Blog do Avallone

Arquivo : dezembro 2013

O Mercado da Bola. Do jeito que der
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Roberto Avallone

Imagem: Arte UOL

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Não são poucos os que me perguntam sobre o que está acontecendo. Com que então os clubes grandes estão econômicos em seus investimentos, ao contrário de 2013, e nem se aventuram mais no Mercado da Bola, sem cometerem nenhuma doce “loucurinha?”.

Na verdade, quem contratou jogadores de peso? Talvez o Fluminense, ao repatriar Conca, e o esperto Cruzeiro que levou para o seu já forte elenco- montado com jogadores com fome de bola- uma das revelações do Campeonato Brasileiro, Marlone, ex- Vasco. Ah, claro, e o Santos, com a maior transação do futebol brasileiro em todos os tempos, Leandro Damião, goleador de mais de 40 milhões de reais.

Damião veio, evidentemente, com a ajuda da Doyen Sports, que, segundo consta, teria pago toda a transação. O que para o torcedor pouco importa, pois o importante para ele é ver um craque vestindo a camisa de seu time pelo tempo que for possível.

Sem ajuda de parceiros, quase todos os clubes hesitam em mergulhar neste Mercado desfavorável, onde a procura por qualidade é bem maior do que a oferta. O Corinthians, com toda a sua receita, por enquanto está apenas com o lateral-esquerdo Uendel como novidade, tentando fazer valer no próximo ano os muitos milhões gastos com Pato, Renato Augusto, Gil, etc., neste 2013. O São Paulo, creio, cansou de errar em contratações como Lúcio, Clemente Rodriguez e vários outros que não deram certo. O Palmeiras, até o momento calado, insinua-se até agora (segundo informações de bastidores) em apostas como o lateral-direito paraguaio, Jorge Moreira, o lateral-esquerdo, Willian Matheus, o meia-atacante Marquinhos Gabriel, o artilheiro da Sub-20, Rodolfo, e até este volante França, do alemão Hannover, que, confesso, jamais vi jogar.

Pode dar certo, pode não dar. Aliás, toda contratação é um risco. Luís Fabiano, por acaso, ao ser repatriado não era uma garantia de muitos gols e inúmeras conquistas pelo São Paulo? Não foi o que se viu.

O fato é que o ano de 2014 assusta os especialistas em negócios do Mercado da Bola, fazendo os clubes temerem por retorno baixo aos seus investimentos: é ano de Copa do Mundo no Brasil, grande parte da receita destinada ao futebol provavelmente estará comprometida com esse evento, coisa e tal. Além disso, por quase todo um semestre, tirando os times que irão disputar a Libertadores, os clubes terão os Estaduais para disputar, competição que nem de longe tem o glamour de outros tempos. Ah, tem também o imbróglio do Brasileiro, que ninguém pode garantir como será, pois é provável que a Portuguesa (talvez até através de sócios) entre na Justiça Comum, questionando o porque de ter sido rebaixada se teve boa performance no campo enquanto o Fluminense, rebaixado dentro de campo, continua na Série A através de vitória nos tribunais esportivos, graças à escalação do reserva Heverton- até agora uma história muito estranha, além de entrar em conflito com o Estatuto do Torcedor.

É, motivos não faltam.

Só que tem aquela história: sem grandes times não há espetáculo, sem espetáculo não há grande público, sem grande público a receita é pequena, com receita pequena como fazer grande time?

Trata-se de uma bola de neve.

 

P.S: O blogueiro interrompeu o seu descanso para bater um papo com os amigos internautas por estes dia. E reiterando os votos de FELIZ 2014, conta que seguirá em férias habituais de fim de ano. Volto aproximadamente em dez dias.
Tudo de bom a todos!


Fugaz reencontro. E com cenas nada agradáveis
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Roberto Avallone

 

Foto: Reuters

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Volto a São Paulo, vindo da quente Bauru, interrompendo por uns dias o sagrado descanso. E o que vi e li não foi nada daquilo que esperava contar para o amigo internauta: já na madrugada do domingo, Anderson Silva perdeu mais uma vez para o forte Weidman, depois da fratura na perna esquerda (cena chocante!), embora a derrota. Já se insinuasse no primeiro round.

Foto: AFP

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Horas depois, viria a terrível notícia: o ex- campeão de Fórmula 1, Michael Shumacher, que enfrentou todo o perigo das pistas para beliscar sete títulos, era operado às pressas na França pelo acidente sofrido ao esquiar. Até o momento em que escrevo, Schumacher está em coma e seu estado é crítico.

Parece até uma ironia do destino.

Vários internautas e pessoas em geral manifestam-se dizendo que nenhuma das duas atividades é esporte. Nem o MMA de Anderson Silva e nem o automobilismo que fez de Schumacher um campeão e o poupou mais do que uma suposta pista não sinalizada de esqui, ah quanto ao automobilismo que nos deu o nosso Ayrton Senna, creio que as maiores queixas são as de que trata-se mais uma luta de máquina contra máquina, não do homem contra o homem. Ao contrário, no MMA, a luta é do homem contra o homem, sim, mas com violência permitida e exacerbada, ao contrário, por exemplo, do boxe, jogado com as mãos e é chamado de “A Nobre Arte”.

Que as opiniões sejam respeitadas. O que não que se concorde com elas. Tendo mais a acreditar que as observações sobre o automobilismo são mais pertinentes, considerando mais como esporte as lutas- ainda que sejam violentas e não me faça delas um fã como já fui do boxe de Muhammad Ali, Eder Jofre.

Questão de ponto de vista.


A lição do Bayern, o campeão do mundo. A final dos meninos. E feliz Natal!
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Roberto Avallone

Foto: AFP

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1- Ah, que o Bayern de Munique seria o campeão do mundo neste ano já se sabia há muito tempo. Só uma zebra daquelas- bem maior do que o Raja Casablanca- seria capaz de tirar da equipe do brilhante Guardiola o gostinho de levantar a taça para o mundo ver. Nem o Atlético Mineiro seria páreo, se tivesse chegado à final.

Sabe-se também que há um abismo entre o investimento do clube alemão e o de um clube brasileiro, por mais generosos que sejam os salários tupiniquins. Também não se compara o poder aquisitivo dos alemães- o Bayern, inclusive, já é o segundo do mundo no número de sócios-torcedores-, o que os deixam sempre em condições de disputar os mais renomados astros do mundo.

Foto: AFP

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A maior diferença, no entanto, em minha opinião, estava no banco de reservas. É onde se encontrava a figura elegante, mas enérgica quando necessário, de Pep Guardiola, o técnico que se consagrou no Barcelona e hoje aplica no futebol alemão, muito do toque de bola e da marcação implacável que o fizeram um herói catalão. Cuca, bom técnico para nossos padrões, não teve a mesma eficiência.

Foi o que se viu na vitória do Bayern sobre o Raja Casablanca, por 2 a 0 (gols do brasileiro Dante e de Thiago Alcântara-este, filho do também brasileiro Mazinho, campeão do mundo em 1994), jogo que os alemães decidiram nos primeiros 20 minutos e depois levaram em banho-maria. Ao contrário do que se tinha visto na derrota do Galo para o Raja e mesmo na vitória deste sábado, 3 a 2 sobre o Guangzhou, triunfo que garantiu ao Atlético Mineiro o terceiro lugar na competição.

A mais importante lição do Bayern, creio, é a de ainda estamos à procura do entendimento tático que o campeão e vários outros grandes do mundo já têm. Como se procurássemos os vestígios de um passado que nos possibilitava jogar o futebol que encantava o mundo.

Foto: Jefferson Botega

Foto: Jefferson Botega

2- A final dos meninos no Campeonato Brasileiro Sub-20 poderia ter sido melhor. Sim, poderia, se a partida tivesse um intervalo maior do que as 48 horas, se tanto, que a separou das semifinais disputadas por Inter e Palmeiras, afinal os finalistas. E a grama do campo do São José, em Porto Alegre, não fosse de grama sintética, à qual os jogadores não estão acostumados.

Bem, pelo segundo tempo que disputou, o Inter venceu o Palmeiras por 2 a 0 e tornou-se o campeão brasileiro da categoria. Conquista justa, inclusive pela campanha “colorada”, com 16 gols marcados e só dois contra. O Palmeiras, no entanto, talvez em função do excessivo número de jogos em pouco tempo, disputou a final sem seu ataque titular composto por Eric Juninho e Mateus Gonçalves.

Todos lesionados.

BOM NATAL!   FELIZ ANO NOVO!

É o que ouvimos desde crianças, eu sei. Mas é o que também desejo de coração a todos, sem me importar se é piegas ou não, com sinceros votos e agradecimentos aos amigos que tiveram paciência com este blogueiro durante todo o ano. E aos que se impacientaram também. Vamos nessa!


Cenas do futebol: do Mercado da Bola à luta da Portuguesa
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Roberto Avallone

Imagem: Arte UOL

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1- O Mercado da Bola andou movimentado nesta quinta-feira. Tanto pela contratação já consumada de Edinho (ex- Fluminense, Palmeiras, Inter) pelo Grêmio que lhe dará a camisa número 8, como pelos acertos praticamente definidos entre o Palmeiras e os jogadores Moreira (23 anos, lateral-direito do paraguaio Libertad) e Marquinhos Gabriel (meia e atacante, que estava no Bahia) ou pela tentativa do São Paulo em comprar parte dos direitos de Vargas junto ao Napoli.

Além disso, como destaque do Mercado, surge o Cruzeiro tentando a volta de um centroavante que fez sucesso vestindo sua camisa- Marcelo Moreno- e nem tanto depois pelos vários clubes pelos quais passou.

Com muitos jogadores curtindo suas férias fora do Brasil, a tendência é a de que o Mercado fique ainda muito mais agitado depois do Natal.

2- Longe de se dar por vencida, a Portuguesa tem aliados em artigos do Estatuto do Torcedor (35 e 36), como se lê no blog do jornalista Juca Kfouri, através do artigo de um Mestre do Direito trabalhista e esportivo, o advogado Carlos Eduardo Ambiel, onde, entendi, em resumo, que a suspensão do jogador Héverton, não foi devidamente publicada.

E, no popular, entendo que não foi mesmo, pois nem no ”BID da Suspensão” constava no tempo devido. Ora, não é o referido BID prova oficial? Não. Pois em minha opinião deveria ser pelo menos funcional, se não por que existir?

Vem muita discussão por aí.

3- Mudando o assunto para novos talentos, Palmeiras e Inter de Porto Alegre farão neste sábado a final do Campeonato Brasileiro Sub- 20. Nesta quinta à noite, o Palmeiras empatou com o Grêmio em 1 a 1 no tempo regulamentar e venceu na decisão por pênaltis, 5 a 4. Já o Inter passeou em campo e goleou o Cruzeiro por 4 a 0, completando a marca de 14 gols a favor e dois contra na competição.

Destaques individuais? Pelo Palmeiras, o melhor foi o zagueiro- central, Gabriel Dias, autor do gol (de cabeça) e de uma ação sensacional, também de cabeça, ao salvar um gol do Grêmio quase em cima da linha. O goleiro Vinicius também se destacou.  Já pelo Inter foram vários os destaques, mas os principais, em minha opinião, foram o centroavante Andrigo (técnico, toque de bola refinado) e o atacante Leandro, muito veloz.

Deve dar bom jogo essa decisão.


Galo, que decepção! Palmeiras, preocupação. Corinthians, o tímido vai-e-vem
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Roberto Avallone

Foto: AP

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1- Já se sabe que há derrotas e derrotas. Essa do Atlético Mineiro para o Raja Casablanca (3 a 1) foi terrível: frustrou toda a torcida do Galo e também os especialistas que davam como certa uma final do Mundial de Clubes entre o Atlético de Ronaldinho Gaúcho e o Bayern de Munique de Ribéry.

E foi uma derrota justa, pois o Atlético (embora tenha perdido dois gols) jogou mal, com Diego Tardelli apagado, Ronaldinho Gaúcho dando adeus a qualquer chance que pudesse ter de disputar a Copa do Mundo, a defesa sempre exposta aos contra-ataques. Ah, o pênalti que deu no segundo gol do Raja? Existiu sim, houve o toque de Rever em Lajaour. E não existe meio pênalti ou “ligeiramente pênalti”. É ou não é. E foi.

Bem, o próprio técnico Cuca, depois do vexame, com um jeitão constrangido, perguntou: ”Quem se pode dizer que tenha jogado bem no Atlético?”.

Ora, se o próprio treinador lança a questão, quem sou eu para contestar?

Foi um horror! E pronto.

2- O anúncio do atraso de dois meses da entrega da Arena ao Palmeiras não foi surpresa. A perda do faturamento dos shows da banda inglesa One Direction (que devem ser realizados no Morumbi) também não. Também não é surpresa que a mediação para as divergências entre clube e construtora não dê em nada, com o caso terminando na Arbitragem.

Quer dizer: imbróglio para ninguém botar defeito. Dos grandes.

Isso somado à angústia de não ter notícias concretas sobre patrocínio, contratações ou renovações de jogadores que venceram a Série B (Leandro é o principal deles) anda a deixar de cabelo em pé muitos torcedores palestrinos que se dirigem a este blogueiro. E os tais contratos por produtividade- ou bônus- propostos aos jogadores , até agora sem êxito ao que parece, colocam em xeque a popularidade do presidente Paulo Nobre.

O jeito é esperar. Mas sabe-se lá o que vai dar.

3- Nos bastidores, o Corinthians se movimenta para mexer no elenco. Mas sem grandes voos. Uendel, lateral-esquerdo da Ponte Preta (bom jogador), 25 anos, deve ser contratado, enquanto o volante Edenilson, agora lateral-direito, pode ser negociado com o futebol italiano. Para o seu lugar, pensa-se em Rafinha, do Bayern de Munique, embora teria dito este jogador a um amigo que pretende ficar mais um tempo na Europa.

Na verdade, adota-se o sigilo quanto a uma ou outra tacada maior e também a precaução de não se investir muito nestes meses que antecedem a Copa do Mundo. Ao que consta, o clube já assimilou a perda de seus sonhos de consumo imediato como Elias (deve ficar no Flamengo), Marlone (foi para o Cruzeiro) e Marcelo (por quem o Atlético Paranaense estaria pedindo 10 milhões de euros, mais de 30 milhões de reais).

Eis o que há.


Neymar sem limites. E mais: Ribéry, as chances do Galo…
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Roberto Avallone

1- Neymar desandou de vez a fazer gols. Parece não ter limites. Desta vez, foi contra o modesto Cartagena, é verdade, mas também vale, como valeram os três contra o Celtic pela Champions League, os dois contra o Villareal, dando um toque de mistério sobre até onde poderá chegar o fenômeno brasileiro.

E a ausência de Messi, machucado, tem algo a ver com isso? Na verdade, tem. Sem Messi, Neymar não precisa ficar parado só na ponta-esquerda, pode dar seus passeios por outros lados do campo, imaginar dribles e firulas, sem o menor receio de aborrecer o craque argentino.

Seja lá como for, Neymar está firme, pleno, pronto para arrasar neste Copa do Mundo pela Seleção Brasileira.

2- Não vai ganhar a Bola de Ouro, que, com certeza, ficará com o português Cristiano Ronaldo. Mas deverá ficar à frente de Messi, ganhando as honras de segundo melhor do mundo: estou falando, é claro, de Ribéry, o craque do rosto marcado por cicatrizes, um jogador que é show de eficiência e de regularidade.

Tem sido assim sempre. E nesta terça-feira, no Marrocos, não foi diferente; Ribéry tinha sempre o drible preparado, o chute armado: fez o primeiro gol do Bayern de Munique contra o Guangzhou Evergrande e, embora tenha deixado o campo antes do fim da partida, foi também o protagonista da vitória de 3 a 0.

Um craque!

3- A não ser que surja uma zebra tipo Mazembe, não creio que o Atlético Mineiro vá ter grandes dificuldades pra superar o Raja Casablanca, seu primeiro adversário no Mundial entre os clubes. Ah, tem o apoio da torcida local, o entusiasmo pela vitória contra o Monterrey, coisa e tal.

Tudo bem. E existe também o imponderável no futebol. Mas, pelo andar da carruagem, o Galo terá mesmo de se preocupar mesmo é com a final, diante do Bayern de Munique, pois os alemães (mesmo sem Robben) estão a exibir o mais moderno futebol deste planeta.·.


De que vale o triunfo no campo? O Mercado da Bola. E os Meninos do Parque
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Roberto Avallone

1- A Portuguesa escapou do rebaixamento no campo. O Fluminense foi rebaixado por suas atuações no gramado. Mas a Portuguesa foi rebaixada e o Fluminense seguira, garboso, a Série A.

Como? O mar virou sertão, o sertão virou mar.

Ah, a Portuguesa infringiu as regras ao escalar no domingo, diante do Grêmio, um jogador que entrou aos 32 minutos do segundo tempo e que fora suspenso na sexta-feira. Sim, fez isso, mas pelo conjunto da obra já tão discutida assim procedeu não por dolo ou por má fé- e isso está claro: assim agiu ou por desinformação ou- quem sabe-por uma falhade comunicação interna que lhe custou o direito de pertencer à elite do futebol.

É lamentável! Mas se existe diferença entre regras e  justiça, pelo espírito da coisa. A Lusa foi  injustiçada! E não tenho a certeza de que encontrará forças para se reerguer e voltar a ser pelo menos um pouco daquela equipe que já foi base da Seleção Paulista e até da Seleção Brasileira.

É uma pena.

2- No Mercado da Bola, alguma movimentação interessante:

Enfim sacramentada a contratação do centroavante Leandro Damião pelo Santos. Não sei por quanto tempo, pois o dinheiro veio de um fundo inglês, mas seja como for, por enquanto o time do Santos está completo: Aranha, Cicinho,Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena; Alison, Arouca, Cícero e Montillo; Thiago Ribeiro e Leandro Damião.

Um time de muito respeito.

a) Está praticamente confirmada, faltando apenas alguns detalhes,  a já esperada contratação de Marlone, pelo Cruzeiro. É o campeão brasileiro, cada vez mais forte.

b) Leio no site do jornal gaúcho Zero Hora, que o Grêmio pode ter Leandro, emprestado ao Palmeiras, de volta. Há uma clausula contratual que protege os palmeirenses dessa perda. Em todo o caso, de técnico novo (Enderson Moreira), sabe-se lá quais são as pretensões gremistas e se o atacante renovará mesmo o seu contrato  com o Palmeiras.

A conferir.

c) Pelas últimas notícias de bastidores, o  Corinthians está mesmo na frente para repatriar o volante Jucilei do russo Anzhi.

d) Como permaneceu na Série A, duvido que o Fluminense negocie  Rafael Sóbis (velho conhecido de Muricy Ramalho) com o São Paulo.  Além disso, o salário do jogador é considerado muito alto.

OS  MENINOS  DO  PARQUE

Não sei se será capaz de amenizar  a ansiedade da torcida do Palmeiras em relação a reforços para o Centenário. Sei apenas que os Meninos do Parque (Antártica) estão fazendo bonito no Campeonato Brasileiro sub-20, golearam o Flamengo (3 a 0) nesta segunda-feira e já são semifinalistas da competição.

E o mais importante: têm alguns jogadores que, pelo jeito, já podem subir para o time de cima: o meia-esquerda Juninho, o meia-direita Cristofer, o zagueiro Gabriel e talvez o centroavante Eric.

Já é alguma coisa, pois não?


Mercado da Bola. E mais: o time do Papa é campeão, o duro momento da Lusa…
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Roberto Avallone

Imagem: Internet

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1- Segundo o que corre nos bastidores, pode acontecer uma disputa entre Corinthians e São Paulo por um jogador. Trata-se de Jucilei, 25 anos, 1 metro e 86 de altura, ex-corintiano e que já foi levado a Seleção Brasileira pelas mãos de Mano Menezes, o novo técnico do Corinthians.

Em sendo assim, pelo menos na teoria o São Paulo estaria em desvantagem nessa disputa, pois o Corinthians não deverá mesmo ter Elias (que ficará no Flamengo) e ainda não encontrou um substituto para Paulinho. O problema é o seguinte: o russo Anzhi, que desistiu de investir em futebol, pagou 10 milhões de euros (mais de 30 milhões de reais) e talvez queira recuperar boa parte do investimento em seu bom volante,

A conferir.

2- A ansiedade já toma conta dos torcedores santistas pela consumação das contratações já tão badaladas de Leandro Damião e Vargas. Com eles, ao lado de Montillo, Cícero, etc., o Santos terá um esquadrão. O que falta, então, para o festejo?

3- Há quem diga que no Palmeiras, além da contratação do jovem Rodolfo (anunciado neste espaço há uma semana), os próximos dias serão de boas notícias (Bruno César estaria bem próximo, por exemplo) apesar de a cúpula palmeirense adotar o total sigilo de negociações como norma. E que tem lá suas razões para isso, pois qualquer notícia vazada oficialmente, dada a concorrência, pode “melar” o negócio.

Nos bastidores, no entanto, uma notícia perdida foi capaz de assustar um grupo de palmeirenses: a de que Leandro pode voltar para o Grêmio, o que não é possível segundo cláusula contratual, mas que pode acontecer se o jogador não reformar seu contrato. Em minha opinião, Leandro é fundamental para a montagem do Palmeiras 2014.

E acho que ele fica, sim.

O  TIME  DO  PAPA  É  CAMPEÃO

Foto: Reuters

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Independente de religião, o Papa Francisco deixou uma imagem de homem simples, carismático e autêntico. Jamais negou, em nenhum momento voltado para o futebol, que sempre foi torcedor do San Lorenzo de Almagro.

Pois neste domingo, ao empatar fora de casa com o Velez Sarsfield (0 a 0), ajudado ainda por outro empate (Newell’s Old Boys 2, Lanús 2), O San Lorenzo foi campeão argentino (Torneio Inicial) e irá disputar a Taça Libertadores da América.

Parabéns, Papa Francisco!

LUSA,  O  GRAVE  MOMENTO

Desde criança, ao ler romances policiais, sempre soube que para um crime fosse cometido deveria existir um motivo. E qual motivo teria a Portuguesa de cometer o crime (segundo leis esportivas) de escalar um jogador reserva (Héwerton), aos 32 minutos do segundo tempo, quando a permanência da Série A já estava assegurada?

Resposta: Nenhum.

Mas o diabo é que isso aconteceu, sendo evidente a ausência de má-fé por parte da Portuguesa. Tivemos um mordomo nessa história? Houve um descuido fatal? Não sei.

Sei que a Lusa corre sério risco de ser punida e rebaixada. Mas algo me diz que este não será o fim dessa história e que muitas outras confusões podem vir por aí.


O que faria o velho Chico, meu avô português
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Roberto Avallone

Ah, o velho Chico, meu avô do lado materno, não suportaria essa situação. Seu Francisco Calló, lusitano da mais pura cepa, foi-se em 1965. Já não contava as façanhas de seus clubes prediletos- o Benfica, a Portuguesa e o Vasco da Gama- com tanta fluência, pois já tinha chegado aos 85 nos, mas deles ainda se orgulhava com fervor.

Quase sempre amparado pelo filho Manoel Armando, conselheiro da Lusa, deliciava-se com as narrativas das façanhas do esquadrão: Muca, Nena e Noronha; Djalma Santos, Brandãozinho e Ceci; Julinho, Renato, Nininho, Pinga e Simão, o time campeão do Rio- São Paulo de 1952 e base das seleções paulista e brasileira. Esse time ainda iria dominar o mundo, pensava.

Quem já praticamente dominava o Rio e o Brasil era o Vasco da Gama, o braço forte e lusitano carioca. Era quase sempre campeão, foi a base da Seleção Brasileira vice-campeã do Mundo em 1950 e tinha o mais carismático dos goleadores tupiniquins, Ademir de Menezes, o Queixada. Mais tarde, em 1958, campeão do Rio São Paulo com Miguel, Paulinho e Belini; Écio, Orlando e Coronel; Sabará. Almir, Vavá, Rubens e Pinga.

Meu avô se orgulhava do Vasco.

E tinha também muito orgulho do Benfica, tanto que contrariando o hábito de ficar em casa aos domingos, pediu ao meu pai, palmeirense, que o levasse ao Pacaembu. E assim foi feito. Meu avô voltou para casa sorrindo, pois aquele goleiro da camisa amarela, Costa Pereira, pegava tudo; e era duro suportar o ataque formado por Arsênio, Érico, Águas, Coluna e Cavém. O Benfica venceu o Palmeiras por 2 a 1.

Nem sei como reagiria o meu avô à situação de seus dois clubes daqui: a Portuguesa correndo o risco de ser rebaixada por ter escalado por minutos um jogador em condição irregular (terá sido dela mesmo a culpa? Ou houve descuido fatal?), embora tivesse se comportado bem dentro de campo. E o Vasco então, antes todo poderoso e altivo, foi mal dentro de campo- com um time fraquíssimo- e também fora de campo, com vários de seus torcedores participando de selvagens cenas de violência.

Creio que tenho a resposta para pelo menos imaginar qual teria sido a reação do meu avô. Sabe como? Ele riscaria o futebol de sua vida, ficaria mais tempo com os netos para contar suas histórias de Portugal, frequentaria mais a varanda para saborear com calma os bolinhos que minha avó, Olímpia, costumava preparar para agradar o marido.

Talvez lhe fizesse bem navegar pelas águas do Tejo. Bem longe desta confusão.


O Santos puxa o Mercado da Bola. E a Ponte, vice outra vez
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Roberto Avallone

Imagem: Internet

1- Confirmando o que já se previa, o Santos saiu mesmo na frente no Mercado da Bola. E não conseguiu qualquer coisa: efetivamente terá o goleador Leandro Damião (não importa que tenha sido comprado pelo fundo de investimentos inglês, Doyens Sports), jogador de mais de 40 milhões de reais, além de assegurar Oswaldo de Oliveira para ser o seu técnico em 2014. Além disso, falta pouco para convencer o Napoli a emprestar o ótimo atacante Vargas, que na seleção chilena faz dupla de ataque de muito respeito com Alexis Sanchez.

Com o time montado, contando ainda com estrelas como Montillo, Thiago Ribeiro e Cícero, dificilmente o Santos poderá jogar na Vila Belmiro, necessitando de um estádio bem maior para a sua torcida que deverá aumentar ainda mais.

2- Na contramão dos altos investimentos deste ano, o senhor do futebol do Corinthians, Roberto Andrade, foi realista e deixou desencantados muitos torcedores: ”Inviável”, disse referindo-se  a Marcelo, do Atlético Paranaense, sonho corintiano. “Inviável”- repetiu, referindo-se a Elias, tido como o segundo volante certo para preencher a lacuna deixada por Paulinho.

Se servir como consolo, creio que será acertada a contratação de Uendel, da Ponte Preta, assim como foi reiterado o interesse em Rafinha, lateral-direito do Bayern de Munique.

3- Recebi muitas mensagens de torcedores do Palmeiras, preocupados com a demora do presidente Paulo Nobre e equipe quanto aos sonhos para 2014, Centenário do clube: nenhum reforço de peso até agora contratado, nada de patrocínio na camisa (a Caixa não estava praticamente certa?), a persistência do imbróglio na Arena, sem acordo ainda com a construtora- apesar da mediação estar rolando.

Já tem gente apelando para San Gennaro. E pedindo ousadia.

4- Ou o São Paulo está a trabalhar sob absoluto sigilo ou nada de especial está para acontecer. Até agora, apenas Luís Ricardo (que completará 30 anos daqui a um mês) foi contratado o que, convenhamos, não resolve muita coisa.

A  PONTE  VIU  O  LANÚS  JOGAR.  E VENCER

Foto: Foto: Reuters

Foto: Foto: Reuters

Não há como contestar a vitória do Lanús sobre a Ponte Preta, por 2 a 0 (gols de Ayala e Blanco), pois o time argentino foi superior o jogo inteiro, levando a taça de campeão da Sul- Americana e a vaga na Libertadores.

Na verdade, a Ponte Preta jogou de forma acanhada, sem atacar e o vice-campeonato ficou de bom tamanho para ela. Sinceramente, já vi outros vices da Ponte e com equipe bem melhores. A de 1977, por exemplo, quando parecia melhor tecnicamente do que o Corinthians, embora tenha perdido por 1 a 0, gol de Basílio “Pé de Anjo”; se não me falha a memória, o time era Carlos; Piceni. Oscar, Polozzi e  Odirlei; Vanderlei Paiva, Dicá e Marco Aurélio; Lúcio, Rui Rei e Tuta.

Timaço!

Agora, enquanto a Ponte Preta viverá a sua dura realidade- Campeonato Paulista e Segundona-, o Botafogo, quarto colocado do Campeonato Brasileiro, festeja a vaga na Libertadores conquistada graças à derrota da Veterana na Copa Sul- Americana. Provavelmente com Paulo Autuori como seu novo técnico.