Blog do Avallone

Arquivo : julho 2017

O líder tropeça de novo. Emoção em Fla e Palmeiras. O tricolor vence!
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Roberto Avallone

Foto: Agência Corinthians

1- O Corinthians mandou duas bolas na trave, no segundo tempo; o Avaí também teve a dele, com Joel, e gol perdido por Simião. São coisas da partida, que teve os corintianos com posse de bola de 63 por cento durante a primeira etapa.

E daí? E daí que líder- e invicto- Corinthians tropeçou outra vez, levando só um ponto desse confronto com o Avaí e permitiu que o Grêmio, o vice- líder, diminuísse para seis pontos a distância que os separa dos corintianos , pois bateu o Vitória, em Salvador, 3 a 1. Não é uma distância pequena, mas é bem menor do que já foi, considerando que ainda teremos quatro rodadas no primeiro turno e um segundo turno (19 rodadas) todo a disputar,

Para o Corinthians, além de não vencer, deve lamentar duas perdas logo no começo do jogo-a do zagueiro Pablo e do meio- campista Jadson- ambas por lesão. Pablo vem formando respeitável dupla com Balbuena, mas Jadson, creio, é ainda mais importante, por sua visão de jogo e arremates certeiros.

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

2- Flamengo e Palmeiras fizeram um jogo surpreendente na Ilha do Urubu. Dono da casa e de estilo ofensivo, o Fla começou melhor, fez o primeiro gol (Pará), o Palmeiras estava encolhido, mas de repente) acertou dois contra-ataques mortais. Dois gols. O primeiro, marcado por Willian, após belo passe de Zé Roberto; o segundo, através de Roger Guedes, depois de lançamento perfeito de Mina.

E parecia que o primeiro tempo terminaria assim, já eram 42 minutos, quando em seguida, Luan vacilou em uma disputa de bola com Guerrero (falha feia), com o centroavante chutando a bola nas redes, 2 a 2,

E este seria o placar final da partida, embora tivesse sido movimentado o segundo tempo, com chances para as duas equipes, em especial o lance do pênalti: cometido por Michel Bastos, batido por Diego, chute rasteiro, no canto esquerdo de Jaílson. E Jaílson defendeu!

Se na questão de pontuação o resultado não foi lá essas coisas para Flamengo (quarto colocado) e Palmeiras (por enquanto, é o quinto, antes dos jogos de hoje), pelo menos o jogo prendeu a atenção do torcedor e os clubes ganham força para as próximas rodadas.

Foto: Por Paulo Pinto / saopaulofc.net

3- Com um gol de Lucas Pratto, o São Paulo venceu o Vasco por 1 a 0 e acabou com o trauma de não vencer- o tricolor já estava há 9 partidas sem ganhar. Com a vitória, creio o São Paulo terá novo ânimo e já se mostra a ponto de sair da zona do rebaixamento- ainda está na zona da degola, ocupando a décima- sétima colocação do Campeonato Brasileiro, agora com 15 pontos.

E nesta quarta-feira, além do triunfo, o São Paulo teve uma outra boa notícia: foi anunciada a volta de Hernanes, ” O Profeta”, que vem do futebol chinês por empréstimo de um ano. Não sei como está atualmente na parte técnica, na parte atlética; no entanto, como tem por hábito se cuidar muito e já demonstrou tecnicamente no próprio São Paulo o seu talento, acredito que será muito útil.


Barrios deixa menor vantagem corintiana. E Palmeiras, São Paulo…
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

1- A vantagem do Corinthians em relação ao Grêmio ainda é muito grande. São 8 pontos. Mas poderia ser maior, caso a equipe corintiana não tivesse apenas empatado, em casa (2 a 2) com o Atlético Paranaense ou se o Grêmio deixasse de virar o jogo contra a Ponte Preta (estava perdendo de 1 a 0), por 3 a 1.

E o principal personagem da vitória gremista, nem tanto pela técnica, mais pelo oportunismo foi Lucas Barrios. Ele fez o gol de empate, com um chute seco, desviado, no canto esquerdo de Aranha: o mesmo Barrios, em meio à pressão de não poder desperdiçar a cobrança do pênalti cometido sobre Fernandinho, fez questão de pegar a bola, de assumir a responsabilidade. E chutou forte, no canto esquerdo de Aranha.

Era a virada gremista.

Virada depois consolidada, gol de Éverton, 3 a 1. Sem maiores sustos.

O Corinthians, em função de sua campanha, desponta como o favorito neste Campeonato Brasileiro. Mas nada está ainda decidido: faltam muitos jogos (24 rodadas) e qualquer previsão mais determinista pode ser precipitada.

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

2- Mesmo sem empolgar seu torcedor com um futebol exuberante, sendo, porém, eficiente, o Palmeiras venceu o Vitória por 4 a 2 e evitou a crise que já estava se iniciando com as três derrotas consecutivas sofridas (e a principal delas contra o Corinthians, em casa).

Descontados os lances polêmicos- não vi pênalti em Mina, que Róger Guedes converteu em gol; mas vi pênalti em Willian, no segundo tempo-o Palmeiras soube virar um jogo em que perdia por 1 a 0 para 4 a 1 a favor, sendo que quase no fim do jogo a equipe baiana marcou seu segundo gol. 4 a 2.

A vitória valeu pelos três pontos, é claro (no momento, antes do jogo Botafogo e Sport, o Palmeiras é o quinto colocado), mas valeu mais para amenizar o humor pela campanha irregular. E mais de 36 mil palmeirenses estiveram no estádio.

Na minha opinião, os destaques do Palmeiras foram, pela ordem, Dudu (autor de dois gols) e Guerra (que, até sair por cansaço, fez boas jogadas).

Foto: Tarla Wolski/ Folhapress

3- Delicada é a situação do São Paulo, que neste domingo perdeu para a Chapecoense, 2 a 0: está na zona do rebaixamento, é o décimo-oitavo colocado, e seu futebol não parece nada propício a uma reação brilhante.

A defesa tricolor falha muito e Cueva- que já viveu no São Paulo um período de glórias- parece ter esquecido o jeito de driblar os zagueiros, de fazer lançamentos primorosos. Quanto ao conjunto, ou falta de entrosamento, é possível que seja pela excessiva entrada e saída de jogadores que aconteceu neste ano,

É provável.

De qualquer maneira, embora ainda faltem 24 rodadas, é preciso cuidado,

Afinal, o São Paulo não vence há 9 jogos.


O incrível Corinthians vence o Dérbi. Santos, que vitória!
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Roberto Avallone

Foto: Eduardo Knapp/Folhapress

1- Em sua fantástica campanha nestes 13 jogos pelo Campeonato Brasileiro, o Corinthians deu de ombros para a vontade do Palmeiras e seu estádio lotado: venceu por 2 a 0- gols de Jadson(pênalti) e Guilherme Arana, já está com 35 pontos e impressiona com suas 11 vitórias e 2 empates.Incrível!

O forte do Corinthians é a sua armação tática, com sólido sistema defensivo e triangulações certeiras, letais nas vezes (às vezes poucas) em que vai ao ataque. Assim foi diante do Palmeiras e das mais de 39 mil pessoas que lotavam o Allianz Parque: o Corinthians chutou umas três vezes ao gol, mas fez 2 a 0 e nem ligou para as dezenas de “chuveirinhos” que o quase nada inspirado time palmeirense alçou para a área.

Sem sustos.

O primeiro gol nasceu de um pênalti cometido por Bruno Henrique em Arana, convertido por Jadson; o segundo- que liquidou o jogo- teve grande lançamento de Romero para Arana que, entrou na área e chutou cruzado, no canto esquerdo de Fernando Prass.

Simples assim.

O Corinthians vive como nunca o momento mágico do técnico Carille e seus jogadores são explorados ao máximo em seu potencial; por sua vez, o Palmeiras amarga a crise técnica de alguns de seus principais jogadores- Dudu, Fernando Prass, Tchê- Tchê, Borja, por exemplo- além das limitações de outros- Egídio, Bruno Henrique, Willian- assim como a má noite de Guerra e Róger Guedes.

É uma diferença brutal para um Dérbi de tanta rivalidade e já centenário.

Foto: Bruno Cantini/CAM)

2- Vencer o Atlético Mineiro lá no Horto é difícil. Jogar com o Galo sem Lucas Lima e Copete, ainda mais. Pois o Santos superou todos esses obstáculos, encarou um jogo daqueles- dois pênaltis perdidos, um por Kayque e o outro por Fred- e ganhou três pontos importantíssimos com o gol de Daniel Guedes (em perfeita cobrança de falta), aos 48 minutos do segundo tempo.

Brilhante!

Com isso, o Santos se mantém entre os primeiros do Campeonato e o Galo não consegue deslanchar, mesmo possuindo time de respeito e elenco badalado

Foto: Andre Yanckous


O Dérbi da emoção. De lavar a alma?
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Roberto Avallone

Imagem: Internet

Na centenária história do Dérbi, já  existiram todos os tipos de situações para o clássico Palmeiras e Corinthians, Corinthians e Palmeiras. Como a vida segue e as situações mudam, o Dérbi desta quarta-feira tem seus próprios ingredientes. E muito especiais.

Para o Corinthians da incrível campanha até agora- invicto, 10 vitórias e 2 empates- talvez valha mais para acumular mais pontos na liderança e também pela rivalidade. Afinal, vive um grande momento, autoconfiança  é o que não falta, além de contar com Carille, seu técnico, um inquestionável (por enquanto) comandante de uma defesa sólida e de eficiente padrão de jogo.

Para o Palmeiras, no entanto, a partida não vale apenas pelos pontos. Sem jogar como fazia no ano passado, quando foi campeão brasileiro, e irregular em suas atuações, o clássico significa o resgate da auto-estima e uma espécie de cessar-fogo nas críticas que vem recebendo de boa parte de seus torcedores: depois: depois de derrotas e de futebol distante do renome de seus jogadores, vários deles são apontados como culpados dos maus resultados; alguns jogadores causam mais discussão como, por exemplo o centroavante Borja e os laterais de plantão.

Assim, os dois rivais se encontram em posições opostas. O Corinthians, causando euforia em sua torcida, dono da liderança absoluta; o Palmeiras, quinto colocado, até  agora a decepcionar aos que o apontavam- no início do ano- favorito em todas as competições que disputasse.

Clássico é clássico, já se sabe. E o estádio do Palmeiras deve estar lotado (até segunda-feira tinham sido vendidos 36 mil ingressos), o que pode animar a equipe dirigida por Cuca. A equipe de Carille, no entanto, tem tudo para jogar livre, leve e solta, sem a pressão de precisar vencer- como sofre o rival.

Nunca se sabe como será o clássico. Mas pode ser Dérbi de lavar a alma, de um lado ou do outro.


A queda do Palmeiras. E a bela vitória do Santos
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

1- Já entrando na onda da Libertadores, é duro entendeu o que houve com o Palmeiras: fez um primeiro tempo bem razoável para, na etapa final, dar campo ao Barcelona ser melhor em campo, atacar e marcar seu gol aos 46 minutos do segundo tempo, com chute desviado de Alvez. 1 a 0.

Foi, sim, um tropeço. Imerecido pelo primeiro tempo, mas justo pelo segundo tempo, quando, recuado, talvez cansado, deixou que o Barcelona passasse de equipe frágil na etapa inicial a time assustador nos últimos 20 minutos. Meu Deus!

Quanto às razões, há várias, Tentemos resumi-las. Claro que Guerra faz falta (que seu filho esteja bem, que é o principal), pois não há no elenco quem saiba distribuir melhor o jogo do que ele; Borja continua apagado, incapaz de fazer uma bela jogada e nem chute a gol (função de centroavante) deu; Tchê- Tchê não é lateral- direito e Juninho só é lateral até o meio-campo,pois não é de atacar ou de centrar.

Há outras razões, talvez não tão fundamentais quanto as citadas, que o técnico Cuca deve desvendar e fazer o que precisa. Será que o Palmeiras montou tão bem o seu elenco para este ano como parecia? Começo a desconfiar que não.

Foto: Conmebol

2- Ainda pela Libertadores, o Santos foi valente, vigoroso, às vezes brilhante? Diante do Atlético Paranaense, em Curitiba, transformou a derrota de 1 a 0 (Nikão)  em brilhante vitória de 3 a 2 (gols de Kayke, Bruno Henrique, Kayke e Ederson), sendo guiado por um Maestro de nome Lucas Lima. Mais popularmente, o “motorzinho” da equipe.

Além disso, o Santos dominou o Furacão no segundo tempo, depois de, na primeira etapa, o Atlético Paranaense ter mais posse de bola, insinuando que na base do toque iria envolver o time santista. Que nada! Não está perdido time que tem Lucas Lima na armação e este notável Bruno Henrique na missão de driblar. Ah, como Bruno Henrique dribla…


A disparada do Corinthians, a angústia do São Paulo
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

1- Impressionantes os números do Corinthians, que neste domingo venceu o Botafogo, 1 a 0, gol de seu artilheiro Jô. Com o triunfo, o Corinthians chega aos 29 pontos em 11 jogos- com nove vitórias e dois empates-, perto de 90 por cento de aproveitamento. Magnífico.

E , reconheçamos, seu futebol nem é brilhante, luxuoso. Mas é de uma eficiência incontestável, com defesa mais do que sólida- Fagner, Balbuena, Pablo e Arana-, dois meias que sabem das coisas- Jadson e Rodriguinho- e um centroavante , Jô, que parece viver a melhor fase de sua carreira, goleador e lúcido.

Ah, não está fácil tirar o embalo e invencibilidade do Corinthians. Contra o Botafogo- que veio bem defensivo- travou um lento primeiro tempo,sem grandes emoções. Na etapa final, no entanto, ainda mais que o Bota recuou ainda mais, o Corinthians tocou a bola, encurralou o adversário, aproveitou-se da entrada de Marquinhos Gabriel no lugar do volante Gabriel e esteve sempre perto do gol. Chegou a perder um pênalti (cobrado por Jô), aliás um pênalti inexistente porque a falta cometida sobre Arana foi fora da área. E continuou dominando,persistindo , pois, desse jeito, a vitória chegaria.

Demorou, mas chegou. Após linda jogada do jovem Pedrinho, a bola foi para a área e, depois de um bate- rebate, Jô aproveitou, cm a sua atual eficiência e estufou as redes. Gol! Vitória! Mais uma do líder Corinthians, que agora já está 7 pontos à frente do vice , o Grêmio, que tem 22 pontos.

É muita coisa. Mesmo que estejamos apenas com 11 rodadas e que ainda faltem 27 para serem disputadas.As coisas podem mudar- ou não- mas que, hoje, o Corinthians é o grande favorito deste Campeonato, quem há de duvidar?

Repito, as coisas podem mudar,há times que estão se ajustando (Flamengo, Palmeiras, o próprio Grêmio quando joga completo), mas o grande desafio do momento é este: quem vai parar o Corinthians?

Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

2- Por sua vez, o momento do São Paulo é o oposto do arquirrival Corinthians: ao ser derrotado pelo Flamengo, 2 a 0, o tricolor entrou na zona do rebaixamento, com 11 pontos ganhos. Reflexo da campanha, pois perder para o Flamengo e suas individualidades- os gols foram marcados por Guerrero e Diego- não chega a ser algo anormal. O problema é que o tropeço fez parte da pífia campanha.

Rogério Ceni é  o culpado? Ainda não estou convencido disso, pois ele me parece bem disposto ao trabalho, a montar um time ofensivo, tem larga experiência, coisa e tal.

À distância me parece que esse entra-e- sai de jogadores, mais a venda de um Luiz Araújo, coisas do gênero podem dificultar o entrosamento e prejudicar o que parece uma tendência  do futebol atual: o entrosamento, o encaixe, o conjunto,  o futebol coletivo.

Pode ser isso, posso estar errado.Pois, no papel, o tricolor tem um punhado de bons jogadores. Não era para estar na zona da degola.


Palmeiras: vitória, Borja e Diego Souza
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

O Palmeiras venceu o Grêmio (1 a 0, gol contra de Machado) com justiça, jogou melhor quase o tempo inteiro e teve jogadores com interessantes atuações- o estreante Bruno Henrique, Luan, Maike e Keno, por exemplo. Embora disputada a partida por equipes alternativas- a do Palmeiras e a do Grêmio, o jogo foi bem movimentado. O Palmeiras ainda que com a sua quarta vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro, vê que ainda se dividem as opiniões dos torcedores palmeirenses quanto a missão do centroavante da equipe: enquanto alguns elogiam  Borja e seu atual espírito de luta, outros consideram péssima a sua atuação diante do Grêmio, em especial o gol perdido, de cabeça, cara a cara com o goleiro gremista.

Borja, vai ou não dar certo?

Por outro lado, embora declare o seu pessimismo quanto à contratação de Diego Souza-que, pelo andar da carruagem, provavelmente ficará mesmo no  Sport- o técnico Cuca ainda abre a possibilidade de mudar o seu estado de espírito, com notícia mais otimista. E Cuca não deixa de defender Borja, dizendo que “ele apanha por por ter custado 35 milhões; se tivesse custado 5, ninguém iria falar nada!”

Na minha opinião, Borja ainda pode ter futuro no Palmeiras, jogando melhor e marcando os gols esperados. Mas é preciso ter paciência e um esquema de jogo que lhe propicie as assistências necessárias para estufar as redes. Só que como precaução, a contratação de Diego Souza viria em boa hora, ah, não tenho dúvida de que seria.

 


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