Blog do Avallone

Arquivo : abril 2014

Vexames: depois de Guardiola, José Mourinho. E lições até para a Seleção Brasileira
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Roberto Avallone

Foto: AP

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1- A semana foi trágica para os “Magos” do futebol, Pep Guardiola e José Mourinho. Nesta quarta-feira foi a vez do milionário Chelsea de Mourinho ser eliminado da Champions League, ao perder em casa- e sem jogar nada- para o heroico Atlético de Madri, por 3 a 1. E de virada.

Como se sabe, um dia antes, jogando em Munique o poderoso Bayern de Guardiola foi humilhado pelo Real Madrid, que o goleou por 4 a 0, debochando da posse de bola do adversário e fazendo prevalecer a explosão no contra-ataque, tendo em Cristiano Ronaldo um verdadeiro inferno para os inimigos.

Ah, futebol é assim mesmo, poderão dizer os mais simplistas. Não, não é bem assim. Muitas lições podem ser tiradas do fracasso dos times dirigidos pelos técnicos mais badalados do mundo, Guardiola e Mourinho. No caso do português, agora um especialista em armar retrancas (arrancou um empate de 0 a 0 contra o Atlético, em Madri, em jogo feio de assustar), nota-se nele, sabe-se lá a razão, dificuldades em armar uma equipe ofensiva, talvez em de veteranos atacantes- por ele avalizados-, em franca decadência como Samuel Eto’o e Fernando Torres. E isso é pecado mortal.

Foto: AP

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No caso de Guardiola, o fracasso foi ainda mais sintomático: pode significar o fim do famoso tic- tac (toque de bola para lá e para cá), que pode garantir bem maior posse de bola às equipes, mas que sem um aríete decisivo (como quando Messi estava em forma, por exemplo) torna-se maneira de jogar inofensiva e até cansativa por sua incansável repetição. Não só o Bayern sucumbiu com esse estilo de jogo, o Barcelona (com Messi em má fase) também.

Logo, não é mera coincidência.

Dinâmico como nenhum outro esporte em suas variações, o futebol oferece a quem o estuda (no caso, técnicos e jogadores atentos) o antídoto a qualquer esquema tático que se repete. É cíclico. E hoje, os vencedores quando no ataque procuram um estilo vitorioso de há 50 anos: o do Santos de Pelé, que além do Rei, tinha a velocidade de Dorval e Pepe e o oportunismo de Coutinho.

É alegre volta ao passado. Que nunca esteve tão presente.

2- Se futebol é momento, Felipão que se cuide: Oscar não está jogando nem no Chelsea, Ramires e Willian não demonstram porte para jogar na Seleção Brasileira, Paulinho patina no Tottenham, Luiz Gustavo está no modesto Wolsksburg, o goleiro Júlio César no incipiente futebol do Canadá.

E são nomes certos na lista pra a Copa do Mundo?

Enquanto isso, Felipe Luís (lateral-esquerdo do Atlético de Madri) está melhor do que todos os concorrentes na posição, assim como Philipe Coutinho é o grande ídolo do Liverpool, sério candidato ao título inglês da temporada. Eles não mereceriam uma chance, já que, repito, futebol é momento?

Creio que seria bom Felipão rever os seus conceitos. Ainda há tempo.


Tititi: Aidar, da vitória ao tripúdio. E uma verdade sobre o inimigo
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Roberto Avallone

Foto: Felipe Raul

Foto: Felipe Raul

Comendo banana (supostamente em solidariedade ao caso de racismo sofrido por Daniel Alves). O novo presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, respondeu às acusações do presidente de seu coirmão (?). Palmeiras, mais ou menos como se esperava; “Juvenil”, “Isso é choro, mas o choro é livre”, coisa e tal, são algumas das frases pinçadas de seu discurso. Cometeu alguns erros também na arte de dissimular ao dizer que “Esperamos que o Kardec aceite nossa oferta”, quando o pai do jogador já disse que deu a sua palavra.

Ah, não teve o comportamento de seu pai, Henry Aidar, por exemplo, que foi o artífice das contratações de Gérson, Toninho Guerreiro, Pedro Rocha, entre outros, jogadores bem mais renomados do que Alan Kardec, e jamais perdeu Henry a elegância ou se deixou vencer pelo deslumbramento.

Como? Se mudei de opinião? Não, ela continua a mesma: o culpado pelo desfecho desse caso foi o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, que, depois de o negócio acordado por seu executivo, não aceitou as condições por uma diferença mísera. Tanto que há hoje quem desconfie: estaria Nobre verdadeiramente disposto a fechar o negócio ou fazia o máximo para agradar o mais temido cardeal do Palmeiras, Mustafá Contursi, que poucos dias antes concedera uma entrevista dizendo ser contrário “pagar esse dinheiro por um jogador que estava encostado no Benfica?”.

Mustafá ainda é poderoso cabo eleitoral (há eleição no Palmeiras neste ano) e tem forte influência no COF que aprova ou não as contas dos presidentes. Ficar bem com ele é bom negócio. Pois não?

Creio até que, mesmo com extrema cautela, Nobre queria contratar Kardec. Por ingenuidade e erro de cálculo, no entanto, perdeu o tempo certo do negócio-quando foi fechado por 220 mil reais, mais a produtividade  e, depois de o leite derramado, correu até casa dos Kardec, pai e filho, em Barra Mansa para tentar salvar o que já estava perdido.

Voltando a Aidar e suas farpas, o tópico mais constrangedor foi quando ele disse que “time grande briga para não perder seus principais jogadores” e que com essa atitude, “o Palmeiras que está se apequenando, mostra qual é o seu atual tamanho”. Em outras palavras, entendo, quis dizer que hoje o Palmeiras é  time pequeno. Ou quase.

E por mais que doa a alma do palmeirense- imagine como seria na alma dos antepassados palestrinos, nesse ponto creio que Aidar atingiu o alvo, tocou na ferida, não mentiu: campeão do século passado (passado, repito), neste século o Palmeiras só vem colecionando fracassos- dois rebaixamentos para a Série B, um estádio novo que está sob arbitragem (quando ficará pronto, quanto trará de receita?), inexistência de patrocínio mesmo no ano do Centenário, principais jogadores perdidos (Barcos, Henrique, Alan Kardec), nenhuma perspectiva de liderança apta à reabilitação (Nobre foi a última decepção), torcida ameaçando abandonar o barco…

Só restou a história, gloriosa, dos tempos em que o Palmeiras era uma escola de dirigentes.

E Aidar, entre tantas lambanças em seu discurso, acertou no ponto que é mais dolorido, que será contestado por muitos: o Palmeiras está se apequenando, cada ano mais, em processo que temo ser irreversível. A torcida. grande, é a última esperança.

Mas Carlos Miguel não precisava tripudiar…


Nobre, ingênuas explicações
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Roberto Avallone

Foto: Gazeta Press

Foto: Gazeta Press

Típica de principiante essa entrevista coletiva de Paulo Nobre anunciando a saída de Kardec. Pelo menos assumiu a responsabilidade (fracasso) da perda, ainda viu o lado bom na saída de Barcos e ainda acha que se tivesse 140 mil sócios-torcedores (e não 40 mil como tem), “a situação seria outra”.

Não se referiu a Kleina (dono de péssimo esquema tático),  falou em contratações pontuais (quem, meu Deus!), referiu-se pouco a Henrique, considerou boa a negociação de Barcos e  está decepcionado com Kardec, coisa e tal.

Palavras vãs.

O Palmeiras fica com o choro do leite derramado, o São Paulo fica com Alan Kardec e os sonhos de esquadrão.

Ah, mas pelo menos o presidente do Palmeiras, reapareceu, manifestou-se, pois não? Apareceu, sim, era ele mesmo. A que se deve tanta honra?


Corinthians e São Paulo: bom começo e sonhos (reforços) mais altos. E os reservas do Grêmio
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Roberto Avallone

Foto: Marcos Ribolli

Foto: Marcos Ribolli

1- O Corinthians pensa grande para o futuro do Campeonato Brasileiro. Depois de bom começo, com a vitória deste domingo contra o Flamengo (2 a 0, gols de Guilherme e Gil), em sua despedida do Pacaembu- com 36 mi pessoas no estádio onde teve grades glórias- os planos por um futuro maior estão em andamento.

Segundo minha confiável fonte corintiana, pelo menos dois atacantes e um zagueiro serão contratados, além da revelação do Marilia, um menino de nome Sam, 19 anos e que deve se apresentar nesta segunda-feira. Antes de falar do grande sonho para o ataque, que pessoalmente acho difícil de ser concretizado, ouço minha fonte falar de zagueiros- Dória, do Botafogo, que ainda não deu certo, ou Manoel, do Atlético Paranaense, que deve custar caro.

E o ataque, ah, o ataque. Comecemos pelo que é possível, indo até Buenos Aires, encontrando no mercado argentino uma dupla que vem fazendo sucesso- Zarate e Pratto, do Velez Sarsfield- embora a minha fonte tenha lembrado a quem de direito sobre Correa, menino de 19 anos, autor do gol da vitória do San Lorenzo sobre o Grêmio. Preço: 11 milhões de euros, cerca de 35 milhões de reais.

E a grande tacada, na qual não acredito no êxito- até para evitar aqueles comentários, tipo “ah, você não acertou. Sua fonte não sabe de nada”, diz meu interlocutor que trata-se do sonho de Andrés Sanchez, velho sonho, aliás: repatriar Carlito Tevez, grande ídolo no momento da Juventus da Itália e que fez sucesso enquanto jogou no Corinthians,

Quem sabe?

Foto: Cristane Mattos

Foto: Cristane Mattos

2- Mesmo sem jogar bem, em partida sem grandes emoções, o São Paulo empatou com o Cruzeiro, 1 a 1, em Uberlândia. Pelo que foi o jogo, o resultado acabou sendo bom: derrota quase certa, no último minuto dos acréscimos, Osvaldo levantou a bola e o zagueiro Antônio Carlos desviou para as redes.

Sinal de que os ventos estão favoráveis. Reflexo também da boa contratação de Alan Kardec, que chegou o amigo de infância Souza da alegria que contagiou boa parte do elenco. E que deixou outros de sobreaviso, pois a concorrência será forte, já que Kardec tanto pode jogar de centroavante como ser recuado para segundo atacante ou até mesmo para o meio.

E o São Paulo não deve parar por aí: comenta-se nos bastidores que um zagueiro deverá ser contatado (Miranda é um nome, mas não creio que o Atlético de Madrid se desfaça dele) ou algum outro guardado em sigilo; talvez se pense também em um armador que ajude Ganso- ou faça com que ele jogue mais, pois a saída de Jadson ainda não teve reposição.

Bem, tanto quanto o Corinthians, 4 pontos em dois jogos (uma vitória em casa, em empate fora) o tricolor se insinua também como um dos candidatos a este Campeonato.

Face: Vinicius Costa

Face: Vinicius Costa

3- Grande lição dos reservas do Grêmio, batendo os titulares do Atlético Mineiro por 2 a 1, logo na estreia do novo treinador do Galo, Levir Culpi.  Pelas circunstâncias, vitória histórica. Para o Galo, só um pergunta: estavam errados os torcedores que clamavam pela saída de Autuori e R10 (Ronaldinho Gaúcho), logo após o vexatório futebol apresentado na Colômbia pela Libertadores?

Por Autuori não sei, pois com ele o time só perdeu três vezes. Quanto a Ronaldinho Gaúcho, que não vem jogando nada faz tempo, ele foi substituído por Levir Culpi aos 20 minutos do segundo tempo.

Sei lá qual a razão.


Kardec no São Paulo! E o Palmeiras perde, jogando como time pequeno. E ah, o Santos…
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Roberto Avallone

Foto: Cedoc/RAC

Foto: Cedoc/RAC

1- O São Paulo venceu o Choque- Rei, derrotando o rival Palmeiras e acabando com a novela. E foi o próprio Alan Kardec quem determinou o fim da disputa, comunicando ao presidente do Palmeiras (segundo o site  Globo esporte) que decidira ir para o tricolor, sem chance de voltar atrás.

Era o desfecho esperado pelo noticiário dos últimos dias, não só porque a proposta do São Paulo era maior como também pelo mal-estar criado no dia seguinte à reunião entre o estafe do jogador com Brunoro e vice-presidente Mauricio Precivalle quando foi fechado, finalmente, um acordo. Mas quando o presidente do clube, Paulo Nobre, chegou do Rio-onde fora prestigiar a eleição de Marco Polo Del Nero na CBF-ele não concordou e tudo foi por água abaixo.

Pelo lado do São Paulo, seus dirigentes atacaram em três frentes-junto ao Benfica, aos agentes do jogador e quanto ao desejo do centroavante, sem cláusula de produtividade-levando a melhor na disputa. Foi satisfeito, assim, o desejo do técnico Muricy Ramalho, que trabalhou no Santos com Alan Kardec (2011-2012) e com ele foi até campeão, utilizando-o como centroavante e, às vezes, mais recuado.

O que sugere que o São Paulo pode montar um quadrado assim, enquanto Luís Fabiano estiver em campo: Paulo Henrique Ganso, Alan Kardec, Pato e Luís Fabiano. Nada mau, pois não?

Foto:Reinaldo Canato/UOL

Foto:Reinaldo Canato/UOL

2- A diferença foi a seguinte: o Palmeiras correu, correu, como time pequeno; o Fluminense tocou, teve monstruosa vantagem na posse de bola- e jogou como time grande, no ataque, em pleno Pacaembu. Quem deveria vencer? Ora, naturalmente o Flu, com placar até modesto diante de dois ou três milagres de Fernando Prass e do gol incrivelmente perdido por Fred.

No primeiro tempo, o Palmeiras chutou apenas duas vezes ao gol. Pode?

3- Para falar a verdade a ausência (que agora será eterna) de Alan Kardec prejudicou o Palmeiras, sim, mas nada justifica o time tão defensivo armado pelo técnico Gílson Kleina e o fato de terminar o jogo com um trio de atacantes que poderia justificar o apelido dado a um antigo ataque do Flamengo- “Ataque do pesadelo”, formado por Serginho, Diogo e Miguel. Kleina faz cada coisa…

Meu Deus!

Futebol é imprevisível, o Ituano foi campão paulista, coisa e tal. Só que, pelo andar da carruagem (tantas as limitações da equipe, desde um lateral- direito de origem, passando pelo meio de sua área, agora um centroavante, etc.) que o Palmeiras parece condenado a ser mero coadjuvante no Campeonato Brasileiro, quem sabe, com um pouco de sorte, ocupando posição intermediária.

Não acredito que corra risco de rebaixamento. Torço para que não. Mas por favor, amigo, não peça certeza. Pois que a única certeza que tenho nesse caso é que não tenho mais certeza de nada.

Dentro e fora de campo, na cúpula, este não é o Palmeiras que conheci.

Foto: Felipe Gabriel

Foto: Felipe Gabriel

4- E o Santos? Vi apenas parte do jogo e acompanhei um pouco pelo rádio- pela Jovem Pan. E o relato de meu amigo Nilson César batia com o pouco que eu vira: o Santos não jogou nada diante do Coritiba no empate sem gols, livrando-se ainda da derrota porque uma jogada espetacular de Zé Love (ex-santista) terminou com a bola na trave de Aranha.

Creio que o Santos, depois de belas exibições no Campeonato Paulista, perdeu muito de sua confiança (especialmente os meninos), ao perderem o título de campeão paulista para o Ituano. Só pode ser isso: os Meninos da Vila não iriam desaprender de uma hora para a outra e nem deixar de lado o talento tão reverenciado.

Acredito que é só uma questão de fase, nada mais.


O São Paulo passa á frente por Kardec?
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

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Pelo jeito,  o São Paulo passou mesmo na frente do Palmeiras na disputa por Alan Kardec: o jogador nem apareceu para treinar hoje, não. se sabendo oficialmente o motivo. Será a suposta gastrite? Ou cansados da demora de Paulo Nobre, o jogador e seu estafe desistiram do Palmeiras?

 

 
A gota d’ água foi Paulo Nobre não ter dado aval ao acerto já feito entre Brunoro e o centroavante. Ai, o bicho pegou de vez.
Se confirmado tudo, a torcida do São Paulo terá motivos para festejar. E a do Palmeiras, mais uma vez, terá de encontrar forças para superar mais uma perda-esta, a de Kardec, ainda mais doida do que de Barcos.


Novela Kardec tem até Choque-Rei no final
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Roberto Avallone

Face: Divulgação

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Depois de tantas nuances neste caso, não cravo qual será o desfecho no último capítulo que deve ser exibido hoje. Que novela! Com suspense igual à da “Próxima Vítima”, sucesso de 20 anos atrás e que reunia um elenco de primeira- José Wilker, Lima Duarte, Tony Ramos, Aracy Balabanian, etc.

Mas posso falar de tendências, pois não? Pelo que ouvi e li- desta vez sem informação oficial- a tendência é a de que o Palmeiras vença o São Paulo e a si mesmo, arrematando junto ao Benfica os direitos de Alan Kardec, já não sei se por aqueles quatro milhões de euros combinados. Ou então igualando a suposta oferta do tricolor que teria (no condicional, pois é notícia que li já quase de madrugada) oferecido 500 mil euros a mais.

Com isso, deduzo, acontecerá o acordo entre o Palmeiras e os Kardec, pai e filho, pois sem a concordância do jogador a contratação não seria efetivada. Novela complicada, sim.

Nos bastidores, muita angústia e uma certa curiosidade. A angústia era de torcedores palmeirenses, irritados com a lentidão do presidente Paulo Nobre em resolver a questão, alguns deles mostrando-se dispostos até a cancelar o programa de sócio torcedor caso fosse infeliz o final da novela.

E a curiosidade fica por conta de que um dia antes em Maceió, o novo presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, e o agora diretor de futebol, Ataíde Guerreiro, desmentiram movimentação por Alan Kardec. Ou terei visto mal pela tevê (declarações de Aidar) ou lido mal as palavras de Ataíde? Creio que não, pois se estivessem sendo dissimulados poderiam estar à altura dos atores que citei acima, de tão competentes…

Ah, nem digo que seja falta de ética. Diria que é a prática do mercado, do futebol especialmente, onde prevalecem a rapidez e a melhor oferta. Quantos e quantos casos já aconteceram e quem, como dizia minha santa avó, “pode atirar a primeira pedra”?

Mas se é mesmo que existiu a disputa, o Choque-Rei, neste clássico não haverá empate: a não ser que dê zebra ou o autor decida mudar o final da novela, o Palmeiras vencerá o São Paulo. E pelo histórico do caso, por ter recuperado esse bom jogador que estava encostado no Benfica, com toda a justiça.

OBSERVAÇÃO: Mais informações no próximo post.


Mercado da Bola: Kaká é apenas um sonho do São Paulo? E mais: Henrique, atacantes, Marcelo…
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Roberto Avallone

1- O novo presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, falou sobre Kaká antes do jogo em que o São Paulo perdeu para o CRB, em Maceió, por 2 a 1. Estava sorridente e cuidadoso, é claro, ao dizer que Kaká ainda estava bem na Europa, que este não é o momento de se tratar de uma negociação, coisa e tal: “Telefonei para ele ontem, dei-lhe os parabéns por ter completado 32 anos de vida. Nem toquei no assunto”.

Mas não conseguiu- e nem fez questão- de disfarçar que, se possível, gostaria da volta do craque ao Morumbi: ”Ele é a cara do São Paulo”– arrematou.

Será só um sonho?

Pode ser, mas acredito que, desta vez, um sonho possível de ser concretizado. Afinal, como o próprio Aidar informou, Kaká está com 32 anos e quem não sabe que o Milan já não é mais aquele Milan dos tempos de ouro? Não vejo Kaká jogando em outro time do Brasil senão no tricolor que o revelou e o projetou para o futebol e cuja família-também disse o presidente- é sócia do São Paulo.

E assim, já que o sonho é livre, que tal projetar um quadrado mágico que Muricy poderia escalar assim- Paulo Henrique Ganso, Kaká, Pato e Luís Fabiano? Bem treinado, em forma, é para lotar o Morumbi.

2- Enquanto não se acerta oficialmente com Alan Kardec– o que acredito ainda irá acontecer, apesar das nuances-, o Palmeiras vai se preparando para ter um centroavante para utilizar pelo menos como reserva de seu artilheiro: está muito perto de contratar Henrique (ex- Portuguesa, Santos, Mogi Mirim, etc.), que iria para o Flamengo.

Minha opinião; trata-se de homem de área, bom cabeceador, oportunista. Nota 6.5, eu diria, por aí.

Um bom reserva (melhor do que Miguel) para Kardec. Reserva, eu disse.

3- O Corinthians, fala-se, tem uma lista de dez nomes para escolher dois. Atacantes, é lógico. Sigilo total. Mera especulação: entre os possíveis pretendidos não estará Kleber, o Gladiador, que se recupera de lesão e não está assim tão prestigiado no Grêmio? Sei não..

4- Ah, o Santos bem que poderia ter lutado por esse zagueiro Marcelo, que foi do Volta Redonda para o Flamengo. Menino, formado na categoria de base do Volta Redonda, carrega a esperança de ser o novo Dedé. Com tantos zagueiros machucados, o jeito agora é o Santos arrumar investidor e tentar Manoel, do Atlético Paranaense- um zagueiraço.


A coragem de Valdivia, a auto avaliação de Ganso, o enigma de Renato Augusto…
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Roberto Avallone

Foto: Ricardo Matsukawa

Foto: Ricardo Matsukawa

1- Valdivia deu um chapéu no politicamente correto, jogou para escanteio as frases feitas e encarou de frente a sua verdade: disse para quem quisesse ouvir, em entrevista coletiva, que o Palmeiras não pode perder Alan Kardec e Wesley e que, ainda mais, precisa de alguns reforços para o Campeonato Brasileiro.

A direção pode não gostar de suas declarações? Pode, sim. Mas e daí?

Com sua coragem de dizer o que pensa, Valdivia mostra que além de ser o maior talento da equipe, hoje está muito mais amadurecido, tipo líder sem ser o capitão, sem medo de se expor. E que, ao contrário do que alguns possam pensar, e está mais preocupado com o time e suas exibições do que poderia um jogador mais acomodado, importando-se mais com sua própria performance.

Só falta reclamar menos com os árbitros para que não leve tanto cartões amarelos.

De resto, aos 30 anos, o Mago está no ponto.

Foto: Ale Cabral

Foto: Ale Cabral

2- Em surpreendente revelação, o quase sempre comedido Paulo Henrique Ganso saiu em defesa própria ao seu auto definir: “Não vejo ninguém acima da média. Como eu”.

Será, caro Ganso? Quanto ao potencial, quanto ao passado em que disputava com o amigo Neymar a condição de melhor jogador do Santos até pode ser. Mas agora, já no São Paulo, é difícil falar até em média, pois Ganso oscila muito durante um jogo, às vezes brilhante e em outras completamente sumido.

Mas autoconfiança é bom, só pode fazer bem. Desde que a ela se adicione a intensidade dos tempos modernos; e mais a constância exigida a um meio-campista e a regularidade dos que não aceitam falhas.

Aí sim caro, Ganso, você será acima da média. E não verá ninguém à sua frente.

Foto: Reginaldo Castro

Foto: Reginaldo Castro

3- De grande esperança, Renato Augusto passou a ser um enigma no Corinthians. Contratado a bom preço, fama de craque, autor de gol inesquecível contra o São Paulo, altura privilegiada (1 metro e 86), nestes tempos corintianos foi mais notícias pelas lesões sofridas do que por eventuais façanhas dentro de campo. Agora, vive às voltas com dores no joelho, sem que os exames aponte qualquer tipo de lesão a não ser uma inflamação, aparentemente sem muita importância.

Será psicológico?- pergunta o médico.

Não se sabe. Sabe-se apenas que é uma pena, pois se trata de ótimo jogador. Talvez craque.


Kardec e Palmeiras, sinais de final feliz. E uma voz contra a espanholização do futebol brasileiro
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

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1- Ufa! Se não der nenhuma zebra ou nenhum recuo inesperado do pai do jogador, as informações que tenho são a de a qualquer momento- provavelmente nesta terça-feira- terminará a novela entre Palmeiras e Alan Kardec. Com previsão de final feliz para a torcida palmeirense, receosa que estava de perder seu goleador.

Já não bastava o adeus de Barcos?

E de onde vieram as informações? Bem, basicamente de uma pessoa na qual confio muito, de larga (e vitoriosa) vivência no clube, que por respeito não revelo o nome, e que me contou como estavam as coisas. Feitas as contas entre o que pede o jogador- ou o seu pai-, a diferença seria de 20 mil reais mensais ou 1 milhão e duzentos mil diluídos nos cinco anos de contrato.

(O que no mundo do futebol, talvez não dê pagar salário de um jogador júnior).

A surpresa estava na forma de como seria a reunião: teria sido solicitada (coloco no condicional) a Paulo Nobre pelo às vezes contestado José Carlos Brunoro e pelo vice-presidente do Palmeiras, Maurício Precivalle.

Coisa séria. E como minha fonte não acredita que Paulo Nobre seja tão radical e, crê que, à luz da razão e do bom senso, tudo será resolvido em tempo mais do que breve.

A conferir.

2- Enfim, li que pelo menos um dirigente fez séria alerta sobre o que pode acontecer ao nosso futebol, em pouco tempo: a “espanholização”, tipo Real Madrid e Barcelona como protagonistas e os restantes como coadjuvantes.

Trata-se de Ataíde Guerreiro, novo vice- presidente do São Paulo e a quem não conheço pessoalmente. Pois em sua apresentação, Ataíde tocou no ponto crucial, que pode dar em desigualdade grande entre os clubes, tirando o glamour e a emoção de um Campeonato Brasileiro tão equilibrado quanto o nosso.

Referia-se, é claro, às cotas da tevê, que já são maiores para Corinthians e Flamengo e seriam ainda mais (escrevo no condicional), a partir de 2016, com 170 milhões de reais/ano ao Flamengo e ao Corinthians, ficando os outros bem abaixo.

Aí, é jogo duro.

Nada contra a Globo, emissora que aprendi a respeitar pela competência e profissionalismo, mas todas as empresas são formadas por homens, que podem ter ideias brilhantes e outras nem tanto. E que podem errar também.

No caso, creio, acontece um erro contra o equilíbrio das ações. Que é o nosso charme. Logo, sou contra a “espanholização” do nosso futebol e este senhor Ataíde tocou, sim, em assunto da mais alta importância. Sem seus rivais fortes, seriam os mesmos Corinthians e Flamengo?