Blog do Avallone

Arquivo : dezembro 2015

Barcelona, o campeão  indiscutível. E até janeiro, amigos
Comentários 17

Roberto Avallone

Foto. AFP

Foto. AFP

1- O Barcelona começou o jogo contra o sparing River Plate com nada menos do que seis jogadores sul-americanos: dois argentinos (Messi e Mascherano), dois brasileiros (Neymar e Daniel Alves), um uruguaio( o artilheiro da competição, Luis Suárez, 5 gols anotados) e um chileno (o goleiro Bravo).

Assim, uma das razões que levaram o Barça mais uma vez ao título de campeão do mundo entre os clubes ao arrasar o River Plate por 3 a 0- dois gols de Suárez e um de Messi- e um domínio que mais parecia a superioridade de um time profissional (o dos catalães) contra uma equipe amadora (a do River), ah, essa razão é também evidentemente financeira, a capacidade de manter o trio MSN- Messi, Suárez e Neymar-, tridente que brinca, que goleia, que mata o adsversário.

Mas não só financeira é a questão. Vale muito esse hábito de cultivar uma forma de jogo, como é a característica do Barça, chegando ao ponto de não existir desentrosamento nenhum mesmo com a presença de 6 sul-americanos na equipe da Espanha. Falam a mesma língua.

E o resultado é esse suceder de títulos importantes, que foram cinco nesta temporada. E o prazer de ver em ação essa equipe mágica, que não deixa nem um pinguinho de arrependimento para nós, brasileiros, de acordar cedo para um domingo só para ver o novo show.

Sem resistência.

2- Aproveito para desejar aos amigos deste blog aquele Natal feliz e um Ano Novo de mais esperanças. E também para avisar que , em função de descanso que julgo adequado, só voltaremos a conversar em janeiro. Até lá e muito obrigado pelo carinho.


Barça e River.  E o Mercado da Bola
Comentários 9

Roberto Avallone

1- E, como se esperava, Barcelona e River Plater farão a final do Mundial de Clubes. O que não se esperava é que o Barça tivesse de jogar sem Messi (problema renal), com Neymar olhando tudo do banco de reservas. E nem que o River sofresse tanto para derrotar o japonês Sunfrecce Hiroshima, por 1 a 0, gol de Alario.

Já o Barcelona, sem seus dois principais astros, ainda pode contar com o talento de Iniesta e o oportunismo de Suárez, batendo com facilidade o time de Felipão, o chinês Guanzhou Evergande, por 3 a 0. Fora o baile. E com três gols de Suarez, naturalmente.

Para a grande final, o mistério ainda fica por conta de Messi e Neymar, ambos com problemas físicos, mas com chances de jogar, principalmente o argentino. Seja lá como for, pela lógica, repito, pela lógica o favorito é o Barcelona. Mas que os deuses da bola decidam quem será o campeão.

Imagem: Reprodução

Imagem: Reprodução

2- Mercado da Bola: está mais agressivo o movimento dos clubes do Exterior que querem comprar nossos jogadores do que a iniciativa dos clubes daqui em busca de reforços que mexam com a torcida:

a) O Corinthians deve perder Jadson para o futebol chinês- que também teria interesse em Vagner Love-, além de o alemão Shalke 04 acenar com oferta de 40 milhões de reais por Renato Augusto. De todos, acredito que apenas Jadson saia, lacuna que, em parte, pode ser preenchida pela vinda de Marlone, jovem meia que no Vasco jogava muito. Ó não tem a precisão de Jason nas bolas paradas.

b) O Palmeiras dificilmente terá um grande astro no meio-campo, pois seus sonhos (Everton Ribeiro, Conca, Lucas Lima) estão muito distantes até porque o dinheiro da patrocinadora principal ainda não está na pauta, pois a relação entre clube e empresa não anda assim tão cheia de amores. Assim, os próximos contratados deverão ser Jean (do Fluminense), bom jogador, e Moisés, 27 anos, que está no futebol da Croácia e que teve, tempos atrás, boas exibições coma camisa 10 da Portuguesa.

Ainda falta resolver certas pendências como, por exemplo, a do zagueiro Jackson e a do meia-atacante Rafael Marques- sendo que este pode ser centroavante quando Lucas Barrios não puder jogar.

c) O Santos não descarta a volta de Robinho, que não deve continuar no futebol chinês. Depende, no entanto, do custo salarial. Lucas Lima, por sua vez, não quis ir para a China, esperando proposta de clube de ponta da Europa. Por enquanto, passeia na Disney.

d) O São Paulo busca o atacante Kieza, bom jogador, e o lateral-esquerdo Renê, revelação do Sport.
E, sem que ninguém esperasse, contratou o argentino Edgardo Bauza- que já ganhou a Libertadores pela LDU e San Lorenzo- para ser o seu novo técnico.

e) O Flamengo, seguindo os conselhos de seu novo técnico Muricy Ramalho, foi às compras: já conseguiu o lateral-direito Rodnei (ex-Ponte Preta), o veterano zagueiro Juan, o volante Arão (ex- Botafogo) e ameaça prosseguir em sua caminhada.

Enfim, daqui para a frente, especialmente depois do Natal, o Mercado da Bola ficará muito mais agitado.


O adeus do Capitão Ceni
Comentários 15

Roberto Avallone

Foto: Djalma Vassão

Foto: Djalma Vassão

Foi bonita a festa de despedida de Rogério Ceni, o maior ídolo da História do São Paulo. E como poderia não ser se Rogério iniciou e terminou a sua carreira em um único clube, o tricolor, por onde ficou 25 anos, disputou mais de 1.200 partidas e por quem marcou 131 gols?

Goleiro-artilheiro, talvez tenha feito a sua melhor partida no dia em que o São Paulo foi campeão do mundo entre os clubes, em 2005, vencendo o Liverpool, por 1 a 0: Mineiro fez gol tricolor, mas Rogério Ceni evitou quatro ou cinco gols dos ingleses, com defesas inesquecíveis. Fez seu nome também com os gols já citados, cobrando com maestria pênaltis e faltas, mas foi grande também sob as traves, como goleiro mesmo, sendo a Muralha contra o Liverpool como a mais emblemática das atuações.

Foto: Arte Montagem

Foto: Arte Montagem

Não creio que Ceni abandone o mundo do futebol. Líder e experiente, está preparado para exercer várias funções, fora do campo. Não sei qual escolherá.  Por mero palpite, acredito que será treinador ou superintendente de futebol, algo assim. E não tenho dúvida de que continuará sendo competente, determinado, vencedor. Pois este é o perfil do Capitão que acaba de pendurar as luvas de goleiro e as chuteiras de artilheiro.

Bravo, Ceni!

Foto: Djalma Vasão

Foto: Djalma Vasão


Mercado da Bola: sonhos, tentativas e realidade
Comentários 15

Roberto Avallone

Imagem: Reprodução

Imagem: Reprodução

1- Entre os sonhos do Mercado da Bola, existem alguns mais ousados. O Corinthians, por exemplo, segundo um informante ligado à cúpula do futebol, tentou, sabem quem? Simplesmente Carlitos Tevez, ídolo maior do Boca Juniors, o que teria o respaldo de sua nova patrocinadora: a oferta teria sido de 60 (!) milhões de reais, pois o jogador foi considerado como o mais capaz de mexer ainda mais com a já animada e fiel torcida.

Mas não deu em nada, segundo minha fonte: Tevez não sai do Boca, para onde regressou da Europa e, suponho, após tantas temporadas no Exterior, com os bolsos mais do que cheios.

Outro sonho é o do Palmeiras por um meia-armador, lugar que está vago desde a saída de Valdívia e com as contusões sucessivas de Cleiton Xavier e Fellyppe Gabriel. Quem seria o camisa 10? Já ouvi que o sonho tem o nome de Conca, também já ouvi falar sobre Éverton Ribeiro e até mesmo em Diego Souza- agora, em novas funções. Mas nesta quarta-feira correram comentários sobre uma contratação que julgo dificílima (aliás as de Éverton Ribeiro e Conca também são), porque há clubes do Exterior interessadas no jogador: Lucas Lima poderia ser a grande cartada do Palmeiras, com contrato de cinco anos.

Esta, confesso, prefiro esperar para ver. Não tenho como cravar qualquer coisa a respeito, agora.

2- A realidade, descontados os sonhos e as tentativas. É a seguinte: o Mercado da Bola vai-se agitando aos poucos com transações que, se não chegam a ser espetaculares, pelo menos despertam a curiosidade do torcedor:

a) No Palmeiras, por exemplo, já chegaram três jogadores para os exames médicos e supostas assinaturas de contrato: o goleiro Vagner, ex- Avaí (aquele mesmo que brilhou ao jogar pelo Ituano campeão paulista de 2014), para a reserva de Fernando Prass; o zagueiro Roger Carvalho, que jogou este ano pelo Botafogo do Rio, defensor que ainda não vi jogar; e o volante Rodrigo, do Goiás, jovem de 21 anos que, segundo sua própria análise, pode jogar tanto de primeiro como de segundo volante.

b) No Corinthians, além da renovação de Ralf- em bela e importante tacada- vem por aí mais jogadores do Bragantino, cumprindo o destino de dar certo no time corintiano. Por enquanto, chegou a vez de Douglas que será, creio, o terceiro reserva, atrás de Cássio e Walter.

c) No Flamengo, com a chegada do técnico Muricy Ramalho, começa a ficar intensa a movimentação: Rodnei, lateral- direito da Ponte Preta, e Chiquinho, que agora está na lateral-esquerda do Santos (reserva de Zeca), estão bem próximos da Gávea, assim como o quarto-zagueiro Juan, 36 anos, que começou no Fla e estava no Inter. Assim, logo de cara, uma defesa nova.

d) No Grêmio, a grande novidade é a possível contratação de Henrique (ex-Palmeirtas), com quem o tricolor gaúcho já teria acertado os salários. Depende agora da liberação do Napoli.

A tendência é daqui para a frente o Mercado da Bola se agitar ainda mais. Com mais sonhos, tentativas e realidade.


Golaço! E o São Paulo na Libertadores. O drama do Vasco. E mais: Palmeiras, Corinthians, Santos…
Comentários 15

Roberto Avallone

Foto: André Costa

Foto: André Costa

1-Eram 47 minutos do segundo tempo de um jogo ruim, mas decisivo para ambos os times. Foi nesse momento que Rogério apanhou a bola na esquerda da área, cortou para dentro e desferiu um chute impressionante, forte e cheio de curvas, no ângulo direito do goleiro do Goiás.

Golaço!

E com ele o São Paulo se livrava de qualquer perigo que pudesse correr- o Inter vencia o Cruzeiro, 2 a 0- e decretava o rebaixamento do Goiás para a  Segundona. Na análise de Rogério Ceni esse gol e a classificação para Libertadores amenizaram os efeitos do ano ruim vivido pelo tricolor.

O aposentado Ceni assistiu ao jogo das tribunas, pois, machucado nem pode entrar em campo para se despedir do público. Mas, creio, não deverá ser assim: o mínimo que o vencedor Rogério Ceni merece, depois de 25 anos de São Paulo, é um grande jogo-despedida, com festividades  mais do que justas.

Foto: Heuler Andrey

Foto: Heuler Andrey

2- E lá vai o Vasco, de novo, para a Segunda Divisão. Será a terceira vez em 8 anos. O empate em Curitiba, mais a vitória do Figueirense(até mesmo o empate do Avaí diante do Corinthians seria suficiente), tornaram realidade os temores vascaínos .Mais uma vez, choro, lágrimas, o orgulho ferido.

Ah, já vi grandes times do Vasco. Por exemplo aquele que tinha Romário, Juninho Pernambucano, Juninho Paulista… Antes, ainda menino, vi um Vasco sensacional, com Miguel, Paulinho e Belini; Écio, Orlando e Coronel; Sabará, Almir, Vavá, Rubens e Pinga. Voltando no tempo, tínhamos o Vasco, melhor time do Rio sendo base da Seleção Brasileira da Copa de 50, vice campeã do mundo.

É a história de um Gigante. Ou melhor: a história de quem já foi Gigante e que agora perambula, vai até a à Série A, volta para a Segundona; retorna à elite, volta de novo para a Segundona.

Uma história repetitiva. E triste.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

3- O Palmeiras fez bonito em sua despedida do Campeonato Brasileiro. Foi ao Maracanã com apenas quatro titulares, encarou o Flamengo e venceu: 2 a 1, dois gols de Dudu, marcando Pará o gol de honra do Fla, em falha do goleiro Fábio- este, saiu muito mal do gol, hesitante, permitindo que a cabeçada do jogador flamenguista o encobrisse.

Destaques maiores? Zé Roberto, muito bem no meio-campo, e Dudu, que acabou sendo o artilheiro do Palmeiras na temporada, Campeão da Copa do Brasil, mesmo recheado de reservas, o Palmeiras pareceu mais leve, livre e solto depois do título conquistado.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

4- O Santos de um show, na Vila Belmiro, em sua despedida do Brasileirão: goleou o Atlético Paranaense por 5 a 1, com destaque especial para Gabigol, que fez dois gols e participou dos outros. O que faz pensar se não teria sido mais adequado  para o Santos jogar com o time principal contra o Coritiba e diante do Vasco, ao invés de poupar jogadores e apostar todas as fichas na Copa do Brasil.

A Libertadores, quem sabe, poderia estar mais próxima.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

5- Com sua Arena lotada de gente e de amor, o Corinthians não foi além de um empate diante do Avaí: saiu perdendo, gol de Claudinei, e empatou aos 32 minutos do segundo tempo, com Vagner Love  finalizando para as redes. Vi apenas os melhores momentos da partida, o suficiente para tomar conhecimento de que não foi um jogo explosivo ou repleto de chances de gol- ao contrário, o clima dentro de campo era outro e sei lá a razão o Avaí parecia deixar o tempo correr desde o primeiro tempo.

Mas o que o Corinthians queria, conseguiu: com um pontinho conquistado, tornou-se o recordista de pontos da era de pontos corridos do Brasileirão (81 pontos), além deter o melhor ataque e a melhor defesa da competição, com o fantástico saldo de 40 gols.

Impressionante, pois não?


Campeão Palmeiras: mais que um simples título
Comentários 35

Roberto Avallone

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Se formos levar para o lado objetivo apenas, a contagem seria o seguinte; ao bater o Santos por 2 a 1 no jogo e por 4 a 3 na decisão por pênaltis, o Palmeiras ganhou a Copa do Brasil e a sonhada vaga na Libertadores. Para quem conhece, no entanto, as entranhas palestrinas sabe que essas conquistas representam o resgate do orgulho, do amor- próprio, um alívio no hábito de ganhar títulos- além, é claro, de chances aumentadas por bons reforços para a Libertadores e o prêmio de campeão, que pode não ser lá essas coisas, mas que vale 4 milhões de reais.

Com seu estádio lotado, talvez nem o Palmeiras imaginasse que iria ganhar tantas coisas. Pelo jogo em si, no entanto, mereceu: foi melhor no primeiro tempo, quando perdeu gol certo (Gabriel Jesus) com um minuto de partida, e embora levasse uma bola na trave chutada por Vitor Ferraz, criou outras duas ou três boas chances de marcar.  O Santos, surpreendentemente, jogava pouco, não exibia a sua habitual velocidade e o craque Lucas Lima estava bem marcado pelo menino Matheus Sales. Mas estava zero a zero.

No segundo tempo, porém o Palmeiras foi ainda melhor, inaugurando o placar através de Dudu, depois de excelente trabalho de pivô de Lucas Barrios em passe de Robinho. Depois, aos 40 minutos, veio o segundo gol, novamente com Dudu, que empurrou para as redes após cabeçada de Vitor Hugo. Parecia não haver mais nenhuma dúvida; a Copa do Brasil era do Palmeiras, pois não?

Mas futebol é futebol e, logo em seguida, depois de escanteio cobrado por Marquinhos Gabriel, o artilheiro Ricardo Oliveira emendou de canhota para o fundo das redes do excelente Fernando Prass. A Copa? Ah, já não se sabia de quem era, pois a decisão seria por pênaltis.

E de excelente, Fernando Prass foi promovido a herói, pois nessa disputa foi, ao mesmo tempo, autor de uma defesa- no chute forte de Gustavo Henrique- e goleador, ao converter o último e decisivo pênalti cobrado pelo Palmeiras, que venceu por 4 a 3.

Foi uma noite que o torcedor do Palmeiras não esquecerá tão cedo; mais do que isso, entrará para a História. Aliás. Não é a primeira Copa do Brasil que o Palmeiras conquista, é a terceira, motivo pelo qual já se ouvia o grito que inflamava: “É tricampeão!”.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>