Blog do Avallone

O eletrizante jogo de Palmeiras e Cruzeiro

Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Eletrizante, épico, histórico. Assim foi o jogo entre Palmeiras e Cruzeiro, empate de 3 a 3, com dois tempos totalmente diferentes: na etapa inicial, o Cruzeiro venceu por 3 a 0, deixando a impressão de que iria obter uma goleada indiscutível; na etapa final, foi o contrário, com o Palmeiras marcando três gols em 20 minutos- Dudu, duas vezes- e Willian, conseguindo o empate e buscando, incansavelmente, a vitória que não veio.

O que mudou no Cruzeiro dos 3 a 0- gols de Thiago Neves, Robinho e Alison- e o que mudou no Palmeiras para ir rumo ao empate de 3 a 3 (!) no segundo tempo? Bem, quanto ao Cruzeiro, a equipe pareceu surpresa com a reação adversária e, concentra-se na marcação pelo meio, deixou os lados do campo mais abertos.

Quanto ao Palmeiras, a saída dos dois laterais, Fabiano e Zé Roberto (que foi jogar no meio) melhorou a defesa, assim como a entrada de Borja-substituiu o lesionado Guerra- deu ao time a presença de um homem de  área, lutador e autor do passe, de cabeça, para o primeiro gol de Dudu.

Foi outro time: guerreiro, confiante, ousado e perigoso. Do jeito que a torcida gosta.

Antes de mais nada, no entanto, o melhor do jogo foi o próprio jogo, parecido com aquele de Cruzeiro e Grêmio, no Mineirão, também empate de 3 a 3, também eletrizante. Partida para arrebatar o torcedor ou mesmo aqueles que viram o duelo apenas pelo prazer de acompanhar um futebol em busca do gol.

O Cruzeiro leva a vantagem de precisar só de um empate na decisão da vaga. Mas depois do que se viu, quem há de dizer que já há algo definido? É possível que no jogo da volta, no Mineirão, mais e mais emoções estejam à espera de cruzeirenses e palmeirenses.