Blog do Avallone

Arquivo : novembro 2013

Mistério no Mercado da Bola
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Roberto Avallone

Imagem: Arte UOL

Imagem: Arte UOL

Não apenas pela temporada ainda em curso, mas também pela crença de que o sigilo é o melhor amigo da negociação, o Mercado da Bola está agitado nos bastidores e também uma angústia para os torcedores que vivem de uma especulação aqui, outra ali. Por enquanto, eis o que se pode destacar:

1- Se conseguir dobrar o Napoli, que pagou milhões de euros pelo jogador, o Santos terá o ótimo atacante Vargas, da seleção chilena e atualmente emprestado ao Grêmio. Seria uma tacada de mestre. O diabo é que o Napoli não aceita mais emprestar o jogador, só topa vende-lo em definitivo.

2- Muricy Ramalho já declarou que não quer apostas para “reforçar” o São Paulo em 2014: “Tem de ser jogador do nível do São Paulo, caso contrário não vai dar certo. Apostas por apostas, prefiro as da nossa base”- disse o treinador. Até agora, só lateral-direito Luís Ricardo, 30 anos, tem acordo firmado com o tricolor.

3- Quietinho, o Corinthians deve estar esperando as indicações de Mano Menezes para fazer uma boa reformulação na equipe. Elias parecia nome certo para a próxima temporada, mas com o título conquistado pelo Flamengo na Copa do Brasil (e a vaga na Libertadores). Já se fala no Rio que o volante ficará mesmo no Fla. Será? Ele seria o nome ideal para o lugar de Paulinho, que ainda não teve substituto à altura.

4- No Palmeiras, o sigilo é ainda maior. Nos bastidores fala-se na contratação de quatro a cinco reforços, mas há também a preocupação em renovar contratos que vencem no fim do ano, entre eles o de jogadores mais importantes, como Leandro (fundamental) e Vilson (bom parceiro para Henrique).

5- No Sul, leio no site da Zero Hora, que o Inter pensa em Júlio César, da Seleção Brasileira, para ser o seu novo goleiro. Boa tacada. E há o acerto com Ernando, 25 anos, quarto-zagueiro que está a jogar pelo Goiás. Indo do Inter ao Grêmio, não achei nada má a suposta sugestão gremista de aumentar de três para quatro o limite de jogadores estrangeiros por jogo. Se o mercado não anda tão propício por aqui, por que não encontrar soluções no Exterior?


Duro contraste: dor e festa no futebol
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Roberto Avallone

1- A tragédia e a dor da perda tomaram conta do futebol durante quase toda a terça-feira. Começou com o terrível acidente na Arena Corinthians, onde desabou o guindaste que transportava a última peça da cobertura do belo estádio, levando embora duas vidas- a de Fábio Luiz Pereira e Ronaldo Oliveira Santos- e aterrorizando a todos que presenciaram a cena.

Agora, não se sabe exatamente quando será concluída a obra, embora exista o cálculo otimista que tudo estará acabado em dois meses e que não há o menor risco de o estádio deixar de ser o da abertura da Copa do Mundo.

Fotos: Divulgação/ Arte: Valéria Simeão

Fotos: Divulgação/ Arte: Valéria Simeão

E já no fim da tarde, outra notícia triste: acabara de morrer aos 88 anos, Nílton Santos, com justiça apelidado “A Enciclopédia do Futebol”, eleito pela FIFA como o maior lateral- esquerdo do mundo em todos os tempos. Para a FIFA, Nílton foi o fenomenal jogador; para a torcida do Botafogo ele era maior do que isso, pois era ídolo da Estrela Solitária, seu fiel representante- e ídolo assim, sabemos, não tem limite e nem especificação.

Difícil falar de Nílton em poucas linhas. Bicampeão do mundo pela Seleção Brasileira (1958 e 62), carreira recheada de histórias, a vida da “Enciclopédia do Futebol” melhor caberia em um livro. Só para relembrar algumas passagens tem aquela em que decidiu ir ao ataque no jogo de estreia do Brasil em 58, na Suécia contra a Áustria. O técnico Vicente Feola gritou: “Volta Nílton, voltas Nílton!”. Mas Nilton não voltou , tabelou com Mazzola  e arrematou  para as redes.

Feola aplaudiu.

Ah, e tem aquela outra em que, depois de cometer pênalti sobre um atacante espanhol, no bicampeonato de 62, no Chile, Nílton Santos deu dois passinhos para a frente, levantou os braços, postou-se na linha da grande área. E o juiz deu apenas falta.

Bem, não poderia faltar aquela que ele revelou tempos depois: a recomendação para o Botafogo contratar aquele rapazinho das pernas tortas que, em treino- teste, ousara enfiar a bola entre suas pernas. “Melhor a gente ter esse cara no nosso time do que jogando contra nós”, argumentou Nílton Santos, impressionado com a caneta que levara.

E assim se tornou amigo leal do “Cumpadre Mané”, o Mané Garrincha, fenômeno de nosso futebol.

Além de craque, usando a expressão do próprio Mané, “A Enciclopédia” também era gente boa.

FACE FLAMENGO E PONTE

Fotos:Julio Cesar Guimaraes/UOL
/Rodrigo Capote/UOL

Fotos: Paulo Sérgio/ Marcos Ribolli

2- O momento da festa, pois vida que segue, chegou no fim da noite para duas torcidas: para a imensa massa rubro-negra, com o Flamengo batendo o Atlético Paranaense, por 2 a 0 (gols de Elias e Hernanes), tornando-se o campeão da Copa do Brasil (pela terceira vez em sua História) e fazendo do Maracanã um só delírio; e para a fanática torcida da Ponte que testemunhou o empate de sua equipe diante do São Paulo (1 a 1, gols de Leonardo e Luís Fabiano), resultado que classificou “A Veterana” (foi fundada em 1900) para final da Copa Sul- Americana. Contra o argentino Lanus ou o paraguaio Libertad.


E Kleina fica mesmo no Palmeiras!
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Roberto Avallone

Foto: Cedoc/RAC

Foto: Cedoc/RAC

Como foi noticiado neste espaço, segundo as informações de um respeitado conselheiro palmeirense, a tendência era a de que Gilson Kleina permanecesse como técnico do clube.

E assim se fez: depois de uma longa reunião- e múltiplas e desencontradas informações de bastidores- Kleina e Palmeiras entraram em acordo para renovação do contrato por mais um ano, dando fim às especulações. Que eram muitas.

Segundo essas especulações, Kleina já estava fora do Palmeiras, que já estaria escolhendo entre Jorginho e Luxemburgo para ser o seu novo treinador, coisa e tal. Comentários típicos do futebol, principalmente em se tratando de uma novela que já se arrastava há algum tempo e com nuances que a tornavam indefinida.

Longe de ser uma unanimidade entre os torcedores do Palmeiras, apesar do título da Série B, Kleina foi definido por um antigo observador palestrino como alguém que não é um grande treinador, mas teve o mérito de agrupar o elenco. E isso é muito importante”.

É a impressão que tenho também, lembrando-me de algumas eliminações ao longo do ano- Campeonato Paulista, Libertadores frente ao Tijuana, Copa do Brasil com os 3 a 0 do Atlético Paranaense-, além do rebaixamento no ano passado.

Acho, no entanto, que Kleina mereça a chance de provar evolução, caso tenha em mãos elenco mais qualificado, com a vinda de bons reforços, pois já conta com “espinha dorsal” (Fernando Prass, Vilson, Henrique, Wesley, Valdivia, Leandro, Alan Kardec) de respeito.

Se vai dar certo, no Centenário do clube, só o tempo vai dizer. E dependerá muito da direção do Palmeiras.


O Palmeiras em busca de seus sonhos para o Centenário. Na Fiel, gratidão a Tite
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Roberto Avallone

Foto: Divulgação

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1- Em conversa com um respeitado conselheiro palmeirense, tenho a confirmação de que os planos para o Centenário do clube já estão em andamento. Vários jogadores estão sendo observados, dos quais quatro ou cinco deverão ser contratados: segundo a minha fonte, um deles será craque, os outros tidos como revelações.

Nomes? Ah, é sigilo total, embora já tenha vazado o interesse no atacante Lins, do Criciúma, assim como a sondagem em Marlon, lateral-esquerdo do mesmo clube. Não se fala em investir muito, pois o Palmeiras considera que já tem uma boa “espinha dorsal” (Fernando Prass, Vilson, Henrique, Wesley, Mendieta, Valdivia, Leandro e Alan Kardec) faltando apenas dois laterais-ou alas-, mais o referido craque, mais um ou dois pra compor elenco.

Se conseguir resolver seus problemas, tudo ficará mais fácil, Mais uma vez ouvi falar que está bem encaminhado o patrocínio máster com a Caixa e há esperanças de que surja logo o acordo entre Palmeiras e a construtora W Torre.

Sim, hoje deverá acontecer a definição sobre a permanência ou não do técnico Gilson Kleina, com a tendência de que o treinador fique no Palmeiras.

Foto: Divulgação

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2- Pelo número de ingressos vendidos até a noite desta segunda-feira (14 mil) é muito provável que o Pacaembu esteja lotado para a despedida de Tite do clube, em São Paulo. O jogo é contra o Inter de Porto Alegre, o que se insinuaria bela partida não estivessem os gaúchos e os corintianos em fase nada animadora.

Quer dizer: a torcida quer mesmo é homenagear Tite, relevando o mau momento e lembrando-se das muitas conquistas do treinador à frente da equipe, entre elas a Libertadores, o título de campeão do Mundo (frente o Chelsea, gol de Guerrero), o título Nacional em 2011…

Belo gesto da torcida a quem fez por merecer.


A decadência do eixo Rio- São Paulo no futebol
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Roberto Avallone

Pode ser apenas uma fase, pode ser. E entre os clubes ainda existem raras exceções, algumas movidas por circunstâncias. Mas é inegável que em 2013 o eixo- Rio São Paulo- cujos clubes já dominaram o futebol brasileiro sendo, ainda, base para as seleções brasileiras- vive um período de marasmo e à beira de ser superado, por exemplo, pelos clubes mineiros, que têm o Atlético Mineiro e o Cruzeiro como campeão brasileiro com folga.

Eis um rápido desfile:

1- Futebol paulista: a última esperança de contar com clube na Libertadores, está no duelo entre Ponte Preta (a favorita por ter 3 a 1, no Morumbi) e o São Paulo, valendo uma vaga na final da Copa Sul-americana. Duelo sem brilho, pois enquanto a Ponte está praticamente rebaixada no Campeonato brasileiro, o tricolor parece dar-se por aliviado em ter driblado o fantasma da degola.

Já o Corinthians nos melancólicos últimos dias de Tite, chegou a dar sono neste domingo, no Maracanã, quando foi derrotado por 1 a 0 pelo Flamengo, belo gol de Paulinho em chute de fora da área. Tite só movimentou os músculos do rosto quando “Sheik” na pequena área, no último minuto, chutou a bola em cima do goleiro Felipe.

Que marasmo!

Também não foi lá essas coisas o jogo em que o Santos venceu o Fluminense, pelo gol de Thiago Ribeiro, deixando o Flu em situação delicadíssima em relação ao rebaixamento, enquanto para os santistas a partida era “café com leite”, pois nada mais têm a aspirar.

A Portuguesa, derrotada pelo Bahia, segue o ritual de não ser rebaixada, embora ainda corra certo risco- está com 44 pontos. E o Palmeiras está chegando da Série B, não tendo, ainda parâmetro de como estará na elite.

2- Futebol carioca: o Botafogo- que empatou com o São Paulo em 1 a 1, é o quinto colocado do campeonato e ainda tem pequena chance de disputar a Libertadores. Nada mau para quem conviveu com perda de jogadores importantes, atraso nos salários, etc. Quem está mais animado, no entanto, é o Flamengo, time modesto, mas embalado que safou-sede vez da degola e agora pode ser o campeão da Copa do Brasil, na quarta-feira, bastando para isso um simples empate sem gols diante do perigoso Atlético Paranaense.

Ah, Fluminense e Vasco vivem às voltas com provável rebaixamento.

Que situação!


Palmeiras, um show de bola e o futuro
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Roberto Avallone

Foto: Mazão Ramires / Futura Press

Foto: Mazão Ramires / Futura Press

Comecemos pela goleada e o show de bola do Palmeiras, graças um belo segundo tempo, no Morenão, em Campo Grande, no dia em que recebeu a taça de campeão da Série B: mais importante do que o placar de 4 a 1 sobre o Ceará (que luta pelo acesso à elite) foi a exibição da equipe, cheia de vontade, firmeza e com algumas individualidades bem interessantes.

Quais? Por exemplo, Fernando Prass, um goleiraço; o capitão Henrique, muito seguro em suas roubadas de bola; Alan Kardec, desta vez se movimentando muito bem pela direita e pela esquerda, autor do terceiro gol do time ao converter o pênalti sofrido por ele mesmo após “pedalar” várias vezes diante do goleiro; e especialmente Leandro, que quase fez um gol de placa (ao chapelar o zagueiro em velocidade) antes de chutar paras redes, aí sim, depois de driblar o goleiro, com frieza e habilidade, no quarto gol do Palmeiras.

Antes, no primeiro tempo, não estava tão fácil. O Ceará marcou primeiro (Magno Alves), o Palmeiras empatou (Eguren, de cabeça) e partida ficou assim, com o empate de 1 a 1 de bom tamanho. Faltava no meio-campo do Palmeiras, pois Serginho estava indeciso entre ser meio-campista ou atacante.

Aí, sejamos justos, o técnico Gilson Kleina mexeu bem. Ele trocou Serginho por Charles (liberando mais Leandro) e corrigiu o que estava errado: inclusive coube a Charles desempatar a partida, com um gol de cabeça. Dali para afrente foi show de bola, com as jogadas e os gols fluindo para verdadeira festa, sobrando um tempinho até para entrada do jogador que a torcida pedia- Valdivia, o craque do time, que, no entanto, nem teve tempo de pegar na bola, pois o gastou com uma confusão om Vicente, o que quase custou a expulsão de ambos.

E  O  FUTURO…

Bem, segundo as palavras de José Carlos Brunoro, diretor-executivo do Palmeiras, estão indo bem as conversas para renovação do técnico Gilson Kleina (embora ainda não definida) arrematando que acha que “vamos chegar lá”. Por sua vez, ainda cauteloso, Kleina disse que “da próxima semana essa questão não passa”.

Minha dedução: clube e técnico vão se entender.

E os reforços? Segundo um conselheiro que respeito, o Palmeiras deve fazer, em princípio, cinco contratações- um lateral-direito, um lateral-esquerdo, um meia (para quando Valdivia não puder jogar), um centroavante para a reserva de Alan Kardec (ou para disputar a posição com ele) e mais um outro atacante. Nomes? Muitas especulações, sendo falados, pelo menos os nomes de Lins, do Criciúma, assim como o lateral-esquerdo Marlon (do mesmo time), embora que para esta posição há quem prefira Uendel, da Ponte Preta, 25 anos, o melhor em campo na vitória sobre o São Paulo, por 3 a 1.

Na verdade, os nomes estão sendo mantidos em sigilo e vai depender também da definição da Comissão Técnica. Este blogueiro não credita e contratações de grande impacto. Em todo o caso, quem sabe uma surpresa para o Centenário?


Astros enciumados
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Roberto Avallone

Como de hábito, passo pelo boteco do seu Armindo, português da mais pura cepa e torcedor do Sporting. Ele deixa sempre a tevê ligada nos jogos internacionais- sempre com a casa cheia-, mas, desta vez, estava mais preocupado em dar o seu recado: “Olha, não sei se você vai gostar. Mas agora se não derem a bola de ouro para o Cristiano Ronaldo, é marmelada. É marmelada!”.

Por que este blogueiro não haveria de gostar? É o que penso, também. Nesta temporada ninguém o superou ou chegou perto. Esta não é, no entanto, a opinião de outro Monstro Sagrado do Futebol, o sueco Ibrahimovic, que não só minimizou a façanha do português autor dos três gols que tiraram a Suécia da Copa no Brasil- “Ele fez só um gol a mais do que eu” (esquecendo-se do gol de Cristiano em Lisboa), como também soltou a pérola da imodéstia: “Uma Copa do Mundo sem mim não merece ser vista”.

Uma questão de ciúmes. Nada mais.

E agora passo a entender o porquê de Ibra ter passado pelo Barcelona sem sucesso. E de andar de clube em clube. Ego tão grande deve ser insuportável.

Li algumas matérias que Messi, que recebeu outra chuteira de ouro agora com um terno enfeitado de 20 mil reais, não chega a ser um Ibrahimovic, mas também está longe de ter um mínimo de humildade. Talvez seja por esse motivo que, matreiramente, Neymar fica lá pela ponta-esquerda quando joga o argentino: só que joga bem mesmo por ali, desenvolvendo até um certo tipo de passe, da esquerda, que mais parece tacada de sinuca.

Devagar e sempre. E se Messi sentir ciúmes?

Na verdade, esse tipo de coisa faz parte da História do Futebol. O grande Didi “Folha Seca”, que passou pouco tempo no futebol espanhol, queixou-se em seu retorno do boicote que teria sofrido dos companheiros do Real Madrid. Não apontou nomes, mas os que o viram, diziam que recebia poucos passes do francês Kopa, do argentino Di Stéfano, do húngaro Puskas e do espanhol Gento- os craques que compunham o ataque do Real, verdadeira constelação internacional de estrelas.

Ciumentas, naturalmente.


O desastre do São Paulo. A vantagem do Fla. E o Mercado da Bola
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Roberto Avallone

Foto: Eduardo Viana

Foto: Eduardo Viana

Que não se tire o mérito da Ponte Preta, quase rebaixada no Campeonato Brasileiro- onde ocupa a vice-lanterna, com 35 pontos- mas valente e altiva na Copa Sul- Americana, sua experiência internacional.

Mas, convenhamos, o cenário era o ideal para uma consagração tricolor: 53 mil pessoas no Morumbi, noite de recorde de Rogério Ceni (1.116 partidas pelo São Paulo) que igualava marca de Pelé como o jogador que mais vezes vestiu a camisa de um clube brasileiro, o sonho da volta por cima completa em ficar a poucos passos da Libertadores do ano que vem.

E seguia o ritual do script perfeito, pois Paulo Henrique Ganso, de autoestima e futebol recuperados, abriu o placar, com jogada de classe, ao enganar o marcador com uma ginga e arrematar de pé direito no canto esquerdo do goleiro Roberto.

Só que, de repente, a Ponte Preta mudou sua postura. De equipe recuada, tornou-se ofensiva, liberou o bom lateral-esquerdo Uendel para o ataque, passou a perseguir o gol. O gol que saiu no finzinho do primeiro tempo, em jogada do próprio Uendel, que centrou para, afobado, o zagueiro Antônio Carlos marcar contra e estabelecer o empate.

Era o que a Ponte queria. Bem orientada pelo técnico Jorginho, no segundo tempo foi só esperar o São Paulo dar espaço por desejar a vitória a qualquer custo e jogar no contra-ataque para liquidar a partida com dois novos gols: um, marcado por Leonardo: o outro, de autoria de Uendel, em minha opinião o melhor jogador em campo.

Agora a Ponte Preta pode perder até por 2 a 0 no jogo da volta, em Mogi Mirim, que estará classificada para a final da Copa Sul-Americana. Ao São Paulo, resta a chance de ganhar por 3 a 1-o que levaria a decisão para os pênaltis- ou  vencer por três gols de diferença ou então estabelecer uma contagem 4 a 2, 5 a 3, coisa assim.

Está na cara que para a Ponte Preta está mais fácil. Muito mais.

A  VANTAGEM  DO  FLA

Foto: Felipe Gabriel

Foto: Felipe Gabriel

É pequena essa vantagem, reconheço. Mas não deixa de existir: por ter feito um gol fora de casa, no empate de 1 a 1 com o Atlético Paranaense (gols de Marcelo e Amaral), o Flamengo pode jogar por um simples empate de 0 a 0 na partida de volta, no Maracanã. Com certeza com estádio lotado.

Nada mau para quem vinha cambaleando na gestão de Mano Menezes, recuperou-se com solução caseira (Jayme de Almeida) e enfrentou o Furacão que vinha sendo uma sensação no Campeonato Brasileiro. O Fla, que ainda precisa de um pontinho para afastar de vez o fantasma do rebaixamento, está a um passo de disputar a Libertadores.

O  MERCADO  DA  BOLA

Imagem: Internet

Imagem: Internet

1- Já passava da meia- noite quando o presidente do Atlético Mineiro, Alexandre Kalil, anunciou em seu twitter a renovação do contrato do técnico Cuca “até o fim do meu mandato”. Quer dizer: por mais um ano. Na  surdina, Cuca despertava o interesse de outros clubes.

2- Minha confiável fonte corintiana me disse que o Corinthians está interessado no atacante Marcelo, do Atlético Paranaense, mas não demonstra muito otimismo quanto ao desfecho do negócio:O Atlético não vai querer vende-lo por um preço compatível”- fala, de maneira resignada. Assim como se resignou com a perda de outro sonho de consumo, o meia Marlone, que está indo para o Cruzeiro.

3- No Palmeiras, há quem dê como praticamente certo o negócio com a Caixa, que teria o patrocínio máster no Centenário do clube.  E com dinheiro, fica mais fácil, evidentemente, a vinda de reforços.


O renascimento de Felipão. Valdivia, um desperdício. E o maior do mundo
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Roberto Avallone

Foto: Mowa Press / Divulgação

Foto: Mowa Press / Divulgação

1- Nem tanto pela vitória diante do Chile (2 a 1), no Canadá, suada embora justa. E sim pelo conjunto da obra desde que reassumiu a Seleção Brasileira, com direito ao título da Copa das Confederações e a uma surra histórica aplicada na Espanha: o fato é que Felipão voltou a ser Felipão.  E ainda melhor, eu diria, com um toque de modernidade e de atualização, que o faz rever seus antigos conceitos, como, por exemplo, jogar com três atacantes (contra o Chile começou com Neymar, Jô e Hulk) ou até mesmo de abdicar do centroavante de ofício que sempre teve em sua carreira como na entrada de Robinho.

E Robinho fez o gol da vitória.

(Antes, os autores dos gols tinham sido Hulk e Vargas).

Essa reciclagem de Felipão, sei lá se por conta própria ou por certa influência de Carlos Alberto Parreira, em minha opinião é uma lição de humildade. Outros técnicos deveriam seguir o seu exemplo. Aparentemente ultrapassado em suas últimas temporadas no Palmeiras, Felipão ressurgiu das cinzas, encheu-se de modernidade, tomou conta da Seleção e hoje é unanimidade nacional.

Em minha opinião, é o técnico favorito para levantar a taça de Campeão na Copa do Mundo que se avizinha.

Foto: AP

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2- Fico a imaginar como seria se os músculos não traíssem tanto a Valdivia. Nos 35 minutos em que esteve em campo contra o Brasil, conseguiu equilibrar a partida, enfiou aquelas bolas geniais, mudou o ritmo da partida. Depois, não deu mais: saiu, deixando no ar um ponto de interrogação se vai ser assim pelo resto da carreira.

Só nos resta lamentar tamanho desperdício. Não fossem as lesões e ele seria um verdadeiro “El Mago” dos campos, com um tipo de jogo que já não se vê mais por aí.

É pena.

Foto: AP

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3- Cristiano Ronaldo, por seus gols espetaculares contra a Suécia e por aquilo que tem feito ao longo da temporada, desta vez vai desbancar Messi: será eleito o jogador do ano na festa da FIFA, ganhará a Bola de Ouro, ganhará festas especiais em Madri e em Lisboa.

Nada mais justo.

(Maiores detalhes sobre sua atuação e a classificação de Portugal para a Copa, no meu post anterior:  ”Cristiano Ronaldo, o Rei de Portugal. E o melhor do futebol”. http://blogdoavallone.blogosfera.uol.com.br/2013/11/19/cristiano-ronaldo-o-rei-de-portugal-e-o-melhor-do-futebol/ … ).


Cristiano Ronaldo, o Rei de Portugal. E o melhor do futebol
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Roberto Avallone

Foto: AFP

Foto: AFP

Ainda estou impressionado com o que fez Cristiano Ronaldo. Em jogo decisivo para a classificação para a Copa do Mundo, atuando fora de casa diante de destemidos suecos- entre eles, o grande Ibrahimovic-, Cristiano Ronaldo deu um show que há muito tempo não se via: fez os três gols da vitória portuguesa contra a Suécia (3 a 2), todos marcados em alta velocidade, dois com a perna esquerda e o outro com a direita.

Fenomenal!

Como ele já havia feito o gol de Portugal na partida de Lisboa (1 a 0), pode-se dizer que literalmente salvou a equipe portuguesa do desgosto de ficar de fora da Copa que será realizada no Brasil. Pelo lado sueco, a menção honrosa para Ibrahimovic, autor dos dois gols de sua equipe- um de cabeça e o outro de falta-, mas é simplesmente um consolo: nada que se possa comparar à façanha de Cristiano.

Aliás, cravo que neste ano, em dezembro, na festa da FIFA, não terá para mais ninguém: Cristiano Ronaldo, 28 anos, 1 metro e 86, será eleito o melhor do mundo na temporada. Desta vez, Messi ficará para trás.

E fico a imaginar como estará a festa em Portugal. Cristiano Ronaldo, que nasceu no Funchal e começou no Sporting, deve estar a arrancar gritos como se fosse o Rei.

Pelo que vi, nada mais justo.