1- Em sua fantástica campanha nestes 13 jogos pelo Campeonato Brasileiro, o Corinthians deu de ombros para a vontade do Palmeiras e seu estádio lotado: venceu por 2 a 0- gols de Jadson(pênalti) e Guilherme Arana, já está com 35 pontos e impressiona com suas 11 vitórias e 2 empates.Incrível!

O forte do Corinthians é a sua armação tática, com sólido sistema defensivo e triangulações certeiras, letais nas vezes (às vezes poucas) em que vai ao ataque. Assim foi diante do Palmeiras e das mais de 39 mil pessoas que lotavam o Allianz Parque: o Corinthians chutou umas três vezes ao gol, mas fez 2 a 0 e nem ligou para as dezenas de “chuveirinhos” que o quase nada inspirado time palmeirense alçou para a área.

Sem sustos.

O primeiro gol nasceu de um pênalti cometido por Bruno Henrique em Arana, convertido por Jadson; o segundo- que liquidou o jogo- teve grande lançamento de Romero para Arana que, entrou na área e chutou cruzado, no canto esquerdo de Fernando Prass.

Simples assim.

O Corinthians vive como nunca o momento mágico do técnico Carille e seus jogadores são explorados ao máximo em seu potencial; por sua vez, o Palmeiras amarga a crise técnica de alguns de seus principais jogadores- Dudu, Fernando Prass, Tchê- Tchê, Borja, por exemplo- além das limitações de outros- Egídio, Bruno Henrique, Willian- assim como a má noite de Guerra e Róger Guedes.

É uma diferença brutal para um Dérbi de tanta rivalidade e já centenário.

Foto: Bruno Cantini/CAM)

2- Vencer o Atlético Mineiro lá no Horto é difícil. Jogar com o Galo sem Lucas Lima e Copete, ainda mais. Pois o Santos superou todos esses obstáculos, encarou um jogo daqueles- dois pênaltis perdidos, um por Kayque e o outro por Fred- e ganhou três pontos importantíssimos com o gol de Daniel Guedes (em perfeita cobrança de falta), aos 48 minutos do segundo tempo.

Brilhante!

Com isso, o Santos se mantém entre os primeiros do Campeonato e o Galo não consegue deslanchar, mesmo possuindo time de respeito e elenco badalado

Foto: Andre Yanckous


O Dérbi da emoção. De lavar a alma?
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Roberto Avallone

Imagem: Internet

Na centenária história do Dérbi, já  existiram todos os tipos de situações para o clássico Palmeiras e Corinthians, Corinthians e Palmeiras. Como a vida segue e as situações mudam, o Dérbi desta quarta-feira tem seus próprios ingredientes. E muito especiais.

Para o Corinthians da incrível campanha até agora- invicto, 10 vitórias e 2 empates- talvez valha mais para acumular mais pontos na liderança e também pela rivalidade. Afinal, vive um grande momento, autoconfiança  é o que não falta, além de contar com Carille, seu técnico, um inquestionável (por enquanto) comandante de uma defesa sólida e de eficiente padrão de jogo.

Para o Palmeiras, no entanto, a partida não vale apenas pelos pontos. Sem jogar como fazia no ano passado, quando foi campeão brasileiro, e irregular em suas atuações, o clássico significa o resgate da auto-estima e uma espécie de cessar-fogo nas críticas que vem recebendo de boa parte de seus torcedores: depois: depois de derrotas e de futebol distante do renome de seus jogadores, vários deles são apontados como culpados dos maus resultados; alguns jogadores causam mais discussão como, por exemplo o centroavante Borja e os laterais de plantão.

Assim, os dois rivais se encontram em posições opostas. O Corinthians, causando euforia em sua torcida, dono da liderança absoluta; o Palmeiras, quinto colocado, até  agora a decepcionar aos que o apontavam- no início do ano- favorito em todas as competições que disputasse.

Clássico é clássico, já se sabe. E o estádio do Palmeiras deve estar lotado (até segunda-feira tinham sido vendidos 36 mil ingressos), o que pode animar a equipe dirigida por Cuca. A equipe de Carille, no entanto, tem tudo para jogar livre, leve e solta, sem a pressão de precisar vencer- como sofre o rival.

Nunca se sabe como será o clássico. Mas pode ser Dérbi de lavar a alma, de um lado ou do outro.


A queda do Palmeiras. E a bela vitória do Santos
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

1- Já entrando na onda da Libertadores, é duro entendeu o que houve com o Palmeiras: fez um primeiro tempo bem razoável para, na etapa final, dar campo ao Barcelona ser melhor em campo, atacar e marcar seu gol aos 46 minutos do segundo tempo, com chute desviado de Alvez. 1 a 0.

Foi, sim, um tropeço. Imerecido pelo primeiro tempo, mas justo pelo segundo tempo, quando, recuado, talvez cansado, deixou que o Barcelona passasse de equipe frágil na etapa inicial a time assustador nos últimos 20 minutos. Meu Deus!

Quanto às razões, há várias, Tentemos resumi-las. Claro que Guerra faz falta (que seu filho esteja bem, que é o principal), pois não há no elenco quem saiba distribuir melhor o jogo do que ele; Borja continua apagado, incapaz de fazer uma bela jogada e nem chute a gol (função de centroavante) deu; Tchê- Tchê não é lateral- direito e Juninho só é lateral até o meio-campo,pois não é de atacar ou de centrar.

Há outras razões, talvez não tão fundamentais quanto as citadas, que o técnico Cuca deve desvendar e fazer o que precisa. Será que o Palmeiras montou tão bem o seu elenco para este ano como parecia? Começo a desconfiar que não.

Foto: Conmebol

2- Ainda pela Libertadores, o Santos foi valente, vigoroso, às vezes brilhante? Diante do Atlético Paranaense, em Curitiba, transformou a derrota de 1 a 0 (Nikão)  em brilhante vitória de 3 a 2 (gols de Kayke, Bruno Henrique, Kayke e Ederson), sendo guiado por um Maestro de nome Lucas Lima. Mais popularmente, o “motorzinho” da equipe.

Além disso, o Santos dominou o Furacão no segundo tempo, depois de, na primeira etapa, o Atlético Paranaense ter mais posse de bola, insinuando que na base do toque iria envolver o time santista. Que nada! Não está perdido time que tem Lucas Lima na armação e este notável Bruno Henrique na missão de driblar. Ah, como Bruno Henrique dribla…


A disparada do Corinthians, a angústia do São Paulo
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

1- Impressionantes os números do Corinthians, que neste domingo venceu o Botafogo, 1 a 0, gol de seu artilheiro Jô. Com o triunfo, o Corinthians chega aos 29 pontos em 11 jogos- com nove vitórias e dois empates-, perto de 90 por cento de aproveitamento. Magnífico.

E , reconheçamos, seu futebol nem é brilhante, luxuoso. Mas é de uma eficiência incontestável, com defesa mais do que sólida- Fagner, Balbuena, Pablo e Arana-, dois meias que sabem das coisas- Jadson e Rodriguinho- e um centroavante , Jô, que parece viver a melhor fase de sua carreira, goleador e lúcido.

Ah, não está fácil tirar o embalo e invencibilidade do Corinthians. Contra o Botafogo- que veio bem defensivo- travou um lento primeiro tempo,sem grandes emoções. Na etapa final, no entanto, ainda mais que o Bota recuou ainda mais, o Corinthians tocou a bola, encurralou o adversário, aproveitou-se da entrada de Marquinhos Gabriel no lugar do volante Gabriel e esteve sempre perto do gol. Chegou a perder um pênalti (cobrado por Jô), aliás um pênalti inexistente porque a falta cometida sobre Arana foi fora da área. E continuou dominando,persistindo , pois, desse jeito, a vitória chegaria.

Demorou, mas chegou. Após linda jogada do jovem Pedrinho, a bola foi para a área e, depois de um bate- rebate, Jô aproveitou, cm a sua atual eficiência e estufou as redes. Gol! Vitória! Mais uma do líder Corinthians, que agora já está 7 pontos à frente do vice , o Grêmio, que tem 22 pontos.

É muita coisa. Mesmo que estejamos apenas com 11 rodadas e que ainda faltem 27 para serem disputadas.As coisas podem mudar- ou não- mas que, hoje, o Corinthians é o grande favorito deste Campeonato, quem há de duvidar?

Repito, as coisas podem mudar,há times que estão se ajustando (Flamengo, Palmeiras, o próprio Grêmio quando joga completo), mas o grande desafio do momento é este: quem vai parar o Corinthians?

Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

2- Por sua vez, o momento do São Paulo é o oposto do arquirrival Corinthians: ao ser derrotado pelo Flamengo, 2 a 0, o tricolor entrou na zona do rebaixamento, com 11 pontos ganhos. Reflexo da campanha, pois perder para o Flamengo e suas individualidades- os gols foram marcados por Guerrero e Diego- não chega a ser algo anormal. O problema é que o tropeço fez parte da pífia campanha.

Rogério Ceni é  o culpado? Ainda não estou convencido disso, pois ele me parece bem disposto ao trabalho, a montar um time ofensivo, tem larga experiência, coisa e tal.

À distância me parece que esse entra-e- sai de jogadores, mais a venda de um Luiz Araújo, coisas do gênero podem dificultar o entrosamento e prejudicar o que parece uma tendência  do futebol atual: o entrosamento, o encaixe, o conjunto,  o futebol coletivo.

Pode ser isso, posso estar errado.Pois, no papel, o tricolor tem um punhado de bons jogadores. Não era para estar na zona da degola.


Palmeiras: vitória, Borja e Diego Souza
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

O Palmeiras venceu o Grêmio (1 a 0, gol contra de Machado) com justiça, jogou melhor quase o tempo inteiro e teve jogadores com interessantes atuações- o estreante Bruno Henrique, Luan, Maike e Keno, por exemplo. Embora disputada a partida por equipes alternativas- a do Palmeiras e a do Grêmio, o jogo foi bem movimentado. O Palmeiras ainda que com a sua quarta vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro, vê que ainda se dividem as opiniões dos torcedores palmeirenses quanto a missão do centroavante da equipe: enquanto alguns elogiam  Borja e seu atual espírito de luta, outros consideram péssima a sua atuação diante do Grêmio, em especial o gol perdido, de cabeça, cara a cara com o goleiro gremista.

Borja, vai ou não dar certo?

Por outro lado, embora declare o seu pessimismo quanto à contratação de Diego Souza-que, pelo andar da carruagem, provavelmente ficará mesmo no  Sport- o técnico Cuca ainda abre a possibilidade de mudar o seu estado de espírito, com notícia mais otimista. E Cuca não deixa de defender Borja, dizendo que “ele apanha por por ter custado 35 milhões; se tivesse custado 5, ninguém iria falar nada!”

Na minha opinião, Borja ainda pode ter futuro no Palmeiras, jogando melhor e marcando os gols esperados. Mas é preciso ter paciência e um esquema de jogo que lhe propicie as assistências necessárias para estufar as redes. Só que como precaução, a contratação de Diego Souza viria em boa hora, ah, não tenho dúvida de que seria.

 


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