Blog do Avallone

Arquivo : agosto 2013

Kleina fora do Palmeiras? E o festival de emoções da Copa do Brasil
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Roberto Avallone

Foto: Joka Madruga

1– Já no começo da madrugada desta quinta-feira, tornou-se crítica a situação do técnico do Palmeiras, Gilson Kleina, após a eliminação do time na Copa do Brasil, com a vexatória derrota para o Atlético Paranaense- por 3 a 0! Enquanto a torcida palmeirense “bombava” no twitter contra o treinador, o presidente do clube, Paulo Nobre, se dizia envergonhado e não garantia a permanência de Kleina no comando do time.

Nobre falava, num primeiro momento, em cobrar o treinador, a comissão técnica e os jogadores pela apatia demonstrada e citou, com razão, que já há alguns jogos o Palmeiras não vem jogando bem.

Bem, o que isso significa?

Significa que foi criado um suspense, com desfecho imprevisível: Kleina está na corda bamba, assim como alguns jogadores terão de explicar a queda de rendimento e as razões de, em jogo decisivo, parecerem estar num simples treino coletivo, sem a chama da ambição e sem ”o sangue na veia” tão decantado.

Minha opinião: Kleina tem culpa, sim, de o Palmeiras jogar tão recuado ao invés de tentar um gol ainda no primeiro tempo que praticamente lhe consolidaria a classificação- como manda o regulamento da Copa do Brasil. Jogar de maneira tão cautelosa só fez o bom time do Atlético Paranaense atacar à vontade, criando chances para até golear o Palmeiras. Se não foi ordem de Kleina equívoco tão grave, então foi falta de comando sobre os jogadores. O que é ruim do mesmo jeito.

A outra parte da crise, é tão séria quanto a do treinador: por que Juninho vem jogando tão mal e sem forças? Por que Leandro, que vinha atuando bem, de uns jogos para cá caiu tanto de rendimento? Por que Charles parece se arrastar em campo? Por que o capitão Henrique, logo agora que foi novamente convocado para a Seleção Brasileira, passou a errar como um zagueiro qualquer? Por que Alan Kardec está fugindo tanto da área? E daí por diante, passando pelo contestadíssimo Márcio Araújo e por quase o time inteiro…

Ah, que falta faz Valdivia. Mas a realidade é a de que Valdivia só pode jogar de vez em quando. Diante desse quadro cheio de interrogações, difícil prever o desfecho da crise que se insinuou. Meu palpite: acredito que Kleina não saia agora, tendo a chance de seguir em frente na Série B, mas acredito que não ficará para o próximo ano- o do Centenário. Em todo o caso, qualquer decisão que seja tomada não me surpreenderá.

Foto: Ricardo Matsukawa

2– E, como se esperava, o Corinthians venceu o Luverdense, por 2 a 0, classificando-se para jogar a próxima fase, contra o Grêmio. Confesso que esperava uma goleada corintiana e que pelos melhores momentos que vi poderia ter acontecido, várias as chances criadas. Destaque para o segundo gol do Corinthians- marcado por Fabio Santos-     depois de ótima troca de passes dos corintianos.

Foto: Lucas Uebel

3- O Santos perdeu várias chances, Gabigol não justificou o apelido e foi batido pelo Grêmio- 2 a 0-, sendo assim eliminado. Com Renato Gaúcho, o Grêmio ganha jogos, ganha confiança e joga com o ímpeto que não mostrava nos tempos de Luxemburgo. E mesmo sem Zé Roberto e Vargas.

Foto: Cristiane Mattos

4- Heroico o Botafogo em sua classificação em pleno Independência, diante do Atlético Mineiro campeão da América: já sem Vitinho, com os salários atrasados e coisa e tal, demonstrou comovente gana de jogar ao empatar com o Galo em 2 a 2. Ah, aí tem voz e comando de Seedorf e do nem sempre reconhecido grande treinador Oswaldo de Oliveira.

Foto: Daniel Ramalho

5Emocionante a vitória do Flamengo- 1 a 0, gol do ótimo Elias- diante de um adversário que lhe é tecnicamente superior, o Cruzeiro líder do Campeonato Brasileiro.

Foto: Benedito Braga

6- E o Fluminense vai de mal a pior, em péssima situação no Campeonato Brasileiro e agora eliminado pelo Goiás do talentoso e gordinho Walter, ao perder por 2 a 0, em Goiânia. Segue a longa má fase de Luxemburgo se bem que conta também a saída de jogadores importantes como Thiago Neves, Wellington Nem e o aposentado Deco.

 


Sem saída
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Roberto Avallone

Foto: Ide Gomes/ Folhapress

Movidos, talvez, por resquícios do romantismo transmitido por outras gerações, torcedores do Botafogo  ficaram  indignados com a saída de Vitinho para o russo CSKA. Logo agora que o menino tinha se transformado em sensação do time e do futebol brasileiro, aos 19 anos e pronto para fazer história no clube que já teve Mané Garrincha?

Ah, como isso pode acontecer?

Pode, sim. Primeiro porque os russos estão pagando a multa rescisória, cumprindo, então, o que estava no contrato. E depois, pelo que leio e pelo desabafo da namorada do jogador via rede social, Vitinho não se interessou nenhum pouco em fazer a tal história ou, principalmente em ter aumentos sobre o salário (de 35 mil) que recebia diante dos 500 mil mensais oferecidos pelo CSKA- aliás, o mesmo clube que já teve, por muito tempo, Vagner Love.

Qual o que!

E Vitinho está errado?

O que poderia, então, ter feito o velho Bota, mergulhado em dívidas, apesar do esforço em manter a sua revelação?

Nada.

O torcedor ainda não se acostumou aos novos tempos. A gente entende. Vejo entrevistas de meninos que, ao contrário de outras épocas, quando se declarava o sonho de jogar por um grande clube brasileiro, antes de chegarem a eles já falam das potências do Exterior com a intimidade de quem cultivou esses planos desde recém-nascidos.

É lá fora que eles irão ganhar a grana que por aqui não há. Há um abismo financeiro entre o futebol do Exterior e o brasileiro e nem precisa ser mais um Barcelona, um Real Madrid ou similares. Qualquer um que chegar e pagar leva o garoto. A vã esperança dos clubes, os sonhos dos torcedores, o tal negócio de “fazer história”…

Tudo conversa fiada. Coisa do século passado.


Palmeiras, uma paixão de 99 anos: eis os melhores que vi jogar. E um pouco mais da lenda Gylmar
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Roberto Avallone

Imagem: Divulgação

Considerado o Campeão do século passado, agora tentando voltar à elite, livrar-se das dívidas, habitar a nova Arena e sonhar com um time à altura de suas tradições, o Palmeiras completa nesta segunda-feira 99 anos de vida. E já entra em contagem regressiva para o seu Centenário.

Que tal escalarmos os melhores jogadores que vestiram esse manto sagrado ao longo dos tempos. Começo, antes de palpitar sobre a equipe que considero a ideal, já vou fazendo menções honrosas para alguns não escolhidos, como o goleiro Waldir Joaquim de Moraes, o centroavante Evair e até para os que não vi direito em ação como Waldemar Fiume– o Pai da Bola- ou o goleiro Oberdã Catani– ídolos do meu pai.

Bem, vamos lá para a escalação dos que vi em campo: Marcos, Djalma Santos, Luís Pereira, Djalma Dias e Roberto Carlos; Dudu, Ademir da Guia e Jair Rosa Pinto; Julinho, Mazzola e Rivaldo– este, deslocado para a ponta-esquerda.

O título mais importante? Bem, em minha opinião, o jogo que, pequenino, recém-saído das fraldas, ouvi no velho rádio de meu avô português, Francisco, a transmissão empolgada de quem narrou a consumação dessa conquista: a Copa Rio de 1951, competição que, na época era considerada um campeonato mundial entre os clubes.

E coletivamente, cito a Academia dirigida por Filpo Nuñes, campeã do Rio- São Paulo de 1965 (na época, torneio dos mais respeitados), que jogava o que a torcida chamava de “fino da bola”: Waldir; Djalma Santos, Djalma Dias, Carabina e Ferrari; Dudu e Ademir da Guia; Gildo, Servílio, Tupãzinho e Rinaldo, sendo que havia um décimo-segundo jogador, o atacante Ademar Pantera, que mesmo entrando sempre no segundo tempo foi o artilheiro da competição.

Bem, esses são alguns dos heróis desses quase 100 anos.

E o seu time ideal, amigo, qual é?

UM  POUCO MAIS  DE GYLMAR,  A  LENDA

Foto: Agência Estado

Ao falar um pouco mais sobre Gylmar dos Santos Neves– que deu adeus a este mundo no último domingo- o melhor goleiro brasileiro que vi jogar, uma curiosidade: ele brilhou mesmo no Corinthians, no Santos, na Seleção Brasileira com sua elasticidade, sua frieza, no sempre levantar a cabeça quando acontecia alguma falha. Nas grandes fases, era o chamado “paredão”.

E a curiosidade vem por conta do aniversariante do dia. Por uma noite, Gylmar vestiu o uniforme do Palmeiras, embora não tivesse entrado na partida. Foi numa excursão ao Exterior quando Palmeiras e Santos se encontraram na mesma cidade para um daqueles amistosos tão comuns na época e um dos goleiros palmeirenses- não me lembro, agora, se Waldir ou Rosã- se machucou e a equipe ficou sem reserva para o gol.

E eis que Gylmar, solidário, topou ficar no banco de reservas para qualquer eventualidade.

E o fez, com altivez e com a mesma pose e a mesma elegância de quem nasceu para ser campeão. E lenda.

OBSERVAÇÃO: Para quem não viu o Programa “Loucos por futebol”  na ESPN com os amigos , Marcelo Duarte, Celso Unzete  e  Eduardo Monsanto, em homenagem aos 99 anos do Palmeiras, do qual tive o prazer de participar, eis um trechinho :

https://www.espn.com.br/video/350948_loucos-por-futebol-celso-unzelte-canta-o-hino-do-palmeiras-sp


Enfim, o São Paulo reage. O Corinthians tem séria recaída. E a morte do maior goleiro
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Roberto Avallone

1- Com público de final de Campeonato- preços baixos dos ingressos à parte- o São Paulo dominou o Fluminense, venceu por 2 a 1 e passou a enxergar a saída da dolorosa zona do rebaixamento diante de mais de 55 mil pessoas. E com ingredientes animadores: o primeiro gol do tricolor foi marcado por Luís Fabiano, de biquinho, depois de lançamento de Ganso, sendo revividas as figuras do artilheiro e do meia-armador; o segundo gol teve a marca de Reinaldo, lateral-esquerdo não se impressionou coma vinda de Clemente Rodriguez, da Seleção Argentina.

São detalhes importantes, sinais de recuperação E quando o Fluminense marcou o seu gol, através de Eduardo, aos 46 minutos do segundo tempo, não houve sequer abalo na imensa torcida que lotou o Morumbi. Como uma bola de neve, surgindo os resultados, essa torcida vai abraçar cada vez mais o time e ajudar a tirá-lo da inusitada situação.

Minha bola de cristal, ajudada pela lógica, não vê nenhum risco de rebaixamento para o São Paulo. A ameaça foi só um fantasma, nada mais.

Podem conferir.

2- Vivendo as agruras da recaída, o Corinthians escapou de uma derrota diante do Vasco, em Brasília, depois de ter começado muito bem o jogo, culminando com o gol de Guerrero logo de cara. Poderia ter ampliado o placar. Como não o fez, deixou o Vasco equilibrar a partida e, no segundo tempo, transformar-se no senhor do jogo: marcou o gol de empate- André- e criou chances que o fizeram merecedor de resultado melhor.

Poderia ter sido uma tarde corintiana menos inspirada. Mas, fazendo as contas, é a terceira partida consecutiva que a equipe joga pouco: foi assim no domingo passado diante do Coritiba (apesar da vitória obtida no último minuto em pênalti contestado), piorou na surpreendente derrota para a modesta Luverdense e prosseguiu durante boa parte do empate com o Vasco.

Como castigo e por conta da vitória do Atlético Paranaense sobre o Botafogo, o Corinthians já não está entre os 4 primeiros colocados do Campeonato, o chamado G-4 que dá acesso a Libertadores.

E lamentáveis foram as cenas de violência entre torcedores corintianos e vascaínos em Brasília. Teremos punição adequada? Ou tudo ficará como está, na base de “não tem mais jeito mesmo”?

 

3- O futebol está de luto: por De Sordi, campeão do mundo em 1958,

Foto: Folhapress

 

e por Gylmar dos Santos Neves, simplesmente o melhor goleiro que vi jogar, que nos deixaram neste final de semana.

Foto: Agência Estado

Não me lembro muito de De Sordi, apelidado “Tourinho” por seu vigor físico e que era implacável na marcação. Gylmar, no entanto, vi jogar muitas vezes e conheço mais a sua história: além de bicampeão do mundo (1958 e 62), esteve também na Copa da Inglaterra, em 66 e tinha uma agilidade espantosa. Além disso, foi conhecido também como “Rei dos Pênaltis”, pois, com a camisa número 1 da Seleção Brasileira, em amistoso em Wembley, contra os ingleses, defendeu dois (pênaltis) cobrados pelo centroavante Taylor.

Que os campeões descansem em paz.


Palmeiras, invencibilidade perdida e duas lições a serem seguidas
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Roberto Avallone

Foto: Celio Messias

O Boa Esporte só precisou de alguns toques venenosos de seu astro, o veterano Marcelinho Paraíba, para derrotar o líder Palmeiras. Não mais do que isso. O resultado deste sábado em Varginha, 1 a 0 para o Boa, foi construído com escanteio batido com maestria por Marcelinho e bola escorada por Karanga, logo aos dois minutos de jogo.

E quase que o mesmo Karanga fez o segundo gol dos mineiros, em outro cruzamento precioso de Marcelinho, já no segundo tempo, mas para alívio da aflita defesa palmeirense o atacante do Boa falhou no bote. Resumo da ópera: o time mais fraco- o vencedor- teve a arte suficiente de Paraíba ao atacar, enquanto mais forte, o líder Palmeiras, deixou o favoritismo no papel.

O Palmeiras jogou muito mal. Tudo bem que foi o mistão palestrino, pois estava desfalcado de titulares fundamentais (Valdivia, Leandro, Wesley, Vilson, Fernando Prass e até mesmo Mendieta que ficou no banco de reservas durante todo o primeiro tempo, poupado pelo técnico Gilson Kleina), mas mesmo assim, decepcionou e, em minha opinião, tomou duas lições que vai seguir, se tiver juízo.

Eis as lições:

1- O Palmeiras não pode poupar jogadores, sob risco de perder de maneira tão indolente como a deste sábado. Inteiro, até que tem um bom time, mas o seu elenco (quero dizer os reservas) é rico em quantidade e pobre em qualidade. Time é uma coisa, elenco é outra. Assim, o Palmeiras tem que torcer para jogar completo ou quase completo, caso contrário a decepção será iminente. Como foi a derrota para o modesto Boa.

2- O técnico Gilson Kleina não pode insistir em jogar com três volantes, coisa que, aliás, parecia já ter chegado à conclusão depois de alguns sustos. Com três marcadores, nem o ataque fica abastecido e nem a defesa deixa de ficar exposta, pois os volantes, de qualquer jeito, precisam se mandar para o ataque. Kleina está errado!

Três volantes, quem sabe, deveriam ser usados para um jogo contra um Barcelona, um Real Madrid, um Bayern de Munique. E não contra o Boa, o Paysandu e quetais. Com todo o respeito.

Elementar, caro Kleina.


O São Paulo terá casa cheia para driblar o fantasma do rebaixamento
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Roberto Avallone

Parece coisa de quem está disputando a liderança. Ou no mínimo para reviver aquele duelo empolgante pela Libertadores de 2008, quando enfrentou o Fluminense e o Morumbi ficou lotado na vitória de 1 a 0, vantagem que seria desfeita, no Maracanã, com o triunfo do Flu, 3 a 1, gol de cabeça de Washington no último lance da partida.

A causa agora é outra, o vice-lanterna do Campeonato, o São Paulo luta mesmo é contra o fantasma do rebaixamento, mas a procura pelos ingressos é tão intensa quanto na fase de casa cheia, Morumbi lotado para esse duelo de tricolores.

De repente, uma explosão de solidariedade da torcida pela salvação do São Paulo? Em parte, em parte, pois o que motivou mesmo o torcedor foi a drástica redução no preço dos ingressos, na contramão do que se paga nas modernas Arenas: dez reais por um lugar nas arquibancadas, podendo chegar a dois (!) reais no caso de sócio- torcedor, são atrativos raros e imperdíveis no futebol de hoje em dia. Futebol é espetáculo caro.

Seja lá como for, mostrando não depender das arrecadações para sobreviver, o São Paulo conseguiu levar o torcedor para o seu lado- o que dificilmente aconteceria nesta fase de tantas derrotas a preço normais-fazendo o Morumbi pulsar na partida com o Fluminense.

E assim será até o fim deste Campeonato Brasileiro…

OBSERVAÇÃO:  

Gostei muito de participar do ” Loucos por futebol”, na ESPN.

O programa irá ao ar neste sábado, às 22 horas, e o tema central, é o Palmeiras, que completa 99 anos de vida nesta a segunda-feira 26 de agosto. Muitas histórias, curiosidades e um pessoal legal que tive ao meu lado.Valeu!

Acompanhem: hoje pelo ESPN- às 22h00!

Foto:ESPN Brasil

 


Vitinho, a nova sensação do futebol brasileiro. E o São Paulo pode ter outro bom reforço
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação/Botafogo F. R.

Confesso que estou impressionado com o futebol desse menino, Vitinho, do Botafogo: 19 anos, 1 metro e 78 de altura, ambidestro, avalizado por Seedorf- a quem considera um “paizão”, ele é um tipo raro de atacante, hoje em dia, capaz de aliar a habilidade ao saudável hábito de arriscar chutar de fora da área.

Herói de outras partidas, nesta noite de quinta-feira, foi o responsável pela virada do Botafogo contra o Atlético Mineiro, no Maracanã, pela Copa do Brasil. O Bota saiu na frente, mas Vitinho abriu o jogo e o Botafogo saiu vencedor por 4 a 2, sendo de Vitinho a autoria do quarto gol e dele a participação nos outros três.

Foi um jogaço!

E maravilhosa a atuação de Vitinho, revivendo a tradição do Botafogo em formar craques. Como nada é perfeito, ele já está sendo pretendido por clubes do Exterior, o que significa que não deve permanecer muito tempo no futebol brasileiro.

Só pra variar.

JUCILEI,  MAIS  UM  REFORÇO TRICOLOR?

Foto: Alexander Zemlianichenko

É que se comenta nos bastidores, Se escapar dessa situação incômoda de flertar com a degola- como, sinceramente, creio que escapará, o São Paulo pode ter um belo reforço para a próxima temporada. Trata-se de Jucilei, ex- Corinthians, e que está jogando no Anzhi (da Rússia), cujo dono resolveu não brincar mais e se desfazer do time inteiro. A liquidação já começou.

Enquanto jogador do Corinthians, Jucilei sempre se revelou um volante de muita força, habilidade e indomável gana de vencer, além de muita autoconfiança. Pois não é também isso que está faltando ao São Paulo?


Acredite: o Corinthians perdeu da Luverdense! E mais: vitória e bastidores do Palmeiras, o triunfo do Santos…
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Roberto Avallone

Chico Ferreira/

Meu primo, o dentista e corintiano Mauro Caló, esfregava as mãos de alegria, antes de me examinar os dentes: “Vamos jogar com a Luverdense, quer melhor do que isso”?! Ah, meu bom amigo Maurinho, mal você sabia que o seu Corinthians iria protagonizar a maior zebra dos últimos tempos no futebol e qual Golias contra Davi, o campeão do mundo seria nocauteado por uma estilingada da Luverdense, time mais do que modesto, da série C do Campeonato Brasileiro.

Vi boa parte do jogo, jantando com o amigo Alex Muller- depois da transmissão de Palmeiras e Atlético Paranaense, pela Bradesco Esportes FM- e custava a acreditar naquilo: A Luverdense atacando, criando chances de gol, pronta para abrir o placar. Mas não era aquele o adversário pelo doutor Mauro?

Tudo bem que o gol da vitória da Luverdense, marcado por Misael, teve a bola amortecida pelo braço direito do atacante (logo, irregular) e que o Corinthians teve dois jogadores expulsos, Romarinho e Émerson “Sheik” contra um da equipe da terceira divisão, Zé Roberto.

Mas, com todo o respeito aos bravos rapazes da pacata cidade de Mato Grosso, o acontecimento deveria fazer parte de um desses programas- “O impossível acontece” ou “Isto é Incrível”-, um deles, já não me lembro qual, apresentando por Jack Palance, um mestre ao interpretar cenas de grandes sustos.

Comedido, o técnico corintiano, Tite, reconhecia que “jogamos muito mal”. Quando puder, vou telefonar para o meu primo Mauro e recorrer àquele lugar comum: “Caro primo, não se aborreça: futebol tem dessas coisas”.

PALMEIRAS:  VITÓRIA  E EXPECTATIVA  POR  NOVIDADES

Foto: Marcos Ribolli

Na sala do café do romântico Pacaembu, reencontro antigos conselheiros do Palmeiras e pergunto, de cara: E o patrocínio da camisa, fechou ou não? Três deles se entreolham, um deles (o cofista Sérgio Orciolo) diz que deverá o contrato ser assinado com uma empresa italiana. Barilla ou Fiat, se bem que outras informações me levam a acreditar que a Fiat está bem próxima. Todos mantém o maior sigilo possível, mas um deles tem uma expectativa: a de que o patrocínio será anunciado no banquete de aniversário do clube, festa dos 99 anos de vida.

Será? Pode ser…

Quanto ao jogo em si, vitória do Palmeiras por 1 a 0, gol de Wilson logo aos três minutos de jogo, eis o resumo da ópera: depois de dez minutos iniciais arrasadores, o Palmeiras deu espaço ao Atlético Paranaense e com o Furacão levou jogo equilibrado até o fim, com ambas as equipes desperdiçando algumas chances claras de gol. O Palmeiras deve melhorar se contar com Valdivia e Leandro; o Atlético terá mais comando se contar com Paulo Baier.

Os melhores? Pelo Palmeiras, destaco o goleiro Fernando Prass, o zagueiro Vilson e o quase sempre tão criticado Márcio Araújo: do lado atleticano, o zagueiro Manoel e o lateral-esquerdo Pedro Botelho.

Esse confronto ainda está em aberto.

ENFIM,  O   SANTOS

Foto: Ivan Storti

Não vi o jogo, ouvi que Santos e Grêmio tiveram chances de marcar, mas não posso deixar de registrar a primeira vitória santista depois de longo inverno, nesse 1 a 0 sobre os gremistas. E logo com o gol de um menino, talvez não por acaso, apelidado de “Gabigol”.


Palmeiras, no olho do Furacão. São Paulo, reforço e briga pelo poder aquecida
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Roberto Avallone

Charge: A Academia

1Antes de enfrentar o Furacão, como é conhecido o embalado Atlético Paranaense, o Palmeiras teve de enfrentar ondas turbulentas na noite desta terça-feira: julgado pelo que aconteceu em Guaratinguetá em jogo pela Segundona, quando duas facções de torcidas uniformizadas se enfrentaram nas arquibancadas antes da partida, o clube correu o risco de mais uma vez perder o mando de campo-como aconteceu no início da Série B- só que agora com rigor ainda maior.

Não foi punido, ficando apenas em multa modesta, pois não ficou provado que poderia ter evitado a pancadaria. Foi mais um susto. Mas o risco que correu à toa- até quando essas torcidas não vão entender que, além de tudo, podem prejudicar o clube?– poderia ter causado sérios problemas no futuro, já que as arrecadações dos jogos passaram a ter um valor ainda mais significativo diante da demora em acertar um patrocínio máster, das dívidas já existentes, da receita não muito generosa. E os jogos no Interior, no começo da Segundona, não renderam coisa alguma, enquanto que no Pacaembu a média de público aumentou para mais de 20 mil pessoas.

E será no Pacaembu que o Palmeiras terá sua prova de fogo na noite desta quarta-feira. O Atlético Paranaense está invicto há dez jogos, sendo oito pela Série A, onde ostenta honrosa quinta colocação e exibe futebol convincente: destaques para o zagueiro Manoel, para o lateral-esquerdo Pedro Botelho, para o veterano Paulo Baier (que talvez não jogue) e para um atacante de 21 anos, 1 metro e 82 de altura e sua atual grande revelação. Trata-se de Marcelo.

O Palmeiras, em noite de autoafirmação de querer acabar com essa conversa de que só é time de Série B, responde com coragem, com o técnico Gilson Kleina optando por esquema ofensivo, com três atacantes– Ananias, Alan Kardec e Leandro, sacando, enfim, um dos três volantes da equipe, no caso Charles,

Deverá dar bom jogo. E sem brigas.

OBSERVAÇÃO: Logo mais às 19h30- direto do Pacaembu estarei comentando o jogo: Palmeiras  x Atlético/PR, com narração do competente amigo Alex Muller!

www.facebook.com/avallone.avallone

www.bradescoesportesfm.band.com.br

Participe!

2- Quanto ao São Paulo, começo pelo reforço. Trata-se de Welliton, que estava emprestado ao Grêmio pelo Spartak de Moscou e que tinha o Coritiba como endereço quase certo. No entanto será tricolor esse veloz atacante de 26 anos, que já foi artilheiro duas vezes do campeonato russo e que, nos tempos em que se revelou no Goiás, insinuava-se até como jogador de futuras seleções.

Tentativa válida.

Já na briga pelo poder político do clube, a disputa promete ficar mais acirrada para as eleições de abril de 2014: o candidato da oposição, para se contrapor ao que será indicado pelo presidente Juvenal Juvêncio, é Kalil Rocha Abdalla, tendo como vice (provavelmente do futebol), Marco Aurélio Cunha.

Bom duelo.


Valdivia, Luís Fabiano e Deco contra suas eternas vilãs. E a revolução do selinho
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Roberto Avallone

Pela ordem: Valdivia, Luis Fabiano e Deco. Foto: Arte.

1- Valdivia não poderá enfrentar o Atlético Paranaense, pela Copa do Brasil que para o Palmeiras é mais do que uma simples competição: além de estar em jogo o título que conquistou no ano passado e que dá acesso à Libertadores, será uma espécie de chance de autoafirmação, da prova de que o sucesso da equipe não se restringe à menos votada Série B.

Mais uma vez machucado, interrompendo sua grande fase, Valdivia não tem sequer um prazo garantido para a volta aos treinos, podendo, quem sabe, retornar ao time no jogo da volta contra o Atlético, em Curitiba. Talvez…

O amigo já deve ter visto esse filme.

Como também já viu, com certeza, o filme que tem como protagonista o centroavante Luís Fabiano, vira-e-mexe contundido, que nem viajou para o Exterior com o São Paulo e nem surgiu ainda para vestir a camisa de seu time no retorno, logo agora que o tricolor vive as agruras da pior crise técnica de sua História. E tome Aloísio com sua mania de enfiar a mão na bola como se fosse jogador de vôlei.

Ah, tem também outro filme reprisado à exaustão, envolvendo outro tricolor: quando pode o Fluminense contar com Deco, habitualmente presente em seu departamento médico, para acertar os passes da equipe? Difícil responder, muito difícil.

No caso de um espectador comum, filme reprisado cansa e pode até enjoar. No caso do torcedor, no entanto, filme já visto com essa intensidade também cansa e pode levar ao desânimo pelo personagem central.

Que pena!

Foto: Reprodução

2- Fiquei surpreso muito mais pela repercussão do caso do que com o tal selinho em si. E daí? O que temos a ver com as brincadeiras de Émerson “Sheik” ou se ele deu ou não deu o tal selinho no amigo, para aparecer ou por demonstração de amizade mesmo?

O problema é dele!

Mas não é um privilégio brasileiro esse gosto pela fofoca, pela coisinha minúscula que acaba ganhando ares de gozação e de escândalo, Ah, como os europeus exploraram uma cena estranha protagonizada por Piqué e Ibrahimovic, no Barcelona… Sem selinho, mas em atitude aparentemente afetiva foram fotografados no estacionamento do clube e ganharam as manchetes.

E o que aconteceu? Ibrahimovic ficou cada vez mais rico, Piqué ficou com a bela cantora colombiana Shakira. E aos que falaram tanto, restou apenas o prazer da fofoca.

Que bela troca!