Blog do Avallone

Arquivo : novembro 2015

Palmeiras e Santos, além de uma Final. E a luta dos desesperados
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Roberto Avallone

 

FACE PALM X SANTO COPA BRASIL2

Foto: Montagem Valéria SImeão

1- Enquanto se afundam no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras em décimo-primeiro lugar e o Santos em sétimo. Na noite de quarta-feira haverá uma trégua para as frustrações dos velhos rivais e eles partirão, como num passe de mágica, para um decisivo duelo de gigantes, Como a reviver os velhos tempos.

Resumindo: a conquista da Copa do Brasil não apenas dará direito aos gritos de “É campeão!” e a uma vaga para a Libertadores, como será uma espécie de divisor de águas.

Para ambos os clubes, derrotados, com seus reservas, nesta rodada. Em declínio visível, o Palmeiras foi mais uma vez derrotado em casa, desta vez pelo Coritiba-ameaçado de rebaixamento- por 2 a 0. E o Santos, também em queda no Brasileirão (deixou de fazer gols), também perdeu, embora fora de casa, para o desesperado Vasco da Gama, por 1 a 0- gol de Nenê, convertendo em gol o pênalti que não sofreu. Repito, não foi pênalti.

Mesmo assim, a final da Copa do Brasil não está esvaziada, com os ingressos esgotados, e grande expectativa. Mas será, sim, um divisor de águas. Talvez mais para o Palmeiras, que investiu muito no futebol este ano e deve estar vendo que o elenco precisa de uma reformulação, mantendo a base, dispensando vários jogadores que não agradaram e contratando pelo menos uns cinco jogadores para serem titulares. Especula-se que, caso vá para a Libertadores, vários jogadores de renome serão tentados, entre eles o do meia-esquerda Everton Ribeiro.

Para o Santos, o desafio será tentar manter (o que está difícil) o meia-armador Lucas Lima ou, então, buscar no mercado um substituto para ele, o que implicará em grana que não se sabe se o clube terá. O mais provável é seguir sua tradição de usar mais alguns Meninos da Vila ou, então, descobrir revelações. Bem ou mal, o Santos já ganhou o Campeonato Paulista e tem ótimas chances de levar a Copa do Brasil, mas seu sonho- como o de todos outros clubes- é disputar a Libertadores.

Enfim, derrotas na rodada à parte, na próxima quarta-feira  Palmeiras e Santos jogarão pelo futuro.

2- Afinal, o Vasco escapará ou não do rebaixamento? Apesar de um belo segundo turno e da vitória deste domingo contra o Santos, é possível; mas ainda muito difícil. O diabo é que quase todos os outros concorrentes também venceram- o Avaí, 1 a 0 sobre a Ponte Preta; o Coritiba, fora de casa, 2 a 0 diante do Pameiras (o Coxa, creio, praticamente escapou); o Goiás, fora de casa, 3 a 1 sobre a Chapecoense… Só ficou faltando o Figueirense, que vencia o São Paulo, fora de casa, 2 a 1 até os 46 minutos do segundo tempo, quando Alan Kardec empatou e Thiago Mendes no últmo lance do jogo fez 3 a 2 para o tricolor, com um belo chute de fora da área.

Bem, o suspense vai durar até a última rodada. O que ainda dá uma pitada de emoção a este Campeonato, além da disputa do segundo lugar (Galo ou Grêmio) e da quarta vaga para a Libertadores- agora, acredito, entre São Paulo e Inter.


O Flamengo de Muricy. E a virada do São Paulo pela Libertadores
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Roberto Avallone

FACE MURICY FLA

Foto: Divulgação

1- Falta a formalidade do anúncio oficial. Mas o  futebol do Flamengo do próximo ano terá o comando de Muricy Ramalho, pois Oswaldo de Oliveira foi demitido neste sábado e é tida como certa a vitória de Bandeira de Mello (que deseja Muricy) nas eleições.

Que Muricy seja feliz neste seu novo desafio carioca, tanto quanto já o foi no Fluminense, quando ganhou o título de campeão brasileiro pelo Fluminense- o que lhe valeu um convite para a Seleção Brasileira, chamado que não pode atender em razão de seu contrato com o Flu. Vencedor de tantos torneios, entre eles o de tricampeão brasileiro pelo São Paulo e da Libertadores pelo Santos, Muricy resume, às vezes, em uma só expressão, o seu perfil de treinador: “Aqui é trabalho, meu filho”.

Não sei como ele está agora, depois de derrotar a enfermidade e de ter passado um tempinho na Europa, seguindo a moda (elogiável) de se reciclar. Pode estar com ideias novas para aplicar em um clube de imensa torcida, que investiu bastante (Guerrero, Sheik, Marcelo Cirino, Ederson, etc), mas que não consegue se firmar na elite dos atuais vencedores.

Muricy será, pelo seu currículo, no mínimo uma grande atração.

Foto: Djalma Vassão

Foto: Djalma Vassão

2- Foi incrível e empolgante a virada do São Paulo contra o Figueirense: perdia por 2 a 1 (gols de Luís Fabiano, Clayton e Carlos Alberto), não dava muitos sinais de esperança, quando aos 45 minutos do segundo tempo, de cabeça, Alan Kardec empatou o jogo; ainda deu tempo para o Figueirense perder gol certo e para, no último lance do jogo, Thaigo Mendes acertar uma “ bomba” de fora da área para decretar a vitória tricolor.

3 a 2!

Com essa vitória e com o empate do Inter diante do Fluminense (1 a 1) o São Paulo está muito próximo de ganhar a quarta vaga do Campeonato Brasileiro para a Libertadores, pois o Santos, o outro concorrente, deverá jogar com os reservas contra o Vasco da Gama.

Foi no mínimo uma bela homenagem a Luís Fabiano, o goleador que disputou sua última partida  com a camisa do São Paulo, no Morumbi. No entanto, emocionado, com o nome aclamado pelos torcedores, ele não descarta disputar partida contra o Goiás, em Goiânia.

Pelo que se viu, em quatro minutos o São Paulo mudou a sua sorte e o humor de Luís Fabiano.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação


O Santos saiu na frente. Mas o Palmeiras ainda tem boas chances
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Detalhes à parte, que serão comentados a seguir, na prática o negócio é o seguinte: o Santos venceu o Palmeiras por 1 a 0,em arremate certeiro de Gabigol, e precisa só de um empate, na próxima quarta-feira, para conquistar a Copa do Brasil. Por sua vez, o Palmeiras, precisa de uma vitória simples para levar a decisão para os pênaltis e se a vantagem for de dois ou mais gols será o campeão.

Resumindo: nada está decidido. Continua em aberto a decisão, segue a expectativa para ser conhecido o campeão da Copa do Brasil, pois o Palmeiras agora jogará em sua casa e o Santos não costuma exibir fora da Vila Belmiro o mesmo futebol que lá mostra- e a prova maior é que, no Campeonato Brasileiro, só venceu um jogo longe de seus domínios.

Quanto ao jogo desta quarta-feira, foi tenso, às vezes truculento e também polêmico. Santos jogou melhor, é verdade, pois atirou-se ao ataque, obrigou Fernando Prass a fazer belas defesas (enquanto o seu goleiro, Vanderlei não fez um só intervenção difícil) e perdeu gol mais do que feito, no finzinho, quando Nílson- ele e as redes- com o gol sem goleiro chutou para fora. Ah, Gabigol também desperdiçou um pênalti, cometido por Arouca em Ricardo Oliveira

Mas, justiça à arte, pois que o futebol é feito de detalhes, mesmo atacando muito menos, o Palmeiras poderia ter saído com resultado melhor se a arbitragem marcasse o pênalti- que existiu!- de David Braz em Lucas Barrios. Clarissimo. Ali, a situação poderia se inverter, pois o jogo estava zero a zero, o pênalti poderia ser convertido em gol e o zagueiro, David Braz teria sido expulso.

Poderia ter sido o detalhe a modificar todo o panorama da partida. Se bem que, repito, achei muito defensiva a postura do Palmeiras e ficou evidente que o Santos jogou mais e melhor, procurando o gol o tempo inteiro.

Deve dar bom jogo a finalíssima.

Foto: Divulgação

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Reservas do Corinthians 6, São Paulo 1: quem explica essa magia?
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Roberto Avallone

Foto: Fernando Dantas

Foto: Fernando Dantas

O Corinthians não só arrasou o São Paulo ao golear  por 6 a 1 o velho rival que usava os titulares como inquietou o mundo do futebol ao conseguir essa façanha atuando com seus reservas. Quer dizer que tanto faz para o Corinthians jogar com o time principal ou com os aspirantes, o rendimento é o mesmo?

Ah, se for assim, o fato é merecedor de estudo científico. Ou, no mínimo, de análise datalhada por especialistas sobre como pode isso acontecer. Talvez seja inédito na história do futebol.

Ou então creditar tudo a um milagre de Tite, treinador que vive fase iluminada. Milagre, reconheço, é demais. Fica mais adequado atribuir tudo a um trabalho magnífico do técnico, com reforço, é claro, do trabalho do preparo físico, da fisioterapia corintiana, do departamento médico. É, na verdade, um trabalho em conjunto, como talvez jamais tenha sido feito no futebol brasileiro, a compreensão de que ser craque, hoje, não basta; é preciso também estar em perfeitas condições físicas e atléticas.

Quanto ao jogo em, bastam poucas linhas, pois a superioridade corintiana foi tão grande- e com gols dos reservas Bruno Henrique, Romero, Lucca, Edu Dracena, Cristian, mais o gol contra de Hudson- que acabou sendo jogo de um time só, cabendo ao time do São Paulo simplesmente ser chamado de horrível nesta partida. E com louvor!

E este momento do Corinthians, ao que tudo indica não deverá ser breve e nem fugaz, pois são boas as chances de finalmente ser consumada a venda do naming rights, além da bela cota de tevê e do entusiasmo crescente dos fiéis (e agora, mais do que nunca, satisfeitos) torcedores que estão a lotar os estádios.

Foto: Divulgação

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Palmeiras: empatando com o Cruzeiro, pensando no Santos
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

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Na verdade, ao entrar com o time quase todo formado por reservas contra o Cruzeiro, o Palmeiras deixava claro que estava pensando mesmo é na final com o Santos, pela Copa do Brasil. E enquanto teve apenas os reservas em campo- só Fernando Prass e Arouca eram os titulares em campo-, o Palmeiras jogou mal, foi dominado pelo Cruzeiro e perdeu o primeiro tempo por 1 a 0,  gol de Marcos Vinicius, depois de falha grotesca de João Pedro.

Mas, no segundo tempo, aos 13 minutos, o técnico Marcelo Oliveira deu ao time as armas necessárias para mudar a situação: entraram mais dois titulares, Gabriel Jesus e Lucas Barrios, sendo que este, o argentino naturalizado paraguaio, empatou a partida com um golaço, de cabeça, escorando um centro de Egídio.

Ah, poderão dizer, o resultado foi ruim para as duas equipes. Não concordo. Para o Cruzeiro, sim, foi mau negócio por ainda ter aspirações em relação ao G-4; ao Palmeiras, no entanto, tanto faz agora o Campeonato Brasileiro, pois sua única chance de ganhar algo nesta temporada e disputar a Libertadores é levantar o caneco da Copa do Brasil.

E, de uma certa maneira, pelo espírito de reação exibido contra o Cruzeiro e também diante do Atlético Paranaense, o moral palmeirense está mais elevado do que há uma semana. E a autoconfiança é fundamental para enfrentar um Santos bem ajustado e ofensivo, especialmente no jogo da Vila Belmiro.

Para essa partida, o Palmeiras terá- com quase toda a certeza- a presença de Arouca, o que pode fortalecer o sistema defensivo, ainda mais com a volta dos titulares. Como Barrios voltou a fazer gol e Gabriel Jesus a driblar como nos melhores dias, não creio ser motivo de lamento o empate com o Cruzeiro.

Santos e Palmeiras, Palmeiras e Santos: este clássico tem tudo para ser uma grande decisão!


O campeão Corinthians: justiça à  campanha histórica
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Roberto Avallone

Foto: EFE

Foto: EFE

Nada mais justo, acontecer o que já era esperado: o Corinthians é o campeão brasileiro de 2015, com até agora aproveitamento de 73.3 dos pontos disputados, com apenas quatro derrotas na competição. Façanha extraordinária!

Na verdade, agora o Corinthians é o hexa campeão brasileiro, ostentando seus títulos conquistados em 1990, 98, 99, 2005, 2015 e o deste ano, em belíssimo desfile de glórias. Talvez não tenha sido de total agrado levantar o caneco com um empate (1 a 1, gols de Júlio César e Vagner Love) diante do vice- rabeira Vasco, em São Januário, ainda mais com o adversário ter jogado boa parte do tempo com dez jogadores- Rodrigo foi expulso.

Mas àquela altura, o que isso interessava? O Corinthians nem fez um grande jogo, é verdade, o Vasco começou até um pouco melhor, mas aos poucos a equipe dirigida por Tite- de longe, o melhor técnico do Campeonato- foi reagindo, equilibrando o jogo e veio, enfim, a substitituição que vem dando certo: a entrada de Lucca, atacante arisco e goleador.

Depois de perder duas chances de gol, Lucca parou de cabeça um centro da direita, deixando Vagner Love em excelentes condições de cabecear e empatar a partida. Bingo! (De Tite, é claro).

E o Corinthians nem precisava empatar para ser campeão- com três rodadas de antecedência-, pois, no Morumbi, depois de sair perdendo por duas vezes, o São Paulo sapecou 4 a 2 no Atlético Mineiro(graças, principalmente a entrada de AlanKardec, que saiu do banco de reservas para marcar dois gols). A derrota do Galo, por si só já significava que a Taça se encaminhasse- com justiça- ao Corinthians.


Palmeiras, um sinal de vida. Seleção: a volta do drible
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

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1- Depois de jogar um péssimo primeiro tempo, com direito a levar gol do Atlético Paranaense a um minuto e meio, até que o Palmeiras deu alguns sinais de vida na etapa final. Esses sinais não são referentes ao empate (3 a 3)  e nem ao Campeonato Brasileiro,  pois que a este o Palmeiras já deu seu adeus a ambições maiores. Por este caminho, nem a Libertadores é possível.

E então, onde estão esses sinais? Refiro-me é claro, à Copa do Brasil, às duas partidas finais contra o Santos, que,  no momento é apontado como favorito e vem exibindo um futebol superior, principalmente do meio-campo para a frente. Acontece que em 35 minutos do segundo tempo, com a entrada de Gabriel Jesus – e, depois , a de Arouca, para ganhar ritmo- o Palmeiras foi outro time,  seus jogadores estavam mais determinados e agrupados, poderia ter até vencido o Furacão.

“ Cesteiro que faz um cesto, faz um cento”- já dizia minha santa avó. E então deduzo que se o Palmeiras jogar contra o Santos como fez na segunda etapa em Curitiba- acrescido ainda de um Arouca mais inteiro e de Lucas Barrios- poderá, sim, fazer frente ao rival, tornando o clássico imprevisível.

Sem favoritismo.

E  para quem estava em plena decadência, já não é um sinal de vida?

Foto: Divulgação

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2- Para muitos, a Seleção Brasileira ao vencer o Peru- 3 a 0- não fez mais do que a sua obrigação. Quanto a vencer o jogo, pode ser. Mas é um alento saber que, depois de muito tempo, a Seleção Brasileira pode contar o drible- a sua característica mais marcante ao longo dos tempo- para o futuro: pois assim poderá ser como Neymar centralizado, Willian mais pela direita e Douglas Costa pela esquerda e, às vezes, pela direita, trocando de posição com Willian.

Ah, é duro marcar esse trio ofensivo driblador, insinuante, de futebol moleque e atrevido. Mesmo que Neymar leve um certo tempinho para se adaptar à função de falso 9, não tenho nenhuma dúvida que ele irá se ajeitar por lá. E vai atrair a marcação inimiga, o suficiente para Willian e Douglas Costa enfrentarem seus marcadores no mano a mano.


Palmeiras: nada mais do que um grande susto?
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

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Foram horas de suspense. Desde que a presidente da Crefisa, Leila Pereira, disparou duras palavras contra o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre. O contrato estaria para ser rompido? A esta altura do Campeonato, em meio à crise econômica em que vivemos perder um patrocinador, no caso dois patrocinadores (Crefisa e FAM) doeria no bolso e nos sonhos de qualquer clube.

A revolta de Leila era grande e partia até para outras questões (“compram jogadores de quinta categoria”) embora o objeto principal da bronca- ou seria gota d’água?- fosse meio estranho: o Palmeiras teria pedido à Crefisa a permissão para fazer com a Adidas uma camisa retrô dos tempos da Parmalat, com o nome da empresa italiana e tudo.

Sim,  não seria correto. Mas como nada foi feito, tendo sido obedecida a negativa da atual patrocinadora, o grande pecado foi a consulta? Ou haveria algo mais atrás disso? Conversei com um respeitável conselheiro palmeirense e ele me disse que quase sempre via nos jogos a dupla José Roberto Lamacchia (dono da Crefisa e da FAM e Leila, sempre sorridentes. Como se nada estivesse acontecendo “Parecia que estava tudo bem”- disse-me)

Aí,  no entanto,  depois das declarações, começou a onda de especulações: em uma delas, a patrocinadora (repito, no caso, patrocinadores) estaria insatisfeita com os resultados dentro do campo; em outra, conforme matéria publicada em junho, haveria uma disposição de Leila suceder a Paulo Nobre na presidência, embora para isso fosse necessária mudança no estatuto, criando-se a figura do grão-bene-mérito- em condições de disputar a presidência sem cumprir dois mandatos de conselheiro como agora.

Nada confirmado.

O que houve de concreto neste final de semana foi que Leila Pereira disse que o contrato não será rompido, que não  a disposição de ir para outro clube (na primeira entrevista, ao site do jornal Lance, ela falara que “se for assim, vou para o Flamengo, que me dá muito mais visibilidade”), que ficará no Palmeiras mesmo. E está até ajudando nas obras da reforma do CT, com construção de hotel e tudo.

Com as palavras de Leila e a resposta oficial do Palmeiras, argumentando que foi apenas uma consulta e o negócio da camisa retrô não segue adiante, mais os votos de elogios e gratidão aos patrocinadores, o que era perigo, passou a ser apenas um susto e teve um final feliz. Como será no futuro, se o episódio deixou ou não marcas,  só poderemos saber com o tempo.

Por enquanto, “meno male”.


Na Seleção: com Neymar apagado, empate ficou de bom tamanho
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Roberto Avallone

Foto: André Mourão

Não é fácil enfrentar a Argentina em Buenos Aires,  já se sabe. Ainda que desfalcada de Messi, Aguero, Tevez, etc. E para piorar, a Seleção Brasileira teve seu grande astro, Neymar, apagado, além de disputar um péssimo primeiro tempo, quando foi dominada pelos argentinos, que saíram na frente com o gol de Lavezzi.

Na etapa final, o técnico Dunga fez o que deveria ter feito desde o começo do jogo, com Douglas Costa no lugar de um isolado Ricardo Oliveira. Não por acaso, foi depois de uma cabeçada de Douglas Costa no travessão que, no rebote, Lucas Lima acertou o chute certo para empatar. 1 a 1.

E como Lucas não vinha jogando bem e ainda recebera o cartão amarelo, Dunga promoveu a entrada de Renato Augusto- que vem jogando muito bem no Corinthians-em seu lugar. Com tudo isso, a Seleção Brasileira não só equilibrou a partida como foi até um pouquinho melhor na etapa final, suportando até a expulsão de David Luiz, superando uma ou outra investida argentina (que teve em Di Maria o seu melhor jogador) para garantir o resultado.

Resultado que foi bom para o Brasil por ter jogado fora de casa, marcando o seu quarto ponto nas Eliminatórias, com grandes chances de chegar a sete pontos, pois o próximo jogo é contra o Peru, em Salvador. Por sua vez, a Argentina está mal na classificação, apenas dois pontos, mas nem deve lamentar muito esse empate em casa, pois jogou desfalcada de Messi, Aguero, Tevez, etc.

Enfim, se não empolgou, pelo menos esse empate não frustrou nenhum dos dois rivais, que costumam fazer o Super Clássico das Américas. Só que este não teve nada de Super.


Nobres cobranças, o Mercado da Bola e Los Hermanos
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Roberto Avallone

1-  Em minha opinião, o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, fez um gol e o que devia ao cobrar jogadores e a Comissão Técnica , no vestiário, após o péssimo futebol apresentado pela equipe na derrota para o Vasco, por 2 a 0. Pediu mais respeito aos quase 30 mil torcedores que foram ao Allianz Parque para ver, na definição do próprio presidente, “um time desconcentrado”.

Na verdade, quem não é cobrado em seu ofício. Ainda mais que basta uma espiadinha nos números da campanha para se constatar que houve lampejos, sim, mas os resultados são de espantar pela oscilação: contra as 14 vitórias, 14 derrotas também, o que configura desempenho mediano, para não dizer medíocre – o que poderia parecer pejorativo. Para os sonhos da torcida, um rendimento pífio.

O que fazer, então? Creio que até o desfecho da Copa do Brasil quase nada (a fazer), a não ser pela volta de Arouca, Lucas (lateral) e uma atitude geral, de técnico e jogadores para uma reação digna do Palmeiras dos tempos de glória. O que seria um quase milagre, diante de um Santos que-especialmente na Vila Belmiro- parece voar sobre o campo.

2- No Mercado da Bola, por enquanto as especulações e os desejos parecem superar notícias próximas de serem concretizadas. Mas, creio, tem muita lógica a suposta preferência do presidente do São Paulo, Carlos Eduardo de Barros Silva- o Leco- para que Falcão seja o técnico para o ano que vem: grande jogador do passado, Falcão foi campeão paulista pelo São Paulo em 1985, tem passagem poe seleções (brasileira, mexicana) e um largo conhecimento tático, aprimorado quando passou pela Itália, onde foi campeão (pela Roma) e chamado de Rei de Roma.

Também  não me surpreende o interesse do Santos por Paulo Henrique Ganso, que jamais foi o mesmo no São Paulo, que estaria de volta à Vila para o lugar de Lucas Lima- este, o craque pronto para se transferir para o Exterior, já no começo do ano.

Há outras notícias já sabidas, como o provável acordo do volante Fernando Bob com o Palmeiras, mas o quente mesmo está por vir e anda escondido na cautela de, primeiro, terminar a participação  nas competições, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil.

3- O duelo entre Brasil e Argentina é quase sempre imprevisível, ainda mais quando disputado lá, em Buenos Aires. Mas, pela lógica, quem um Neymar em forma esplendorosa contra uma Argentina desfalcada de Messi,  Aguero e até Carlitos Tevez, ah,  aí pode-se dizer que são muito boas as nossas chances.

Pelo menos, na teoria.