Blog do Avallone

Arquivo : outubro 2016

Na queda do líder, o Campeonato incendiado
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

Foi um jogo até equilibrado, de muita correria e pouco brilho. Mas o que fez a diferença foi o Santos buscar com mais ambição o ataque e, por consequência, o triunfo, enquanto o Palmeiras muito mais dava atenção à marcação do que às triangulações ou à criação de jogadas decisivas. O empate já lhe deixaria satisfeito?

Em termos de pontuação, já que o Atlético Mineiro e o Flamengo tinham empatado (2 a 2), até que o empate seria um bom resultado para o Palmeiras, pois guardaria distância até do Santos (9 pontos quando começou o jogo), além de 6 do Flamengo e 8 do Galo. Mas o futebol não perdoa quem dá mais valor ao empate do que à tentativa de vitória. E deu no que deu: Lucas Lima centrou da esquerda, o estreante Vinicius Silvestre (que teve boa atuação) espalmou para o meio da área, sem cometer exatamente uma falha, mas dotado de rara infelicidade, pois a bola bateu em Vitor Hugo e sobrou livrinha para Copete marcar o gol da vitória. O Santos foi ungido pela felicidade, exatamente por buscar mais o triunfo.

Foto: Marcello Zambrana

Foto: Marcello Zambrana

No Santos, além do sistema defensivo firme, destacaram-se Copete, pela mobilidade, e Lucas Lima pela movimentação intensa, procurando o drible, os lançamentos e as deslocações- tanto que era ele, não um atacante, quem estava na esquerda a centrar para área, na jogada que deu no gol do Santos, no gol da vitória e no terceiro lugar (só um pontinho atrás do Flamengo) que agora ocupa.A vitória faz o Santos sonhar até om o título.

No Palmeiras, quem mais me chamou a atenção foi Gabriel Jesus. Não por ter jogado bem, muito pelo contrário,mas pela maneira apagada com que passou quase a partida inteira. Irreconhecível. Que eu me lembre deu apenas dois chutes- bem fraquinhos- para fáceis defesas do goleiro Vanderlei. Gabriel foi mais notado após o jogo quando, ao discutir com o árbitro, levou (novamente) o cartão amarelo. O que se passa com o ex-artilheiro do Campeonato Brasileiro?  Sem seu futebol, acabou aquela história de ataque rápido e envolvente, que ainda é o que mais fez gols no Campeonato.

Feitas as novas contas, vê-se que o Palmeiras  líder com cinco pontos de vantagem sobre o Flamengo, seis sobre o Santos e sete contra o Galo. Faltam cinco rodadas, 15 pontos em disputa, e pode-se dizer que ainda é uma vantagem considerável. Mas não definitiva ou muito grande, pois, em primeiro lugar, o Palmeiras precisa se reencontrar e contar com suas peças (inteiras) mais importantes, além de detectar, com urgência,o substituto de Moisés, pois no final de semana já tem jogo contra o Inter.


O outro lado do grande Capita que se foi
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Roberto Avallone

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Como todos, fiquei chocado com a morte de Carlos Alberto Torres, o lendário jogador,  que levantou o caneco do tricampeonato conquistado pela Seleção Brasileira em 1970, com o sorriso estampado no rosto de vencedor. Como jogador, já se sabe que ele inovou as funções de lateral-direito, sendo ofensivo, destemido e clássico, autor do quarto gol do Brasil na final contra a Itália.

Defendeu vários clubes- Fluminense, Santos, Botafogo, Flamengo, Cosmos de Nova Iorque- e, como técnico, logo em sua estreia foi campeão brasileiro pelo Flamengo, em 1983, vencendo o Santos na final por 3 a 0, sempre com a liderança que sempre teve. No futebol, foram tantas passagens que daria um livro e meio.

Só que peço licença para falar do outro lado de Carlos Alberto, falar do Capita. Faz uma semana que com ele tive um papo saboroso quando participamos do Redação SportTV, apresentado pelo André Rizek. Fora do ar, também relembramos velhas histórias, como aquela em que quando Pelé marcou seu milésimo gol, no dia 19 de novembro de 1969, o Capita- e aí um pouco do homem de rara sensibilidade- não deixou que ninguém se aproximasse do Rei, nenhum jogador, para que ele pudesse extravasar sozinho a sua alegria. Dizem que Pelé falou e agradeceu demais a bola. Nenhuma surpresa: Pelé e a bola deviam ser amigos íntimos.

Voltando ao Capita, homem de voz grossa e fala mansa, sempre tivemos mútua cordialidade. Nem falamos assim tantas vezes, mas parece que nunca tínhamos nos afastado, por circunstâncias da vida e das carreiras. Após o programa, o motorista Luís nos levou até a casa do Capita-ele sentando no banco da frente, eu no banco de trás- cruzando uma longa avenida da Barra da Tijuca, onde morava o Capita, em bela casa, com piscina. E foi lá que ele fez o convite para que, dia desses, eu e minha mulher, Valéria, fossemos almoçar em sua casa. Convite feito com satisfação, sorriso aberto.

Não deu, Capita. Fica para a próxima. Por enquanto, que Deus o receba para que você possa contar suas histórias e ouvir as dos outros capitães da Copas que já se foram – Belini, Mauro Ramos de Oliveira- conquistadas pela Seleção Brasileira. Inesquecíveis também. Mas, cada um ao seu jeito, já imagino o Capita contar suas passagens com o gargalhar breve e maroto de quem levava a arte, ao mesmo tempo, na seriedade e na brincadeira.

Adeus, Capíta!

FACE CARLOS ALBERTO TORRES

Foto: AP


Ah, Allione… E todos os paulistas, eliminados da Copa do Brasil
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

1- O Palmeiras ia bem no jogo com seus reservas-apenas os titulares Jailson e Gabriel Jesus entre eles-, controlava o jogo diante do Grêmio com força máxima, fez seu gol com Thiago Martins, de cabeça, até que Allione… Ah, Allione cometeu uma insensatez, com uma pernada em Éverton, violenta e desnecessária. Expulso, com toda a justiça, a cena grotesca da qual foi protagonista, mudou o jogo.

Da expulsão em diante, atuando com um jogador a mais, o Grêmio passou a atacar e, de tanto insistir, encontrou o gol do empate e da classificação, em bela jogada Éverton, que se livrou de Jean e chutou rasteiro, no canto direito de Jailson. 1 a 1 Agora, o Grêmio enfrentará o Cruzeiro pela Copa do Brasil, enquanto o Palmeiras voltará sua atenção todinha para o Campeonato Brasileiro, do qual é líder.

Foto: Ricardo Duarte

Foto: Ricardo Duarte

2- Além da eliminação do Palmeiras, os outros dois paulistas que ainda estavam na competição- Santos e Corinthians- perderam e saíram da Copa do Brasil. O Santos jogou mais cedo e enfrentou um Inter, em Porto Alegre, que iniciou a partida com apenas três titulares, os outros todos reservas. Mas, inflamado talvez pela vitória do último domingo sobre o Flamengo, os jogadores do Inter pareciam ungidos pela autoconfiança e vencer um Santos sem inspiração até com facilidade.

O primeiro gol do Inter, Aylon, de cabeça, teve por origem uma bola parada. O segundo do Colorado foi muito bonito: Sasha, que parece recuperar a boa forma, avançou até a área santista, esperou a saída do goleiro Vanderlei e o encobriu com sutil totozinho. O Inter, que parecia condenado, está vivo! E, jogando assim, não será rebaixado.

Foto:Juliana Flister

Foto:Juliana Flister

O outro paulista eliminado, o Corinthians, até que foi valente e, de certa maneira, superior ao Cruzeiro no primeiro tempo: teve 54 por cento de posse de bola contra 46 do adversário. O jogo estava empatado, 1 a 1. Na etapa final, no entanto, jogando com incrível determinação, o Cruzeiro foi marcando seus gols- Abila, de novo, Bruno Rodrigo, Arrascaeta. 4  a 1!

Mas o Corinthians teve força, ainda de marcar o seu segundo gol (Rildo: o primeiro tinha sido de Rodriguinho) e lutou para marcar o terceiro, que lhe daria a classificação. Não deu. E o Cruzeiro, pelo segundo tempo, venceu com justiça.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Além desses jogos, teve outro que definiu o Atlético Mineiro como semifinalista. Perdeu o jogo para o Juventude, em Caxias, mas na decisão por pênaltis, como de hábito, o goleiro Vítor decidiu a classificação do Galo. Agora, então, teremos os duelos entre Atlético Mineiro e Internacional, Cruzeiro e Grêmio.


Que rodada perfeita para o Palmeiras!
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

Creio que nem o mais otimista torcedor do Palmeiras poderia imaginar o fim da rodada que lhe estava esperando: não só o Palmeiras bateu o Figueirense 2 a 1), em Florianópolis, como o Flamengo perdeu- e de virada- 2 a 1, para o Inter que se debatia para fugir da zona do rebaixamento, e também o Atlético Mineiro foi derrotado pela sensação do segundo turno, o Botafogo, 3 a 2. Quer dizer: agora, o Palmeiras tem quatro pontos na frente do Flamengo (além do melhor saldo de gols) e oito na frente do temível Galo!

Para o palmeirense, foi a chamada rodada perfeita.

Quanto ao jogo em si, depois de morno primeiro tempo, o Palmeiras jogou melhor na etapa final, tendo em Jean, o nome do dia: ele foi autor dos dois gols, um de pênalti (que, em minha opinião, existiu, o braço direito do zagueiro Bruno Alves tocando forte,no alto, o rosto de Gabriel Jesus ) e o outro em arremate perfeito, depois de jogada iniciada por Gabriel Jesus, com a bola batendo no zagueiro e sobrando para o arremate indefensável de Jean. Depois, em falha do bom goleiro Jaílson- com crédito para falhar-, em bola alta, Rafael Siva descontou.

Quanto aos pênaltis, penso ter visto três: um marcado, em Gabriel Jesus, os outros dois, não- de Egídio em Rafael Silva e um em Dudu, ainda no primeiro tempo, quando o placar apontava 0 a 0. Não eram, no entanto, lances dos mais fáceis. E a vitória sorriu para quem jogou melhor, especialmente no segundo tempo.

E os destaques individuais?Pelo Palmeiras, destaco Jean- que jogou de volante-, Mina (é duro passar por ele: no alto, então…), Moisés e Tchê- Tchê- lembrando que Gabriel Jesus não foi bem no primeiro tempo (perdeu gol certo, após centro da Fabiano, levou de novo cartão amarelo), mas foi importante nos dois gols palmeirenses. Pelo lado do Figueirense,  muita luta, muita dedicação, mas faltou qualidade individual até mesmo para o goleador Rafael Moura-este, bem marcado e pouco inspirado.

Enfim, o Campeonato ainda anda longe de estar decidido e ainda faltam sete rodadas, vinte e um pontos em disputa.

Mas que o Palmeiras obteve uma vantagem boa, ah, isso é verdade.


Com o tropeço do Palmeiras, os concorrentes fazem a festa
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

Embora continue sendo o líder do Campeonato- agora só um pontinho a frente do Flamengo-o Palmeiras viveu uma de suas piores noites neste Campeonato Brasileiro em termos de disputa pelo título. Além de- como mandante-não sair do 0 a 0 com o Cruzeiro e quase perder a partida, viu, em seguida, os concorrentes pelo caneco fazerem a festa: o Flamengo venceu o Fluminense, por 2 a 1 (Henrique estava impedido ao marcar o gol que daria o empate ao Flu); o Atlético Mineiro, como se esperava, venceu com facilidade o América, 3 a 0, e agora está a cinco pontos do líder; e o Santos diminuiu de 9 para 7 pontos a distância do Palmeiras, ao vencer o São Paulo, no Pacaembu, por 1 a 0, gol de Copete.

No caso do Palmeiras e de seu tropeço, foi um jogo estranho. No primeiro tempo, o Palmeiras foi melhor do que o Cruzeiro e perdeu três chances claras de gol, com Gabriel Jesus (provavelmente desgastado por ter jogado pela Seleção e pela longa viagem de volta), Dudu e Vítor Hugo. Deu até a impressão de ser o senhor do jogo.

Qual o quê! Ah, na segunda etapa, o senhor da partida foi o Cruzeiro, acertando a marcação do meio-campo e criando algumas boas chances de marcar, uma delas, aliás, incrível: Rafael Sobis passou para Robinho que, depois de um sutil totozinho sobre o goleiro Jaílson, arrematou com o gol à disposição;só que entre as redes e a bola, surgiu Zé Roberto, 42 anos, em ato heroico, ao impedir-com a cabeça e depois com a barriga- que a bola chegasse ao fundo das redes. Por causa de Zé Roberto, o Palmeiras escapou da derrota.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Nesse tipo de jogo, isso vale tanto para Palmeiras como para Cruzeiro, perder chances claras de gol pode ser fatal. Como garantir que irão aparecer outras e ainda há aquela máxima futebolística de que “quem não faz toma”. No caso dois times em questão, meno male: se ninguém fez, também ninguém tomou.


Palmeiras e Flamengo venceram com facilidade: segue a perseguição
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

Depois de jogar belos 20 minutos, quando fez gol logo no início ( Tchê- Tchê) e perdeu no mínimo duas chances claras de marca (Érik e Roger Guedes), o Palmeiras foi levando o jogo em banho-maria- como dizia minha santa avó- o jogo contra o lanterna América Mineiro. Não levou sustos e nem empolgou. No entanto, já no fim da partida, quando decidiu atacar,ouvindo talvez os quase 28 mil pagantes no Estádio do Café, em Londrina, liquidou o jogo de vez no gol de Alecsandro(que saiu do banco de reservas),depois de espetacular lançamento de Zé Roberto.

Resumo da ópera: jogou para não sofrer nenhum tipo de perigo, sem sem se preocupar em dar espetáculo, mas sim nos três pontos que o mantém três pontos à frente do Flamengo, a sete do Atlético Mineiro e a nove pontos do Santos-seus principais concorrentes. Cenário bem favorável para quem luta pelo título. E isso sem Gabriel Jesus e Mina- o zagueiro artilheiro- que servem às suas seleções. Jogarão contra o Cruzeiro?

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

Quanto aos destaques palestrinos, desta vez gostei de Tchê- Tchê, que teve a ousadia dos tempos de Audax, assim como de Zé Roberto, um fenômeno atlético aos 42 anos e autor do genial lançamento para Alecsandro marcar o segundo gol.  A defesa esteve firme, quase não foi incomodada e o meio-campo não teve o eficiente Moisés em tarde muito inspirada, tanto deu o seu lugar, mais para o fim do jogo, a Cleiton Xavier.

No América, nenhum grande destaque individual. Foi um time valente, é verdade, mas aparentemente ciente de suas limitações e de de seu Destino neste Campeonato: a triste e inapelável volta à Série B.

Foto: Luis Moura

Foto: Luis Moura

No mesmo horário em que o líder Palmeiras vencia o América, o vice Flamengo ganhava fácil do Santa Cruz, 3 a 0- gols de Vizeu, Arão e Marcelo Cirino- marcando o seu primeiro gol logo no início da partida, o que lhe possibilitou não temer pelo resultado.  A desvantagem do Fla em relação ao Palmeiras é de 3 pontos, mais diferença no saldo de gols (11)- este, o primeiro critério de desempate.

E assim segue o Campeonato, acirrado como há muito não se via.

Foto: Luis Moura

Foto: Luis Moura


Goleada: Tite ajeitou a Seleção e Neymar encantou
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Roberto Avallone

Foto: Alexandre Lago

Foto: Alexandre Lago

Tite ajeitou a Seleção Brasileira ,dando-lhe o padrão e a intensidade que não tinha. E assim, tendo em Neymar o melhor jogador em campo, fazendo uma de suas melhores partidas pela Seleção, o Brasil goleou a Bolívia por 5 a 0, fazendo a festa em Natal. Diria até que o Brasil jogou como Brasil. E segue na vice-liderança, 18 pontos, a um ponto do líder Uruguai, que tem 19. Pode ser até que a liderança venha na próxima rodada, pois enquanto o Brasil enfrenta a lanterna Venezuela, fora de casa, o Uruguai  joga contra a Colômbia (que bateu o Paraguai,1 a 0, em Assunção) lá, com grandes chances de não vencer.

Pena que a Seleção não terá Neymar, que jogou muito contra a Bolívia, fez o gol de número 300 em sua carreira, mas levou o cartão amarelo que o tira do próximo jogo. Depois, bem depois, levou uma cotovelada que abriu seu supercílio direito, deixando seu rosto cheio de sangue. E saiu, aplaudido, para a entrada de Willian. Tem-se a impressão de que Neymar está a fazer sugestiva dupla com Gabriel Jesus, dois estilos que se encaixam: no primeiro gol, Neymar roubou a bola de um boliviano, abriu na direita para Gabriel Jesus e recebeu a bola de volta para jogá-la contra as redes.

Foto: AFP

Foto: AFP

Esse gol desarmou a retranca da Bolívia e os gols foram acontecendo, com bela feitura, Philippe Coutinho, Filipe Luís e Gabriel Jesus, todos no primeiro tempo, liquidando jogo em menos que se esperava e indo para o vestiário com o sonoro placar de 4 a 0. Na etapa final, embora continuasse a jogar bem o apetite já não era o mesmo e, no decorrer do tempo (até para poupar os jogadores), Tite trocou Gabriel Jesus por Firmino, Neymar por Willian e Giuliano por Lucas Lima.

Aconteceu, então, o gol de Firmino, de cabeça, como autêntico centroavante que é e faz sucesso no futebol inglês.5 a 0.

Já bastava.  O Brasil já tem o melhor ataque das Eliminatórias, com 21 gols, e creio que ninguém mais duvida de sua capacidade de chegar com folga à Copa da Rússia, em 2018. A Seleção está a jogar futebol à brasileira, relembrando os velhos tempos.

Foto: AFP

Foto: AFP


E o Palmeiras conseguiu abrir vantagem na liderança
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras

Não foi jogo fácil, elétrico até no segundo tempo, mas o Palmeiras conseguiu o que desejava: ao bater o Santa Cruz, no Recife, 3 a 2, e abriu três pontos de vantagem sobre o Flamengo e cinco pontos sobre o Atlético Mineiro- Fla e Galo,seus principais perseguidores. Ainda são 30 os pontos em disputa, com as dez rodadas que faltam, e muita coisa pode acontecer; mas a esta altura do Campeonato, até psicologicamente, é importante a vantagem que pressiona os adversários.

Quanto ao jogo em si, mesmo sem paetês e lantejoulas- ou sem muito brilho- o Palmeiras teve vida tranquila no primeiro tempo. Não sofreu nenhum susto e colocou-se à frente, com um golaço de Zé Roberto, 42 anos bem cuidados, que tabelou com Érik e deu um totozinho para encobrir o goleiro. 1 a 0.

De repente, no segundo tempo, o Santa Cruz parece que virou outro time e iniciou um abafa contra um acuado Palmeiras. Resultado: Arthur acertou belo chute, no canto direito de Jaílson, e empatou. 1 a 1. O Palmeiras voltou ao ataque depois de sofrer o empate e, logo depois de Gabriel Jesus perder gol  cara a cara, na jogada seguinte a bola sobrou para Leandro Pereira chutar com o peito do pé. 2 a 1. Não demorou muito e o Santinha voltou a empatar, Grafite, cobrando um pênalti- existente-, mas desnecessário de Jean.

E nesse ritmo alucinante, o Palmeiras voltou a marcar. O gol da vitória. Gol de Róger Guedes, que desviou do goleiro, aproveitando-se de um belo lançamento de Cleiton Xavier, que estava deslocado na direita. 3 a 2.

Os destaques? Pelo Palmeiras, Zé Roberto, Roger Guedes e o goleiro Jaílson- este, autor de pelo menos duas grandes defesas, uma delas em precioso toque de calcanhar, da pequena área, de Grafite; pelo Santa Cruz, alguns lampejos do veterano Grafite e o bom futebol de Keno, um atacante que faz parte dos planos de vários times. Como nada é perfeito, estranho a  atual fase de Gabriel Jesus, que não vem fazendo gols e nem servindo os companheiros com mais chance de estufarem as redes- foi assim no gol que perdeu, cara a cara, mas sem ângulo, quando Leandro Pereira estava sozinho, perto das redes.

Pode ser só uma questão de fase.


Ah, se o São Paulo tivesse mais ataque… E um Galo muito forte
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Roberto Avallone

Foto: SergioBarzaghi

Foto: SergioBarzaghi

1- O São Paulo jogou com muita raça, diante do Flamengo e de quase 30 mil torcedores. Tanto que no começo do jogo, digamos por uns 25 minutos, foi até melhor do que o Fla- sendo que este lutava para alcançar a liderança, ainda que provisória. Só que o diabo, pára o tricolor, é que o time tem o ataque menos produtivo dos últimos anos, pelo menos: até agora, marcou 27 gols, ou seja, média inferior a um gol por jogo. Muito pouco.

Mesmo assim, diante de um Flamengo sem muita inspiração, o São Paulo teve a bola do jogo nos pés do argentino Chávez, no segundo tempo: dois zagueiros do Flamengo furaram, Chávez ficou totalmente livre e ao invés de chegar mais perto de Muralha para desviar do goleiro,chutou precipitadamente e sem a força adequada para fácil defea de Muralha.

O Flamengo também teve sua chance, até antes do gol perdido por Chávez, quando Lenadro Damião cabeceou de muito perto, mas em cima do goleiro Dênis, que ia levando um frango, mas recuperou-se a tempo de evitar a falha, defendendo a bola em cima da linha.

Não muito mais do que isso teve esse jogo, jogo disputado, suado, sofrido.Sem a ispiração, no entanto dos grandes clássicos nacionais. E tudo acabou em 0 a 0.

Para o Flamengo,sei bom ou mau resultado, depende do que acontecer com o Palmeiras no jogo contra o Santa Cruz, na segunda-feira à noite, pois neste momento ambos – Fla e Palmeiras- estão com os mesmos 54 pontos ganhos; sendo ainda líderes os palmeirenses por terem melhor saldo de gols;para o São Paulo,agora em décimo terceiro-lugar, o empate pelo menos fez justiça ao seu esforço, mas não o tira,ainda, do perigo de lutar contra o fantasma do rebaixamento.Pessoalmente, acredito que o São Paulo reagirá e escapará. Mas…

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

2- Não é nada fácil ganhar da Ponte Preta, em Campinas. Mas o Atlético Mineiro- cuja performance fora de casa vinha deixando a desejar- ganhou (2 a1) o que pode significar melhora nesse quesito, pois que nos outros o Galo tem de sobra:belo time, grande elenco (pode  escolher entre Fred e Pratto, por exemplo), o Horto-que ajuda-,etc.

E é importante lembrar que o Atlético jogará em casa os dois clássicos- pelo menos neste momento, os principais-, que podem ser decisivos para o Campeonato Brasileiro: contra o Flamengo e contra o Palmeiras, de quem está distante, por enquanto, apenas dois pontos.No caso Palmeiras,se este vencer o Santa Cruz, a diferença a favor dos palmeirenses voltará a ser de cindo pontos.

Tem muito jogo ainda, no entanto. E 30 pontos a serem disputados.


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