Blog do Avallone

Arquivo : junho 2013

Seleção Brasileira: além do título, da goleada e do baile na Espanha
Comentários 7

Roberto Avallone

 

Foto: Ricardo Matsukawa

Foi goleada, sim: que outro nome poderia ter uma vitória de 3 a 0 sobre a toda badalada Espanha na final da Copa das Confederações? E foi também o chamado chocolate, recheado com o olé do toque de bola, numa exibição tão perfeita da Seleção Brasileira que, acredito, surpreendeu até o mais otimista torcedor brasileiro. E principalmente os mais céticos, como este brasileiro.

Diante de uma Seleção em estado de graça e que marcou o seu primeiro gol logo a um minuto e meio de jogo, com o artilheiro Fred, em lance de raro oportunismo, caído, chutando para o alto do gol de Casillas. Aí, a autoconfiança foi redobrada e surgiu, sem amarras, o talento de Neymar. No finzinho do primeiro tempo, Neymar tabelou com Oscar, entrou na área e de canhota, acertou chute indefensável no alto do canto esquerdo espanhol.

E o baile seguiu durante todo o segundo tempo- na garra, na marcação perfeita e na criatividadediante de incrédulos espanhóis, desorientados e afobados, que mais pareciam formar uma equipe de principiantes. Apenas Iniesta jogava parte do que sabe. E até mesmo em sua chance maior- o jogo já estava definido, com mais um gol de Fred, depois de inteligente “corta- luz” de Neymar- a Espanha se perdeu, com Sérgio Ramos chutando para fora o pênalti cometido (desnecessariamente) por Marcelo em Navas.

Foi o tipo da vitória indiscutível. A Seleção Brasileira levou o título da Copa das Confederações, os espanhóis tiveram uma longa invencibilidade quebrada (29 jogos em competições oficiais) e foi justo o grito da torcida:

“O Campeão voltou, o Campeão voltou”. 

Pode ser o começo daquilo que será mais importante do que a própria festa do Maracanã: o resgate da autoconfiança perdida pela Seleção Brasileira para seu objetivo principal, que é o de reunir boas condições para ganhar a Copa do Mundo do ano que vem.

NEYMAR, O MELHOR DESTA COPA. E FRED  MERECIA  A CHUTEIRA DE OURO

Neymar foi eleito o craque da Copa das Confederações. Nada mais justo. Só não vi justiça no critério que deu a chuteira de ouro- destinada ao artilheiro da competição- a Fernando Torres, enquanto o campeão Fred, também autor de 5 gols como o espanhol, ficava com a chuteira de prata.

Ora, por quê? A explicação é que Fernando Torres fez 5 gols jogando menos partidas do que Fred. Assim, como critério de desempate, prevaleceu sua maior média de gol. Bobagem. Coisa da aplicação de números frios. Se houve também um critério técnico, Fred ganharia: ele não precisou jogar contra o Taiti para atingir sua marca, sendo que 4 dos gols de Torres foram marcados contra esse time amador- simpático, mais um dos piores de todos os tempos.

Elementar, cara FIFA.


A demissão de Luxemburgo. E o momento dos técnicos
Comentários 7

Roberto Avallone

Foto: Djalma Vassão

Foi a típica crônica da demissão anunciada: quem acompanha o noticiário da imprensa gaúcha não se surpreendeu com a queda de Vanderlei Luxemburgo pelo Grêmio, clube que lhe deu um elenco renomado e não recebeu em troca um título sequer. A situação estava crítica.

E o que acontece com Luxemburgo, o Estrategista, que há pelo menos cinco anos não encaixa um grande trabalho, embora cultive sempre a fama de vencedor e de mestre na arte de armar times poderosos? Isso aconteceu, sim, mas no passado, pois cinco anos significam muito tempo para que se conseguisse a chamada volta por cima.

Não vivo o dia-a-dia de Luxemburgo e tenho apenas como referência para analisar o seu último trabalho à frente do Grêmio. Pelo que foi apresentado, é visível que o futebol exibido pela equipe dá a impressão de um time sem alma, c om jogadores fora de posição, como no caso de Barcos que virou muito mais um garçom a servir os companheiros do que o homem de área, matador implacável dos tempos do Palmeiras.

O mar virou sertão e o sertão virou mar.

O futebol é cíclico, já se sabe. E, dentro desse contexto, o treinador– por melhor que seja o seu currículo- precisa acompanhar as mudanças e novidades táticas para não perder o bonde da História. Não se via um futebol compacto, de ocupar os espaços, no time de Luxemburgo.

Assim como Monstro Sagrado dos gramados, o argentino Carlos Bianchi, tem encontrado sérias dificuldades para levantar o Boca Juniors, penúltimo colocado do campeonato da Argentina, sempre baseado no veterano Riquleme– o astro que não consegue driblar a veteranice e as eternas lesões.

Teria sido o mesmo que aconteceu com Muricy Ramalho no Santos?

Trata-se, no mínimo, de um sinal de alerta: até os grandes precisam, sempre, de uma reciclagem.


Melhor para o Brasil: a Espanha chega exausta à final. E o Mercado da Bola
Comentários 21

Roberto Avallone

Foto: Tom Dib

Como se esperava, a Espanha fará a final contra o Brasil pelo título da Copa das Confederações. Mas como não se aguardava, os espanhóis só conseguiram vencer a Seleção da Itália na decisão por pênaltis (7 a 6), amagando um empate de zero a zero no jogo e na prorrogação e sendo engolidos pelos jogadores italianos durante boa parte do confronto.

Foi uma Espanha decepcionante!

E a Itália, sem Balotelli, armou uma arapuca para a tão badalada Espanha, atuando com três zagueiros, povoando o campo de volantes e meias defensivos e mesmo assim, contando apenas com o mediano Gilardino no ataque, teve as chances mais claras de gol. Quer dizer: o simpático treinador italiano, Prandellli, surpreendeu o experiente treinador espanhol, Vicente Del Bosque, transformando “a Fúria” em praticante de um sem graça e sem objetividade jogo de troca de passes. Ao contrário do que a Espanha mostrou em outras partidas.

Futebol também é um esporte de superação, todos sabem. Mas pelo que se viu a Seleção Brasileira entra com vantagem para a decisão, no Maracanã, pois os jogadores espanhóis deram clara demonstração de cansaço e devem, agora, estar exaustos pela disputa de 2 horas de partida- além da tensão de uma decisão por pênaltis.

Exaustos e talvez sem a habitual autoconfiança

PITADAS DO MERCADO DA BOLA

Imagem: Internet

1-  Se consumada, a contratação de Alan Kardec será uma bela tacada do Palmeiras. Apesar de estar sendo pouco aproveitado pelo Benfica, trata-se de um bom centroavante: Alan, 24 anos, 1 metro e 87 de altura, tem relativa habilidade e é ótimo no cabeceio e já passou com sucesso pela Seleção Brasileira Sub-20, além das boas passagens pelo Vasco da Gama e, principalmente, pelo Santos em 2012.

2- Também se conseguir a contratação do técnico argentino, Gerardo Martino– que dirige o atual campeão da Argentina, o Newell’s Old Boys, acredito que o Santos também estará fazendo um bom negócio. E ainda melhor se contratar o primeiro reforço que teria sido pedido por Martino, o atacante Scocco, belo jogador e pretendido por outros clubes. Assim como acertaram os santistas na compra do lateral- direito Cicinho, da Ponte Preta.

É o Santos “pós Neymar”, tentando se reconstruir.

 3-  D’Alessandro o inquieto e talentoso meia do gaúcho Inter dá o seu sinal de alerta e pede reforços para o seu time. Mas, entre eles, estaria o pequenino e já veterano Saviola, que, acredito, já deu o seu melhor para o futebol. Com o dinheiro arrecadado por suas mais recentes vendas (Moledo e Fred), o Inter poderia pensar em reforços de mais nível.

4-  O Flamengo ainda espera o melhor momento de dar o bote e contratar Émerson “Sheik”, do Corinthians. Não sei se vai conseguir, pois “Sheik” tem contrato até o fim do ano…


Mesmo jogando mal, o Brasil é finalista. E o Corinthians vai às compras
Comentários 17

Roberto Avallone

Foto: Ricardo Matsukawa

Foi a pior partida da Seleção Brasileira nesta Copa das Confederações. Mas como estava escrito, o Brasil é finalista, depois de bater o Uruguai por 2 a 1– gols de Fred, Cavani (em minha opinião, o melhor jogador em campo,) e Paulinho, este de cabeça, aos 42 minutos do segundo tempo.

Confesso que não esperava que fosse este jogo tão suado, chorado, sofrido. E poderia ter sido outra a história, muito mais amarga, não fosse o goleiro Júlio César o autor de bela defesa (embora tenha se adiantado) na cobrança de pênalti de Forlán, em seu canto esquerdo, logo aos 7 minutos de jogo.

A explicação para tanto sufoco? Comecemos pelos erros do Brasil: a defesa desencontrada, com David Luiz cometendo pênalti infantil em Lugano, e fora de sintonia, tanto que promoveu um bate-rebate inexplicável que deu no gol de empate de Cavani. Além disso, a atuação de Neymar era extremamente discreta, só não sendo pior do que Hulk e Oscar, peça totalmente nulas.

Ao mesmo tempo em que o Brasil estava mal, o Uruguai parecia se superar na já sua conhecida garra e no bom poder de marcação, anulando os pontos fortes brasileiros. Com destaque especial para Cavani, autor do gol uruguaio e dono de belas jogadas, além de exibir um fôlego incrível que o fazia defender e atacar com intensidade.

Enfim sem show, plumas e paetês, lá vai o Brasil a disputar a final. Que a lógica indica que seja contra a Espanha.

E   O  CORINTHIANS VAI  ÀS  COMPRAS

Depois de consumar a contratação de Cleber, zagueiro que defendia a Ponte Preta, o Corinthians vai às compras. É o que me assegura a confiável fonte corintiana, que não costuma errar e que antecipara há pelo menos dois meses o interesse por Cleber: ”Devem vir mais uns quatro jogadores. Pode esperar”- disse-me, hoje, por telefone, contente com o sucesso das negociações com a Ponte Preta.

E, segundo a minha fonte, esses outros quatro reforços seriam um lateral-direito, um lateral-esquerdo, um meia e um segundo atacante. Para minha surpresa, o lateral-direito poderia ser Luís Ricardo (também pretendido pelo Palmeiras), enquanto o meia talvez fosse Giuliano (ex- Inter) ou Bruno César, ex- Corinthians, que vem sendo oferecido; o atacante, não sei se por sugestão de minha própria fonte, seria Scocco, atual sensação do futebol argentino, melhor jogador disparado do campeão Newell’s Old Boys.

Boas tentativas, sem dúvida.


Discutindo o vai-e-vem do futebol
Comentários 5

Roberto Avallone

Imagem: Internet

Na expectativa de Brasil versus Uruguai, o mais importante assunto do dia- dentro e fora de campo-, que tal discutirmos um pouco aqui as notícias do vai-e vem- do Marcado da Bola?

1- Enfim, Cleber será do Corinthians: é o que se deduz depois da reunião que aconteceu ontem entre dirigentes corintianos e da Ponte Preta, quando se classificou que a consumação do negócio “está por detalhes”. Isto significa que está tudo praticamente certo e que, depois de longo flerte, esses detalhes Serão contornados e que o Corinthians terá esse zagueiro de 22 nos, 1 metro e 83 de altura e belo potencial.

2- Felipe Anderson, bom negócio para o Santos: pelo preço que está indo para a italiana Lazio, creio que será legal para todas as partes- para os santistas que fazem ainda mais caixa, para os romanos que contarão com um jogador promissor (mas que não se firmou, ainda, como se esperava) e para o próprio Felipe, que deve ganhar uma respeitável grana com essa transação.

3- Foi uma boa a contratação de Clemente Rodrigues, pelo São Paulo? Currículo é o que não falta a este lateral-esquerdo da seleção da Argentina e com muitas conquistas pelo Boca. Apenas uma ressalva: acompanhando os jornais argentinos- inclusive a parte em que torcedores postam suas opiniões- fica claro que ele não vive um bom momento- o que talvez se explique pela própria fase do Boca que por apenas um pontinho não foi o último colocado do campeonato argentino.

4- Cuidado com o nome: na verdadeira liquidação em que se transformaram o Boca Juniors e River Plate, está o nome de Trezeguet, centroavante que fez sucesso no passado. Hoje, aos 35 anos, recém-operado do joelho, ele foi dispensado por Ramon Diaz, técnico do River, sem causar nenhum tipo de lamento.

5- Carlitos Tevez está a caminho da Juventus de Turim, bicampeã italiana. E por cerca de 34 milhões de reais, quantia até respeitável para o atual padrão de contratações na Itália, mas bem inferior ao que o Manchester City pedia por ele há algum tempo.


Balotelli e Adriano, o drama dos goleadores. E o uruguaio Eguren, novo jogador do Palmeiras
Comentários 27

Roberto Avallone

Fotos:Balotelli/ Getty Images, Adriano/ Vipcomm -Montagem:Valéria Simeão

Por acaso, ambos têm o temperamento contestado, embora de virtudes técnicas aclamadas. Talvez por acaso, os dois, Adriano e Balotelli viveram uma segunda-feira dramática, embora por motivos diferentes: Adriano, o Imperador, viu desfeito o sonho de jogar no gaúcho Inter, o que compromete a sua volta ao futebol; Balotelli, o melhor atacante italiano do momento, viu chegar ao fim o desejo de ajudar a Seleção da Itália contra a Espanha na Copa das Confederações, cortado por lesão muscular.

Esperava-se outro desfecho para o caso Adriano, depois de tanta conversa e holofotes para uma possível volta triunfal. No entanto, em condições físicas (não se falou no tendão de Aquiles, que estaria mesmo curado) insuficientes para convencer a diretoria do Inter, Adriano terá de esperar por outra chance. Isso, se essa nova chance aparecer. O que torna dramática a situação de um jogador de 31 anos.

Bem mais jovem, no auge da carreira, Balotelli passa de sensação da Itália a uma frustração sem tamanho. Grande esperança italiana para a semifinal diante da Espanha, o centroavante que parecia de ferro não resistiu ao esforço muscular a e, neste momento, já deve estar em casa.  Com isso, Super Mário perde a oportunidade de se firmar ainda mais como celebridade internacional, enquanto a Itália perde o seu melhor e mais excêntrico atacante.

Uma pena.

EGUREN,  O  NOVO  REFORÇO  DO PALMEIRAS

Foto: Miguel Rojo

Segundo informações de bastidores-depois confirmadas pelo empresário do jogador, Regis Marques- está praticamente acertada a contratação de Eguren pelo Palmeiras. A negociação, que parecia ter esfriado, foi revigorada por novas conversas e, mesmo perdendo o Palmeiras a chance de contratar um centroavante estrangeiro (a lei permite apenas três estrangeiros em uma equipe por jogo e no clube já estão Valdivia e Mendieta), Eguren deve assinar contrato por um ano ou ano e meio, após a Copa das Confederações.

Vale a pena? Confesso que nunca o vi jogar. Mas, pelo seu currículo e pela necessidade palestrina de ter um primeiro volante, até que não acho má ideia arriscar. Afinal, Sebastián Eguren Ledesma, 32 anos, 1 metro e 86 de altura, já está há um bom tempo na seleção uruguaia e já vestiu muitas camisas ao longo da carreira- inclusive de equipes suecas e espanholas-, cultivando a fama de ser bom marcador, de possuir capacidade de liderança e de fazer gols de cabeça.

É o chamado xerifão.

Tudo bem. Mas a torcida palestrina espera que o clube corra em busca de um centroavante brasileiro. Pois que sem centroavante, o time não pode ficar.

 


No Mercado da Bola, o outro lado do êxodo. E a Copa segue o seu script
Comentários 14

Roberto Avallone

Imagem: Internet

O êxodo já começa a despontar no futebol brasileiro, com vários jogadores indo para o Exterior: Paulinho, do Corinthians para o inglês Tottenham; Fernando (Grêmio) e Fred (Inter) para o futebol da Ucrânia, na esteira de Neymar, contratado pelo Barcelona já há algum tempo.

Nestes casos, não houve euforia e nem lamentos, pois Paulinho está indo a peso de ouro, assim como Fernando e Fred, enquanto que ao Santos, na saída de Neymar, ainda sobraram os bons milhões de euros que nem se esperava conseguir em função de o contrato do craque terminar no próximo ano e era a grande a chance de ele sair de graça.

O curioso neste tradicional vai-e-vem de toda temporada é o que acontece com o outro lado das transferências. Quando o adeus de um jogador é comemorado. É o que pude sentir conversando com vários torcedores palmeirenses, felizes pela iminente negociação do zagueiro Maurício Ramos-que deve ser negociado com o futebol dos Emirados Árabes– e do atacante Maikon Leite– este, indo para o Catar. Sem entrar no mérito da qualidade dos jogadores, entendo que a alegria seja mais por conta do que eles simbolizaram no ano passado (o rebaixamento), sentimento que ainda sobra para mais gente como, por exemplo, Márcio Araújo.

Entendo, mesmo achando que não foram os culpados exclusivos, mas fizeram parte, isso sim, de um grupo derrotado. A vontade de mudança é tão grande que, para os torcedores ouvidos, nem houve a preocupação de quanto os negócios renderão para os clubes.

Após a Copa das Confederações, os negócios devem esquentar. E as mais diversas reações também.

E segue o script da Copa

Foi tudo como se esperava neste domingo na Copa das Confederações. Ou melhor: quase tudo: a Espanha não jogou o que se esperava na vitória sobre a Nigéria, por 3 a 0, abrindo claros em sua defesa, mas foi o suficiente para enfrentar agora a Itália. Como se supunha.

E o Uruguai, mesmo com os reservas (Luís Suárez entrou na metade do segundo tempo), foi outro a golear a hilária Seleção do Taiti, por 8 a 0, e agora cumpre o seu destino de enfrentar o Brasil. Como se supunha.

Seguindo o script.

O Taiti, por sua vez, quebrou a tradição e o protocolo. Formada por amadores, é verdade, cumpriu a pior trajetória que se pode esperar de uma equipe: perdeu os 3 jogos que disputou, levando 24 gols e marcando apenas um.

E saiu feliz da vida…


Fred foi o nome da boa vitória da Seleção. Alguém duvida que Brasil e Espanha farão a final?
Comentários 24

Roberto Avallone

Foto: Ricardo Matsukawa

Bem, insisto no óbvio: com a boa vitória sobre a Itália, 4 a 2, está na cara que o Brasil vai enfrentar o Uruguai em sua semifinal, não me restando nenhuma dúvida que a Espanha passará pela alquebrada Azurra no outro jogo. Ah, futebol tem seus caprichos e suas surpresas? Tem, mas não acredito que seja este o caso.

Quanto ao triunfo sobre os italianos, apesar de alguns escorregões da arbitragem (Dante estava impedido quando chutou para marcar o primeiro gol), foi um triunfo justo e convincente. Desde o começo, em verdadeira blitz, a Seleção Brasileira dominou a partida e se estava sentindo a falta das penetrações de Paulinho (que não jogou machucado, substituído por Hernanes), a Itália sentia muito mais a ausência de Pirlo– o regente da equipe.

Mas o Brasil foi sempre melhor e soube reagir ao gol de empate italiano com uma falta que Neymar “cavou” e ele mesmo cobrou, com perfeição, no ângulo esquerdo de Buffon. E aí o jogo ficou movimentado, aberto e até agradável se ver, com Balotelli jogando por todo o ataque da Itália.

Quem decidiu tudo, no entanto, foi Fred: autor de belíssimo gol, o terceiro, de canhota, ele ainda marcou o quarto gol da Seleção, além de ter participado diretamente do primeiro gol, cabeceando entre os altos zagueiros italianos para o rebote de Buffon e o arremate de Dante (impedido, repito) para as redes italianas. Em minha opinião, Fred foi o melhor do Brasil.

Quanto à Itália, talvez não repita a desilusão da Eurocopa do ano passado, quando foi goleada pela Espanha, por 4 a 0. Mas não vejo condições nessa dedicada equipe italiana- a não ser por um golaço do Sobrenatural de Almeida- de evitar um novo revés, ainda que mais apertada, pelos artistas da bola espanhóis.

Elementar, cario amigo: Brasil e Espanha na grande final! Ou você tem outro palpite?


De volta ao Mercado da Bola. E a projeção dos duelos decisivos na Copa das Confederações
Comentários 13

Roberto Avallone

Imagem: Internet

O Mercado da Bola deve se agitar mais daqui a alguns dias. Mesmo assim, a movimentação nos bastidores existe:

1-  O novo centroavante do Palmeiras: embora a cúpula palestrina cultive o sigilo, garante-me uma fonte confiável que um “camisa 9” está a caminho. Um doce e uma aguinha bem gelada para quem desvendar o seu nome, pois a lista de especulações é grande. Depois de ouvir comentários sobre Ricardo Oliveira (a quem considero um craque), Willian (que a Ponte Preta não quer negociar), Velazquez (o paraguaio grandalhão do Libertad), surge mais uma possibilidade para a lista: o centroavante do Boca Juniors, Lucas Viatri (26 anos, 1 metro e 86 de altura) que, li no jornal argentino Clarin, poderia ser emprestado para um clube do Exterior.

O amigo arrisca um palpite sobre o desfecho da novela “Quem virá?”.

2- Última forma: Adriano, o Imperador, deve se apresentar no Inter até a próxima terça-feira. E terá como companheiro no Inter gaúcho o ex-meio campista da Seleção Brasileira, Júlio Baptista.

3- Creio que o São Paulo acertou em contornar os problemas e seguir com Luís Fabiano no elenco. No Mercado, há alguém disponível melhor do que ele?

4- Não sei se Émerson “Sheik” vai emplacar no Corinthians no próximo ano. E acho que o clube está certo em oferecer, em dezembro, mais um ano de contrato para o veterano jogador. Está de bom tamanho, pois não?

5- E se o Milan insistir em liberar Robinho por 10 milhões de euros (cerca de 27 milhões de reais), o bom senso recomenda ao Santos que espere pela metade do próximo ano, quando o contrato do jogador termina. O amigo concorda?

O  FUTURO  DESTA  COPA

Depois da goleada da Espanha sobre o Taiti, 1 a 0 fora o pênalti perdido, e do triunfo do Uruguai diante da Nigéria (2 a 1), não me parece tão difícil projetar o futuro desta Copa das Confederações. Arrisquemos: o Brasil deve enfrentar o Uruguai em uma das semifinais, pois não perderá para a Itália (ainda mais sem Pirlo), garantindo o primeiro lugar no grupo; na outra semifinal, com certeza, a Espanha enfrentará a Itália.

E, agora recorrendo à lógica, o Brasil passará pelo Uruguai e a Espanha baterá a Itália, consolidando assim a final que todo mundo espera: Brasil e Espanha.

Aí, sim, teremos um jogaço!

Isto é:  se esta Copa for até o fim…

O  FUTURO…

Não posso deixar de comentar mais uma vez sobre a enorme onda de manifestações por todo o País. Nesta quinta-fera, ela levou mais de um milhão de pessoas para as ruas.  A população cobra por muitas causas justas,  no meio das manifestações, infelizmente atos de vandalismo e violência foram registrados. Esta marcha cresce cada vez mais. Não se sabe onde irar parar.


O show de Neymar, a virada da Azurra: Brasil e Itália agora duelam pelo primeiro lugar
Comentários 5

Roberto Avallone

Foto: Yuri Cortez

Não me lembro de uma exibição de Neymar tão perfeita c om a camisa da Seleção Brasileira quanto essa na vitória diante do México, por 2 a 0: autor de um belo gol logo aos 9 minutos, de canhota e de primeira depois da rebatida do zagueiro mexicano, guardou a melhor parte do show para o final da partida quando, cercado por dois zagueiros, deu uma “caneta” (bola entre as pernas de um dos marcadores) e, com magia, livrou-se dos dois: depois com a serenidade dos craques ofereceu a as honras do segundo gol.

Enfim, a síntese do atacante em tarde de perfeição: dono do poderoso arremate que estufou as redes e endiabrado no seu drible inesperado e letal para os mexicanos, na jogada que consumou a vitória do Brasil.

No resto, não foi um jogo fácil. Até que o começo foi bom, mas durante 20 ou 25 minutos o México equilibrou a partida e deu até a impressão de que seria o adversário fatalista dos últimos tempos. Foi só impressão. Já classificado, o Brasil precisa agora só de um empate pra ser o primeiro do grupo. O que já é uma grande vantagem, pois com quase certeza fugiria da Espanha, a provável primeira colocada do outro grupo.

Aliás, Brasil e Espanha é o jogo que deve liderar as apostas para ser a final da Copa das Confederações.

A VIRADA  DA  ITÁLIA

Foto: Vincenzo Pinto

Em meia hora de jogo, o Japão deixou no ar e nas redes a sensação de que aplicaria goleada histórica na Itália. Os japoneses pareciam voar, envolvendo cansados italianos quando abriram 2 a 0 no placar, com os gols de Honda (pênalti) e Kagawa. A  Azurra dava sinais de que estaria inapelavelmente batida.

Só que a Seleção Italiana não estava morta e tinha Pirlo, o veterano que resolve: ele cobrou um escanteio pra De Rossi marcar o primeiro gol e incendiou a garra italiana para virar o jogo, logo no começo do segundo tempo, com os gols de Yushida (contra) e Balotelli, cobrando um pênalti para lá de duvidoso. O Japão ainda foi para cima, empatou com um gol de cabeça de Okasaki e só não marcou outra vez porque a sorte estava do lado do goleiro Buffon e da Itália- houve um lance que, de maneira inacreditável, a bola carimbou a trave, depois o travessão da Itália e, caprichosa, não entrou.

E aí coube a Azurra fazer o quarto gol (Giovinco) e vencer uma partida empolgante.

Não sei se os italianos terão fôlego para enfrentar o Brasil, no sábado. Mas deve dar bom jogo.