Blog do Avallone

Arquivo : setembro 2015

Corinthians, hora de encomendar as faixas? Choque- Rei: desfecho inesperado. Vasco: reação heroica
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Roberto Avallone

Foto: Eduardo Valente

Foto: Eduardo Valente

1- Sim,  já se conhece desde o fim do século retrasado,  quando foi inventado oficialmente, que o futebol não é ciência exata, que tudo pode acontecer, coisa e tal. Mas pelo andar da carruagem, deixando de lado o politicamente correto, quem é que vai tirar do Corinthians o título de campeão brasileiro de 2015? Sem ter o brilho dos esquadrões, mas dotado de belo meio-campo e de respeitável espinha dorsal (os zagueiros, os volantes, os meias e lampejos no ataque), o Corinthians vai vencendo- já tem 70 por cento de aproveitamento- e vendo os concorrentes em tropeços múltiplos.

Neste domingo, enquanto vencia o Figueirense, em Floripa, por 3 a 1- gols marcados pelos três que irão para a Seleção, Elias, Gil e Renato Augusto- o Corinthians também vibrava com o empate do Atlético Mineiro diante do lanterninha do Campeonato, o Joinville, por 2 a 2.

E agora são 7 os pontos que separam o líder do vice Galo, o que já é considerável- embora não seja nada definitivo- mesmo que ainda faltem dez rodadas, ou seja, 30 pontos em disputa. Diante da regularidade da campanha corintiana, mesmo com todo o respeito à matemática e ao “Imponderável Futebol Clube”, talvez já coubesse ao líder o direito de encomendar as faixas. Em sigilo, é claro.

Foto: Ale Vianna

Foto: Ale Vianna

2- Nem o mais pessimista torcedor do São Paulo ou o mais otimista torcedor do Palmeiras, ah, nenhum deles, creio, esperava outro resultado se não a vitória do tricolor naquele momento: já eram 47 minutos e meio do segundo tempo, o que mais poderia acontecer naquela partida, com a bola nos pés de Rogério Ceni?

Pois aconteceu de tudo. Sei lá por obra de quem-há palestrinos que atribuem o fato a San Gennaro-, não é que o mítico goleiro do São Paulo chuta a bola, bem no pé direito de Robinho que, da entrada da área, o vence por cobertura e empata em 1 a 1 o Choque- Rei?

Viu-se que o São Paulo tinha jogado melhor do que o Palmeiras- especialmente no primeiro tempo- e aquele 1 a 0, gol marcado por Carlinhos (que é canhoto) de pé direito, tinha todo o jeitão de ser o placar definitivo. O jogo estava nos acréscimos…

Mas aconteceu o que já foi descrito acima e o que parecia desgostar o Palmeiras por sua má atuação, virou-se contra personagens do São Paulo, entre eles o treinador Juan Carlos Osorio que foi criticado-segundo leio- pelo vice de futebol tricolor, Ataíde Guerreiro, por suas recentes declarações. E o empate, segundo Guerreiro, foi classificado de “catastrófico” e duro de explicar na reunião do Conselho Deliberativo do clube, onde a pressão sobre Osório pode aumentar- embora, antes do jogo, o presidente Carlos Miguel Aidar tenha amenizado o efeito das palavras do técnico.

Só por uma questão de justiça, é bem que se diga que se o resultado foi ruim, o desempenho do tricolor foi satisfatório. Até aquela falha letal, no fim do jogo.

Quanto ao Palmeiras, que vinha jogando bem até disputar mal o Choque- Rei é preciso saber a razão de tantos passes errados e por que vários jogadores, ao mesmo tempo, estiveram abaixo da média. O Inter, creio, jogará toda a temporada na partida da quarta-feira.

Em minha opinião, entre os palmeirenses, apenas quatro jogadores estiveram bem (Pras, Vitor Hugo, Thiago Santos e Robinho- pelo gol e pelo cabeceio no travessão), nada se criando na armação e o ataque- Lucas Barrios, Gabriel Jesus e Rafael Marques- em nada se parecendo com o perigoso setor de outras partidas.

Sinal de alerta, pois na quarta-feira tem o Inter, pela Copa do Brasil.

Foto: André Durão

Foto: André Durão

3-Mais para registrar: impressionante a reação do Vasco no Campeonato Brasileiro, assim como é espantoso o rendimento contra o arquirrival Flamengo, batido neste domingo, de virada, por 2 a 1. Se continuar assim, o Vasco até escapa do rebaixamento- o que seria impensável, pela produção da equipe, há cinco ou seis rodadas .


 Três goleadores, em momentos diferentes
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Roberto Avallone

Foto: Célio Messias

Foto: Célio Messias

1- Ricardo Oliveira, aos 35 anos, ganhou uma chance na Seleção Brasileira. Artilheiro do Brasil na temporada, frio e oportunista na hora do arremate, é um cavalheiro fora de campo e chamado de “Pastor” por suas atribuições longe dos gramados.

Considerei justíssima a convocação de Ricardo Oliveira feita pelo técnico Dunga. Além de goleador. É um campeão da autoconfiança: deu-me a impressão de que passou por espécie de teste em sua chegada ao Santos (como ele estaria)  e tornou-se jogador indispensável para o time. Esta não é a primeira vez que Ricardo foi convocado: em 2004, ele disputou 11 jogos pela Seleção e marcou três gols.

Boa sorte!

Foto: Getty images

Foto: Getty images

2- Luís Fabiano teve um retorno glorioso à equipe do São Paulo: participou ativamente dos 3 a 0  na vitória sobre o Vasco, anotou de cabeça o terceiro gol tricolor, mas depois… Ah, depois, sem chamar a atenção, caiu de mau jeito no gramado, bateu as costas, sentiu muita dor, foi encaminhado ao hospital.

E o que era glória, virou preocupação e cautela. Luís Fabiano, por contusão, sai do time outra vez. E não disputará o Choque- Rei.

Foto: Marcelo Cortes

Foto: Marcelo Cortes

3- E Fred, que já foi o goleador predileto antes da Copa de 2014, foi bem claro ao dizer que “no momento a luta do Fluminense é para não ser rebaixado”. Como o Flu caiu! Neste ano mesmo, chegou até a frequentar o G-4. Depois, no returno está em fase de recorde, negativo, com apenas 1 (um) ponto conquistado, o que assusta a sua torcida, mais uma vez, pois o Fluminense só não caiu em 2013 pelo imbróglio que aconteceu na Portuguesa, que teve um jogador escalado em condição irregular.

Triste fase do Flu e do artilheiro Fred.


Palmeiras: bom empate, mas poderia ter vencido. Santos: vitória em Floripa
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

1- Pelas chances criadas, o Palmeiras esteve muito perto da vitória contra o Inter, em Porto Alegre. Mas em termos de passos para a classificação às semifinais da Copa do Brasil, o resultado foi bom, pois agora basta um empate sem gols- ou vitória por qualquer placar (e jogando em casa) será suficiente para o Palmeiras eliminar o Inter.

Se irá consumar esse feito, é outra história. Depende. Nesta quarta-feira, por exemplo, o Palmeiras desperdiçou um pênalti (Lucas Barrios), teve várias chances de gol, um outro pênalti (sobre Gabriel Jesus, em minha opinião)- e, com tudo isso, não venceu. O Inter teve gol certo perdido por Valdivia e belo gol de Alex, de fora da área, não muito mais do que isso.

Andou bem o técnico Marcelo Oliveira ao fazer entrar Rafael Marques e Cristaldo, pois Lucas Barrios não estava em uma noite feliz e Amaral não tem estilo de jogo para quem desejava buscar o empate. O empate que veio através de Rafael Marques (muito muito bom jogador), de cabeça, depois de centro de Lucas.

O Palmeiras foi superior ao Inter, sempre passando a impressão de que a qualquer momento poderia chegar ao gol. O que antes não acontecia. O maior destaque? Ah, sem dúvida foi Dudu, de volta ao time após a suspensão e que infernizou a defesa do Inter com tantos dribles.

Foto: Eduardo Valente

Foto: Eduardo Valente

2– Quem pensou ver um Santos abatido em Florianópolis, em função da derrota no domingo para o Corinthians, com certeza estava equivocado. Valho-me do depoimento de quem viu o jogo para dizer que o Santos conseguiu um resultado em Florianópolis (1 a 0, gol de Gabigol, de pênalti) que o caminha a passos largos para a classificação, pois não creio que o Figueirense consiga desfazer a vantagem santista na Vila Belmiro, romântico local onde o Santos joga muito. Além do gol que valeu, Gabigol fez outros dois, anulados, dando a impressão de que realmente estava em posição de impedimento (no primeiro gol anulado, houve polêmica).

De qualquer maneira, vencedor, dificilmente o Santos perderá a condição de semifinalista.


Corinthians: foi fácil contra o Santos. Palmeiras: rodada melhor, impossível
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Roberto Avallone

1- Sem  essa de reclamações inúteis ou de atribuir à arbitragem qualquer parcela de culpa pela derrota do Santos, mesmo com a expulsão do jogador errado- David Braz quando deveria ter sido  Zeca, o autor do pênalti sobre Vagner Love: o Corinthians jogou melhor, atacou muito mais, o pênalti existiu mesmo e Jadson- autor dos dois gols- foi o melhor em campo.

Um triunfo digno do líder do Campeonato Brasileiro. Confesso que me surpreendeu a exibição do Corinthians, que andava mal nos clássicos, pois foi além do futebol pragmático que estava exibindo, permitindo-se  fazer jogadas vistosas. Surpreendeu-me também o Santos, pelo lado negativo, pois o implacável senhor da Vila Bemiro  torna-se irreconhecível fora de seu estádio. O goleiro corintiano Cássio fez uma única defesa difícil.

Em duelo a parte com o Atlético Mineiro, de quem  mantém a distância de 5 pontos (O Grêmio ficou para  trás pela derrota frente ao Palmeiras), o Corinthians tem muitas chances de levantar  o caneco.  Se bem que, ainda teremos 33 pontos em disputa, o jogo do Corinthians contra o Galo será em Belo Horizonte e o futebol às vezes é traiçoeiro. Não dá para cravar nada, ainda.

2- Depois de uma grande vitória diante do Grêmio (3 a 2), em uma das melhores partidas do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras teve uma grande ajuda do Atlético Mineiro- que goleou o Flamengo (4 na 1)   e   do Avaí, que derrotou o São  Paulo por 2 a 1. Como se sabe, o Fla e o tricolor lutavam com o Palmeiras  por uma vaga no G-4. O Palmeiras, por enquanto, permanece na elite da competição. Ficou melhor do que os resultados, a constatação de que o Palmeiras é muito forte no ataque com Lucas Barrios, Gabriel Jesus e Rafael Marques, podendo ficar ainda mais poderoso com a volta de Dudu  e sua velocidade.


Palmeiras e Barrios: virada histórica. Corinthians: derrota amenizada. Santos: este é o time da Vila!
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

1- Fazia tempo que o Palmeiras não vencia o Fluminense no Maracanã. Para compensar, depois de um primeiro tempo ruim, transformou-se no segundo e, além da vitória, estabeleceu uma virada histórica: com goleada de 4 a 1, com direito a três gols de Lucas Barrios, o herói do triunfo palmeirense, que não precisou mais do que 30 minutos para merecer nota 10.

Além de Barrios, é curioso constatar que ao lado do argentino (naturalizado paraguaio) sobe muito o futebol de Gabriel Jesus- lembrar a vitória contra o Cruzeiro, no Mineirão, 3 a 2, pela Copa do Brasil- que disputou ótima etapa final, quando fez um gol e participou de outros dois. Quando Barrios e Gabriel Jesus se juntarem a Dudu, será formado um trio ofensivo de muito respeito.

Aliás, com a goleada desta quarta-feira, o Palmeiras passou à frente de Corinthians e Atlético Mineiro no número de gols marcados, transformando-se no melhor ataque do Campeonato Brasileiro. O que seria inimaginável para quem viu só o primeiro tempo, quando a equipe chutou apenas uma só vez a gol e o Flu marcou (Jean, depois de falha de Jacson) e Fred perdeu gol certo. O mesmo Fred que, no segundo tempo, chutou para fora o pênalti (duvidoso) que teria sido cometido por Fernando Prass em Cícero.

O que transformou o Palmeiras? Ah, evidentemente que foram as substituições feitas pelo técnico Marcelo Oliveira, com as entradas de Rafael Marques, depois Lucas Barrios e Allione, indo Zé Roberto para a lateral-esquerda, saindo Egídio. Aí sim foi o Palmeiras que luta pelo G-4 e que conta com chances de brigar pelo título da Copa do Brasil.

Foto: Ricardo Duarte

Foto: Ricardo Duarte

2- O Corinthians só não lamenta mais a derrota para o Inter, em Porto Alegre (2 a 1), pelo motivo de seu mais direto perseguidor, o Atlético Mineiro, ter sido arrasado pelo Santos na Vila Belmiro por 4 a 0! Aí a distância entre líder e vice- líder continua a mesma, 5 pontos. Assim, o que houve de diferente mesmo foi a queda da longa série invicta- 17 jogos-, pois em termos de Campeonato, a luta continua igual, embora não se possa descartar as chances do Grêmio, que ontem venceu o Atlético Paranaense, 2 a 1.

Foi justa vitória do Inter? Pelo começo do jogo e por toda a segunda etapa, sim. Houve equilíbrio no primeiro tempo desde o gol de Malcom- com a bola desviando em Paulão- até o fim desse período, mesmo com o gol de empate, marcado por Réver. Depois do intervalo, no entanto, o Inter foi raça, agressividade, contando, ainda, com a contusão de Uendel. Edílson entrou em seu lugar e por ali saiu o gol da vitória colorada: o zagueiro Paulão, com virtudes dignas de um bom atacante, aplicou o “drible da vaca” em Edílson e centrou para Valdivia estufar as redes. Inter, 2 a 1.

E assim foi a história.

Foto: Djalma Vassão

Foto: Djalma Vassão

3- O feitiço e os segredos da Vila estão acesos como há bom tempo não se via: lá, o Santos anda forte, goleador, infernal. Na noite desta quarta-feira bateu o Atlético Mineiro, vice- líder do Campeonato por 4 a 0 (!) com dois de Gabigol e os outros marcados por Ricardo Oliveira e Marquinhos Gabriel.

E isso, uma semana após o Santos ter arrasado o São Paulo, na romântica Vila Belmiro, por 3 a 0. Não pode ser coincidência e nem os frutos de noites mais felizes: o DNA ofensivo santista combina mesmo com seu estádio e o técnico Dorival Júnior anda a fazer um trabalho digno de aplausos.

Quanto ao Galo, é visível, está em forte queda. Talvez letal para seus planos.


Corinthians: jeito de campeão. São Paulo: vitória fantástica. Santos: a queda inesperada
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Roberto Avallone

Foto: Reginaldo Castro

Foto: Reginaldo Castro

1-Tudo bem que, por não ser ciência exata, não se pode cravar nada- ou Quase nada- em futebol. Mas são muito fortes os indícios de que serão do Corinthians as faixas de campeão: time ajustado (sem ser brilhante) com belo meio-campo (Elias, Jadson, Renato Augusto), com torcida fiel e com aquela pitadinha da sorte que acompanha os vencedores.

Além de bater o Joinville com autoridade, quase sem passar por sustos- à exceção de uma bola tirada pelo zagueiro Felipe, salvando o gol- com indesmentíveis 3 a 0 (gols de Malcom, Uendel e Vagner Love), conta o Corinthians ainda com a força de uma invencibilidade que já dura 17 jogos e o tropeço dos principais perseguidores: neste domingo, o Atlético Mineiro perdeu dois pontos ao só empatar com o Cruzeiro e o Grêmio perdeu três ao ser derrotado pelo São Paulo, em Porto Alegre.

Claro que ainda existem muitos jogos pela frente e que o duelo com Atlético será em Belo Horizonte, mas “pinta” e jeito de campeão é o que não falta a esse Corinthians. Resta saber se a conquista será consumada, como parece.

Foto: Rubens Chiri

Foto: Rubens Chiri

2- Perguntam-me: “quem é esse Rogério?” Confesso que jamais tinha ouvido falar dele, rapaz de anos, que andava pelo Náutico, vindo do Vitória, seria um jogador a mais? Pois Rogério não parece ser apenas mais um: de novo, ele mostrou habilidade, rapidez e personalidade ao marcar o segundo gol contra o Grêmio, qualidades que já exibira contra outro time gaúcho, o Inter.

Ao vencer o Grêmio, em Porto Alegre, 2 a 1, o São Paulo simplesmente quebrou a invencibilidade gremista em seu estádio no Campeonato Brasileiro e, de quebra, acabou com uma série invicta dos gremistas que já era de 10 jogos. Não é pouco. E vindo de um “baile” sofrido na Vila Belmiro, quando foi derrotado pelo Santos por 3 a 0.

Devo reconhecer que, desta vez, foi importante a ousadia do treinador Juan Carlos Osorio. Não se impressionando com a derrota sofrida no meio da semana, optou por jogar no ataque e, ao invés de segurar o resultado, colocou Rogério em campo quando vencia por 1 a 0. Justo, então, o abraço que lhe deu Pato, autor do primeiro gol, sempre incentivado pelo treinador colombiano.

Considerei, pelos ingredientes, uma vitória fantástica do tricolor paulista. E sobre o tricolor gaúcho que vinha tão bem.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

3- Era claro que um dia o Santos, que já acumulava longa série invicta (entre Brasileirão e Copa do Brasil), seria derrotado. Mas não como aconteceu neste domingo pela manhã, em Campinas, diante da Ponte Preta, quando já foi para o vestiário, ao final do primeiro tempo, com 3 a 0 nas costas. O que indicava derrota, com certeza. Talvez por goleada.

A goleada, pelo menos não aconteceu. O Santos até amenizou a queda com um gol marcado aos 48 minutos do segundo tempo (Rafael Longuine), mas ficou a impressão de que os 3 a 1, na volta do bom Lucas Lima, têm um significado importante: embora deva se dedicar ao ataque, o Santos não pode se descuidar na defesa, especialmente nas bolas altas sobre sua área.

A luta pelo G-4 continua, é muito bom o trabalho do técnico Dorival Júnior, mas houve um sinal de alerta. Inesperado, por sinal.


Palmeiras, vitória importante. E sem brilho
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Roberto Avallone

Foto: Marcos Ribolli

Foto: Marcos Ribolli

Na verdade, a esta altura do Campeonato, imporatam mais os três pontos conquistados do que o brilho do futebol jogado. Mas quem não quer um pouco de espetáculo? Bem, isso os quase 23 mil palmeirenses pagantes na fria noite de sábado não tiveram; o primeiro tempo, aliás, foi péssimo, em um 0 a 0 que além de placar mais parecia uma nota a ambas as equipes, Palmeiras e Figueirense.

Mas com a melhora do Palmeiras na etapa final- e a entrada de Kelvin teve muito a ver com isso- os três pontos vieram e de maneira justa, 2 a 0, com os gols de Jackson e de Zé Roberto (este, convertendo o primeiro pênalti a favor do Palmeiras no Campeonato), sem que o goleiro Fernando Prass tenha feito uma defesa difícil sequer. Logo, uma vitória justa, ainda mais porque não foi marcado um pênalti sobre Lucas e a outra grande chance de gol pertenceu a Rafael Marques.

O que faltou, então? Segundo o técnico Marcelo Oliveira, faltou o óbvio: um meio criativo, capaz de organizar as jogadas ofensivas e de virar o jogo de um lado para outro. Isso já se sabe: Valdivia foi embora, Cleiton Xavier e Fellype Gabriel andam campeões e lesões e Alan Patrick- que anda a jogar muito no Flamengo- acabou sendo liberado pelo Fla.

Assim ficou difícil sonhar muito alto. Quem sabe na Copa do Brasil?

Foto: Reprodução Premiere

Foto: Reprodução Premiere

Susto mesmo, no entanto, foi quando um copo

foi arremessado para dentro do campo do Allianz Parque. Punição para o Palmeiras? Pelo visto, não, pois outros torcedores se revoltaram contra o gesto e o torcedor foi identificado pelo nome de Hassam Rafic Almsari, retirado das cadeiras centrais por policiais e assinou um termo de responsabilidade. Neste caso de autor reconhecido, normalmente, o clube fica isento da culpa.

Mas não deixou de ser um susto. Se não houvesse a identificação, Talvez existisse a perda de mando de campo.

Que prejuízo seria, hein?


O Corinthians não passou pelo Grêmio. E o Santos arrasou o São Paulo. Já o Palmeiras…
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Roberto Avallone

FACE COR EMAPTA X GREMIO

Foto: Alan Morici

1- Nada desanimador, mas a esta altura do Campeonato não poderia acontecer para quem defende a liderança: jogando em seu estádio, o Corinthians não foi além de um empate com o Grêmio, 1 a 1 (gols de Bobô e Renato Augusto) e viu a distância para o vice-líder Galo diminuir para três pontos.

Segundo o técnico Roger, do Grêmio, se o jogo apontasse um vencedor “esse teria de ser o Grêmio, embora tenha sido uma grande partida”. E Roger não está errado: o Grêmio parecia viver uma noite mais feliz do que o Corinthians, abriu o placar com Bobô (ex- corintiano) e levou o gol de empate através da cabeçada do melhor entre os corintianos, Renato Augusto. Na verdade, mais do que uma cabeçada foi “casquinha”, a bola raspando…

Corinthians e Grêmio tiveram chances para desempatar, embora os gremistas chegassem com mais perigo: Rildo quase fez o segundo gol do Corinthians, em um chute forte, que foi à trave esquerda do goleiro Thiago, depois de ser por ela defendida; o Grêmio perdeu gol com Douglas (também ex- corintiano) e teve um gol que não valeu, bem anulado visto pelo ângulo da tevê.

Enfim, jogo bem disputado, coisa e tal, mas foi melhor para o Atlético Mineiro, que venceu o Avaí por 2 a 0. Só que, agora, o Galo enfrenta o Cruzeiro, em clássico imprevisível, enquando o Corinthians recebe o Joinville, hóspede da zona da degola. E aí, tudo pode mudar.

Foto: Sergio Barzaghi

Foto: Sergio Barzaghi

2- Não é surpresa nenhuma os Santos ganhar do São Paulo na Vila Belmiro. O resultado é que foi incomum: o Santos dominou o jogo inteiro, há até quem fale em “nó tático” santista, e arrasou o tricolor por indesmentíveis 3 a 0- gols de David Braz, Rafael Longuine e Ricardo Oliveira.

Um arraso!

E é notável que tudo isso sem a grande estrela do time, Lucas Lima. A reação do Santos no Campeonato, pulando dos últimos lugares para o calcanhar do G-4 desde que Dorival Júnior assumiu o time, ah, essa reação é assunto para um estudo científico.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

3- Nem dá para falar muito da vitória do Inter sobre o Palmeiras, 1 a 0 (gol de Nilton, de cabeça, depois de cobrança de falta pela direita), pois o jogo foi mais luta do que arte e o “mistão” palmeirense atuou com 10 jogadores desde o primeiro minuto do segundo tempo (Leandro Almeida expulso) e o Inter só teve a expulsão de Nílton quase no fim do jogo.

Aliás, um jogo “chocho”. Querem um exemplo? A melhor chance palmeirense aconteceu no fim do jogo, no pé direito do zagueiro Jacson. No que poderia dar? Em nada, evidentemente.


A  Seleção com Neymar, que diferença! E o acordo por Dudu
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Roberto Avallone

Foto: Leo Correa / MoWA Press

Foto: Leo Correa / MoWA Press

1- Não era nem questão de a Seleção Brasileira estar jogando mal. Já vencia por 1 a 0- em belo gol de Hulk- e controlava a partida diante dos Estados Unidos, em Boston. Mas era aquele futebol trivial, um arroz com feijão nem tão bem temperado, tudo indicava mais uma vitória do time de Dunga em amistosos. Sem brilho, no entanto.

No intervalo, tudo mudou. Logo de cara no segundo tempo, a Seleção voltou com Neymar, camisa 10 às costas. E o show se fez: em sua primeira jogada, um drible mágico no zagueiro, que o derrubou e cometeu o pênalti que ele mesmo converteu em gol; depois, participou da jogada que culminou com o belo gol de Rafinha- este também mostrando muita habilidade: e, finalmente, Neymar marcou o quarto gol do Brasil em jogada de craque, a deslizar por pequenos espaços entre os jogadores norte-americanos, antes de chutar no cantinho, como se fosse uma jogada se sinuca.

Incrível!

Tanto que ninguém ligou para o gol de honra dos Estados Un idos, marc ado por Willians, em chute forte de fora da área. 4 a 1.

Goleada à brasileira dos velhos tempos.

Mas o que ficou mesmo da partida foi a exibição de Neymar. Com ele, a Seleção é outra equipe.

Foto: Divulgação

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2- O Palmeiras ficará sem Dudu pelas próximas 5 partidas do Campeonato Brasileiro (quatro pelo acordo feito com STJD, pois ele já tinha ficado fora de dois jogos , mais a desta quarta-feira por estar suspenso por ter tomado o terceiro cartão amarelo), o que consiste em desfalque mais do que importante para a equipe: Dudu simplesmente vive sua melhor fase desde que chegou ao Palmeiras, unindo drible, velocidade e até um surpreendente faro de gol.

Desfalque importante, repito, mas poderia ter sido pior, não fosse o acordo feito com o STJD, equacionando o problema. Em minha opinião, sem conhecer a prática do acordo, acabou ficando de bom tamanho: o empurrão no árbitro (na final do Campeonato Paulista) não poderia passar batido e também não caberiam, creio, 6 meses de suspensão. Como caracterizar a atitude do jogar em relação ao árbitro? Não foi um soco, um tapa, um pontapé, uma cabeçada, coisa do gênero, algo que pudesse machucar ou deixar clara uma agressão.

O que foi, então? Diria que mais pareceu um ato infantil de Dudu, como se fosse uma criança mimada ao desferir empurrões. No mínimo, ato hostil. No mínimo desrespeito ao árbitro. Tinha de ser punido. Mas não com  6 meses ou qualquer tipo de condenação que pudesse beirar o exagero.

Que o castigo, ainda que mais brando, sirva de aprendizado para o  talentoso jogador.


Palmeiras e Corinthians, o Dérbi mais empolgante dos últimos tempos
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Roberto Avallone

Foto: Djalma Vassão

Foto: Djalma Vassão

Foi, sobretudo, um jogaço! Sem levar em conta o desejo pela perfeição técnica, que seria pretensão demais no atual futebol brasileiro, os arquirrivais disputaram um clássico elétrico, intenso, empolgante (especialmente no primeiro tempo), com seis gols e, de quebra, belas defesas dos goleiros Fernando Prass e Cássio.

Um clássico surpreendente!

Esse empate de 3 a 3 entre Palmeiras e Corinthians em termos de pontuação, é lógico, deixa para o Palmeiras uma sensação ao mesmo tempo honrosa e amarga, pois ficou o gostinho de que a vitória poderia ter vindo, pois por três vezes os palmeirenses estiveram à frente do placar; e ao Corinthians fica a satisfação pelo ponto conquistado na casa do adversário, além, claro, da manutenção da invencibilidade- agora são 15 jogos- e da liderança do Campeonato Brasileiro, agora 5 pontos à frente do Atlético Mineiro.

Antes da lembrança do que houve durante o jogo, eis os destaques que, em minha opinião, foram os mais marcantes: pelo Palmeiras, Dudu- grande exibição!- e Lucas: pelo Corinthians, o goleiro Cássio e suas magníficas defesas, e Renato Augusto, autor de boas jogadas.

Voltando à partida, o primeiro tempo foi de tirar o fôlego de qualquer torcedor: o Palmeiras saiu na frente Lucas), o Corinthians empatou (Guilherme Arana), o Palmeiras fez o segundo gol(Robinho), o Corinthians empatou de novo (Amaral contra) e o Palmeiras desempatou outra vez( Dudu), terminando em 3 a 2 o primeiro tempo. Na etapa final, embora o Palmeiras não tenha se encolhido, jogando um pouco melhor do que o adversário (Zé Roberto desperdiçou um gol certo e Cássio fez milagre na cabeçada de Leandro Almeida), foi o Corinthians a marcar o gol único desse período, (depois de Fernando Prass evitar um gol de Malcom), com Jadson batendo a falta pela esquerda e a bola batendo na cabeça de Felipe e desviando, finalmente, em Vagner Love. 3 a 3.

Enfim, se a alegria não foi geral, pelo menos emoção é o que não faltou nesse Dérbi.

PS. Neste feriado de 07 de setembro, participarei do “Redação SporTV” (apresentado pelo André Rizek) às 10 horas da manhã. Estaremos falando tudo sobre o clássico, a rodada e os bastidores. Todos convidados!