Blog do Avallone

Arquivo : fevereiro 2015

A vitória do Palmeiras, com recorde de público no Paulistão
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Roberto Avallone

Foto: Fernando Dantas

Foto: Fernando Dantas

Tem tudo a ver, vitória e público grande. São ingredientes que fazem parte do mesmo bolo, pois, apaixonada pelo time como há muito tempo não se via, sei lá qual seria o tamanho da decepção da torcida se o Palmeiras não vencesse, em casa, o Capivariano – com todo o respeito que o Capivariano merece.

Mas, apesar das dificuldades em balançar as redes, o Palmeiras venceu, sim, por 2 a 0- dois gols de Robinho-, sendo que o primeiro gol surgiu aos 35 minutos do segundo tempo, em belíssima cobrança de falta de Robinho. E ele mesmo, minutos depois, fez o segundo gol, em um chute cruzado, depois de excelente passe de Dudu.

Foto: Fernando Dantas

Foto: Fernando Dantas

E assim se fez a alegria de mais de 32 mil pagantes- público recorde do Paulistão até agora-, que vibraram e festejaram algo, mesmo diante do Capivariano, que alguns talvez não possam entender: é a festa pelo Palmeiras que deixa o sufoco do ano passado para voltar a fazer parte da elite do futebol, com elenco farto e de qualidade, além de dar sinais evidentes de recuperação financeira- com patrocínios, número de sócios torcedores que beira os 100 mil, boas arrecadações, etc.

Bem, por que a dificuldade de fazer gol? Isso aconteceu mais no primeiro tempo, pois a defesa saía dando chutão, o meio-campo se ressentia de um verdadeiro meia-armador e o ataque apresentava um guerreiro, Cristaldo, isolado entre os zagueiros adversários.

No segundo tempo, o Palmeiras jogou bem melhor, com a entrada de Rafael Marques (muito importante taticamente, pois armava as jogadas e também fazia companha ao centroavante) e principalmente quando Zé Roberto foi deslocado da lateral-esquerda para o meio. Ah, aí o toque de bola ganhou outro nível de competência. Assim, foi justa a vitória palmeirense que teve, além dos gols, duas bolas nas traves do Capivariano, ambas chutadas por Cristaldo.

Foto: Fernando Dantas

Foto: Fernando Dantas

E a estreia de Arouca? Bem razoável para um jogador que não atuava há 70 dias e ainda não está em sua forma ideal. Quanto às suas qualidades técnicas, nenhuma dúvida:  irá melhorar muito.


Estreias e Mercado da Bola
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

1-  Quanto às estreias, pelo menos duas se destacam neste fim de semana: Arouca, pelo Palmeiras. Vágner Love pelo Corinthians. Love? Mas ele já não jogou desde o começo contra o Linense? Sim, jogou.   Mas não nessa condição de agora, ao lado de Guerrero, revezando-se com o peruano dentro da área, do jeito que sempre gostou.

Considero essa a verdadeira estreia de Vágner Love.

Foto: Eduardo Viana

Foto: Eduardo Viana

E Arouca? Bem, diante do Capivariano ele fará sua estreia 100 por cento, usando pela primeira vez a camisa do Palmeiras, pois ainda não entrou sequer no decorrer das partidas. Trata-se de uma estreia muito aguardada do novo camisa 5 palmeirense, jogador que fez sucesso no Fluminense e no Santos (no São Paulo, não), muito bom no desarme e quase perfeito no apoio ao ataque. Por causa de Arouca, Alan Patrick foi para o banco de reservas e Robinho jogará um pouco mais à frente, como meia-armador.

Arouca terá bom público na Arena do Palmeiras a prestigiar sua “primeira vez”:  até a noite de sexta-feira já tinham sido vendidos antecipadamente 23 mil ingressos, tendo, ainda, quase todo o sábado para negociar mais entradas. E, convenhamos, o Capivariano não é nenhum Real Madrid para despertar tanto interesse.

Foto: Reuters

Foto: Reuters

2- Já em relação ao Mercado da Bola, Dagoberto quase certo no Vasco da Gama é um bom destaque. Jogador de currículo vitorioso, de várias camisas e de sucesso, Dagoberto quase sempre esteve bem, mas, no começo, este blogueiro pensou que ele fosse nome certo para a Seleção Brasileira.

Dagoberto não chegou a tanto, perseguido ainda muito jovem por lesões. Mas sempre foi talentoso e pode ajudar a reerguer este Vasco da Gama de grandes esquadrões no passado e de elenco modesto na atualidade.

O negócio, dizem, está quase fechado.

Foto: Mauro Horita

Foto: Mauro Horita

Outro negócio ainda não anunciado oficialmente, mas que nos bastidores se dá como certo, é Wesley no São Paulo. Pode ser que ele jogue no tricolor o futebol que não teve no Palmeiras. Não sei se essa transferência caracteriza mais uma disputa entre São Paulo e Palmeiras, que vem acontecendo mais acentuadamente desde que Alan Kardec trocou de clube.

Digo que não sei se é mesmo um novo capítulo ou uma contratação a mais porque a torcida palmeirense parece ter festejado a saída de Wesley. A torcida do São Paulo, no entanto, pode ser brindada com boas atuações do volante que, nos tempos de Santos, já esteve muito bem.

Agora, quem sabe?


O São Paulo se redime com Pato e goleada. O Corinthians ganha o jogo e Jadson. E o Galo…
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Roberto Avallone

Foto: Miguel Schincariol

Foto: Miguel Schincariol

1- O São Paulo está redimido e em luta franca pela classificação ao mata- mata na Libertadores: assim demonstram a goleada de 4 a 0 sobre o fraco Danubio, do Uruguai, e a grande atuação de Pato, em fase de implacável artilheiro (fez dois gols) e das jogadas de craque que não mostrou no Corinthians.

Por falar em Corinthians, ainda era esse o temor que rondava o Morumbi- o “baile” que o tricolor levou do rival, o “nó tático” de Tite sobre Muricy. Desta vez, diante de adversário fraco, é verdade, Muricy fez o certo ao manter Michel Bastos como meia e Rinaldo na lateral-esquerda; quanto a Pato, o treinador não teve culpa por escalá-lo apenas agora, pois fazia parte do contrato com o Corinthians.

Agora, sim, viu que com Pato é outra coisa. Alan Kardec jogou, sim, como meia no Santos, com Muricy; mas só que como parceiro tinha o veloz e imarcável Neymar, demonstrando na outra partida que, na verdade, é centroavante. E nessa posição, o São Paulo tem Luís Fabiano.

Enfim, valeu pela goleada e pelos três pontos. O que não surpreende a este blogueiro que cultiva o palpite desde antes do início da Libertadores; São Paulo e Corinthians serão os classificados do grupo para a próxima fase DA Libertadores.

Foto: Celio Messias

Foto: Celio Messias

2- Uma boa noite também teve o Corinthians, em Lins: jogou o suficiente para bater o Linense, por 2 a 0(gols de Mendoza e Petros), tendo como destaque o golaço marcado pelo colombiano Mendoza que, novo “Filho do Vento” correu pela esquerda em grande velocidade, entortou o marcador com dois cortes seguidos e chutou no canto direito do goleiro, rente à trave.

O Linense só obrigou Cássio a uma grande defesa- arremate de Diego, cara a cara- e apenas correu bastante, sem dar maiores sustos. Achei que Guerrero- que entrou no fim- teve empo de errar muitas bolas e que Vagner Love teve atuação apenas razoável. Em minha opinião, Mendoza foi o melhor.

Melhor mesmo, no entanto, foi a notícia que surgiu logo na manhã desta- quarta-feira: Jadson tinha mudado de ideia e continuará no Corinthians pelo menos até o fim de seu contrato, Ele está jogando muito.

Foto: Gil Leonardi

Foto: Gil Leonardi

3- Ah, o Atlético Mineiro… Em péssimo começo de Libertadores, já que fora derrotado pelo Colo- Colo na estreia, voltou a perder, desta vez no Horto, para o mexicano Atlas, por 1 a 0 O Atlético foi perdendo aos poucos suas principais estrelas: Diego Tardelli, Réver, Ronaldinho Gaúcho, antes Bernard- e do time que foi campeão da Libertadores em 2013, restou muito pouco. Nem mesmo o presidente Alexandre Kalil, que foi sempre um vencedor.

Por sua vez, o outro representante mineiro na Libertadores, o Cruzeiro, até que não teve mau resultado no empate de zero a zero diante do Universitário em Sucre, cidade de 2,800 metros de altitude, Lá em cima, amigo, é duro jogar.


Um diretor do Corinthians sugeriu Valdivia à cúpula do futebol do clube
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Que fique bem claro que não estou dizendo que essa negociação acontecerá. Penso até que se for para ficar no Brasil, Valdivia permanecerá no Palmeiras, que é mais ou menos o que diz o pai do jogador, embora já admita interesse de outro clube brasileiro pelo filho talentoso- e constantemente machucado.

Limito-me então à informação que me foi passada por confiável fonte corintiana. E, segunda essa fonte, o Corinthians ainda- eu disse ainda- não é o clube brasileiro, falado pelo pai de Valdivia. Mas poderá ser. É que nesta terça-feira, a nova diretoria do Corinthians foi empossada e, entre os novos diretores, um deles- que prefiro omitir o nome, mas que adianto ser do ramo (do futebol) e que vê quase todos os jogos, seja lá de qual divisão for- sugeriu ao presidente, Roberto de Andrade, e ao gerente de futebol, Edu Gaspar, o nome de Valdivia, já que o Corinthians deve (ainda não aconteceu) perder Jadson.

Não houve resposta imediata para a sugestão. Mas a indicação desse diretor- que tem história no futebol do clube- não deve ser descartada. Ah, ainda segundo minha fonte, ele fez uma recomendação acompanhando a sugestão: que Valdivia seja submetido a rigoroso exame médico para saber se há jeito de evitar suas constantes lesões.

Esta é a grande dúvida, pois não s discute a arte do “Mago”.


Cristaldo, Robinho, Guerrero, Muricy: personagens da rodada
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Roberto Avallone

Foto: Celio Messias

Foto: Celio Messias

1– Cristaldo, autor dos dois gols, foi o herói do Palmeiras na vitória sobre o Penapolense. Fora de casa, por 2 a 0. Ele está em boa forma e mostra, a cada jogo, a sua principal característica: infiltra-se, com raça e velocidade, entre os zagueirões, aparecendo na frente do goleiro já pronto para finalizar.

Cristaldo tem um estilo diferente de jogar como centroavante, compensando a falta de estatura típica do homem de área, com aquela fome de gols demonstrada no Velez Sarsfield, no ucraniano Metalist (onde teve por companheiro Cleiton Xavier, a quem reencontrou agora, no Palmeiras), sempre balançando as redes.

E por que só agora volta a ser goleador? Bem, em primeiro lugar porque está em forma plena, confiante e recebendo bolas dos companheiros; depois, no quesito talvez mais importante, é que com Dorival Júnior, Cristaldo atuava aberto pelas pontas, tendo às vezes, de correr atrás dos laterais inimigos.

E esse jamais foi o seu jogo. Com Oswaldo Oliveira, Cristaldo decidiu agir de outra forma: conversou com o treinador e disse que não sabia muito jogar aberto, preferindo ser centroavante mesmo, perto da área, como sempre fizera. Simples, não?

Vem dando certo.

Foto: Ivan Storti

Foto: Ivan Storti

2- Quem viu a vitória do Santos sobre a Portuguesa, no Pacaembu, por 3 a 1, viu um espetáculo à parte:  Robinho jogando como em seus tempos, driblando, pedalando à frente dos zagueiros, um terror. E, de quebra, foi o autor de dois gols, pelo menos um deles belíssimo, entrando em diagonal da esquerda para o meio e completando a jogada com um arremate perfeito, no canto direito do goleiro.

Robinho é o verdadeiro comandante desse Santos de campanha surpreendente, invicto, e que foi até superior ao São Paulo no clássico disputado na Vila Belmiro. Pouco se esperava do Santos, depois dos atrasos de pagamento e da perda de jogadores importantes (Arouca, Edu Dracena, Leandro Damião- que está indo muito bem no Cruzeiro- Mena, atc), em seu elenco.

Mas talvez o mais importante de todos tenha por lá continuado: Robinho, o que parece ter nascido para jogar no Santos.

Foto: Miguel Schincariol

Foto: Miguel Schincariol

3- Guerrero fica ou não no Corinthians? Esta novela ainda não terminou e pelo que se soube, a situação ficou no seguinte pé: é pegar ou largar, ou Guerrero aceita o que oferece o Corinthians (especula-se que 13 milhões de reais de luvas e 500 mil mensais de salários) ou bate o pé por aquilo que deseja (17 milhões de reais de luvas) e terá de procurar outro clube.

Por coincidência ou não, em meio a este impasse, Guerrero não vem sendo feliz; foi expulso no primeiro jogo da Libertadores (ou Pré) e pegou suspensão de três jogos no badalado torneio; não balançou mais as redes e neste domingo, em Itu saiu mancando de campo, aos 34 minutos da etapa final, alvo que foi das chuteiras adversárias. O conceito de sua atuação, no entanto, preocupa: andou bem armando as jogadas, mas não brilhou nem um pouquinho nas finalizações que, em princípio, deve ser sua principal missão.

Terá a ver sua atual fase com a novela do “fica- não fica”?

Foto: Eduardo Viana

Foto: Eduardo Viana

4- Muricy Ramalho desabafou após a goleada do São Paulo sobre o Audax- Osasco, por 4 a 0. Disse que sente movimentos para tirá-lo do cargo de técnico e se o quiserem fora do clube terão de manda-lo embora.  Honesto, trabalhador e com currículo vitorioso, não creio que a história vá acabar assim.

Lembro, no entanto, que o técnico vive de resultados. Não me convencem as palavras de apoio eterno e nem me comovem as juras de amor, pois são os resultados, só eles, que podem garantir a sobrevivência.

No Campeonato Paulista, as coisas vão bem, embora o próprio Muricy tenha reconhecido que a equipe falhou no grande teste que teve contra o Santos. É na Libertadores, por enquanto, que o bicho pega, pois a derrota para o Corinthians, com aquele baile, teve o efeito quase de um nocaute.

Quase, eu disse, pois que agora, o São Paulo terá uruguaios e argentinos pela frente, jogos de ida e volta, até topar de novo com o Corinthians, desta vez no Morumbi.

Como acredito que os dois – São Paulo e Corinthians- irão se classificar, ainda há muito tempo para mais festejos do que desabafos.

E assim, Muricy, caminha o futebol.


Valdivia, mais um capítulo neste misterioso caso do futebol
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco

Foto: Cesar Greco

Oswaldo de Oliveira, diante das circunstâncias, voltou atrás: já não vai escalar Valdivia contra o Capivariano, no dia 28, como afirmara. E nem dá mais previsão sobre o retorno aos gramados do jogador que vive a elogiar. E como poderia? Pelo noticiário, Valdivia não faz um treino sequer há muito tempo e, pelo jeito, como não irá jogar na data projetada, deverá completar três meses sem jogar e até de treinar com o grupo: sua última partida aconteceu no dia 6 de dezembro de 2014, no empate com o Atlético Paranaense, 1 a 1.

Aliás, essa partida é uma atenuante para ausência tão longa. Segundo o que dizem, Valdivia jogou no sacrifício total, pois o Palmeiras corria o risco de ser rebaixado naquele domingo, última rodada, festejando a derrota do Vitória para o Santos, em Salvador, e a do Bahia para o Coritiba, em Curitiba, por 3 a 2- e de virada.

Aí vieram as férias, longas férias; veio uma declaração do jogador, saudoso da eficiência do terapeuta José Amador, da Seleção do Chile. As férias não resolveram o problema do jogador e nem mesmo a sua ida ao Chile- onde se encontrou com Amador e a Seleção chilena- foi capaz de deixar Valdivia curado.

O que fazer, então? O departamento médico do Palmeiras não se pronuncia respeito, o jogador se refugia nas instalações internas do C.T e a última imagem que dele se viu foi aquela do camarote no carnal em Salvador, de camisa regata e short, para onde teria ido pelo show de Ivete Sangalo. Ao que conta- segundo um conselheiro do Palmeiras- Valdivia apenas presenciou a festa. Nem mesmo pulou.

Em minha opinião, não é má vontade do jogador. Trata-se de uma excessiva dificuldade de lidar com suas lesões musculares, longas e longas ausências, oque não acontecia em sua primeira passagem pelo clube. Talvez, repito talvez, não tenha se cuidado o suficiente para não padecer tanto agora, já trintão.

É pena. Tecnicamente, ainda o considero o melhor jogador do time. Mas como futebol de hoje exige forma física, além da técnica, creio que o Palmeiras não pode mais depender de Valdivia: é preciso agilizar a documentação de Cleiton Xavier- um amigo me disse que os papéis já chegaram, não sei-, pois ele deverá ser o futuro meia-armador do time. E ainda com Alan Patrick e Robinho que podem fazer a função.

Se Valdivia conseguir disputar o mata-mata do Campeonato Paulista, em forma, ótimo. Caso contrário, o Palmeiras não sentirá mais a sua falta e mesmo que o jogador renove contrato, será uma espécie de artigo de luxo, tipo “o que vier, é lucro”, mas sem aquela dependência visceral que não fazia bem algum à equipe.

De qualquer maneira, boa sorte a ambos, jogador Valdivia e Palmeiras, nesta nova fase que se prenuncia.


Corinthians, show de bola no São Paulo. E grave erro da arbitragem
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

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Quanto ao futebol nem se discute: foi um show de bola do Corinthians diante de um lento e inofensivo São Paulo (Cássio não fez nenhuma grande defesa), tanto que não seria injustiça alguma se o placar fosse maior do que 2 a 0 (gols de Elias e Jadson) como o jogo terminou na Arena de Itaquera.

Os melhores em campo? Bem, em minha opinião, o melhor de todos foi Elias, autor do primeiro gol quando apareceu como se fosse centroavante e responsável por ser o “homem- surpresa” do ataque corintiano.  Menções mais do que honrosas para Émerson “Sheik”. Jogador que as 36 anos, tem fôlego e velocidade de menino; para Renato Augusto, importante taticamente; para Ralf, perfeito na proteção a zaga.

E menção especial para um senhor, agora mais magro, que fica à beira do campo e que depois de um ano sabático, quando fez uma reciclagem até em território europeu, voltou melhor do que nunca: o técnico Tite, cuja evolução tática é visível, com aquela marcação por pressão e com a velocidade intensa na troca de passes, rumo ao contra- ataque. Perto do Corinthians, o São Paulo parecia um time dos anos 50, lento e previsível, tipo cada um na sua posição, sem surpresas ou imaginação.

Como nada é prefeito, no entanto, é preciso dizer: os jogadores do São Paulo tiveram razão ao reclamarem do segundo gol corintiano, pois este nasceu de uma falta cometida por “Sheik” em Bruno e que a arbitragem ignorou. Gol irregular!

E isso apesar de, depois da falta, “Sheik” arrancar em belo estilo, servir Jadson que, com a perna direita driblou Reinaldo e com a canhota mandou para o fundo das redes de Rogério Ceni. Mas tudo isso não teria acontecido se a falta, existente, fosse marcada.

Por outras jogadas, no entanto, o Corinthians se fez merecedor de placar mais amplo em sua bela estreia na Libertadores.


Quem ganha o Majestoso: Corinthians ou São Paulo?
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Roberto Avallone

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Como há muito tempo não acontecia, nem mesmo na decisão da Recopa que tiveram em 2013, é grande demais a expectativa desse Majestoso- como foi apelidado o clássico entre Corinthians e São Paulo- marcado para esta quarta- feira na Arena corintiana. É que vale pela Libertadores, o torneio que é o sonho de consumo dos clubes.

Poderia lembrar que o Majestoso marcou a cidade com duelos históricos como os 3 a 3, recorde de público no Pacaembu, na estreia de Leônidas da Silva; ou, então, um jogo inesquecível no Morumbi, vitória corintiana, em que Dida defendeu dois pênaltis cobrados por Raí, um em cada canto.

Além de passagens históricas, no entanto, vamos ao presente e à solicitação ao amigo que dê o seu palpite: quem tem mais condições de vencer o clássico.

Bem, em minha opinião, se estivesse completo o São Paulo teria leve vantagem técnica sobre o Corinthians, que compensa com outro fator: jogará em casa, em Itaquera, onde costuma jogar bem- o aproveitamento beira 80 por cento- e vencer, na maioria das vezes. Só que como o São Paulo, que não terá Centurión e nem Pato, o Corinthians também não contará com seu melhor atacante, o peruano Paolo Guerrero.

O tricolor ainda é capaz de se virar com Kardec e Luís Fabiano à frente, tendo Ganso e Michel Bastos nas meias. Mas o Corinthians talvez tente suprir a ausência de Guerrero com Danilo de falso centroavante, o que não me parece o ideal: Danilo é decisivo, tem estrela para brilhar nos clássicos, mas é melhor como meia, embora seja alto e eficiente nas bolas aéreas. No decorrer do jogo, Vagner Love pode ser a solução.

Em todo o caso, sem ficar em cima do muro (que não é do meu costume), pela lógica este Majestoso sugere um empate. Mas quem disse que o futebol tem tanta lógica ou que o amigo não possa arriscar um palpite diferente?

Vamos lá, arrisque e ouse à vontade!


Dudu, Centurión, Vágner Love: personagens do futebol no Carnaval
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Roberto Avallone

Foto: Cesar Greco

Foto: Cesar Greco

1- Ah, que bem poderá fazer para este hábil atacante o gol da vitória do Palmeiras sobre o São Bento, em Sorocaba por 1 a 0: assim, Dudu já cala certos torcedores que já contestavam a sua competência, talvez até pelo fato de, até então não ter frequentado as redes.

Dudu foi o melhor jogador do Palmeiras contra o São Bento. Ele dribla com extrema facilidade e sempre para a frente, virtude que não era tão incomum em nossos campos em outros tempos, mas que agora é uma verdadeira rivalidade. Só que, no entanto, aqui vai um alerta para Dudu: é preciso treinar muito os arremates, pois é possível chutar melhor com treinamentos, o que não acontece com outros quesitos, como driblar e ter visão de jogo. Se aprender a arrematar melhor, pode pensar até em Seleção Brasileira.

Além de Dudu, outros jogadores palmeirenses brilharam, apesar de não ter o time apresentado futebol brilhante (o técnico Oswaldo Oliveira culpou o gramado) neste sábado de Carnaval: por exemplo, Zé Roberto, 40 anos, incansável, e Robinho, volante e meia, grata revelação entre os contratados. E para o próximo jogo, Arouca vem aí.

Foto: Djalma Vassão

Foto: Djalma Vassão

2- O técnico Muricy Ramalho que não é de elogiar com facilidade, definiu com muita clareza: ”Enquanto teve gás, o Centurión desequilibrou”.

Foi, na verdade, uma bela estreia! Centurión deu passe para dois gols, marcou o dele (de cabeça), além de ter driblado, dado uma “caneta” no marcador, corrido, exibindo sempre agilidade e velocidade. Como se esperava em sua contratação.

Na verdade, o São Paulo arrasou o Bragantino (o que não costuma ser fácil), no campo do adversário, marcando 5 a 0, goleada histórica para o confronto. Além de Centurión, marcaram para o tricolor Boschilia (duas vezes), Alan Kardec e Pato. O time do São Paulo é muito forte, assim como o seu elenco, tendo, ainda, a defesa reforçada por Dória, que fez estreia segura contra o Bragantino.

Foto: Daniel Augusto Jr.

Foto: Daniel Augusto Jr.

3- Vagner Love desperdiçou chance clara na pequena área e jogou muito pouco tempo contra o Botafogo na sofrida  vitória corintiana por 2 a 1, dois gols de pênaltis, convertidos por Fábio Santos. E por que, então, foi destaque ou personagem? Pela vontade que demonstrou ao entrar em campo, no entusiasmo ao pedir para a Fiel aplausos de incentivo para o time que estava só empatando. Love sabe jogar e fazer gols, logo, com a vontade que está, a tendência é dar certo.

Quanto ao jogo, a grande polêmica ficou nos pênaltis sobre Guerrero, que definiram o jogo. Lances difíceis, duvidosos. Mas como todo mundo tem direito a dar sua opinião, democraticamente, a minha é a de que não há dúvida alguma sobre o segundo pênalti, pois Guerrero foi puxado dentro da área. E o primeiro? Bem, na hora opinei que houve infração, carga por trás de Guerrero.

Mas posso estar errado, por que não? Leio que até o técnico Tite admitiu que não houve pênalti. Creio que houve, sim, mas não posso cravar diante de tantas dúvidas e afirmações em contrário…


A goleada do Palmeiras, o empate no clássico, a ausência de Guerrero por três jogos
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Roberto Avallone

Foto: Djalma Vassão /

Foto: Djalma Vassão /

1- Sem ser brilhante, o Palmeiras teve boa atuação na goleada sobre o Rio Claro, por 3 a 0. Atuou bem melhor do que nas últimas partidas, exibindo umas variedade de jogadas antes não vistas e, fato animador para sua torcida, vários de seus jogadores tiveram boa performance- Lucas, Zé Roberto, Robinho, Cristaldo, por exemplo- ficando, no entanto, em minha opinião. Com Alan Patrick as honras de ter sido o melhor em campo.

Ah, e quanto ao contestado Rafael Marques (que vi jogar no Botafogo campeão carioca em 2013, com ótimas participações) jogou pouco tempo, mas o suficiente para marcar o terceiro gol, em jogada que iniciou e completou. Como ainda falta estrear jogadores- Arouca, Valdivia, Gabriel Jesus e futuramente Cleiton Xavier- o lógico é deduzir que o ótimo elenco do Palmeiras poderá estar pronto em breve para disputar os títulos. Se vai ganhar ou não, é outra história.

E então, é apenas uma questão de tempo. Se bem que, caso existisse por aqui, talvez falte apenas um grande zagueiro, tipo Miranda do Atlético de Madrid, para a formação de um grande time. Ou então alguém que com ele se pareça, o que é difícil.

Foto: Eduardo Saraiva

Foto: Eduardo Saraiva

2- Foi muito movimentado, corrido e pegado esse clássico sem gols entre Santos e São Paulo, na Vila Belmiro, O tricolor, pelas contas que foram feitas, teve até mais posse de bola; o Santos, porém, em grande velocidade no ataque, sempre esteve mais perto do gol e merecia vencer. Até porque foi prejudicado pela arbitragem, que deixou de marcar um pênalti claro de Denílson sobre Ricardo Oliveira.

Em termos de pontuação na tabela, o empate ficou bom para os dois.

Foto: Mauricio Castaneda

Foto: Mauricio Castaneda

3- Empatar em Manizales com o Once Caldas- embora tenha sido dominado pelos colombianos no segundo tempo, com duas bolas na trave, inclusive-, foi bom negócio para o Corinthians. Até porque a classificação já estava garantida e o time tocou bem a bola no primeiro tempo, culminando com o belo gol de Elias. Foi até normal o gol de empate do Once Caldas, com direito a pedalada de Arango diante de Fagner, antes do arremate. 1 a 1.

O que não caiu bem para os sonhos corintianos foi a suspensão de seu melhor atacante- Paolo Guerrero- por três jogos, E, logo de cara, pela Libertadores, o Corinthians terá o São Paulo.

Embora dono de estilo diferente e sem ter a estatura de Guerrero, quem sabe já seja a vez de Vagner Love?